Obras em taludes e encostas requerem especialização

Crédito: Brasecol
Quem viaja pelas rodovias brasileiras já viu uma série de obras de contenção, seja em taludes ou encostas. Seus projetos requerem cálculos precisos, emprego de técnicas específicas e engenharia especializada. Quando não executadas de maneira correta, podem causar desmoronamentos. Por isso, a escolha de empresas com tradição nesse segmento é o primeiro passo para assegurar obras com qualidade. Parceira da Cimento Itambé e da Concrebras, a Brasecol, com sede em Santa Catarina e 48 anos de experiência, está entre elas. Na entrevista a seguir, o corpo técnico da companhia, liderado pela engenheira civil Cynthia Minatto Brandão Richter, explica quais são atualmente as tecnologias disponíveis para a contenção de taludes e encostas e como elas também podem ser utilizadas em obras urbanas. Confira:
Quantas tecnologias de contenção de taludes e encostas são aplicadas atualmente no Brasil, e qual é a mais usada?
Existem vários tipos de contenção disponíveis atualmente, desde um simples muro de gabião até cortina atirantada. Não há como saber ao certo qual é

Crédito: Brasecol
a mais utilizada, pois o país é extenso e cada região tem suas peculiaridades. A escolha do tipo de contenção depende das características do talude e demanda de materiais, assim como a mão de obra disponível no local. Por exemplo, se está em uma rodovia onde é possível fazer retaludamento e tem espaço para realizar um gabião, essa pode ser a mais adequada. Agora, se em outro trecho desta rodovia não é possível fazer escavações e retaludamentos, pode ser necessário utilizar solo grampeado com ou sem concreto projetado.
A tecnologia do solo grampeado associado à aplicação de concreto projetado é utilizada desde quando pela Brasecol?

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Há relatos de que a primeira utilização da técnica de solo grampeado no Brasil tenha acontecido em 1970, por construtores de túneis, porém empiricamente. Recentemente, é que a técnica tem sido empregada com métodos de análise do seu comportamento. A Brasecol vem estudando a tecnologia desde 2019, e começou a aplicá-la em janeiro de 2020.
Independentemente da tecnologia, o concreto projetado é o mais utilizado para a contenção de taludes e encostas?
Normalmente, a escolha por concreto projetado ocorre mais em terrenos rochosos e em meio urbano, onde a inclinação do talude precisa ser mais acentuada. Em outros casos pode-se aplicar uma proteção vegetal na face do talude, ou telas de alta resistência para situações de quedas de blocos de rocha.
Em termos de especificações do concreto projetado para esse tipo de obra quais as peculiaridades?
Existem duas formas de executar o concreto projetado: via seca e via úmida. No preparo a seco, a adição de água é feita junto ao bico de projeção,

Crédito: Brasecol
alguns instantes antes da projeção. No preparo da via úmida, a adição de água é feita na hora do preparo do concreto e assim conduzido até o local da aplicação. Ambas as vias utilizam traços e equipamentos com características especiais.
Costuma-se pensar que apenas encostas de rodovias demandam esse tipo de obra, mas a contenção de taludes e encostas também está presente em projetos urbanos e imobiliários. Quando uma obra pede esse tipo de tecnologia?

Crédito: Brasecol
Sempre que a obra se deparar com diferentes níveis e solos sem capacidade de manter a estabilidade podemos pensar na aplicação do solo grampeado ou concreto projetado. Uma ideia muito comum entre as pessoas é que concreto projetado é somente utilizado quando o talude é inclinado, porém se as características do subsolo permitirem, pode ser utilizado para execução de cortinas em cortes a 90°. Um case sobre essa técnica foi a obra de contenção para a construção de uma unidade da rede de supermercados Giassi, em Itajaí-SC.
O projeto para a contenção de taludes é diferente do projeto para a contenção de encostas?
Os estudos (ensaios de campo, métodos de cálculos) são similares. As premissas e usos podem ser diversos, dependem das características do entorno e subsolo. Por isso, é importante ter um projetista especialista no assunto para definir a melhor solução. Também vale esclarecer as definições sobre os termos taludes e encostas. Taludes são terrenos inclinados que podem ser naturais ou criados com cortes ou aterros. As encostas são taludes naturais (encostas de morros). Outro ponto importante a ressaltar é que o projeto e a execução de contenções requerem mão de obra especializada e técnica, pois se não for estudado e executado corretamente podem ocorrer desastres como desmoronamentos. Também vale lembrar que as encostas e os taludes, depois de efetuada a contenção, precisam de monitoramentos e manutenção para garantir sua vida útil.
Existem normas técnicas para esse tipo de engenharia? Caso sim, como elas se encontram: atualizadas ou defasadas? Caso não, há movimentação da ABNT para normatizar a tecnologia?
Ainda não se tem uma norma brasileira específica para a solução em solo grampeado. Portanto, costumam ser usadas normas nacionais para outros tipos de contenção, como estabilização de taludes e tirantes, ou normas internacionais. Temos informação de que a ABNT está em processo de elaboração de uma norma.
Saiba mais sobre as obras de contenção realizadas pela Brasecol em Itajaí-SC
Entrevistada
Engenheira civil e administradora da Brasecol, Cynthia Minatto Brandão Richter, juntamente com corpo técnico da empresa
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brasecol@brasecol.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Na pandemia, mercado imobiliário apresenta recuperação em “V”
Em sua 5ª medição sobre o comportamento do mercado imobiliário brasileiro no período de pandemia de COVID-19, a Brain Inteligência Estratégica mostra que o setor apresenta recuperação em “V”, após a doença ter atingido seu auge em abril de 2020, o que causou lockdown em várias capitais brasileiras. O termo recuperação em “V” ocorre porque as teorias econômicas definem a retomada do crescimento em 4 letras: “V”, “W”, “L” e “U”.
Em “V” é quando, após uma queda rápida da atividade econômica, acontece uma alta na mesma intensidade. O “W” ocorre quando a retomada econômica alterna fases de crescimento com contração. Já o “L” é o pior dos cenários: a atividade econômica cai e não se consegue prever a recuperação. Quanto ao “U”, indica que, depois de uma queda, há um período maior de abatimento da economia antes de uma retomada mais robusta.
A retomada do crescimento em “V” era uma expectativa da equipe econômica do governo, mas apenas alguns segmentos estão registrando essa tendência. O mais forte deles é o da construção imobiliária. A ponto do setor ter estoque para apenas 10 meses - o menor da década. Ou seja, se não houvesse nenhuma construção em andamento no país, o volume de apartamentos, casas e sobrados novos à venda acabaria por volta de setembro de 2021. O que explica essa intensa procura por imóveis no Brasil, principalmente no 2º semestre de 2020, são as baixas taxas de juros.
A nova realidade barateou o financiamento imobiliário de longo prazo e permitiu que quem morava de aluguel buscasse o 1º imóvel. “Além disso, apesar da pandemia, a vida continua. O Brasil tem, em média, 1 milhão e 100 mil casamentos por ano e 1 milhão e 500 mil pessoas mudando de cidade anualmente”, avalia o economista Fábio Tadeu Araújo, diretor da Brain Inteligência Estratégica. “Esse cenário fez o financiamento imobiliário crescer 34,8% no acumulado de 12 meses (novembro de 2019 a outubro de 2020)”, completa.
Comprador busca bem-estar e até imóveis de lazer estão com boa procura
Outro fator que estimula a corrida por imóveis é que a taxa Selic baixa tornou a renda fixa pouco atrativa. Isso fez com que os investidores migrassem para o mercado imobiliário, principalmente em busca de unidades de alto padrão. Essa avalanche de compradores faz organismos ligados à construção civil preverem que o setor possa crescer de 5% a 10% em 2020. “O setor vai crescer, provavelmente em dois dígitos em relação ao ano passado”, diz o engenheiro civil José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
O novo estudo da Brain Inteligência Estratégica mostra que a busca por imóveis novos tende a seguir em alta até 2022, pois 46% de potenciais compradores disseram que pretendem comprar imóvel em 2 anos. “O mercado impressiona, pois até imóveis de lazer estão com boa procura, como casas na praia e propriedades rurais (sítios e chácaras). As pessoas estão em busca do bem-estar”, cita Fábio Tadeu Araújo.
Para finalizar, tanto os analistas de mercado quanto os organismos ligados à construção civil estão convictos de que a venda digital também deu forte impulso para que o mercado imobiliário se mantivesse aquecido na pandemia. “Quando abrimos nossos números, percebemos o ganho de share das empresas mais estruturadas em venda digital, se comparadas com aquelas que não acreditavam que poderiam realizar vendas online para o cliente. O digital passou a ser uma realidade no dia a dia das construtoras e incorporadoras”, conclui o presidente da CBIC.
Assista ao vídeo da apresentação “5ª onda - COVID-19: o que esperar para 2021”
Entrevistado
Reportagem com base no webinar “5ª onda - Covid-19: o que esperar para 2021”, da Brain Inteligência Estratégica, com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Coreia do Sul cria “curativo” para estruturas de concreto

Crédito: KICT
Os curativos para pequenos ferimentos na pele inspiraram pesquisadores do Instituto Coreano de Engenharia Civil e Tecnologia da Construção (Korea Institute of Civil Engineering and Building Technology [KICT]) a criar um “band-aid” para estruturas danificadas de concreto. Batizado de TRM (Textile Reinforced Mortar [argamassa têxtil reforçada]) o invento consiste em placas que medem 1 m x 2 m cada uma, e que utilizam tecido de fibra de carbono com 2 centímetros de espessura como matéria-prima. Superleves, as placas evitam criar sobrecarga na área a ser recuperada. “Esperamos concluir a pesquisa até o final de 2020, mas os resultados, após testes em 130 corpos de prova, ao longo de 6 meses, nos deixam animados”, diz o pesquisador-chefe, o professor-doutor do KICT, Hyeong-Yeol Kim.
A equipe utiliza como elemento colante argamassa produzida à base de cimento com 50% de escória de alto forno em sua composição. Segundo os pesquisadores, o cimento com essas características tem alta resistência ao fogo e permite que o invento seja utilizado em estruturas que podem estar expostos a riscos de incêndio. Além disso, nos testes em laboratório, os corpos de prova em que foram aplicados os “curativos” se submeteram a métodos de envelhecimento acelerado e variáveis ciclos de umidade, seja em situação de alta temperatura ou congelamento-degelo. “As simulações consideraram condições ambientais adversas e mostraram que o TRM pode ser aplicado também em superfícies expostas constantemente à umidade”, explica Hyeong-Yeol Kim.
Invento pode reduzir em até 40% o custo de recuperação de pontes e viadutos
Uma das conclusões preliminares do estudo é que, ao contrário de reparos que usam barras de aço, o tecido de carbono não sofre corrosão, o que possibilita o uso do “curativo” em pavimentos de concreto, edifícios-garagem com estruturas pré-fabricadas, lajes, pilares ou mesmo plataformas marítimas, geralmente expostas a um ambiente rico em cloretos. Os pesquisadores também avaliam que o invento pode reduzir em até 40% o custo de recuperação de estruturas como pontes, viadutos e passarelas, além de triplicar a vida útil dessas construções. Eles se baseiam nos resultados dos ensaios de ruptura realizados no KICT, onde estruturas de concreto reforçadas com painéis de TRM ficaram 1,5 vezes mais resistentes do que antes de receberem o “curativo”.
Outra informação coletada pela equipe é que as placas de TRM podem ser usadas como elementos de fachadas de edifícios, haja vista que funcionam como isolantes térmicos, e também como reforço de estruturas em regiões vulneráveis a abalos sísmicos. Isso estende as possibilidades geradas pelos concretos reforçados com tecidos de carbono, que desde 2000 são o centro das atenções de vários laboratórios de pesquisas voltados para a construção civil em todo o mundo. No Brasil, a primeira iniciativa aconteceu em 2015, no Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (LEME) da UFRGS, porém ainda sem aplicações práticas. Havia o projeto de construir duas passarelas para pedestres no campus da universidade, em Porto Alegre-RS, mas que acabou não se concretizando.
Entrevistado
Korea Institute of Civil Engineering and Building Technology (KICT) (via departamento de comunicação)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Venda de máquinas para a construção cresce 14% em 2020

Crédito: Volvo
Números apresentados recentemente na 15ª edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção revelam que a venda de máquinas para o setor vai fechar 2020 com aumento de 14,30%. O percentual é em comparação com o volume de negócios de 2019. No ano passado, foram comercializados 26.943 equipamentos, enquanto neste ano as negociações atingiram 30.798.
Entre as máquinas mais utilizadas nos canteiros de obras, os destaques em venda em 2020 - até a conclusão do levantamento - foram guindastes, que saíram de 4 unidades em 2019 para 8 unidades neste ano, e caminhões-betoneira, que cresceram de 670 para 950 - expansão de 41,79%. Na avaliação dos especialistas que compuseram o estudo coordenado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) dois fatores estimularam esse crescimento.
O primeiro foi o impulso que a construção imobiliária teve em 2020 e o segundo o movimento que o setor está fazendo no sentido de utilizar tecnologias alinhadas com a construção industrializada. O aumento no volume de vendas de caminhões-betoneira significa também maior consumo de concreto dosado em central. Da mesma forma, guindastes em obras imobiliárias indicam que o empreendimento utiliza elementos que precisam ser içados, como estruturas pré-fabricadas ou pré-moldadas de concreto.
O desempenho de máquinas para a construção civil poderia ser melhor se a compra de equipamentos importados não tivesse registrado uma retração em função da forte desvalorização do real frente ao dólar neste ano. A moeda nacional perdeu praticamente 40% de seu valor de compra e impactou em queda de 11% no mercado de máquinas como plataformas aéreas e manipuladores telescópicos - também bastante usadas na montagem de elementos pré-fabricados de concreto.
Crescimento estimado para 2021 é maior que o de 2020, e pode chegar a 25%
Para o próximo ano, o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção estima aumento de 25% para todo o setor de equipamentos para construção. O crescimento continuará puxado pela linha amarela, formada principalmente por tratores, retroescavadeiras, pás-carregadeiras e rolos-compressores, entre outras máquinas para movimentação de terra. Porém, o segmento de máquinas exclusivas para a construção civil terá uma fatia maior no volume de vendas, e pode chegar a 16%. Em 2020, a linha amarela cresceu 22% na comparação com 2019.
Esse cenário otimista está relacionado à aposta de que, finalmente, as obras de infraestrutura devem deslanchar no ano que vem. A expectativa é que o Brasil conseguirá viabilizar as concessões de rodovias, portos e aeroportos, além de destravar as 5 mil obras herdadas de governos anteriores e que continuam paralisadas. “O setor privado está investindo atualmente no setor. Mas a infraestrutura depende também do investimento público, que passa por uma série de dificuldades no atual cenário político-econômico. Então, uma saída é o investimento estrangeiro. Só que existe uma condicional importante, que é a garantia de segurança jurídica”, diz Afonso Mamede, presidente da Sobratema.
Diante da possibilidade da construção imobiliária seguir em alta em 2021, e com as perspectivas de que as obras de infraestrutura finalmente sairão do papel, o setor da construção civil revela confiança. Segundo o estudo, 67% das construtoras e locadoras de equipamentos estão otimistas com a economia brasileira para 2021. Já 70% acreditam que o setor continuará em crescimento, enquanto 86% dos empresários se mostram confiantes com o desempenho de suas empresas para o ano que vem.
Assista à apresentação do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção
Entrevistado
Reportagem com base no evento virtual da 15ª edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção
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Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Veja como a tecnologia 5G vai transformar a construção civil

Crédito: Banco de Imagens
Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA), robótica, BIM, Internet das Coisas (IoT). Essas tecnologias têm se incorporado à construção civil rapidamente, mas apenas em países que já dispõem de tráfego de dados em 5G. Este tipo de conectividade é essencial para que o canteiro de obras possa, por exemplo, compartilhar informações online, acessar dados armazenados na nuvem, melhorar a produtividade e promover alterações de projeto em tempo real. No Brasil, ainda não é possível. O 5G só deve começar a ser testado no país em 2021. No entanto, no exterior já há cases do que se pode fazer com a ultravelocidade de internet móvel na construção civil.
Em maio de 2020, entrou em operação na China o primeiro canteiro de obras inteligente do mundo. Em Pequim, a tecnologia 5G possibilitou acoplar uma série de sistemas de controle que impactam diretamente na qualidade, no custo, no prazo e na segurança da construção. Por exemplo, os EPIs (equipamentos de proteção individual) dos operários possuem sensores vinculados à Inteligência Artificial, e que monitoram temperatura, pressão arterial e frequência cardíaca dos trabalhadores. Em tempos de COVID-19, qualquer alteração nos sinais vitais permite que o trabalhador seja levado a um centro médico. “Em combinação com a função de IA, também podemos identificar se os operários estão usando máscaras no local”, explica Zhao Canzhen, engenheiro-chefe de projetos da China Construction Eighth Engineering Division.
Outra inovação no canteiro inteligente chinês é o monitoramento da obra por drones. Os equipamentos passam as imagens para uma central de engenheiros civis, que faz a checagem do que foi construído e consegue intervir em tempo real, caso esteja ocorrendo algum erro que resulte em retrabalho. “Ao usar o 5G, podemos também monitorar guindastes de torres, acoplados a um sistema de controle de segurança multidimensional. Por isso, vamos explorar continuamente outros usos para 5G nesse canteiro de obras e em outros que serão instalados. O próximo passo é testar robôs-construtores”, diz Zhao Canzhen. Esses experimentos ocorrem na construção de um complexo industrial de alta tecnologia na cidade de Yizhuang, subúrbio de Pequim.
Tecnologia 5G torna a ferramenta BIM indissociável dos projetos
O objetivo dos engenheiros com o canteiro de obras inteligente é elevar a produtividade em 15% e reduzir os custos da construção em 6%. No entanto, após 6 meses de operação, a equipe estima que os percentuais alcançados serão relativamente maiores. O que explica isso é o potencial da tecnologia 5G, cuja taxa de transmissão possibilita enviar até 10 GB de dados por segundo. Para o indiano Varun Kumar Reja, pesquisador do IIT Madras (Indian Institute of Technology) e um especialista em aplicações 5G na construção, a tecnologia tornará a ferramenta BIM indissociável dos projetos. “Não haverá outra forma de utilizar todo o potencial das informações passadas pelas tecnologias disponíveis no canteiro de obras sem o uso do BIM”, afirma.
Além da China, Coreia do Sul e Canadá são os próximos países que se preparam para instalar canteiros de obras inteligentes.
Entrevistado
Ministério das Comunicações (via assessoria de imprensa)
China Construction Eighth Engineering Division (via assessoria de imprensa)
Departamento de engenharia civil do IIT Madras (Indian Institute of Technology) (via assessoria de imprensa)
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Após 10 anos, Japão conclui paredões contra novos tsunamis
A altura dos paredões varia de 12,5 metros a 15 metros. Houve cidades não atingidas pelo tsunami de 2011, mas que foram alvos de outras ondas gigantes, que também decidiram erguer muralhas próximas do mar. É o caso de Shizuoka, onde uma estrutura com 17,5 quilômetros de extensão, e 15 metros de altura, foi recentemente concluída. Todas as construções usaram a mesma tecnologia: terra armada revestida por muros de contenção montados com peças pré-moldadas de concreto.
Obviamente, as estruturas que impedem a vista do mar dividem a população. Porém, especialistas as defendem. É o caso de Hiroyasu Kawai, diretor do departamento de engenharia do Instituto de Pesquisa de Portos e Aeroportos do Japão. O organismo estuda projetos antitsunamis desde 2004. “Os paredões vão deter os tsunamis e evitar que inundem regiões do país. Mesmo que o tsunami seja maior do que os paredões, as estruturas estão projetadas para suportar o impacto e atrasar a velocidade das inundações, dando tempo para a evacuação das cidades”, explica.
Primeiro muro para combater tsunamis no Japão foi construído entre 1972 e 1984
Parte do dinheiro investido na construção dos paredões foi dividido com as prefeituras locais por empresas japonesas dos setores da construção imobiliária, da infraestrutura, de transportes ferroviários e as gigantes automobilísticas do país. Elas não apenas contribuíram com recursos como colocaram seus departamentos de engenharia para colaborar na elaboração dos projetos das muralhas. A ação conjunta concluiu que a tecnologia com terra armada, aliada a muros de contenção pré-moldados de concreto e compactação do solo com o uso de cimento - método solo-cimento - seria o mais eficaz e menos oneroso para o programa antitsunami do Japão.
O primeiro muro para combater tsunamis no Japão foi construído entre 1972 e 1984, na pequena cidade de Fudai, no norte do Japão. O então prefeito Kotaku Wamura empreendeu suas energias em uma obra que considerava essencial para a população de 3 mil habitantes: construir uma muralha com 15,5 metros de altura e 205 metros de comprimento. Sobrevivente de um tsunami que destruiu o vilarejo em 1933, Wamura gastou cerca de 30 milhões de dólares no empreendimento, que consumiu 61.500 m³ de concreto armado. Em 2011, a construção cumpriu sua função. No grande tsunami de 10 anos atrás, o paredão conteve uma onda com 20 metros de altura e permitiu que Fudai saísse da tragédia com danos mínimos.
Entrevistado
Centro de Pesquisa de Tsunami, do Instituto de Pesquisa de Portos e Aeroportos do Japão (via assessoria de imprensa)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Em 2021, varejo da construção irá consolidar inovações de 2020

Crédito: Banco de Imagens
Fórum internacional promovido pela Rede MATCON, que envolve líderes da cadeia do varejo de materiais, máquinas e equipamentos do setor da construção civil, mostra quais as tendências para o setor em 2021. Processos iniciados em 2020, por causa da pandemia de COVID-19, tendem a se consolidar no próximo ano, estimam os analistas. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Para o secretário-geral da EDRA-GHIN (European DIY Retail Association [associação de varejistas europeus do faça você mesmo] e Global Home Improvement Network [rede global de reformas residenciais]), John W. Herbert, inovações como o click&collect (clique&busque) e o drive thru vieram para ficar no varejo da construção.
O do it yourself (faça você mesmo) - no Brasil conhecido como bricolagem - também seguirá em viés de alta, avalia o executivo britânico. “A pandemia levou as pessoas a ficarem mais tempo em casa e as pequenas reformas as atraiu. Pintura, troca de revestimento em uma parede ou piso, aplicação de papel de parede, instalação de prateleiras, enfim, o faça você mesmo cresceu consideravelmente e tende a fazer parte da rotina do consumidor. Também observamos que o click&collect tem atraído os jovens, ou seja, eles gostaram da ideia de escolher o produto na plataforma digital da loja e ir buscar no endereço físico. Por outro lado, os adultos e os idosos têm usado mais o drive thru. Eles utilizam o telefone ou o WhatsApp e vão de carro pegar a mercadoria no setor de entrega da loja”, revela John W. Herbert.
O executivo mostrou que redes do varejo da construção filiadas ao EDRA-GHIN, e que já tinham essas modalidades de venda em seus portfólios, têm se saído melhor na pandemia. Na Alemanha, venderam 16% a mais entre março e outubro; na França, 23%; no Reino Unido, 18,9%; na Itália, 12%; na Espanha, 20%; em Portugal, 12%; na Áustria, 15%; na Suíça, 16%; nos países escandinavos (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Ilhas Faroé e Islândia), 18%; na Polônia, 6%; na Romênia, 12%; nos Estados Unidos, 25%; no Brasil, 30%, e na Austrália, 22%. Atualmente, a EDRA-GHIN reúne 214 empresas de home centers, as quais têm 32 mil lojas espalhadas em 74 países e movimentam 320 bilhões de euros por ano.
Varejo digital exige capacitação de quem atua no comércio de material de construção
Os participantes do fórum concluíram que os home centers de materiais de construção tendem a se tornar centros logísticos de entrega de pedido. “O consumidor fará sua compra online, a qualquer hora do dia, e passará na loja física para retirar, com hora marcada”, entende John W. Herbert. Os debatedores brasileiros que participaram do encontro concordam com as análises do secretário-geral da EDRA-GHIN, mas avaliam que o país precisará tomar medidas regulatórias para estimular esses novos processos. “Precisamos adequar nosso ambiente regulatório para esse tipo de evolução”, diz Rodrigo Navarro, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).
O dirigente também entende que a internet não apenas está transformando as práticas do varejo como tem forçado a requalificação da mão de obra que atua no setor. “O varejo digital exige capacitação e existe uma série de cursos gratuitos na internet. Isso é muito importante não apenas para o colaborador, mas para o dono do comércio de material de construção. Então, para alcançar resultados positivos na venda digital, capacitação é a senha”, afirma. Para Geraldo Defalco, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção) a preparação do varejo da construção é importante, principalmente nesse período de transição. “As novas gerações estão vindo aí. E elas vão consumir muito mais via smartphone do que na loja física. Significa que precisamos nos preparar para as mudanças que estão em curso”, completa.
Assista ao vídeo do Fórum Internacional MATCON
Veja o vídeo Cenário MATCON
Entrevistado
Reportagem com base nos fóruns virtuais promovidos pela rede MATCON, em parceria com Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) e Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Pavimentação de concreto avança na região sul do Brasil

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A região sul do país torna-se uma forte aliada da tecnologia do pavimento de concreto em obras rodoviárias. No Paraná, um trecho de 59 quilômetros e 550 metros, entre os municípios de Palmas e União da Vitória, no sul do estado, será restaurado com a tecnologia whitetopping - pavimento de concreto sobre o pavimento asfáltico deteriorado. A mesma técnica já foi aplicada com sucesso na SC 114, em um trecho de 32 quilômetros e 200 metros, ligando Otacílio Costa e Lages, em Santa Catarina. Também em território catarinense, em Timbé do Sul, o trecho da BR-285, na serra da Rocinha, recebe pavimento rígido com 22 centímetros de espessura.
Segundo o engenheiro civil Alexsander Maschio, gerente da regional sul da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) o pavimento de concreto vive um “momento ímpar” nos 3 estados da região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). “A onda é favorável e precisamos aproveitá-la ao máximo para colocar a solução em concreto no lugar que ela merece”, afirma.
Além do trecho de quase 60 quilômetros da PR-280, Maschio destaca outros projetos no Paraná. “Já está em obra o percurso entre Curitiba e Almirante Tamandaré da PR-092 (Rodovia dos Minérios) cujas pistas principais serão em concreto. Tem também o trecho de aproximadamente 70 quilômetros da BR-163, entre Cascavel e Marmelândia, que está em fase final de execução”, completa.

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No trecho catarinense da BR-163, em um percurso de aproximadamente 60 quilômetros, entre Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste, também está bem encaminhada a pavimentação em concreto. A obra já foi licitada e encontra-se em fase de aprovação do projeto executivo, com início dos serviços previsto para o começo de 2021.
Trabalho da ABCP junto a organismos federais e estaduais é incansável

Crédito: DNIT
No Rio Grande do Sul, a BR-153 também pode receber esse tipo de pavimento. “Como a 153 faz parte do mesmo eixo de escoamento da 163, o qual já contempla vários trechos em concreto no Mato Grosso, no Paraná e em Santa Catarina, creio que haja uma boa possibilidade no trecho gaúcho”, avalia o gerente da regional sul da ABCP.
Alexsander Maschio lembra ainda que existe a opção do pavimento de concreto ser utilizado na Rodovia de Integração do Sul (RIS). A estrada interliga 32 cidades do Rio Grande do Sul e é formada por trechos da BRs 101, 290, 386 e 448. “Um estudo comprovando a viabilidade do concreto foi encaminhado à ANTT, mas, obviamente, depende da validação do grupo CCR, que ganhou a concessão da RIS por 30 anos”, diz o engenheiro civil. A concessionária terá que investir 7,8 bilhões de reais na melhoria da Rodovia de Integração do Sul, além dos gastos de custeio estimados em 5,6 bilhões de reais para conservação, operação e monitoramento da estrada.
Para o gerente da regional sul da ABCP, a profusão de projetos que priorizam o pavimento de concreto nas rodovias paranaenses, catarinenses e gaúchas está relacionada a dois fatores: o trabalho incansável da ABCP junto a organismos federais e estaduais e a viabilidade econômica, em função do elevado aumento dos insumos do asfalto. “Aliado a isso, há um posicionamento do DNIT favorável ao concreto, e que certamente é reflexo do resultado obtido na BR-101 Nordeste e na BR-290, no Rio Grande do Sul, conhecida com Free Way. São referências que dão confiança para que o governo federal busque soluções que fortalecem o pavimento de concreto”, completa.
Entrevistado
Engenheiro civil Alexsander Maschio, gerente da regional sul da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)
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alexsander.maschio@abcp.org.br
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Com BIM, construção civil incorpora linha de montagem

Crédito: Ontario Construction News
A plataforma BIM (do inglês, Building Information Modeling) vai transformar o canteiro de obras em linha de montagem e reconfigurar a construção imobiliária. Isto já ocorre em países onde a ferramenta está consolidada, e será replicado no Brasil. Quem antevê esse futuro é o engenheiro civil Francisco Pedro Oggi, especialista em projetos com pré-moldados. Recentemente, ele palestrou no 16º seminário sobre tecnologias de sistemas prediais, promovido pelo SindusCon-SP, e mostrou, com uma série de cases, como essa revolução já está em curso.
Com precisão milimétrica, o BIM permite que componentes como instalações elétricas, hidrossanitárias e de telefonia cheguem prontas no local da obra e sejam acopladas na estrutura predial como se conecta um motor ao chassi de um automóvel. “A consequência é que a tecnologia gera economia de tempo, de mão de obra e de recursos incomparáveis”, analisa. O engenheiro civil destaca ainda que a industrialização de componentes de sistemas prediais altera conceitos que estão arraigados nos projetistas e nos construtores. “Essa evolução faz do projetista um pré-construtor e do construtor um montador”, completa.

Crédito: Oldcaste SurePods
Na palestra, o engenheiro civil mostra cases de edifícios em que instalações como banheiros, cozinhas, varandas e áreas de serviço chegam prontas no canteiro de obras. São práticas que estão em curso em países como Canadá, México, Índia, Cingapura e, principalmente, Grã-Bretanha. A startup estatal britânica Homes England deflagrou recentemente o programa MMC (Modern Methods of Construction [modernos métodos de construção]) com o objetivo de construir 1.500 residências na Inglaterra com sistemas baseados na construção industrializada. “Lá, essa política de habitação vem acompanhada de incentivos fiscais, diferentemente do que ocorre no Brasil”, cita Francisco Pedro Oggi.
Não é possível industrializar a construção civil sem o uso do BIM
O engenheiro civil deixa claro que não é possível industrializar a construção civil sem o uso do BIM. No Brasil, a ferramenta está mais disseminada na construção imobiliária. De 2018 para 2020, seu uso deu um salto no segmento. Saiu de 14,8% para 79%, entre as construtoras que a usam integralmente ou parcialmente, de acordo com levantamento da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC). Nas obras de infraestrutura, é esperado um crescimento na utilização do BIM a partir de 2021, quando entra em vigor a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Estratégia BIM BR).
Trata-se de um decreto do governo federal que obriga o uso da ferramenta em projetos que concorram em licitações públicas, seja na esfera municipal, estadual ou federal. A meta da Estratégia BIM BR é aumentar em 10 vezes a implantação do BIM, para que, até 2024, 50% da cadeia produtiva e de suprimentos da construção civil tenha adotado a ferramenta. Atualmente, estima-se que apenas 9,2% do PIB do setor utiliza a modelagem em suas rotinas de trabalho, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Veja a palestra sobre novas tecnologias para sistemas prediais
Entrevistado
Reportagem com base na palestra do engenheiro civil Francisco Pedro Oggi, sobre tecnologias de sistemas prediais, promovida pelo SindusCon-SP
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Qualidade da obra passa pela dosagem correta do concreto

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Na Concrete Show Xperience - evento virtual da principal feira brasileira sobre concreto -, o engenheiro civil Rubens Curti repetiu a videoaula sobre “Dosagem do concreto pelo método ABCP”, que já havia apresentado em julho de 2020. Supervisor dos laboratórios em tecnologia de concretos e agregados da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) o engenheiro deixa claro que quanto maiores os cuidados com a proporção dos materiais que constituem o concreto - também conhecido por traço - melhor a qualidade do produto.
A dosagem precisa considerar o tipo de Cimento Portland, os agregados miúdos (areia) e graúdos (pedra brita), a água e novos componentes que passaram a interagir com o concreto, como os aditivos, as fibras e os pigmentos. Também precisa considerar os seguintes requisitos: trabalhabilidade, resistência físico-mecânica, permeabilidade/porosidade, que vão influenciar a durabilidade, condição de exposição e custo. “Esses dados são fundamentais para que se possa realizar uma dosagem adequada do concreto”, relata Curti.
Os esforços mecânicos a que o concreto estará submetido ao longo de sua vida útil também influenciam na dosagem do material. Da mesma forma, a qualidade dos agregados. O ideal é que eles atendam às normas técnicas relacionadas com o concreto, como a ABNT NBR 16697 (Cimento Portland - Requisitos), a ABNT NBR 15900 (Água para amassamento do concreto) e a ABNT NBR 7211 (Agregados para concreto - Especificação). Rubens Curti ressalta ainda que os ensaios em laboratório são igualmente importantes para a dosagem correta do concreto.
Tipo de Cimento Portland também influencia nos cálculos da dosagem
Rubens Curti alerta que todo o concreto precisa ter um desvio padrão mínimo, em função da umidade e do volume dos agregados. Um exemplo: a areia, quando úmida, incha e aumenta seu volume. O tipo de Cimento Portland também influencia nos cálculos da dosagem. Por isso, é importante escolher o Cimento Certo, seguir as especificações do projeto e ter como referências duas normas técnicas: ABNT NBR 6118 (Estruturas de Concreto Armado - Procedimento) e ABNT NBR 12655 (Concreto de Cimento Portland - Preparo, controle, recebimento e aceitação).
Em sua videoaula, Rubens Curti apresenta tabelas práticas para fixar a relação água/cimento (a/c) e o consumo dos agregados miúdos e graúdos, o que torna o método ABCP uma ferramenta prática para a produção de concretos com qualidade. No entanto, ele alerta que são muito importantes os ensaios em laboratório antes de colocar o concreto na obra. Outro detalhe destacado pelo engenheiro é que a metodologia não atende concretos autoadensáveis, concretos de consistência seca, como CCR (Concreto Compactado a Rolo), além de blocos e pisos intertravados. “Esses são concretos com características diferentes”, frisa.
Curti finaliza a videoaula lembrando que existem outros métodos de dosagem, mas o objetivo é único: obter um concreto com qualidade. Ele também ressalta que o uso correto de cada um dos componentes para produzir o material gera economia para a obra e garante melhores níveis de resistência e durabilidade.
Assista à videoaula “Dosagem do concreto pelo método ABCP” (necessário cadastrar)
Acesse pelo canal Concrete Show Xperience
ou pelo ABCPonLINE
Veja a apresentação do engenheiro civil Rubens Curti
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