A exemplo da ABECE, IBRACON também assume comissão da ABNT

Normas técnicas da ABNT que atendam estruturas de concreto passam a ter a chancela do IBRACON Crédito: PxHere
Normas técnicas da ABNT que atendam estruturas de concreto passam a ter a chancela do IBRACON
Crédito: PxHere

Desde o começo de julho de 2021, o IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) selou acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para coordenar os trabalhos de normalização da ABNT/CEE-169 (Comissão de Estudo Especial de Serviços de Inspeções de Estruturas Especiais de Concretos, Mistas, de Alvenaria e de Pedra).  

organismo segue o caminho da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) que em maio de 2021 passou a coordenar as comissões da ABNT responsáveis por revisar e redigir normas técnicas relacionadas a projetos de pontes, viadutos, passarelas, túneis e trincheiras (passagens inferiores) 

associação assumiu a ABNT/CE-002:125.005 (Comissão de Estudos de Projeto de Pontes de Aço e Mistas), a ABNT/CEE-231 (Comissão de Estudo Especial de Pontes de Concreto Simples, Armado e Protendido) e a ABNT/CE-002:126:10 (Comissão de Estudo de Estruturas de Madeiras).  

Haverá casos em que IBRACON e ABECE atuarão em conjunto, como nas revisões da ABNT NBR 9452 (Inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto – Procedimento), ABNT NBR 9607 (Prova de carga estática em estruturas de concreto – Requisitos e procedimentos) e ABNT NBR 16230 (Inspeção de estruturas de concreto – Qualificação e certificação de pessoal – Requisitos).  

Outras associações também serão convidadas a colaborar dentro da CEE-169   

O início dos trabalhos para a atualização dessas normas técnicas está marcado para o dia 10 de agosto. É intenção do IBRACON convocar outros organismos para atuar nos trabalhos dentro da ABNT/CEE-169, como ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), ABRATEC (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Construção Civil), Alconpat Brasil (Associação Brasileira de Patologias das Construções), IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização) e IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas). 

Em nota assinada pelo diretor-presidente Paulo Helene, o IBRACON explica qual deverá ser a missão na ABNT/CEE-169: “Será atuar na normalização no campo da execução e da inspeção de estruturas especiais de concreto (simples, armado, protendido e com reforço de materiais não-convencionais), mistas de aço e concreto, de alvenaria e de pedra, compreendendo toda e qualquer estrutura, como pontes, viadutos, túneis, passagens superiores, passagens inferiores, passarelas, no que concerne à terminologia, procedimentos, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.”  

Instituto Brasileiro do Concreto também lembra que seus comitês técnicos sempre atuaram juntos às comissões de estudo da ABNT – principalmente dentro do CB-002 (Construção Civil) e CB-018 (Cimento, Concreto e Agregados) – na elaboração de normas técnicas. “Isso representa um reconhecimento pelas atividades históricas do IBRACON de cooperação com o processo de normalização no campo do projeto, execução, inspeção, ensaios e controle de estruturas de concreto no Brasil”, complementa a nota do organismo, sobre a parceria com a ABNT. 

Entrevistado
Reportagem com base em nota oficial publicada pelo Instituto Brasileiro do Concreto, intitulada “IBRACON é reconhecido como entidade representativa da ABNT”  

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office@ibracon.org.br
abnt@abnt.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 


UIA2021RIO alerta para déficit mundial de moradias

Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis
Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O 27º Congresso da União Internacional de Arquitetura – o UIA2021RIO – encerrou com a divulgação da “Carta do Rio”. O documento resume os debates ocorridos no evento, e que tiveram como pano de fundo o déficit habitacional mundial e o desenvolvimento urbano sustentável. Também aponta de que forma a arquitetura pode contribuir para combater a falta de moradias e minimizar a precariedade das habitações da população de baixa renda. Os números do Brasil ilustraram o tema. Foi lembrado que existem 25 milhões de residências inadequadas no país, e que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis. 

Resumidamente, a “Carta do Rio” destaca que as práticas de arquitetura e urbanismo precisam responder às demandas dos grupos mais vulneráveis e que as decisões devem levar em conta estratégias de enfrentamento das desigualdades e de redução da pobreza. “Moradia digna e saudável, e com localização adequada para todos, por meio do financiamento sujeito às possibilidades das famílias mais carentes, é uma questão de justiça social e de saúde pública”, diz trecho do documento, que aborda ainda a universalização do saneamento básico e a valorização do conhecimento técnico da arquitetura e da engenharia civil 

Ressaltando a importância do projeto e da construção adequada, a “Carta do Rio” completa: “A assistência e a assessoria técnica para habitação de interesse social devem ser consideradas como um serviço público, permanente e acessível a toda sociedade, valorizando as possibilidades de articulação intersetorial e de atuação integral sobre os diversos aspectos da realidade”. No Brasil, o comitê-executivo do UIA2021RIO anunciou que a “Carta do Rio” será entregue aos prefeitos de todas as capitais, a fim de consolidar as propostas debatidas ao longo do evento. “A Carta do Rio não é só uma declaração de princípios. Ela avança para ser, de fato, propositiva”, explica o presidente do comitê, Sérgio Magalhães. 

No Brasil, lei garante assistência técnica gratuita para construir e reformar habitação social 

Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), Nadia Somekh, o manifesto divulgado no UIA2021RIO serve para lembrar o poder público que, no Brasil, existe uma lei que ampara famílias de baixa renda a terem acesso a serviços de arquitetura e engenharia. Sancionada em 2008, é conhecida como Lei ATHIS (Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social). “Ela assegura a assistência técnica pública e gratuita para projetos, reformas e mesmo construções de habitações para famílias com até três salários-mínimos de renda mensal”, reforça Somekh. 

Por causa da pandemia de COVID-19, o UIA2021RIO foi adiado em um ano e ocorreu virtualmente. Porém, manteve a cidade do Rio de Janeiro-RJ como sede. Realizado de 18 a 22 de julho, o evento reuniu em suas plenárias virtuais cerca de 90 mil profissionais de 190 países. Para o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), Thomas Vonier, a vantagem de um congresso online é que “as ideias que surgiram no Rio de Janeiro poderão ser compartilhadas e disseminadas mais amplamente do que em qualquer outro congresso anterior da UIA”. “São 200 horas de conteúdo digital disponíveis”, afirma. O próximo congresso mundial de arquitetos acontece em 2023, em Copenhague, na Dinamarca. Atualmente, a UIA reúne 3 milhões de arquitetos e urbanistas. 

Acesse a íntegra da “Carta do Rio”

Saiba mais do que aconteceu no UIA2021RIO
www.uia2021rio.archi 

Entrevistado
União Internacional de Arquitetos (UIA), comitê-executivo do UIA2021RIO e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) (via assessorias de imprensa) 

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uia@uia.org
adm@uia2021rio.archi
atendimento@caubr.gov.br 

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UIA2021RIO alerta para déficit mundial de moradias

Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis
Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O 27º Congresso da União Internacional de Arquitetura – o UIA2021RIO – encerrou com a divulgação da “Carta do Rio”. O documento resume os debates ocorridos no evento, e que tiveram como pano de fundo o déficit habitacional mundial e o desenvolvimento urbano sustentável. Também aponta de que forma a arquitetura pode contribuir para combater a falta de moradias e minimizar a precariedade das habitações da população de baixa renda. Os números do Brasil ilustraram o tema. Foi lembrado que existem 25 milhões de residências inadequadas no país, e que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis. 

Resumidamente, a “Carta do Rio” destaca que as práticas de arquitetura e urbanismo precisam responder às demandas dos grupos mais vulneráveis e que as decisões devem levar em conta estratégias de enfrentamento das desigualdades e de redução da pobreza. “Moradia digna e saudável, e com localização adequada para todos, por meio do financiamento sujeito às possibilidades das famílias mais carentes, é uma questão de justiça social e de saúde pública”, diz trecho do documento, que aborda ainda a universalização do saneamento básico e a valorização do conhecimento técnico da arquitetura e da engenharia civil 

Ressaltando a importância do projeto e da construção adequada, a “Carta do Rio” completa: “A assistência e a assessoria técnica para habitação de interesse social devem ser consideradas como um serviço público, permanente e acessível a toda sociedade, valorizando as possibilidades de articulação intersetorial e de atuação integral sobre os diversos aspectos da realidade”. No Brasil, o comitê-executivo do UIA2021RIO anunciou que a “Carta do Rio” será entregue aos prefeitos de todas as capitais, a fim de consolidar as propostas debatidas ao longo do evento. “A Carta do Rio não é só uma declaração de princípios. Ela avança para ser, de fato, propositiva”, explica o presidente do comitê, Sérgio Magalhães. 

No Brasil, lei garante assistência técnica gratuita para construir e reformar habitação social 

Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), Nadia Somekh, o manifesto divulgado no UIA2021RIO serve para lembrar o poder público que, no Brasil, existe uma lei que ampara famílias de baixa renda a terem acesso a serviços de arquitetura e engenharia. Sancionada em 2008, é conhecida como Lei ATHIS (Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social). “Ela assegura a assistência técnica pública e gratuita para projetos, reformas e mesmo construções de habitações para famílias com até três salários-mínimos de renda mensal”, reforça Somekh. 

Por causa da pandemia de COVID-19, o UIA2021RIO foi adiado em um ano e ocorreu virtualmente. Porém, manteve a cidade do Rio de Janeiro-RJ como sede. Realizado de 18 a 22 de julho, o evento reuniu em suas plenárias virtuais cerca de 90 mil profissionais de 190 países. Para o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), Thomas Vonier, a vantagem de um congresso online é que “as ideias que surgiram no Rio de Janeiro poderão ser compartilhadas e disseminadas mais amplamente do que em qualquer outro congresso anterior da UIA”. “São 200 horas de conteúdo digital disponíveis”, afirma. O próximo congresso mundial de arquitetos acontece em 2023, em Copenhague, na Dinamarca. Atualmente, a UIA reúne 3 milhões de arquitetos e urbanistas. 

Acesse a íntegra da “Carta do Rio”

Saiba mais do que aconteceu no UIA2021RIO
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Entrevistado
União Internacional de Arquitetos (UIA), comitê-executivo do UIA2021RIO e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) (via assessorias de imprensa) 

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Indústria de materiais de construção já projeta crescer 8%

Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021 Crédito: AEN
Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021
Crédito: AEN

Com a divulgação do Índice Abramat, que consolida os números do 1º semestre, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção revisa para cima a projeção de crescimento em 2021. Segundo o presidente do organismo, Rodrigo Navarro, já é possível prever avanço de 8% em relação a 2020. No início deste ano, a Abramat projetava que o setor iria crescer 4%.

Para Navarro, o otimismo se deve ao acumulado do 1º semestre, quando o setor cresceu 24,4% de janeiro a junho. “Revisamos a projeção de crescimento do setor, após o fechamento dos resultados do primeiro semestre. A partir da metodologia utilizada pela FGV-IBRE, a nova previsão é de um número extremamente positivo”, diz o presidente da associação.

FGV-IBRE atribui à manutenção do ritmo das construções residenciais o fato de a projeção de crescimento para 2021 ter sido duplicada. “O número de lançamentos imobiliários mantém viés de alta e as reformas e construções por iniciativa das pessoas físicas também seguem aquecidas”, avalia o relatório da pesquisa.

presidente da Abramat acredita que ações positivas do governo podem ajudar a consolidar ainda mais a projeção de crescimento. “Temos muito a avançar nas reformas estruturantes, na retomada do investimento em infraestrutura, na geração de empregos e na melhoria do ambiente de negócios. Todos esses pontos são importantes para a manutenção do crescimento sustentável da indústria de materiais de construção”, cita.

Se for confirmado o crescimento de 8%, existe a expectativa de que o faturamento da indústria de materiais de construção ultrapasse os 200 bilhões de reais em 2021. Além disso, o crescimento de 8% será o melhor desempenho desde 2010, quando o setor cresceu 14,4%. O Índice Abramat existe desde 2005. Veja todas as medições:

2005 – retração de 5,1%
2006 – cresceu 5,0%
2007 – cresceu 9,1%
2008 – cresceu 13%
2009 – retração de 8,8%
2010 – cresceu 14,4%
2011 – cresceu 4,1%
2012 – cresceu 1,5%
2013 – cresceu 3%
2014 – retração de 6,6%
2015 – retração de 12,6%
2016 – retração de 11,5%
2017 – retração de 4%
2018 – cresceu 1,2%
2019 – cresceu 2%
2020 – retração de 0,4%

Indústria do cimento estima que infraestrutura possa assegurar crescimento em 2022

O relatório do FGV-IBRE para a Abramat também cita que o volume de vendas de materiais de construção no 2º semestre de 2021 tende a ter uma curva que se aproxime do mesmo período de 2020. “As margens de crescimento devem se equiparar, pois no segundo semestre do ano passado o setor teve uma reação significativa. O que destoou foram os primeiros meses de 2020, durante o maior impacto da pandemia de COVID-19, quando a economia do país paralisou de forma contundente”, completa a análise.

A projeção de crescimento para 2021 também é positiva dentro de setores específicos da indústria de materiais de construção, como o de cimento. Dados recentes divulgados pela ABCP/SNIC mostram que o segmento estima crescer 6%. Já o acumulado dos 6 primeiros meses do ano registrou crescimento de 15,8%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) existe também a expectativa de que o setor mantenha o crescimento ao longo de 2022, por conta das obras de infraestrutura. “A infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria de cimento e os resultados dos leilões e concessões ocorridos principalmente a partir de abril começarão a ser percebidos em 2022”, observa Paulo Camillo Penna.

Entrevistado
Abramat (Associação Brasileira da Indústria Materiais de Construção) e ABCP/SNIC (Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC)) (via assessorias de imprensa)

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abramat@abramat.org.br
snic@snic.org.br

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Indústria de materiais de construção já projeta crescer 8%

Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021 Crédito: AEN
Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021
Crédito: AEN

Com a divulgação do Índice Abramat, que consolida os números do 1º semestre, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção revisa para cima a projeção de crescimento em 2021. Segundo o presidente do organismo, Rodrigo Navarro, já é possível prever avanço de 8% em relação a 2020. No início deste ano, a Abramat projetava que o setor iria crescer 4%.

Para Navarro, o otimismo se deve ao acumulado do 1º semestre, quando o setor cresceu 24,4% de janeiro a junho. “Revisamos a projeção de crescimento do setor, após o fechamento dos resultados do primeiro semestre. A partir da metodologia utilizada pela FGV-IBRE, a nova previsão é de um número extremamente positivo”, diz o presidente da associação.

FGV-IBRE atribui à manutenção do ritmo das construções residenciais o fato de a projeção de crescimento para 2021 ter sido duplicada. “O número de lançamentos imobiliários mantém viés de alta e as reformas e construções por iniciativa das pessoas físicas também seguem aquecidas”, avalia o relatório da pesquisa.

presidente da Abramat acredita que ações positivas do governo podem ajudar a consolidar ainda mais a projeção de crescimento. “Temos muito a avançar nas reformas estruturantes, na retomada do investimento em infraestrutura, na geração de empregos e na melhoria do ambiente de negócios. Todos esses pontos são importantes para a manutenção do crescimento sustentável da indústria de materiais de construção”, cita.

Se for confirmado o crescimento de 8%, existe a expectativa de que o faturamento da indústria de materiais de construção ultrapasse os 200 bilhões de reais em 2021. Além disso, o crescimento de 8% será o melhor desempenho desde 2010, quando o setor cresceu 14,4%. O Índice Abramat existe desde 2005. Veja todas as medições:

2005 – retração de 5,1%
2006 – cresceu 5,0%
2007 – cresceu 9,1%
2008 – cresceu 13%
2009 – retração de 8,8%
2010 – cresceu 14,4%
2011 – cresceu 4,1%
2012 – cresceu 1,5%
2013 – cresceu 3%
2014 – retração de 6,6%
2015 – retração de 12,6%
2016 – retração de 11,5%
2017 – retração de 4%
2018 – cresceu 1,2%
2019 – cresceu 2%
2020 – retração de 0,4%

Indústria do cimento estima que infraestrutura possa assegurar crescimento em 2022

O relatório do FGV-IBRE para a Abramat também cita que o volume de vendas de materiais de construção no 2º semestre de 2021 tende a ter uma curva que se aproxime do mesmo período de 2020. “As margens de crescimento devem se equiparar, pois no segundo semestre do ano passado o setor teve uma reação significativa. O que destoou foram os primeiros meses de 2020, durante o maior impacto da pandemia de COVID-19, quando a economia do país paralisou de forma contundente”, completa a análise.

A projeção de crescimento para 2021 também é positiva dentro de setores específicos da indústria de materiais de construção, como o de cimento. Dados recentes divulgados pela ABCP/SNIC mostram que o segmento estima crescer 6%. Já o acumulado dos 6 primeiros meses do ano registrou crescimento de 15,8%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) existe também a expectativa de que o setor mantenha o crescimento ao longo de 2022, por conta das obras de infraestrutura. “A infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria de cimento e os resultados dos leilões e concessões ocorridos principalmente a partir de abril começarão a ser percebidos em 2022”, observa Paulo Camillo Penna.

Entrevistado
Abramat (Associação Brasileira da Indústria Materiais de Construção) e ABCP/SNIC (Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC)) (via assessorias de imprensa)

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Principal obra da Tamoios, maior túnel do Brasil é 100% vazado

Vazamento do maior túnel do Brasil foi comemorado pela equipe de engenheiros civis da Queiroz Galvão Crédito: Construtora Queiroz Galvão
Vazamento do maior túnel do Brasil foi comemorado pela equipe de engenheiros civis da Queiroz Galvão
Crédito: Construtora Queiroz Galvão

A duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, principal ligação com o litoral norte paulista, terá o mais longo túnel do Brasil, com 5,5 quilômetros de extensão e seção de 122 m². Na 1ª semana de julho de 2021, a perfuração das rochas foi 100% concluída. O vazamento do túnel – termo técnico usado pela engenharia – utilizou tuneladora combinada com explosões. A obra, que é a mais complexa da rodovia, tem o formato de ferradura e gerou consumo de 80 mil m³ de concreto para dar sustentação às paredes, juntamente com tirantes-chumbadores.

 

Além do grande volume de concreto, a operação para abrir o maior túnel rodoviário do Brasil resultou em 1,7 milhão de m³ de rocha escavada e transportada. Foram detonadas 3 mil toneladas de explosivos e utilizados 85 mil tirantes-chumbadores de 4,5 metros de comprimento cada um. Já o número de equipamentos de grande porte na etapa de escavação chegou a 94. Essas máquinas também foram utilizadas para a abertura de outros quatro túneis que compõem o complexo da Tamoios que corta a Serra do Mar e se estende por 21,52 quilômetros. Porém, o trecho mais desafiador para a engenharia é o que está entre os municípios de Caraguatatuba e Paraibuna.

Nesse traçado de 12,6 quilômetros concentram-se os 5 túneis e 11 obras de arte, que incluem uma ponte, um pontilhão e 9 viadutos. O conjunto de construções tem o objetivo de manter a declividade de subida da serra em 5%, além de atender o projeto com curvas menos acentuadas e faixas de rolamento mais largas. Quando a duplicação estiver concluída, o trecho em construção atenderá o fluxo de veículo no sentido litoral-Vale do Paraíba, enquanto a estrada antiga será usada pelos veículos que descem em direção ao litoral norte. A previsão é que o novo trecho da Rodovia dos Tamoios seja concluído no 1º semestre de 2022. Toda a obra estima consumir cerca de 300 mil m³ de concreto.

Perfuração do túnel empregou tecnologias nunca utilizadas na engenharia brasileira

Além de 5 túneis, duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios conta com 11 obras de arte, que incluem 9 viadutos Crédito: Concessionária Tamoios
Além de 5 túneis, duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios conta com 11 obras de arte, que incluem 9 viadutos
Crédito: Concessionária Tamoios

perfuração do principal túnel do novo trecho da Tamoios contou com uma equipe de 300 pessoas. Também foram empregadas tecnologias nunca usadas no Brasil pela empreiteira Queiroz Galvão. Por se tratar de obra em reserva de Mata Atlântica, para acessar um dos emboques do túnel foi necessário construir uma escada com 1.200 degraus e desnível de 420 metros de altura. Outro equipamento utilizado foi o teleférico de carga para o transporte de trabalhadores, materiais e equipamentos, o que evitou danificar a mata. O manejo de infiltrações de águas subterrâneas também se revelou um desafio. Houve trechos em que foram enfrentadas infiltrações de 80 mil litros por hora.

Além do túnel mais extenso do Brasil, a Rodovia dos Tamoios também terá o segundo maior túnel do país, com 3.675 metros. Entre as obras de arte, a maior será um viaduto com 930 metros. Para atender as etapas de concretagem, uma central dosadora com capacidade para 150 m³/hora foi instalada no canteiro de obras. Nos túneis, o pavimento rígido tem 24 centímetros de espessura, de acordo com especificações do projeto. A Tamoios, também conhecida como SP-99, foi inaugurada em 1957 e o traçado atual tem 84,5 quilômetros.

Entrevistado
Construtora Queiroz Galvão e Concessionária Tamoios (via assessorias de imprensa)

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www.concessionariatamoios.com.br/contato
www.construtoraqueirozgalvao.com.br/contato/fale-conosco

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Principal obra da Tamoios, maior túnel do Brasil é 100% vazado

Vazamento do maior túnel do Brasil foi comemorado pela equipe de engenheiros civis da Queiroz Galvão Crédito: Construtora Queiroz Galvão
Vazamento do maior túnel do Brasil foi comemorado pela equipe de engenheiros civis da Queiroz Galvão
Crédito: Construtora Queiroz Galvão

A duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, principal ligação com o litoral norte paulista, terá o mais longo túnel do Brasil, com 5,5 quilômetros de extensão e seção de 122 m². Na 1ª semana de julho de 2021, a perfuração das rochas foi 100% concluída. O vazamento do túnel – termo técnico usado pela engenharia – utilizou tuneladora combinada com explosões. A obra, que é a mais complexa da rodovia, tem o formato de ferradura e gerou consumo de 80 mil m³ de concreto para dar sustentação às paredes, juntamente com tirantes-chumbadores.

 

Além do grande volume de concreto, a operação para abrir o maior túnel rodoviário do Brasil resultou em 1,7 milhão de m³ de rocha escavada e transportada. Foram detonadas 3 mil toneladas de explosivos e utilizados 85 mil tirantes-chumbadores de 4,5 metros de comprimento cada um. Já o número de equipamentos de grande porte na etapa de escavação chegou a 94. Essas máquinas também foram utilizadas para a abertura de outros quatro túneis que compõem o complexo da Tamoios que corta a Serra do Mar e se estende por 21,52 quilômetros. Porém, o trecho mais desafiador para a engenharia é o que está entre os municípios de Caraguatatuba e Paraibuna.

Nesse traçado de 12,6 quilômetros concentram-se os 5 túneis e 11 obras de arte, que incluem uma ponte, um pontilhão e 9 viadutos. O conjunto de construções tem o objetivo de manter a declividade de subida da serra em 5%, além de atender o projeto com curvas menos acentuadas e faixas de rolamento mais largas. Quando a duplicação estiver concluída, o trecho em construção atenderá o fluxo de veículo no sentido litoral-Vale do Paraíba, enquanto a estrada antiga será usada pelos veículos que descem em direção ao litoral norte. A previsão é que o novo trecho da Rodovia dos Tamoios seja concluído no 1º semestre de 2022. Toda a obra estima consumir cerca de 300 mil m³ de concreto.

Perfuração do túnel empregou tecnologias nunca utilizadas na engenharia brasileira

Além de 5 túneis, duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios conta com 11 obras de arte, que incluem 9 viadutos Crédito: Concessionária Tamoios
Além de 5 túneis, duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios conta com 11 obras de arte, que incluem 9 viadutos
Crédito: Concessionária Tamoios

perfuração do principal túnel do novo trecho da Tamoios contou com uma equipe de 300 pessoas. Também foram empregadas tecnologias nunca usadas no Brasil pela empreiteira Queiroz Galvão. Por se tratar de obra em reserva de Mata Atlântica, para acessar um dos emboques do túnel foi necessário construir uma escada com 1.200 degraus e desnível de 420 metros de altura. Outro equipamento utilizado foi o teleférico de carga para o transporte de trabalhadores, materiais e equipamentos, o que evitou danificar a mata. O manejo de infiltrações de águas subterrâneas também se revelou um desafio. Houve trechos em que foram enfrentadas infiltrações de 80 mil litros por hora.

Além do túnel mais extenso do Brasil, a Rodovia dos Tamoios também terá o segundo maior túnel do país, com 3.675 metros. Entre as obras de arte, a maior será um viaduto com 930 metros. Para atender as etapas de concretagem, uma central dosadora com capacidade para 150 m³/hora foi instalada no canteiro de obras. Nos túneis, o pavimento rígido tem 24 centímetros de espessura, de acordo com especificações do projeto. A Tamoios, também conhecida como SP-99, foi inaugurada em 1957 e o traçado atual tem 84,5 quilômetros.

Entrevistado
Construtora Queiroz Galvão e Concessionária Tamoios (via assessorias de imprensa)

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Trimestre de leilões de rodovias começa com “Estrada da Soja”

Concessão do trecho da BR-163 entre Mato Grosso e Pará, conhecida como “Estrada da Soja”, abre trimestre de leilões de rodovias no Brasil Crédito: MInfra
Concessão do trecho da BR-163 entre Mato Grosso e Pará, conhecida como “Estrada da Soja”, abre trimestre de leilões de rodovias no Brasil
Crédito: MInfra

A concessão da “Estrada da Soja”, que corresponde aos trechos da BR-163 e da BR-230, entre o Mato Grosso e a hidrovia do rio Tapajós, no Pará, abriu o trimestre de leilões de rodovias no Brasil. Entre julho e setembro, são aguardadas as concessões da Via Dutra (BR-116), juntamente com a Rio-Santos (BR-101) – ambas ligam São Paulo e Rio de Janeiro – e também estão no escopo das privatizações as BRs 381 e 262, entre Minas Gerais e Espírito Santo.

São ativos que têm a expectativa de gerar mais de 20 bilhões de reais em investimentos, e que só aguardam a análise do Tribunal de Contas da União (TCU) para que sejam anunciadas as datas dos leilões. A expectativa maior recai sobre a Via Dutra, cujo leilão deve garantir ao menos 14,5 bilhões em investimentos ao longo dos mais de 600 quilômetros da rodovia. Caso se confirme o valor, será a maior concessão rodoviária da história do Brasil.

“Essa transformação logística é uma política pública de longo prazo, onde as mudanças serão percebidas daqui a 20 anos, 30 anos. Estamos dando somente o pontapé inicial, planejando as concessões dentro de critérios que atendam o mercado e os interesses nacionais, e repassando à iniciativa privada o maior número de ativos em infraestrutura”, explica a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura (MInfra), Natália Marcassa.

Um desses ativos recentemente repassados à iniciativa privada foi o trecho de 1.009 quilômetros das BRs 163 e 230, no trecho entre as cidades de Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará. O consórcio Via Brasil venceu o leilão no dia 8 de julho, com o compromisso de investir 1,8 bilhão de reais em segurança viária e manutenção, e mais 1,05 bilhão de reais em serviços ao usuário. A concessão será válida por um período de 10 anos, renováveis por mais 2 anos.

Entre as obras previstas, estão 42,87 quilômetros de faixas adicionais, 30,24 quilômetros de vias marginais, acessos definitivos aos terminais portuários de Miritituba, Santarenzinho e Itapacurá – todos no Pará -, além de 8 novos dispositivos de interconexão em desnível, 7 passarelas de pedestres e implantação de 340 quilômetros de acostamentos. O consórcio Via Brasil é formado pela Conasa Infraestrutura, Zetta Infraestrutura e Participações, Construtora Rocha Cavalcante e M4 Investimentos.

São Paulo privatiza aeroportos regionais e Amapá prepara leilão de saneamento básico

3º trimestre de 2021 também começa com a privatização de 22 aeroportos regionais no estado de São Paulo, que aconteceu dia 15 de julho. O volume de investimentos durante 30 anos de concessão será de 447 milhões de reais. O consórcio Aeroportos Paulista, liderado pela Socicam, levou o bloco Noroeste, composto pelos terminais de São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Araçatuba, Barretos, Assis, Dracena, Votuporanga, Penápolis, Tupã, Andradina e Presidente Epitácio.

Já o bloco Sudeste foi vencido pelo consórcio Voa NW-Voa SE, e inclui os aeroportos de Ribeirão Preto, Bauru-Arealva, Marília, Araraquara, São Carlos, Sorocaba, Franca, Guaratinguetá, Avaré-Arandu, Registro e São Manuel. Entre agosto e setembro, o governo de São Paulo colocará em leilão parques estaduais e trechos de rodovias estaduais.

Outro estado que se prepara para um superleilão é o Amapá. No começo de setembro está marcada a licitação da concessão de saneamento básico de todos os 16 municípios amapaenses. Será a 1ª vez que uma concessionária de saneamento terá 100% de seus ativos privatizados em um único lance. São previstos investimentos na ordem de 3 bilhões de reais. A concessão é vista como um estímulo a outros estados, desde que seja bem sucedida e feche com chave de ouro o rol de leilões agendados para o 3º trimestre.

Entrevistado
Ministério da Infraestrutura (via assessoria de imprensa)

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aescom@infraestrutura.gov.br

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Altair Santos MTB 2330
 


Qual o perfil do novo profissional da construção civil?

Escolas do SENAI têm recebido profissionais qualificados de outras áreas industriais, que buscam especialização na construção civil Crédito: SENAI
Escolas do SENAI têm recebido profissionais qualificados de outras áreas industriais, que buscam especialização na construção civil
Crédito: SENAI

Com o avanço da engenharia 4.0 qual o perfil do profissional que o setor da construção civil procura? Para o professor Abilio Weber, diretor da Escola SENAI de Construção Civil localizada na cidade de São Paulo-SP, o mercado atualmente está focado em 3 tipos de profissionais: os especializados em construção imobiliária, os que têm conhecimento em obras de infraestrutura e os que buscam atuar no segmento de reformas.

Em entrevista ao canal da Concrete Show no YouTube, Abilio Weber ressalta que os fabricantes de material de construção atualmente têm dado atenção especial ao setor que presta serviço ao cliente final. “Esse segmento é imenso, pois é aquele ligado às reformas. O fabricante de materiais atualmente tem um foco muito grande nesse pessoal. Por quê? Os produtos desses fabricantes seguem normas muito rigorosas e a má aplicação na obra reflete na marca. Então, há uma intensa preocupação em qualificar esses profissionais”, ressalta.

Quanto aos que atuam na construção imobiliária e em obras de infraestrutura, o diretor da Escola SENAI de Construção Civil de São Paulo-SP os qualifica como “operacionais”. São aqueles profissionais treinados, que são contratados para executar uma função específica durante determinada etapa da obra. Eles são conhecidos como operacionais, e são valorizados pela qualidade do serviço e pela produtividade. Geralmente, atuam nas empresas terceirizadas contratadas pelas construtoras e incorporadoras por empreitada”, diz.

Formação de quem quer atuar na construção civil dá salto de qualidade

Abilio Weber afirma que recentemente o SENAI tem percebido um salto de qualidade no perfil dos profissionais que buscam seus cursos voltados para a construção civil. “De 2017 para cá, tem havido uma procura grande de pessoas que atuavam na indústria de transformação, e que perderam seus empregos no chão da fábrica por causa da automatização. Eles migraram para a construção civil e têm um elevado grau de formação. São diferenciados. São profissionais que buscam especialização na área de instalações, seja elétrica, hidráulica, serralheria, vidraçaria etc. Alguns deles possuem, inclusive, formação acadêmica em engenharia e arquitetura e têm o objetivo de aprender a parte operacional para montar pequenas empreiteiras”, comenta.

Na entrevista, o diretor da Escola SENAI de Construção Civil de São Paulo-SP alertou que engenheiros civis e arquitetos devem estar atentos ao BIM (modelagem de informação da construção) e aos movimentos de novas tecnologias na construção civil. “Para o profissional do tático, do planejamento e do operacional é relevante buscar formação que embase conhecimento técnico e tecnológico dos materiais e dos processos construtivos. Por quê? Primeiro, porque essas ferramentas vão diminuir muito as perdas por retrabalho. Segundo, porque a demanda por essas tecnologias vai crescer. Já estamos vendo a impressão 3D em concreto”, destaca.

Assista à entrevista do diretor da Escola Do SENAI ao Concrete Show

Entrevistado
Reportagem com base na entrevista do diretor da Escola SENAI de Construção Civil de São Paulo-SP, Abilio Weber, ao canal da Concrete Show no YouTube

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secretaria111@sp.senai.br

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Altair Santos MTB 2330
 


MIT filma hidratação do cimento e antevê futuro do concreto

Imagem colorida de alta resolução divulgada pelo CSHub mostra a hidratação de alita (branco) formando CSH (azul) e portlandita (vermelho). Outros componentes são belite (verde) e calcita (amarelo) Crédito: CSHub
Imagem colorida de alta resolução divulgada pelo CSHub mostra a hidratação de alita (branco) formando CSH (azul) e portlandita (vermelho). Outros componentes são belite (verde) e calcita (amarelo)
Crédito: CSHub

Pesquisadores do MIT Concrete Sustainability Hub – o braço do Massachusetts Institute of Tecnology que estuda a sustentabilidade do concreto -, conseguiram um avanço que, segundo o líder do estudo, o professor-doutor Franz-Josef Ulm, pode mudar a forma como se faz concreto. Usando a tecnologia conhecida como microespectroscopia Raman, a equipe filmou as reações moleculares que ocorrem durante a fase de hidratação do Cimento Portland, quando o material se junta a outros agregados para dar origem ao concreto 

Até então, o que as pesquisas haviam conseguido eram fotografias em preto e branco de momentos das reações moleculares. A tecnologia aplicada permite não apenas filmar toda a fase de hidratação como obter imagens coloridas. Segundo Franz-Josef Ulm, na prática a pesquisa levará a aditivos mais eficazes, assim como concretos que emitam menor volume de CO₂. “Também poderemos saber com precisão o tempo de cura de um concreto e seu grau de confiabilidade para determinada obra. Enfim, deixamos de pescar no escuro”, diz. 

Franz-Josef Ulm, que é professor de engenharia civil e ambiental e diretor do MIT Concrete Sustainability Hub, define o estudo como um “momento Irmãos Lumière para a ciência do concreto”. Ele se refere aos dois irmãos que inauguraram a era da projeção de filmes no final do século 19. Da mesma forma, diz Ulm, a equipe do MIT conseguiu vislumbrar a hidratação do cimento em estágio inicial, o que também pode ser equiparado ao surgimento do cinema em Technicolor, em comparação com as fotos em preto e branco de pesquisas anteriores. 

Com melhor compreensão da química do cimento, os pesquisadores avaliam os próximos passos. “Poderemos saber com maior precisão em que grau os componentes do material podem ser alterados, a fim de que ele gere concretos com menor impacto nas emissões ou adicionar ingredientes que serão capazes de absorver ativamente o dióxido de carbono“, diz Admir Masic, professor-associado que integra a equipe de pesquisa do MIT Concrete Sustainability Hub. 

Indústria de impressão 3D em concreto pode ser a mais beneficiada 

De acordo com os pesquisadores, tecnologias de última geração usadas na construção civil, como a impressão 3D em concreto, devem ser as mais beneficiadas pelo estudo do MIT. “A impressão 3D em concreto depende da extrusão de camadas de concreto em um processo precisamente medido e coordenado, durante o qual a lama líquida se transforma em concreto sólido. Saber quando o concreto vai endurecer é a questão mais crítica da impressão 3D. Até chegar à composição ideal do material há muitas tentativas e erros. Esse estudo permitirá definir a especificação do concreto que será usado na impressora”, afirma a pós-doutora Hee-Jeong Rachel Kim, que também atua na pesquisa. 

Os cientistas explicam o porquê do entusiasmo com o estudo. “Antes, a hidratação do cimento só podia ser observada como um ponto no tempo. Agora conseguimos observar continuamente o que acontece no período de hidratação. Por exemplo, o silicato de cálcio hidratado (CSH) é o principal ingrediente de ligação do cimento. Porém, ele tem uma natureza amorfa. Com a tecnologia que estamos aplicando, verificar sua estrutura, distribuição e como se desenvolve durante o processo de cura é algo incrível de se observar”, finaliza Hee-Jeong Rachel Kim. 

Entrevistado
Concrete Sustainability Hub, do Massachusetts Institute of Tecnology (via departamento de comunicação) 

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cshub@mit.edu 

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Altair Santos MTB 2330