IBRACON completa 50 anos

Em 2022, o Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON) completou 50 anos. Desde sua criação, a missão sempre foi garantir o propósito ético, técnico, social e hoje sustentável das estruturas de concreto armado e protendido.

“No período da fundação do IBRACON, a engenharia no país vivia uma fase áurea com muitas construções e investimento na infraestrutura do país: barragens para produção de energia elétrica, ponte Rio Niterói e estradas para a segura circulação de bens e pessoas, elevados, viadutos, usina nuclear de Angra dos Reis, obras de saneamento e metrô. A forte demanda contrastava com a falta de experiência e conhecimento dos engenheiros e das empresas de engenharia, somada à mão de obra despreparada”, lembra Paulo Helene, presidente do IBRACON.

Desde a década de 1980, o IBRACON incentiva a prática sustentável no mercado de cimento.
Crédito: IBRACON

Como resultado, ocorreram grandes e trágicos acidentes: prova de carga das estacas da ponte Rio Niterói, que ceifou a vida de engenheiros do IPT; colapso parcial do elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro; colapso do pavilhão de exposições da Gameleira, em Minas Gerais; e outras ocorrências de menor repercussão. Havia, inclusive, dúvidas técnicas sobre o comportamento do concreto nas Estações de Tratamento de Água (ETAS), Estações de Tratamento de Esgotos (ETES) e nas estruturas enterradas do Metrô de São Paulo quando exposto a solo agressivo devido a vazamentos de gás natural encanado para residências no solo do centro de São Paulo.

Dentro deste contexto é que o IBRACON foi criado. E uma das primeiras discussões trazidas pelo Instituto foi a respeito da permeabilidade e durabilidade do concreto. “Havia a falsa crença de que as estruturas eram eternas e bastava serem seguras e estáveis. Na época, a ênfase quanto ao projeto estrutural era dada apenas à resistência e estabilidade. Esses primeiros encontros contaram ainda com a participação dos maiores engenheiros da época, entre eles: Francisco de Assis Basílio, Eládio Petrucci, Gilberto Molinari, Lobo Carneiro e Luiz Alfredo Falcão Bauer, reconhecidos pelo IBRACON que, inclusive, confere importantes prêmios em suas memórias”, pontua Helene.

Grandes realizações do IBRACON

Ao longo de sua história, o Instituto coleciona diversos feitos interessantes. “Sinto orgulho de dizer que, ao longo desses 50 anos, o Instituto fez muito pela engenharia do concreto no país, contribuindo também para a difusão de novos conhecimentos no mundo”, opina Helene.

Dentre as realizações do IBRACON estão a revista impressa “Concreto & Construções”; a revista científica “IBRACON Structures and Materials Journal”; a publicação de 11 livros técnicos e 14 práticas recomendadas; 167 cursos dentro do Programa MasterPEC; com formação de cerca de 2.960 profissionais; 62 edições de congressos, com mais de 40.000 participantes e 8.376 artigos publicados nos anais do evento; e 37 edições do prêmio Emílio Baumgart. 

Valores para encarar os próximos desafios

Para os próximos anos, o IBRACON prevê a realização de ações que estejam ligadas aos seus principais valores. O primeiro deles é conhecimento, ciência e progresso. “Temos um compromisso com o avanço e o que houver de mais moderno e inovador na tecnologia do concreto e na engenharia para o desenvolvimento da sociedade”, pontua Helene.

Paulo Helene: “Sinto orgulho de dizer que, ao longo desses 50 anos, o Instituto fez muito pela engenharia do concreto no país”.
Crédito: IBRACON

Prova disso é o Congresso Brasileiro do Concreto. “Trata-se do maior evento técnico-científico nacional onde participam profissionais, pesquisadores e estudantes para conhecer as tendências em termos de pesquisas, tecnologias construtivas, normalização técnica e boas práticas relacionadas ao projeto, construção e manutenção das estruturas de concreto”, destaca Helene.

Outra questão importante para a instituição é o compromisso com o país. “O Instituto se mantém sempre à frente nos momentos em que a sociedade civil pediu um posicionamento técnico através de contribuição inquestionável às normas, manifestos sobre grandes tragédias, pesquisas para buscar lições e aprendizados, envolvimento em grandes projetos nacionais como barragens, pontes, certificação de pessoal técnico e de nível superior e atualização profissional através do MasterPEC”, afirma Helene.

O próximo Congresso Brasileiro do Concreto, que acontece em Brasília, de 11 a 14 de outubro, contará com palestras que abordarão a questão da sustentabilidade, que é um tema que a IBRACON vem introduzindo na cadeia do concreto desde a década de 80. No evento, o presidente da FIB (Federação Internacional do Concreto Armado), Akio Kasuga, tratará do tema da sustentabilidade do concreto dentro do novo Model Code 2020 e como o projeto pode contribuir para a neutralidade do carbono. Já o presidente da RILEM (União Internacional dos Laboratórios e Especialistas em Materiais Construtivos e Sistemas Estruturais), Ravindra Gettu, apresentará um panorama das construções de baixo carbono com concreto. Por fim, o presidente do ACI (Instituto Americano do Concreto), Charles Nmai mostrará como os projeto e construção de estruturas de concreto podem decisivamente contribuir para reduzir as emissões de gases estufa no planeta.

Assista ao vídeo comemorativo aqui.

Entrevistado

Paulo Helene é presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). Ele também é engenheiro civil, professor titular da Universidade de São Paulo e diretor da PhD Engenharia. 

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paulo.helene@concretophd.com.br

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Marina Pastore
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5 problemas comuns de estanqueidade em paredes de concreto e como resolver

NBR 16055 determina que é preciso garantir a estanqueidade de fachadas e pisos molháveis por pelo menos três anos.
Crédito: Arquivo pessoal/Nielsen Dias Alves

As paredes de concreto geralmente apresentam algumas questões bem mais específicas do que a concretagem de uma laje, devido à posição vertical. Para entender como lidar com este procedimento, a Comunidade da Construção de Goiânia promoveu o curso “Cuidados na Estanqueidade de Fachadas e Execução de Revestimentos Internos – Sistemas de Paredes de Concreto”. Nielsen Dias Alves, consultor e gerente técnico da MM Engenharia e Consultoria, foi o responsável por ministrar o curso

Hoje, com a norma NBR 16055 - Paredes de Concreto Moldada no Local (que foi lançada em 2012 e atualizada em 2021), existem critérios bem específicos para a construção de paredes de concreto. “Esta norma traz muito mais responsabilidade e critério nas nossas obras. Para as construtoras, a norma sugere que é preciso garantir a estanqueidade de fachadas e pisos molháveis por pelo menos três anos. O sistema de parede de concreto só tem a pintura em cima ou uma pintura com regularização, que é muito fininha. Tem 3 ou 4 cm para tirar aquele ‘abaulado’. Hoje, utilizamos muito mais inspeções da fachada antes da pintura ou antes da aplicação da camada de regularização, usando a técnica da termografia ”, aponta Alves.

Veja alguns problemas comuns de estanqueidade de concreto e como resolvê-los:

  1. Uso de desmoldante inadequado

Alves relembrou o caso de uma obra em que o desmoldante gerou problemas em uma parede. “Quando ele é aplicado na vertical, é mais complicado. Em uma ocasião, ao fazer o teste com um produto, o desmoldante desceu completamente. Uma vez que a forma metálica é muito lisa, se não tiver um produto com uma viscosidade adequada, ele desliza e fica concentrado na parte de baixo. Isso não permite uma ligação adequada entre esta parede e minha base. É importante sempre testar”, lembra Alves. 

De acordo com Alves, o uso de um desmoldante inadequado gera infiltrações e fissuras enormes no encontro da parede com a base. 

  1. Infiltração de água pela região da interface do Radier

Para evitar infiltração de água pela região da interface do Radier com a parede externa, tem sido aplicada uma argamassa polimérica na região. “Em algumas obras, é possível fazer um chanfro na região para não empoçar água. Desta forma, a água bate e escorre. Além disso, ela tem que impermeabilizar. Também é feito o uso de uma argamassa polimérica. Dessa forma, evita que a água entre, uma vez que é comum ter uma fissura na região. No entanto, em algumas a argamassa polimérica sofreu fissuras, uma vez que ela é rígida e se houver uma movimentação grande, haverá uma fissuração,”, explica Alves.

Algo que tem se usado bastante para evitar esse problema é a membrana acrílica flexível. “É preciso aplicar um material que suporte a movimentação dessa fissura. Na maioria das obras que eu acompanho hoje, tem-se usado a argamassa polimérica, já que é uma região que sofre bastante impacto durante a obra e pode rasgar. Por isso, é usado bastante a membrana na interface das juntas, mas na parte de baixo, tem-se usado mais a argamassa polimérica”, aponta Alves.

  1. Concreto com trabalhabilidade inadequada

Segundo Alves, o ideal é que seja utilizado um concreto autoadensável nestas paredes porque elas são muito finas e densamente armadas, com muita ferragem para aquela espessura. “Se eu não usar um concreto autoadensável, eu não consigo vibrar. Com isso, não é possível garantir que o concreto vai adensar perfeitamente. É uma condição fundamental para uma qualidade desejada. Muitas vezes, a obra vai tentar utilizar um concreto com slump menor, por ser muito mais barato. O concreto autoadensável é mais caro por ter um traço especial, mais cimento, muito mais aditivos e cuidado com a segregação dele”, expõe Alves. 

Alves exemplificou com um caso em que foi usado um concreto com slump 17,5 cm, em que as quinas ficaram com aspecto inadequado. 

A norma brasileira 15.823 - Concreto autoadensável traz alguns critérios interessantes sobre o espalhamento do concreto:

Além de ser autoadensável, o concreto também precisa ser autonivelante. Uma forma de verificar isso é fazendo testes com uma caixa L ou o anel J. “É preciso pedir para a concreteira fazer todos estes ensaios, não somente o slump flow”, alerta Alves. 

  1. Junta fria ou junta de concretagem

Na opinião de Alves, este é um grande gargalo nas obras. Alves recomenda que o mais adequado é executar a laje e as paredes ao mesmo tempo, evitando as juntas frias. “No encontro das duas, muitas vezes há um ressalto da laje. Com isso, há uma massa corrida ou uma argamassa de regularização com espessura diferente e isso pode gerar um problema. Tem uma espessura mais fina na laje e uma mais grossa na parede e há risco de fissura neste ponto. Hoje há um cuidado enorme nessa região. Em 2010, não havia um tratamento específico, era só uma massa no local. Só que começou a ter vários problemas – tanto na região de encontro como também nas juntas frias de concretagem. Hoje, as membranas acrílicas flexíveis usadas para evitar este tipo de questão ficaram mais acessíveis. Aqui no Brasil, devido à grande variação térmica, este tipo de tratamento é o mais comum, já que materiais mais rígidos não funcionam”, esclarece Alves. 

Se houver alguma questão na obra que impeça fazer estes dois processos de forma conjunta, Alves recomenda fazer uma lavagem prévia do concreto antigo antes da aplicação do novo, buscando retirar o resto de materiais e a nata do cimento. Isso deve ser feito para que haja a aderência correta. 

  1. Região das janelas

Alves menciona que esta área é a que tem mais problemas de estanqueidade. “Geralmente, elas são causadas por falta de reforço ou posicionamento errado do mesmo. Também pode acontecer por falha na concretagem dos requadros, peitoril e pingadeira. Outra questão é falta de caimento nas pingadeiras e peitoris. Para retirar a fôrma, o movimento é ao contrário. Também há a falha da vedação na esquadria”, expõe Alves.

Se for o caso de fissuras passantes nos cantos das janelas, a solução é reforçar esta região. “Com o pacômetro, que é um detector de metais, é possível identificar onde estão as ferragens e colocar os reforços. No pós obra, a membrana acrílica também pode ser utilizada para corrigir isso. No entanto, ela cria um ressalto. Para acabar com esse problema, é possível utilizar uma argamassa de regularização para uniformizar esta altura”, pontua Alves. 

Fonte
Nielsen Dias Alves é consultor e gerente técnico da MM Engenharia e Consultoria.

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Pavimento Urbano de Concreto ganha espaço na América Latina

Pavimento de concreto oferece vantagens sustentáveis como a diminuição das escavações terrestres e a redução na exploração de pedreiras
Crédito: Divulgação/Concrete Show

A cidade de Barranquilla, na Colômbia, conta com mais de 80% de sua malha viária em Pavimento Urbano de Concreto (PUC). Da mesma forma, no Chile, este material tem sido amplamente utilizado e já faz parte de 65% das pavimentações urbanas. Estes dados foram expostos pelo engenheiro colombiano Diego Jaramillo Porto, que abriu o espaço “Construindo Conhecimento”, no Concrete Show, com a palestra “O êxito das pavimentações de concreto na América Latina”.

A pavimentação rígida, como também é chamada, já apresenta competitividade com relação ao asfalto, além de possuir vários benefícios. “Já se provou que o PUC é a solução mais econômica, durável e sustentável para as cidades. É um método que vem se aprimorando há 157 anos e hoje apresenta excelentes resultados”, destaca o engenheiro.

Dentre os benefícios apresentados por Porto estão: 

  • Possui vida útil até cinco vezes mais longa do que o asfalto tradicional e apresenta grande redução de custos na manutenção a longo prazo;
  • Suporta mais cargas e frequências, sendo ideais para vias de alto tráfego, como o BRT;
  • Gera economia de energia elétrica, uma vez que a reflexão de luz é até 30% maior que o asfalto, contribuindo também para a segurança no trânsito,
  • É um material que tem durabilidade média de 70 anos;
  • A tecnologia empregada também atribui versatilidade, pois permite adequá-lo para baixa, média ou alta demanda de tráfego.

Pavimento Urbano de Concreto em comunidades

Tal como já vem acontecendo no Bairro Novo do Caximba, o engenheiro também destacou a necessidade de implantação dos PUCs nas periferias e comunidades. “Esse pavimento agrega muito valor e qualidade de vida nas periferias e comunidades. É uma coisa simples, mas que transforma a vida das pessoas que lá vivem. Além da economia com reparos, devido à alta durabilidade, a pavimentação urbana nessas localidades aumenta o valor dos imóveis e possibilita a ampliação da mobilidade urbana”. 

Pavimento de concreto x sustentabilidade

Durante a palestra, o engenheiro colombiano também abordou um dos grandes paradigmas com relação ao uso do PUC: a sustentabilidade. “Criou-se o mito de que o concreto não é prático e nem sustentável, o que não é verdade. Com o avanço da tecnologia conseguimos cada vez mais um produto de qualidade e com comprometimento ambiental”, opina.

Ainda, Porto comentou que o pavimento de concreto oferece vantagens sustentáveis como a diminuição das escavações terrestres, a redução na exploração de pedreiras, melhor rendimento do combustível, menor emissão de CO₂, resistência às mudanças climáticas e aos desastres naturais. 

Fontes

Diego Jaramillo Porto é engenheiro e diretor de Pavimentos e Infraestrutura na Federação Iberoamericana de Hormigon Premezclado FIHP 

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Uso do concreto pré-fabricado ganha destaque no Concrete Show

Construindo Conhecimento, tema do Concrete Show 2022.
Crédito: Divulgação/Concrete Show

O concreto pré-fabricado já é usado em rodovias, hotéis, edifícios e até mesmo dormentes. Neste ano, novamente ele foi assunto do Concrete Show. Na abertura do seminário “Avanços e viabilidade da pré-fabricação em concreto na América Latina”, a presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), Íria Lícia Oliva Doniak, destacou que a discussão acerca do tema foi iniciada na última edição do Concrete Show e que o público tem demonstrado interesse no assunto e pedido mais informações. 

“O uso de concreto pré-fabricado é um tema atual e que precisa ser expandido. No último Concrete Show iniciamos essa discussão e ela foi muito bem aceita pelo público. Hoje trouxemos aqui palestrantes renomados, com experiências internacionais para nos atualizar sobre o tema”, apontou Íria.

A seguir, o primeiro painel foi ministrado pelo engenheiro chileno Rodrigo Sciaraffia, fundador e diretor regional latam da Discovery Predcast. Durante sua apresentação, ele contou que sua experiência com a técnica começou em 2008, ao gerenciar a obra de um viaduto na cidade de Santiago, no Chile. 

Para Rodrigo Sciaraffia, ainda há muitas oportunidades não exploradas com relação ao concreto pré-fabricado, já que 95% do mercado constrói sem este material.
Crédito: Divulgação/Concrete Show

“Desde então me dediquei a saber mais sobre esse modelo e descobri infinitas possibilidades. Podemos utilizá-lo em obras diversificadas, como pontes, estádios, casas, prédios, enfim, é um método veloz, menos custoso, mais limpo e que proporciona melhor coordenação na obra. Além disso, esse material se mostrou muito eficiente em casos de desastres naturais”, destaca Sciaraffia. 

Obras na América Latina

De acordo com o engenheiro, Brasil e México lideram o uso de pré-fabricados em concreto na América Latina. Sciaraffia também mencionou obras em andamento na América Latina que utilizam a técnica, como a construção de um prédio de 50 andares no Chile.

No entanto, ele acredita que ainda há um longo caminho a percorrer para que os pré-fabricados se tornem mais populares. “Precisamos de forças para que surjam novas entidades, novas pesquisas, estudos e, consequentemente, incentivos. Hoje 95% do mercado constrói sem pré-fabricados em concreto, ou seja, ainda há muito o que ser feito”, opina. 

Fontes

Concrete Show

Rodrigo Sciaraffia é engenheiro, fundador e diretor regional latam da Discovery Predcast.
Engenheira civil Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto).

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ABCIC – abcic@abcic.org.br

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Paredes de concreto apresentam ótimo custo benefício e competitividade

Desde a criação da NBR 16055, em 2012, já foram contabilizadas mais de 4 milhões de construções no país que fizeram uso das paredes de concreto.
Crédito: Divulgação/Concrete Show

Desde a criação da NBR 16055 - Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações – Requisitos e procedimentos, em 2012, o uso de paredes de concreto ganhou maior aderência e popularidade no mercado. Em 2021, no entanto, a norma passou por uma atualização, com o objetivo de atender a projetos de prédios altos, ampliando ainda mais seu uso. Durante o Concrete Show, o engenheiro Ary Fonseca Junior, diretor da SIGNO, falou sobre o uso desta tecnologia e as vantagens competitivas que ela oferece. 

“Após a publicação da norma sobre o assunto, o mercado teve uma expansão no uso de paredes de concreto. Programas públicos de habitação ajudaram a alavancar esse processo que se encontra hoje em plena popularização”, explica Junior

Histórico do uso de paredes de concreto

Durante sua palestra, o engenheiro Paulo Francisco Graziano, sócio-diretor da Pasqua & Graziano, também abordou as vantagens da utilização de paredes de concreto. “Embora esse método tenha começado de uma forma tímida no Brasil nos anos 1970, só foi aprofundado há cerca de 15 anos. Hoje temos um sistema consolidado, que reconhece e utiliza as paredes de concreto. Esse tipo de construção dispõe de enormes vantagens competitivas, entre elas a redução de custos com outros materiais, como vigas e estribos. Também minimiza os ciclos operacionais e favorece a agilidade da obra”, destaca.

Ao longo da palestra, Junior também lembrou que os estudos para aplicação desse modelo de construção no Brasil começaram em 2006, em um esforço conjunto da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) e IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas).

Ainda segundo Junior, desde a criação da norma já foram contabilizadas mais de 4 milhões de construções no país que fizeram uso do método. “A parede de concreto é uma ótima opção para o Brasil, porque se adequa a todas as tipologias e pode ser usada em vários tipos de construções, desde casas térreas até edifícios altos”, pontua.

Vantagens do uso das paredes de concreto 

Dentre as vantagens competitivas do uso do concreto em paredes, Junior destacou o custo/benefício que ajuda a potencializar ganhos de competitividade devido ao aumento da produtividade, a otimização da mão de obra, além da baixa geração de resíduos e a velocidade na execução.

Cuidados com relação ao uso de paredes de concreto

Entretanto, para alcançar um nível de excelência, Junior alerta que não é possível mais tolerar improvisos nessas obras. “É preciso tratar da industrialização da cadeia e da engenharia integrada, somente assim atingiremos a plena eficiência”, sugere. 

Em seu e-book sobre logística no Sistema Parede de Concreto, Junior pontua que é preciso atentar a alguns aspectos:

- A padronização e coordenação modular eliminam as improvisações e facilitam a execução, aumentando a produtividade de execução.

- O projeto das instalações sofreu uma alteração com a exigência de manutenibilidade feita pela Norma de Desempenho (NBR 15575). Como no sistema parede de concreto a maioria das paredes é estrutural, seria impossível fazer a manutenção de instalações hidráulicas ou sanitárias embutidas. Portanto, todas as passagens hidrossanitárias devem estar localizadas em shafts externos às paredes. 

- Em construções que usam paredes de concreto, o sistema funciona como uma fábrica (montagem de componentes), com diversas atividades simultâneas, que podem ser interligadas ou independentes. Ainda, os ciclos são curtos e rápidos. Por isso, o planejamento da obra e escolha dos fornecedores é fundamental para instalação de paredes de concreto. É preciso garantir entregas pontuais, para que tudo funcione bem, além de uma coordenação de atividades. O gerenciamento de estoque no canteiro de obras também é bem importante.

Na palestra de Graziano, o engenheiro também mencionou que a eficiência do sistema parede de concreto demanda arquitetos, projetistas de estruturas, de fundações e instalações com visão sistêmica e forte preocupação com modularidade e integração entre as diferentes disciplinas.

Vale lembrar que, de acordo com a norma ABNT NBR 16055, a recomendação é que o concreto autodensável seja usado nas paredes, por ser mais compatível com esta tecnologia.

Fontes

Ary Fonseca Jr. é graduado em Engenharia Civil com Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Construção Civil (Fundação Vanzolini), Gestão de Negócios (Fundação Getulio Vargas) e MBA executivo em Gestão Estratégia e Administração (Ensead - Fundação Dom Cabral). Acumula mais de 30 anos de experiência na área de Engenharia Civil, com diversificada trajetória profissional (siderurgia, infraestrutura e edificações): enfoques técnicos e de negócios. Hoje é diretor da SIGNO.

Francisco Paulo Graziano possui graduação em Engenharia Civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia (1976) e mestrado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica (1989). Atualmente é sócio-diretor – Pasqua & Graziano Consultoria Concepção Estrutural e Projetos S/S Ltda. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Estruturas de Concreto.

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Pavimento de concreto permeável é tema do Concrete Show

Pavimento de concreto reduz ilhas de calor e possibilita o armazenamento e canalização da água da chuva.
Crédito: Divulgação/Concrete Show

O pavimento de concreto já é conhecido por ser mais durável e até tem oferecido vantagens econômicas ultimamente. Mas esta também pode ser uma tecnologia sustentável. Foi o que Nestor de Buen Unna e Alejandro Vázquez Gomez, sócios da empresa mexicana Ecocreto, mostraram durante o Concrete Show 2022

Durante a palestra no evento, os empresários falaram sobre pavimento de concreto permeável desenvolvido pela sua companhia. “Esta é a primeira solução do mercado 100% permeável e ecológica”, afirmaram. 

Composição

O pavimento permeável é produzido com uma mescla de brita, cimento, água e aditivo. “A Ecocreto desenvolveu também um aditivo próprio feito a partir de minerais, que é mais adequado a climas extremos, após observar que os aditivos tradicionais com elementos de poliméricos eram mais suscetíveis a falhas em climas muito frios, quando submetidos ao degelo por meio de sais”, explicam.

De acordo com os fabricantes, a mistura desses produtos forma uma pasta semelhante ao concreto hidráulico, tão maleável quanto este. No entanto, ao secar deixará uma superfície muito porosa que permite a livre passagem da água e tem grande resistência à compressão e flexão.

O sistema construtivo é baseado em materiais granulares controlados que devem ser confinados e limpos. Este tipo de pavimento 100% permeável ​​substitui as bases de outros pavimentos existentes com muitas vantagens de resistência e durabilidade. Em muitos casos, são utilizados pequenos poços de absorção, cujas características e número dependerão da capacidade de absorção de água do subsolo e dos índices pluviométricos. 

Aplicações do pavimento de concreto permeável

De acordo com Unna e Gomez, o pavimento é flexível e tem alta resistência à compressão e ao desgaste. Com isso, pode ser aplicado em calçadas, estacionamentos, pátios de carga e praças.

Vantagens da tecnologia 

Ainda, uma das principais vantagens do pavimento de concreto permeável é a redução de ilhas de calor, um problema comum nos pavimentos asfálticos. “Enquanto o pavimento asfáltico submetido ao clima quente pode chegar a temperaturas de até 50 graus, o pavimento permeável com a mesma exposição alcança apenas uma média de 36 graus”, exemplificaram. 

Outro grande benefício destacado por Unna e Gomez foi a possibilidade de que a água da chuva seja armazenada e canalizada para ser reutilizada.

Por fim, os empresários também destacaram que esse pavimento permite o uso de pisos com diferentes formatos e cores. 

Fontes

Nestor de Buen Unna é arquiteto e fundador da Ecocreto.

Alejandro Vázquez Gomez é sócio-diretor da Ecocreto.

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Confiança do empresário da construção mantém-se estável em julho

Índice de Expectativas mostra que há uma esperança de melhora da economia entre os industriais.
Crédito: Envato

Em julho de 2022, o Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI) manteve-se estável, com 57,8 pontos. De maio para junho, este indicador havia registrado aumento de 1,3 ponto. Ao comparar com a média histórica do índice, que é de 53,8 pontos, este resultado é positivo. Nesta mensuração, os indicadores recebem pontos em uma escala que varia de 0 a 100. Dentro deste contexto, resultados acima ou abaixo de 50 mostram confiança ou desconfiança, respectivamente.

Por outro lado, ao comparar com o mesmo período de 2021, houve uma queda, já que na época o índice foi de 62 pontos, conforme informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados foram apurados na Sondagem da Indústria da Construção da CNI, realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para esta pesquisa realizada em julho de 2022, foram coletadas informações de 401 empresas — 146 pequenas, 167 médias e 88 grandes — entre 1º e 11 de julho.

Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, este patamar indica que a indústria vê uma melhora nas condições quando comparado aos seis últimos meses. “Além disso, o Índice de Expectativas mostra que há uma esperança de melhora da economia entre os industriais”, pontua.

Índice de confiança da Construção (ICST)

Ao mesmo tempo em que o ICEI se manteve estável, o Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 1,2 ponto em junho, chegando a 97,5 pontos. No entanto, logo em seguida, recuou 0,7 ponto em julho, indo para 96,8 pontos.

Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST), que avalia a situação atual dos negócios e carteira de contratos no momento, apontou perspectivas mais positivas. O índice cresceu 0,9 ponto e chegou a 94,8 pontos. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela pesquisa, este resultado foi influenciado principalmente pela melhora do indicador que mede o volume da carteira de contratos, que aumentou 1,4 ponto, chegando a 97,3 pontos. No quesito “satisfação com a situação atual dos negócios”, a pontuação foi de 92,3, um aumento de 0,5 ponto. 

Ainda, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção foi outro que cresceu. Ele subiu 0,8 ponto porcentual (p.p), o que fez com que chegasse a 77,9%. Esse resultado corresponde ao maior valor desde dezembro de 2014 (78,4%). Outros índices que também aumentaram foram o Nuci de Mão de Obra e o Nuci de Máquinas e Equipamento, com crescimento de 0,5 e 1,6 p.p, para 78,9% e 73,9%, respectivamente.

Fontes
Marcelo Azevedo é gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Por que prédio incendiado na 25 de março será demolido?

Recursos como regiões compartimentadas, portas corta-fogo, materiais com baixa propagação de chamas e chuveiros tipo sprinkler ajudam a conter incêndios.
Crédito: Youtube

Em julho de 2022, um edifício na Rua Barão de Duprat, na região da Rua 25 de Março, passou por um grave incêndio. O incidente começou em um domingo (10) e só foi extinto na quinta-feira, dia 14. No total, foram mais de 70 horas para conseguir apagá-lo. O fogo iniciou no térreo de um prédio de dez andares e, posteriormente, se espalhou para outros imóveis na região, atingindo também duas lojas e parte do prédio da Paróquia Ortodoxa Antioquina da Anunciação a Nossa Senhora

De acordo com o Instituto Sprinkler Brasil, em 2021, foram contabilizadas 2.301 ocorrências de incêndios estruturais de janeiro a dezembro, noticiadas pela imprensa. A categoria que gerou o maior número de notícias na imprensa foram os estabelecimentos comerciais (lojas, shopping centers e supermercados), com 418 registros, seguida por outros (376). Além disso, o aumento de ocorrências noticiadas pela imprensa foi de 85% em relação ao ano de 2020.

Ainda, dados estatísticos do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo mostram que até junho de 2022, já foram registrados 1.876 incêndios em edificações não sujeitas ao Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) e áreas de risco. Em edificações sujeitas ao RSCI, esse número foi de 1.026.

Contenção de incêndios

Embora este edifício seja antigo, hoje, por outro lado, já há tecnologias que permitem a contenção de incêndios. “É o caso, por exemplo, das regiões compartimentadas, portas corta-fogo, materiais com baixa propagação de chamas e também o combate imediato a princípios de incêndio, tais como os chuveiros tipo sprinkler e distribuição de espuma antichamas”, explica o engenheiro Luis Otavio Rosa, membro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP).

Além disso, segundo Rosa, a engenharia tem tecnologia para construir edifícios que resistam aos tipos de incêndio mais frequentes, aumentando a espessura dos materiais ou incorporando itens com maior resistência ao fogo, que tornam os custos da construção mais elevados. 

Por que fazer a demolição?

Logo após o incêndio, em meados de julho, a Prefeitura de São Paulo fez uma proposta de demolição, que foi aceita pelo Edifício Comércio e Indústria. Ainda, a Prefeitura apontou que há risco de desabamento, apesar de não haver mais probabilidade de ruptura.

De acordo com Rosa, esta é a opção mais viável, uma vez que as altas temperaturas durante o incêndio causaram danos na parte estrutural (vigas, pilares e lajes) feitas de aço e concreto. “Estes danos diminuíram a resistência desses materiais. Assim, para recuperar a resistência suficiente para garantir a estabilidade do edifício seriam necessários reforços estruturais de custo elevado. Neste caso, a demolição foi a opção mais viável para evitar a ruína ou colapso descontrolado do edifício, que poderia causar danos aos imóveis vizinhos e às pessoas próximas”, aponta Rosa.

Além disso, a implosão, neste caso, não é viável. “A demolição deste edifício está sendo feita de cima para baixo, demolindo parede por parede, um andar de cada vez, com acesso externo para evitar sobrecarregar a estrutura já danificada e garantir segurança para os trabalhadores. Quando vários andares da parte superior já tiverem sido demolidos, haverá um alívio da carga sobre a estrutura e então a demolição poderá ser feita com acesso interno, depois de avaliação técnica para garantir a segurança”, conclui Rosa. 

Fonte
Luis Otavio Rosa é engenheiro membro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP).

Contato
secretaria@ibape-sp.org.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Governança Corporativa na construção civil

Com governança corporativa, as informações, objetivos e metas ficam mais claras, o que facilita a tomada de decisão.
Crédito: Envato

Depois de alguns escândalos envolvendo construtoras e políticos, algumas empresas do setor resolveram apostar na Governança Corporativa para evitar novos episódios de corrupção. 

De acordo com Marcelo Lico, especialista em Governança Corporativa e sócio-fundador do Grupo Crowe Macro, a Governança Corporativa envolve a gestão, definição de estratégias, transparência e monitoramento de informações de uma entidade. “As boas (e melhores) práticas de Governança agregam valor para a empresa e notadamente para os maiores interessados, sejam acionistas, investidores, credores e sociedade em geral”, explica Lico.

Mas esta prática inclui diferentes aspectos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC):

  • Transparência nas informações prestadas para diferentes stakeholders;
  • Equidade, isto é, tratamento justo e isonômico de todas as partes envolvidas em uma empresa – de clientes a funcionários e parceiros;
  • Prestação de contas de maneira clara, concisa e transparente;
  • Responsabilidade corporativa: a ideia é que os agentes cuidem da viabilidade econômico-financeira das organizações. 

Na opinião de Roberta Bigucci, diretora da construtora MBigucci, a governança corporativa se relaciona ao ato de cuidar bem das pessoas. “Com isso, automaticamente você estará cuidando bem da empresa e fazendo uma boa gestão empresarial, na qual as pessoas se engajam como se fossem pequenos empreendedores, como se a empresa fosse delas. Isso está atrelado à transparência, equidade, responsabilidade socioambiental e prestação de contas”, aponta Roberta. 

Benefícios da governança corporativa

 Para Roberta, a governança traz uma melhora na qualidade, na produtividade e na eficácia do resultado. “Há uma mudança positiva na cultura organizacional da empresa, com informações, objetivos e metas claras. Isso contribui muito para tomada de decisão”, explica.  

Já Lico acredita que os benefícios envolvem na prática o aumento do “valor da empresa”. “Uma boa governança permite maior visibilidade, bem como acesso a capital para investimentos e crescimento da empresa”, pontua.

Desafios de implementar a governança corporativa

Ao implantar a governança corporativa em empresas da construção civil, Roberta aponta que um dos grandes desafios é mudar paradigmas. 

“O ‘sempre foi assim’ está ultrapassado. Quando se fala em mudar, as pessoas sempre pensam em aumento de custos. Mas é preciso ver o final, e o resultado final sempre será a redução de custos, pois terá o aumento da produtividade”, destaca Roberta

Para Lico, os desafios começam com a mudança da cabeça do “dono” ou fundador, notadamente nas empresas familiares. “Deve ter foco em melhoria de processos, nos controles internos e transparência nas informações, contando inclusive com o acompanhamento e revisão de profissionais independentes como consultores e auditores. Obviamente, que o investimento em profissionais e em uma gestão profissional também agregam valor”, justifica.

Aderência das construtoras

Com relação à aderência das construtoras, Roberta aponta que algumas já têm adotado esta prática, com os resultados positivos aparecendo, enquanto outras empresas estão “copiando” boas práticas – o que, para ela, já é um excelente começo. 

“Aqui na construtora, por exemplo, tivemos a oportunidade de divulgar nossas práticas em um grande evento do mercado imobiliário, e também publicamos em nosso relatório anual de sustentabilidade enviado ao Pacto Global da ONU. Algumas empresas nos retornaram perguntando se poderiam fazer ‘as mesmas coisas’, ou se poderiam criar ações parecidas com as que divulgamos”, conta Roberta. 

Lico observa que as empresas como um todo têm se preocupado com melhorias em governança. “O setor imobiliário, que trabalha com capital intensivo de terceiros, necessita estar mais atento em melhorias constantes em suas práticas de governança. Desta forma, uma contabilidade adequada, sistema de gestão eficiente, processos, regras de compliance, auditoria interna e externa e prestação de contas contínua são fundamentais para o acesso de capital. Para as empresas que se preocupam com esses itens, o custo de captação é menor e a sua visibilidade perante o mercado e stakeholders é positivamente observada”, conclui. 

Entrevistados

Roberta Bigucci é diretora da construtora MBigucci, onde trabalha há 36 anos. É advogada, arquiteta e urbanista, pós-graduada em Administração Financeira, gestora de Educação Corporativa e técnica em Transações Imobiliárias. Sempre com um olhar inovador, é a responsável pelos Big’s da MBigucci (Big Riso, Big Vida, Big Conhecimento, Big Vizinhança e Big Ideias), projetos sociais e ambientais voltados às práticas de ESG e que também envolvem clientes e comunidade. Coautora dos livros “Mulheres do Mercado Imobiliário – Desafios e Conquistas” e “Tricotando Negócios - Empreendedorismo na Prática por Mulheres de Sucesso”, Roberta Bigucci também é representante do SECOVI-SP na Fecomercio/SP, como delegada suplente.

Marcelo Lico é especialista em Governança Corporativa e Sócio-Fundador do Grupo Crowe Macro.

Contatos
Roberta Bigucci - Assessoria de Imprensa - Imprensa@mbigucci.com.br 
Marcelo Lico - marcelo.lico@crowe.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


SoftwareONE entra no mercado da construção civil com solução em nuvem

Plataforma trabalha com inteligência artificial para oferecer insights.
Crédito: SoftwareONE

Cada vez mais a tecnologia é uma exigência no mercado de construção civil – basta ver o uso da impressão 3D, do Business Intelligence e do Metaverso. Com o intuito de gerenciar uma obra do início ao fim, integrar todos os seus participantes e ainda agregar a tecnologia BIM 5D, é que a ferramenta MTWO Construction Cloud foi criada.

Desenvolvida pela provedora de softwares e tecnologia em nuvem, a SoftwareONE lançou a plataforma, que pode ser usada desde o planejamento e orçamento de um projeto. A promessa dessa ferramenta é de integrar, ao máximo, escritório e canteiro de obras; e projeto e construção. Tudo isso para que construtoras, empreiteiras e incorporadoras tenham cada vez mais produtividade e menos riscos. 

Funcionalidades e benefícios da MTWO Construction Cloud

Com a MTWO, os profissionais do setor de construção podem acompanhar e gerir todo o ciclo de vida dos projetos com o BIM (Building Information Modeling). No entanto, o grande diferencial desta ferramenta é que ela coloca este conteúdo na nuvem, o que permite que vários participantes de um projeto tenham acesso a ela – inclusive, podendo estar em diferentes lugares e a qualquer momento. Desta forma, os profissionais envolvidos poderão colaborar em diferentes momentos do projeto e a qualquer momento. 

Outro diferencial é que a plataforma produz insights a partir da Inteligência Artificial, Big Data e análises avançadas. Com isso, os profissionais envolvidos podem ser mais assertivos e rápidos nas tomadas de decisão com relação à obra. 

Ainda, a ferramenta permite que seus usuários usem regras de extração predefinidas no Sistema de Construção, facilitando, assim, as quantidades automatizadas a partir de modelos 3D.

Para facilitar a realização de orçamento, a MTWO possibilita que os profissionais utilizem modelos 3D e dados de projetos anteriores para criar as estimativas de construção mais completas e precisas.

No momento da realização dos orçamentos, é possível encontrar várias facilidades. Os profissionais podem realizar um gerenciamento de custos dinâmico, além de enviar convites para concorrências e obter cotações de fornecedores por meio do portal online. Ainda, é possível comparar cotações automaticamente e avaliar o desempenho dos fornecedores para rápida tomada de decisão.

Por fim, no momento de fazer o planejamento de uma obra, a MTWO oferece a possibilidade de produzir cronogramas gráficos com a linha de balanço para ver conflitos em potencial e realizar simulação 5D para detectar o risco na construção em estágios iniciais. Este processo pode ajudar a evitar erros dispendiosos na fase de construção.

Fonte
SoftwareONE 

Contato
marketing.br@softwareone.com

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP