Governança Corporativa na construção civil
Empresas que recorrem a esta prática ganham produtividade e redução de custos

Crédito: Envato
Depois de alguns escândalos envolvendo construtoras e políticos, algumas empresas do setor resolveram apostar na Governança Corporativa para evitar novos episódios de corrupção.
De acordo com Marcelo Lico, especialista em Governança Corporativa e sócio-fundador do Grupo Crowe Macro, a Governança Corporativa envolve a gestão, definição de estratégias, transparência e monitoramento de informações de uma entidade. “As boas (e melhores) práticas de Governança agregam valor para a empresa e notadamente para os maiores interessados, sejam acionistas, investidores, credores e sociedade em geral”, explica Lico.
Mas esta prática inclui diferentes aspectos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC):
- Transparência nas informações prestadas para diferentes stakeholders;
- Equidade, isto é, tratamento justo e isonômico de todas as partes envolvidas em uma empresa – de clientes a funcionários e parceiros;
- Prestação de contas de maneira clara, concisa e transparente;
- Responsabilidade corporativa: a ideia é que os agentes cuidem da viabilidade econômico-financeira das organizações.
Na opinião de Roberta Bigucci, diretora da construtora MBigucci, a governança corporativa se relaciona ao ato de cuidar bem das pessoas. “Com isso, automaticamente você estará cuidando bem da empresa e fazendo uma boa gestão empresarial, na qual as pessoas se engajam como se fossem pequenos empreendedores, como se a empresa fosse delas. Isso está atrelado à transparência, equidade, responsabilidade socioambiental e prestação de contas”, aponta Roberta.
Benefícios da governança corporativa
Para Roberta, a governança traz uma melhora na qualidade, na produtividade e na eficácia do resultado. “Há uma mudança positiva na cultura organizacional da empresa, com informações, objetivos e metas claras. Isso contribui muito para tomada de decisão”, explica.
Já Lico acredita que os benefícios envolvem na prática o aumento do “valor da empresa”. “Uma boa governança permite maior visibilidade, bem como acesso a capital para investimentos e crescimento da empresa”, pontua.
Desafios de implementar a governança corporativa
Ao implantar a governança corporativa em empresas da construção civil, Roberta aponta que um dos grandes desafios é mudar paradigmas.
“O ‘sempre foi assim’ está ultrapassado. Quando se fala em mudar, as pessoas sempre pensam em aumento de custos. Mas é preciso ver o final, e o resultado final sempre será a redução de custos, pois terá o aumento da produtividade”, destaca Roberta.
Para Lico, os desafios começam com a mudança da cabeça do “dono” ou fundador, notadamente nas empresas familiares. “Deve ter foco em melhoria de processos, nos controles internos e transparência nas informações, contando inclusive com o acompanhamento e revisão de profissionais independentes como consultores e auditores. Obviamente, que o investimento em profissionais e em uma gestão profissional também agregam valor”, justifica.
Aderência das construtoras
Com relação à aderência das construtoras, Roberta aponta que algumas já têm adotado esta prática, com os resultados positivos aparecendo, enquanto outras empresas estão “copiando” boas práticas – o que, para ela, já é um excelente começo.
“Aqui na construtora, por exemplo, tivemos a oportunidade de divulgar nossas práticas em um grande evento do mercado imobiliário, e também publicamos em nosso relatório anual de sustentabilidade enviado ao Pacto Global da ONU. Algumas empresas nos retornaram perguntando se poderiam fazer ‘as mesmas coisas’, ou se poderiam criar ações parecidas com as que divulgamos”, conta Roberta.
Lico observa que as empresas como um todo têm se preocupado com melhorias em governança. “O setor imobiliário, que trabalha com capital intensivo de terceiros, necessita estar mais atento em melhorias constantes em suas práticas de governança. Desta forma, uma contabilidade adequada, sistema de gestão eficiente, processos, regras de compliance, auditoria interna e externa e prestação de contas contínua são fundamentais para o acesso de capital. Para as empresas que se preocupam com esses itens, o custo de captação é menor e a sua visibilidade perante o mercado e stakeholders é positivamente observada”, conclui.
Entrevistados
Roberta Bigucci é diretora da construtora MBigucci, onde trabalha há 36 anos. É advogada, arquiteta e urbanista, pós-graduada em Administração Financeira, gestora de Educação Corporativa e técnica em Transações Imobiliárias. Sempre com um olhar inovador, é a responsável pelos Big’s da MBigucci (Big Riso, Big Vida, Big Conhecimento, Big Vizinhança e Big Ideias), projetos sociais e ambientais voltados às práticas de ESG e que também envolvem clientes e comunidade. Coautora dos livros “Mulheres do Mercado Imobiliário – Desafios e Conquistas” e “Tricotando Negócios – Empreendedorismo na Prática por Mulheres de Sucesso”, Roberta Bigucci também é representante do SECOVI-SP na Fecomercio/SP, como delegada suplente.
Marcelo Lico é especialista em Governança Corporativa e Sócio-Fundador do Grupo Crowe Macro.
Contatos
Roberta Bigucci – Assessoria de Imprensa – Imprensa@mbigucci.com.br
Marcelo Lico – marcelo.lico@crowe.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
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