O sustentável deve ser acessível

Seminário ECOARQ detecta que o Brasil tem leis ambientais avançadas, mas que carecem de incentivos para que a cadeia produtiva da construção civil as absorva

O seminário ECOARQ destacou as construções que surgem no Brasil com a certificação LEED
O seminário ECOARQ destacou as construções que surgem no Brasil com a certificação LEED

Curitiba sediou no começo de outubro o 2.º Seminário Brasileiro sobre Arquitetura Sustentável (ECOARQ) . O encontro debateu a união de esforços entre arquitetura, urbanismo, engenharia civil, paisagismo e design de materiais e interiores para colaborar com a minimização do impacto ambiental.

Uma das conclusões é de que o Brasil dispõe de leis ambientais modernas, mas que carecem de incentivos para entrarem no dia a dia da cadeia produtiva da construção civil. É o que revela o arquiteto Gabriel Bertran, um dos organizados do ECOARQ, que sintetiza na entrevista abaixo o que foi debatido no seminário. Confira:

Já há um consenso entre arquitetura, urbanismo, engenharia civil e paisagismo sobre os impactos das obras sobre o meio ambiente? Caso sim, quais medidas estão sendo tomadas?
Creio ainda não haver este consenso. O que existe são ações isoladas em cada uma das áreas, as quais de fato poderiam ser integradas. As medidas que estão sendo tomadas ainda são, em sua maioria, de caráter individual, como, por exemplo, uma minoria de arquitetos e construtoras conscientes construindo de forma sustentável. Há também algumas indústrias que incorporam sustentabilidade em parte de seus processos de produção e também o voluntarismo de alguns empreendimentos que acabam recebendo certificados de sustentabilidade. Quanto ao poder público, há leis ambientais avançadíssimas, mas faltam serem aplicadas de forma mais ampla. Elas carecem de incentivos, como corte de impostos, para que toda a cadeia produtiva utilize mais soluções sustentáveis e se crie realmente uma mudança no mercado para estes produtos e processos a serem usados.

Quais são, hoje, os principais casos de sucesso na construção civil sustentável, seja em Curitiba, no Paraná, no Brasil ou fora dele?
Em Curitiba, está em fase de conclusão o primeiro edifício com certificação LEED (do inglês Leadership in Energy and Environmental Design - Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente) no Paraná. A certificação é concedida pelo Green Building Council (GBC Brasil), uma organização mundial sem fins lucrativos que certifica edificações que cumpram determinados requisitos sustentáveis. O edifício é o Curitiba Office Park, no Jardim Botânico. No caso do Brasil, existem cerca de 140 empreendimentos certificados ou em fase de certificação pelo GBC Brasil - a maioria deles em São Paulo e, geralmente, grandes empreendimentos comerciais. Mas isto já mostra uma tendência, pois a sustentabilidade, além de valorizar mais estes empreendimentos, gera economia de energia, água e manutenção em sua operação. Em relação aos empreendimentos residenciais, existem inúmeras ações isoladas, inclusive algumas delas provêm dos anos 70 e 80. Porém, não são catalogadas, a não ser em revistas especializadas. No mundo, mais de 45 países já incorporam a sustentabilidade em construções, sendo os principais França, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Brasil, China, Índia e Japão. Já há mais de mil edificações certificadas como sustentáveis no planeta. Além do selo LEED, existe o selo HQE francês, bem como certificações específicas da Alemanha, Inglaterra e Austrália.

Gabriel Bertrand: “O sustentável deve ser acessível. Assim, a sustentabilidade torna-se mais conhecida.”
Gabriel Bertran

Entre as palestras ministradas no seminário ECOARQ, qual agregou mais riqueza ao debate?
Todas foram de uma riqueza conceitual imensa, inclusive com temas complementares uma a outra. Eu destacaria a palestra dos arquitetos Sérgio Prado e Márcia Macul, os quais propuseram um sistema integrado de gestão de resíduos, chamado “Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável”. Trata-se de um projeto totalmente viável, já com materiais de construção super-resistentes, desenvolvidos a partir de todo tipo de resíduos urbanos, industriais e de construção. Além da inclusão social, tal projeto resolve o problema da poluição urbana pelos rejeitos que a sociedade dispõe. Envolve arquitetura, meio-ambiente, energia e um sistema de gestão para tudo isso. Destacaria também a palestra e o curso do doutor Eloy Casagrande, professor da UTFPR, em que ele demonstrou com exemplos práticos como podemos utilizar inúmeros materiais de construção ecológicos sem gastar muito. Envolve tanto produtos industrializados como também reaproveitados, feitos a partir de materiais que são muitas vezes rejeitados.

Como os profissionais da área de construção civil vêm se preocupando com as questões bioclimáticas e ambientais?
Neste sentido, eu destacaria a palestra do arquiteto Tomaz Lotufo como exemplo. Ele pratica em seus projetos, no interior de São Paulo, arquiteturas de baixo impacto, aproveitando os recursos do local, como o barro e os entulhos, por exemplo, para construir casas de excelente qualidade arquitetônica e confortáveis ambientalmente. Foram apresentadas, também, soluções de saneamento natural (tratamento biológico de esgoto), bem como a utilização de tijolos solo-cimento, que não são queimados e, portanto, emitem baixo carbono. Enfim, são soluções simples que trazem qualidade à construção civil e preservam os recursos naturais. Além disso, podem ser executadas por qualquer um. Isto é o que chamaríamos de arquitetura bioclimática. Por enquanto, temos poucos exemplos como este no Brasil, apesar de tais tecnologias estarem presentes, muitas vezes, há séculos em nosso planeta. A questão é divulgá-las melhor, para serem mais utilizadas.

Daria para dizer que os profissionais se preocupam mais com esta questão do que o setor das construtoras?
Tais dados ainda são muito difíceis de serem levantados. Eu diria que as construtoras têm mais acesso a recursos tecnológicos avançados em termos de sustentabilidade e às certificações também, em vista da escala em que trabalham. Isso torna seus empreendimentos “sustentáveis” mais visíveis, porém temos que tomar muito cuidado com maquiagens que nos são apresentadas. Há alguns que se dizem sustentáveis, mas no fundo não são. Já os arquitetos que trabalham com isto estão, aos poucos, aumentando. Muitas vezes os profissionais esbarram no desconhecimento que seus clientes têm do assunto. Até pela falta de opções (devido à falta de incentivos), os produtos sustentáveis são mais difíceis de serem encontrados e por “comodismo” compra-se o trivial. Mas o consumidor tem-se tornado exigente em termos de qualidade e espera-se que se torne, também, na questão ambiental. Para dar um exemplo, comprar uma madeira da Amazônia incentiva o desmatamento e as pessoas precisam estar conscientes disso. Os arquitetos, como formadores de opinião, têm um papel importante neste convencimento.

A palestra sobre Redução dos Gases de Efeito Estufa nas Construções Civis apontou quais soluções para se atingir isso na prática?
Na prática o que esta palestra apontou foi justamente a análise do que especificar em termos de materiais para a construção civil, procurando escolher os que tenham emitido o menor volume de carbono possível, desde a extração de suas matérias primas, passando pela fabricação, transporte, até a obra e também emissões durante sua utilização. É necessário que se analisem todos estes fatores e também o ciclo de vida do material e da edificação. Quanto mais tempo pudermos utilizar a edificação melhor para o meio-ambiente, mostrando que o sustentável também precisa ser durável. Os fatores de gastos energéticos também devem ser levados em conta. Como exemplos, podemos citar as madeiras amazônicas, que causam aumento expressivo das emissões tanto com a supressão das florestas (que armazenam carbono) quanto com o transporte dos materiais do norte ao sul/sudeste do Brasil, emitindo carbono com a queima do diesel. É melhor optar por madeiras plantadas em regiões próximas ao local da obra. Outro exemplo são as tintas, que muitas vezes utilizam produtos químicos altamente poluentes, que emitem CO2 tanto na fabricação quanto após a aplicação nas paredes. São apenas alguns exemplos, dentre inúmeros existentes.

A respeito de materiais e técnicas construtivas, o Brasil está bem posicionado ou ainda precisa rever conceitos?
Ainda precisa rever muitos conceitos. O brasileiro é comodista, pensando no curto prazo, e isso se reflete no mercado. Compra-se o convencional, até por falta de opção. É necessário pensar em termos de custo-benefício: uma solução sustentável vai gerar economia ao longo da utilização do imóvel. Além do mais, o poder público precisa incentivar o desenvolvimento e a fabricação destas soluções, via redução de impostos e outras políticas. O sustentável deve ser acessível. Assim, a sustentabilidade torna-se mais conhecida. E quanto mais for incorporada ao dia-a-dia de todos, melhor para o meio-ambiente. Diversos países já incentivam tais soluções.

Uma política sustentável na área da construção civil faria o Brasil reduzir quanto na emissão de carbono? Já há números sobre isso?
Não há, ainda, números de quanto se reduziria. Mas há números aproximados sobre o impacto da construção civil no meio-ambiente, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas e da União Nacional da Construção. São eles:
- 40% dos recursos naturais extraídos são destinados a indústria da construção civil
- 50% dos resíduos sólidos urbanos são provenientes de construções e demolições
- 50% do consumo de energia elétrica é destinado para operação das edificações (desde a construção até a utilização).
Por aí vemos que qualquer ação que reduza tais impactos será importantíssima. Reduzindo-se os resíduos, a extração dos recursos naturais e o consumo de energia, com certeza ajudará muito na redução do CO2 no planeta.

Entrevistado: gabrielbertran@ecolearning.com.br

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Um Calçadão para todos

Londrina reurbaniza seu cartão-postal, adequando-o à norma brasileira de acessibilidade

Calçadão atual: pavimento em petit pavet será substituído por paver de concreto
Calçadão atual: pavimento em petit pavet será substituído por paver de concreto

Com um fluxo de pedestres superior a 30 mil pessoas por dia, entre segunda e sexta-feira, o Calçadão de Londrina começa a passar por uma ampla reforma que pretende transformá-lo em modelo de mobilidade urbana no Brasil. Ao longo de seus 23 mil metros quadrados, o petit pavet dará lugar a um calçamento em blocos de concreto, com medidas e resistência diferenciadas para pedestres e trânsito de veículos. O projeto também prevê o uso de cimentado liso vassourado, com aplicação da faixa tátil, o que vai facilitar a locomoção de pessoas com necessidades especiais.

A reurbanização do Calçadão de Londrina está a cargo do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e deverá ser concluída até o final do 1.º semestre de 2010. O projeto está adequado à NBR 9050 "norma brasileira de acessibilidade revisada em 2004" e ao manual de procedimentos para construção de calçadas em Londrina, intitulado de Projeto Calçada Para Todos. Além disso, a prefeitura da cidade realizou um consulta pública para colher ideias da população.

Simone Vecchiatti
Simone Vecchiatti

Segundo a arquiteta do IPPUL, Simone Vecchiatti, além da questão estética, o novo Calçadão terá o dimensionamento espacial necessário para o exercício dos diversos tipos de uso. "A preocupação foi criar uma perspectiva linear, definindo espaços para deslocamento de pedestres, veículos, estares e serviços", explica. Um dos trechos receberá um paver especial, que suporte o tráfego de veículos pesados, pensando no acesso do Corpo de Bombeiros e de fornecedores dos lojistas ao longo do Calçadão.

Pelo valor histórico, o design do Calçadão seguirá inalterado. Projetado em 1977, pelos arquitetos Jaime Lerner e Hely Bretãs, a principal área para pedestres de Londrina tem um desenho de elos de uma corrente, que representam as diversas nacionalidades que ajudaram a construir a cidade. "Vamos preservar o valor histórico do Calçadão, mas com um padrão de mobilidade comparado ao dos melhores países europeus. Nossos modelos são as melhores calçadas de Frankfurt, na Alemanha", revela Simone Vecchiatti.

A expectativa do IPPUL é que a revitalização do Calçadão de Londrina faça aumentar em 30% o fluxo de pedestres. "Idosos, deficientes, gestantes e obesos, que hoje evitam frequentar o Calçadão, vão voltar a utilizá-lo", prevê a arquiteta. Isso deve também se refletir no aspecto comercial. "As pessoas voltarão a andar com segurança e a olhar para as vitrines, em vez de se preocupar em olhar para o chão", completa Vecchiatti.

A obra está orçada em R$ 524.641,31. Quando concluída a reurbanização do Calçadão, Londrina pretende estender o modelo de mobilidade para outras calçadas da cidade, estabelecendo parcerias com a iniciativa privada e com os próprios moradores.

Entrevistada: simone.vecchiatti@londrina.pr.gov.br

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Para ser líder não basta ser chefe

No Brasil, especificamente, a missão de liderar muitas vezes é confundida com a de chefiar. Especialista mostra o caminho para evitar este equívoco

Ralph Arcanjo Chelotti: “O modelo de ensino do país forma pessoas para se tornarem empregados ou funcionários públicos.”
Ralph Arcanjo Chelotti: “O modelo de ensino do país forma pessoas para se tornarem empregados ou funcionários públicos.”

Boa parte das empresas vive um dilema: como identificar e formar um líder entre os que integram a corporação? No Brasil, especificamente, a missão de líder muitas vezes é confundida com a de chefia. E aí há um equívoco, como demonstra o executivo de Recursos Humanos, Ralph Arcanjo Chelotti, que também preside a Associação Brasileira de Recursos Humanos. Na entrevista abaixo, ele mostra como é possível identificar um líder entre os colaboradores e como aplicar uma gestão de liderança com eficiência. Confira:

A gestão de liderança torna-se mais necessária em qual cenário econômico de uma empresa?
Empresas que querem inovar, que precisam se transformar, que enfrentam uma competição acirrada e criativa, só conseguem se reposicionar com sucesso se articulam lideranças internas que as levem nessa direção. Há centenas, para não dizer milhares, de exemplos de empresas que pararam no tempo, foram superadas pela concorrência e terminaram desaparecendo ou incorporadas, simplesmente porque não conseguiram desenvolver as lideranças que as levariam a um novo patamar de inovação e crescimento. Podemos afirmar, sem medo de errar, que a falta de lideranças que enxerguem o futuro e ajudem a empresa a se manter competitiva é a principal causa para a mortalidade de empresas.

Existem casos, em algumas empresas, em que o subordinado direto do líder é que detém a liderança sobre os subordinados. Como a gestão de liderança vê isso: seria um problema?
O Brasil é um país de cultura autoritária, onde, em muitas empresas, prevalece o refrão: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Essa é a pior fórmula possível de gestão de pessoas que pode existir e, infelizmente, é muito comum na maioria das empresas familiares que temos no país. Aqui, confundimos “liderança” com “chefe”. O líder, a liderança, é aquela pessoa que consegue articular uma meta coletiva, um objetivo compartilhado, que tanto pode ser o seu próprio quanto algum outro que ele amadureceu com o grupo, com a coletividade. É errado imaginar que o “líder” tem todas as respostas, pois esse é um conceito conservador e pobre de liderança. Muitos estudos mostram que o bom líder dá as condições para que as pessoas encontrem os melhores caminhos, as melhores opções, as soluções mais significativas. Isso é algo bem diferente daquele “líder” que determina o que as pessoas devem fazer. A gestão eficaz da liderança vai buscar exatamente as pessoas que tenham estas habilidades e competências, ou seja, as pessoas que consigam ouvir os outros e, junto com os outros, construam as melhores alternativas para a coletividade e a empresa. Soluções prontas, vindas das cabeças de alguns iluminados, podem funcionar em alguns momentos, mas resultam em ações com baixo compromisso, ou seja, as pessoas as adotam porque temem perder o emprego e não porque realmente acreditem nelas.

Hoje se debate muito a chamada liderança responsável. Mas não é uma redundância, já que toda a liderança, presumidamente, deve ser responsável?
Pode parecer incoerência, mas o adjetivo é importante. O mundo, nas últimas décadas, aprendeu a dar valor a um determinado tipo de liderança, totalmente orientada para resultados de curto prazo, com a maximização dos ganhos dos acionistas. Essa mentalidade continua vigente e foi muito pouco afetada, a despeito da crise. No último Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas - CONARH -, trouxemos talvez o maior especialista em liderança responsável, que é John Wells, presidente do IMD da Suíça, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo. E o que ele nos disse? Que as empresas com ações na bolsa são praticamente obrigadas a mentir, pois se deixarem transparecer que estão em alguma dificuldade, precisando fazer ajustes ou demissões, ou até mesmo gastar grandes somas em sistemas de proteção ambiental, por exemplo, suas ações vão cair, expondo uma imagem de fragilidade que pode até comprometer o negócio. Então, vivemos em um mundo imediatista, que pensa a curto prazo e esta mentalidade leva muitas empresas a adotarem práticas perigosas, buscando ganhos a curto prazo. Vimos isso com grandes empresas brasileiras, que comprometeram sua viabilidade econômica especulando no mercado de derivativos. A liderança responsável é um tipo totalmente diferente de líder. É aquele que pensa na sobrevivência da organização a longo prazo, considerando o bem-estar não apenas dos acionistas, mas de todos os públicos de interesse das empresas, como empregados, clientes e a própria sociedade. Isso exige que estas lideranças tenham relacionamentos mais horizontais, ou seja, mais amplos, que conheçam e interajam com diferentes públicos e não apenas o departamento financeiro. Empresas administradas por lideranças deste tipo serão mais duradouras, mais sustentáveis e, a longo prazo, farão toda a diferença.

Quando as empresas adotam políticas de contenção de gastos elas não estão comprometendo a gestão de liderança?
Toda empresa passa por momentos difíceis, onde é necessário adotar medidas de contenção de gastos. Seja porque a empresa precisa se reposicionar, promover investimentos em inovação ou até vender ativos. O problema não é adotar políticas de contenção de gastos, mas, sim, o modo como essas políticas são adotadas. Se a direção da empresa se reúne a portas fechadas e decide cortes de gastos que depois são comunicados a todos, então haverá pouco espaço para o diálogo e isso prejudica as relações de trabalho. Por outro lado, se as lideranças da empresa estabelecem um diálogo produtivo com todos, buscando alternativas de redução de custos que sejam pactuadas, então as soluções encontradas serão melhor recebidas. Uma empresa chamada Masa, brasileira, com sede em Manaus, reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, viveu, no passado, um momento de dificuldade e precisou cortar benefícios e até empregos. No entanto, o presidente da empresa se reuniu pessoalmente com os empregados, debateu as medidas de contenção de gastos necessárias e as adotou inclusive para si próprio, promovendo o que nós de RH chamamos de “liderar pelo exemplo”. Hoje, a empresa é referência e raramente perde empregados para a concorrência, pois as pessoas que trabalham lá sabem que, mesmo em momentos de crise, serão respeitadas.

Existem os 10 mandamentos da gestão de liderança?
Profissionais de recursos humanos de todo o mundo buscam respostas sobre esse tema. Uma pesquisa do Boston Consulting Group, apresentada no CONARH 2008, mostrou que uma das preocupações mais significativas dos profissionais de RH em 15 países era justamente com uma melhor preparação das lideranças das empresas. Há um grande debate a respeito. Alguns especialistas, por exemplo, defendem a ideia de que é muito difícil “forjar” ou “fabricar” um líder, pois os líderes têm algumas características inatas e outras desenvolvidas na infância, na escola, no ensino fundamental e médio, daí porque fazer alguém que não tem o perfil de líder assumir uma postura de liderança é algo muito difícil. Profissionais de psicologia no trabalho, por exemplo, já nos mostraram que as pessoas têm perfis diferentes e, portanto, enxergam o mundo de modo diferente. É comum no meio de recursos humanos um bom técnico ser promovido a cargo de chefia e logo ele enfrentar dificuldades, pois tem pouco preparo para lidar com pessoas, assumindo às vezes uma postura autoritária que é, em muitos casos, puramente defensiva. Nesse sentido, eu correria o risco de dizer que é difícil adotar uma fórmula que resulte na “fabricação” de líderes, pois a pessoa que é líder, que tem o espírito da liderança, é forjada dessa maneira muito antes de entrar para uma empresa. O que se pode fazer, sim, é reconhecer estas qualidades nos profissionais que atuam na empresa e ajudá-los no processo de capacitação, pois se você tem as habilidades naturais, o resto é muito mais fácil.

O que um bom plano de liderança não pode deixar de contemplar?
As empresas que querem dar espaço para novas lideranças não podem deixar de mudar estruturas. As empresas brasileiras, de modo geral, adotam estruturas de poder muito arcaicas, centralizadas, que concentram o poder, ao invés de arejá-lo, abri-lo. Por isso, um bom plano de liderança não deve apenas considerar a preparação daquelas pessoas que têm perfil e aptidão para assumir esse desafio, mas devem mudar as estruturas de poder, fazendo com que o processo decisório seja mais descentralizado. Manter estruturas de poder enquanto buscamos novas lideranças na empresa é prejudicial, pois eleva o nível de estresse. Os candidatos à líder vão encontrar uma estrutura onde precisam se submeter a decisões prontas, que não podem ser questionadas, o que leva ao desgaste e à perda de talentos. Então, arejar as estruturas é decisivo quando buscamos implementar um plano de estímulo à formação de líderes.

O quanto que um bom programa de recrutamento ajuda a empresa em seu plano de gestão de liderança?
Muitas vezes, empresas tradicionais, conservadoras, deixaram de desenvolver as lideranças internas que possibilitariam uma boa renovação de líderes. Essas empresas perderam, ao longo dos anos, bons candidatos, que se transferiram para outras empresas ou mercados porque simplesmente não viam como crescer na empresa onde estavam. Nesses casos, um bom programa de recrutamento e seleção pode arejar a empresa. No entanto, vai aqui uma advertência: se a empresa vai se preocupar em buscar lideranças apenas quando percebe que tem uma equipe envelhecida, então aí pode ser muito tarde, pois é grande a chance da empresa enfrentar um choque cultural entre os novos que vão chegar e os que já estão ali. Daí porque o ideal, para toda empresa, é que o processo de renovação de líderes seja permanente.

O que é melhor para a empresa: contratar líderes prontos, que tenham se destacado em outras corporações, ou formar os líderes em casa?
Muitas empresas ignoram um fenômeno chamado “cultura organizacional” e pagam um alto preço por isso. Toda empresa constrói uma cultura organizacional ao longo do tempo. Em algumas empresas, essa cultura é tão poderosa que dita como as coisas devem ser feitas, como as pessoas se vestem e até o tipo de carro de que gostam. Nesse sentido, trazer lideranças de fora, que não entendam a cultura da empresa, pode ser um grande erro, pois esse líder “importado” vai enfrentar graves dificuldades. Um exemplo interessante nos é dado por montadoras como a Toyota, que assumiu a liderança mundial do mercado de automóveis depois de décadas de crescimento contínuo e com um modelo de gestão de pessoas muito ligado à cultura japonesa. Na Toyota, as pessoas sobem na carreira ao longo do tempo, de maneira sistemática, depois que evidenciam alinhamento com a cultura da organização. Não há promoções meteóricas, líderes salvadores da pátria, as coisas têm um certo gradualismo, um certo ritual, o que vai forjando os líderes de que a empresa necessita para o futuro, já totalmente imersos na cultura da empresa. Trazer gente de fora, com o perfil de “salvador da pátria”, frequentemente dá errado, assim o mais sensato é forjar os líderes internamente.

As escolas hoje têm disciplinas que ensinam a formar líderes ou ainda estão defasadas às necessidades das empresas?
O Brasil vive uma tragédia educacional de grandes proporções. As crianças aprendem pouco e não têm prazer em aprender, porque as metodologias de ensino estão ultrapassadas e ignoram o mundo online em que as crianças vivem. Mas o Brasil tem ainda outro problema sério: o modelo de ensino do país forma pessoas para se tornarem empregados ou funcionários públicos. Raras são as escolas públicas ou privadas, de ensino fundamental, médio ou superior, que formam empreendedores, líderes, gente com visão de futuro, que reúne informação para a tomada de decisão. Esperamos que alguém nos diga como fazer as coisas. Na Alemanha, as câmaras de indústria e comércio ajudam a definir o currículo das escolas. Aqui no Brasil, essa tarefa é definida por uma burocracia que conhece pouco a realidade das empresas, pois raramente é composta por pessoas do mercado. Há alguns esforços para mudar isso, como algumas escolas técnicas e de comércio e serviços, mas a verdade é que as escolas estão profundamente dissociadas da realidade econômica, o que é muito ruim para o país.

Entre os setores público e privado, qual hoje tem melhores modelos de gestão de liderança?
Temos tido uma grande presença de profissionais do setor público no CONARH, é aí que notamos um grande esforço dessas áreas no sentido de aperfeiçoar modelos de liderança. No entanto, o setor público brasileiro ainda precisa passar por uma grande transformação. Ainda se debate no setor público se a promoção das pessoas deve se dar por antiguidade ou por competências e resultados e isso revela o quanto ainda precisamos evoluir na gestão pública. Não é possível modernizar o setor público se convivemos com formas de promoção como a da antiguidade, que lembra modelos militares, pois hoje a sociedade espera um setor público criativo, inovador, que ajude o país a se transformar. Nesse sentido, o setor privado, de longe, tem modelos de gestão de lideranças melhor resolvidos, algo que ainda precisa chegar ao setor público.

Entrevistado: Ralph Arcanjo Chelotti é Executivo de RH e Relacionamento Institucional, consultor, palestrante, professor acadêmico, presidente da ABRH-Nacional e vice-presidente da Federação Interamericana de Associações de Gestão Humana (FIDAGH).
Contato com entrevistado:
Site: www.epress.com.br
Blog: www.epressblog.wordpress.com
Email: marisa@epress.com.br

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Programa de treinamento: como, quando e por que aplicar?

Empresas precisam saber diagnosticar suas fragilidades e criar a cultura da capacitação

O treinamento é uma das responsabilidades gerenciais de maior importância dentro das empresas. Ele requer investimento e gestores qualificados, que permitam saber diagnosticar os motivos e o tipo de capacitação necessária para os colaboradores. Para o consultor Wagner Campos, há sintomas básicos que evidenciam a necessidade de treinamento. São:
* Mudança de política interna, seja administrativa, comercial ou financeira
* Entrada de novos equipamentos na linha de produção
* Excesso de erros e retrabalho
* Desmotivação dos colaboradores
* Reclamação de clientes
* Demora na execução de procedimentos

Wagner Campos
Wagner Campos

No entanto, Campos alerta que há armadilhas no meio do caminho que podem tirar a eficiência dos programas de treinamento. Ele cita o case de uma empresa, onde uma equipe de digitação estava deixando passar muitos erros. A princípio, a empresa pensou em aplicar um programa de treinamento, mas daí alguém alertou que a causa poderia estar relacionada à saúde dos colaboradores. O que se diagnosticou, então, foi que boa parte daquela equipe havia desenvolvido L.E.R (Lesão de Esforço Repetitivo) e aquilo é que vinha causando os erros.

Por isso, o diagnóstico é tão importante quanto o treinamento. “O correto é reunir as várias áreas da empresa, como recursos humanos, treinamento, comercial, financeiro, qualidade, contato e produção, para sentir de cada um deles a percepção em relação à necessidade de treinamentos. Por que percepção? Porque às vezes eles podem achar que o colaborador precisa de um treinamento definido, mas na verdade ele está com uma miopia. Ele está vendo a causa, mas não está vendo a razão da necessidade. Então, primeiro se levanta junto com os profissionais o que se imagina ser necessário e depois se analisam os acontecimentos que estão ocorrendo na empresa - resultados, retrabalhos e um histórico dos funcionários. Feita esta análise, faz-se uma contrapartida, fatos e dados: histórico do desenvolvimento dos profissionais, projetos e ações. Cruzam-se as informações com as percepções dos líderes e daí se chega a um diagnóstico mais preciso sobre a necessidade da aplicação de um programa ou não”, alerta o consultor.

Foco nos resultados
Ao aplicar o programa de treinamento, a empresa precisa ter convicção do tipo de resultado que ela busca para a área que foi submetida à capacitação. Feito o treinamento, é hora de comparar dados para ver o que a equipe rendia antes e depois da capacitação. O ideal é que essa verificação se dê por um período de, pelo menos, 90 dias.

No Brasil, os programas de treinamento já estão incorporados nas empresas de grande porte e nas multinacionais. “São corporações que têm políticas bem claras sobre planos de carreira e que cobram muito em cima de toda a equipe. Elas cobram, mas oferecem condições competitivas que sejam interessantes para os profissionais”, afirma Wagner Campos.

Já as empresas de médio e pequeno porte, tradicionalmente, têm resistência a programas de treinamento. Uma das razões é que elas acreditam, às vezes, que a capacitação não é um investimento ou ficam com receio de investir no profissional e ele ser contratado por outra empresa. No entanto, essa cultura está mudando. Isto tanto se deve às exigências do mercado quanto à participação de associações comerciais e industriais, como Sebrae, Senac e Senai, que passaram a influenciar na percepção da importância de investir em treinamento.

Para planejar um programa de treinamento, a empresa precisa:
* Definir um calendário anual e estabelecer se o programa será aplicado mensal, bimestral, trimestral ou semestralmente.
* Estabelecer quais áreas devem ser priorizadas.
* Contar com um profissional especializado em treinamento ou contratar uma consultoria.
* Ter uma infraestrutura básica: sala de treinamento, data show com som e um flip chart (tripé de madeira com folhas de papel).
* Em média, um programa de treinamento leva dois meses para ser elaborado e 60 horas para ser aplicado.

As empresas também podem adotar treinamentos à distância. Para isso, é preciso que ela adquira o software do programa e conte com o comprometimento dos colaboradores. O sucesso de uma ação on-line de aprendizado exige muito da participação de quem está sendo treinado.

Por fim, o empregado submetido a treinamento precisa entender aquilo como um investimento da empresa nele, para que a médio ou longo prazo possa desenvolver projetos que, por ventura, contribuam para sua promoção.

Entrevistado: Wagner Campos é palestrante e conferencista em vendas, motivação e liderança. Administrador de empresas, com pós-graduações em marketing, comunicação e negócios, formação de professores para o ensino superior e MBA em logística. Possui experiência há mais de 12 anos na área, com projetos desenvolvidos em empresas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos, Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia", professor de MBA em logística, MBA em marketing e MBA em gestão de pessoas e coordenador do curso de Marketing do grupo Anhanguera Educacional.
Email do entrevistado: Wagner Campos: wagner@trueconsultoria.com.br ou falecom@wagnercampos.com.br

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Crédito para compra e construção de imóveis aumenta 42% em um ano

Avaliação do BC aponta que estabilidade da economia favorece o desenvolvimento do crédito para financiamentos habitacionais

O crédito habitacional tem apresentado expansão, segundo dados do Banco Central (BC) no final de setembro. Em agosto, o saldo do crédito habitacional chegou a R$ 79,852 bilhões, um aumento de 3,8% em relação a julho. Em 12 meses, a alta é de 42,1%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esse crédito, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, era de 1,3% em dezembro de 2005 e chegou a 2,1% no final de 2008. No mês passado, esse percentual era de 2,7%. Ainda é baixo, mas está crescendo, disse.

Os dados do BC fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro e são referentes somente s operações com pessoas físicas, diretamente ou com interveniência de cooperativas habitacionais. De acordo com o BC não estão incluídas as informações referentes aos financiamentos para compra de imóveis por empresas e para construção e incorporação imobiliária, assim como operações de programas de habitação popular dos estados e municípios.

Pelo Relatório Trimestral de Inflação, ao serem incluídas todas as modalidades desde a incorporação até a aquisição de imóveis as operações de crédito representaram 3,6% do PIB, em julho deste ano. De acordo com o relatório, o patamar ainda é baixo e indica a existência de potencial de expansão acentuado.

Os dados do relatório mostram, ainda, que o saldo das operações imobiliárias destinadas ao setor de incorporação e construção de edifícios atingiu R$ 27,9 bilhões em julho deste ano, com elevação de 236,2% em relação a igual período de 2006. No caso específico da incorporação, o aumento foi de 416,4%, para R$ 14 3 bilhões. O crédito para a construção de edifícios subiu 151,2% no período, totalizando R$ 11,1 bilhões. O BC fez comparações, no atual documento, com base nos dados do Relatório de Inflação divulgado em dezembro de 2006.

De acordo com o BC, a estabilidade da economia tem favorecido o desenvolvimento do segmento do mercado de crédito para operações de prazos mais longos, como financiamentos habitacionais. A demanda por essa modalidade de crédito está associada maior previsibilidade da economia, consistente com a continuidade do crescimento da renda e do emprego e com a trajetória de redução da inflação e, consequentemente, das taxas de juros.

Fonte: Agência Brasil

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Cbic prevê que Minha Casa, Minha Vida fica pronto em 2012

Números da execução do programa, apresentados pela Caixa, deixam setor extremamente otimista

Até o final do ano que vem, será contratada a construção de um milhão de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Grande parte será entregue em 2011 e apenas uma parte residual ficará para entrega em 2012.

A afirmação foi feita pelo vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, depois de encontro com dirigentes da Caixa Econômica Federal, na tarde de 22 de outubro.

Segundo ele, o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, e a superintendente de Habitação do banco, Bernadete Coury, apresentaram números da execução do programa que o deixaram otimista. “Nos deixa mais otimistas quanto ao andamento dos financiamentos, embora haja todo um processo burocrático, um arcabouço legal, que impede maior agilidade”.

Ele ressaltou que, apesar dos mais de três meses de greve dos funcionários da Caixa, desde que o programa foi efetivamente lançado, em abril deste ano, a Caixa já contratou mais de 89 mil unidades por todo o país e avalia a viabilidade técnica de mais 355 mil novas moradias projetadas. “Sentimos a disposição dos dirigentes da Caixa no sentido de acelerar as contratações.”

Anunciado em março, o programa Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 1 milhão de moradias para reduzir o deficit habitacional brasileiro, estimado em torno de 7 milhões de moradias, com investimentos de R$ 34 bilhões – R$ 25,5 bilhões dos cofres da União, R$ 7,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Do total de moradias, 400 mil serão destinadas a trabalhadores com renda até três salários mínimos, 200 mil casas para quem ganha entre três e quatro salários, 100 mil casas para aqueles com renda de quatro a cinco salários, 100 mil para os que recebem entre cinco e seis salários mínimos e 200 mil moradias para trabalhadores com renda de seis a dez salários.

Os financiamentos serão para imóveis de até R$ 130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Esse teto cai para R$ 100 mil nas outras capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes. O teto diminui para R$ 80 mil nos financiamentos habitacionais para os demais municípios.

Fonte: Agência Brasil

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Dicas para a análise de relatórios financeiros

Como anda o controle financeiro da sua empresa?

Fábio Astrauskas: “Informações financeiras não confiáveis aumentam a chance de decisões erradas”
Fábio Astrauskas: “Informações financeiras não confiáveis aumentam a chance de decisões erradas”

Relatórios gerenciais são imprescindíveis para a gestão financeira eficiente de qualquer empresa, independentemente do seu porte ou ramo. Para o economista Fábio Astrauskas, da Siegen - empresa especializada em consultoria empresarial - um relatório financeiro é, sobretudo, um reflexo das atividades principais da empresa que são produzir (bens ou serviços) e vender. “O relatório financeiro deve ser capaz de indicar qual a influência positiva ou negativa que as atividades citadas têm sobre o resultado econômico-financeiro da empresa”.

De acordo com o economista, todo o processo decisório nasce de dois elementos: informação e raciocínio. Isso indica que a análise dos dados do relatório financeiro é fundamental para a tomada de decisões sobre o rumo da empresa. “A probabilidade de tomar decisões certas está diretamente relacionada com a qualidade da informação e do preparo do executivo. Informações não confiáveis aumentam a chance de decisões erradas, mesmo que o executivo seja bem preparado” avalia Astrauskas.

Além dos dados de natureza contábil, um bom relatório financeiro deve apresentar informações sobre:

* Gestão do endividamento da empresa (passivo financeiro e contingente);
* Gestão do fluxo de caixa (contas a pagar, receber, estoques e disponibilidades);
* Gestão financeira estratégica (projeções de caixa, resultado econômico, opções de captação de recursos de curto e longo prazo).
* Adicionalmente pode ser importante apresentar também um painel com dados macroeconômicos e setoriais.

Evite erros

O economista da Siegen explica que os erros em relação aos relatórios financeiros geralmente são reincidentes e necessitam uma postura mais ativa por parte da gerencia. “É o mesmo erro de continuar fumando, mesmo sabendo que isso faz mal à saúde” exemplifica. No caso, a principal prejudicada é a saúde financeira da empresa que corre o risco até mesmo de fechar caso não seja dada a devida atenção aos relatórios.

Dentre os principais erros estão:

Relatórios imprecisos: o empresário recebe relatórios que sabe que estão imprecisos, mas não cobra a correção e a exatidão dos mesmos junto aos responsáveis.

Falta de interpretação e ação corretiva: o empresário recebe informações corretas, mas continua agindo sem considerá-las.
Para evitar transtornos, Astrauskas recomenda que todo empresário tenha noções básicas de contabilidade e receba relatórios contábeis mensalmente e atualizados. “Descuidar disso acarretará provavelmente em dois caminhos: (1) estagnação da empresa num patamar pequeno ou (2) crescimento desordenado com problemas sérios de endividamento (tributário em geral)”.

Dicas

Análise das ações em curso e das projeções
A análise deve ser feita tomando-se como ponto de partida o desempenho passado da empresa. A partir daí observar se as ações em curso (gestão do fluxo de caixa) estão alterando o desempenho e se as projeções futuras (gestão financeira estratégica) irão corrigir desvios.

Periodicidade
A periodicidade de análise do relatório financeiro irá depender de uma série de fatores. No entanto, a atenção deve ser constante como explica Astrauskas. “Imagine você dirigindo um automóvel. À sua frente está a estrada. Você deve manter os olhos atentos na maior parte do tempo para saber o que ocorre na sua frente. Ocasionalmente olha pelo retrovisor lateral ou traseiro. Se estiver na cidade, provavelmente irá olhar para os retrovisores com mais frequência. Também com os relatórios funciona assim”.

Ele orienta que dados retrospectivos devem ter periodicidade maior, pois refletem o que já passou. “O comum é analisar mensalmente” sugere. Informações de fluxo de caixa e faturas ser analisadas com periodicidade bem menor, ou seja, com mais frequência. “Diariamente em alguns casos, como, por exemplo, contas a pagar e receber, saldos de bancos etc.”.

Para ele, o ambiente em que a empresa está (crise, expansão, estabilidade) também afeta a periodicidade dos relatórios.

Dados específicos
As necessidades específicas de cada empresa irão impor relatórios diferenciados. Confira o exemplo do economista: Sua empresa é exportadora ou importadora? Precisa se financiar para exportar/importar? Nesse caso, o relatório financeiro deve ter considerações sobre câmbio, operações de hedge, e várias outras informações desnecessárias para empresas não dependentes de mercado externo.

Benchmarking
Para Astrauskas, a comparação de dados é sempre uma ferramenta de análise importante. Seja uma comparação direta com dados da concorrência ou com outro parâmetro pré-definido. As empresas fazem isso através do que conhecemos como benchmarking. “Isso permite relativizar o desempenho da empresa. Você pode correr melhor que seus colegas, mas provavelmente irá perder para o jamaicano Usain Bolt. Observe que daí decorre uma constatação.

Você deve escolher bem a entidade a ser comparada. Isso vai depender da análise de seus pontos fortes e fracos e dos seus objetivos. Se você é atleta de fim de semana, não use o Usain Bolt como benchmark. E se você for atleta de alta performance, mas for maratonista, também deve escolher outro parâmetro”.

Com empresas também funciona assim: Sua empresa é pequena, média, grande? Exportadora ou voltada para o mercado interno? Alta tecnologia ou mão de obra intensiva? Tudo isso pode fazer diferença na escolha dos parâmetros de comparação.

Ajuda especializada
Caso haja dificuldades em interpretar as informações dos relatórios ou dúvidas sobre qual é a decisão correta a tomar, o ideal é buscar auxílio e treinamento especializado. Informações sobre Gestão Financeira de pequenas empresas, por exemplo, podem ser obtidas no Sebrae.

Indicação de leitura: Saiba Mais sobre Gestão Financeira Sebrae/SP.

Fábio Bartolozzi Astrauskas é engenheiro e economista, defendeu tese na Universidade de São Paulo (USP) tendo como tema a nova Lei de Falências e a importância da recuperação das empresas. Sócio da consultoria Siegen, com mais de 14 anos de experiência na recuperação de empresas em crise e em sucessão familiar, Fábio Bartolozzi Astrauskas é engenheiro de minas graduado pela Escola Politécnica da USP e economista graduado pela FEA-USP. Tem MBA Executivo Internacional pela USP e é Mestre em Administração pela FEA-USP. Foi Técnico do Tesouro Nacional e chefe do setor de informática da Divisão de Arrecadação da 8a SRF. Na área privada, trabalhou na BASF S.A., onde foi gerente de linha de produtos. Atuou como gestor ou principal executivo em diversos clientes, sendo também, em alguns casos, membro do Conselho Administrativo É membro do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Na área acadêmica, foi professor adjunto do Centro Universitário FMU na Faculdade de Economia entre 1993 e 1999.

Dados do contato
Assessoria de imprensa da Siegen: Ana Carolina Rodrigues - email: ana@estudiodecomunicacao.com.br

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Cidade Administrativa em MG abrigará o maior prédio suspenso do mundo

Projeto é considerado um dos mais ousados do arquiteto Oscar Niemeyer

Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer
Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer

A Cidade Administrativa que está sendo construída em Belo Horizonte, Minas Gerais, é um verdadeiro desafio para engenheiros e operários. Ao todo, serão mais de 270 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 804 mil metros quadrados. O complexo compreenderá cinco edificações principais que vão abrigar a Sede do Governo, Secretarias de Estado, Centro de Convivência, auditório, prédio de serviços, além de unidades de apoio para equipamentos, praças de alimentação e restaurantes.

O objetivo do complexo é unir secretarias e órgãos no mesmo espaço físico, aumentando a eficiência dos serviços públicos, reduzindo procedimentos burocráticos e rotinas administrativas, e facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços e setores da administração.

A obra, que une beleza e funcionalidade, está sendo considerada um importante marco da arquitetura moderna e urbanística de Belo Horizonte e do processo de expansão e valorização do Vetor Norte da Região Metropolitana de BH. A Cidade Administrativa fica na divisa dos municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, às margens da MG-010.

Maior edifício suspenso do mundo

Uma das principais características da obra, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é o vão livre de 147 metros de comprimento e 26 metros de largura do edifício em que ficará a Sede do Governo. Para formar o vão, o bloco do edifício foi construído sobre colunas convencionais. Em outubro, os pilares provisórios foram retirados e um pórtico de concreto passou a sustentar o prédio.

Segundo dados da assessoria da Cidade Administrativa, com a retirada dos pilares o edifício fica totalmente sustentado por 30 tirantes formados por um conjunto de 36 cabos de aço. Ao todo são 1.080 cabos que estão presos em 15 vigas de concreto de 20 metros de comprimento e 3,4 metros de altura, localizadas na parte superior e apoiadas em dois grandes pórticos paralelos de concreto armado. A estrutura do prédio foi concebida para suportar cargas em torno de 34 mil toneladas. A estabilidade do bloco de concreto suspenso, contra a ação dos ventos, será garantida com o apoio das passarelas de acesso que fazem ligação com a torre de elevadores.

A futura sede abrigará cerca de 300 funcionários. Além dos quatro pavimentos, o prédio é formado por subsolo e pilotis, totalizando 21 mil metros quadrados de área construída. Em seu interior, haverá um salão de 1.200 m² que será destinado a solenidades oficiais, biblioteca e serviços de apoio.

Nos dois prédios de 15 andares, que comportarão as secretarias, vãos livres e elementos vazados também proporcionam soluções diferentes das estruturas tradicionais da engenharia. Para permitir os grandes vãos propostos pelo arquiteto, foram projetadas vigas protendidas, reforçadas com cabo de aço. A construção de cada edifício foi iniciada a partir do centro até as extremidades, em forma de pirâmide. Enquanto o setor 3 (central) concretava a laje seguinte, os setores vizinhos 2 e 4 iniciavam a próxima laje em andamento e os setores 1 e 5 (extremidades) começavam a ter sua construção liberada. O procedimento facilitou os trabalhos e garantiu mais agilidade à obra. Com 240 metros de extensão em curva, cada prédio terá área de 116 mil metros quadrados.

A obra está prevista para ser concluída em maio de 2010. De acordo com a assessoria de comunicação da Cidade Administrativa, as edificações já foram concretadas e entraram, agora, em fase de acabamento. O valor total da obra, de R$ 948 milhões, é custeado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

Construção sustentável

O projeto da Cidade Administrativa está sendo desenvolvido de acordo com aspectos sustentáveis. O objetivo é reduzir impactos ambientais e promover a economia de recursos.

Para isso, os edifícios serão dotados de um sistema central computadorizado que vai controlar o uso de elevadores, lâmpadas e o ar-condicionado, evitando a climatização e a iluminação de ambientes vazios.

A fachada dos prédios será revestida com vidro de máximo desempenho, favorecendo a utilização de luz natural nos ambientes de trabalho, além de reduzir gastos com a refrigeração já que 70% da passagem de calor serão bloqueados pelo vidro. Além disso, a implantação de um sistema de esgotamento a vácuo reduzirá o consumo de água em 80% em relação à descarga convencional. As águas não poluídas provenientes das chuvas serão encaminhadas, através de drenos, para a lagoa e posteriormente poderão ser utilizadas para irrigação dos jardins.

A obra teve cuidados com o tratamento de resíduos, monitoramento de ruídos e de emissão sonora, controle da procedência dos materiais utilizados na obra e da regularização das áreas de "bota-fora".

Também está previsto um projeto de esgotamento sanitário inovador que utiliza o chamado "sistema a vácuo", que proporciona uma economia de 85% no consumo de água em comparação aos métodos tradicionais.

Acessibilidade

O projeto arquitetônico da Cidade Administrativa está adequado aos critérios de acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais (PNE), o que possibilita a todos os cidadãos a utilização, com segurança, entendimento e autonomia, da estrutura que irá compor a nova sede do Governo de Minas Gerais.

Entrevistado: Paulo Boa Nova - Equipe de Comunicação Cidade Administrativa: comunicacao3@centroadministrativo.com.br

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Alvenaria vai predominar no Minha Casa, Minha Vida

Sistema construtivo, já enraizado na cultura brasileira, estará à frente da maioria das construções do programa habitacional

Professor Francisco Ferreira Cardoso: no Minha Casa, Minha Vida não há espaço para Professor Pardal
Professor Francisco Ferreira Cardoso: no Minha Casa, Minha Vida não há espaço para Professor Pardal

O lançamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida trouxe à tona uma série de processos construtivos. Alguns deles, miraculosos, prometem erguer casas populares em até um dia. Não que eles não possam ser cumpridos, mas para comprovar a capacidade inovadora precisam da aprovação do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), ligado ao Ministério das Cidades, e ser submetidos ao SINAT (Sistema Nacional de Aprovação Técnica de Produtos Inovadores).

São estes mecanismos oficiais que validam soluções inovadoras para a construção habitacional. É a partir deles que a Caixa Econômica Federal decide ou não liberar o financiamento para que estes sistemas construtivos integrem o Minha Casa, Minha Vida. São levados em conta itens como desempenho, durabilidade, conforto, segurança e sustentabilidade. Dentro deste cenário, o professor Francisco Ferreira Cardoso, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), e que também faz parte do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, avalia que o programa vai privilegiar métodos tradicionais, com a alvenaria. “Não haverá Professor Pardal na construção das casas”, afirma.

A alvenaria, seja utilizando tijolos ou blocos de concreto, é, por excelência, o processo construtivo já enraizado na cultura brasileira, avalia Francisco Cardoso. “É a maneira brasileira de construir. Foi trazida pelos portugueses e é a que o brasileiro confia. Então, presumo, haverá pouco espaço no Minha Casa, Minha Vida para sistemas muito inovadores ou importados”, diz. O especialista considera que apenas os processos que permitam a industrialização, como os pré-fabricados e os sistemas com paredes de concreto feitos com fôrmas, devem competir com a alvenaria. “Como são sistemas que pressupõem valor agregado e velocidade da produção da obra também devem ser bem usados no programa”, completa.

O professor da USP analisa, porém, que, independentemente do sistema construtivo, é crucial que a que habitação a ser construída leve em consideração a questão do conforto termoacústico. “Essa é uma questão essencial, junto com a durabilidade e com a segurança estrutural. Não se pode sacrificar isso. Não se pode, em nome de uma possível inovação que reduza custos ou acelere prazos, pôr em risco o conforto e a segurança. Além disso, a sustentabilidade é outra questão essencial para o sucesso do Minha Casa, Minha Vida”, diz.

Para padronizar a qualidade das obras a serem erguidas em todo o Brasil, e levando em consideração as diferenças regionais, o IPT e Politécnica estão propondo a criação de um código de construção. Sua missão seria pegar as práticas tradicionais da alvenaria e combina-las para criar um padrão único. “O que sugerimos são boas práticas de construção. Não que estejamos questionando as tecnologias, mas sinalizando, por exemplo, que se adotem critérios na contratação de profissionais do setor, sejam engenheiros, arquitetos ou operários. Se eles tiverem uma base parecida, as diferenças nas construções serão pequenas”, prevê Francisco Cardoso.

Processo construtivo ideal é aquele que:
* Tem bom desempenho (durabilidade ao longo da vida útil da construção).
* Oferece segurança e conforto ao usuário.
* Preserva a saúde dos moradores.

Regras básicas na compra de uma habitação do Minha Casa, Minha Vida:
* Financiamento condizente com renda mensal.
* Localização.
* Potencial para receber melhorias.
* Capacidade de permitir a expansão da família.
* Luminosidade.
* Fazer uma compra racional e não emocional.

Entrevistado: Francisco Ferreira Cardoso: francisco.cardoso@poli.usp.br

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Pinte o telhado de branco e resfrie o planeta

Campanha One Degree Less, da Green Building Council Brasil, começa a ganhar adesão governamental no país

Lançada há um ano, a campanha One Degree Less começa a ganhar corpo no Brasil. Além da adesão de empresas e prefeituras, as companhias habitacionais passaram a se interessar pela ideia. A primeira a firmar um compromisso formal com o combate ao aquecimento global foi a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, a CDHU, que se compromete a passar a cobrir as casas que construir com telhas brancas ou pintá-las de branco.

Esse é o mote do One Degree Less (Um grau a menos), de iniciativa do Green Building Council Brasil. A intenção é reduzir em até um grau a temperatura nos grandes centros urbanos. Para isso, a campanha estimula o desenvolvimento da construção sustentável no país, por meio da adoção de telhados que refletem os raios solares. A ação é simples. Consiste no uso de tinta branca ou outro material de cor clara no revestimento dos telhados e coberturas.

Marcos Casado, gerente da GBC Brasil:  até o secretário de energia dos EUA, Steven Chu, aderiu
Marcos Casado, gerente da GBC Brasil: até o secretário de energia dos EUA, Steven Chu, aderiu

Com isso, contribui-se para o esfriamento da superfície urbana, uma das causas do aquecimento global. “Estamos focados nas chamadas ilhas de calor, os cool roofs. Além da pintura, estimulamos também o telhado verde”, explica Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council Brasil (GBC Brasil). O organismo firmou recentemente parceria com a prefeitura de Ilhabela, no litoral paulista, que passou a pintar de branco os telhados de todos os prédios públicos.

Medida semelhante está em estudo em Curitiba, onde um projeto tramita na Câmara de Vereadores com o objetivo de estimular o telhado verde que consiste em coberturas amplas de vegetação implantadas sobre lajes impermeabilizadas, com sistema de drenagem, que sejam capazes de captar água da chuva. Se aprovado, empresas que aderirem à ideia poderão ter incentivos fiscais, como desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

“Mas, independentemente de incentivos, qualquer um pode aderir. No caso do telhado branco basta comprar a tinta branca e mandar pintar as telhas. Hoje existem tintas que diminuem a necessidade de manutenção do telhado, facilitando ainda mais o dia a dia de quem adere à campanha”, explica Marcos Casado.

Mundialmente, o One Degree Less ganhou uma adesão importante: a do secretário de energia dos EUA, Steven Chu, após a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Ele está ajudando a campanha a ganhar forte adesão nos Estados Unidos e também globalmente”, revela Casado.

Há algumas iniciativas muito importantes no Brasil, como parceria com a prefeitura de Ilhabela, que pintou de branco os telhados do Hospital Governador Mário Covas Júnior. A parceria com o DCHU também representa um importante avanço para a campanha.

Segundo o Green Building Council Brasil, não há ainda uma estimativa de quando a campanha realmente conseguirá baixar a temperatura em um grau nas chamadas ilhas de calor. A avaliação é que primeiro é preciso mudar um conceito cultural, para daí massificar a ideia. “O importante, nesta primeira etapa, é que a campanha está atraindo parcerias importantes”, diz o gerente da GCB, no Brasil.

Benefícios dos telhados brancos
* Diminuição das ilhas de calor dos prédios/casas
* Diminuição da emissão de CO2
* Fácil aplicação e pouca manutenção
* Reduz custo de ar condicionado em até 20%
* Ação eficiente no combate ao aquecimento global

Benefícios dos telhados verdes
* Controle do fluxo de água pluvial, o que ajuda na redução de enchentes
* Diminuição das ilhas de calor dos prédios/casas
* Economia com gastos de energia, principalmente ar condicionado
* Redução da reverberação de som, o que proporciona maior conforto acústico

Entrevistado: Assessoria de imprensa do GBC Brasil: debora@gwacom.com

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