Oceanário Brasil
O projeto que vai alavancar o turismo em Rio Grande
Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes - Assessor Técnico Comercial Itambé
Com o edital de licitação lançado no último dia 30 de outubro para a construção do Oceanário Brasil, Rio Grande passa a viver um momento de grande expectativa em relação ao turismo, que sofrerá um aumento contínuo de visitantes ao longo dos anos. O projeto da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) é inédito no país e é de grande alcance turístico, científico, tecnológico e educacional.
Rio Grande é uma cidade intrinsecamente ligada ao mar, que possui grande biodiversidade e muitos estudos reconhecidos direcionados ao ambiente marinho. Apesar de viver em uma cidade litorânea, desfrutando da gastronomia típica, do lazer e da renda que a atividade no mar proporciona, a população muitas vezes nem imagina as riquezas que o mar possui. Com o Oceanário, os moradores, estudantes, pesquisadores e turistas terão a oportunidade de conhecer os segredos do Oceano Atlântico e sua relação com as bacias hidrográficas brasileiras.
O Oceanário é um projeto do reitor da universidade, João Carlos Cousin, que surgiu durante a realização do seu mestrado e doutorado na cidade de Brest, na França. Cousin acompanhou o desenvolvimento da cidade com a construção de um Oceanário e planejou a obra para Rio Grande. "Irá alavancar ainda mais o desenvolvimento. Na América Latina, não temos um complexo desse porte. Vai ser um exemplo para o mundo em termos de construção, cuidados e manutenção", avaliou.
O Oceanário Brasil será construído em um Parque Ecológico, localizado entre o Balneário Cassino e os Molhes da Barra, em uma área de 176 hectares do lado do Oceano Atlântico. A previsão é de que no final de 2012, a obra esteja concluída. O investimento é de R$ 140 milhões. Atualmente, a Furg procura parcerias para a obra.
O Oceanário será dividido em Ala Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. O complexo Oceanário contará ainda com um Centro de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação Oceanográfica, área de apoio técnico, Espaço Artesanal de Economia Solidária, torre mirante, teleférico, quiosques, lago e estacionamento. De acordo com o reitor da Furg, o Oceanário terá espelhos d'água, estrutura metálica e um tanque central, considerado um dos maiores do mundo.
Alas
A ala Sul abrigará o espa%C
Cronograma impede aeroporto do futuro até 2014
Infraestrutura aeroportuária é uma das maiores preocupações no Brasil. Conheça o projeto que ajudaria a resolver esse gargalo
Até 2014, ano em que acontecerá a Copa do Mundo no Brasil, os aeroportos brasileiros deverão registrar um crescimento estimado de 51% no número de passageiros. Significa que, daqui a cinco anos, circularão pelos terminais aeroportuários cerca de 180 milhões de pessoas anualmente, segundo projeções da própria Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). A expectativa de demanda faz acender a luz de alerta nos organismos que avaliam a infraestrutura nacional. Para eles, é urgente resolver esse gargalo, sob o risco de o país enfrentar um grande "apagão aéreo" antes mesmo de a Copa aterrissar no Brasil.
O governo federal tem consciência do problema e promete, neste ano, criar uma autoridade aeroportuária para gerenciar obras nos principais aeroportos brasileiros. Segundo o ministério da Defesa, serão investidos R$ 4,6 bilhões na infraestrutura dos terminais. No entanto, as obras só devem começar em 2011. Até lá, será preciso alterar a legislação. O ministro Nelson Jobim defende que a Infraero tenha o mesmo tratamento que a Petrobras, com dispensa de licitação, e que seja permitida a privatização de aeroportos. "O problema está aí e, com Copa ou sem Copa, precisamos solucionar os problemas de infraestrutura nos aeroportos", diz Jobim.

A percepção dos especialistas é que o governo está acordando tarde para o problema. Para o arquiteto Ricardo Guerra Florez, a preocupação está com atraso de seis anos. Em 2004, ele ajudou a elaborar o projeto Aeroporto, Cidade, Metrópole: Políticas para uma gestão convergente, que propunha a reestruturação dos aeroportos de São Paulo. Se tivessem sido adotadas, as ideias teriam evitado o "apagão aéreo" de 2006 e 2007. Elas propunham um aeroporto para vôos domésticos no Campo de Marte, para desafogar Congonhas e devolver Cumbica à sua função original (os voos internacionais), e, além disso, previa a construção de um novo aeroporto na região do Grande ABC.
Esse novo aeroporto, infelizmente, não sairá do papel. Por dois motivos: o governo federal optou por reformar os aeroportos já existentes e porque não há mais tempo para uma obra desta envergadura. Ela precisaria pelo menos de 7 anos para entrar em operação plena, ou seja, para estar funcionando em 2014 a obra deveria ter começado em 2007. O aeroporto do futuro, como previa Ricardo Guerra Florez, seria erguido à sudeste do município de São Paulo, o mais próximo do Rodoanel, e seria concebido para suportar os crescimentos até pelo menos 2060. "Ele ocuparia uma área em região com inúmeras instalações industriais desocupadas e com transporte ferroviário já instalado e subutilizado. Seria construído dentro dos conceitos modernos de sustentabilidade, o que ajudaria a preservar a área, atualmente fortemente ocupada por invasões", explica.
Pistas para grandes supersônicos
Pela localização estratégica, o aeroporto do futuro permitiria aproximações e saídas com menor sobrevoo e seria projetado para receber as futuras aeronaves de grande porte, com capacidade de voar com até 1.000 passageiros e grandes quantidades de carga aérea e velocidade supersônica. "Seria o mais importante e estratégico aeroporto brasileiro para conexões internacionais no eixo Sul/Sul, ligando o Brasil à África, à Austrália e ao Oriente", define Ricardo Guerra Florez.
Isso demandaria a construção de pistas de rolamento com mais de 2.600 metros e largura mínima de 25 metros. Exigiria também o uso inédito na América Latina de concreto protendido aplicado pelo processo de Dywidag, para pavimentação de pistas de aeroportos. O sistema é o único que atende às exigências da tecnologia eletrônica dos novos aviões, com redução de custo de manutenção de juntas. Além de sistemas construtivos modernos, o aeroporto do futuro reuniria outros componentes necessários para obras desta envergadura, como:
- Dimensionamento para promover desenvolvimento social, urbano e econômico.
- Instalações concebidas e conectadas com o planejamento urbano das cidades.
- Conexão com transporte público de qualidade.
Aeroshopping

Atualmente, no Brasil, a obra aeroportuária mais moderna está em Alagoas. No final de 2005 entrou em operação o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Com capacidade para 1,2 milhão de passageiros por ano, expansível para 2,5 milhões até 2014, ele segue o conceito de aeroshopping uma combinação de terminal aéreo com espaço para 62 estabelecimentos comerciais de compras, lazer e arte.
Entre as inovações, o Zumbi dos Palmares conta com sistema de cogeração de energia, que permite uma forma de energia ambientalmente limpa, com a utilização de gás natural. Em sua central de água gelada existem dois grupos geradores movidos a gás natural, que fornecem energia elétrica para todo o aeroporto. Através do processo da cogeração, a água quente, utilizada para o arrefecimento dos geradores, assim como seus gases exaustos, são reaproveitados, gerando água gelada por meio de um chiller de absorção.
Além disso, é um dos poucos aeroportos do país totalmente climatizado, com sistema informatizado que regula desde a intensidade da iluminação e do ar refrigerado, até a velocidade das escadas rolantes. A pista, com 2,6 mil metros, permite voos Maceió-Londres, Maceió-Roma e Maceió-Cairo sem escalas ou conexões.
Entrevistados:
Arquiteto Ricardo Guerra Florez: fundacaorgf@gmail.com
Infraero: imprensa@infraero.gov.br
Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
Embalagens: problema ou solução?
Toda a cadeia de produção e consumo deve se unir para tornar o uso das embalagens cada vez mais sustentável
Você já parou para pensar em como seria o mundo sem embalagens? Basta olhar ao redor para perceber que as embalagens nos proporcionam tantos benefícios que é praticamente impossível imaginar nosso dia a dia sem elas.

Guilherme de Castilho Queiroz, pesquisador do Centro de Tecnologia de Embalagem CETEA, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo, explica que, devido ao rápido crescimento da população, à industrialização e à urbanização, surgiu a necessidade de se criar embalagens capazes de dar uma vida útil maior aos produtos, prezando pela sua qualidade e facilitando o seu transporte e distribuição.

Para Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), as embalagens são essenciais para sustentar o modo como a sociedade está organizada. Segundo ela, as embalagens possuem diversas funções econômicas, sociais e ambientais. A função primordial é a de proteger o produto diz. Mas além da proteção, Luciana ressalta que as embalagens são importantes, pois ampliam o prazo de validade; garantem a qualidade do produto até o consumo; viabilizam a distribuição; funcionam como canal de comunicação, pois levam ao consumidor informações sobre componentes, modo de consumo e restrições do produto; reduzem o desperdício; entre tantos outros aspectos.
Embalagens degradáveis ou embalagens inertes. Qual a melhor opção?
Para o pesquisador do CETEA o foco na embalagem como vilã contra o meio ambiente não é justificável. Mas como ela é o que sobra nas mãos do consumidor ao final da cadeia produtiva, a impressão que fica muitas vezes é esta.
A atual polêmica acerca das sacolas plásticas abriu espaço para discussões sobre o uso sustentável das embalagens. Criou-se uma ilusão, por parte do consumidor, de que ele deve sempre optar por embalagens degradáveis (bio, oxi ou fotodegradáveis) diz Guilherme Queiroz. Essas pessoas acreditam que, ao retornarem à natureza, estas embalagens serão menos prejudiciais ao meio ambiente em relação às embalagens inertes (plástico, vidro, borracha, etc.). Mas isso, de acordo com Guilherme, não é uma verdade absoluta. Ele explica que, ao se decompor, esse material degradável pode causar muitos males como a poluição do ar, do solo e dos rios.
Como se costuma dizer, é preciso pensar do berço ao túmulo. É bom lembrar que, para ser produzida, a embalagem passou por todo um processo de industrialização que envolveu o uso de recursos naturais, de matérias-primas, de energia, transporte, enfim, passou por diversas etapas que, de alguma maneira, afetaram o meio ambiente. E, portanto essa embalagem deve ser descartada corretamente/seletivamente e nunca pensar na opção de jogar no meio ambiente para ser degradada diz o pesquisador. Por isso, embalagens duráveis, ou inertes, que podem ser recicladas e reutilizadas, ou que tenham seu uso prolongado, são mais benéficas. Em geral, quanto mais durável for, melhor.
Para Luciana Pellegrino o mais importante não é saber de que material é feita a embalagem, pois cada uma deve ser produzida para atender da melhor maneira possível às necessidades do produto e do próprio consumidor. O principal é saber o destino que será dado a esta embalagem, sendo ela degradável ou não.
Guilherme concorda que não há uma embalagem melhor ou pior, é preciso considerar toda a cadeia produtiva para se chegar a uma conclusão de qual embalagem é a mais adequada ao fim a que se destina. Para ele, a embalagem ideal é aquela que minimiza o desperdício (de matéria-prima, de energia, de recursos naturais, de resíduos etc.), protege o produto, e leva qualidade ao consumidor.
Segundo o pesquisador, a embalagem deve ser vista mais como uma solução do que como um problema: se não tivéssemos as embalagens que utilizamos hoje, aí sim o desperdício seria insustentável para o planeta. Ela é fundamental para o desenvolvimento econômico e social de um país. Para ele a busca constante pela otimização de todo o processo, desde a utilização dos recursos naturais até a reciclagem etc., é a melhor forma de tornar o uso das embalagens cada vez mais sustentável.
Em meio a essa discussão, os especialistas afirmam que a coleta seletiva e a reciclagem do material pós-consumo continuam sendo as melhores opções, pois mantém as matérias primas como a bauxita do alumínio, o minério de ferro do aço, a areia do vidro, o petróleo dos plásticos etc. por mais tempo à disposição da sociedade e, por isso, ser durável e não degradável é uma opção mais sustentável, inclusive em materiais renováveis como os celulósicos, pois a reciclagem como os 80% das caixas de papelão ondulado além de preservarem recursos naturais, energia etc. ainda evitam o efeito estufa devido à biodegradação em aterros que transformam a celulose em dióxido de carbono e metano.
Inovações nas embalagens
Novos hábitos exigem novos produtos e, consequentemente, novas embalagens. Quesitos como praticidade, sustentabilidade, conservação do produto e design estão em alta e a inovação desses itens é cada vez mais exigida pelos consumidores.
De acordo com a diretora da Abre, prazo de validade estendido e sistemas de abertura mais eficientes estão entre os temas mais pesquisados em relação às embalagens. As propriedades físicas e químicas da embalagem também são alvos de várias pesquisas. O objetivo é tornar as embalagens mais práticas e resistentes, impedindo o contato do produto com o meio e evitando os impactos durante a estocagem e transporte.
Os materiais utilizados atualmente, como vidro, aço, alumínio, papel, polietileno, são considerados nobres e, de acordo com os especialistas, vêm cumprindo muito bem a função a que se destinam. Mas como a busca por melhorias em todo o processo deve ser contínua, o pesquisador do CETEA cita algumas tendências:
- Utilização de matérias-primas renováveis em lugar das fontes não renováveis (como o uso da cana em substituição ao petróleo, como os plásticos de cana-de-açúcar inertes não biodegradáveis que ainda fixam carbono contribuindo contra o efeito estufa).
- Uso em menor quantidade de matérias-primas, sem que para isso se perca a qualidade da embalagem. Por exemplo, as latinhas de alumínio que estão cada vez mais finas.
- Uso de embalagens flexíveis, ou seja, que utilizam mais de um componente em sua produção, aproveitando as diferentes propriedades de cada material.
Há que se ressaltar que sustentabilidade tem tudo a ver com economia, e não só com preservação ambiental. Pois, otimizando os processos, se gasta menos com energia, consomem-se menos recursos etc. avalia Guilherme Queiroz.
Governo, indústria e consumidor devem fazer sua parte
Há mais de 15 anos o país discute uma legislação que defina os papéis de cada um em relação ao destino das embalagens. Enquanto isso está claro que o consumidor deve continuar fazendo o seu papel de consumir com responsabilidade e separar o que é reciclável. Os municípios fazendo a coleta seletiva. E a indústria investindo em melhorias no processo de fabricação e reciclagem das embalagens avalia Queiroz.
Mais informações:
www.cetea.ital.sp.gov.br
www.abre.org.br
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Planejar é fazer a escolha correta
Entrevista com a presidente da ABRH-PR traz roteiro para quem quer ganhar um novo impulso profissional em 2010

O futuro de uma pessoa pode ser determinado pelas escolhas que ela faz, tanto na vida pessoal quanto na profissional. No âmbito corporativo, isso tem sido comprovado no dia-a-dia, pois se tornou comum os colaboradores direcionarem determinadas ações e investimentos para mostrarem-se competitivos e garantir a empregabilidade.
Diante deste novo cenário, a melhor ferramenta é o planejamento de carreira. É o que explica a consultora Sônia Gurgel, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Paraná (ABRH-PR). Confira a entrevista:
Qual deve ser o objetivo estratégico de um planejamento de carreira?
A vida é um planejamento. Planeja-se se é melhor casar ou ficar solteiro, se vale a pena fazer este ou aquele curso na faculdade. Enfim, planejar é da vida. Mas o que faz a diferença são as escolhas corretas. Isso engloba a carreira profissional. E aí, a pergunta que prevalece é: o que é que vai me fazer feliz? Então, o objetivo estratégico é planejar a felicidade, seja ela pessoal ou profissional. Não adianta planejar que eu quero ser o mentor de uma empresa se eu não gosto de trabalhar com gestão de pessoas, por exemplo. Se for por aí, é preciso mudar o meu planejamento.
Como desenvolver a carreira profissional e ganhar visibilidade?
É preciso se manter dentro do objetivo. Vamos supor que um profissional tem a meta de ser um técnico reconhecido em sua área, seja ela qual for. Ele terá de começar a frequentar os eventos onde apareçam discussões sobre a sua especialidade, terá de desenvolver seu network, preparar-se para participar de grupos de estudos da sua empresa e fora dela, para ganhar visibilidade no mercado. Quanto ele começar a ser convidado para palestras é porque alguém já reconheceu o valor do seu conhecimento e aí ele pode considerar que chegou ao estágio de conquistar visibilidade. A partir daí, o que esse profissional vai precisar é qualificar seu network.
Quais são os requisitos necessários para cumprir um plano de carreira?
Primeiro, ter muito claro o objetivo. Segundo, ter uma boa capacidade de avaliação para saber se o que foi planejado foi alcançado. Aquilo que você se propôs, você realizou? Sim? Não? Por que não? Caso não, procurar se planejar novamente e estar sempre realimentando as metas. É preciso ter em mente que as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, as demandas mudam. Então, os objetivos precisam estar conectados com os objetivos da empresa e com as etapas da vida da pessoa.
Um plano de carreira deve acompanhar o profissional por toda a vida ou precisa ser constantemente atualizado?
Nos tempos atuais, o profissional precisa ter dois planos de carreira. Um para a carreira e outro para o que se convencionou chamar de aposentadoria. As pessoas passaram a ter uma expectativa de vida muito maior e isso fez do planejamento um processo que não para. Antigamente, as pessoas falavam que iriam chegar aos 60 anos e não iriam fazer mais nada. Hoje, não. Pessoas com 60 anos estão iniciando na carreira de escritor, de músico, de empreendedor. São carreiras diferenciadas daquelas que faziam na vida corporativa e é preciso planejamento para assumi-las. É preciso ter consciência de que o ambiente profissional que ela criou até a idade da aposentadoria ficou para trás, mas novas oportunidades estão se abrindo. Vai aproveitá-las quem planejou. Caso contrário, podem surgir as frustrações e até a depressão. Por isso, enquanto a pessoa estiver viva ela vai estar sempre planejando, entendendo que a carreira não é só o que ela faz na empresa, mas o que faz também como empreendedora ou como uma voluntária da comunidade que a cerca.
Por que algumas pessoas passam um bom tempo na empresa e não conseguem o reconhecimento. Como obter essa evolução?
Muitos profissionais ainda delegam o planejamento de suas carreiras à empresa, ao chefe e até ao colega de trabalho. É uma mentalidade muito paternalista. Isso não existe mais. Ninguém pode achar que o tempo de serviço o levará à supervisão, à gerência ou à direção. O mundo tornou-se dinâmico e a carreira profissional precisa acompanhar esse dinamismo. As empresas hoje são compradas, são vendidas, refundam seus objetivos e os profissionais têm de buscar o seu plano de carreira dentro deste cenário.
O marketing pessoal poderia ajudar neste caso? Como fazê-lo sem parecer pretensioso?
O marketing pessoal está muito ligado à competência de desenvolver network. Mas também é preciso ter o que mostrar. O marketing pessoal não se sustenta se não houver profissionalismo, no sentido de cumprir prazos, colaborar e aceitar colaboração, saber se comunicar, se apresentar, agir eticamente e gerar credibilidade.
O que é uma pessoa bem sucedida?
A definição é de uma pessoa que estabelece uma meta e a realiza. Tem pessoas que se realizam tendo cargos, outras que se realizam tendo dinheiro, outras se realizam tendo projeção social ou familiar. Mas como disse, o sucesso está relacionado à felicidade. Não adianta ter cargo e dinheiro se aquilo não traz felicidade. Uma pessoa bem sucedida é aquela que realiza aquilo que a deixa feliz.
Quais as consequências para a falta de planejamento de carreira?
É estar sempre frustrado e reclamando da situação. Se é empregado, reclama que a empresa não é boa, que o chefe não é bom, que os colegas não são legais. Porém, não consegue tomar nenhuma decisão de mudar aquele curso. Se é um empreendedor, reclama do governo, do mercado, do cliente, dos parceiros. Então, a pessoa que não se preocupa em definir o seu projeto de vida, quer seja profissional ou pessoal, vai viver sempre em constante reclamação e consequentemente infeliz.
O planejamento de carreira deve ser vinculado à empresa que trabalhamos ou deve ser independente?
Obrigatoriamente, ele deve também considerar a empresa em que se trabalha. Mas não pode se restringir à empresa. Tem de ser mais amplo. Senão, o profissional pode cair na armadilha de, se a empresa mudar e ele não acompanhar a mudança, ficar de fora do processo de carreira que havia planejado.
Dentro de uma carreira profissional, existe o fator sorte?
Não se poderia chamar exatamente de sorte. Mas se o profissional se planejou, tem competência para perceber os momentos adequados e enxerga uma situação propícia, ele tem uns 20% de chances a mais de atingir aquela meta do que outro que não se preparou para ter essa percepção. Trata-se da pessoa que trabalhou sua competência para aproveitar o melhor momento.
Existe um roteiro para um bom caminho na carreira profissional?
Sim. É bem simples: estar satisfeito com o que faz, estabelecer metas para que esta satisfação aumente, buscar ferramentas que aprimorem a competência, valorizar o relacionamento interpessoal e adquirir feeling para perceber as oportunidades.
Email da entrevistada: Assessoria de imprensa da ABRH-PR: osnibermudes@brturbo.com.br
Vogg Branded Content - Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Paraná vai construir 100 pontes em estradas rurais
Governo estadual autorizou licitação para a fabricação das vigas, lajotas e guarda-rodas que serão utilizadas nas obras das regiões beneficiadas
O governo do Paraná garante a entrega de material para a construção de mais cerca de 100 pontes em municípios paranaenses no ano de 2010. O governador Roberto Requião homologou a licitação no valor de R$ 2,7 milhões para a fabricação das vigas, lajotas e guarda-rodas que serão utilizadas nas obras das regiões beneficiadas.
A ação faz parte de um programa da Secretaria dos Transportes, que fornece o material aos municípios por meio de termos firmados com as prefeituras, que ficam responsáveis pela construção das cabeceiras. Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) orientam a construção das estruturas.
O secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot, explica que o foco do programa é atender trechos que sirvam para o escoamento da produção dos municípios e para o transporte escolar. O objetivo é facilitar a ligação das áreas rurais com os centros urbanos dos municípios para dar reais condições de crescimento e desenvolvimento econômico.
O chefe do Departamento de Fomento Rodoviário aos Municípios da Secretaria dos Transportes, Antônio Anibelli Neto, destaca que esse tipo de programa é único no país. Desde 2003, priorizamos e atuamos em municípios localizados nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano para criar melhores condições de infraestrutura.
De 2003 a 2009, foram construídas 485 pontes em todas as regiões do Estado, com investimentos de R$ 6,1 milhões.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Construção civil será carro-chefe na geração de empregos em 2010
Aposta é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que prevê que eventos como Copa 2014 e olimpíadas 2016 vão demandar muita mão-de-obra para o setor
Os setores da construção civil e de serviços serão os principais responsáveis pela geração de empregos no próximo ano. A expectativa é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que destacou que os dois setores também foram os responsáveis por puxar o saldo positivo de empregos este ano.
Segundo Lupi, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão fazer com que esses setores tenham uma forte expansão. O próximo ano será um ano no qual a construção civil e o setor de serviços vão gerar muitos empregos, disse, durante a divulgação dos dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados dia 16 de dezembro.
Em novembro, o setor de serviços gerou 87.252 novos empregos e o da construção civil gerou 17.791 novos postos de trabalho. No acumulado do ano, os setores geraram respectivamente 568.259 e 228.151 novos postos de trabalho. Lupi disse ainda que, por causa da grande expansão dessas áreas, vários empresários têm pedido para que sejam feitos mais cursos de qualificação porque há falta de profissionais em alguns setores. Todo dia tenho contato com empresários, que vêm me pedindo qualificação profissional porque não tem mais profissionais. Estão faltando, por exemplo, engenheiros, afirmou.
A expectativa do ministro é de que 2009 feche o ano com cerca de 1,2 milhão de empregos. O mês de dezembro deve ter o menor índice de demissões. Para 2010, a expectativa e de que o Brasil tenha mais de dois milhões de novos empregos. No mês de novembro, o país gerou 246.695 postos de trabalho formal, o que representa um recorde para o mês. No ano, o país acumula a criação de 1.410.302 vagas. Em novembro, foram admitidos 1.413.043 trabalhadores e demitidos 1.166.348.
O comércio (1,61%), os serviços (0,66%) e as indústrias de transformação (0,53%), de construção civil (0,83%), e extrativa mineral (0,35%) foram os setores que mais geraram empregos no período.
Fonte: Agência Brasil
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330





