Concrete Show apresenta novidades para o mercado
Evento brasileiro sobre concreto é o segundo maior do mundo
Por: Lilian Júlio

A quarta edição da Concrete Show aconteceu nos últimos dias 25, 26 e 27 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em três dias de evento foram recebidas cerca de 25 mil pessoas, em 36.500 m² de exposição, além de congressos e eventos paralelos. “Desde a primeira edição – em 2007 – a Concrete cresceu 203%. Esse crescimento está refletindo o momento da construção civil brasileira, que é a bola da vez no mundo”, conta Cláudia Godoy, diretora da Sienna Interlink, empresa responsável pela organização do evento.
A afirmação de Cláudia é confirmada pelo fato de que a Concrete Show South America 2010 é o segundo maior evento do mundo em tecnologia de concreto e o maior da América Latina. “O objetivo é trazer tecnologias e soluções em concreto e, para isso unimos, exposições e conferências técnicas sobre o tema”, revela. Dos 400 expositores presentes, 100 são de outros países – empresas que estiveram pela primeira vez no Brasil mostrando suas novidades. “A Concrete é uma importante plataforma para lançar produtos e novas tecnologias”, analisa.

Segundo Cláudia a grande novidade da Concrete Show foi a PaveSand – uma areia especial para selagem de juntas de pisos ou placas de concreto maciço. De acordo com a empresa produtora – PaveSystems –, quando umedecida, a PaveSand se comporta com uma cola, promovendo a ligação dos grãos de areia e estabilizando a junta, efeito que não acontece com a areia comum.
“Além desse produto, temos também as placas de concreto permeável, que podem ser a solução para diminuir as enchentes”, declara Cláudia. Na Concrete Show também foram lançadas novidades em andaimes e elevadores de obras (pela Mecan), recicladores de concreto e água residual (pela Bibko Systems), novos sistemas de pesagem e outros produtos – envolvendo o concreto e suas tecnologias.
Eventos paralelos

Quem visitou a Concrete Show 2010, pode conferir, além dos lançamentos, debates acerca do concreto: a Concrete Congress. As discussões foram divididas em temas como Controle de Qualidade e Laboratórios e Industrialização das Edificações. No total, foram 15 seminários com mais de 150 palestras simultâneas durante a feira.
Um dos grupos de trabalho mais concorridos foi o Concrecopa, programa dentro do macro tema Brasil dos Esportes: Infraestrutura e Instalações Esportivas. “Na Concrecopa focamos os trabalhos no que o concreto pode trazer de soluções para a construção responsável para a Copa de 2014”, explica Cláudia. “Não apenas construir, mas oferecer opções de acessibilidade e qualidade sustentável nestas edificações”.
Expectativas
Para a próxima edição da Concrete Show – que já tem data marcada para acontecer, entre 31 de agosto e 02 de setembro de 2011 – as expectativas são de um crescimento maior ainda. “2010 foi o último ano de evento no Transamérica. Na próxima edição, iremos para um local maior para abrigar ainda mais expositores e visitantes”, revela Cláudia. “Queremos trazer novas empresas e levantar outros debates sobre o concreto. E com a Concrete Show nós podemos fazer isto”, finaliza.
Entrevistada:
Cláudia Godoy - Diretora da Sienna Interlink
concrete@concreteshow.com.br
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Brasil aposta em energias renováveis
A busca por soluções sustentáveis no setor energético ganha força com a produção de energia eólica e a construção de novos parques eólicos
Por: Michel Mello

Chamam-se de energias renováveis aquelas obtidas a partir dos recursos naturais. As fontes destas formas de energias estão baseadas na luz do sol, no vento, nas águas da chuva, fontes térmicas de calor e no movimento de fluxo e refluxo das marés. Também são consideradas renováveis, pois cumprem um ciclo natural e dele são constantemente reabastecidos. Isso quer dizer que as energias renováveis nunca se esgotarão.
Apesar do enorme potencial, o mercado brasileiro investe pouco no segmento de energias renováveis e na diversificação da matriz energética. O Ministério de Minas e Energia indica que o desenvolvimento dessas fontes está em uma nova fase no país. E que a iniciativa tem o caráter estrutural e pretende promover ganhos em escala, aprendizagem técnica-tecnológica e desenvolver a competitividade industrial para os próximos anos.

O Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) tem por objetivo principal financiar, através do suporte do BNDES, projetos de geração de energias a partir dos ventos, energia eólica, das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e a partir de matérias orgânicas para conseguir gerar biomassa.
Em 2009, a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia eólica foi de aproximadamente 158 gigawatts. O suficiente para abastecer as necessidades básicas de dois países como o Brasil, onde a média nacional foi de 70 gigawatts calculadas em janeiro de 2010. As energias renováveis são alternativas de emissões de baixo carbono na busca por uma matriz energética limpa e menos poluente.
E alternativas existem em todos os segmentos. É o caso da energia eólica que é captada através das pás de aerogeradores. Esta é uma modalidade que cresce globalmente e que apresenta grandes vantagens. A primeira e mais importante é que a energia eólica possui geração zero de emissão de carbono. E apesar do custo inicial, sua manutenção é baixa e não há necessidade de alimentação por combustíveis.
Parques eólicos

A energia eólica é captada através de turbinas localizadas em usinas chamadas de parques eólicos. O Parque Eólico do Horizonte é um investimento privado da EDP Renováveis, e que entrou em funcionamento no ano de 2003. São oito aerogeradores modelo E40 600 KW, com 46 metros de torre mais 23 metros de pá. Sua capacidade de produção é 0,6 MW de energia cada, gerando 4,8 MW no total. Essa produção é suficiente para abastecer, aproximadamente, uma população de 30.000 habitantes por mês.
Já o Parque Eólico Água Doce, também pertencente a holding internacional EDP Renováveis, conta com 15 aerogeradores, modelo E40 600 KW, cada um deles com 63 metros de torre mais 23 metros de pá.
Segundo o mais recente estudo do Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel), do Ministério de Minas e Energia, o potencial eólico do Brasil chega a 143 mil MW, o que equivale a dez usinas de Itaipu. No final de 2007, a potência eólica instalada no país era de 247,5 MW, ou seja, pouco mais de 0,2% do potencial brasileiro e apenas 0,25%, dos 99,7 GW de capacidade total instalada em todo o setor elétrico brasileiro.
Torre sobre dunas
O Complexo de Osório foi inaugurado no final de 2006, como parte do Proinfa. O parque é composto pelas usinas eólicas: Osório, Sangradouro e Índios, nas quais estão instalados 75 aerogeradores modelo E70 de 2000 KW, com torres de concreto de 98 metros de altura.
Tradicionalmente, os aerogeradores eram projetados considerando torres de aço, sejam treliçadas ou cônicas. Entretanto, a Wobben Windpower – empresa responsável pela construção dos aerogeradores ou turbinas eólicas – vem desenvolvendo, há alguns anos, as torres de concreto para seus aerogeradores e têm se mostrado eficazes e seguras.

"A maior dificuldade resolvida também pioneiramente pela Wobben foi instalar torre para aerogeradores sobre dunas. E consideramos um desafio o transporte dos segmentos de concreto que exigem uma carreta para cada segmento, sendo que os primeiros três segmentos foram divididos em duas partes para ser transportado. Isso totalizou 27 carretas para cada torre", afirma Fernando Scapol, gerente de produção da Wobben, que é responsável também pelas turbinas eólicas dos parques Horizonte e Água Doce.
No caso dos aerogeradores utilizados para o Parque Eólico de Osório, as torres de concreto são protendidas e possuem 25 segmentos: um de aço e 24 de concreto. Na montagem, os segmentos são colocados e, posteriormente, são feitas trações nos cabos de protensão fixados na base de concreto.
As bases de concreto ou bloco de fundação são projetadas de acordo com as características do solo, definidas após a execução das sondagens. Além disso, dependem do potencial eólico do local, definido com o estudo de micrositing, no qual avalia os dados de vento medidos e a topografia do terreno. Com este estudo também é definida a altura de torre mais adequada, dentro dos requisitos de segurança e produção de energia. No Parque de Osório foram utilizadas torres de concreto de 98 metros e blocos de fundação circulares com estacas, devidos as condições do solo local.
Dados complementares: Aerogerador E70 / 2000 KW
- Altura da torre: 98 m
- Material: concreto e aço
- Peso da torre: aprox. 840 toneladas
- Bloco da fundação: circular
- Volume estimado de concreto: 460 m³
- Aço consumido na fundação: 45 toneladas
Entrevistado:
Fernando Scapol
Administrador de empresas com pós-graduação em Produção. Trabalha na Wobben desde 1998 e já atuou como gerente de Produção de Pás, gerente da Garantia da Qualidade e atualmente ocupa o cargo de gerente geral Administrativo.
Email para contato: marcelle.ilva@wobben.com.br
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Passeios públicos: o desafio de desenvolver e integrar
Planejamentos claros e objetivos ajudam a superar rapidamente os obstáculos da construção, além de traçar um panorama sobre a cidade e um modo de agir e pensar os espaços públicos
Por: Michel Mello

O engenheiro colombiano German Madrid é especialista em desenvolvimento urbano e planejamento de espaços públicos. Um dos autores do Manual de Desenho e Construção do Espaço Público e idealizador do Passeio Público de Medelín, na Colômbia. Ele comenta as questões mais importantes a respeito do uso e ocupação dos espaços públicos, da fase de planejamento até a execução e término das obras.
Os aspectos considerados durante o planejamento e a execução do Passeio Público de Medelín, na Colômbia, surgiram a partir da decisão dos administradores de valorizar o espaço público, como elemento de transformação e dignificação do meio urbano e, por consequência, a vida dos cidadãos. Para German Madrid, “isso se enquadra em um modelo de cidade que busca se desenvolver em direção ao futuro. Para além das administrações. É necessário definir quais projetos podem trazer mais benefícios em termos de bem estar, seja funcional, físico ou estético para as cidades”.
A cidade funciona como um todo, um tecido orgânico que envolve pessoas e lugares, anseios e necessidades. E o espaço público é o local onde tudo isso se encontra. Nas cidades modernas, os espaços públicos devem atender as necessidades de todos, incluindo portadores de necessidades especiais. “A busca por outros conteúdos de melhorias sociais deve ser constante. Como os meios de transporte, a renovação do ambiente urbano ou de marcos históricos, as melhorias sociais de habitação e zoneamento, medidas educativas, de recreação ou turísticas”, afirma o engenheiro.
Manual de construção
Na cidade de Medelín, através de um decreto municipal foi criado um manual que determinou o uso de regras comuns à construção: Manual de Desenho e Construção do Espaço Público. A elaboração desse manual, ou código de normatização específica, foi fundamental para superar as diferenças em busca de parâmetros e atenção e critérios em todas as obras. E deste modo, atender as certificações da ISO, de forma a construir espaços adequados com diferentes materiais atendidos pela normatização desse manual.
As construções na cidade de Medelín agora estão de acordo com o manual, que destaca o papel do concreto, pré-fabricado ou obras construídas no local, como matéria-prima dominante para a construção de espaços públicos. Seja em termos de estrutura ou em termos de acabamento. German ressalta: “o caráter orgânico das cidades torna pouco viável o uso de materiais de alto custo ou que sejam exclusivos para os espaços públicos exteriores”.
Como coordenar todos os elementos funcionais e construtivos de um projeto, para que estes atendam as necessidades de todos os cidadãos, incluindo os deficientes físicos e visuais? A única maneira de obter êxito foi a partir da elaboração do Manual de Desenho e Construção do Espaço Público, que se tornou obrigatório na cidade de Medelín, e é um grande passo na busca da normatização e na criação de critérios para a construção.
Brasil
Para German, “no Brasil existem obras de grande qualidade em matéria de espaços públicos, sejam eles históricos ou recentes. Mas, identifico temas que exigem atenção, são eles: a qualidade dos materiais e da construção, além da unificação dos critérios e normatizações utilizados em desenhos e plantas estruturais. A falta de clareza conceitual em muitos aspectos é um fator negativo para as obras no país”.
Os países da América Latina estão cada vez mais conscientes da importância das normatizações técnicas adequadas às diversas condições climáticas, uso do solo e outros fatores. Esses países estão enxergando além das fronteiras e estudando conjuntamente, além de trocarem experiências dentro e fora da América do Sul. E desta maneira, aproveitando o conhecimento adquirido e desenvolvido em outros lugares. Prova disso é que o Manual de Medelín serviu de base para a cidade de São Paulo revitalizar obras de passeios públicos e espaços comuns.
O documento proporciona uma nova visão sobre a cidade e acerca do desenvolvimento humano e urbano também. “O tema acessibilidade foi negligenciado por muito tempo. Não só no Brasil, mas em toda América Latina. Logo, surge a necessidade de tornar a cidade realmente habitável para todos. Incluindo os deficientes físicos como cidadãos plenos”, destaca German Madrid.
Já a execução de pré-fabricados em concreto serão cada vez mais importantes para aumentar a sustentabilidade das obras públicas e a redução dos serviços e custos de manutenção. “A partir de agora, as indústrias desenvolverão produtos derivados ou complementares ao concreto com características técnicas e estéticas especiais, potencializando assim o uso do concreto na construção dos espaços públicos com características próprias de cada cidade.
Entrevistado:
German G. Madrid
Currículo:
- Engenheiro civil e mestre em Ciências pela Universidade de Medelín.
- Foi Diretor do Departamento Técnico do Instituto Colombiano de Produtores de Cimento (ICPC).
- Consultor em pavimentos de concreto pré-moldados e espaços públicos, destinados a pré-moldados, designers, construtores, desenvolvido na América Latina.
- Co-autor do Manual de Design e Construção de Componentes do Espaço Público (MPE), que integra conceitos urbanísticos e técnicos para um trabalho coerente de desenvolvimento do espaço público, incluindo a atenção aos deficientes físicos.
- É membro honorário da Associação Argentina do Bloco de Concreto (AABH).
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Gestão de logística
Uma logística adequada pode aumentar a produtividade e reduzir custos das empresas
Por: Camila Braga e Marina Pastore
Para entender o que é logística, basta imaginar o que seria de uma empresa como os Correios, por exemplo, sem uma estrutura bastante organizada para receber, armazenar e entregar as correspondências. E é exatamente desta parte que a logística cuida. Em síntese, é possível dizer que gestão de logística se trata do processo de controle do fluxo dos produtos dentro da empresa, desde o momento da entrada até sua efetiva entrega ao destinatário final.

Edgar de Souza Júnior, gerente comercial e de logística da Rodolatina Transportes, acredita também que a logística pode ser definida como uma área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa.
O consultor de negócios Rogério Dequech, da consultoria GO4!, exemplifica: “em uma indústria, a logística inicia pela compra das matérias-primas, armazenamento e movimentação de estoques de produtos semi-acabados e acabados e o transporte dos produtos até os clientes”.
Para Dequech, ter uma gestão de logística adequada traz alguns benefícios relevantes para as empresas : “produtividade, velocidade no atendimento de pedidos e redução de custos, o que em última instância deve conduzir à fidelização e ampliação da base de clientes”.

A logística é necessária para praticamente todas as empresas. Algumas organizações são mais dependentes (varejo, distribuição e indústrias) e outras menos (serviços), mas a necessidade em se ter um departamento específico depende de cada caso, na opinião de Dequech. “Em empresas menores, para adequação de gastos, as atividades que compõem a logística podem ser tratadas pelas demais áreas”, sugere.
Como implantar?
Para implantar a logística em uma empresa, é preciso começar com um diagnóstico, através do qual se deve entender e desenhar os processos relacionados à gestão da cadeia de abastecimento da empresa, segundo Dequech.
Num segundo passo, é preciso analisar como melhorar a eficiência de cada uma das atividades que fazem parte da logística, automatizando e estudando a possibilidade de terceirizações. Procurar uma empresa que seja referência nesse assunto em seu setor de atividade também pode ser uma boa ideia para quem é iniciante.
Terceirizar ou não?
Algumas empresas optam entre terceirizar toda a parte logística ou apenas parcialmente. Na opinião de Edgar de Souza Júnior esta é uma estratégia que pode funcionar bem. “Por definição, qualquer atividade que não seja ‘fim’ de uma empresa é desejável que seja terceirizada, não só o transporte ou a logística. É melhor deixar alguém mais focado, que invista mais tempo e inteligência em atividades que são ‘meio’, responsável por esta tarefa. Com isso, a organização pode obter menores custos e melhor qualidade/produtividade”.
Já Dequech acredita que a terceirização da logística depende da atividade e do porte da empresa. Para ele, na maioria dos casos, gera maior eficiência com menor custo. No entanto, há setores da economia nos quais manter uma parcela de frota própria torna-se uma decisão estratégica. É preciso analisar se o preço do serviço não afetará a margem do negócio ou se irá comprometer o atendimento aos clientes.
Entretanto, Edgar adverte que o operador logístico terceirizado tem que realizar as atividades com qualidade superior e custo competitivo em relação ao que a empresa conseguiria. Esta é a lógica da terceirização.
Entrevistados:
Rogério Dequech
Sócio-diretor da Go4! Consultoria de Negócios. Atuou em cargos de diretoria nas empresas ALL, Delara e Perfipar, onde participou de movimentos de fusões e aquisições. Graduado em Engenharia Elétrica e pós-graduado em Computer Science e em Business. Possui MBA – Controller pela Universidade de São Paulo (USP) e MBA – ex pela St Jonh’s University, de Nova Iorque.
Contato: http://www.go4.com.br/
Edgar de Souza Júnior
Gerente comercial e de logística da Rodolatina Transportes. Engenheiro mecânico com pós-gradução em administração de marketing, trabalha há 15 anos na área de logística, tendo atuado no Consórcio Vale do Rio Doce/Cesa e na Rodolatina.
Contato: edgar@rodolatina.com.br
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Evento discute infraestrutura brasileira para a Copa de 2014
A 2ª Edição do World Cup Infrastructure Summit acontece entre os dias 20 e 21 de setembro, em São Paulo
Por: Lilian Júlio

O que precisa ser feito em relação à infraestrutura brasileira para a Copa do Mundo de 2014? Este é o ponto principal das discussões que serão feitas na 2ª Edição do World Cup Infrastructure Summit, nos dias 20 e 21 de setembro deste ano, na cidade de São Paulo. O evento é realizado pela Viex Americas, empresa de eventos de infraestrutura, energia e recursos naturais. “Durante dois dias, representantes do governo e dos comitês da Copa das cidades-sede irão debater como estão e o que ainda é necessário para as obras em infraestrutura”, conta Edson Favero Jr., sócio-diretor da Viex Americas.
De acordo com estimativas do Ministério do Turismo são esperados cerca de 500 mil turistas durante os jogos da Copa do Mundo. Para receber esse volume de fãs do futebol, o Brasil precisa passar por várias mudanças. “São necessárias obras em infraestrutura de estádios, mobilidade urbana, acesso às cidades, transporte e segurança. No World Cup Infrastructure Summit tomaremos como exemplo as obras realizadas em outros países-sede, como a África do Sul”, explica Favero.
Investimentos
De acordo com Favero, a principal preocupação para a Copa do Mundo é a questão do transporte – especificamente os aeroportos brasileiros, classificados por Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), como o maior problema para o Mundial de 2014. “O volume de passageiros durante a Copa deve crescer consideravelmente. Como os turistas irão chegar ao país, se deslocar entre as cidades-sede e o transporte dentro de cada cidade são pontos a serem estudados com atenção”, afirma.
O Brasil precisa de investimentos – e para Favero conquistar esses investimentos envolve dar segurança ao investidor. “O país precisa definir um marco regulatório para o setor aeroportuário e garantir ao investidor que todas as obras serão cumpridas”, explica. O país deve aproveitar a possibilidade de crédito e investir em diversos setores, além dos complexos esportivos. “Os investimentos precisam estar não apenas nos estádios. A Copa é uma excelente oportunidade para que o país tenha investimentos concretos em saneamento básico, transporte, segurança e telecomunicações”.
Uma solução para angariar fundos para as obras da Copa 2014 são as Parceiras Público-Privadas (PPPs). “Algumas cidades-sede estão adotando o modelo de PPPs e assim conseguem viabilizar empreendimentos que sejam interessantes para o investidor e tragam benefícios para a população a longo prazo”, revela Favero. “Esse modelo pode ser aplicado não apenas nos estádios, mas também em rodovias e saneamento, por exemplo”.
Temas concorridos
Durante o World Cup Infrastructure Summit vários temas serão abordados, mas dois painéis serão os mais concorridos: o painel de abertura, com uma abordagem mais geral, e o que trata sobre as Iniciativas e Necessidades de Obras de Infraestrutura Apontadas Pelas 12 Cidades-Sede. “Serão debates nos quais todos os participantes têm dúvidas e por isso serão discussões muito interessantes”, afirma.
Um dos participantes dos painéis é Ricardo Araújo, especialista em Gestão de Instalações Esportivas. Para ele, eventos como este são primordiais para que o país esteja pronto para receber a Copa. “Eventos que envolvam diversos setores da sociedade e que permitam a discussão e reflexão desses temas por uma parcela ampla da população contribuem para uma melhor preparação do Brasil”, afirma.
No painel em que participará – na abertura do fórum – Araújo irá abordar como os investimentos públicos e privados devem se adequar aos preparativos para os mega-eventos esportivos no Brasil. “Vamos focar principalmente na questão da sustentabilidade e dos legados que esta preparação deixará para o país”.
Confira a programação completa do evento:
20 de setembro (segunda-feira)
Manhã
- Abertura do Fórum
- Iniciativas e Necessidades de Obras de Infraestrutura Apontadas Pelas 12 Cidades-Sede + Rio de Janeiro 2016
Tarde
- Financiamento e Investimentos
- Cases Internacionais de países que sediaram grandes eventos esportivos
Noite
- Coquetel
21 de setembro (terça-feira)
Manhã
- Painel – Infraestrutura Nacional - Aeroportos - Portos - TAV - Saneamento
- Painel – Turismo e Capacidade Hoteleira
Tarde
- Painel – Transporte - Mobilidade Urbana e Acessibilidade
- Painel – Estádios
As inscrições para o evento podem ser feitas no endereço www.codesan2010.com.br.
Entrevistados
Edson Favero Jr.
- Especialista em Administração e Publicidade
- Coordenador do curso de Publicidade e Propaganda das Faculdades Oswaldo Cruz
- Sócio-diretor da Viex Americas: www.codesan2010.com.br
Ricardo Araújo
- Economista, pós-graduado em Marketing, MBA em Administração e Especialista em Gestão de Instalações Esportivas.
- Consultor de empresas e órgãos públicos
- Criador do blog Novas Arenas: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/
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Retração - Redução de Efeito e Compensação
A retração do concreto pode gerar fissuras e rachaduras. Nestes casos é necessário realizar a cura eficiente no acabamento final de uma estrutura de concreto
Por: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé e Engª. Giovana Medeiros – Assessora Técnico Comercial Itambé
A retração é o processo de redução de volume que ocorre na massa de concreto, ocasionada principalmente pela saída de água por exsudação (retração plástica e por secagem ou hidráulica). Entretanto, existem outros fenômenos no concreto que também provocam outros tipos de retração: retração química, retração autógena e térmica.
Retração plástica
Ocorre pela perda de água do concreto por exsudação, em seu estado fresco. Este processo é acelerado pela exposição de sua superfície às intempéries como vento, baixa umidade relativa do ar e aumento da temperatura ambiente.
Retração por secagem ou hidráulica
Ocorre da mesma maneira que a retração plástica, porém com o concreto já no estado endurecido.
Retração química
Ocorre devido à redução de volume desde o momento que se inicia a hidratação, pois os produtos gerados neste processo têm volumes menores que àqueles materiais que deram origem à reação (cimento e água).
Retração autógena
A água utilizada na reação de hidratação sai dos poros capilares do concreto e, assim, reduz seu volume.
Retração térmica
É a retração provocada pelo calor liberado na reação de hidratação. Esta reação é exotérmica e o calor liberado expande o concreto em um primeiro momento. Ao se resfriar ocorre uma redução de volume denominada retração térmica.
Quando se fala em retração no concreto e seu efeito mais comum – o aparecimento de fissuras e trincas, a primeira ideia é fazer uma cura eficiente para evitar a perda rápida da água e o aparecimento das tensões causadoras. Mas, podemos atuar também preventivamente, ou seja, com uma quantidade reduzida de água no traço do concreto. Neste caso, a exsudação também será pequena e como consequência final, uma pequena retração plástica ou por secagem. Os dois processos – cura e redução de água – atuam sobre o mesmo problema, ou seja, o fenômeno da saída de água do concreto, mas a cura é facilitada quando o volume de água da exsudação é menor.
Outra forma de compensar parte da retração é a utilização de expansores, que têm a função de aumentar o volume da massa e, assim, equilibrar a redução provocada pela retração. Os expansores, geralmente à base de derivados de alumínio, têm atuação reduzida e, neste caso, compensam apenas uma pequena parte da redução de volume. São utilizados em calda para injeção, argamassas de preenchimento, groutes, dentre outras aplicações específicas. O cuidado importante é a realização de ensaios prévios para a verificação do efeito sobre a resistência mecânica e o acerto da dosagem adequada.
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Gestão de riscos em projetos
Riscos são inevitáveis. Estar preparado para eles é o que faz a sua empresa se destacar no mercado
Por: Camila Braga
Prever o comportamento das bolsas de valores ou mesmo ter certeza sobre se a previsão do tempo vai se confirmar é algo que ainda não conseguimos fazer. Em contrapartida, podemos estar preparados para administrar resultados positivos ou negativos. A incerteza faz parte da rotina e disso trata a gestão de riscos: planejar ações e estar preparado para imprevistos.
O panorama atual é de um mercado globalizado e dinâmico, mas, ao mesmo tempo, incerto e turbulento. Com relação aos riscos, no entanto, as empresas brasileiras mantêm uma cultura de não fazer um planejamento prévio para eventuais surpresas e, caso elas ocorram, resolvê-las com base no improviso, o que pode afetar a rentabilidade da companhia.

O engenheiro e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), José Angelo Santos do Valle, co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, da editora Fundação Getulio Vargas, espera que essa posição dos gestores mude: “esperamos que a partir de agora as empresas substituam esse alto grau de improviso por um planejamento das suas ações, já que o improviso leva a um desperdício de recursos”.
Tipos de riscos
Os riscos podem ser classificados em diferentes grupos, de acordo com o tema que envolvem. O empresário e também professor da FGV, Alonso Mazini Soler, outro co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, exemplifica: “na construção de uma obra, por exemplo, você pode ter desde riscos técnicos, riscos legais, riscos de algum acidente até o risco de enfrentar a greve de algum sindicato local e ter a obra paralisada por alguns dias. É importante que a empresa se questione sobre a possibilidade de todos eles”.

Alonso Mazini ressalta ainda que nem todos os riscos são negativos: “há coisas que o acaso pode fazer acontecer e que podem trazer um impacto positivo para a vida da empresa, mas a grande sacada é aprender a lidar com o que não é certo e tirar proveito disso, seja potencializando os impactos positivos ou minimizando os negativos, e não deixar a empresa ficar a mercê do que não se tem controle”.
De acordo com o professor Angelo do Valle, não existe risco zero, sempre há a possibilidade de falhar de alguma forma. Toda e qualquer atividade tem seu risco, sejam riscos econômicos de operações financeiras, falhas técnicas de um projeto e até mesmo risco moral. “Quando você fala alguma coisa, há o risco de desagradar alguém, um parceiro, um colega de trabalho, um amigo. Acontece sem querer e sem planejar. Temos que estar preparados para a surpresa, que é inevitável. Ajustar-nos para não perder dinheiro com essas oscilações é gerenciar os riscos do cotidiano”.
Como gerenciar os riscos
Para auxiliar na gestão de riscos existem softwares específicos, empresas de consultoria e inclusive uma disciplina sobre o assunto nos cursos de especialização em gestão empresarial. “Mas o passo a passo pode ser feito até num pedaço de saco de pão”, afirma o professor Angelo. E ensina como deve ser um esquema básico para isso:
identificação de riscos -> análise de riscos -> plano de ação -> monitoramento de riscos
Na fase de identificação dos riscos, a empresa deve se perguntar o que é que pode dar errado naquele determinado projeto, com base em informações vindas de três fontes: visão dos recursos do projeto, visão dos clientes e documentação de avanço do projeto. “Adotando uma metodologia questionadora, a organização se compromete a levantar todos os possíveis ‘pode ser’, como: pode ser que meu material seja de má qualidade, pode ser que passe a vigorar uma lei contrária aos meus interesses, pode ser que meu empregado falte por motivo de doença, pode ser que chova por uma semana e as obras tenham que ser suspensas”, enumera o professor Mazini.
Já na fase de análise de riscos é feita uma ponderação. De todos os riscos levantados, com quais a empresa deve se precaver? O objetivo da gestão de riscos é evitar que a empresa perca dinheiro com o acaso, porém seria ilógico investir sem necessidade em planos B. Por isso, o gestor deve analisar, dentre os riscos levantados na fase anterior, aqueles com maior impacto e maior probabilidade de acontecer e para esses elaborar um plano de ação, que vai variar conforme o risco e a empresa.
Por fim, é importante lembrar que o processo de gerenciamento de riscos implica um contínuo monitoramento. Ainda que os processos dentro de uma empresa não aconteçam de forma isolada, cada parte possui impactos e ameaças diferentes diante de cada risco. Portanto, o processo de gestão de riscos é cíclico, a cada nova etapa é necessário analisar os novos impactos e questionar novos riscos. Tudo para estar preparado para o acaso.
Entrevistados
Jose Angelo S. Valle
- Engenheiro Civil, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Consultor de empresas nacionais e multinacionais em Gerenciamento de Projetos.
- Professor e coordenador Acadêmico do Curso MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV).
- Co-autor do livro “Gerenciamento de Riscos em Projetos” da Editora FGV.
- Participou da elaboração da Norma Internacional ISO 31000, da International Standards Organization, com correspondente na ABNT – NBR 31000, sobre Gerenciamento de Riscos.
- Foi um dos introdutores no Brasil da metodologia internacionalmente reconhecida e consagrada do PMI – Project Management Institute, o maior grupo formalmente organizado de Gerentes de Projeto do mundo.
- Fundador e ex-presidente da Seção Regional Rio de Janeiro do PMI.
- Conferencista. Apresentou diversas palestras e trabalhos em todo Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, sobre Gerenciamento de Projetos.
Alonso Mazini Soler
- Sócio diretor da J2DA Consulting.
- Doutor em Engenharia de Produção pela POLI-USP.
- Trabalhou 14 anos nos ambientes de projetos, consultorias e educação da HP e IBM Brasil.
- Atualmente ministras aulas para os programas de MBA em Gerenciamento de Projetos da FIA-USP e FGV.
- Pensador e crítico das práticas atuais do moderno Gerenciamento de Projetos.
Contato: amsol@j2da.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Copa 2014: Arena Fonte Nova
Estádio de Salvador para a Copa 2014 ocupará uma área de 12 mil metros quadrados
Por: Lilian Júlio

Como uma das sedes da Copa do Mundo 2014, o estádio Octávio Mangabeira – conhecido como Fonte Nova – em Salvador, na Bahia, deveria passar por reformas e atender às exigências da Fifa para receber os jogos do próximo mundial de futebol. No entanto, o governo do estado da Bahia optou por demolir o antigo estádio e construir a Arena Fonte Nova, já que o custo da reforma seria superior ao da nova construção.
A Arena Fonte Nova será um estádio mais moderno e sustentável do que o antigo Octávio Mangabeira – pelo menos é o que garante o seu projeto. A capacidade e o conforto serão ampliados e até mesmo o concreto utilizado na obra será fruto de reciclagem, inovando a forma de se construir um grande estádio.
A Nova Fonte Nova
A estrutura da Nova Fonte Nova abrigará 50.433 – serão 45 mil cadeiras, 70 camarotes (com possibilidade da construção de mais 30), 1978 vagas de estacionamento, 81 sanitários, 12 elevadores, 39 quiosques, restaurante panorâmico com vista para o estádio e sala de imprensa. Além disso, o Museu do Futebol, o Fun Shop e o Business Lounge (com 1130 cadeiras VIPs) funcionarão independentemente dos jogos. No total, o novo estádio terá uma área de 12 mil metros quadrados.

A Arena Fonte Nova deve estar pronta em dezembro de 2012. De acordo com a assessoria de imprensa do Consórcio Fonte Nova, responsável pela execução do projeto e formado pelas empresas OAS e Odebrecht, a intenção é de que o novo estádio seja uma das sedes da Copa das Confederações em 2013. O custo da obra será de R$ 594 milhões, custeados por uma parceria público-privada. E a arena não será utilizada apenas para eventos esportivos: shows de grande porte (inclusive internacionais), congressos e eventos empresariais transformarão a Nova Fonte Nova em referencial.
Sustentabilidade
Todos os estádios da Copa 2014 devem ser arenas sustentáveis. Para atender a demanda do projeto Green Goal, da Fifa, a Arena Fonte Nova trabalhará com princípios de sustentabilidade: economia de água, reuso de esgoto tratado, aproveitamento da chuva para irrigação, reciclagem do lixo gerado, sustentabilidade energética e ventilação e iluminação natural são características do novo estádio de Salvador.
Mas, o principal diferencial é a reciclagem do concreto: após a implosão do Octávio Mangabeira (agendada para 29 de agosto) os resíduos serão separados e reciclados com um equipamento de britagem capaz de processar 100 m³ de concreto por hora. O material será reutilizado no novo estádio, diminuindo a produção de resíduos e o custo final da obra.
Na sua opinião, qual fator é o maior responsável pelos atrasos nas obras para a Copa de 2014? Faça o seu comentário.
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Novas tecnologias em paredes de concreto
Com custos competitivos de construção e prazos menores de execução e acabamento, as paredes de concreto despontam como alternativa para diversos tipos de edificações
Por: Michel Mello
As novas tecnologias de construção em paredes moldadas ou pré-moldadas em concreto, já estão disponíveis para todos os canteiros de obras do país. São sistemas de componentes modernos, que apresentam menor dependência em relação à qualidade da mão de obra e custos reduzidos. As paredes de concreto são indicadas para todas as tipologias de construção e podem ser utilizadas em obras de pequeno, médio e alto padrão, devido a sua grande versatilidade.

“O que define a escolha de paredes de concreto é uma análise de custos com base em demanda e quantidade”, afirma o consultor Ary Fonseca, especialista da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), em paredes de concreto. “São sistemas que aliam prazos rápidos à alta competitividade, porque incorporam características de racionalização e industrialização em uma mesma obra”, afirma o especialista.
As paredes de concreto podem ser moldadas no local, pré-moldadas ou mesmo pré-fabricadas. Isso reduz os prazos de execução e desenvolve uma logística própria de reorganização das obras. O projeto e a execução em estruturas pré-moldadas e procedimentos técnicos ligados a esse segmento atingiram, em três anos, 50 mil unidades construídas. “E a perspectiva para o setor é que até 2013 tenhamos entre 50 a 100 mil novas unidades”, prevê Ary Fonseca.
“Em razão da demanda reprimida do segmento, eu acredito que a utilização das paredes de concreto seja uma das alternativas mais competitivas no mercado”, antecipa Ary. E o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), como o programa de habitação do governo federal, Minha Casa, Minha Vida (MCMV), tem apostado nessa alternativa de construção por apresentarem diversas facilidades como tempo reduzido de execução, baixo custo de produção e menor dependência de mão de obra especializada.
Tipologias da construção
As paredes de concreto podem ser utilizadas em edificações de casas térreas, assobradadas, edifícios de até cinco pavimentos padrão, edifícios de até oito pavimentos com esforço e, em casos especiais, dependendo da especificidade, em edifícios de até 30 pavimentos. Podem ser empregados os métodos de sistema celular ou sistema convencional.
No Brasil são definidos quatro tipos específicos de concreto para esse sistema, são eles:
• Concreto celular;
• Concreto com elevado teor de ar incorporado;
• Concretos com baixa massa específica; e
• Concreto autodensável.
O concreto é adensado às paredes através de formas fixas que podem ser de metal, madeira ou mista. Essas formas são colocadas provisoriamente até a secagem final do concreto, no processo chamado de solidificação.
Os tipos de formas mais empregados em sistemas de paredes de concreto são as formas metálicas, compostas de quadros e chapas metálicas. As formas mistas são uma combinação de formas metálicas e compensados, onde quadros da peça metálica são cobertos por chapas de madeira. Já as formas plásticas são quadros e chapas feitos de plástico reciclável. Também existem os sistemas trepantes utilizados em edificações de múltiplos pavimentos.
Vantagens
Entre as diversas vantagens que as paredes de concreto apresentam, podemos destacar a alta produtividade e a rapidez com que se executam as obras. Possui um custo global competitivo, em relação ao custo tradicional e pode ser executada, simultaneamente, estrutura e a vedação. Dispensando assim a utilização de revestimentos.
Outra vantagem deste tipo de construção é que dispensa a mão de obra qualificada. Com um treinamento básico e simples, operários podem realizar diversos tipos de montagem das partes de concreto.
Entrevistado
Ary Fonseca
- Graduado em Engenharia Civil com extensão acadêmica em Engenharia de Produção na Construção Civil, pela Fundação Vanzolini - Universidade do Estado de São Paulo (USP).
- Especialista em Gestão de Negócios - Fundação Getúlio Vargas (FGV).
- MBA em Negócios - Gestão, Estratégia e Operação - Fundação Dom Cabral.
- Coordenador de desenvolvimento de mercado, no segmento edificações da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
- Possui mais de 25 anos de experiência no setor da construção civil, com diversificada trajetória profissional (siderurgia, infraestrutura, edificações).
Email: ary.fonseca@abcp.org.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Mestrado em Habitação é ferramenta para a qualificação do profissional
Com nota quatro pela Capes o mestrado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas é procurado por diferentes profissionais
Por: Lílian Júlio

Para capacitar profissionais da construção civil o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, criou o mestrado profissional em Habitação. O curso existe desde 1998, mas com o crescimento do setor e a necessidade de qualificação profissional na área a procura pelo mestrado tem aumentado. “Normalmente são duas turmas por ano e, excepcionalmente em 2010, abrimos três por causa da demanda dos alunos” conta o professor Douglas Barreto, coordenador do mestrado.
O mestrado em Habitação do IPT possui avaliação com nota quatro pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que avalia todos os cursos de pós-graduação do Brasil – as notas vão de um a cinco. A pontuação elevada pode ser justificada pelo rigoroso planejamento que o IPT desenvolveu antes de abrir o mestrado. “Durante quatro anos – entre 94 e 98 – nós fizemos treinamentos de profissionais para habitação em parceria com o Japão e as experiências desses treinamentos valeram como suporte para a instituição do mestrado profissional”, explica o professor Barreto.
A maioria dos alunos que procuram o curso é composta de engenheiros civis e arquitetos, mas a formação dos profissionais varia. “Temos, também, físicos, outros tipos de engenheiros e até mesmo advogados e economistas, que buscam conhecimento na sua área de atuação”, afirma. E é esse o foco do mestrado: ampliar a capacitação do profissional no seu próprio campo de atuação – seja planejamento, projeto ou qualquer outro que envolva edificações. “Com uma capacitação, o profissional dá um salto de qualidade muito grande, contribuindo inclusive para a empresa como um todo”, justifica Barreto.
Conteúdo do mestrado
O mestrado profissional em Habitação oferece duas áreas de conhecimento: Planejamento, Gestão e Projeto e Tecnologia em Construção de Edifícios. “Cada área é voltada para determinados temas e o profissional escolhe em qual delas quer desenvolver sua pesquisa”, conta o coordenador. O curso possui duração de 24 meses – durante o primeiro ano o aluno cursa sete disciplinas (de acordo com sua área de estudo) e, depois disso, desenvolve sua pesquisa e dissertação.
A área de Planejamento, Gestão e Projeto é voltada para questões mais abrangentes, como habitação, arquitetura, urbanismo e construção civil envolvendo também planejamento, gestão econômica, programas habitacionais e sustentabilidade. As principais disciplinas nesta área são:
- Racionalização, custo e qualidade do empreendimento habitacional
- Geotecnia aplicada ao meio urbano e fundações dos edifícios
- Habitação de interesse social: gestão da produção e avaliação pós-ocupação
- Análise de custos e de viabilidade de empreendimentos
- Projetos arquitetônicos e urbanísticos sustentáveis
- Sistemas integrados de saneamento urbano
- Políticas públicas e privadas de habitação e urbanismo
Já a área de Tecnologia em Construção de Edifícios aborda questões mais práticas de uma construção, como sistemas, componentes, materiais e técnicas construtivas, instalações prediais, manutenção e restauro de edificações e economia de água e energia. As disciplinas são:
- Sistemas construtivos para habitação: inovação e desempenho
- Alternativas e inovações tecnológicas do concreto nas construções
- Materiais e técnicas de acabamento, revestimento e de restauro de edifícios
- Sistemas prediais e segurança contra incêndio
- Sistema da qualidade no projeto e construção de edifícios
- Patologias das edificações
- Desempenho térmico e acústico de edifícios
- Vedações verticais de edifícios
“Como o curso é voltado para profissionais que já estão atuando é ideal que o aluno possa escolher que área deseja seguir – ele monta a sua grade curricular com as disciplinas que garantam as informações para ele desenvolver o seu trabalho”, justifica Barreto.
Para quem deseja participar da próxima seleção para o mestrado profissional em Habitação a próxima turma será selecionada em outubro. As inscrições são feitas pelo site www.ipt.br.
>>Entrevistado
Douglas Barreto
É coordenador do curso de mestrado profissional em Habitação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Possui doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1998) e pós-doutorado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil – Lisboa.
Email: mestrado@ipt.br
