O espaço conquistado pela alvenaria estrutural
O que parecia ser o foco de construções habitacionais populares hoje é mais reconhecido em prédios altos
Por: Vanessa Bordin

Seguindo a série de reportagens sobre sistemas construtivos no país, o Massa Cinzenta aborda agora, outro tema: alvenaria estrutural. Ela se destaca como um sistema construtivo racionalizado, no qual os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria, ou seja, os próprios blocos de concreto.
Esse sistema tem conquistado, recentemente, mais espaço nas construções do Brasil, apesar de ser a forma mais antiga usada pela humanidade, como na construção da Muralha da China, entre os anos de 1300 e 1600. A volta da classe C ao mercado consumidor de imóveis e o empenho da engenharia nacional em se fortalecer no mercado são alguns dos motivos que estão alavancando essa tecnologia no país.
A alvenaria estrutural vem sendo utilizada pelo meio técnico brasileiro, atraída pela redução de custos proporcionada pelo sistema. A possibilidade de construir edifícios altos tem enterrado alguns velhos preconceitos, como o de usar a alvenaria somente em construções baixas. E as obras que envolvem prédios, sejam residenciais ou comerciais, se tornaram apenas um dos exemplos em que esse sistema pode ser empregado com sucesso.
A Vanderli Gai e Cia Ltda é uma empresa paranaense, com sede em Curitiba, e que produz bloco vazado de concreto há mais de dez anos. Segundo o proprietário, Jorge Tadeu Gai, a alvenaria estrutural é um dos sistemas construtivos que mais emprega o bloco de concreto. Recentemente, a empresa participou da construção de uma grande obra em Santa Catarina, na qual utilizou esse sistema. A obra, feita de alvenaria e blocos estruturais, levou vantagem em alguns requisitos como tempo e custo. “A construção em alvenaria estrutural é mais rápida porque os blocos são montados prontos. Assim você ganha dos dois lados: na entrega do prazo e no custo do empreendimento por utilizar esse tipo de material que é mais simples e mais barato no mercado”, destaca.
Especificações técnicas
Há dois tipos de alvenaria estrutural: a simples e a armada. A alvenaria estrutural simples é composta apenas de blocos de alvenaria e argamassa. Os reforços metálicos, nesses casos, apenas se limitam em cintas, vergas, na amarração entre paredes e nas juntas horizontais com o objetivo de evitar fissuras localizadas.
Já a alvenaria estrutural armada se caracteriza por ter alguns vazados verticais dos blocos, preenchidos com graute, ou seja, micro-concreto de grande fluidez, envolvendo barras e fios de aço, funcionando como armadura convencional.
Segundo Jorge Gai a alvenaria armada é o sistema mais usado hoje em dia. “Você consegue aumentar a resistência do projeto e isso traz mais benefício para a obra. É, portanto, uma grande tendência no Brasil e acredito que a alvenaria estrutural tome o espaço da convencional e em pouco tempo”, ressalta Gai.
Vantagens
As vantagens mais imediatas da alvenaria estrutural são: a redução de custo e o menor prazo de execução. Estes fatores são muito positivos no atual cenário do mercado imobiliário, que está cada vez mais aquecido. É nesse contexto que aparecem as vantagens da alvenaria estrutural, por ser uma maneira simples, rápida e barata de se construir.

Utilizar blocos com diferentes resistências numa construção de alvenaria também é um diferencial, mas os maiores ganhos do sistema estão relacionados com a racionalização oferecida ao construtor. É o que destaca o engenheiro civil e mestre em Estruturas da UFPR, Roberto Dalledone Machado. Segundo ele, grandes projetos podem ser elaborados em alvenaria estrutural visando à agilidade dos serviços na obra.
Se a construção empregar, por exemplo, pré-moldados de concreto (lajes, escadas e vergas) em composição com a alvenaria, a madeira e os carpinteiros podem ser dispensados do canteiro. Como os blocos vazados permitem a passagem das tubulações elétricas e hidráulicas, também não há necessidade de quebrar paredes. Portanto, a somatória dessas vantagens resulta em redução de desperdício de materiais e economia no uso de concreto.
Desvantagens
Uma das desvantagens é que as paredes não poderão ser removidas futuramente. De acordo com o engenheiro da UFPR, essa é uma das principais limitações. “Se o projeto não for elaborado especificamente para alvenaria, deixa de ser compensador, porque a alvenaria pressupõe padronização”, avalia Dalledone.
Onde pode ser usada
Hoje a alvenaria estrutural pode ser utilizada numa ampla gama de obras como:
- imóveis residenciais; pode ser usada tanto para fazer casas em projetos únicos, como para conjuntos habitacionais de sobrados e para prédios de três a 20 pavimentos, com ou sem subsolos.
- imóveis comerciais; prédios de escritório pequenos e médios, consultórios, escolas, hospitais de até 20 andares, contando ainda com salões comerciais e industriais de pequeno e médio porte e de prédios públicos como igrejas e auditórios.
Curiosidade
A alvenaria estrutural é uma das formas mais antigas de construção empregadas pelo homem. Ao longo dos séculos obras importantes utilizaram esse sistema construtivo. Entre elas estão os blocos de pedra da Catedral de Notre Dame (Paris – 1250), o Parthenon construído entre 480 a. C e 323 a.C (na Grécia), a Muralha da China, construída entre 1368 e 1644. Já em 1950, surgiram as primeiras normas com procedimento de cálculos na Europa e América do Norte, acarretando um crescimento forte da alvenaria estrutural em todo mundo.
No Brasil, os primeiros prédios em alvenaria estrutural foram construídos, em 1966, com quatro pavimentos em alvenaria armada em blocos de concreto, no conjunto habitacional Central Parque da Lapa, em São Paulo.
Entrevistados
Roberto Dalledone Machado
- Engenheiro civil graduado pela Universidade de Brasília (UnB)
- Mestre em Estruturas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Email: rdm@ufpr.br
Jorge Tadeu Gai
- Proprietário da Vanderli Gai e Cia Ltda/Curitiba
Email: gai@onda.com.br
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A mudança caminha ao lado do crescimento
A mudança de comportamento empresarial, para ser bem sucedida, deve partir da vida pessoal
Por: Lilian Júlio

Mudar é a premissa do crescimento e da competitividade. Esta é uma das afirmações de Roberto Belotti, palestrante, professor de pós-graduação e diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais. “As empresas que não pensam em mudanças não serão competitivas”, explica. Além disso, ele afirma que as mudanças devem envolver tanto a vida profissional quanto a pessoal. Mas, como estar preparado para uma mudança?
Belotti conta que muitas pessoas dizem não ter nada contra a mudança – desde que ela envolva apenas os outros. “As pessoas dizem ‘mudar é importante, mas eu não preciso mudar’. Por isso, o mais importante é a mudança de atitude, alterar a forma de pensar”, declara. O maior desafio perante uma transformação é convencer os envolvidos de que ela é necessária, principalmente, em uma empresa. “Existe uma dificuldade muito grande de sair do status quo, porque não se sabe o que vem pela frente”, diz.
Mudanças empresariais
Em uma empresa a falta de mudança pode significar a ruína da organização. “Bill Gates dizia que nós devemos tornar nossos produtos obsoletos antes que os concorrentes o façam. É disso que precisamos: inovação e criatividade”, explica Belotti. Ele ainda conta que para criar é preciso mudar – e numa empresa deve-se pensar na cultura da empresa.
“Você não pode pensar em fazer mudanças numa organização sem levar em conta a cultura da empresa. Elas envolvem a revisão de paradigmas e isso pode ser multiplicado entre os colaboradores”, afirma. Este trabalho cabe a um líder, o gestor da mudança: é ele quem vai ser o responsável por mostrar por que a mudança é essencial para a empresa. “O item primordial é a flexibilidade – ninguém muda sendo inflexível”, revela.
A flexibilidade e o jogo de cintura são importantes para se adaptar à nova realidade. Roberto Belotti cita uma frase de Charles Darwin para ilustrar essa situação: “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. E sim aquele que melhor souber adaptar-se às mudanças”. Ele conta que esta frase deve ser o lema da vida corporativa e que saber adaptar-se às novidades é fator sine qua non para o sucesso.
O consultor cita um exemplo recente de empresa que quebrou seus paradigmas e, como consequência, teve um sucesso maior do que o esperado. A Fiat lançou, no início de maio deste ano, o novo Uno. “Pela primeira vez na história, a liderança de vendas do Gol (da Volkswagen) está ameaçada: o tempo de espera pelo novo Uno chega a 90 dias”, conta Belotti. Ele justifica essa situação pelo desejo do consumidor e diz que as pessoas procuram um carro novo e não apenas um zero quilômetro. “Elas querem mudanças, novos projetos, inovações – e isso não apenas no setor automobilístico, mas em tudo na vida”, afirma.
Profissional e pessoal
Belotti diz que as mudanças aplicadas nas organizações devem ser compartilhadas e experimentadas, também, na vida pessoal e que um dos requisitos para o ser humano viver bem é saber adaptar-se ao mundo e não ter medo de novidades. “Antes de sermos profissionais somos seres humanos e, portanto, a mudança tem que partir da vida pessoal”.
Para quem presencia suas palestras, Belotti sempre dá um recado: a mudança não pode ser limitada a um aspecto da vida. “É preciso mudar atitudes e estar aberto às mudanças necessárias para a competitividade. Quem pensa em transformações é competitivo e terá emprego em qualquer lugar – estará sempre pensando em como ajudar a empresa a melhorar”, afirma. No entanto, ele alerta: é preciso entender o que pode e o que não pode ser mudado.
“Existe uma frase muito famosa utilizada, inclusive, nos Alcoólicos Anônimos, que deve ser nossa oração diária”, declara. A frase? “Dê-me forças para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma da outra”.
(Leia mais sobre o papel do gestor na matéria “Mudanças Organizacionais devem envolver toda a empresa”, aqui no Massa Cinzenta http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/mudancas-organizacionais-devem-envolver-toda-a-empresa/)
Entrevistado
Roberto Belotti
Currículo
- Diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais Ltda.
- Engenheiro, advogado e professor de cursos de pós-graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Especialista em Administração de Pessoas e Psicologia do Trabalho pela UFPR
- Mestre em Administração e Recursos Humanos pela Universidade de Extremadura (Espanha)
Email: contato@rbelotti.com.br
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Arquitetos constroem primeiro edifício com turbina eólica acoplada
A capital inglesa tem o primeiro prédio do mundo com hélices instaladas no topo, gerando 8% da energia consumida
Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing
Os arquitetos estão indo cada dia mais longe em busca de edifícios sustentáveis. O exemplo mais recente vem de Londres, onde os profissionais da Brookfield Europe construíram um edifício de 148 metros de altura e, nos seus últimos andares, as turbinas eólicas, já acopladas no projeto inicial, geram parte da energia gasta no edifício, representando uma economia para o edifício e um alívio para a natureza.
Os 42 andares da Torre Strata serão ocupados por cerca de mil moradores distribuídos nos 408 apartamentos de até 170 mil metros quadrados. Cerca de 8% de toda a energia consumida por essas pessoas virá das turbinas instaladas no topo do prédio.
Juntas, elas podem produzir até 50MWh de eletricidade por ano. Esse artifício, junto a outros como uso de ventilação natural, fachada térmica de alto desempenho, recuperação do calor, lâmpadas de baixa energia e controle de iluminação farão com que o prédio emita até 73,5% menos CO2 que um edifício similar.
Os responsáveis pela obra informaram ainda que 96% do lixo gerado ao longo da construção foi reciclado e que o condomínio ainda terá um sistema de reaproveitamento de água cinza.
Os apartamentos, que chegam a custar £ 2,5 milhões de libras (cerca de R$ 6.630 milhões) serão entregues no inicio de abril e reforçam a exigência do Reino Unido de ter apenas construções com zero carbono até 2019.
Fonte: EcoDesenvolvimento
Empowerment: delegando responsabilidades
Descentralizar a tomada de decisões pode trazer benefícios para sua empresa. Conheça o empowerment e saiba como aplicá-lo.
Por: Camila Braga
Resolver os problemas sem ter que consultar o gerente, pedir autorização ao superior, esperar confirmação do departamento responsável. Tomar decisões de forma imediata, diretamente com o cliente e obter resultados rápidos. Essa é a proposta do empowerment, forma de gestão empresarial em que se delega não só a execução de tarefas aos funcionários, mas, também, o poder de resolução de problemas.

Esta prática de gestão descentralizada, que remonta à década de 80, vem sendo aplicada nas melhores e mais lucrativas empresas do mundo e trazendo grandes benefícios: agilidade e alto índice de satisfação do cliente. Alguns cases de sucesso são o da GE sob o comando inicial de Jack Welch, além de Google, Apple, Microsoft, Odebrecht, 3M e Gerdau. “Sem essa autonomia individual de seus funcionários, as empresas não teriam a agilidade necessária para garantir sua competitividade e a sustentabilidade dos negócios”, ressalta o consultor e economista Carlos Hilsdorf, referência nacional em desenvolvimento humano.
Posso aplicar na minha empresa?
O empowerment não está restrito apenas às empresas multinacionais. Toda a companhia pode e precisa estar preparada para adotar essa cultura. Segundo Hilsdorf, o empowerment pode ser utilizado em qualquer empresa, independentemente do porte. “Gerar autonomia responsável é um dos melhores investimentos que uma empresa pode fazer. É possível aplicá-lo em qualquer tamanho de empresa, desde que os colaboradores possuam pertinência e competência para receberem a atribuição de novas responsabilidades que impactam, e muito, na percepção da empresa pelo cliente. É comum que pequenas empresas não façam um bom recrutamento e seleção, paguem mal seus colaboradores e com isso obtenham pessoas com menor qualificação, neste caso, delegar autonomia a pessoas despreparadas pode ser desastroso”, diz.
Passo a passo
A implementação do empowerment se dá de cima para baixo, de um nível hierárquico mais alto para um mais inferior, podendo ser iniciado em qualquer subnível hierárquico. Não obedece necessariamente um passo a passo. Conforme explica o consultor Hilsdorf, “não se trata de um treinamento específico sobre empowerment, pode ser uma palestra de sensibilização e conscientização sobre o tema e as novas responsabilidades advindas da implementação desta prática de gestão, seguidas de processos de treinamento e capacitação em competências-chave para o bom exercício do empowerment por todos os envolvidos”.
Sem perder o controle
Mas até que ponto dar autonomia aos funcionários? Como deixar o poder decisório nas mãos de um empregado sem correr o risco de que ele tome a decisão equivocada? Hilsforf comenta que a aplicação prática do empowerment está atrelada ao bom senso. Se a decisão a ser tomada está acima da competência daquele cargo, então se deve recorrer ao seu superior. “O limite da liberdade de tomada de decisão é o limite da competência e das atribuições concedidas a cada profissional. Empowerment jamais significará que todos estarão aptos a tudo, mas que um maior número de pessoas estará apto a realizar muito mais do que realizava antes”.
Observações sobre empowerment
A seguir, o economista Carlos Hilsdorf dá algumas dicas e fornece algumas informações para que esta técnica de gestão empresarial venha a ser aplicada com maior eficiência:
• Empowerment é um processo que transforma a visão em ação, removendo barreiras e aumentando exponencialmente a produtividade dos indivíduos e da organização.
• Empowerment é um processo, não pode ser estabelecido por decreto e leva tempo para ser efetivamente consolidado.
• Empowerment pressupõe que cada líder possa usar na totalidade todo o conhecimento, habilidades, atitudes e experiência de todos os seus colaboradores.
• O processo deve ser adaptado ao estilo de liderança que a empresa possui no momento e o nível de competência de seus colaboradores.
• Empowerment só começa quando começamos a compartilhar de maneira clara e absolutamente transparente a informação. As pessoas não podem tomar boas decisões sobre negócios na ausência de informação de qualidade.
• O Empowerment só avança quando delegamos autonomia estabelecendo as atribuições que deixam claro a cada colaborador a sua “fronteira de autonomia”, até onde ele pode ir com sua competência atual e quando deve recorrer a um nível superior.
• O empowerment só se efetiva quando a autonomia e responsabilidades delegadas às equipes passa a funcionar como se “substituísse a hierarquia”, ou seja, as pessoas agem de maneira autogerenciada e automotivada e a própria equipe com o apoio do líder revê seus limites, metas e desafios.
• É necessário estabelecer metas de curtíssimo prazo, facilmente atingíveis "quick wins", para que sucessos sucessivos possam alimentar a implementação eficaz do empowerment.
Entrevistado:
Carlos Hilsdorf
Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das cinco melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano
Contato:
www.carloshilsdorf.com.br
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Clube da Reforma busca aumentar a qualidade das construções
Visando auxiliar a população de baixa renda, a iniciativa reúne indústria, varejo e sociedade.
Por: Lilian Júlio

Na hora de construir uma casa muitas famílias brasileiras acabam optando por fazer isso sem a ajuda de uma construtora – é o mercado de autoconstrução, que abriga 70% das moradias do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) são cerca de 14 milhões de operações de construção realizadas por ano nas quais os próprios moradores escolhem os materiais da obra, contratam profissionais sem a qualificação necessária e desenvolvem o projeto. Para melhorar a qualidade dessas construções a ABCP criou o Clube da Reforma.
O que mais preocupa os idealizadores do clube é a falta de capacitação profissional: por causa dela as residências acabam tendo sérios problemas, como infiltração, rachaduras e desconforto térmico. Para resolver estes problemas o Clube da Reforma atua em quatro frentes: assistência técnica, comunicação, crédito e multiplicação. “O mercado de autoconstrução (ou autogestão) é muito grande, porém desorganizado. Algumas instituições já trabalham para reverter este quadro e o trabalho do Clube da Reforma é reunir todas essas ações e agir em conjunto com a sociedade”, explica o idealizador do Clube da Reforma, Valter Frigieri Junior.
Atuação do Clube da Reforma
Os trabalhos do Clube da Reforma começaram há 10 meses, quando a ABCP montou a estrutura primária do projeto. “Nós organizamos a casa – como funcionaria o Clube, quem faria parte da coordenação, como aconteceria o relacionamento com a sociedade. O próximo passo é buscar entidades parceiras – empresas produtoras, varejo, organizações sociais – para colocar em prática nosso objetivo: melhorar a qualidade das construções brasileiras, principalmente, as moradias da população de baixa renda”, afirma Frigieri, que também é gerente nacional de mercado da ABCP.
Mesmo, efetivamente, antes de buscar parceiros, cerca de 40 organizações já declararam seu apoio ao Clube. “Como nossa intenção é trabalhar em nível nacional, precisamos de mais parceiros – nesse primeiro momento, buscamos empresas já com tradição no mercado”, declara Frigieri. A meta do Clube da Reforma é, até 2014, influenciar um milhão de moradias por todo o Brasil – e para isso irá trabalhar com quatro temas – pilares do projeto. “Tudo parte da assistência técnica – a criação de cursos, cartilhas, treinamentos, liberação de crédito, além de dicas técnicas para a população de baixa renda”, explica.
Além da assistência técnica, o Clube da Reforma irá promover a liberação de crédito para reformas (dentro dos padrões de qualidade) e também a comunicação, para que a população tome conhecimento de que existe uma frente que luta para aumentar a qualidade das edificações. “Tudo o que for produzido pelas entidades não será propriedade do Clube e, sim, da sociedade. Qualquer um – varejo, empresas, organizações sociais – pode usar o material, afinal a multiplicação do conhecimento é direito de todos”, afirma Frigieri.
Para ajudar o Clube da Reforma é preciso fazer parte de uma organização – empresarial ou social. “Nesse primeiro momento não será possível a participação da pessoa física, mas já estamos criando mecanismos de interação para que todo cidadão possa contribuir com essa causa”, finaliza Frigieri.
Para conhecer o Clube da Reforma acesse www.clubedareforma.com.br.
Entrevistado:
Valter Frigieri Junior
Currículo:
- Engenheiro de Produção e Mestre em Engenharia pela Escola Politécnica da USP com especialização em Gestão da Engenharia e da Tecnologia.
- Professor de Estratégia da Fundação Vanzolini.
- Participou da equipe de consultoria que desenvolveu os processos de mudança na Método Engenharia.
- Cocriador da Comunidade da Construção.
- Atualmente é gerente nacional de mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), e foi um dos idealizadores do Clube da Reforma – que hoje coordena pela ABCP.
Email:
marta.oliveira@abcp.org.br (Assessoria de Imprensa)
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Maior estátua religiosa do mundo é feita de concreto
O monumento Alto de Santa Rita, no Rio Grande no Norte, é a maior imagem católica do mundo superando a marca do Cristo Redentor.
Por: Vanessa Bordin

Com 56 metros de altura, a estátua do Alto de Santa Rita, localizada às margens da BR-226, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, a pouco mais de 100 quilômetros da capital do estado, foi inaugurada em junho deste ano e apresenta um recorde: é a maior estátua religiosa construída em concreto armado do mundo, superando a marca do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que possui 38 metros.
Por se tratar de uma obra turística, a imagem da Santa Rita de Cássia, padroeira do município, faz parte de um complexo que conta com praça, auditório, restaurante, lanchonetes, igreja e museu. São projetos paralelos, que foram construídos no mesmo espaço do monumento, disponíveis para milhares de pessoas que visitam o local diariamente. A obra, que iniciou em junho de 2008 e levou pouco mais de dois anos para ser concluída, recebeu investimentos na ordem de R$ 6 milhões, sendo pouco mais de R$ 3,4 milhões oriundos do governo federal e R$ 1 milhão do governo estadual.
O objetivo
A ideia de construir o complexo turístico na cidade partiu, já alguns anos, do ex-prefeito de Santa Cruz, Antonio Lourenço de Farias, considerado o idealizador do projeto, juntamente, com monsenhor Aerton Sales. No entanto, foi o atual prefeito do município, José Péricles Farias da Rocha, que em 2008 começou o planejamento. O projeto foi criado visando uma alternativa de renda para o município, além da agricultura familiar.
A prefeitura de Santa Cruz escolheu o Monte Carmelo como o local mais apropriado para a realização da obra de Santa Rita e encaminhou a proposta do complexo ao Ministério do Turismo. O lugar tem uma altitude média de 300 metros e é chamado de Monte Carmelo por ser um ponto de peregrinação dedicado a Nossa Senhora do Carmo. Já era visitado desde os anos 20 como ponto de oração e hoje recebe a homenagem à Santa Rita de Cássia.
A obra

Segundo Kleiton Matias da Costa, coordenador de projetos, orçamentos e medições da prefeitura de Santa Cruz, após a liberação de verbas dos governos estadual e federal foi iniciado o processo de licitação, que teve como vencedora a construtora A. Gaspar, de Natal, no Rio Grande do Norte. Já o escultor responsável pela criação da imagem de Santa Rita foi o paraibano Alexandre Azedo Lacerda que tem no currículo projetos como o Memorial Frei Damião e o Cristo Rei, ambos na Paraíba.
O primeiro passo da obra, segundo Matias, foi demolir um antigo cruzeiro que havia no Monte Carmelo. “Aos poucos o terreno foi sendo preparado para a execução dos moldes em gesso para as formas externas da imagem da Santa Rita”, explica o coordenador de projetos de Santa Cruz.
Foi alugado um galpão onde a imagem foi moldada em tamanho natural com seções de cinco metros. “Depois de feita toda estrutura e as oito grandes colunas de concreto, com várias lages e contraventamento, os moldes começaram a ser montados no local e concretados, enquanto as outras partes do complexo eram executadas, como a igreja e o auditório”, destaca Matias.
O arquiteto e escultor, Alexandre Lacerda, disse que diferentemente da construção de um edifício qualquer, em que as plantas e cortes dão as informações técnicas para os projetos complementares (estrutura, hidráulica, elétrica, especiais, etc.), na construção de uma escultura, como a do Alto de Santa Rita, a principal fonte de informação é um modelo reduzido, ou seja, uma imagem feita em maquete, de onde se retiram todos os elementos tridimensionais para a realização do projeto.
Para Lacerda, ter desenvolvido uma escultura deste porte foi um grande desafio. “A vitória sobre a complexidade da forma escultórica, da beleza da capa de concreto, com oito centímetros de espessura, nos deixam realizados e com o desejo de um desafio ainda maior”, ressalta o artista;
A engenheira Catarina Issa, uma das responsáveis pela obra, destacou que a espessura da capa de concreto foi projetada para evitar um sobrepeso e calculada em oito centímetros dando mais leveza à obra. No entanto, este cálculo varia de acordo com cada projeto estrutural.
A engenheira ainda ressaltou o processo de construção. “Tivemos muitas pessoas envolvidas em todas as etapas, principalmente no início da execução, quando utilizamos explosivos no local. Após essa etapa, foi feito um concreto de regularização, onde foram gastos mil sacos de cimento. Assim o espaço estaria pronto para receber a estátua”, informa Catarina. Segundo ela, o volume de concreto estrutural utilizado para a estrutura em concreto armado, feita com nove lajes a cada cinco metros, foi de 1.300 m3.
Serviço
O Alto de Santa Rita é coordenado pela paróquia da cidade de Santa Cruz. Está aberto para visitação de segunda a sábado, das 7h às 18h, com palestras, confissões, além da exibição de vídeos sobre a história de Santa Rita de Cássia. Aos domingos são realizadas missas a partir das 10h, seguidas da bênção do Santíssimo Sacramento, às 11h30. Entrada gratuita.
Curiosidades
- Altura do Monte Carmelo (Alto do Cruzeiro): 115 m
- Altura total de Santa Rita de Cássia: 56 m, sendo 6 m de pedestal e 8 m de resplendor (equivale a um edifício de 18 andares)
- Altura da estátua de Santa Rita de Cássia: 50 m, sendo 8 m de resplendor
- Altura da cruz: 10 m
- Área da praça e complexo turístico: 4.400 m2
- Volume de aterro: 2.600 m3
Entrevistado:
Alexandre Azedo Lacerda
- Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Pernambuco
- Escultor
- Professor de arquitetura na Universidade Federal da Paraíba.
Email:
esculturaazedo@yahoo.com.br
Entrevistada:
Catarina Issa
- Engenheira civil pela Universidade Potiguar (UnP).
- Pós-graduada em Gerenciamento de Obras da Construção Civil, também pela UnP.
- Atualmente é responsável pela execução de obras da construtora A. Gaspar.
Email:
catarinaissa@agaspar.com.br
Entrevistado:
Kleiton Matias da Costa
- Coordenador de projetos, orçamentos e medições da prefeitura de Santa Cruz.
Email:
kleitondesign@hotmail.com
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Estádio de Brasília é inspirado em Niemeyer
Sede brasiliense da Copa é uma das mais cotadas para sediar a abertura dos jogos.
Por: Lilian Júlio

Dando continuidade à nossa série sobre a Copa do Mundo de 2014, o Massa Cinzenta traz a você o projeto para o Estádio Nacional de Brasília, na capital federal do país. Hoje chamado de Estádio Mané Garrincha, a sede brasiliense para a Copa de 2014 será totalmente reformada e foi projetada pela Castro Mello Arquitetos – que há três gerações está envolvida em construções esportivas.
Analisado como um dos estádios mais caros da Copa de 2014, o Estádio Nacional de Brasília será executado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia, que venceram a licitação com o preço de R$ 696 milhões. Com capacidade para 71 mil pessoas, é um forte candidato a sediar a abertura da Copa do Mundo.

O Estádio Mané Garrincha foi projetado em 1974 por Ícaro de Castro Mello e sua reformulação e transformação em Estádio Nacional de Brasília está a cargo do filho do arquiteto original, Eduardo de Castro Mello. Sua localização fica junto ao Eixo Monumental de Brasília, no espaço denominado como Centro Esportivo Ayrton Senna. “Nossa proposta para o novo estádio traduz a filosofia arquitetônica e respeita a imagem já consolidada de Brasília, que foi projetada por Niemeyer”, explica o arquiteto.
A preocupação dos arquitetos com um projeto visualmente agradável se justifica pela vizinhança: além de Brasília ter sido projetada pelo ícone da arquitetura, Oscar Niemeyer, o Eixo Monumental é onde se concentram as obras mais importantes do arquiteto. “Nós devemos apresentar uma solução que dialogasse com as obras de arte vizinhas”, afirma.
Mudanças estruturais
O projeto da Castro Mello envolve o rebaixamento do campo e a modernização de todo o espaço. “No novo estádio, a pista de atletismo desaparece, o campo de jogo é rebaixado em 4,50 metros e a arquibancada inferior se aproxima das linhas laterais e de fundo de campo”, revela Castro Mello.

Outra preocupação dos projetistas é a iluminação natural: a porcentagem de vidro é maior nas partes mais internas da cobertura, permitindo uma maior iluminação solar diretamente no gramado. Por mais que os espectadores estejam na sombra, os raios solares podem atrapalhar a visão do jogo. Para evitar este problema, a cobertura possui uma segunda membrana semitransparente, que difunde os raios solares mantendo a claridade sem incidência direta.
O Estádio Nacional de Brasília não foi projetado apenas para a Copa de 2014. “Existe uma proposta de cobertura retrátil para a parte central do estádio, que terá grande utilidade para a realização de shows artísticos”, afirma o arquiteto. “Afinal o desejo é que seja uma arena multiuso, mesmo após a Copa”. Apesar da retirada da pista de atletismo, o Estádio de Brasília será utilizado para shows e outros eventos, como as Olimpíadas de 2016.
Seguindo o conceito de EcoArena – que todos os estádios da Copa no Brasil devem seguir – o Estádio de Brasília irá reaproveitar a água da chuva para irrigar o campo e também utilizará energia solar fotovoltaica. “Ao se instalarem 13 mil metros quadrados de painéis fotovoltaicos o estádio poderá ser a primeira Arena Energia-Zero do mundo”, revela Castro Mello.
Conheça melhor o projeto
Depois de certa demora no processo de licitação, o Estádio Nacional de Brasília já está sendo erguido no lugar do Mané Garrincha. A previsão de conclusão é em dezembro de 2012, para que esteja apto a receber a Copa das Confederações em 2013. “Com esta estrutura, Brasília pretende sediar o jogo de abertura da Copa de 2014 e também participar da Copa das Confederações. Para isso, é necessário que o estádio esteja finalizado, no máximo, em dezembro de 2012”, explica Castro Mello.
Para agilizar o processo de construção, parte do estádio será erguida com estruturas pré-moldadas. “Os painéis de sustentação e o anel de compressão da cobertura serão em concreto moldado in loco. Já as arquibancadas e lajes serão pré-moldadas, pois são os sistemas mais indicados e representam o melhor custo-benefício”. Eduardo Castro Mello justifica ainda o uso do pré-moldado pelas características do projeto: em um estádio as peças se repetem com regularidade. Além disso, existe um prazo máximo para a conclusão da obra e o concreto pré-moldado ajuda a diminuir o tempo da construção.
Durante a obra serão utilizados:
- 129.279 m³ de concreto (sendo 69.219 m³ para as arquibancadas e 60.150 m³ para as estruturas da esplanada, rampas, pontes e colunas e anel de compressão);
- 14.627.080 kg de aço CA-50 para concreto armado;
- 431.375 m² de formas de compensado;
- 1.300.000 m³ de cimbramentos metálicos tubulares;
- 24.660 tirantes e
- 416.573 kg de aço para estruturas metálicas secundárias.
Entrevistado:
Eduardo de Castro Mello
Currículo:
Arquiteto e consultor em arquitetura esportiva. Desde 1970 projeta construções esportivas no Brasil e no exterior. É membro da Associação Internacional para Instalações Desportivas e Recreativas (IAKS), com sede em Colônia, na Alemanha, e, hoje, está à frente do escritório Castro Mello Arquitetura Esportiva.
Email/site:
castromello@castromello.com.br / www.castromello.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
A inserção digital das empresas de construção civil
As principais empresas da construção civil já se adaptaram às ferramentas da internet.
Por: Camila Braga
O uso da internet vem crescendo exponencialmente em todo mundo e, no Brasil, o cenário não é diferente. Dados apontam que 34% dos brasileiros já possuem acesso à rede, seja de casa, do trabalho ou, inclusive, dos próprios celulares. No campo da construção civil, a internet é usada para troca de informações entre profissionais do ramo como cursos, notícias, dados sobre empreendimentos em todo o mundo e, também, como mecanismo de venda.
Construtoras e imobiliárias com sites diferenciados atraem a atenção de seus consumidores, despertando o interesse pelos seus produtos já no campo virtual. O comércio desse setor mudou bastante nos últimos dez anos, ainda que a compra de um imóvel, por exemplo, não seja feita integralmente pela internet, já que o papel do vendedor é fundamental em alguma etapa do processo. Patrícia Alves, responsável pela área de web do Grupo Thá, de Curitiba (PR), afirma: “creio que para um investidor, que está habituado à avaliação de imóveis e que conhece a região escolhida, esse processo (de compra) pode ser completado on line. No entanto, para o comprador de primeira moradia, certamente a visita ao plantão e a conversa pessoalmente com o corretor são imprescindíveis para que ele se sinta seguro para o fechamento da compra”.

Outro uso frequente da internet é como ferramenta de marketing. Divulgar, promover, posicionar de forma estratégica uma empresa ou produto, diante de um mercado específico. “Estar na rede já não é mais uma opção, é essencial para quem quer ser encontrado”, argumenta o consultor de marketing Olimpio Araujo Junior, da OAJ Gestão de Marketing. As empresas já deixaram o formato básico do site com endereço, telefone e email de contato para trás e hoje trabalham com recursos como fotos, vídeos da obra ou da planta e, inclusive, calculadoras de preço.
Segundo o consultor, não basta mais ter um site para divulgar seus imóveis e empreendimentos. “É preciso ser encontrado, é cada vez mais importante ser indicado e é indispensável ser interativo”. Estar presente na rede é fundamental, se posicionando e garantindo seu espaço no mercado. E para isso, é preciso contar com os profissionais e os recursos adequados: “é necessário trabalhar com o consumidor, entender o seu cliente, usar as ferramentas de marketing adequadas. Qualquer detalhe pode levar seu cliente para o concorrente, que seguramente estará trabalhando sua divulgação através de site e email”, afirma.
Recente pesquisa do IBGE “E-commerce x Varejo de materiais de construção” aponta que do total de entrevistados que diz aceitar receber material de divulgação, 87% afirma preferir recebê-lo por email. Isso demonstra a necessidade de se ter uma boa base de contatos atualizada e frequentemente trabalhada.
Casos de sucesso
Grandes empresas da construção civil já têm resultados expressivos com o uso da internet. A Apolar Imóveis, de Curitiba (PR), além de disponibilizar imagens de seus imóveis com preços e localização, possui ainda um simulador de crédito imobiliário para a compra de novos imóveis. Já a incorporadora Gafisa, de São Paulo, formatou seu site para ser lido também pelo Iphone. A Thá, também de Curitiba, por sua vez, leva o internauta por um tour virtual em todos os cantos do seu novo empreendimento, em 360º graus. “A Thá já está na internet há muitos anos, mas há aproximadamente dois anos o investimento cresceu tendo em vista as tendências de mercado e referências em pesquisa. Foram multiplicados os canais, investido em redes e conteúdos”, ressalta Patrícia Alves, responsável pela área de web da Thá.
Conforme o consultor Olimpio, a construtora Tecnisa tem 27% de seus produtos comercializados via web. Já 70% dos clientes da MRV Engenharia consultam seu site antes de comprar. No caso da Gafisa, as vendas on line representam 25% do total.
Redes sociais na Internet
Recentemente, novas comunidades ganharam força no meio digital. São as chamadas redes sociais, como o orkut, facebook e twitter, que vêm ganhando adeptos a cada dia. Nesses espaços, internautas dos mais diversos lugares trocam opiniões, ideias e informações sobre variados temas, baseadas em suas experiências pessoais. Isso faz com que as informações que circulam na rede sobre determinada empresa ou produto tenham um fundo verossímil muito maior do que se vindas somente da própria empresa.
Daí a importância de ter uma marca com muitos seguidores no twitter ou com muitos fãs no facebook. As redes sociais fornecem o que antes era mais complicado de se obter, a informação mais preciosa, opinião. Informação sobre a reputação de um produto ou empresa, vinda diretamente de quem já viveu a experiência desse produto. Existe uma grande diferença entre escutar a opinião de um vendedor e a de um comprador, finaliza Olimpio.
Entrevistado:
Olimpio Araujo Junior
- Licenciado em Geografia pela UEPG
- Master em Comunicação Integrada de Marketing da Fundação Getulio Vargas (FGV)
- MBA em Gestão Comercial pela FGV.
- Sócio Diretor da Curitiba Business School (CWBS), entre 2008 e 2009.
- Atualmente é Diretor da OAJ Gestão de Marketing, empresa que foi responsável pela gestão da comunicação e marketing do Instituto Superior de Administração e Economia/Fundação Getulio Vargas.
Email:
oaj@gestordemarketing.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Déficit habitacional: uma oportunidade para a construção civil do país
O anúncio do governo federal que pretende zerar o déficit habitacional de 5,8 milhões de domicílios abre novos caminhos para o setor
Por: Camila Braga

Há cerca de três meses, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, anunciou que o déficit habitacional brasileiro havia sido reduzido de 6,3 milhões para 5,8 milhões de domicílios de 2007 para 2008. E acrescentou dizendo que esse número seria zerado até 2023, através de políticas de habitação e dos atuais programas do governo, como o Plano Nacional de Habitação (Planhab), Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com o Planhab, voltado para políticas de habitação, a previsão é que sejam construídas 35 milhões de moradias até 2023. Já o Minha Casa, Minha Vida, que tem por objetivo central combater o déficit habitacional, pretende contratar cerca de três milhões de projetos para a construção de novas residências, de acordo com o Ministério das Cidades.
A diferença entre os dois programas do governo federal é que enquanto o Minha Casa é um projeto de execução – contratação de projetos para construção de casas – , o Planhab é um planejamento de políticas habitacionais, compreendendo todos os programas habitacionais. Lançado em março de 2009, o Minha Casa já está na sua segunda etapa e foi tema de diversas matérias aqui no blog.
Recursos
Para que essas metas sejam atingidas, estima-se que a necessidade do Planhab para sanar o déficit habitacional seja da ordem de R$ 68 bilhões, vindos de diversas fontes, como o Orçamento Geral da União (OGU), FGTS, entre outros. Já o Minha Casa Minha Vida prevê investimentos de até R$ 34 bilhões, originados desde o OGU a fundos que atenderão formas de produção específicas: por exemplo, aportes ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), para produção habitacional por meio de construtoras; e ao Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), o mesmo fundo que já financiava o Programa Crédito Solidário, para produção por meio de cooperativas e associações habitacionais.
Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Cleandro Henrique Krause, esse anúncio demonstra um aquecimento na indústria da construção civil. “Já existem alguns projetos que sinalizam que muitas residências serão construídas, como o Planhab, e é através desses projetos que o déficit será equacionado”, afirma. Conforme o site do Planhab, o horizonte de planejamento para a construção das 35 milhões de habitações é o ano de 2023, com suas revisões correspondentes aos anos de elaboração dos Planos Plurianuais (PPA's): 2011, 2015 e 2019.
Regiões
Dos 5,8 milhões de domicílios, a maioria (82%) está localizada em áreas urbanas. As principais regiões metropolitanas do país abrigam 1,6 milhão desses domicílios, o que representa 27% da carência habitacional. O déficit representa 10,1% do estoque de domicílios do país. A análise por renda mostra que o déficit está concentrado em 82% da população que ganha até três salários mínimos e em 7% da que recebe de três a cinco salários mínimos.
De acordo com os dados oficiais do governo, referentes ao ano de 2007, o déficit habitacional está assim distribuído:
• Região Norte: 652.684 municípios
• Região Nordeste: 2.144.384 municípios
• Região Sudeste: 2.335.415 municípios
• Região Sul: 703.167 municípios
• Região Centro Oeste: 436.995 municípios
De acordo com o Ministério das Cidades, a concentração do maior déficit na região Sudeste se explica por ali estarem as grandes metrópoles, onde é mais frequente as áreas de invasão e as moradias em co-habitação, que caracterizam residências em déficit habitacional. O técnico Cleandro Henrique Krause contextualiza: “as regiões mais afetadas são Sudeste e Nordeste, somando 71,4% da carência habitacional. Mas, o déficit é qualitativamente diferente: no Sudeste é predominantemente urbano, enquanto que no Nordeste se concentra na área rural. Também é importante destacar que 28,9% do déficit está concentrado nos municípios das nove maiores regiões metropolitanas do Brasil”, explica.
Definição
Déficit significa “casas que devem ser construídas para dar conta das necessidades habitacionais das famílias”, afirma Cleandro. O cálculo do déficit habitacional é feito através de uma metodologia da Fundação João Pinheiro, de Belo Horizonte. São considerados em déficit os domicílios rústicos ou improvisados, aqueles que oneram excessivamente a família que ali habita (comprometimento maior que 30% da renda familiar com aluguel entre as famílias que ganham até três salários mínimos) e domicílios onde existe co-habitação, ou seja, mais de uma família morando na mesma residência.
Entrevistado:
Cleandro Henrique Krause
- Arquiteto graduado pela UFRGS
- Mestre em Planejamento Urbano e Regional UFRGS
- Técnico de Planejamento e Pesquisa pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA.
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