Moinho vertical da Cimento Itambé torna-se referência e reforça compromisso do setor com eficiência energética e descarbonização

O desempenho operacional do Moinho Vertical N5 da Cimento Itambé colocou a unidade paranaense em posição de destaque no setor cimenteiro. A empresa recebeu reconhecimento da FLSmidth, fabricante do equipamento, após o moinho atingir uma Eficiência Global do Equipamento (OEE) acumulada de 98,2% ao longo de 12 meses, consolidando a operação como referência internacional em termos de desempenho, estabilidade e confiabilidade.

O indicador OEE reúne três fatores principais: disponibilidade do equipamento, performance produtiva e qualidade. No caso do Moinho Vertical N5, o índice de 98,2% significa que o equipamento esteve praticamente todo o tempo disponível, operou próximo da capacidade nominal e manteve padrões elevados de qualidade.

Reconhecimento da FLSmidth destaca a excelência da operação e a solidez dos sistemas de manutenção da Itambé.
Crédito: Divulgação

Instalado em novembro de 2014, o Moinho Vertical N5, modelo OK 33.4, é o principal moinho na produção de cimento da fábrica da Itambé, em Balsa Nova, no Paraná. Com capacidade de produção de cerca de 1 milhão de toneladas por ano, o equivalente a aproximadamente 150 toneladas por hora, o equipamento produz o cimento CP II-F-40, produto de alto desempenho, amplamente utilizado na construção civil e reconhecido pelos clientes atendidos pela Itambé por sua elevada resistência mecânica, confiável estabilidade e consistente padrão de qualidade. 

Segundo o diretor industrial da Cimento Itambé, Fábio Garcia, trata-se de um ativo estratégico para a companhia. “Esse moinho produz o CP II-F-40, que exige uma moagem mais fina para entregar maior resistência. Por ser um moinho vertical de rolos, ele apresenta um consumo de energia significativamente menor em comparação aos moinhos horizontais, o que reduz custos e aumenta a eficiência do processo”, afirma.

Alta produtividade com menor consumo de energia

Além da relevância produtiva, o moinho vertical se destaca pelo impacto direto na eficiência energética da operação. De acordo com a empresa, o uso da tecnologia de moinhos verticais permite uma redução de até 38% no consumo de energia na operação comparativamente aos moinhos horizontais.

Para Fábio Garcia, a eficiência energética está diretamente ligada à agenda ESG com a qual as empresas do grupo estão engajadas e à descarbonização da indústria. “Esse moinho está conectado a um cimento com menor pegada de carbono. A eficiência energética se traduz em resultado concreto para o negócio e para o meio ambiente”, destaca.

Operação sofisticada e manutenção rigorosa

Equipamento alcança 98,2% de eficiência, demonstrando disponibilidade, performance produtiva e qualidade.
Crédito: Divulgação

Para obter todos os ganhos, o moinho vertical exige um nível elevado de controle operacional e manutenção contínua. Esse é um dos fatores que levou parte do mercado a abandonar essa tecnologia, optando por equipamentos mais robustos, porém menos eficientes do ponto de vista energético.

O gerente de engenharia mecânica da Cimento Itambé, Celso Carvalho, explica que o desempenho alcançado é resultado de disciplina operacional e rotinas rigorosas. “É um equipamento sofisticado. Ele entrega uma performance excelente, mas demanda muita atenção. Nós temos uma parada semanal do moinho para intervenções de manutenção, verificação de lubrificação e controle de desgaste para que ele possa entregar toda performance”, afirma.

A operação também conta com alto grau de automação e monitoramento contínuo, o que garante estabilidade e previsibilidade ao processo produtivo. “A combinação entre manutenção assídua e operação assistida, com sistemas automatizados de controle, é o que sustenta esse nível de eficiência ao longo do tempo”, acrescenta Carvalho.

Parceria tecnológica e reconhecimento internacional

O reconhecimento foi atestado pela FLSmidth, empresa dinamarquesa que fabrica o moinho vertical. Com a presença do vice-presidente da FLSmidth no Brasil, Thiago Coscelli, a empresa destacou a excelência da operação e a solidez dos sistemas de manutenção da Itambé. Para Celso Carvalho, a parceria com a fornecedora foi determinante. “O apoio, a troca de conhecimento e o reconhecimento têm um peso enorme, porque validam que estamos operando o equipamento dentro dos mais altos padrões globais”, afirma.

Dessa forma, o moinho vertical da Cimento Itambé consolida-se como um ativo estratégico não apenas para a empresa, mas como referência para um setor que busca constantemente aumentar eficiência, reduzir emissões e avançar de forma consistente na agenda de descarbonização.

Entrevistados

Fábio Garcia é graduado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá, com MBA pela Cornell University (EUA). Com 23 anos de experiência no setor de cimentos, atualmente é diretor Industrial da Cimento Itambé.

Celso José de Carvalho é graduado em Administração de Empresas com enfoque em Análise de Sistemas, especialista em manutenção e projetos de fábricas de cimento. Com 45 anos de experiência no setor de cimentos, atualmente é gerente de Engenharia Mecânica da Cimento Itambé.

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fabio.garcia@cimentoitambe.com.br

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Jornalista responsável
Ana Carvalho
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Por que o desempenho ao fogo ainda limita a aplicação do UHPC?

O Concreto de Ultra Alto Desempenho (UHPC, na sigla em inglês) tem ganhado espaço na engenharia estrutural por permitir soluções mais esbeltas, leves e mecanicamente eficientes. No entanto, quando o tema é segurança ao incêndio, o material ainda enfrenta importantes desafios técnicos que limitam sua aplicação prática em edificações de maior porte. Apesar de suas excepcionais propriedades mecânicas em condições normais, o UHPC apresenta comportamento menos favorável quando submetido a altas temperaturas.

Segundo o engenheiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fabrício Bolina, o problema está diretamente ligado às propriedades térmicas do material. “Em razão de sua maior densidade, difusividade e baixa porosidade, as estruturas em UHPC tendem a desenvolver campos térmicos mais severos quando submetidas ao incêndio, atingindo temperaturas mais elevadas se comparadas às estruturas de concreto de resistência normal”, comenta.

Além disso, elementos estruturais em UHPC apresentam seções transversais mais esbeltas, o que reduz a inércia térmica e intensifica o aquecimento. “Como consequência, o aquecimento ocorre de forma mais rápida e com maior amplitude, resultando em degradação mecânica mais pronunciada das suas propriedades. Nessas condições, a elevada resistência mecânica do UHPC é comprometida, o que levanta questionamentos quanto à sua aplicabilidade em circunstâncias em que o requisito se faça necessário”, explica Bolina.

Exigências legais e o paradoxo do UHPC

Por sua alta densidade e baixa porosidade, o UHPC apresenta comportamento térmico mais crítico em incêndios.
Crédito: Envato

No Brasil, os requisitos de segurança estrutural em situação de incêndio são de cumprimento obrigatório, conforme exigências uniformes dos Corpos de Bombeiros estaduais. Embora existam exceções relacionadas à altura ou à área construída, elas geralmente se aplicam a edificações de pequena escala — tipologias que dificilmente representam os principais campos de aplicação do UHPC.

O paradoxo, segundo Bolina, está justamente aí. “À medida que a concepção estrutural se torna mais ousada (seja em termos de altura, vãos ou esbeltez), o UHPC se mostra particularmente atrativo em função de suas elevadas propriedades mecânicas. De forma paradoxal, são exatamente essas situações que impõem os requisitos mais rigorosos de segurança estrutural em incêndio”, pontua.

Para Bolina, essa combinação evidencia uma incongruência relevante: o UHPC ganha força justamente nos cenários em que as exigências de desempenho ao fogo são mais severas, o que constitui uma barreira técnica significativa para a aplicação do UHPC nestas edificações.

Proteção passiva: solução técnica, mas com impacto econômico

Apesar das limitações, o desempenho ao fogo não deve ser interpretado como um impeditivo absoluto ao uso do UHPC. Bolina faz um paralelo direto com as estruturas metálicas, conhecidas por sua elevada sensibilidade ao incêndio, mas amplamente utilizadas na construção civil graças à adoção de sistemas de proteção passiva.

“No caso das estruturas metálicas, é comum o uso de pinturas intumescentes, revestimentos projetados, envelopamentos ou mantas que retardam a elevação da temperatura”, afirma. A mesma lógica pode ser aplicada ao UHPC, mas com ressalvas. Essas soluções implicam custos adicionais, além de exigirem planos de manutenção ao longo da vida útil da edificação, o que reduz a competitividade econômica do material frente ao concreto convencional”, aponta Bolina.

Ausência de casos reais de incêndio com UHPC

Até o momento, Bolina aponta que desconhece registros documentados de estruturas em UHPC que tenham enfrentado situações reais de incêndio. “Essa ausência de registros está associada, em grande medida, à ainda limitada e relativamente recente aplicação do UHPC em obras civis. Dado o número reduzido de edificações e obras de grande porte executadas com UHPC, é estatisticamente plausível que eventos de incêndio ainda não tenham ocorrido ou, se ocorreram, não tenham sido objeto de divulgação técnica ou científica. Assim, com base no conhecimento técnico e bibliográfico atualmente disponível, pode-se afirmar que não há registros de edificações em UHPC que tenham sofrido incêndio”, explica.

Pesquisas internacionais e comparativos inéditos

Desde 2024, Fabrício Bolina vem conduzindo pesquisas voltadas à avaliação do desempenho do UHPC em situação de incêndio, muitas delas em parceria com universidades dos Estados Unidos, Itália e Portugal. Entre os estudos de maior relevância, destaca-se a análise comparativa entre uma estrutura em UHPC e outra em concreto convencional, ambas projetadas para apresentar desempenho mecânico equivalente em condições normais de uso.

Quando submetidas à ação do fogo — especialmente em edificações de grande altura, onde os requisitos de segurança são mais rigorosos — os resultados indicaram que, apesar de demandar maior consumo de material e seções transversais mais robustas, a estrutura em concreto convencional tende a se mostrar economicamente mais viável quando os critérios de resistência ao incêndio são considerados. “Todos os grupos de pesquisa com os quais tenho colaborado convergem para esse mesmo resultado”, destaca o pesquisador.

À época do início dos estudos, havia uma lacuna significativa na literatura técnica, com pouquíssimos trabalhos que comparassem, de forma direta, o desempenho do UHPC e do concreto convencional sob exposição ao fogo. No contexto brasileiro, Bolina foi um dos primeiros a realizar essa análise comparativa, além de estimar propriedades térmicas do UHPC a partir de composições típicas do mercado nacional.

Os resultados evidenciaram, de maneira inédita naquele momento, a maior suscetibilidade do UHPC às elevadas temperaturas, sobretudo em função de suas características térmicas e geométricas — conclusões que, posteriormente, foram corroboradas por estudos de outros grupos de pesquisa internacionais.

Bolina ressalta, contudo, que os achados não têm como objetivo desqualificar o material. “O UHPC é um material de desempenho excepcional. Como qualquer outro empregado na construção civil, apresenta limitações pontuais que precisam ser reconhecidas e tratadas em projeto”, afirma. Para o pesquisador, com abordagens técnicas coerentes e orientadas ao desempenho em situação de incêndio, a tendência é que o UHPC ocupe um espaço progressivamente maior na engenharia estrutural.

Fonte

Fabrício Bolina é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuando na área de estruturas. Engenheiro Civil, possui Doutorado em Engenharia de Segurança contra Incêndio pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Atual coordenador da ABNT NBR 15200 — Projeto de Estruturas de Concreto em Situação de Incêndio. É autor dos livros “Patologia de Estruturas” e “Modelagem de Estruturas de Concreto em Elementos Finitos”.

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fabriciobolina@gmail.com

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Fachadas altas evoluem como sistemas de engenharia e impulsionam a industrialização dos edifícios

As fachadas de edifícios altos atravessam um processo de transformação profunda na construção civil. Impulsionadas pela escassez de mão de obra qualificada, pelo avanço tecnológico e por exigências cada vez mais rigorosas de desempenho, elas deixam de cumprir apenas uma função estética e passam a ser tratadas como sistemas técnicos fundamentais para a eficiência, a segurança e a vida útil das edificações.

Para o arquiteto Ricardo Amaral, o futuro das fachadas está diretamente ligado à industrialização. “A tendência é que as fachadas sejam compostas por elementos pré-fabricados, produzidos fora do canteiro de obras, com maior controle de qualidade, precisão e racionalização do processo construtivo, sendo posteriormente montados na edificação”, afirma. Segundo ele, esse movimento não impõe uma linguagem arquitetônica única, permitindo desde soluções minimalistas até formas orgânicas, cada vez mais presentes na arquitetura contemporânea.

Obras de médio e grande portes na região de Dubai utilizam componentes industrializados
Crédito: Envato

Industrialização responde à crise de mão de obra

A dificuldade de contratar e formar profissionais especializados tem acelerado a adoção de sistemas industrializados, especialmente em edifícios altos, onde a complexidade construtiva e os riscos operacionais são maiores. Nesse contexto, a fachada passa a ser pensada desde as etapas iniciais do projeto, integrada às decisões de arquitetura, engenharia e logística.

A engenheira civil Jéssica Dantas, diretora do Ibracon e da Alconpat Brasil, destaca que o futuro das fachadas caminha para soluções cada vez mais integradas e performáticas. “A fachada deixa de ser apenas um elemento estético e passa a ser tratada como um sistema técnico crítico, responsável por desempenho térmico, durabilidade, segurança, manutenção e até eficiência operacional do edifício”, ressalta.

Dubai como laboratório de inovação em fachadas

No cenário internacional, Dubai se consolidou como uma das principais referências em fachadas de edifícios altos, reunindo escala, investimento e sedenta por inovação. A cidade tem adotado de forma intensiva a pré-fabricação, o uso de projeto paramétrico e a automação tanto na fabricação quanto na montagem dos sistemas.

Amaral observa que praticamente todas as obras de médio e grande porte na região utilizam componentes industrializados. “Fachadas, estruturas secundárias e elementos de vedação são amplamente pré-fabricados, garantindo velocidade de execução, precisão e redução da dependência de mão de obra no canteiro”, afirma. Ele explica que, enquanto edifícios icônicos exploram geometrias orgânicas, as torres muito altas tendem a adotar linhas mais retas, em função de condicionantes técnicos como vento, comportamento estrutural e eficiência construtiva.

Arquiteto Ricardo Amaral explica que as fachadas precisam oferecer eficiência térmica, durabilidade e alta performance
Crédito: Divulgação

Jéssica Dantas complementa que Dubai trata a fachada quase como um produto industrial. “Há uso intensivo de painéis pré-fabricados de alta complexidade, com concreto arquitetônico, sistemas híbridos e fabricação robotizada, além de BIM avançado para controle dimensional e sistemas mecanizados de instalação”, informa.

Eficiência térmica, durabilidade e performance

A definição técnica das fachadas tem impacto direto no desempenho global das edificações, especialmente em torres residenciais e corporativas. Materiais e sistemas adequados contribuem para o conforto térmico, redução do consumo energético e maior durabilidade. “As fachadas precisam oferecer eficiência térmica, durabilidade e alta performance. Hoje, há uma ampla variedade de soluções, como vidros de alta performance, sistemas metálicos e revestimentos tecnológicos, que protegem a edificação e ampliam sua vida útil”, explica Amaral.

De acordo com Jéssica, a produção em ambiente controlado reduz falhas e manifestações patológicas. “O controle de interfaces, juntas e sistemas de fixação melhora significativamente a durabilidade e a previsibilidade do comportamento do edifício ao longo da vida útil”, detalha.

Customização industrializada redefine o canteiro

Outra tendência que ganha força é a customização industrializada, que combina identidade arquitetônica com produtividade. A lógica é permitir variações controladas dentro de sistemas modulares, mantendo eficiência de custo e prazo. “A customização industrializada permite variar geometrias, aberturas e elementos de sombreamento por meio do projeto paramétrico, sem perder o controle industrial”, explica Jéssica Dantas. Para ela, esse modelo é especialmente relevante em edifícios altos, onde imagem, desempenho e eficiência precisam coexistir.

Nesse cenário, as fachadas altas consolidam-se como um dos principais vetores de inovação da construção civil, integrando engenharia, tecnologia e arquitetura para responder às demandas técnicas, econômicas e ambientais dos empreendimentos verticais contemporâneos.

Jéssica Dantas afirma que o futuro das fachadas caminha para soluções cada vez mais integradas e performáticas
Crédito: Divulgação

Entrevistados

Jéssica Dantas é engenheira civil e Mestre em Inovação na Construção Civil pela Universidade de São Paulo (USP). Diretora do IBRACON e da ALCONPAT Brasil, atua na linha de frente da transformação do setor como Coordenadora de Qualidade e Desenvolvimento Tecnológico na Cyrela. Palestrante em eventos nacionais e internacionais. Professora e coordenadora da pós-graduação em Inovação e Industrialização da Construção Civil no IDD.

Ricardo Amaral é arquiteto graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), fundador do escritório Ricardo Amaral Arquitetos Associados e da Geplan – Gerenciamento e Planejamento de Obras. Membro da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), possui mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos urbanos e corporativos.

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Ana Carvalho
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MCMV: teto dos imóveis das faixas 1 e 2 é ampliado

O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou em dezembro de 2025 a atualização dos valores máximos dos imóveis enquadrados nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado a famílias com renda mensal de até R$ 4.700.

As mudanças entraram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e revisam os tetos de preços para municípios com mais de 750 mil habitantes e para aqueles com população entre 300 mil e 750 mil, nas categorias de metrópoles e capitais regionais. Os reajustes variam entre 4% e 6%.

Com isso, os valores máximos passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, o que deve estimular a oferta de moradias e ampliar o alcance do programa.

“Essas famílias vão poder financiar imóveis um pouco mais caros e um pouco melhores. Famílias que moram em Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza ou Salvador, por exemplo, vão poder financiar imóveis de até R$ 270 mil para as faixas 01 e 02. Lembrando que o faixa 3 financia imóveis de até R$ 350 mil, enquanto o faixa 4, classe média, até R$ 500 mil. Com as regras aprovadas, o Conselho fecha os ajustes do MCMV que vão vigorar a partir de janeiro. As famílias vão poder financiar imóveis melhores no Brasil inteiro, vão ter mais subsídio – com destaque para a região Norte. Vamos dar quase R$ 20 mil a mais de subsídio para a região norte do que estávamos dando antes. As famílias vão poder adquirir sua casa com maior apoio do Minha Casa, Minha Vida. Vamos ter em 2026 um orçamento recorde para o programa”, anunciou Hailton Madureira, secretário executivo do Ministério das Cidades.

Ainda de acordo com Ministério, os ajustes aprovados agora passam a integrar o conjunto de medidas anunciadas em novembro pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), que tem a definição de um orçamento recorde do FGTS para 2026, no valor de R$ 160,5 bilhões — sendo R$ 144,5 bilhões direcionados especificamente para a área habitacional.

Para Madureira, 2026 será um ano de avanço na contratação de moradias pelo programa .“Em 2025, batemos 2 milhões de casas contratadas pelo programa, e queremos chegar a 3 milhões em 2026. Só o MCMV com crédito do FGTS e do fundo social, a gente pretende financiar 750 mil novas casas no Brasil”, comenta Madureira.

MCMV por regiões

O reajuste inclui mais 75 municípios e 51,8 milhões de habitantes, complementando decisões anteriores do Conselho e passando a abranger todo o país. Destaque para as capitais do Norte e Nordeste, todas contempladas, reforçando o papel do programa na redução do déficit habitacional e das desigualdades regionais.

Valores máximos para as faixas 1 e 2 do MCMV passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil.
Crédito: Ministério da Casa Civil

Na região Sul, o valor máximo a ser financiado foi reajustado. “Isso vai beneficiar quase todas as cidades do Brasil. O destaque aqui vai para Porto Alegre e Curitiba, cujo novo teto é de R$ 270 mil. Mas dou ainda mais destaque para a região Norte, que além de ter novos tetos, vai ter uma nova curva de subsídios – que pode chegar a R$ 65 mil. É o momento para as famílias brasileiras aproveitarem. Com a reforma do imposto de renda, haverá recursos liberados, tem a nova isenção para quem ganha até R$ 5 mil de não pagar imposto de renda. Então deve ter uma renda disponível nova”, aponta Madureira.

Expectativa do mercado

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, em 2026, as vendas do mercado imobiliário devem se manter elevadas, impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida, mas o crédito para a média e alta renda deve se contrair.

A principal diferença entre 2025 e 2026, segundo Ana Maria Castelo, está no comportamento das famílias. Após um ano de estabilidade, provocado pela postergação de obras e reformas diante dos juros elevados, a expectativa é de retomada.

“No cenário-base, projetamos crescimento de 2,7% do PIB da construção em 2026, com desempenho das empresas em linha com 2025, mas com uma recuperação importante da demanda das famílias”, afirma Ana Maria Castelo. A estimativa considera avanço de cerca de 2,6% no consumo das famílias, após estagnação no ano anterior.

A FGV ainda trabalha com um cenário pessimista, de crescimento de 1,3%, e um cenário otimista, de 3,4%, a depender principalmente do ritmo de queda dos juros e da efetivação dos programas de crédito.

Em comunicado, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) destacou que a ampliação para novas faixas de renda e as novas regras de crédito — que aumentará o funding  para até 100% da poupança e o teto maior no valor do imóvel —, aliadas às mudanças no Imposto de Renda, buscam recompor a capacidade de compra da classe média e reduzir o déficit habitacional.

Efeitos da faixa 4 do MCMV em 2025

Em 2025, uma ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida passou a incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil e imóveis com valor de até R$ 500 mil.

Para as incorporadoras, esse movimento trouxe uma mudança no comportamento do consumidor, que se tornou mais exigente.

“É um comprador que não aceita o básico. Ele quer um bom condomínio clube, áreas de convivência e projetos bem resolvidos. Esse tipo de estrutura, que antes era comum apenas em segmentos superiores, virou um diferencial competitivo no MCMV. Hoje, o cliente quer morar bem desde o primeiro imóvel”, explica Luã Brandalise, COO da Blendi Incorporadora, que atua há seis anos em construções MCMV. 

Para Marcos Vinicius, sócio-fundador da Habras, a mudança teve um impacto social positivo, além de impulsionar o mercado imobiliário, atraindo a classe média e aumentando a demanda.

“A Faixa 4 ampliou o público-alvo dos empreendimentos da construtora, especialmente para clientes com renda intermediária que buscavam imóveis de maior padrão sem abrir mão dos benefícios do programa. Isso trouxe mais segurança para as operações comerciais e aumentou a velocidade de vendas dos nossos empreendimentos que estão disponíveis para este público. Muitos compradores conseguiram enquadrar-se nas condições facilitadas, por isso o impacto nas vendas foi positivo. A estratégia é expandir a presença da Faixa 4 em diferentes regiões, trazendo novas opções para clientes que buscam imóveis com mais conforto e infraestrutura. A faixa 4 movimenta tanto a construção civil quanto o crédito habitacional, ampliando o mercado consumidor e acelerando o giro de vendas de empreendimentos”, explica o executivo.

Fontes

Hailton Madureira é secretário executivo do Ministério das Cidades.

Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV/ Ibre.

Marcos Vinicius é sócio-fundador da Habras.

Luã Brandalise é COO da Blendi Incorporadora.

Contatos

Hailton Madureira imprensa@cidades.gov.br

Ana Maria Castelo ana.castelo@fgv.br

Marcos Vinicius veronica.rocha@digitaltrix.com.br

Luã Brandalise amanda@noarcomunicacao.com

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Impressão 3D com concreto avança no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala

A impressão 3D com concreto começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante no debate sobre inovação na construção civil brasileira. Após anos restrita a laboratórios e protótipos, a tecnologia entra em uma fase de transição para aplicações práticas, com projetos em escala real, participação de startups, universidades e construtoras, além de um crescente interesse do mercado por soluções mais produtivas e sustentáveis.

Segundo especialistas, o Brasil reúne condições favoráveis para o desenvolvimento da manufatura aditiva na construção, como diversidade de materiais, base acadêmica consolidada e desafios estruturais que estimulam novas soluções. Ainda assim, a consolidação da tecnologia depende de avanços regulatórios, definição de modelos de negócio e identificação clara de nichos onde a impressão 3D seja competitiva.

Da pesquisa à obra

Para Victor Keniti Sakano, sócio fundador da Portal3D, a tecnologia já superou a fase puramente conceitual. “Hoje eu vejo a impressão 3D com concreto no Brasil num estágio de transição entre a pesquisa e a aplicação prática. As primeiras provas de conceito já estão sendo realizadas e algumas delas em escala real, o que mostra que a tecnologia já saiu do papel”, afirma. Ele destaca que a Portal3D já possui peças instaladas em espaços públicos e projetos privados, o que demonstra maturidade técnica e operacional.

Esse movimento não ocorre de forma isolada. Outras empresas brasileiras também vêm desenvolvendo soluções próprias, contribuindo para a formação de um ecossistema mais adaptado às condições locais. A interação com universidades e centros de pesquisa tem sido decisiva para validar materiais, processos e desempenho estrutural.

Impressão 3D exige uma reorganização completa do processo construtivo
Crédito: Envato

Normas ainda são entrave

Apesar dos avanços, a ausência de normas específicas permanece como um dos principais obstáculos para a ampliação do uso da impressão 3D com concreto. Atualmente, os processos de extrusão não estão contemplados nas normas técnicas brasileiras, o que obriga cada projeto a passar por análises e ensaios individualizados. “O principal obstáculo hoje é que as normas brasileiras ainda não contemplam processos de extrusão de concreto. Cada projeto precisa ser justificado com ensaios estruturais, documentação e laudos específicos, o que torna a aprovação mais lenta”, explica Sakano. Segundo ele, a geração de dados técnicos por empresas e universidades tende a embasar, no futuro, guias e referências para normas nacionais.

Já o professor Vanderley John, da Universidade de São Paulo (USP), avalia que as barreiras normativas existem, mas não são determinantes neste momento. “Nós temos no Brasil o sistema de aprovação técnica do SINAT, do PBQP-H, que resolve pelo menos na habitação”, afirma. Para ele, o maior desafio está em desenvolver soluções robustas, de baixo custo, com maior produtividade e menor impacto ambiental.

Alto padrão e habitação econômica

As aplicações da impressão 3D com concreto se dividem, atualmente, entre projetos de alto padrão e iniciativas voltadas à habitação de interesse social, com propostas e ganhos distintos. No segmento habitacional de interesse social, a tecnologia apresenta potencial para reduzir desperdícios, acelerar prazos e diminuir a dependência de mão de obra especializada. “A impressão 3D oferece benefícios claros como velocidade de execução, redução de desperdício e menor necessidade de mão de obra altamente especializada. É um segmento em que a tecnologia pode gerar impacto social direto”, diz Sakano. Ele aponta o uso de materiais alternativos e rejeitos minerais como estratégia para reduzir custos e ampliar a escala.

No alto padrão, o foco não está apenas na produtividade, mas também na liberdade formal. Fachadas curvas, geometrias complexas e elementos arquitetônicos personalizados tornam-se viáveis com a manufatura aditiva, ampliando as possibilidades de expressão arquitetônica.

Perspectivas para 2026

Para os próximos anos, a expectativa é de crescimento gradual, com aplicações ainda pontuais, porém cada vez mais qualificadas. Vanderley John observa que, no cenário atual, a impressão 3D já encontra espaço comercial em objetos de decoração, móveis urbanos e alguns empreendimentos imobiliários marcantes, enquanto a tecnologia amadurece para usos mais amplos.

Mais do que uma nova máquina no canteiro de obras, a impressão 3D exige uma reorganização completa do processo construtivo, com planejamento digital, integração entre projeto e execução e controle rigoroso de materiais. As empresas que conseguirem estruturar essa cadeia de forma eficiente tendem a liderar a próxima etapa de consolidação da tecnologia no Brasil, em um setor cada vez mais pressionado por custos, sustentabilidade e produtividade.

Entrevistados

Vanderley Moacyr John é graduado em Engenharia Civil pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado no Royal Institute of Technology da Suécia. Professor da Escola Politécnica, coordenador da EMBRAPII CICS USP e do hubIC.

Victor Keniti Sakano é graduado em Engenharia Civil, mestre e doutor pela Escola Politécnica da USP. Atualmente, é pós-doutorando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e cofundador da Portal 3D, startup de base tecnológica dedicada à manufatura aditiva com materiais cimentícios.

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vmjohn@usp.br

victor@p3dbr.com

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Litoral do Paraná recebe pacote histórico de obras

O Litoral do Paraná vive um dos maiores ciclos de investimentos de sua história, com obras em andamento que abrangem mobilidade, contenção da erosão, revitalização urbana, saneamento e logística portuária. Os projetos, espalhados por diferentes municípios, têm como foco melhorar a qualidade de vida da população, impulsionar o turismo e fortalecer a competitividade econômica da região.

"Por muito tempo, o Litoral foi deixado de lado e nós decidimos investir muito nos municípios para atrair turistas, negócios e fomentar as nossas baías de Guaratuba e Paranaguá. O Paraná tem um Litoral incrível e que, com toda essa revitalização, já está vivendo um novo momento. O Governo do Estado continuará investindo para garantir melhorias nos sete municípios", diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Duplicação da PR-412 avança em Matinhos

Duplicação da PR-412 entre Matinhos e Pontal do Paraná atingiu 6,53% de execução.
Crédito: Roberto Dziura Jr/AEN

A duplicação da PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná, já atingiu 6,53% de execução (dezembro de 2025), com investimento de R$ 17,9 milhões do total de R$ 274,5 milhões previstos, segundo o Governo do Estado do Paraná. Nesta fase inicial, os trabalhos se concentram na terraplenagem das novas vias marginais, implantação do sistema de drenagem e execução da sub-base das pistas, que receberão pavimento asfáltico.

À medida que as marginais forem concluídas, o tráfego será desviado para permitir a demolição da pista atual e a construção de um novo pavimento rígido de concreto, com placas de 21 centímetros de espessura. A obra inclui ainda três novas obras de arte especiais — duas pontes e um viaduto —, além de calçadas, ciclovias bidirecionais, iluminação viária e áreas de estacionamento. O trecho tem 14,28 quilômetros e a previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2028.

“Essa obra vai atender tanto moradores e turistas quanto o transporte de empresas. É uma intervenção que amplia a capacidade da rodovia, reduz congestionamentos e aumenta a segurança de pedestres e ciclistas, pois também contará com ciclovias, passeios e iluminação”, explica Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

Leia mais: Duplicação da PR-412 em Matinhos promete transformar mobilidade no litoral do Paraná

Guaratuba: engorda da praia e revitalização urbana

Em Guaratuba, o Governo do Estado lançou o edital para a contratação integrada da revitalização da orla, incluindo projeto e execução das obras. O modelo segue o padrão adotado em Matinhos e contempla a modernização da Praia Central, Praia de Caieiras e Prainha, em um trecho de 4,7 quilômetros.

O projeto prevê a engorda da faixa de areia em até 100 metros, melhorias no sistema de drenagem e a implantação de nove estruturas marítimas — como guias de corrente, espigões e headlands — para conter a erosão, melhorar a balneabilidade e ampliar a vazão das águas pluviais. Estima-se o uso de 1,1 milhão de metros cúbicos de areia, retirada de jazidas no próprio oceano.

Ponte de Guaratuba chega a 88% de execução e entra na fase final.
Crédito: Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba

Além das intervenções costeiras, estão previstos novos calçamentos, ciclovias, pistas de caminhada, iluminação, paisagismo, mobiliário urbano e acessibilidade.

Orla Histórica de Guaratuba terá novo cartão-postal

Outro destaque é a revitalização da Orla Histórica de Guaratuba, no entorno da Praça dos Namorados, com investimento estimado em R$ 24 milhões. O projeto, desenvolvido pelo Paraná Projetos, entra agora na fase de licitação e prevê uma requalificação completa de uma área de cerca de 10,8 mil metros quadrados.

Entre os principais elementos está a construção de um grande deck de madeira ao longo da orla, novos espaços de convivência, bancos, espreguiçadeiras e paisagismo. As vias do entorno receberão pavimentação com blocos intertravados de concreto, sistema que favorece a drenagem e facilita a manutenção. A obra deve começar ainda este ano e será executada em duas etapas para minimizar impactos durante a alta temporada.

“A orla histórica de Guaratuba enfrenta desafios quanto à preservação do centro histórico e à modernização da infraestrutura urbana. Este projeto surge como resposta a essas demandas, melhorando a qualidade de vida da população local e proporcionando uma experiência mais agradável aos turistas”, explica Ricardo Amaral, arquiteto responsável pelo projeto.

Leia mais:Revitalização da Orla de Guaratuba prevê engorda da faixa de areia e novas obras de infraestrutura

Revitalização dos molhes e do guia-corrente de Pontal do Sul chega a 92% e será entregue ainda este ano, com investimento de R$ 9,4 milhões.
Crédito: Cauê Mendes/Prefeitura de Pontal do Paraná

Ponte de Guaratuba

A construção da Ponte de Guaratuba encerrou 2025 com 88% de execução e entra na reta final, com previsão de entrega em abril. A etapa de infraestrutura foi totalmente concluída, com a finalização das 64 estacas que compõem a base da estrutura. O trecho estaiado, considerado o mais simbólico da obra e futuro cartão-postal da região, já soma 250 metros dos 320 previstos, além de avanços na instalação dos estais e nas estruturas de sustentação.

Na superestrutura, a maior parte das vigas longarinas já foi posicionada, restando apenas trechos no lado de Matinhos. As frentes de trabalho também seguem em ritmo acelerado nos acessos viários, com obras de contenção, drenagem, terraplenagem e pavimentação em ambos os lados da ponte. A expectativa é concluir os encaixes finais entre os diferentes trechos da estrutura nas próximas semanas, consolidando a ligação definitiva entre Guaratuba e Matinhos.

Moegão chega a 80% e revoluciona a logística portuária

No Porto de Paranaguá, as obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, segundo Portos do Paraná. Com investimento superior a R$ 650 milhões, o complexo vai centralizar a recepção ferroviária de granéis vegetais e distribuir as cargas para 11 terminais interligados.

No Porto de Paranaguá, as obras do Moegão alcançaram 80,29% de
execução, com investimento superior a R$ 650 milhões.
Crédito: Divulgação Portos do Paraná

Quando entrar em operação, o sistema terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, com descarga de até 900 vagões por dia. Além de elevar a produtividade, o Moegão também reduzirá interferências no tráfego urbano e eliminará manobras ferroviárias dentro dos terminais.

O projeto integra um amplo plano de modernização do porto, que inclui novos leilões de áreas, a construção de um píer em “T” e a concessão do canal de acesso, que permitirá a entrada de navios maiores.

Ilha do Mel recebe pacote de obras sustentáveis

Na Ilha do Mel, estão sendo investidos R$ 33,5 milhões em um conjunto de obras que inclui saneamento, revitalização de passarelas, praças e equipamentos turísticos. A principal intervenção é a implantação do sistema de esgotamento sanitário, com investimento superior a R$ 30 milhões.

O projeto transformará a ilha na primeira do Brasil sem veículos a combustão a contar com sistema completo de coleta e tratamento de esgoto. Além disso, 33 passarelas estão sendo revitalizadas, novas praças estão em construção e espaços públicos passam por requalificação.

As obras caminham em paralelo à implantação do novo Marco Regulatório da Ilha do Mel, que estabelece diretrizes para o uso sustentável do território e amplia a participação da comunidade local nas decisões.

Pontal do Paraná: molhe e requalificação da orla

Na Ilha do Mel, R$ 33,5 milhões estão sendo investidos em saneamento, passarelas, praças e infraestrutura turística.
Crédito: Daniel Castellano/SEDEST

A revitalização dos molhes e do guia-corrente de Pontal do Sul já atingiu 92% de execução e deve ser entregue ainda este ano. A obra, com investimento de R$ 9,4 milhões, é fundamental para o desassoreamento do canal, a segurança da navegação e a contenção da erosão.

O projeto inclui nova cota de coroamento, ampliação da largura, ajustes de taludes, implantação de headland, sinalização náutica e uma passarela de 150 metros. As estruturas também funcionam como recifes artificiais, ampliando a biodiversidade marinha.

Paralelamente, o município iniciou a primeira fase da requalificação da orla, com 3,66 quilômetros de extensão, entre os balneários de Monções e Canoas. O investimento é de R$ 34,5 milhões e inclui novo calçamento, ciclovias, pistas de caminhada, quiosques, áreas de lazer e melhorias de acessibilidade. A segunda fase, que prevê mais 2,77 quilômetros, já está licenciada.

Fontes

Janice Kazmierczak Soares é diretora técnica do DER/PR.

Ricardo Amaral é o arquiteto responsável pelo projeto da revitalização da orla de Guaratuba.

Contatos

Janice Kazmierczak Soares - comunicacao@der.pr.gov.br

Ricardo Amaral - contato@ricardoamaralarquitetos.com.br

Jornalista responsável: 
Marina Pastore – DRT 48378/SP 
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Mercado do cimento projeta crescimento moderado em 2026, sustentado por programas habitacionais, infraestrutura e saneamento

O mercado brasileiro de cimento chega a 2026 com expectativas de expansão, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado nos últimos dois anos. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas em 2025 alcançaram 67 milhões de toneladas, resultado de um crescimento de 3,7%, o que consolidou a retomada iniciada no ano anterior. Para o próximo ciclo, a avaliação do setor é de cautela, combinada com oportunidades estruturais que podem sustentar o consumo.

Flávio Guimarães, economista do SNIC, aponta que a demanda por cimento deve seguir em trajetória de crescimento em 2026, condicionadas à efetivação de políticas públicas e investimentos voltados à habitação, ao saneamento e à logística. O contexto macroeconômico, porém, impõe limites a uma performance mais robusta. “O crescimento, no entanto, deve ser menor do que o registrado nos dois últimos anos, acompanhando o desempenho da economia”, afirma.

Juros altos e crédito restrito impõem desafios

A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado e o alto nível de endividamento das famílias seguem pressionando a construção civil. Em 2025, a Selic permaneceu em 15% ao ano, encarecendo o crédito imobiliário, reduzindo a atratividade do financiamento via poupança e tornando ativos imobiliários menos competitivos frente às aplicações financeiras. “O elevado grau de inadimplência e a concorrência do orçamento doméstico com gastos não essenciais continuam afetando a capacidade de investimento das famílias”, destaca Guimarães. Em contrapartida, o mercado de trabalho aquecido e a expansão da massa salarial funcionam como amortecedores parciais desse cenário.

Indústria do cimento projeta 2026 de crescimento moderado, sustentado por políticas públicas, inovação construtiva e investimentos em infraestrutura.
Crédito: Envato

Minha Casa, Minha Vida segue como principal motor

No segmento habitacional, o programa Minha Casa, Minha Vida permanece como o principal vetor de demanda para a indústria do cimento. A nova meta do governo federal de contratar 3 milhões de unidades habitacionais entre 2023 e 2026 representa um aumento significativo em relação ao objetivo inicial. Esse volume de contratações tende a gerar impacto direto no consumo do insumo, ao sustentar a produção de moradias populares em todo país.

“O programa tem apresentado desempenho positivo e já superou a meta inicial, o que levou o governo a ampliar o objetivo. Essa nova meta deve demandar cerca de 13,5 milhões de toneladas de cimento no período”, explica Flávio Guimarães.

Industrialização avança com falta de mão de obra

A dificuldade de contratação de trabalhadores nos canteiros tem acelerado a adoção de sistemas industrializados na construção civil. Produtos pré-moldados, argamassas industrializadas e componentes fabricados fora do canteiro ampliam participação no mercado e impactam positivamente a demanda por cimento.

Para Flávio Guimarães, trata-se de uma tendência estrutural. “A utilização de produtos industrializados acelera a execução das obras e proporciona mais segurança, pois são fabricados com base em normas técnicas e sob rigoroso controle de qualidade”, avalia.

Nesse contexto, soluções construtivas industrializadas, como paredes de concreto moldadas in loco e o uso de blocos de concreto, ganham relevância ao viabilizar maiores volumes de produção com mais eficiência e menor custo, especialmente diante da escassez de mão de obra no setor.

Infraestrutura e saneamento ampliam oportunidades

Na infraestrutura, o pavimento rígido de concreto desponta como alternativa estratégica para rodovias e vias urbanas, em linha com diretrizes de durabilidade e redução de emissões. Com apenas 13% da malha rodoviária brasileira pavimentada, o potencial de expansão é significativo, inclusive em obras de restauração por meio do whitetopping.

O saneamento básico também deve seguir aquecido em 2026, impulsionado por leilões e investimentos privados associados ao novo marco legal do setor. Obras estruturantes de água e esgoto tendem a reforçar a demanda por cimento ao longo do ano.

Diante desse conjunto de fatores, a indústria projeta um ano de 2026 com crescimento moderado, sustentado por políticas públicas, inovação construtiva e investimentos em infraestrutura. Um cenário menos expansivo do que nos anos recentes, mas ainda promissor para um setor que completa um século de atuação no país atento aos desafios econômicos e ambientais.

Entrevistado

Flávio Guimarães é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem experiência no mercado financeiro e de construção, atuando há mais de 20 anos no setor de cimento. Integrante do Conselho Empresarial de Economia e do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da FIRJAN. Atualmente, é economista do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), responsável pelas análises macroeconômicas e do mercado de cimento e sua segmentação.

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Industrialização avança na construção e se consolida como diferencial competitivo

A industrialização da construção civil deixou de ser uma aposta de nicho para se tornar uma estratégia cada vez mais presente nas incorporadoras e construtoras brasileiras. Impulsionada pela falta de mão de obra qualificada, pela necessidade de ganhos de produtividade e pela busca por maior controle financeiro, o movimento aproxima o setor de uma lógica industrial, com processos mais padronizados, previsíveis e eficientes.

Esse avanço ocorre em um momento em que o setor projeta crescimento moderado. Segundo estudo do SindusCon-SP em parceria com o FGV Ibre, é estimado alta de 2,7% no PIB da construção civil em 2026, impulsionado por investimentos públicos e privados, novos modelos de financiamento habitacional e um ciclo consistente de obras de infraestrutura. Nesse cenário, métodos industrializados surgem como resposta direta aos gargalos históricos da atividade.

De acordo com o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a industrialização da construção vem se consolidando como uma resposta aos principais gargalos do setor. “Diante da dificuldade de contratar mão de obra qualificada, as empresas buscam soluções que reduzam a dependência de trabalho intensivo, aumentem a produtividade e tragam maior previsibilidade aos prazos e custos”, destaca.

Assim, a industrialização e os sistemas pré-moldados ganham espaço no Brasil, alinhados com uma tendência global. Além disso, a industrialização reduz a dependência do canteiro e diminui riscos de atrasos, retrabalhos e impactos climáticos.

Industrialização tem sido a resposta aos principais gargalos do setor.
Crédito: Envato

Projeto pensado para fabricar e montar

Na base dessa transformação está o DFMA, sigla para Design for Manufacturing and Assembly. Segundo Gustavo Selig, CEO do Grupo Hestia, o conceito redefine a forma como os empreendimentos são concebidos. “Trata-se de uma filosofia que orienta a edificação a ser pensada desde a origem para facilitar sua fabricação e montagem. Na prática, significa projetar sistemas e componentes padronizados, produzidos em ambiente industrial e montados no canteiro de forma rápida e precisa”, afirma.

Dentro desse mesmo movimento de industrialização, os sistemas pré-fabricados seguem a mesma lógica. Elementos como pilares, vigas, lajes e painéis são produzidos fora do canteiro, em fábricas com controle rigoroso de processos e qualidade, e posteriormente transportados para montagem na obra. Já a construção modular representa um nível ainda mais avançado, ao empregar módulos tridimensionais completos, que podem sair da indústria com instalações e acabamentos prontos, sendo conectados no local para formar o edifício com maior rapidez, precisão e previsibilidade.

Ganhos em custo, prazo e sustentabilidade

Entre os principais diferenciais da construção industrializada está a previsibilidade. Ao adotar processos padronizados e repetíveis, os custos e prazos passam a ser definidos com maior precisão. A qualidade também é beneficiada, uma vez que a produção ocorre em ambientes industriais controlados, com menor variabilidade, redução de erros e diminuição significativa de retrabalhos.

Outro fator relevante é a sustentabilidade. A redução do desperdício de materiais no canteiro e o uso mais eficiente de recursos aproximam o setor de práticas alinhadas aos critérios ESG, cada vez mais valorizados por investidores e clientes. “Além disso,há melhorias importantes na segurança do trabalho, pois grande parte das atividades ocorre em fábricas, em condições mais seguras”, acrescenta Selig.

Aceleração de obras

Eduardo Zaidan é vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.
Crédito: Divulgação

A redução de prazos está diretamente associada ao paralelismo das atividades. Enquanto o canteiro executa fundações e infraestrutura, componentes e módulos são produzidos simultaneamente na fábrica. Quando chegam à obra, esses elementos são apenas montados em ritmo mais acelerado, em muitos casos, concentrado em dias ou semanas. “O DFMA garante que o projeto já esteja otimizado para essa montagem, reduzindo ajustes e retrabalhos. No controle de custos, o processo industrial oferece menos desperdício, redução de custos indiretos e maior previsibilidade orçamentária. Mesmo quando o custo inicial parece maior, o custo total do projeto tende a ser mais competitivo”, afirma ele.

Tendência que já se traduz em prática

No Brasil, o uso de pré-fabricados de concreto já se consolidou como prática recorrente em edifícios comerciais, industriais e obras de infraestrutura. A construção modular, por sua vez, avança em segmentos como hotéis, hospitais e empreendimentos residenciais, enquanto grandes incorporadoras passam a adotar cada vez mais os conceitos de DFMA em projetos habitacionais, buscando velocidade de execução, padronização e eficiência.

Com perspectivas positivas para o setor em 2026 e um ambiente cada vez mais exigente em relação à produtividade e ao controle, a industrialização deixa de ser apenas uma tendência e se consolida como um diferencial competitivo para empesas que buscam crescer de forma sustentável na construção civil.

Entrevistados

Eduardo Zaidan é vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.

Gustavo Selig é engenheiro civil graduado pela PUC-PR, com Mestrado em Administração de Empresas e Negócios pela FGV-PR. Cofundador e presidente do Grupo Hestia, atua há mais de 30 anos no mercado imobiliário paranaense.

Contato
rmontagnini@sindusconsp.com.br (Assessoria de Imprensa)

gustavo.selig@grupohestia.com.br

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Ana Carvalho
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Infraestrutura catarinense exige R$ 57 bilhões em investimentos até 2029

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia que o estado precisará investir R$ 57 bilhões entre 2026 e 2029 para que sua infraestrutura de transportes consiga acompanhar o ritmo de crescimento da indústria e da economia. O valor consta na Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, que mapeia gargalos históricos e aponta obras consideradas prioritárias pela entidade.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a agenda funciona como um norte para o setor produtivo. “A agenda da infraestrutura é sempre um balizador para os empresários para saber aonde devemos chegar”, afirmou.

Segundo o levantamento, cerca de 75% dos recursos deverão vir da iniciativa privada, especialmente por meio de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e investimentos diretos em portos, rodovias e aeroportos.

Rodovias saturadas e turismo pressionando o sistema

Modal rodoviário representa 68,7% do estado e onde se encontram os maiores gargalos. Contorno Viário da Grande Florianópolis.
Crédito: Arteris Litoral Sul

De acordo com o estudo, a matriz de transportes mostra que o modal rodoviário representa 68,7% do estado. “E, de fato, os gargalos maiores estão neste meio de transporte”, afirma Egídio Martorano, presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC.

Seleme alertou para o colapso da malha rodoviária catarinense, especialmente no eixo entre Joinville e Florianópolis, região que concentra crescimento populacional, atividade industrial e fluxo turístico.

“Devemos ter um planejamento de Joinville até Florianópolis. Quem não mora na beira da praia e precisa sair dois metros para trás vai ter problemas. As nossas rodovias estão colapsadas. Estamos sempre fazendo uma meia-sola, e vamos ter problemas”, disse.

A preocupação se intensifica a cada chegada do verão. A expectativa é de que Santa Catarina receba cerca de 3 milhões de turistas para a temporada de 25/26, sendo que 600 mil chegarão de avião, desembarcando principalmente em Navegantes e Florianópolis e depois se deslocando entre as praias. “Imagine o verão que vamos ter”, pontuou.

Em Florianópolis, segundo Seleme, as limitações geográficas dificultam novas soluções viárias. “De um lado tem mangue e mar, do outro Mata Atlântica. Eles não estão conseguindo fazer projetos novos. Tudo o que estão fazendo é acostamento e pequenas ampliações de pista. Não tem condições.”

Para o presidente da FIESC, o problema vai além da falta de recursos: é também uma questão de visão estratégica. “Não adianta ir buscar dinheiro lá fora se não há um projeto macro para os próximos 50 ou 100 anos. Temos que pensar muito na nossa infraestrutura para o futuro.”

Ferrovias esquecidas e dependência excessiva das rodovias

Outro ponto crítico levantado por Seleme é a ausência de uma malha ferroviária eficiente no estado. Ele lembrou que regiões como Caçador, já foram estruturadas a partir do transporte ferroviário.

“A estrada de ferro não existe mais e a rodovia é a mesma. Hoje, praticamente só temos a BR-116 para sair do estado. O Brasil estava em evolução e o Sul praticamente parou. O desenvolvimento veio todo para o litoral, que tem basicamente uma rodovia de norte a sul.”

Seleme citou ainda a sobrecarga prevista para a BR-101 nos próximos anos, especialmente na região de Joinville e da BR-280, onde estão concentrados grandes complexos portuários. “Nos próximos anos, deve aumentar em mil contêineres por dia o fluxo na BR-101.”

Infraestrutura como fator decisivo para atração de investimentos

A agenda da FIESC abrange todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aeroviário e dutoviário. Para Seleme, sem conectividade eficiente, o estado perde competitividade internacional.

“Não tem como você trazer um estrangeiro e colocá-lo num carro para viajar cinco ou seis horas até uma fábrica. Ele desiste”, afirmou Seleme.

Ele também defendeu a ampliação da aviação regional, destacando os esforços do governo estadual para levar voos ao interior. “Vários aeroportos foram reformados. Estão sendo oferecidos subsídios para companhias aéreas. Se não fizer isso, não há interesse.”

Investimentos e papel da iniciativa privada

Dos R$ 57 bilhões estimados, R$ 40,2 bilhões devem ser destinados às rodovias, seguidos por investimentos em ferrovias (R$ 9,9 bilhões), infraestrutura aquaviária (R$ 4,89 bilhões), aeroviária (R$ 991,9 milhões) e dutoviária (R$ 873,1 milhões).

A maior parte dos recursos deverá vir do setor privado, com previsão de R$ 42,6 bilhões em aportes. Entre os projetos estão a ampliação dos portos de Navegantes e Itapoá, parcerias público-privadas (PPPs) para dragagem e aprofundamento do canal da Baía da Babitonga, além de investimentos em rodovias concessionadas e aeroportos como Florianópolis e Jaguaruna.

Para Seleme, esse modelo é inevitável. Segundo ele, essa infraestrutura precisa contar com recursos privados e ser financiada por meio da cobrança pelo uso.

Mobilização política e social

O presidente da FIESC avalia que o volume de investimentos representa um desafio diante da escassez de recursos públicos e da imprevisibilidade orçamentária, sobretudo nos projetos que dependem da União.

“Precisamos fazer um grande esforço e unir toda a sociedade catarinense, as entidades empresariais, o Executivo e nossos parlamentares para uma grande mobilização em prol da melhoria da nossa infraestrutura”, afirmou. “Esse é um tema estratégico, que hoje afeta negativamente todos os setores econômicos, comprometendo a competitividade do estado, a geração de emprego e renda e o desenvolvimento socioeconômico catarinense.”

Obras consideradas prioritárias

Entre as prioridades apontadas pela FIESC estão:

  • Conclusão das duplicações da BR-470 e da BR-280
  • Manutenção das rodovias federais
  • Adequação de capacidade da BR-282 e BR-163
  • Conclusão da BR-285
  • Segunda etapa da bacia de evolução e canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí
  • Recuperação e ampliação dos molhes de Imbituba
  • Aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga (PPP)

Segundo a entidade, a previsibilidade de recursos é essencial para garantir prazos e evitar que obras se arrastem por décadas.

Planejamento

Martorano destaca que, no entendimento da FIESC, é fundamental ter o Plano Estadual de Logística de Transporte incorporado. “Como estes portos estão projetados? Quais os acessos? Como eles vão influir nos corredores?”, questiona.

Sobre o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), Martorano destacou que é fundamental colocar Santa Catarina no contexto logístico nacional. “Nossos portos, que são de referência, não estão contemplados nestes corredores nacionais. Estes planejamentos têm que prever a inserção de Santa Catarina, bem como planejar o futuro e falar de diversificação de matriz”, propõe.

Outra questão que o planejamento deve levar em consideração é a logística resiliente a eventos severos, preservação das faixas de domínio e das áreas non aedificandi” bem como acesso das áreas lindeiras e planos diretores municipais e o zoneamento ecológico-econômico.

Fontes

Gilberto Seleme é presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina.

Egídio Martorano é presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC.

Contato

faleconosco@fiesc.com.br

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Marina Pastore – DRT 48378/SP 
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Agenda: confira os principais eventos da construção civil em 2026

Quer se organizar para acompanhar os principais encontros da construção civil, cimento e concreto? O Massa Cinzenta reuniu os eventos mais relevantes do setor ao longo do ano para ajudar no seu planejamento. Confira a seleção a seguir.

Janeiro

World of Concrete

Data: 19 a 22 de janeiro

Local: Las Vegas, Estados Unidos

Site para inscrição: https://www.worldofconcrete.com

Valor para participar: A partir de US$ 105

A World of Concrete (WOC) 2026, a maior feira internacional de construção em concreto e alvenaria, reunirá no espaço Las Vegas Convention Center empreiteiros, construtores, empresários e profissionais do setor para a maior vitrine de produtos inovadores da história do evento, com mais de 200 expositores estreantes e quase 100 categorias de soluções, incluindo materiais compósitos, concreto usinado, pavimentadoras, bombas para concretagem e muito mais. O evento contará ainda com o programa educacional mais abrangente já realizado, com mais de 150 sessões que incluem desde aplicações técnicas e gestão de projetos até protocolos de segurança, incluindo mais de 60 tópicos inéditos, ambiente bilíngue com tradução em tempo real e workshops interativos. Entre as sessões exclusivas estão painéis sobre previsões econômicas, engenharia de construtibilidade, colaboração entre empreiteiros e engenheiros, desempenho de misturas de concreto, diversidade e liderança feminina, além de seminários sobre robótica e pisos de alta precisão.

Março

CONEXPO-CON/AGG 2026

Data: 03 a 07 de março

Local: Las Vegas, Nevada, EUA.

Site para inscrição: https://www.conexpoconagg.com/

Valor para participar: A partir de US$ 289

A CONEXPO-CON/AGG 2026 é um dos maiores eventos globais do setor de construção pesada, reunindo profissionais, empresas, fabricantes e líderes do setror em uma experiência prática e estratégica que vai além das palestras tradicionais, com máquinas em operação, testes de tecnologias e contato direto com fabricantes e especialistas. O evento cobre toda a cadeia da construção pesada — de asfalto, agregados e concreto a terraplenagem, transporte e gestão de frotas — e oferece uma programação educacional robusta, com mais de 150 sessões, painéis e workshops sobre temas como inteligência artificial, sustentabilidade, segurança, força de trabalho e inovação. Destaque para o Ground Breakers Keynote Stage, que apresenta empresas e soluções que estão redefinindo o futuro do setor, consolidando a feira como um espaço essencial para antecipar tendências, gerar negócios e fortalecer a competitividade.

Abril

FEICON

Data: 07 a 10 de abril de 2026

Local: São Paulo – SP

Site para inscrição: https://www.feicon.com.br/pt-br.html

A FEICON é a principal feira de construção civil e arquitetura do Brasil, abrindo o calendário do setor e reunindo mais de 1.000 marcas em oito pavilhões, com expositores nacionais e internacionais de acabamentos, estruturas, instalações e externos. O evento oferece mais de 200 horas de conteúdo ministrado por especialistas, ditando tendências, apresentando lançamentos e tecnologias, e conectando varejistas, distribuidores, engenheiros, construtores, arquitetos e demais profissionais. Com foco em conteúdo, inovação, relacionamento e negócios, a FEICON funciona como plataforma de inspiração e networking durante todo o ano. Dentro da feira, acontece a Feiconference, 2ª Conferência Internacional de Construção e Arquitetura, que reúne gestores para debater práticas sustentáveis, transformação digital, liderança estratégica e novos modelos de negócios, redefinindo o futuro do setor.

MAIO

SEMTEC 2026 - Seminário Técnico da Indústria de Cimento e Cal

Data: 19 a 21 de maio

Local: Belo Horizonte – MG

Site para inscrição: https://semtecimento.com.br/

Valor para participar: A inscrição será totalmente gratuita para os funcionários da indústria de cimento e cal, incluindo refeições.

O SEMTEC 2026 – Seminário Técnico da Indústria de Cimento e Cal é um evento focado em inovações e boas práticas em todas as áreas de produção e manutenção da indústria de cimento e cal. Com mais de 50 estandes e a presença de palestrantes de empresas renomadas, o seminário oferece uma oportunidade única de aprendizado, networking e participação em premiações. Criado em 2016, o SEMTEC surgiu para suprir a necessidade de um seminário didático voltado à capacitação de técnicos do setor, oferecendo acesso a novas tecnologias, manutenção, indústria 4.0 e otimização de processos, de forma mais acessível e regional, em contraste com outros eventos centralizados em São Paulo.

ENIC 2026 - Encontro Internacional da Indústria da Construção

Data: 19 a 21 de maio

Local: São Paulo – SP

Site para inscrição: https://cbic.org.br/enic/

Valor para participar: A partir de R$ 336

O Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reúne líderes empresariais, autoridades, especialistas, representantes da academia e profissionais do setor para antecipar tendências, debater políticas públicas e impulsionar o crescimento da construção no Brasil. Em 2026, o evento consolida um formato ainda mais internacional, inovador e integrado, organizado em seis hubs temáticos — Negócios, Tecnologia, Inovação, Sustentabilidade, Pessoas e Internacional — que estruturam conteúdos estratégicos e promovem conexões entre ideias, conhecimento, novas tecnologias e oportunidades de negócios, criando um ambiente qualificado para transformação sustentável e fortalecimento de marcas junto aos principais tomadores de decisão do setor.

ICOLD 2026 Annual Meeting + 94th Annual Meeting International Commission on Large Dams

Data: 21 a 29 de maio

Local: Guadalajara, Mexico

Site: https://www.icoldmexico2026.com/about-5-3

Valor para participar: A partir de US$ 600

O International Symposium on Large Dams – ICOLD 2026 reunirá especialistas de mais de 100 países para debater o futuro das barragens diante dos desafios globais de água, energia e sociedade. Parte da 94ª Reunião Anual da ICOLD, o evento é um dos mais importantes fóruns internacionais sobre gestão, segurança, projeto, construção, monitoramento e reabilitação de barragens e infraestruturas hídricas, com forte foco em resiliência climática, sustentabilidade, inovação tecnológica e governança. A programação inclui simpósios técnicos, workshops, sessões plenárias, exposições, visitas técnicas e atividades culturais, promovendo a troca de conhecimento científico, experiências práticas e soluções estratégicas para o desenvolvimento seguro e sustentável das barragens em um mundo em transformação.

3ª Construsul BC

Data: 26 a 29 de maio

Local:  Balneário Camboriú – SC

Site para inscrição: https://feiraconstrusulbc.com.br/home/

Em sua terceira edição, a Construsul BC se consolida como um dos principais eventos do setor da construção civil, reunindo expositores e promovendo um ambiente estratégico de negócios e relacionamento. A feira apresenta soluções que abrangem toda a cadeia produtiva, desde a fundação ao acabamento, com foco em eficiência, sustentabilidade e redução de custos operacionais. Marcas líderes e importantes fornecedores expõem inovações em áreas como argamassas, aditivos, impermeabilizantes, sistemas construtivos, iluminação, elétrica, revestimentos, tintas, portas, janelas, cozinhas, banheiros, ferramentas, máquinas e equipamentos. Em paralelo, o evento conta com uma programação gratuita de palestras técnicas e painéis, voltada à atualização profissional e à discussão das principais tendências e desafios da construção civil.

JUNHO

7th fib Congress

Data: 15 a 19 de junho

Local: Lisboa – Portugal

Site para inscrição: https://fiblisbon2026.pt/

Valor para participar: A partir de 400€

O 7º fib Congress, será realizado em Lisboa, reunindo especialistas, pesquisadores, engenheiros e líderes da indústria do concreto estrutural de todo o mundo para discutir o futuro do setor sob o tema “Concreto Estrutural 2050: Rumo à Neutralidade de Carbono, Projeto com IA e Construção Robótica”. O congresso destaca a sustentabilidade como objetivo central e explora o impacto de tecnologias emergentes, como inteligência artificial, BIM, gêmeos digitais, automação e impressão 3D, aplicadas ao projeto, à construção e à reabilitação de estruturas de concreto. Ao longo da programação, palestras magnas, sessões técnicas, apresentações de cases, atividades voltadas a jovens engenheiros e estudantes, além de uma exposição técnica da indústria, promovem a integração entre pesquisa e prática, abrangendo desde materiais de baixo carbono e soluções em estruturas pré-fabricadas até reforço sísmico, durabilidade e grandes obras de engenharia.

7º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções (CBPAT 2026)

Data: 24 a 27 de junho

Local: São Paulo – SP

Site para inscrição: https://cbpat.org.br/

Valor para participar: A partir de R$ 300

O 7º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções (CBPAT 2026) é o principal fórum técnico-científico nacional dedicado a debates sobre controle da qualidade, diagnóstico, prevenção e recuperação de recuperação de estruturas e sistemas construtivos, reunindo profissionais da construção civil, pesquisadores, empresas, estudantes e gestores públicos. Promovido pela ALCONPAT Brasil, o evento integra academia e mercado por meio de palestras magnas, sessões científicas, minicursos, concurso estudantil e exposição técnica, abordando temas como patologia de estruturas de concreto, aço e madeira, impermeabilização, fundações, fachadas, retrofit, infraestrutura, desempenho das edificações, segurança contra incêndio e o uso de inteligência artificial na construção. Com caráter internacional e foco em soluções técnicas sustentáveis, o CBPAT 2026 reforça seu papel na difusão de conhecimento aplicado e na promoção de práticas de excelência para a durabilidade, segurança e desempenho das obras no Brasil.

Eventos discutem práticas sustentáveis, tecnologias como BIM e gêmeos digitais, além de inovações do mercado.
Crédito: Concrete Show

JULHO

Construsummit

Data: 01 e 02 de julho

Local: Florianópolis -SC

Site para inscrição: https://sienge.com.br/construsummit/

O Construsummit é o maior evento de gestão e tecnologia da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, reunindo executivos, especialistas e empresas que lideram a transformação digital e a integração da cadeia do setor. Na edição de 2026, o evento aprofunda o debate sobre a nova era da construção, com foco em dados, inteligência artificial, gestão, crédito, produtividade e tecnologia como ferramentas para antecipar cenários socioeconômicos e transformar desafios em oportunidades. Com palestras que apresentam decisores, cases reais e discussões estratégicas que vão além do evento, o Construsummit se destaca pelo forte estímulo ao networking de alto nível e pelo acesso direto a insights aplicáveis para C-levels, gestores, engenheiros, incorporadores, construtoras e fornecedores.

AGOSTO

Construsul

Data: 04 a 07 de agosto

Local: Porto Alegre – RS

Site para inscrição: https://feiraconstrusul.com.br/home/

A Construsul – Feira Internacional da Construção chega à sua 27ª edição em 2026 consolidada como uma das mais relevantes na região Sul, tendo como pilares a geração de negócios, a inovação e a atualização profissional. O evento reúne toda a cadeia produtiva da construção, acabamentos e infraestrutura, com a participação de mais de 300 empresas expositoras e um público altamente qualificado, que inclui construtoras, incorporadoras, lojistas, engenheiros, arquitetos, indústrias e profissionais do setor. Além da área de exposição, a Construsul oferece uma programação gratuita de palestras, seminários e workshops, com debates sobre tecnologia, novos métodos construtivos, construção a seco, cidades resilientes, gestão hídrica e tendências que apontam os caminhos para o futuro da construção, integrando conteúdo técnico, inovação e networking em um único espaço.

Brazil Equipo Show

Data: 04 a 07 de agosto

Local: Jaguariúna – SP

Site para inscrição: https://beshow.com.br/

O Brazil Equipo Show (BES) é um evento internacional outdoor inovador que vai além do modelo tradicional de feiras, reunindo toda a cadeia dos setores de construção, mineração e agro em um ambiente dinâmico, voltado à inovação, ao networking e à geração de negócios. Considerado o grande espetáculo ao ar livre de equipamentos e tecnologias no Brasil, o evento reúne os principais players do mercado e apresenta as mais recentes soluções em máquinas, implementos, peças, serviços e novas tecnologias, com destaque para demonstrações ao vivo e testes de equipamentos em operação. Com público altamente qualificado e, mais recentemente, uma programação de congresso técnico dedicada a temas como digitalização, big data, produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional, o BES se consolida como um ponto de encontro estratégico para profissionais e empresas que buscam liderar a transformação e o futuro desses setores.

Concrete Show

Data: 25 a 27 de agosto

Local: São Paulo – SP

Site para inscrição: https://www.concreteshow.com.br/pt/home.html

O Concrete Show South America é o maior e mais completo evento da cadeia construtiva do concreto na América Latina e integra o circuito internacional World of Concrete. Realizado anualmente, o evento reúne há mais de 16 anos empresários, profissionais, executivos, pesquisadores e estudantes de mais de 30 países, promovendo conteúdo técnico qualificado, networking e oportunidades de negócios para toda a cadeia do concreto e da mineração. Reconhecido como o principal ponto de encontro do setor, o Concrete Show apresenta as mais recentes tecnologias, produtos e tendências, além de uma programação robusta de conhecimento, com destaque para o Congresso Construindo Conhecimento, que reúne seminários e debates realizados em parceria com as principais associações da construção civil.

SETEMBRO

Damsweek 2026 - Semana de barragens 2026

Data: 20 a 26 de setembro

Local: Belém – PA

Site para inscrições: https://cbdb.org.br/evento/dams-week-2026?lang=pt-BR

A Damsweek 2026 será realizada em Belém (PA), na Região Amazônica, em um contexto estratégico marcado pelo período pós COP30, quando temas centrais da agenda ambiental global, como desenvolvimento industrial sustentável e gestão de recursos hídricos, estarão em evidência. Promovido pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o evento cria um ambiente qualificado para a troca de conhecimentos e o fortalecimento da engenharia de barragens e de estruturas de disposição de rejeitos, com foco em segurança e sustentabilidade ambiental, reunindo profissionais, acadêmicos, empresas e instituições públicas e privadas. A programação contará, de forma excepcional, com a reunião do INCA (ICOLD National Committees of the Americas), ampliando a participação internacional e o intercâmbio de boas práticas científicas e técnicas, além de fomentar networking estratégico em uma região que abriga algumas das maiores e mais relevantes estruturas de barragens do país.

Paving Expo 

Data: 22 a 24 de setembro

Local: São Paulo – SP

Site para inscrições: https://paving.com.br/

Valor para participar: A entrada no Paving Expo é gratuita. No entanto, para participar da Paving Conferece, os valores começam em R$ 660.

A Paving Expo é um evento de negócios em infraestrutura viária e rodoviária do Brasil, consolidado como uma das principais plataformas do setor ao chegar à sua 9ª edição. Reunindo as empresas mais influentes do cenário global, o evento promove inovação, conexões estratégicas e experiências práticas, além de integrar a Paving Conference, o principal congresso técnico nacional em infraestrutura, pavimentação, segurança viária e construção. Com uma programação robusta de debates, palestras e trilhas temáticas que abordam máquinas e equipamentos, pavimentos asfálticos e de concreto, sinalização e segurança viária, geotecnia, ESG, inovação e tecnologia, a Paving Expo conecta poder público, concessionárias, construtoras e especialistas, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento da mobilidade, das rodovias inteligentes e da infraestrutura do país.

Modern Construction Show – 2ª Feira Internacional da Construção Industrializada

Data: 29 de setembro a 01 de outubro

Local: São Paulo – SP

Site para inscrições: https://modernconstructionshow.com.br/

O Modern Construction Show é um ponto de encontro da transformação tecnológica e industrial da construção civil no Brasil, reunindo líderes, especialistas, empresas, investidores e representantes do poder público em um ambiente voltado à geração de negócios, inovação e antecipação de tendências. O evento integra conteúdo técnico de alto nível com experiências práticas e imersivas, como demonstrações ao vivo, cases reais e tecnologias aplicadas, destacando soluções em construção industrializada, pré-fabricados, BIM, modularização, automação de obras e práticas sustentáveis. Com forte foco em networking qualificado e aplicabilidade imediata, o Modern Construction Show conecta toda a cadeia produtiva — de construtoras, incorporadoras e projetistas a universidades, entidades setoriais e órgãos públicos — promovendo conhecimento, parcerias estratégicas e soluções escaláveis para o futuro da construção.

67º Congresso Brasileiro do Concreto

Data: 30 de setembro a 03 de outubro

Local: Natal - RN

Site para inscrições: https://site.ibracon.org.br/

O 67º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), é o maior fórum técnico nacional dedicado à tecnologia do concreto e aos seus sistemas construtivos. O evento reúne profissionais, pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior para a divulgação e o debate de pesquisas científicas, avanços tecnológicos, normas técnicas, metodologias construtivas, materiais e inovações aplicadas às estruturas de concreto. Com uma programação voltada à sustentabilidade, durabilidade, pavimentos de concreto, projetos estruturais e gestão técnica, o congresso se consolida como um espaço fundamental de troca de conhecimento, atualização profissional e desenvolvimento do setor.

OUTUBRO

 FEICON Rio

Data: 06 a 08 de outubro

Local: Rio de Janeiro – RJ

Site para inscrições: https://www.feiconrio.com.br/pt-br.html

Pela primeira vez realizada no Rio de Janeiro, a FEICON Rio marca a expansão desta grande feira de construção civil e arquitetura à cidade, ampliando o alcance de um evento já consolidado em São Paulo. Com um mix completo de soluções em acabamentos, estruturas, instalações e áreas externas, a feira reúne os principais players do setor para apresentar tendências, inovações e lançamentos, além de oferecer workshops, palestras, espaços de inovação e um ambiente estratégico para networking e geração de negócios. Posicionada como uma plataforma de relacionamento, conhecimento e oportunidades ao longo de todo o ano, a FEICON Rio se consolida como um ponto de encontro essencial para profissionais e empresas que buscam crescimento, inovação e grandes contratos na construção civil brasileira.

Fontes

World of Concrete (WOC)

CONEXPO-CON/AGG 2026

FEICON

SEMTEC 2026

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

International Commission on Large Dams

Sul Eventos Feiras Profissionais

IBRACON

Modern Construction Show

Paving Expo

Brazil Equipo Show

Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB)

fib Congress

Concrete Show

International Commission on Large Dams (ICOLD)

Sienge

CBPAT

Jornalista responsável: 
Marina Pastore – DRT 48378/SP 
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