Seconci-SP passa a usar aplicativo nos levantamentos técnicos nas obras

Técnico de segurança não precisará mais anotar as informações nem voltar ao Seconci-SP para passá-las a limpo.
Crédito: Envato

Desde o dia 02 de janeiro, a equipe técnica de segurança do trabalho do Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), vem utilizando o aplicativo Btime em seus levantamentos e análises de risco nos canteiros de obras, em todo o Estado de São Paulo.

O app foi desenvolvido especialmente para as necessidades da entidade, proporcionando agilidade, qualidade e rastreabilidade das informações, de acordo com José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP, e Ricardo Marcon, coordenador de Engenharia de Segurança do Trabalho.

“Nos levantamentos técnicos nas obras, o técnico de segurança não irá mais anotar as informações, voltar à entidade e passá-las a limpo, para encaminhamento posterior à central da digitação do Seconci-SP. No celular corporativo, ele abrirá o aplicativo que espelha os laudos e programas, e introduzirá as informações, transmitindo-as on line diretamente à central de digitação”, explicam Bassili e Marcon.

Para Sonia Moreira, responsável pelos Projetos de Tecnologia da Informação no Seconci-SP, o Btime está alinhado com a estratégia da diretoria da instituição de promover inovação, implementando novas ferramentas, automatizando procedimentos e aprimorando a qualidade e produtividade dos serviços oferecidos pela entidade.

Vantagens do Btime

Segundo Bassili e Marcon, as vantagens do uso do aplicativo são várias:

  • Prevenção de equívocos que eventualmente poderiam ocorrer ao transcrever informações a partir de anotações feitas em papel;
  • A obtenção de velocidade tanto na digitação quanto na transferência das informações;
  • A produtividade é incrementada, pois, após inspecionar um local de construção, o técnico pode seguir diretamente para outro canteiro, eliminando a necessidade de retornar à sede do Seconci-SP;
  • Ao abolir o consumo de papel e ao economizar combustível devido à diminuição das viagens dos técnicos, ocorre uma redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Gestão de atividades

Sobretudo, uma das grandes vantagens do Btime é que ele oferece uma perspectiva de gestão das atividades em andamento e concluídas, conforme destacado por Bassili e Marcon. Ele fornece detalhes sobre quem executou as tarefas, a localização geográfica, bem como os horários de início e término. Além disso, possibilita a inclusão de imagens e vídeos para a elaboração dos documentos necessários. As informações transmitidas são sincronizadas com a plataforma central onde todos os dados pertinentes são armazenados.

Fontes:
José Bassili é gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP. 
Ricardo Marcon é coordenador de Engenharia de Segurança do Trabalho.
Sonia Moreira é responsável pelos Projetos de Tecnologia da Informação no Seconci-SP.

Contato
Assessoria de imprensa Seconci-SP - rafael.marko@seconci-sp.org.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
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A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Urbanismo verde pode ser um aliado ao combate às enchentes

Parque Barigui, em Curitiba (PR), foi projetado para receber o excesso de água do rio e evitar o fluxo para as áreas residenciais.
Crédito: Prefeitura de Curitiba

Ultimamente, com as mudanças climáticas, várias cidades no Brasil vêm sofrendo com os efeitos causados pelas chuvas e enchentes. No último final de semana, um temporal atingiu o Rio de Janeiro e deixou 12 mortos. De acordo com Felipe Guerra e Débora Ciociola, arquitetos do Jaime Lerner Arquitetos Associados (JLAA), para além dos piscinões, reservatórios que captam o excesso de água das chuvas nos bairros, existem soluções urbanísticas multifuncionais e integradas ao meio ambiente que as cidades podem adotar para evitar os alagamentos. 

Para Guerra e Débora, as soluções para lidar com o escoamento de chuva incluem a implementação de sistemas integrados de drenagem, como jardins, áreas permeáveis para a absorção de água da chuva, parques e lagoas artificiais. Essas estratégias não apenas abordam a questão do escoamento pluvial, mas também desempenham um papel significativo ao oferecer espaços de lazer valiosos para a comunidade.

Os arquitetos citam o exemplo do Parque Barigui, em Curitiba (PR). Segundo Débora e Guerra, ele foi projetado para receber o excesso de água do rio de mesmo nome e evitar o fluxo para as áreas residenciais. Por isso, alguns dias depois da enchente que ocorreu em outubro de 2023, o local estava praticamente “recuperado” e voltando a receber pessoas.

Outros parques de Curitiba também foram projetados em áreas estratégicas para receber o excedente de água das chuvas. No Bairro Novo do Caximba, por exemplo, está prevista a construção de um parque linear, como forma de absorção para as grandes chuvas. Guerra e Débora apontam que a solução curitibana está dentro do conceito de “cidade-esponja”, que consiste no uso de equipamentos verdes, como jardins e canteiros que cumprem a função de micro drenagem da água, e parques com lagoas para formar o ecossistema de macrodrenagem, que atuam como canalizadores da água excedente da chuva.

Como funciona este sistema que une macro e micro drenagem?

A incorporação de elementos de infraestrutura verde promove práticas que visam à sustentabilidade da gestão da água de forma conjunta com a manutenção de áreas urbanas vegetadas, o que contribui com o microclima e com a qualidade ambiental urbana em sua totalidade, segundo Débora. 

“A macrodrenagem envolve o gerenciamento de grandes volumes de água pluvial em áreas extensas, o que inclui a criação de bacias de detenção - geralmente associadas a parques urbanos - e outras estruturas planejadas para controlar o fluxo da água em momentos de altos índices pluviométricos. Já a micro drenagem tem foco em superfícies menores como ruas, calçadas, praças e terrenos particulares em que técnicas diversas são aplicadas, como pavimentação permeável e diversos dispositivos de retenção para gerenciar a água em uma escala mais localizada”, afirma Débora. 

Débora relata que esse sistema é inovador ao lidar com os desafios relacionados ao gerenciamento de águas pluviais em áreas urbanas de forma sistêmica. 

“Essa abordagem busca gerenciar não apenas as águas pluviais, mas também melhorar a qualidade ambiental urbana e criar cidades mais resilientes. Ela requer uma abordagem colaborativa entre governos, comunidades e setor privado, além de um planejamento urbano que priorize a sustentabilidade com a incorporação de diretrizes de zoneamento que incentivem práticas sustentáveis e o desenvolvimento de infraestrutura verde nas áreas urbanas”, opina Débora. 

Vantagens x desafios

Débora destaca que os sistemas que incorporam macro e micro drenagem com infraestrutura verde têm o potencial de maior eficácia, pois permitem a infiltração da água no solo, reduzindo o escoamento superficial. 

“A infraestrutura verde também ajuda a filtrar poluentes da água pluvial, melhorando a qualidade da água que chega aos corpos d’água. Ainda, abordagens verdes tendem a ser mais adaptáveis às mudanças climáticas, pois podem lidar melhor com eventos climáticos como chuvas intensas, enquanto métodos tradicionais podem ser mais vulneráveis, com maior propensão a inundações e danos”, justifica a arquiteta.

Débora também aponta que o custo inicial das infraestruturas verdes ou “soluções baseadas na natureza” pode ser mais alto devido à necessidade de implementação do sistema que inclui pavimentos permeáveis, canteiros de infiltração, arborização, praças e parques, lagoas e sistemas de retenção de água. Por outro lado, os métodos convencionais podem ter custos iniciais mais baixos, uma vez que são amplamente utilizados; porém, no longo prazo a infraestrutura verde tende a ter custos operacionais mais baixos já que muitos dos seus elementos exigem menos manutenção.

Manutenção das áreas verdes

São diversos os desafios relacionados à manutenção de áreas verdes urbanas e sistemas de macro e micro drenagem, uma vez que demandam uma abordagem integrada que envolva a colaboração entre governos locais, comunidades, setor privado e especialistas em meio ambiente, de acordo com Débora. 

“A educação ambiental e o engajamento comunitário são cruciais para promover a conscientização e a sustentabilidade no longo prazo. A aplicação de políticas públicas ambientais e a integração de soluções inovadoras podem contribuir para enfrentar esses desafios de maneira mais eficaz. Alguns destes desafios são a poluição do solo por contaminação química por meio da exposição a poluentes atmosféricos e resíduos urbanos, o acúmulo de resíduos sólidos com sua deposição inadequada e a pressão urbana com o crescimento rápido e desordenado das cidades que pode ameaçar áreas verdes. Além disso, as alterações climáticas podem potencializar inundações devido a eventos extremos como chuvas intensas, sobrecarregando os sistemas de drenagem. Com relação à manutenção técnica, os custos financeiros e a integração de tecnologias avançadas para monitoramento em tempo real e gerenciamento são também desafios relevantes e precisam ser considerados para o sucesso das infraestruturas verdes e sistemas integrados de drenagem”, recomenda a arquiteta.

Como adaptar a diferentes cidades e biomas?

Débora destaca que várias cidades pelo mundo têm utilizado esta forma de planejar as cidades, principalmente na China e na Europa. “No Brasil, algumas cidades estão desenvolvendo ou já possuem planos para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, mas é preciso implementá-los agora”, salienta.

Embora os conceitos da infraestrutura verde sejam os mesmos, cada região, cidade ou área urbana possui um contexto específico. “Uma cidade plana que se insere num bioma mais árido com baixo índice pluviométrico certamente demandará soluções divergentes daquelas elaboradas para uma cidade com topografia íngreme, banhada por cursos d’água e com regime intenso de chuvas. Uma cidade que possui grande quantidade de edifícios pode adaptar estes terraços com vegetação ou mesmo com hortas urbanas compartilhadas. O uso de tecnologias limpas na mobilidade poderá contribuir com a redução do lançamento de partículas poluentes e consequente melhoria da qualidade do ar e da saúde da população. O importante é observar características locais e construir soluções que sintetizem boas práticas de forma adequada”, pondera a arquiteta.

Entrevistados:

Débora Ciociola é arquiteta sênior da Jaime Lerner Arquitetos Associados. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, mestra em Leisure, Tourism and Environments pela WUR-Holanda e Doutoranda em Gestão Urbana na PUC-Paraná. Integrou a equipe técnica do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba - IPPUC por oito anos. Desde 2010 na JLAA, participa da criação e coordenação de projetos em diversas escalas e localidades, especialmente desenvolvimento e desenho urbano, arquitetura e paisagismo e bairros planejados. É urban sketcher e aquarelista. 

Felipe Guerra é sócio da Jaime Lerner Arquitetos Associados. É arquiteto e urbanista formado pela Universidade Positivo, além de cenógrafo, diretor de arte, carnavalesco e designer de joias. Possui experiência em concepção, desenvolvimento e implementação de projetos em escalas que vão do urbano ao design. 

Contato
Assessoria de imprensa Jaime Lerner Arquitetos Associados - contato@betinicomunicacao.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
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Prédio de Curitiba será quase 5 vezes maior que o Cristo Redentor

Chamado OÁS, o edifício terá 50 andares e sua fundação tem 21 metros de profundidade.
Crédito: Divulgação GT Building

Com 179 metros, o OÁS está sendo construído em Curitiba (PR) com a promessa de ser o edifício mais alto da cidade. O empreendimento está localizado no bairro Champagnat e tem previsão de conclusão em abril de 2027. Se a construção fosse finalizada hoje, estaria no top 10 dos prédios mais altos do Brasil, superando o último colocado nesse ranking, que alcança 172 metros. Outra curiosidade sobre o empreendimento é que quando a obra for concluída, o OÁS será 4,7 vezes maior que o Cristo Redentor. O empreendimento é da incorporadora GT Building e está em construção pela Thá Engenharia.

Confira detalhes do projeto e da construção do OÁS:

Fundação

Em dezembro de 2023, foi concluída uma importante etapa da construção do OÁS: a sua fundação. Para suportar a estrutura de 50 andares do arranha-céu em Curitiba, que tem um peso estimado de cerca de 70 mil toneladas, a fundação foi construída com uma profundidade de 21 metros, o que corresponde à altura de um prédio de seis andares. A fundação escolhida para a obra foi estaca de grande diâmetro com lama, embutida na rocha. “O que motivou a escolha foi principalmente pelas cargas de fundação, em que tivemos que embutir as estacas de fundação na rocha para fazer frente aos grandes esforços de solicitação da estrutura”, comenta Heron Martinelli, engenheiro e gerente do Grupo Thá. 

Essa base é composta por três elementos principais. O primeiro deles é a cortina de contenção em parede de diafragma, com mais de 200 tirantes estrategicamente posicionados para garantir eficiência na contenção do solo. Já a composição, por sua vez, conta com estacas de 35 pés (o equivalente a 10,68 metros) de profundidade, ancorando o edifício com segurança nas características geológicas específicas da região. Por fim, estão os blocos estruturais, que atingiram o total de 23.300 m³ de concreto de alto desempenho e aproximadamente 2 toneladas de aço.

Dos 50 andares do empreendimento, os últimos três se destacam como uma verdadeira área de lazer para os moradores.
Crédito: Divulgação GT Building

O grande desafio da concretagem da fundação foi o volume: 1.144 m3, divididos em 143 caminhões, utilizados no bloco. “A equipe THÁ, em conjunto com a Daher e a equipe da Concrebras, precisou estudar a forma de concretagem para atender o volume. O resultado apontou que teríamos de dividir o volume em três dias de concretagem e assim tivemos que usar três tipos de concreto para cada dia. Usamos concreto fluido com e sem retardador de pega, concreto bombeado convencional, tudo com cerca de 100 kg de gelo por m3”, revela Martinelli.

A respeito do clima, o engenheiro Sergio Davidovicz, especialista técnico de concreto da Concrebras, conta que foi um desafio o lançamento do concreto abaixo da temperatura de 20 ºC, necessária para não ultrapassar o limite de 65 °C após hidratação do cimento. “A temperatura ambiente estava em torno de 30 °C, o que dificultou alcançar esse objetivo. Houve a necessidade da adição de 100 kg/m3 de gelo em substituição à água do traço. Foram utilizadas nesta concretagem 115 toneladas de gelo em escamas. A logística de atendimento, combinada com a adição de gelo e sílica ativa também foi um grande diferencial para a concretagem, o qual utilizamos duas bombas de concreto com vazões médias de 50 m3/hora cada”, lembra Davidovicz.

Desafios da construção de prédios altos

Ao construir edifícios altos, é comum ter que lidar com desafios como o transporte vertical de pessoas e materiais. Na construção do OÁS, Martinelli conta que o OÁS vai contar com uma grua, dedicada a estrutura, além de três elevadores de alta velocidade para a subida dos outros materiais e dos trabalhadores, sendo esses três elevadores escalonados.

Leia também: Quão alto podemos construir?

O 48º pavimento possui uma piscina que percorre todo o andar, juntamente com uma sauna e um espelho d'água.
Crédito: Divulgação GT Building

Em relação à altura do empreendimento, uma série de estudos foram realizados para projetar as possibilidades de construção. Um deles é relacionado ao túnel de vento, feito por uma empresa britânica que, por meio de dados coletados por institutos de meteorologia e da posição dos edifícios vizinhos à obra, simulou um ensaio climático para deduzir o vento que atingirá o edifício e seu entorno. 

“Durante a fase de projetos foi contratado o ensaio de túnel de vento da estrutura, em que a equipe de engenheiros da THÁ e de estrutura da Kalkulo Projetos Estruturais juntamente com a Nova Fluid Mechanics, fez as análises dos esforços de vento, estabilidade, conforto de usuário e sloshing, que é o ensaio para verificar se a aceleração do prédio, quando sobre o efeito do vento, não prejudica a permanência da água em recipientes como uma piscina”, relata Martinelli. 

Além disso, Martinelli destaca que, durante a fase de concepção do projeto arquitetônico, este foi submetido ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) por intermédio de uma empresa especializada. O projeto incluiu detalhes específicos, como o cone do edifício, para obter a necessária liberação para a construção da edificação.

A Concrebras também participará da estrutura do edifício OAS. “O desafio será a realização das concretagens em alturas elevadas, o que exige equipamentos de bombeamento com grande performance, com alta pressão e com características de segurança compatíveis. Quanto ao concreto, deverá permanecer plástico durante todo o processo de bombeamento, para que mantenha as condições de lançamento, adensamento e acabamento compatíveis com a qualidade exigida da obra”, comenta Davidovicz. 

Crédito: Divulgação GT Building

Projeto arquitetônico 

Entre os 50 andares do empreendimento, os últimos três se destacam como uma zona de lazer destinada aos residentes. No 48º andar, encontra-se uma piscina que é acompanhada por um projeto paisagístico, sauna e um espelho d'água. Neste mesmo andar, uma área de balanço com piso de vidro proporciona uma vista panorâmica de 360º da cidade. Os andares 49º e 50º encantam com uma área gourmet, bar de champanhe e uma luneta para a observação das estrelas. Além desses espaços, o 5º e o 25º andar também serão ambientes compartilhados, oferecendo comodidades para as atividades do dia a dia.

Sustentabilidade

O empreendimento OÁS está comprometido com a sustentabilidade, sendo anunciado como um empreendimento Carbono Zero. De acordo com Martinelli, isto significa que ele busca compensar as emissões de carbono geradas durante todas as fases da construção por meio de iniciativas de recuperação de áreas degradadas e preservação de florestas nativas. Além disso, o OÁS conta com diversas certificações de eficiência energética e bem-estar, incluindo GBC Condomínio, LEED, PBE Edifica e Fitwel. Entre suas práticas sustentáveis, destacam-se a utilização de módulos fotovoltaicos para as áreas comuns, sistema de reaproveitamento de água de chuva e utilização de água cinza nas descargas. 

Crédito: Divulgação GT Building

O OÁS também é reconhecido por ter implementado tecnologias eficientes para atender às normas do EDGE, buscando uma redução significativa no consumo de energia, água e energia embutida em materiais. “O EDGE é composto por um software gratuito e que permite a avaliação de um projeto de construção de acordo com uma linha de base adequada ao país em questão. Para atender ao requisito mínimo para certificação estabelecido pela norma EDGE, precisamos demonstrar uma redução de 20% no consumo de energia, água e energia embutida em materiais. O software permite ainda a avaliação de diferentes tecnologias de construção sustentável, levando em consideração o custo de investimento, economias no período operacional e identifica as tecnologias com melhor retorno para aquele projeto”, conclui Martinelli.

Entrevistados
Heron Martinelli é engenheiro e gerente do Grupo Thá. 
Sergio Davidovicz é engenheiro e especialista técnico em Concrebras.

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Sergio Davidovicz - sergio@concrebras.com.br

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Marina Pastore
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Reforma tributária será positiva para a construção civil, dizem representantes do setor

Plenário da Câmara foi palco da promulgação da reforma tributária.
Crédito: Jonas Pereira/Agência Senado

Discutida há mais de 40 anos, a reforma tributária foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 15 de dezembro e promulgada pelo Congresso Nacional cinco dias depois, abrindo espaço para a mudança de todo o sistema de cobrança de impostos no Brasil.

A Emenda Constitucional 132, que instituiu a reforma, tem o objetivo de simplificar a tributação relacionada ao consumo, promovendo mais transparência e impulsionando o crescimento econômico. A partir de 2033, a ideia é que os cinco tributos cobrados atualmente (ICMS, ISS, IPI, PIS e Confins) sejam unificados e divididos entre os níveis federal (com o CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços) e estadual/municipal (IBS: Imposto sobre Bens e Serviços). Em 2026, está previsto o início da fase de transição, com a aplicação de uma alíquota única de teste.

Em relação ao setor da construção civil, Rodrigo Navarro, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), avalia de forma otimista as mudanças propostas pela emenda. "O setor industrial brasileiro como um todo entende a reforma tributária como positiva e necessária, no tocante à simplificação, ao não aumento da carga tributária, à atenção aos regimes específicos de tributação existentes, à não cumulatividade de tributos e a um período adequado de transição."

Navarro destaca alguns itens de maior impacto da proposta, levando em conta a essencialidade do ecossistema da construção. "Como a inexistência do mecanismo atual de Substituição Tributária, o que para a indústria de materiais de construção é importante (consolidando a prática já adotada por alguns Estados hoje), a manutenção da previsão de regime específico para operações com bens imóveis (como construção e incorporação imobiliária) e a inclusão do saneamento além da concessão de rodovias dentre os segmentos se faz importante."

Durante o prazo estipulado para que as medidas entrem em vigor, as ações, segundo o representante da Abramat, terão que ser discutidas e implementadas. "Um exemplo é a equalização de tributação entre construção industrializada e tradicional. Certamente não poderemos aguardar o período de transição previsto de 10 anos para termos isso. Há muito trabalho previsto no caso das leis complementares que começam agora no primeiro trimestre, pois há preocupações importantes nessa área. Dentre elas, o grande número de exceções à alíquota de referência do IBS e CBS", afirma Navarro. 

Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), também ressalta o aspecto positivo da reforma tributária em relação à industrialização do setor. "Uma das grandes discrepâncias [do modelo atual] é a incidência de impostos entre obras com diferentes sistemas construtivos, como as realizadas no próprio canteiro de obras e as industrializadas, ou modernamente chamadas 'off-site', produzidas industrialmente e montadas no canteiro de obras", explica. "Independentemente de onde incide o tributo, o impacto se reflete em toda a cadeia produtiva e impede a modernização da construção civil e o aumento da produtividade", completa Doniak.

Para a presidente-executiva da Abcic, o período de adaptação para a efetivação das novas medidas será importante, já que muitas definições ainda estão por vir. "A expectativa é que não se alongue muito o período de transição, além do previsto, o que pode implicar em aumento de custos e dificuldade de se conviver com os dois sistemas. Precisamos resolver os obstáculos e desenvolver um caminho para produtividade e inovação."

O Massa Cinzenta aproveitou para perguntar sobre outras ações promovidas pelo governo e que podem mexer de forma mais direta com o setor da construção. "Destaco o Programa Construa Brasil, iniciado pelo governo anterior e adotado pelo atual MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], que trata de três eixos fundamentais para a construção civil no país: desburocratização, digitalização e industrialização", diz Íria Doniak.

Já Rodrigo Navarro enumera outras iniciativas importantes para a indústria, de forma geral. "Teremos a implementação do novo PAC, que contém muitas obras previstas; a continuidade da implementação do novo marco regulatório do saneamento; as ações relacionadas aos três eixos do Programa Construa Brasil (Desburocratização, Digitalização e Industrialização da Construção); a execução das moradias do Minha Casa Minha Vida; a retomada de obras paradas; o estímulo a lançamentos imobiliários, por meio de linhas de crédito diferenciadas; e ações que auxiliem emprego e renda, fundamentais para o nosso varejo."

Fontes
Câmara dos Deputados
Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic
Presidência da República
Rodrigo Navarro, presidente da Abramat

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Fabiana Seragusa 
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Novo Plano Diretor de São Paulo traz avanços para habitação, mobilidade e áreas verdes

Novas revisões promovem mudanças em altura máxima de prédios.
Crédito: Envato

Durante dois anos, de 2021 a 2023, a Administração Municipal de São Paulo realizou debates com diversos segmentos da sociedade para formular a revisão intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE), que é uma lei municipal em vigor desde 2014 (Lei 16.050/14), para orientar o crescimento e o desenvolvimento urbano da cidade.

Sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em julho do ano passado, a revisão (Lei 17.975/2023) traz alterações que buscam aprimorar diretrizes relacionadas a diferentes setores. Na área habitacional, por exemplo, uma das mudanças permite que empreendimentos de habitação popular (localizados na chamada Zona Especial de Interesse Social) ganhem mais espaço em regiões mais bem servidas de transporte público: agora, será possível construir 50% de imóveis a mais nestes locais em relação ao que era previsto no PDE de 2014.

Haverá, também, um rigor maior do que diz respeito ao controle das destinações de unidades populares às famílias de baixa renda. Mesmo que, posteriormente, o local seja comercializado, ele deverá continuar a atender ao perfil de família inicial, com faixa de renda similar ao declarado no licenciamento do imóvel. 

Além disso, a revisão ampliou a gama de instrumentos para o combate a imóveis ociosos na cidade, colocando à disposição chamamentos públicos para a realização de consórcio imobiliário e a desapropriação amigável, nos casos em que o valor da dívida relativa ao IPTU supere o valor do imóvel. 

Mobilidade e áreas verdes

O estímulo ao adensamento populacional é outro ponto de destaque da revisão do Plano Diretor. As novas medidas buscam reduzir os deslocamentos entre moradia e emprego ao ampliar as áreas dos chamados Eixos, localizados no entorno de transportes públicos. Nestes espaços, é permitida a construção de prédios mais altos. Antes, o Eixo nas proximidades de estações de trem e de metrô compreendia um raio de 600 metros, e, agora, passou para 700 metros. No caso de corredores de ônibus, o círculo foi ampliado de 300 para 400 metros

A nova atualização do PDE também prevê a elaboração de um Plano Municipal Hidroviário, algo que não existia na versão anterior. O projeto deverá ser realizado em conjunto com os Planos Municipais de Mobilidade Urbana, de Saneamento Ambiental Integrado, de Drenagem e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. 

Já em relação às questões climáticas, agora, a Lei incorpora as diretrizes e os princípios que integram o Pacto Global das Nações Unidas, adotando ações necessárias para o enfrentamento das mudanças no meio ambiente. Para isso, novas áreas foram incluídas na lista de possíveis parques para a cidade, com incentivo para a criação de parques em bairros periféricos.

O marco legal do saneamento básico, aprovado em 2020, também passa a ser a base para a Política de Saneamento Ambiental de São Paulo, enquanto o mapa de Ações Prioritárias no Sistema de Drenagem, criado com a revisão, detalha quais são as infraestruturas planejadas neste setor.

Lei de Zoneamento é aprovada pela Câmara

A Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, conhecida como Lei de Zoneamento, também passou por uma revisão, aprovada em dezembro de 2023 pela Câmara Municipal de São Paulo. Complementar ao Plano Diretor, a lei tem como objetivo garantir o crescimento ordenado da capital, adequando as políticas públicas, urbanas, sociais e econômicas à realidade do município.

Um dos pontos do projeto propõe uma maior concentração de pessoas em determinados espaços. Dentro das Zonas de Centralidade, que são locais mais centrais dentro dos bairros, com grande presença de atividade empresarial, mas distantes do transporte público, os prédios poderão chegar a 60 metros - antes, o limite era de 48 metros. Já nas Zonas Mistas, locais que privilegiam construções medianas, os prédios agora podem passar de 28 para 42 metros de altura.

As regras em relação aos estacionamentos também estão presentes na revisão da Lei de Zoneamento. Hoje, qualquer apartamento pode ter espaço para estacionamento, independentemente do tamanho do imóvel. Com a nova versão, locais de até 30 metros quadrados só terão direito a uma vaga, e, no caso de residências maiores, será permitida uma vaga a cada 60 metros quadrados de área construída.

Agora, a nova Lei aguarda a sanção do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. 

Fontes
Câmara Municipal de São Paulo
Prefeitura Municipal de São Paulo

Site dedicado ao Plano Diretor de SP: https://planodiretorsp.prefeitura.sp.gov.br/

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Fabiana Seragusa 
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Pavimento de concreto ganha cada vez mais espaço em rodovias do Paraná

Governo anuncia novas obras de pavimentação em concreto.
Crédito: Gabriel Rosa/AEN

O projeto de restauração da PRC-280 com o uso de pavimento de concreto continua sendo ampliado, agora com o anúncio da aplicação da tecnologia entre os municípios de Palmas e Clevelândia, no Sudoeste do Paraná. O trecho possui 45 km, e o investimento será de R$ 188 milhões.

A iniciativa faz parte de um programa mais amplo que prevê a revitalização completa da rodovia, que possui 45 anos e é a principal ligação entre as regiões Oeste, Sudoeste, a capital e o litoral do Estado, onde está localizado o Porto de Paranaguá

Durante o evento de divulgação deste novo trecho, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também confirmou a pavimentação em concreto até Pato Branco, que irá contemplar mais 37 km. A previsão é de que a conclusão dessas obras dure até 15 meses, após a conclusão da licitação.

Ao todo, 142 km da PRC-280 serão aprimoradas com a utilização de pavimentação de concreto - 60 km de restauração já foram concluídos, entre Palmas e Trevo Novo Horizonte, no acesso à BR-153.

“O primeiro trecho que inauguramos já trouxe mais segurança aos caminhoneiros e aos demais motoristas que trafegam pela rodovia, reduzindo drasticamente os acidentes”, disse Ratinho Júnior. O governador também falou sobre a importância das mudanças e como isso pode influenciar outros Estados. "Depois de concluída, a nova PRC-280 vai se transformar em um dos mais modernos corredores logísticos do Brasil. Isso tem despertado, inclusive, a visita de técnicos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo ao Paraná para conhecer o modelo construtivo.”

Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas (Curitiba), Mestre em Planejamento Urbano, Especialista em Gestão Pública e especialista no Brasil em pavimentação em concreto, destaca o investimento do Estado neste tipo de pavimento. "O Paraná talvez seja hoje o Estado que mais investe na solução em pavimento de concreto, a partir da percepção do governador, com essa obra da PRC-280, do retorno de investimento", diz. "Com aquele primeiro trecho de 60 km, entre o entroncamento da 153 até Palmas, ele percebeu que conseguia, com economia de recursos, possibilitar uma obra de mais qualidade e uma melhor entrega para a população. E a partir disso ele definiu não só que a maioria dos projetos, todos aqueles possíveis, sejam realizados em concreto, como também estendeu isso para outras obras urbanas."

O especialista ressalta que o Distrito Federal e alguns Estados do Nordeste também estão investindo e realizando uma quantidade significativa de obras com pavimento de concreto. "O diferencial é que as obras que estão acontecendo pelo Brasil, em sua maioria, são realizadas pelo DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, vinculado ao Ministério dos Transportes]. Porém, no Paraná, as obras são do Estado, do DER [Departamento de Estradas de Rodagem] do Paraná."

Em relação à experiência dos motoristas, Alex Maschio explica que o usuário comum, de imediato, vai perceber a tonalidade do pavimento, que fica mais clara, e conseguir ter uma sensibilidade em relação à segurança noturna, por exemplo, mas que ele talvez não tenha ideia dos benefícios que o pavimento de concreto irá trazer a longo prazo. "Que não vai ser necessário ficar fazendo manutenção nas mesmas vias ao longo dos anos, que o pavimento de concreto é muito mais eficiente do ponto de vista da sustentabilidade, em relação a outras soluções de pavimento, que ele absorve menos calor", explica.

"Então, para o usuário final, sem dúvida nenhuma, só tem benefícios a longo prazo. E com certeza essa solução só tem a multiplicar no Estado do Paraná e no Brasil todo, tanto nas obras rodoviárias quanto nas obras urbanas também, que é um trabalho que a gente tem feito bastante no interior dos Estados e nas cidades menores."

Fontes
Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas (Curitiba)
Governo do Estado do Paraná

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Fabiana Seragusa 
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Robô-escavadeira constrói muro sozinho e promete ser o futuro da construção

Máquina constrói muro de maneira autônoma.
Crédito: ETH Zurich

Pesquisadores da ETH Zurich (Laboratório de Sistemas Robóticos da Suíça), desenvolveram um robô-escavadeira capaz de realizar tarefas pesadas do setor da construção e, mais para frente, poderá construir prédios inteiros sozinho. 

No primeiro experimento, divulgado em novembro do ano passado, o equipamento autônomo conseguiu construir uma parede com 6 metros de altura e 65 metros de comprimento, com a utilização de pedras que pesavam várias toneladas e também de concreto reciclado - isso tudo sem qualquer interferência humana. 

Chamado de HEAP (Hydraulic Excavator for an Autonomous Purpose), o robô é capaz de desenhar de forma autônoma um mapa em 3D do canteiro de obras e identificar o material recebido através de sensores, chamados LiDAR (Light Detection and Ranging). Assim, o equipamento também consegue escanear e identificar o peso de cada material e seu centro de gravidade, para então, a partir de um algoritmo, determinar qual a posição ideal para cada uma delas - é possível colocar de 20 a 30 pedras de uma só vez, encaixando-as com precisão de centímetros.

O muro experimental foi construído em um parque industrial localizado próximo ao Aeroporto de Zurique, local administrado pela construtora Eberhard. A empresa está utilizando o local para testar diversas tecnologias da ETH Zurich e demonstrar outras possibilidades que possam agilizar o setor da construção e evitar desperdícios de tempo, além dos materiais utilizados. 

O sistema de base da escavadeira foi projetado para ser facilmente manobrado e composto por estabilizadores. Permite também rotação e guinadas totais, tanto na base do equipamento quanto para a extremidade do braço. Os 23 eixos presentes são controláveis individualmente e permitem a manipulação de objetos com peso de até 3.000 kg, com alcance vertical de até 9 metros.  

A máquina futurista foi criada a partir da modificação da escavadeira Menzi Muck Series M545, com o intuito de testar o potencial de máquinas autônomas em atividades da construção civil. Por seu grau de precisão, o robô também permite que nas construções de paredes, por exemplo, sejam usados pedras e entulhos de origem local, em vez de materiais novos, como tijolos.

Além da ETH Zurich, outras empresas pelo mundo também estão investindo em robôs-escavadeira, como é o caso da empresa Built Robotics, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos. Criada exatamente para o desenvolvimento destes equipamentos para a construção civil, a companhia já anunciou, por exemplo, uma opção de robô autônomo para a criação de parques solares em grande escala. 

Vídeo do processo do robô-escavador:

https://www.youtube.com/watch?v=P7wmotyKgXc

Fonte
ETH Zurich

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Projeto realiza capacitação digital de profissionais da construção

Projeto Click já beneficiou mais de 130 colaboradores.
Crédito: Instituto A.Yoshii

Uma das grandes questões do setor da construção civil é a falta de mão de obra, além da qualificação destes profissionais. Com a necessidade cada vez mais latente da modernização do canteiro de obras, um dos grandes desafios é integrá-los ao uso de tecnologias. Para promover a inclusão digital dos colaboradores do canteiro de obras, o departamento de Recursos Humanos da Grupo A.Yoshii, em colaboração com o Instituto A.Yoshii e em parceria com o Senai Londrina, desenvolveu o Projeto Click.

O programa acontece regularmente, duas vezes por semana ao longo de todo o ano, oferecendo cursos introdutórios de informática, workshops e facilitando o acesso à internet para os participantes.

“O Projeto ‘Click - Inserção Digital’ teve início em 2010 com o objetivo de promover o acesso dos colaboradores do Grupo A.Yoshii ao universo digital, por meio de aulas de informática básica”, pontua Aparecido Siqueira, presidente do Instituto A.Yoshii.

Crédito: Assessoria de imprensa

De acordo com Siqueira, em 2024 os alunos darão início ao módulo II do curso, com aulas até o mês de abril. O projeto é divulgado nos canteiros de obras para todas as lideranças (mestres, contramestres, encarregados, almoxarifes e administrativos) e aqueles que tiverem interesse devem se inscrever conforme a disponibilidade de novas turmas.

“A expectativa é dar continuidade ao projeto no próximo ano, com uma nova turma em Londrina. A expansão dessa iniciativa para as outras praças onde o Grupo A.Yoshii atua - Maringá, Curitiba e Campinas - está em avaliação”, destaca Siqueira.

Resultados

Até o momento, o Projeto Click já beneficiou mais de 130 colaboradores, segundo Siqueira. Mas os resultados vão além de números. 

Crédito: Assessoria de imprensa

“Adquirir conhecimentos básicos em informática é fundamental para a inclusão e o desenvolvimento pessoal e profissional de cada indivíduo. Com as aulas do ‘Projeto Click’, os colaboradores relatam avanços no trabalho diário, como na questão da digitação, no manuseio dos notebooks e em outras ferramentas digitais de trabalho, no acesso às planilhas de Excel e às ferramentas de pesquisa na internet, além de

envio de e-mails”, relata Siqueira. 

O mestre de obras Emerson Aparecido de Jesus é responsável por coordenar todos os serviços no canteiro e se interessou pelo projeto porque nunca teve a chance de fazer um curso de informática. “Quero muito aprender para estar atualizado, poder responder e-mails de trabalho, montar planilhas, fazer pesquisas e buscar arquivos. Oportunidades como essa mostram que a empresa valoriza as pessoas, não apenas o trabalho. Para mim, todo esse aprendizado é mais um degrau rumo ao meu desenvolvimento pessoal e profissional”, comenta. 

Crédito: Assessoria de imprensa

Da mesma forma, o mestre hidráulico Mauro Caetano sempre teve vontade de aprender, mas nunca encontrava o momento certo. “Como hoje em dia tudo está ligado ao meio digital, eu não poderia ficar para trás. Ainda estou me familiarizando com as teclas, mas já estou ganhando mais confiança com as aulas e muito motivado com esse novo aprendizado, pois, no dia a dia, tenho que me comunicar a todo momento com os mestres de obras e engenheiros para discutir os projetos, além de trabalhar com planilhas. Encaro essas aulas como uma grande oportunidade para me desenvolver profissionalmente e na vida pessoal também. É um conhecimento essencial”, afirma. 

Entrevistados
Aparecido Siqueira é presidente do Instituto A.Yoshii.
Emerson Aparecido de Jesus é mestre de obras.
Mauro Caetano é mestre hidráulico.

Contato
Assessoria de imprensa Instituto A.Yoshii  - analuiza@centralpress.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Como a academia e as empresas podem trabalhar juntas pela inovação?

Para ser interessante para empresas e universidades, os projetos devem ser competitivos, atendendo às demandas do mercado brasileiro.
Crédito: Envato

A inovação é fundamental para a evolução do setor da construção civil. Durante o 8º Congresso Brasileiro do Cimento, Vahan Agopyan, secretário de Ciência e Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, ressaltou: “não tem jeito de nos mantermos competitivos como uma indústria se não investirmos pesadamente em inovação”. Dentro deste contexto, como promover uma integração entre o Estado, as universidades e as empresas para incentivar o desenvolvimento de novas técnicas e produtos?

Na opinião de Agopyan, o Brasil enfrenta alguns problemas com relação a este tópico, mas vem evoluindo muito. “Talvez as pessoas não saibam, mas as principais universidades paulistas recebem suporte das empresas equivalentes às principais universidades do mundo. Do orçamento da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 6 a 7% vem das empresas. Similar ao que acontece com o MIT, por exemplo”, afirma.

Neste sentido, Agopyan vê o papel do Estado como um articulador das parcerias. “Buscamos fortalecer a articulação, ampliar a compreensão e promover o desenvolvimento de ambientes inovadores em nosso Estado. A parte científica conta com apoio consistente, como demonstrado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que, há três meses, destinou quase meio bilhão de reais para laboratórios multiusuários”, esclarece Agopyan.

 As universidades e as empresas estão preparadas para o desafio?

Para Agopyan, a academia brasileira passou por transformações significativas durante as últimas cinco décadas em que esteve envolvido. “Havia, em um passado recente, certo receio de colaboração. As empresas viam a universidade como excessivamente burocrática, enquanto as universidades suspeitavam do desejo das empresas de controle. Felizmente, isso já mudou. Essa mentalidade é agora parte de um passado superado”, defende.

Por outro lado, Agopyan aponta que é preciso aprimorar os canais de comunicação nas empresas. “É notável que ter um representante dedicado à área de pesquisa e desenvolvimento pode facilitar esse contato. Além disso, acredito que as empresas devem cultivar pequenos grupos de pesquisa e desenvolvimento, pois nem todas as questões precisam ser resolvidas por meio da universidade ou do instituto de pesquisa. Existem desafios pontuais que podem ser enfrentados internamente. Ter um pequeno grupo de P&D pode aprimorar significativamente a implementação de inovação dentro das empresas. Atualmente, esse tipo de grupo não demanda necessariamente grandes investimentos, já que os laboratórios das instituições de pesquisa estão disponíveis para a indústria.”, justifica.

Hub de Inovação na Construção Civil (hubIC): Estratégias e Desafios

Durante o 8º Congresso Brasileiro do Cimento, Carlos Massucato, Membro do Comitê Gestor do hubIC, falou sobre esta iniciativa, um convênio de cooperação técnica entre a USP e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). O objetivo é desenvolver e criar “ambientes cooperativos de inovação especializados na promoção de soluções inovadoras de construção digital, em particular para a cadeia de valor do cimento, que sejam competitivas para países em desenvolvimento e que apresentem baixa pegada ambiental, alta produtividade e qualidade e difundam soluções bem como ações que preparem o setor e a sociedade para a transição para uma economia digital e circular”, segundo informa a entidade.

De acordo com Massucato, o hubIC funciona, pois apresenta uma proposta bastante clara sobre como conduzir essa transformação no setor. As premissas seguidas pelos projetos desenvolvidos pela entidade são:

  • Competitividade, atendendo às demandas do mercado brasileiro;
  • Necessita aumentar a produtividade;
  • Priorizar a rentabilidade;
  • Compromisso com performance e qualidade em todo o processo envolvido.

Um dos pontos chaves para chegar a soluções é ouvir os concorrentes. “Nós unimos um pool de empresas e começamos a compreender suas dores. Não há desafio que seja enfrentado apenas pelo CEO da empresa; ao invés disso, há uma estruturação desse processo para quem realmente enfrenta e busca solucionar essas questões. No hubIC, não abrimos mão do termo ‘pré-competitivo’ e investimos esforços diários nesse aspecto. É simples trazer inovação para um ambiente controlado com seus próprios profissionais, mas é fundamental também dialogar com seus concorrentes. Essa é a grande estratégia do hubIC. É relevante porque muitas questões e desafios são comuns entre os competidores. Por vezes, sentimos receio de admitir que nossos problemas são semelhantes aos dos outros concorrentes. No entanto, ao reunir esses problemas em uma mesma mesa, torna-se muito mais fácil encontrar soluções e reduzir custos”, explica Massucato.

Fontes
Vahan Agopyan é secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Engenheiro Civil pela EPUSP - Escola Politécnica da USP (1974), Mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição (1978) e PhD (Civil Engineering) pela University of London King’s College (1982). Docente da EPUSP desde 1975, sendo professor titular de Materiais e Componentes de Construção Civil da EPUSP e Reitor da Universidade de São Paulo, na gestão 2018-2022. Fundador e atual conselheiro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), participou de diversos conselhos como o do Instituto de Engenharia (IE), Instituto Mauá de Engenharia (IMT), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e Conselho Superior de Estudos Avançados da FIESP. Foi Diretor da Escola Politécnica da USP, Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP, Diretor-Presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e Coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Foi conselheiro e vice-presidente do International Council for Research and Innovation in Building and Construction (CIB), conselheiro da FAPESP, do IPT, da CAPES e do Centro Paula Souza. Orientou 22 Teses de Doutorado, 23 Dissertações de Mestrado e 7 alunos de Iniciação Científica. Tem experiência na área de Construção Civil, com ênfase em Materiais e Componentes, atuando principalmente com materiais reforçados com fibras. Mais recentemente, dedica-se aos estudos da qualidade e sustentabilidade da Construção Civil. Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, Eminente Engenheiro do Ano.

Carlos Massucato é mestre em Engenharia Civil pela Universidade Estadual De Campinas (Unicamp). É diretor do Instituto Brasileiro do Concreto e Coordenador do CT 101 – Comitê Técnico IBRACON/ ABECE/ABCIC de Sustentabilidade do Concreto. Membro do Comitê Gestor do hubIC, parceria entre Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Consultor Técnico da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – CBMM, líder mundial na produção e da tecnologia do Nióbio.

Contatos
Carlos Massucato: Carlos.massucato@massucato.com
Vahan Agopyan: vahan.agopyan@poli.usp.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

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Agenda: veja os principais eventos da construção civil em 2024

De Nova Délhi a Fortaleza, eventos da construção civil trazem debates sobre métodos construtivos, sustentabilidade e tendências, além de promover networking.
Crédito: Concrete Show

Para qualquer profissional, é fundamental estar sempre atualizado e de olho nas tendências e tecnologias que vão surgindo. E no setor de construção civil, isso se intensifica ainda mais já que todo ano aparecem novas técnicas construtivas e materiais diferenciados. Para quem quer acompanhar de pertinho todas estas inovações do mercado, vale a pena ficar de olho no calendário de eventos do setor e já se programar para visitar as principais feiras

O Massa Cinzenta fez uma seleção dos principais eventos de construção civil, concreto e cimento ao longo do ano. Confira abaixo!

JANEIRO

World of Concrete

Data: De 23 a 25 de janeiro de 2024

Local: Las Vegas Convention Center – Las Vegas, Estados Unidos

Site para inscrição: https://www.worldofconcrete.com/en/home.html

Valor para participar: a partir de US$ 90

Com 50 anos de serviço às indústrias globais de construção de concreto e alvenaria, o World of Concrete é um evento pioneiro. O objetivo é oferecer conexões, conhecimento e oportunidades para impulsionar o crescimento, os negócios e decisões mais informadas nesta indústria. É o principal evento anual para profissionais em concreto e alvenaria, oferecendo soluções inovadoras, competições e um programa educacional abrangente. O WOC360, em colaboração com a World of Concrete, fornece recursos e educação essenciais para o sucesso empresarial, cobrindo temas como segurança, tecnologia e estratégias comerciais.

ABRIL

Feicon Batimat - Salão Internacional da Construção

Data: De 02 a 05 de abril de 2024

Local: São Paulo Expo - São Paulo (SP), Brasil

Site para inscrição: https://www.feicon.com.br/pt-br/Visitar/Credenciamento.html

A FEICON se destaca como uma das feiras mais abrangentes no ramo da construção civil e arquitetura na América Latina, fornecendo oportunidades para todos os elos da indústria. Ao reunir os principais participantes e uma ampla variedade de produtos em acabamentos, estruturas, instalações e áreas externas, a FEICON não só dá o tom das tendências, mas também apresenta tecnologias e produtos inovadores. Além disso, oferece uma programação diversificada e atrações destinadas a varejistas, distribuidores, engenheiros, construtores, arquitetos e outros profissionais do mercado da construção civil.

M&T Expo - Part of bauma network

Data: De 23 a 26 de abril de 2024

Local: São Paulo Expo - São Paulo (SP), Brasil

Site para inscrição: https://www.mtexpo.com.br/ 

Valores para inscrição: gratuito

A M&T Expo é um evento líder na América Latina para os setores de Construção e Mineração desde 1995. Funciona como um ponto de encontro para fabricantes, usuários e fornecedores, impulsionando o desenvolvimento dessas áreas através de negociações, compartilhamento de conhecimento e networking durante todo o ano. A feira costuma ser um palco para lançamentos e inovações das principais indústrias de máquinas e equipamentos.

Em 2024, o evento se torna ainda mais relevante diante das novas concessões previstas para o transporte terrestre em 2024 e aos investimentos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). A M&T Expo contará com uma série de atividades, incluindo a Arena de Demonstração para visualização de equipamentos em operação, bem como o Congresso Nacional de Valorização do Rental. Além disso, a M&T Expo terá iniciativas voltadas para sustentabilidade e qualificação da mão de obra, como o Prêmio Mais Sustentável, focado em reconhecer práticas responsáveis, e o M&T Expo Capacita, que visa treinar operadores e supervisores. Outras atrações incluem cursos gratuitos de treinamento de operadores e o Museu de Máquinas do Brasil, uma exposição de equipamentos antigos.

MAIO

XX International Conference on Building Pathology and Constructions Repair - Cinpar 2024

Data: De 29 a 31 de maio de 2024

Local: Centro de eventos do Ceará - Fortaleza (CE), Brasil

Site para inscrição: https://sites.google.com/view/cinpar-2023/home 

Valor para participar: a partir de R$ 350 até R$ 550

A compreensão dos aspectos-chave na patologia e reabilitação estrutural é essencial para profissionais nessa área, incluindo expertise em materiais como pedra, madeira, aço e concreto, além do conhecimento em testes e comportamento estrutural. O campo tem experimentado um notável crescimento devido à conscientização no setor da construção e à inovação em materiais e técnicas, refletido pelo aumento dos investimentos. O CINPAR evoluiu de focar em danos para abordar temas avançados como materiais de ponta e mudanças climáticas, consolidando sua posição como líder na área. O evento de 2024 oferece uma oportunidade ímpar para expansão de conhecimento e networking, mantendo sua reputação internacional como um dos principais encontros na área.

JULHO

CBPAT 2024 - 6a. Edição do Congresso Brasileiro de Patologia das Construções

Data: De 17 a 20 de julho de 2024

Local: Unichristus – Campus Dom Luís - Fortaleza (CE), Brasil

Site para inscrição: https://www.cbpat.org.br/ 

Valor para participar: a partir de R$ 305 até R$ 600

Este evento é um fórum de discussões que aborda o controle de qualidade, patologia e reabilitação de estruturas e sistemas construtivos, aplicáveis tanto em edificações tradicionais como em projetos de infraestrutura. Seu principal objetivo é promover a divulgação de pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas a esses temas vitais e áreas afins. O congresso visa promover a integração dos profissionais atuantes na construção civil, visando aprimorar o desenvolvimento profissional no setor. O congresso também possibilita aos participantes submeter artigos científicos a respeito de temas como mecanismos de deterioração, ensaios não destrutivos, técnicas e materiais de reparo e recuperação, fundações, levantamento de manifestação patológica, educação e ensino sobre a patologia das construções, entre outros.

AGOSTO

Concrete Show

Data: De 06 a 08 de agosto de 2024

Local: São Paulo Expo - São Paulo (SP), Brasil

Site para inscrição: https://www.concreteshow.com.br/pt/home.html 

Há 15 anos o Concrete Show vem fomentando o mercado, ao combinar exposição, experiências, debates, networking e conteúdo técnico e qualificado, gerando grandes oportunidades de negócios. Para 2024, a organização prevê um evento ainda mais expressivo devido ao número significativo de empresas que estão renovando sua participação da edição atual e à crescente demanda de outras empresas interessadas em ingressar na próxima edição. De acordo com os organizadores, mais de 40% das empresas que expuseram em 2023 já confirmaram presença no Concrete Show de 2024. Além da presença de vários expositores do setor de construção civil e ligados à área de concreto, o evento conta com uma série de painéis e palestras com muito conteúdo sobre tendências, novidades, tecnologias e técnicas. Na Arena 120 Ideias, por exemplo, ocorrem apresentações de 30 minutos gratuitas para os profissionais do segmento, dos temas mais atuais e relevantes do setor. Voltado para profissionais da cadeia construtiva. Já no Congresso ‘Construindo Conhecimento’, é possível ter acesso a conteúdo de qualidade, palestras exclusivas, convidados internacionais e troca de experiências. 

Durante o Concrete Show, acontece também o Seminário de Estruturas Pré-fabricadas de Concreto, evento técnico sobre o setor de pré-fabricados de concreto com o tema “A Industrialização da Construção em concreto: Soluções sustentáveis para as edificações”. Este seminário é focado em empresários e profissionais que atuam no setor, clientes, fornecedores, professores universitários e estudantes de engenharia, arquitetura e tecnologia da construção.

SETEMBRO

10th International Conference on concrete under severe conditions - Environment & Loading - CONSEC 2024

Data: De 25 a 27 de setembro de 2024

Local: Chennai, Índia 

Site para inscrição: https://consec24.com/ 

Valor para participar: a partir de USD 250 até USD 900

As conferências CONSEC têm como foco os avanços nas áreas relacionadas a projeto, construção, teste e preservação de diversos materiais e sistemas de construção expostos a condições ambientais e de carga severas. Com edições realizadas em países como China, Itália e Brasil, o evento agora será realizado no Instituto Indiano de Tecnologia Madras. A CONSEC24 fornecerá uma plataforma única para troca de ideias de maneira focada e holística para o projeto, construção e conservação de estruturas de concreto armado expostas a condições severas. A organização do evento também prevê alguns workshops pré e pós-conferência sobre tópicos relacionados.

Annual Meeting & International Symposium on Dams for People, Water - Environment and Development (ICOLD 2024)

Data: De 29 de setembro a 03 de outubro de 2024

Local: Nova Délhi, Índia 

Site para inscrição: https://www.icold2024.org/#/home 

Valor para participar: a partir de USD 500 até USD 1700

O tema do Simpósio Internacional da ICOLD 2024 será "Barragens para Pessoas, Água, Meio Ambiente e Desenvolvimento", enfatizando o papel crucial das barragens no desenvolvimento sustentável e na proteção ambiental. O evento contará com uma ampla gama de sessões técnicas, palestras e discussões em painéis, proporcionando uma excelente plataforma para os participantes compartilharem experiências, insights e melhores práticas, ao mesmo tempo que promovem a aprendizagem mútua. Além do programa técnico, haverá amplas oportunidades de networking e socialização, incluindo eventos culturais, tours técnicos e atividades sociais, permitindo que você se envolva na cultura da Índia. 

Inclusive, o país conta com um impressionante histórico de mais de 6.300 barragens, com aproximadamente 411 barragens atualmente em construção. O país se destaca como líder global no desenvolvimento de infraestrutura hídrica vital, liderando projetos significativos como Bhakra, Koldam, Barragem de Tehri, Barragem de Bichom e projetos Inferior do Subansiri, além dos Projetos de Melhoria e Reabilitação de Barragens apoiados pelo Banco Mundial. Esses empreendimentos modernos de infraestrutura hídrica, apoiados pelo INCOLD, têm contribuído significativamente para o crescimento sustentável da agricultura, abastecimento de água e setores de energia da Índia, atendendo efetivamente às demandas crescentes de uma nação dinâmica.

OUTUBRO

Modern Construction Show

Data: De 01 a 04 de outubro de 2024

Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP), Brasil

O Modern Construction Show tem foco exclusivo na industrialização do setor da Construção e nas tecnologias relacionadas. A exposição abrange inovações e avanços tecnológicos, proporcionando espaços propícios para networking, mobilizando anualmente todo o setor da construção industrializada. Além disso, palestras e workshops ministrados por especialistas globais oferecem uma visão exclusiva das principais tendências, pesquisas e insights dessa área, orientando e impulsionando o planejamento estratégico de todas as empresas e profissionais participantes. Durante o evento, também será realizado o Seminário de Estruturas Pré-fabricadas de Concreto.

65º Congresso Brasileiro do Concreto

Data: De 22 a 25 de outubro de 2024

Local: Alagoas, Maceió 

Site para inscrição: https://site.ibracon.org.br/event/65cbc2024/

Promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), o Congresso Brasileiro do Concreto oferece a oportunidade aos participantes de ter acesso a palestras de especialistas renomados, seminários e apresentações técnico-científicas. Eles poderão visitar stands de fornecedores de equipamentos e serviços relacionados ao concreto. O evento oferece uma excelente chance para ampliar conhecimentos, networking e troca de experiências essenciais para profissionais e pesquisadores da área. Há também iniciativas para incentivar a participação de jovens estudantes e engenheiros, incluindo descontos na inscrição e concursos cujos vencedores serão premiados durante o evento.

NOVEMBRO

fib Symposium ReConStruct - Resilient Concrete Structures

Data: De 11 a 13 de novembro de 2024

Local: Christchurch - Nova Zelândia

Site para inscrição: https://confer.co.nz/fib2024/

Valor para participar: a partir de $NZD 545 (membros jovens)

Entre 2010 e 2011, a cidade de Christchurch passou por um terremoto devastador, que arrasou com o centro e centenas de prédios foram demolidos. Depois disso, a cidade reestabeleceu suas funções rapidamente e promoveu uma grande reconstrução, implantando técnicas resilientes a abalos sísmicos, além de tecnologias inovadoras. Por conta disso, o evento ganhou o nome de “Resilient Concrete Structures”, ou em português, “Estruturas de Concreto Resilientes”.  Além disso, o evento também trará discussões a respeito da redução de emissões de carbono, já que a Nova Zelândia tem a meta de atingir o Net Zero até 2050 e vem trabalhando no seu Roadmap.  

Fontes

FEICON
M&T Expo
CINPAR
CBPAT 2024
Concrete Show
ICOLD 2024
CONSEC 2024
Ibracon
ib Symposium 2024
World of Concrete

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.