Sustentabilidade ambiental já influencia quase 50% das construtoras

Crédito: Pixabay
Pesquisa encomendada pelo World Green Building Council (WGBC) revela que 47% das construtoras de 83 países – incluindo o Brasil – já levam em consideração as questões ambientalmente sustentáveis quando projetam edificações. O estudo foi divulgado no final de agosto de 2021, e ouviu 1.000 construtoras e escritórios de engenharia e arquitetura das nações que integram o conselho do WGBC.
A pesquisa, realizada em parceria com a empresa alemã SAP SE – especializada em softwares de gestão -, também mostra que 47% das construtoras entrevistadas disseram não adotar projetos de construções verdes por que eles são mais complexos. Outra alegação é que a margem de lucro sobre os empreendimentos ainda não estimula aderir aos projetos que priorizam obras sustentáveis.
O estudo do WGBC também revela que, mesmo entre as empresas que disseram não adotar projetos de edificações verdes, algumas delas buscam dar preferência a uma cadeia de suprimentos sustentáveis em suas obras. Isso eleva o nível de envolvimento das construtoras com a construção verde para 59%.
Para Catherine Lynch, diretora de marketing, engenharia, construção e operações da SAP SE, e que atuou na elaboração da pesquisa, o estudo demonstra uma tendência mundial. “À medida que mais executivos percebem que as escolhas sustentáveis são realmente boas para os negócios, mais empresas de engenharia e construção definirão compromissos de sustentabilidade e adotarão práticas sustentáveis em seus negócios”, avalia.
A pesquisa destaca 3 fatores que influenciam o crescimento da construção sustentável. O primeiro deles são as regulamentações governamentais, que passaram a dar incentivos fiscais para projetos de edificações verdes. Dos países filiados ao WGBC, 30% já adotam políticas favoráveis a esse modelo de construção.
Clientes e investidores demonstram predileção em consumir as chamadas edificações verdes
Outro quesito é que a opção por construir dentro de parâmetros de sustentabilidade exige que as empresas evoluam nos itens planejamento e gerenciamento de obras. Não é à toa que 37% das que dizem projetar dentro dos conceitos de construção sustentável já utilizam BIM (modelos de informação para a construção) e já adotam ou estudam adotar construções com impressão 3D em concreto.
O terceiro fator decisivo a favor das edificações verdes são as crescentes preocupações ambientais de clientes e incorporadores. Isso ocasiona uma predileção de quem compra imóveis e investe em empreendimentos imobiliários pela construção sustentável. “À medida que aumenta a demanda por questões ambientais, um número crescente de investidores e consumidores questiona os métodos tradicionais de construção e pressiona por práticas de negócios mais sustentáveis”, afirma Catherine Lynch.
Já Cristina Gamboa, CEO do World Green Building Council, salienta que a pesquisa sinaliza uma tendência, mas ela alerta que é preciso acelerar processos para que as construtoras que ainda não adotam conceitos de construção sustentável o façam. “Soluções climáticas passam pelo ambiente construído. Então, é urgente que o setor da construção civil aja para alcançarmos metas definidas internacionalmente no médio e longo prazo”, finaliza.
Entrevistado
World Green Building Council (WGBC) e SAP SE (via assessorias de imprensa)
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Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Paredes de concreto: o que muda com a revisão da norma técnica?

Crédito: YouTube/EMBRAED Empreendimentos
A ABNT NBR 16055 (Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações – Requisitos e procedimentos) está em processo de revisão. Criada em 2012, a norma técnica interage diretamente com a ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento) e com a recentemente publicada ABNT NBR 16868 (Alvenaria Estrutural). Além disso, sua atualização se tornou necessária por duas razões: adequar-se à Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) e definir parâmetros tecnológicos para atender prédios altos.
Edificações com paredes de concreto que ultrapassam os 20 pavimentos começaram a proliferar no Brasil desde 2015. Atualmente, os dois maiores prédios construídos com a tecnologia estão em Minas Gerais. Em Ipatinga-MG, foi construído o Iguaçu Nobre, com 25 pavimentos e 73 metros de altura. Já em Governador Valadares-MG está em execução o Ibituruna Tower, com 28 pavimentos e 83 metros de altura. Até 2023, ambos serão superados pelo Aurora Exclusive Home, em Balneário Camboriú-SC, projetado para alcançar 50 pavimentos e 160 metros de altura.
Segundo o engenheiro civil Marcelo Rios, que representa a ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) na comissão revisora da ABNT NBR 16055, uma das prioridades da revisão da norma é exatamente mostrar que a tecnologia não se limita a projetos de pequenos prédios. “Existia o mito de que paredes de concreto só serviam para projetos de edifícios com até 5 pavimentos. A revisão da norma desmistifica isso, deixando claro que a tecnologia atende qualquer número de pavimentos”, esclarece.
Projetos para prédios altos devem ter paredes com telas duplas e usar concreto autoadensável

O engenheiro civil Rubens Monge Silveira, que coordena o grupo sobre paredes de concreto da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), e que também atua na revisão da ABNT NBR 16055, explica o que muda na tecnologia quando a proposta é construir até 15 pavimentos e acima de 15 pavimentos. “Os edifícios altos utilizam a mesma técnica construtiva utilizada para os edifícios baixos. Entretanto, uma das diferenças é que, nos edifícios altos, utilizam-se telas duplas no lugar de uma única tela na parede. Isso, a partir de projetos com mais de 15 pavimentos”, relata.
A revisão da norma para paredes de concreto também vai recomendar que o concreto autoadensável é o ideal para projetos que utilizem o sistema construtivo. O engenheiro Luís Alberto Borin, representante da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc) no grupo que revisa a ABNT NBR 16055, comenta que a norma não tem como obrigar o uso de concreto autoadensável para o preenchimento das fôrmas para paredes de concreto, mas afirma que suas características são as mais compatíveis com a tecnologia. Quanto ao tipo de Cimento Portland mais adequado para a produção do concreto que vai preencher as fôrmas, Luís Borin destaca o CP V-ARI, por ter alta resistência inicial e propiciar desforma rápida.
Existe a expectativa de que o texto revisado da ABNT NBR 16055 entre em consulta pública até o final de 2021.
Acompanhe as alterações na ABNT NBR 16055, de acordo com ABCP e Abesc
Veja o que muda na ABNT NBR 16055, sob o ponto de vista da ABECE
Entrevistado
Reportagem com base nas palestras online sobre a revisão da ABNT NBR 16055, promovidas pela ABCP, Abesc e ABECE
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abece@abece.com.br
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Paredes de concreto: o que muda com a revisão da norma técnica?

Crédito: YouTube/EMBRAED Empreendimentos
A ABNT NBR 16055 (Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações – Requisitos e procedimentos) está em processo de revisão. Criada em 2012, a norma técnica interage diretamente com a ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento) e com a recentemente publicada ABNT NBR 16868 (Alvenaria Estrutural). Além disso, sua atualização se tornou necessária por duas razões: adequar-se à Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) e definir parâmetros tecnológicos para atender prédios altos.
Edificações com paredes de concreto que ultrapassam os 20 pavimentos começaram a proliferar no Brasil desde 2015. Atualmente, os dois maiores prédios construídos com a tecnologia estão em Minas Gerais. Em Ipatinga-MG, foi construído o Iguaçu Nobre, com 25 pavimentos e 73 metros de altura. Já em Governador Valadares-MG está em execução o Ibituruna Tower, com 28 pavimentos e 83 metros de altura. Até 2023, ambos serão superados pelo Aurora Exclusive Home, em Balneário Camboriú-SC, projetado para alcançar 50 pavimentos e 160 metros de altura.
Segundo o engenheiro civil Marcelo Rios, que representa a ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) na comissão revisora da ABNT NBR 16055, uma das prioridades da revisão da norma é exatamente mostrar que a tecnologia não se limita a projetos de pequenos prédios. “Existia o mito de que paredes de concreto só serviam para projetos de edifícios com até 5 pavimentos. A revisão da norma desmistifica isso, deixando claro que a tecnologia atende qualquer número de pavimentos”, esclarece.
Projetos para prédios altos devem ter paredes com telas duplas e usar concreto autoadensável

O engenheiro civil Rubens Monge Silveira, que coordena o grupo sobre paredes de concreto da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), e que também atua na revisão da ABNT NBR 16055, explica o que muda na tecnologia quando a proposta é construir até 15 pavimentos e acima de 15 pavimentos. “Os edifícios altos utilizam a mesma técnica construtiva utilizada para os edifícios baixos. Entretanto, uma das diferenças é que, nos edifícios altos, utilizam-se telas duplas no lugar de uma única tela na parede. Isso, a partir de projetos com mais de 15 pavimentos”, relata.
A revisão da norma para paredes de concreto também vai recomendar que o concreto autoadensável é o ideal para projetos que utilizem o sistema construtivo. O engenheiro Luís Alberto Borin, representante da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc) no grupo que revisa a ABNT NBR 16055, comenta que a norma não tem como obrigar o uso de concreto autoadensável para o preenchimento das fôrmas para paredes de concreto, mas afirma que suas características são as mais compatíveis com a tecnologia. Quanto ao tipo de Cimento Portland mais adequado para a produção do concreto que vai preencher as fôrmas, Luís Borin destaca o CP V-ARI, por ter alta resistência inicial e propiciar desforma rápida.
Existe a expectativa de que o texto revisado da ABNT NBR 16055 entre em consulta pública até o final de 2021.
Acompanhe as alterações na ABNT NBR 16055, de acordo com ABCP e Abesc
Veja o que muda na ABNT NBR 16055, sob o ponto de vista da ABECE
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Altair Santos MTB 2330
Novo PBQP-H credencia construção verde em habitações populares

Crédito: AEN
Criado em 1998, o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) surgiu como ferramenta para qualificar as obras habitacionais e também melhorar a produtividade do setor. Perto de completar 23 anos, o programa acaba de ser atualizado. A prioridade agora é incentivar construções sustentáveis, com foco nos projetos que atendem o programa Casa Verde e Amarela.
De acordo com a arquiteta Rhaiana Bandeira Santana, coordenadora do PBQP-H, o programa vai incorporar passo a passo a construção sustentável em seus protocolos. “A inclusão de critérios de sustentabilidade vai priorizar primeiramente a eficiência energética, o uso racional da água e o ciclo de vida dos materiais”, afirma.
Ainda segundo Rhaiana Bandeira Santana, esse avanço só é possível porque o PBQP-H já evoluiu significativamente no cumprimento das conformidades técnicas exigidas pelo programa. A coordenadora revela que o PBQP-H conta atualmente em seu cadastro com 2.039 construtoras e 684 fabricantes de materiais de construção. Entre essas empresas, 82% já atendem 100% dos padrões de conformidade técnica exigidas no PBQP-H. “Nosso objetivo é chegar até o final de 2022 com os parâmetros de conformidade alcançando 90% das empresas cadastradas”, revela.
Indicadores do ESG começam a balizar a construção civil e impõem mudanças no setor
O engenheiro civil Rodrigo Navarro, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) participou do lançamento do novo PBQP-H e comentou sobre a importância do programa para definir parâmetros que qualificam as construções habitacionais no país. “A falta de conformidade técnica é um dos graves problemas da construção civil brasileira. O PBQP-H veio para combater isso e agora agrega também conceitos de construção sustentável. Isso é muito importante, pois estamos entrando em um período em que os indicadores do ESG (meio ambiente, social e governança) vão começar a balizar o setor”, explica.
Cumprir requisitos do PBQP-H é exigência para as construtoras que buscam aprovar projetos junto a organismos financiadores de programas habitacionais, como a Caixa Econômica Federal. Por isso, ele é estratégico para estimular inovações, boas práticas, normalização e conformidade na construção civil. Recentemente, também passou a ser instrumento para o cumprimento da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) nas obras habitacionais contratadas pelo governo federal.
O PBQP-H está vinculado à Secretaria Nacional de Habitação e inserido no âmbito do ministério do Desenvolvimento Regional. Para o ministro Rogério Marinho, o novo PBQP-H tem a prioridade de induzir a construção de habitações de qualidade para os brasileiros. “O objetivo é uniformizar a construção, de tal forma que não tenhamos dificuldade com as normas vigentes no território nacional e, como consequência, tenhamos habitações mais confortáveis e dignas para a sociedade brasileira”, afirma.
Atualmente, o PBQP-H tem 21 Programas Setoriais da Qualidade (PSQ) e conta com a participação de 12 organismos setoriais. O programa monitora 1.058 produtos-alvo da construção civil.
Confira o lançamento do novo PBQP-H
Entrevistado
Reportagem com base no evento que marcou o lançamento do novo PBQP-H, promovido pela Secretaria Nacional de Habitação
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pbqp-h@mdr.gov.br
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Novo PBQP-H credencia construção verde em habitações populares

Crédito: AEN
Criado em 1998, o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) surgiu como ferramenta para qualificar as obras habitacionais e também melhorar a produtividade do setor. Perto de completar 23 anos, o programa acaba de ser atualizado. A prioridade agora é incentivar construções sustentáveis, com foco nos projetos que atendem o programa Casa Verde e Amarela.
De acordo com a arquiteta Rhaiana Bandeira Santana, coordenadora do PBQP-H, o programa vai incorporar passo a passo a construção sustentável em seus protocolos. “A inclusão de critérios de sustentabilidade vai priorizar primeiramente a eficiência energética, o uso racional da água e o ciclo de vida dos materiais”, afirma.
Ainda segundo Rhaiana Bandeira Santana, esse avanço só é possível porque o PBQP-H já evoluiu significativamente no cumprimento das conformidades técnicas exigidas pelo programa. A coordenadora revela que o PBQP-H conta atualmente em seu cadastro com 2.039 construtoras e 684 fabricantes de materiais de construção. Entre essas empresas, 82% já atendem 100% dos padrões de conformidade técnica exigidas no PBQP-H. “Nosso objetivo é chegar até o final de 2022 com os parâmetros de conformidade alcançando 90% das empresas cadastradas”, revela.
Indicadores do ESG começam a balizar a construção civil e impõem mudanças no setor
O engenheiro civil Rodrigo Navarro, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) participou do lançamento do novo PBQP-H e comentou sobre a importância do programa para definir parâmetros que qualificam as construções habitacionais no país. “A falta de conformidade técnica é um dos graves problemas da construção civil brasileira. O PBQP-H veio para combater isso e agora agrega também conceitos de construção sustentável. Isso é muito importante, pois estamos entrando em um período em que os indicadores do ESG (meio ambiente, social e governança) vão começar a balizar o setor”, explica.
Cumprir requisitos do PBQP-H é exigência para as construtoras que buscam aprovar projetos junto a organismos financiadores de programas habitacionais, como a Caixa Econômica Federal. Por isso, ele é estratégico para estimular inovações, boas práticas, normalização e conformidade na construção civil. Recentemente, também passou a ser instrumento para o cumprimento da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) nas obras habitacionais contratadas pelo governo federal.
O PBQP-H está vinculado à Secretaria Nacional de Habitação e inserido no âmbito do ministério do Desenvolvimento Regional. Para o ministro Rogério Marinho, o novo PBQP-H tem a prioridade de induzir a construção de habitações de qualidade para os brasileiros. “O objetivo é uniformizar a construção, de tal forma que não tenhamos dificuldade com as normas vigentes no território nacional e, como consequência, tenhamos habitações mais confortáveis e dignas para a sociedade brasileira”, afirma.
Atualmente, o PBQP-H tem 21 Programas Setoriais da Qualidade (PSQ) e conta com a participação de 12 organismos setoriais. O programa monitora 1.058 produtos-alvo da construção civil.
Confira o lançamento do novo PBQP-H
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Varejo da construção salvou 30% das lojas ao ser declarado essencial

Crédito: Mercado&Consumo
Na entrega do Prêmio Anamaco 2021, que aconteceu dia 15 de setembro, o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, Geraldo Defalco, fez uma retrospectiva do desempenho do setor ao longo de um ano e meio de pandemia de COVID-19. No evento, o dirigente confessou que a declaração do varejo da construção como atividade essencial permitiu que 30% do segmento fosse salvo. “Pelo menos 30% dos CNPJs teriam sido fechados se não trabalhássemos junto com outros organismos, como Abramat e CBIC, para manter o setor trabalhando e produzindo”, revela.
Atualmente, o varejo de materiais de construção tem 131 mil lojas ativas em todo o Brasil. Geraldo Defalco destacou que as mudanças desencadeadas pela pandemia levaram o setor a antecipar em pelo menos 5 anos as novas tendências comportamentais de clientes e empresários. “Quem estava na zona de conforto teve que buscar alternativas. Mudou a forma de vender. Saiu o balcão e entraram ferramentas disponíveis na internet, principalmente o WhatsApp, para boa parte dos lojistas”, destaca o presidente da Anamaco.
Defalco também esteve recentemente no fórum nacional do comércio, promovido via online pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. No evento, ele lembrou que a logística e a infraestrutura ainda são fundamentais para o setor. “A pandemia nos aproximou da tecnologia, mas ainda é preciso transportar fisicamente o material de construção. E no Brasil, a infraestrutura e a logística não são padronizadas. Veja no caso do norte do país, onde os produtos são transportados por hidrovias e depois que chegam nos portos, muitas vezes, são levados até os municípios por transporte rodoviário e em estradas de chão. Isso compromete a qualidade da entrega”, relata.
Varejo de materiais de construção gera 1,1 milhão de empregos diretos e 400 mil indiretos
O presidente da Anamaco afirma que as condições precárias do transporte fazem com que materiais cheguem danificados nas lojas localizadas no interior do Brasil, e que isso compromete toda a cadeia produtiva. “Imagine a loja de material de construção lá nos rincões do Brasil ter de devolver o pedido por danos no produto? A fábrica sofre esse impacto e ele se dissemina pelo setor da construção civil. É necessário criar um padrão para a infraestrutura e a logística nacionais”, conclui.
Apesar dos obstáculos, a Anamaco estima crescimento mínimo de 5% para o varejo da construção em 2021. Atualmente, o setor gera 1,1 milhão de empregos diretos e mais 400 mil vagas indiretas. Geraldo Defalco entende que a empregabilidade do setor poderia ser maior, mas afirma que falta qualificação da mão de obra. Por isso, a Anamaco tem investido em treinamento, com cursos sobre como funciona o varejo de material de construção, e também em gestão de vendas para quem já tem melhor qualificação. Buscamos profissionalizar cada vez mais o setor, para obter melhores resultados”, finaliza.
Entrevistado
Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)
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imprensa@anamaco.com.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Dez estados se tornam parceiros do Casa Verde e Amarela

Crédito: Adalberto Marques/MDR
Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Roraima, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas selaram acordo com o ministério do Desenvolvimento Regional para atuar em conjunto no programa habitacional Casa Verde e Amarela. A parceria define que os governos estaduais podem entrar com contrapartidas financeiras de 20% do valor dos projetos, ou ceder terrenos, para elevar os subsídios concedidos às famílias com renda até 4 mil reais por mês (grupos 1 e 2 do programa).
O acordo permite que o valor médio dos subsídios saia do patamar de 23 mil reais para até 47,5 mil reais. Ele também vai possibilitar que algumas famílias não necessitem dar entrada para a aquisição da casa própria, arcando apenas com as mensalidades. No Paraná, por exemplo, segundo o diretor-presidente da companhia de habitação do estado (Cohapar), Jorge Lange, o acordo possibilitará a construção de até 30 mil novas casas. “É um importante avanço para o setor habitacional”, diz.
Por conta do aumento dos custos dos materiais de construção, o governo federal também ampliou o teto dos financiamentos com recursos do FGTS, dentro do Casa Verde e Amarela. Em municípios de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor aumentou de 140 mil reais para 154 mil reais; de 50 mil a 100 mil habitantes, de 140 mil reais para R$ 161,1 mil reais; de 100 mil a 250 mil habitantes, de 170 mil reais para 187 mil reais; acima de 250 mil habitantes, de 190 mil reais para 209 mil reais, e nas capitais, de 215 mil para 236,5 mil reais.
Caixa Econômica também baixou juros para mutuários vinculados ao SBPE
A maior parte dos recursos que financiam o Casa Verde e Amarela vêm do FGTS. Por isso, o conselho curador do fundo aprovou mudanças nas regras de financiamento imobiliário para o programa habitacional. No caso dos mutuários inclusos no grupo 1 (renda até 2 mil reais por mês) eles pagarão 4,75% de taxa de juros, se residirem nas regiões norte ou nordeste do país, e 5% caso morem nas regiões centro-oeste, sudeste ou sul. “Antes, as taxas de juros dependiam do tipo de imóvel que a família ia adquirir. Agora, isso deixa de ser um critério e todas as famílias do grupo 1 terão taxas iguais”, afirma o conselheiro Daniel de Oliveira Duarte Ferreira.
Além das mudanças para estimular o Casa Verde e Amarela, a Caixa Econômica Federal também fez alterações na modalidade crédito Poupança Caixa, e que passa a vigorar desde 4 de outubro. O banco diminuiu os percentuais de 3,35% ao ano para 2,95% ao ano. Com isso, o crédito Poupança Caixa passa a ser o seguinte: 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança atualmente corresponde a 70% da Taxa Selic – a taxa básica de juros, que está em 6,25%.
Os tomadores desse modelo de financiamento imobiliário são os que recorrem ao SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para adquirir a casa própria. Além da modalidade Poupança Caixa, o banco oferece outras 3 modalidades para quem não se enquadra no Casa Verde e Amarela: TR, IPCA e Fixa, que se mantêm com as mesmas taxas de juros. Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.
Entrevistado
Ministério do Desenvolvimento Regional e Caixa Econômica Federal (via assessorias de imprensa)
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imprensa@caixa.gov.br
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Dez estados se tornam parceiros do Casa Verde e Amarela

Crédito: Adalberto Marques/MDR
Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Roraima, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas selaram acordo com o ministério do Desenvolvimento Regional para atuar em conjunto no programa habitacional Casa Verde e Amarela. A parceria define que os governos estaduais podem entrar com contrapartidas financeiras de 20% do valor dos projetos, ou ceder terrenos, para elevar os subsídios concedidos às famílias com renda até 4 mil reais por mês (grupos 1 e 2 do programa).
O acordo permite que o valor médio dos subsídios saia do patamar de 23 mil reais para até 47,5 mil reais. Ele também vai possibilitar que algumas famílias não necessitem dar entrada para a aquisição da casa própria, arcando apenas com as mensalidades. No Paraná, por exemplo, segundo o diretor-presidente da companhia de habitação do estado (Cohapar), Jorge Lange, o acordo possibilitará a construção de até 30 mil novas casas. “É um importante avanço para o setor habitacional”, diz.
Por conta do aumento dos custos dos materiais de construção, o governo federal também ampliou o teto dos financiamentos com recursos do FGTS, dentro do Casa Verde e Amarela. Em municípios de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor aumentou de 140 mil reais para 154 mil reais; de 50 mil a 100 mil habitantes, de 140 mil reais para R$ 161,1 mil reais; de 100 mil a 250 mil habitantes, de 170 mil reais para 187 mil reais; acima de 250 mil habitantes, de 190 mil reais para 209 mil reais, e nas capitais, de 215 mil para 236,5 mil reais.
Caixa Econômica também baixou juros para mutuários vinculados ao SBPE
A maior parte dos recursos que financiam o Casa Verde e Amarela vêm do FGTS. Por isso, o conselho curador do fundo aprovou mudanças nas regras de financiamento imobiliário para o programa habitacional. No caso dos mutuários inclusos no grupo 1 (renda até 2 mil reais por mês) eles pagarão 4,75% de taxa de juros, se residirem nas regiões norte ou nordeste do país, e 5% caso morem nas regiões centro-oeste, sudeste ou sul. “Antes, as taxas de juros dependiam do tipo de imóvel que a família ia adquirir. Agora, isso deixa de ser um critério e todas as famílias do grupo 1 terão taxas iguais”, afirma o conselheiro Daniel de Oliveira Duarte Ferreira.
Além das mudanças para estimular o Casa Verde e Amarela, a Caixa Econômica Federal também fez alterações na modalidade crédito Poupança Caixa, e que passa a vigorar desde 4 de outubro. O banco diminuiu os percentuais de 3,35% ao ano para 2,95% ao ano. Com isso, o crédito Poupança Caixa passa a ser o seguinte: 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança atualmente corresponde a 70% da Taxa Selic – a taxa básica de juros, que está em 6,25%.
Os tomadores desse modelo de financiamento imobiliário são os que recorrem ao SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para adquirir a casa própria. Além da modalidade Poupança Caixa, o banco oferece outras 3 modalidades para quem não se enquadra no Casa Verde e Amarela: TR, IPCA e Fixa, que se mantêm com as mesmas taxas de juros. Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.
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Imunização contra COVID-19 em canteiro de obras chega a quase 100%

Crédito: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Desde o começo da pandemia de COVID-19, a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) realiza pesquisas para medir o impacto da doença nos canteiros de obras. Os recentes levantamentos revelam que os casos de infecção entre os trabalhadores do setor caem significativamente. A vacinação tem forte influência nessa diminuição.
Na 72ª edição da pesquisa, divulgada dia 17 de setembro, 85% dos que atuam diretamente nas construções já tinham recebido a 1ª dose e 36% a 2ª dose. A expectativa é que na próxima divulgação do levantamento, no decorrer do mês de outubro, os números já se aproximem dos 100% de vacinados com a 1ª dose e mais de 50% com a 2ª dose.
Outro dado relevante é que não há mais registro de mortes ou internações causadas pela doença entre os que atuam em obras. A pesquisa da ABRAINC também revela que 100% das empresas que participam da coleta de dados continuam adotando todos os procedimentos para evitar contágios.
Por isso, 99,9% dos trabalhadores seguem atuando sem interrupção. O percentual de infectados nos canteiros de obras é de 0,1%. Desde o início da pandemia, os óbitos ocorridos por causa do COVID-19 ficaram bem abaixo da média nacional: 0,04% na construção civil e 0,28% no país – contabilizados os dados até 4 de outubro de 2021.
Desde a 66ª edição da pesquisa da ABRAINC, em 30 de julho, não há casos de internações hospitalares entre os trabalhadores que atuam diretamente nos canteiros de obras. Também não ocorreu interrupção em obras. Outra percepção é que o percentual de número de infectados cai 15% a cada duas semanas, desde que a vacinação foi intensificada.
ABRAINC coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país; SindusCons também fazem acompanhamento
O estudo tem abrangência nacional, pois coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país, com 963 obras espalhadas em todo o território nacional. O universo da pesquisa engloba pouco mais de 85 mil trabalhadores. “Esses bons números refletem os rígidos protocolos sanitários adotados pelo setor desde o início da pandemia”, diz o presidente da ABRAINC, Luiz França.
Além da associação das incorporadoras imobiliárias, os SindusCons e os Seconcis também realizam pesquisas para medir como a construção civil nas várias regiões do país tem combatido a pandemia. Os números se assemelham aos mostrados pela ABRAINC. Por exemplo, há 7 semanas não são registrados casos de infecção nos canteiros de obras e faz 8 semanas que não ocorrem óbitos.
O presidente do maior SindusCon do país – o do estado de São Paulo – atribuiu o bom desempenho no combate à COVID-19 à imunização pela vacina. “Nossa responsabilidade é criar um clima favorável à vacinação, reforçando, junto às empresas e os trabalhadores, a importância da imunização”, completa Odair Senra.
Para estimular as construtoras a seguirem com os protocolos de combate à COVID-19, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção instituiu o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social. O objetivo é valorizar as boas práticas desenvolvidas pela construção civil e o mercado imobiliário no enfrentamento da pandemia. As inscrições estão abertas até o próximo dia 8 de outubro. Para saber mais, clique aqui.
Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa)
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abrainc@abrainc.org.br
ascom@cbic.org.br
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Imunização contra COVID-19 em canteiro de obras chega a quase 100%

Crédito: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Desde o começo da pandemia de COVID-19, a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) realiza pesquisas para medir o impacto da doença nos canteiros de obras. Os recentes levantamentos revelam que os casos de infecção entre os trabalhadores do setor caem significativamente. A vacinação tem forte influência nessa diminuição.
Na 72ª edição da pesquisa, divulgada dia 17 de setembro, 85% dos que atuam diretamente nas construções já tinham recebido a 1ª dose e 36% a 2ª dose. A expectativa é que na próxima divulgação do levantamento, no decorrer do mês de outubro, os números já se aproximem dos 100% de vacinados com a 1ª dose e mais de 50% com a 2ª dose.
Outro dado relevante é que não há mais registro de mortes ou internações causadas pela doença entre os que atuam em obras. A pesquisa da ABRAINC também revela que 100% das empresas que participam da coleta de dados continuam adotando todos os procedimentos para evitar contágios.
Por isso, 99,9% dos trabalhadores seguem atuando sem interrupção. O percentual de infectados nos canteiros de obras é de 0,1%. Desde o início da pandemia, os óbitos ocorridos por causa do COVID-19 ficaram bem abaixo da média nacional: 0,04% na construção civil e 0,28% no país – contabilizados os dados até 4 de outubro de 2021.
Desde a 66ª edição da pesquisa da ABRAINC, em 30 de julho, não há casos de internações hospitalares entre os trabalhadores que atuam diretamente nos canteiros de obras. Também não ocorreu interrupção em obras. Outra percepção é que o percentual de número de infectados cai 15% a cada duas semanas, desde que a vacinação foi intensificada.
ABRAINC coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país; SindusCons também fazem acompanhamento
O estudo tem abrangência nacional, pois coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país, com 963 obras espalhadas em todo o território nacional. O universo da pesquisa engloba pouco mais de 85 mil trabalhadores. “Esses bons números refletem os rígidos protocolos sanitários adotados pelo setor desde o início da pandemia”, diz o presidente da ABRAINC, Luiz França.
Além da associação das incorporadoras imobiliárias, os SindusCons e os Seconcis também realizam pesquisas para medir como a construção civil nas várias regiões do país tem combatido a pandemia. Os números se assemelham aos mostrados pela ABRAINC. Por exemplo, há 7 semanas não são registrados casos de infecção nos canteiros de obras e faz 8 semanas que não ocorrem óbitos.
O presidente do maior SindusCon do país – o do estado de São Paulo – atribuiu o bom desempenho no combate à COVID-19 à imunização pela vacina. “Nossa responsabilidade é criar um clima favorável à vacinação, reforçando, junto às empresas e os trabalhadores, a importância da imunização”, completa Odair Senra.
Para estimular as construtoras a seguirem com os protocolos de combate à COVID-19, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção instituiu o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social. O objetivo é valorizar as boas práticas desenvolvidas pela construção civil e o mercado imobiliário no enfrentamento da pandemia. As inscrições estão abertas até o próximo dia 8 de outubro. Para saber mais, clique aqui.
Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa)
Contatos
abrainc@abrainc.org.br
ascom@cbic.org.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330




