Varejo da construção salvou 30% das lojas ao ser declarado essencial

Crédito: Mercado&Consumo
Na entrega do Prêmio Anamaco 2021, que aconteceu dia 15 de setembro, o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, Geraldo Defalco, fez uma retrospectiva do desempenho do setor ao longo de um ano e meio de pandemia de COVID-19. No evento, o dirigente confessou que a declaração do varejo da construção como atividade essencial permitiu que 30% do segmento fosse salvo. “Pelo menos 30% dos CNPJs teriam sido fechados se não trabalhássemos junto com outros organismos, como Abramat e CBIC, para manter o setor trabalhando e produzindo”, revela.
Atualmente, o varejo de materiais de construção tem 131 mil lojas ativas em todo o Brasil. Geraldo Defalco destacou que as mudanças desencadeadas pela pandemia levaram o setor a antecipar em pelo menos 5 anos as novas tendências comportamentais de clientes e empresários. “Quem estava na zona de conforto teve que buscar alternativas. Mudou a forma de vender. Saiu o balcão e entraram ferramentas disponíveis na internet, principalmente o WhatsApp, para boa parte dos lojistas”, destaca o presidente da Anamaco.
Defalco também esteve recentemente no fórum nacional do comércio, promovido via online pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. No evento, ele lembrou que a logística e a infraestrutura ainda são fundamentais para o setor. “A pandemia nos aproximou da tecnologia, mas ainda é preciso transportar fisicamente o material de construção. E no Brasil, a infraestrutura e a logística não são padronizadas. Veja no caso do norte do país, onde os produtos são transportados por hidrovias e depois que chegam nos portos, muitas vezes, são levados até os municípios por transporte rodoviário e em estradas de chão. Isso compromete a qualidade da entrega”, relata.
Varejo de materiais de construção gera 1,1 milhão de empregos diretos e 400 mil indiretos
O presidente da Anamaco afirma que as condições precárias do transporte fazem com que materiais cheguem danificados nas lojas localizadas no interior do Brasil, e que isso compromete toda a cadeia produtiva. “Imagine a loja de material de construção lá nos rincões do Brasil ter de devolver o pedido por danos no produto? A fábrica sofre esse impacto e ele se dissemina pelo setor da construção civil. É necessário criar um padrão para a infraestrutura e a logística nacionais”, conclui.
Apesar dos obstáculos, a Anamaco estima crescimento mínimo de 5% para o varejo da construção em 2021. Atualmente, o setor gera 1,1 milhão de empregos diretos e mais 400 mil vagas indiretas. Geraldo Defalco entende que a empregabilidade do setor poderia ser maior, mas afirma que falta qualificação da mão de obra. Por isso, a Anamaco tem investido em treinamento, com cursos sobre como funciona o varejo de material de construção, e também em gestão de vendas para quem já tem melhor qualificação. Buscamos profissionalizar cada vez mais o setor, para obter melhores resultados”, finaliza.
Entrevistado
Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)
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imprensa@anamaco.com.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Dez estados se tornam parceiros do Casa Verde e Amarela

Crédito: Adalberto Marques/MDR
Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Roraima, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas selaram acordo com o ministério do Desenvolvimento Regional para atuar em conjunto no programa habitacional Casa Verde e Amarela. A parceria define que os governos estaduais podem entrar com contrapartidas financeiras de 20% do valor dos projetos, ou ceder terrenos, para elevar os subsídios concedidos às famílias com renda até 4 mil reais por mês (grupos 1 e 2 do programa).
O acordo permite que o valor médio dos subsídios saia do patamar de 23 mil reais para até 47,5 mil reais. Ele também vai possibilitar que algumas famílias não necessitem dar entrada para a aquisição da casa própria, arcando apenas com as mensalidades. No Paraná, por exemplo, segundo o diretor-presidente da companhia de habitação do estado (Cohapar), Jorge Lange, o acordo possibilitará a construção de até 30 mil novas casas. “É um importante avanço para o setor habitacional”, diz.
Por conta do aumento dos custos dos materiais de construção, o governo federal também ampliou o teto dos financiamentos com recursos do FGTS, dentro do Casa Verde e Amarela. Em municípios de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor aumentou de 140 mil reais para 154 mil reais; de 50 mil a 100 mil habitantes, de 140 mil reais para R$ 161,1 mil reais; de 100 mil a 250 mil habitantes, de 170 mil reais para 187 mil reais; acima de 250 mil habitantes, de 190 mil reais para 209 mil reais, e nas capitais, de 215 mil para 236,5 mil reais.
Caixa Econômica também baixou juros para mutuários vinculados ao SBPE
A maior parte dos recursos que financiam o Casa Verde e Amarela vêm do FGTS. Por isso, o conselho curador do fundo aprovou mudanças nas regras de financiamento imobiliário para o programa habitacional. No caso dos mutuários inclusos no grupo 1 (renda até 2 mil reais por mês) eles pagarão 4,75% de taxa de juros, se residirem nas regiões norte ou nordeste do país, e 5% caso morem nas regiões centro-oeste, sudeste ou sul. “Antes, as taxas de juros dependiam do tipo de imóvel que a família ia adquirir. Agora, isso deixa de ser um critério e todas as famílias do grupo 1 terão taxas iguais”, afirma o conselheiro Daniel de Oliveira Duarte Ferreira.
Além das mudanças para estimular o Casa Verde e Amarela, a Caixa Econômica Federal também fez alterações na modalidade crédito Poupança Caixa, e que passa a vigorar desde 4 de outubro. O banco diminuiu os percentuais de 3,35% ao ano para 2,95% ao ano. Com isso, o crédito Poupança Caixa passa a ser o seguinte: 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança atualmente corresponde a 70% da Taxa Selic – a taxa básica de juros, que está em 6,25%.
Os tomadores desse modelo de financiamento imobiliário são os que recorrem ao SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para adquirir a casa própria. Além da modalidade Poupança Caixa, o banco oferece outras 3 modalidades para quem não se enquadra no Casa Verde e Amarela: TR, IPCA e Fixa, que se mantêm com as mesmas taxas de juros. Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.
Entrevistado
Ministério do Desenvolvimento Regional e Caixa Econômica Federal (via assessorias de imprensa)
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imprensa@caixa.gov.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Dez estados se tornam parceiros do Casa Verde e Amarela

Crédito: Adalberto Marques/MDR
Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Roraima, Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas selaram acordo com o ministério do Desenvolvimento Regional para atuar em conjunto no programa habitacional Casa Verde e Amarela. A parceria define que os governos estaduais podem entrar com contrapartidas financeiras de 20% do valor dos projetos, ou ceder terrenos, para elevar os subsídios concedidos às famílias com renda até 4 mil reais por mês (grupos 1 e 2 do programa).
O acordo permite que o valor médio dos subsídios saia do patamar de 23 mil reais para até 47,5 mil reais. Ele também vai possibilitar que algumas famílias não necessitem dar entrada para a aquisição da casa própria, arcando apenas com as mensalidades. No Paraná, por exemplo, segundo o diretor-presidente da companhia de habitação do estado (Cohapar), Jorge Lange, o acordo possibilitará a construção de até 30 mil novas casas. “É um importante avanço para o setor habitacional”, diz.
Por conta do aumento dos custos dos materiais de construção, o governo federal também ampliou o teto dos financiamentos com recursos do FGTS, dentro do Casa Verde e Amarela. Em municípios de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor aumentou de 140 mil reais para 154 mil reais; de 50 mil a 100 mil habitantes, de 140 mil reais para R$ 161,1 mil reais; de 100 mil a 250 mil habitantes, de 170 mil reais para 187 mil reais; acima de 250 mil habitantes, de 190 mil reais para 209 mil reais, e nas capitais, de 215 mil para 236,5 mil reais.
Caixa Econômica também baixou juros para mutuários vinculados ao SBPE
A maior parte dos recursos que financiam o Casa Verde e Amarela vêm do FGTS. Por isso, o conselho curador do fundo aprovou mudanças nas regras de financiamento imobiliário para o programa habitacional. No caso dos mutuários inclusos no grupo 1 (renda até 2 mil reais por mês) eles pagarão 4,75% de taxa de juros, se residirem nas regiões norte ou nordeste do país, e 5% caso morem nas regiões centro-oeste, sudeste ou sul. “Antes, as taxas de juros dependiam do tipo de imóvel que a família ia adquirir. Agora, isso deixa de ser um critério e todas as famílias do grupo 1 terão taxas iguais”, afirma o conselheiro Daniel de Oliveira Duarte Ferreira.
Além das mudanças para estimular o Casa Verde e Amarela, a Caixa Econômica Federal também fez alterações na modalidade crédito Poupança Caixa, e que passa a vigorar desde 4 de outubro. O banco diminuiu os percentuais de 3,35% ao ano para 2,95% ao ano. Com isso, o crédito Poupança Caixa passa a ser o seguinte: 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança atualmente corresponde a 70% da Taxa Selic – a taxa básica de juros, que está em 6,25%.
Os tomadores desse modelo de financiamento imobiliário são os que recorrem ao SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para adquirir a casa própria. Além da modalidade Poupança Caixa, o banco oferece outras 3 modalidades para quem não se enquadra no Casa Verde e Amarela: TR, IPCA e Fixa, que se mantêm com as mesmas taxas de juros. Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.
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Ministério do Desenvolvimento Regional e Caixa Econômica Federal (via assessorias de imprensa)
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Altair Santos MTB 2330
Imunização contra COVID-19 em canteiro de obras chega a quase 100%

Crédito: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Desde o começo da pandemia de COVID-19, a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) realiza pesquisas para medir o impacto da doença nos canteiros de obras. Os recentes levantamentos revelam que os casos de infecção entre os trabalhadores do setor caem significativamente. A vacinação tem forte influência nessa diminuição.
Na 72ª edição da pesquisa, divulgada dia 17 de setembro, 85% dos que atuam diretamente nas construções já tinham recebido a 1ª dose e 36% a 2ª dose. A expectativa é que na próxima divulgação do levantamento, no decorrer do mês de outubro, os números já se aproximem dos 100% de vacinados com a 1ª dose e mais de 50% com a 2ª dose.
Outro dado relevante é que não há mais registro de mortes ou internações causadas pela doença entre os que atuam em obras. A pesquisa da ABRAINC também revela que 100% das empresas que participam da coleta de dados continuam adotando todos os procedimentos para evitar contágios.
Por isso, 99,9% dos trabalhadores seguem atuando sem interrupção. O percentual de infectados nos canteiros de obras é de 0,1%. Desde o início da pandemia, os óbitos ocorridos por causa do COVID-19 ficaram bem abaixo da média nacional: 0,04% na construção civil e 0,28% no país – contabilizados os dados até 4 de outubro de 2021.
Desde a 66ª edição da pesquisa da ABRAINC, em 30 de julho, não há casos de internações hospitalares entre os trabalhadores que atuam diretamente nos canteiros de obras. Também não ocorreu interrupção em obras. Outra percepção é que o percentual de número de infectados cai 15% a cada duas semanas, desde que a vacinação foi intensificada.
ABRAINC coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país; SindusCons também fazem acompanhamento
O estudo tem abrangência nacional, pois coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país, com 963 obras espalhadas em todo o território nacional. O universo da pesquisa engloba pouco mais de 85 mil trabalhadores. “Esses bons números refletem os rígidos protocolos sanitários adotados pelo setor desde o início da pandemia”, diz o presidente da ABRAINC, Luiz França.
Além da associação das incorporadoras imobiliárias, os SindusCons e os Seconcis também realizam pesquisas para medir como a construção civil nas várias regiões do país tem combatido a pandemia. Os números se assemelham aos mostrados pela ABRAINC. Por exemplo, há 7 semanas não são registrados casos de infecção nos canteiros de obras e faz 8 semanas que não ocorrem óbitos.
O presidente do maior SindusCon do país – o do estado de São Paulo – atribuiu o bom desempenho no combate à COVID-19 à imunização pela vacina. “Nossa responsabilidade é criar um clima favorável à vacinação, reforçando, junto às empresas e os trabalhadores, a importância da imunização”, completa Odair Senra.
Para estimular as construtoras a seguirem com os protocolos de combate à COVID-19, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção instituiu o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social. O objetivo é valorizar as boas práticas desenvolvidas pela construção civil e o mercado imobiliário no enfrentamento da pandemia. As inscrições estão abertas até o próximo dia 8 de outubro. Para saber mais, clique aqui.
Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa)
Contatos
abrainc@abrainc.org.br
ascom@cbic.org.br
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Altair Santos MTB 2330
Imunização contra COVID-19 em canteiro de obras chega a quase 100%

Crédito: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
Desde o começo da pandemia de COVID-19, a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) realiza pesquisas para medir o impacto da doença nos canteiros de obras. Os recentes levantamentos revelam que os casos de infecção entre os trabalhadores do setor caem significativamente. A vacinação tem forte influência nessa diminuição.
Na 72ª edição da pesquisa, divulgada dia 17 de setembro, 85% dos que atuam diretamente nas construções já tinham recebido a 1ª dose e 36% a 2ª dose. A expectativa é que na próxima divulgação do levantamento, no decorrer do mês de outubro, os números já se aproximem dos 100% de vacinados com a 1ª dose e mais de 50% com a 2ª dose.
Outro dado relevante é que não há mais registro de mortes ou internações causadas pela doença entre os que atuam em obras. A pesquisa da ABRAINC também revela que 100% das empresas que participam da coleta de dados continuam adotando todos os procedimentos para evitar contágios.
Por isso, 99,9% dos trabalhadores seguem atuando sem interrupção. O percentual de infectados nos canteiros de obras é de 0,1%. Desde o início da pandemia, os óbitos ocorridos por causa do COVID-19 ficaram bem abaixo da média nacional: 0,04% na construção civil e 0,28% no país – contabilizados os dados até 4 de outubro de 2021.
Desde a 66ª edição da pesquisa da ABRAINC, em 30 de julho, não há casos de internações hospitalares entre os trabalhadores que atuam diretamente nos canteiros de obras. Também não ocorreu interrupção em obras. Outra percepção é que o percentual de número de infectados cai 15% a cada duas semanas, desde que a vacinação foi intensificada.
ABRAINC coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país; SindusCons também fazem acompanhamento
O estudo tem abrangência nacional, pois coleta dados das 40 maiores incorporadoras do país, com 963 obras espalhadas em todo o território nacional. O universo da pesquisa engloba pouco mais de 85 mil trabalhadores. “Esses bons números refletem os rígidos protocolos sanitários adotados pelo setor desde o início da pandemia”, diz o presidente da ABRAINC, Luiz França.
Além da associação das incorporadoras imobiliárias, os SindusCons e os Seconcis também realizam pesquisas para medir como a construção civil nas várias regiões do país tem combatido a pandemia. Os números se assemelham aos mostrados pela ABRAINC. Por exemplo, há 7 semanas não são registrados casos de infecção nos canteiros de obras e faz 8 semanas que não ocorrem óbitos.
O presidente do maior SindusCon do país – o do estado de São Paulo – atribuiu o bom desempenho no combate à COVID-19 à imunização pela vacina. “Nossa responsabilidade é criar um clima favorável à vacinação, reforçando, junto às empresas e os trabalhadores, a importância da imunização”, completa Odair Senra.
Para estimular as construtoras a seguirem com os protocolos de combate à COVID-19, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção instituiu o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social. O objetivo é valorizar as boas práticas desenvolvidas pela construção civil e o mercado imobiliário no enfrentamento da pandemia. As inscrições estão abertas até o próximo dia 8 de outubro. Para saber mais, clique aqui.
Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa)
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Altair Santos MTB 2330
Intenção de compra de imóveis fecha setembro em alta

Crédito: Pixabay
Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que a intenção de compra de imóveis fechou o mês de setembro em patamares considerados altos. Os dados revelam que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência. Destes, 10% se mostram ativos no mercado imobiliário para concretizar uma negociação.
Segundo os analistas econômicos que coordenaram o trabalho, isso explica o superaquecimento no volume de lançamentos por parte das construtoras em 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021). Foram colocadas 237 mil unidades no mercado, o que é um recorde desde que a Brain iniciou esse tipo de estudo, em 2016.
Na avaliação do presidente da comissão da indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, existe um bom nível de oferta de imóveis, mas surge o desafio de adequar o produto ao poder de compra da população. Além disso, a pesquisa também aponta os obstáculos que podem frear a decisão de compra, que são: inflação, cenário político e taxa de desemprego.
Porém, o sócio-fundador da Brain, Marcos Kahtalian, lembra que a pandemia mostrou que nada parece deter o desejo do consumidor em adquirir imóveis. “Nesse um ano e meio, o consumidor não se intimidou”, afirma. Segundo ele, há fatores que vão além da oferta de crédito e dos juros baixos para impulsionar o desejo de compra. “A casa passou também a ter a funcionalidade de escritório e de sala de aula. Essa vivência intensa com a casa propiciou o desejo de consumir imóveis”, completa.
Veja quais são os itens de desejo do consumidor quando decide comprar um imóvel
De acordo com a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, o consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente ao buscar imóvel para comprar. O estudo revela quais os principais itens de desejo na hora de adquirir a casa própria ou trocar de residência. Os que os entrevistados mais citaram são área de lazer, mais de uma vaga de garagem, varanda, churrasqueira, suíte e cozinha aberta.
A pesquisa também detectou que a pandemia aquece o mercado de reformas. “Aqueles que não têm intenção de mudar, reformaram para melhorar a qualidade de vida dentro de casa. Aqueles que decidiram mudar, reformaram para conseguir um valor maior no imóvel colocado à venda para adquirir um novo. Já aqueles que compraram imóvel, reformaram para adequá-lo ao seu estilo de vida”, resume Kahtalian.
Os espaços mais desejados nos projetos de reforma são os seguintes: expandir a área de lazer, transformar quarto em home office, criar uma cozinha em conceito aberto, aumentar a quantidade de dormitórios e ampliar a sala. A pesquisa detectou que no período de 12 meses uma em cada quatro famílias realizou algum tipo de reforma no imóvel. O estudo também percebe que as pessoas continuam interessadas em promover algum tipo de reforma nos próximos 12 meses.
A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica não leva em consideração as obras relacionadas com os programas habitacionais de governo federal e estados. Portanto, envolve residências de médio e alto padrão.
Confira os dados da pesquisa
Assista ao webinar “Como está a intenção de compra de imóveis?”
Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Como está a intenção de compra de imóveis?”, da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
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ascom@cbic.org.br
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Intenção de compra de imóveis fecha setembro em alta

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Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que a intenção de compra de imóveis fechou o mês de setembro em patamares considerados altos. Os dados revelam que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência. Destes, 10% se mostram ativos no mercado imobiliário para concretizar uma negociação.
Segundo os analistas econômicos que coordenaram o trabalho, isso explica o superaquecimento no volume de lançamentos por parte das construtoras em 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021). Foram colocadas 237 mil unidades no mercado, o que é um recorde desde que a Brain iniciou esse tipo de estudo, em 2016.
Na avaliação do presidente da comissão da indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, existe um bom nível de oferta de imóveis, mas surge o desafio de adequar o produto ao poder de compra da população. Além disso, a pesquisa também aponta os obstáculos que podem frear a decisão de compra, que são: inflação, cenário político e taxa de desemprego.
Porém, o sócio-fundador da Brain, Marcos Kahtalian, lembra que a pandemia mostrou que nada parece deter o desejo do consumidor em adquirir imóveis. “Nesse um ano e meio, o consumidor não se intimidou”, afirma. Segundo ele, há fatores que vão além da oferta de crédito e dos juros baixos para impulsionar o desejo de compra. “A casa passou também a ter a funcionalidade de escritório e de sala de aula. Essa vivência intensa com a casa propiciou o desejo de consumir imóveis”, completa.
Veja quais são os itens de desejo do consumidor quando decide comprar um imóvel
De acordo com a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, o consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente ao buscar imóvel para comprar. O estudo revela quais os principais itens de desejo na hora de adquirir a casa própria ou trocar de residência. Os que os entrevistados mais citaram são área de lazer, mais de uma vaga de garagem, varanda, churrasqueira, suíte e cozinha aberta.
A pesquisa também detectou que a pandemia aquece o mercado de reformas. “Aqueles que não têm intenção de mudar, reformaram para melhorar a qualidade de vida dentro de casa. Aqueles que decidiram mudar, reformaram para conseguir um valor maior no imóvel colocado à venda para adquirir um novo. Já aqueles que compraram imóvel, reformaram para adequá-lo ao seu estilo de vida”, resume Kahtalian.
Os espaços mais desejados nos projetos de reforma são os seguintes: expandir a área de lazer, transformar quarto em home office, criar uma cozinha em conceito aberto, aumentar a quantidade de dormitórios e ampliar a sala. A pesquisa detectou que no período de 12 meses uma em cada quatro famílias realizou algum tipo de reforma no imóvel. O estudo também percebe que as pessoas continuam interessadas em promover algum tipo de reforma nos próximos 12 meses.
A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica não leva em consideração as obras relacionadas com os programas habitacionais de governo federal e estados. Portanto, envolve residências de médio e alto padrão.
Confira os dados da pesquisa
Assista ao webinar “Como está a intenção de compra de imóveis?”
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Reportagem com base na pesquisa “Como está a intenção de compra de imóveis?”, da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
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Altair Santos MTB 2330
Concreto predomina em prédios superaltos depois do 11/9

Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress
Após o ataque de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York-EUA, imaginou-se que os projetos de edifícios superaltos – aqueles com 200 m ou mais de altura – seriam interrompidos. Mas aconteceu um efeito contrário.
O mais recente relatório do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) mostra que o 11 de setembro desencadeou um crescimento impressionante de arranha-céus. Atualmente, 84% dos grandes edifícios existentes no mundo foram construídos depois de 2001.
Nesses 20 anos, os Estados Unidos também perderam o monopólio dos projetos de megatorres. Eles migraram principalmente para a Ásia e o Oriente Médio. Outro dado apontado pelo relatório do CTBUH é que, após 2001, apenas 9% dos edifícios superaltos foram construídos exclusivamente com estruturas de aço. O concreto tornou-se o material predominante em 53% dos projetos, enquanto as estruturas mistas (concreto+aço (37,5%), aço+madeira (0,3%) e concreto+madeira (0,2%) prevalecem em 38% das construções após o 11 de setembro.
Em 2008, foi publicado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (National Institute of Standards and Technology) as causas oficiais da queda das torres gêmeas. O documento foi elaborado pelo engenheiro civil Eduardo Kausel, professor-emérito do departamento de engenharia civil do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em um dos capítulos, o especialista cita que o padrão de construção de prédios superaltos no século 20 era basicamente o mesmo em todo o mundo: fundações de concreto, núcleo central de aço, vigas e pilares de aço e lajes de concreto.
Significa dizer que as estruturas metálicas predominaram em quase 100% das construções de arranha-céus no século passado. Com o atentado ao World Trade Center, esse paradigma foi literalmente por terra e começou a era das megatorres de concreto. O professor Roberto Chust Carvalho, especialista em estruturas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) explica o porquê dessa mudança. “O que causou a queda do WTC foram as altas temperaturas a que ficaram expostas as soldas das estruturas de aço. Por isso, nos projetos dos arranha-céus que foram construídos depois de 2001, estruturas à base de concreto foram privilegiadas. O concreto, em caso de incêndio, não derrete”, resume.
Curiosidades sobre os prédios superaltos após o 11 de setembro
– Até 11 de setembro de 2001, havia 285 edifícios com 200 metros ou mais de altura no mundo. Hoje, são mais 1.750.
– Se o World Trade Center ainda estivesse de pé, seria o 31º edifício mais alto do mundo atualmente.
– Antes de 2001, 49% de todos os edifícios superaltos do mundo estavam localizados nos Estados Unidos. Hoje, 15% estão em território norte-americano.
– Até 2001, 80% dos arranha-céus com mais de 200 metros foram construídos como escritórios. Atualmente, 46% são prédios corporativos, 25% são residenciais, 24% são edifícios com operação mista (corporativo e residencial), 4% são hotéis e 1% sedia organizações educacionais.
– Hoje em dia são construídos, em média, 112 arranha-céus por ano no mundo.
Entrevistado
Reportagem com base no relatório “Impacto global do 11/9 nos prédios superaltos”, publicado pelo Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH)
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press@ctbuh.org
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Altair Santos MTB 2330
Concreto predomina em prédios superaltos depois do 11/9

Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress
Após o ataque de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York-EUA, imaginou-se que os projetos de edifícios superaltos – aqueles com 200 m ou mais de altura – seriam interrompidos. Mas aconteceu um efeito contrário.
O mais recente relatório do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) mostra que o 11 de setembro desencadeou um crescimento impressionante de arranha-céus. Atualmente, 84% dos grandes edifícios existentes no mundo foram construídos depois de 2001.
Nesses 20 anos, os Estados Unidos também perderam o monopólio dos projetos de megatorres. Eles migraram principalmente para a Ásia e o Oriente Médio. Outro dado apontado pelo relatório do CTBUH é que, após 2001, apenas 9% dos edifícios superaltos foram construídos exclusivamente com estruturas de aço. O concreto tornou-se o material predominante em 53% dos projetos, enquanto as estruturas mistas (concreto+aço (37,5%), aço+madeira (0,3%) e concreto+madeira (0,2%) prevalecem em 38% das construções após o 11 de setembro.
Em 2008, foi publicado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (National Institute of Standards and Technology) as causas oficiais da queda das torres gêmeas. O documento foi elaborado pelo engenheiro civil Eduardo Kausel, professor-emérito do departamento de engenharia civil do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em um dos capítulos, o especialista cita que o padrão de construção de prédios superaltos no século 20 era basicamente o mesmo em todo o mundo: fundações de concreto, núcleo central de aço, vigas e pilares de aço e lajes de concreto.
Significa dizer que as estruturas metálicas predominaram em quase 100% das construções de arranha-céus no século passado. Com o atentado ao World Trade Center, esse paradigma foi literalmente por terra e começou a era das megatorres de concreto. O professor Roberto Chust Carvalho, especialista em estruturas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) explica o porquê dessa mudança. “O que causou a queda do WTC foram as altas temperaturas a que ficaram expostas as soldas das estruturas de aço. Por isso, nos projetos dos arranha-céus que foram construídos depois de 2001, estruturas à base de concreto foram privilegiadas. O concreto, em caso de incêndio, não derrete”, resume.
Curiosidades sobre os prédios superaltos após o 11 de setembro
– Até 11 de setembro de 2001, havia 285 edifícios com 200 metros ou mais de altura no mundo. Hoje, são mais 1.750.
– Se o World Trade Center ainda estivesse de pé, seria o 31º edifício mais alto do mundo atualmente.
– Antes de 2001, 49% de todos os edifícios superaltos do mundo estavam localizados nos Estados Unidos. Hoje, 15% estão em território norte-americano.
– Até 2001, 80% dos arranha-céus com mais de 200 metros foram construídos como escritórios. Atualmente, 46% são prédios corporativos, 25% são residenciais, 24% são edifícios com operação mista (corporativo e residencial), 4% são hotéis e 1% sedia organizações educacionais.
– Hoje em dia são construídos, em média, 112 arranha-céus por ano no mundo.
Entrevistado
Reportagem com base no relatório “Impacto global do 11/9 nos prédios superaltos”, publicado pelo Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH)
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Concreto absorve CO₂ e compensa emissão durante produção de cimento

Crédito: PxHere
Pela primeira vez um relatório da Intergovernmental Panel Climate Change (IPCC), que no Brasil é conhecido como Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, reconhece que a absorção de CO₂ pelo concreto compensa parte da emissão que ocorre durante a produção de Cimento Portland. Segundo o documento do organismo vinculado à ONU, divulgado dia 9 de agosto de 2021, pelo menos metade do gás carbônico emitido na fase de fabricação do cimento é reabsorvida pelo concreto através de um processo natural chamado de carbonatação mineral.
Para Richard Leese, diretor de política industrial, energia e mudanças climáticas da Mineral Products Association (Associação de Produtos Minerais) – organismo que representa a indústria de cimento do Reino Unido -, o reconhecimento do IPCC muda a chave da história quanto ao real volume de emissão de CO₂ atribuído à fabricação de cimento. “Essa contabilidade internacional terá que ser revista”, diz.
Também ouvida sobre o resultado do relatório do IPCC, a engenheira estrutural Jenny Burridge, que atua no The Concrete Centre – centro de inovações em concreto, localizado em Londres -, fez a seguinte constatação: “O concreto absorve CO₂, e isso é um fato. Mas diferentes tipos de concreto absorvem CO₂ em taxas diferentes. O concreto armado tem baixo potencial de carbonatação, pois se ele absorver muito CO₂ isso pode levar à corrosão das armaduras”, alerta.
No entanto, continua a engenheira, os blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂. “Os blocos realmente carbonatam muito rapidamente”, diz. O concreto de demolições, que são transformados em agregados, também possuem grande capacidade de carbonatação, completa Jenny Burridge. “Quanto mais triturado estiver o concreto, maior a capacidade de absorver CO₂”, complementa.
No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos CO2 na atmosfera que os números globais do setor
O trecho do relatório do IPCC que aborda que o concreto é um sumidouro de carbonatação do cimento está na página 32 do capítulo 5 do relatório, e diz: “As emissões diretas de carbonatos na produção de cimento estão em torno de 4% do total de emissões de CO₂ fóssil. Houve crescimento de 5,8% na década de 2000 e chegou a cair para 2,4% na década de 2010, mas estabilizou. No entanto, constata-se que há absorção de CO₂ pelas infraestruturas de concreto (carbonatação mineral) o que compensa cerca de metade das emissões de carbonato durante as fases de produção de cimento. Esses resultados são robustos”, conclui a análise.
No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos CO₂ na atmosfera que os números globais do setor. “Enquanto a média mundial de emissão específica encontra-se em cerca de 634 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, no Brasil esse valor é de 564 quilos por tonelada de cimento”, demonstram dados recentemente divulgados pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento). A meta para 2050 é reduzir para 424 quilos por tonelada. Ainda de acordo com dados do SNIC, desde 1990, quando começaram a ser contabilizadas as emissões da indústria de cimento, o volume médio de CO₂ lançado na atmosfera apresenta quedas progressivas.
Veja o relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas
Entrevistado
Reportagem com base no relatório da Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, intitulado Climate Change 2021 – The Physical Science Basis (Mudança Climática 2021 – A base da ciência física)
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