Computador antigo custa mais para as empresas

Troca de equipamentos após três anos de uso pode aumentar desempenho de um desktop em até 200%

Pesquisa divulgada pela Intel revela que o custo médio de suporte a computadores antigos cresce mais de 30% ao ano. O estudo levou em consideração o custo de suporte anual relacionado à atualização do computador, diagnóstico e conserto do equipamento, isolamento e recuperação do PC, após um incidente de segurança e falhas do hard disk.

De acordo com Maurício Ruiz, diretor do segmento corporativo da Intel Brasil, ao trocar o equipamento as empresas obtêm um aumento de desempenho em mais de 200% sobre um desktop com três anos de vida. Segundo ele, à medida que os computadores se tornam mais velhos, a sua manutenção fica mais cara e pode comprometer o custo-benefício de propriedade. "Podemos ressaltar que empresas que possuem computadores mais novos conseguiram reduzir em 80% as visitas de manutenção de TI. Isso acontece porque a distribuição de patches de segurança ocorre 42% mais rápido. Antes dessa solução, a ação levava cinco dias para atingir a marca de 98% de distribuição. Atualmente, é possível alcançar essa porcentagem em apenas quatro horas", afirmou. Ruiz aponta ainda que, durante crises financeiras, as empresas procuram ser mais efetivas e produtivas viajando menos e fazendo um maior uso de correio eletrônico, videoconferência e webcasts, com o objetivo de aumentar a margem de ganho e produtividade. "Mas não importa se os resultados financeiros das companhias estejam em declínio ou não. As pressões em TI continuam as mesmas, pois a demanda por tecnologia nunca diminui", completou. As crises não afetam apenas a disposição para viagens. De acordo a pesquisa realizada pela Wipro PSA nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, um total de 32% das companhias pretende reduzir a taxa de renovação de seus parques de TI em 2009. Outros 60% das empresas ouvidas, no entanto, afirmaram que continuarão com seus planos anteriores. As empresas que decidem renovar seus parques de TI obtêm não só um incremento de performance, como também ganho de energia, que pode ser maximizado caso optem por um PC gerenciado remotamente. "Em tempos de crise, quando há uma redução de investimentos, estes devem ser feitos de maneira inteligente de forma a não prejudicar a produtividade e aumentar outros custos além dos de aquisição", conclui Ruiz.

Fonte: Maxpress

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Pré-sal estimula empregos na tecnologia

Descoberta de petróleo nas profundezas do mar deve gerar mais de 200 mil postos de trabalho diretos na indústria de óleo e gás

Fabiana Nakazone: “O pré-sal trará inovações a todos os setores da tecnologia brasileira e isso vai se refletir não só no mercado de trabalho, mas nas áreas de ensino.”Os investimentos da Petrobras neste ano devem superar os R$ 53,4 bilhões de 2008. Boa parte destes recursos irá para a exploração de petróleo abaixo da camada pré-sal. É nas profundezas do Oceano Atlântico que a estatal concentra atualmente seu potencial em pesquisa e tecnologia. E é para lá que vai migrar boa parte dos estimados 228 mil empregos que devem ser gerados pela indústria de óleo e gás em um prazo de dois a três anos. “Não estamos falando apenas de energia, mas de infraestrutura e logística, que também vão absorver muita mão de obra”, afirma a consultora Fabiana Nakazone, especialista em gestão de pessoas.

Pelas análises do mercado, a área de tecnologia, e em especial as engenharias, devem dominar pelo menos 70% das vagas criadas pela descoberta do pré-sal. Em um primeiro momento, esse não será um mercado de trabalho para o primeiro emprego. A expectativa é que aqueles profissionais que investiram em suas carreiras nos últimos cinco anos possam ser os primeiros beneficiados por essa demanda. “Engenheiros com capacitação no exterior e experiência comprovada, principalmente em setores relacionados à energia, infraestrutura e logísitica, são os que primeiramente absorverão essas vagas”, diz Nakazone.

A gestora, no entanto, avalia que em médio e longo prazo toda a cadeia envolvida pela engenharia deve ser beneficiada. “O pré-sal trará inovações a todos os setores da tecnologia brasileira e isso vai refletir não só no mercado de trabalho, mas nas áreas de ensino. As escolas terão de criar disciplinas e até cursos voltados para essa nova realidade brasileira”, avalia.

Mais empregos, melhores salários

Outros projetos nacionais, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a Copa do Mundo de 2014 e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, também trarão novos valores para a engenharia brasileira, prevê Fabiana Nakazone. “A tendência é que no ano que vem tenhamos um superaquecimento neste setor. Por quê? Porque empreendimentos do PAC vão demandar mais mão de obra para serem concluídos, porque os estádios para a Copa devem começar a ser construídos e porque o Minha Casa, Minha Vida trocará a fase de projetos pela de construção”, enumera.

Se todos esses programas estiverem a pleno vapor em 2010, a economia deverá receber uma injeção de quase R$ 650 bilhões. O volume de recursos e a procura intensa por trabalhadores das áreas tecnológicas também devem atrair melhores salários para o setor. “Como há defasagem de profissionais, quem contratar vai se dispor a pagar mais. É a regra de um mercado aquecido e em busca de inovações”, conclui Fabiana Nakazone.

Email da entrevistada: Assessoria de imprensa do Grupo DMRH – Companhia de Talentos: jimena.carro@dmrh.com.br

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O que é PAC?
PAC é a sigla para Programa de Aceleração do Crescimento. É um plano do governo federal para estimular o crescimento da economia brasileira, através do investimento em obras de infraestrutura (portos, rodovias, aeroportos, redes de esgoto, geração de energia, hidrovias, ferrovias).
O PAC foi lançado pelo governo federal no dia 28 de janeiro de 2007, prevendo investimentos da ordem de 503,9 bilhões de reais até 2010. O capital utilizado é originário de recursos da União, capitais de investimento de empresas estatais e investimentos privados com estímulos de investimentos públicos e parcerias.

O que é pré-sal?
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi - o principal. Há também os poços de Guará, Bem-te-vi, Carioca, Júpiter e Iara. O plano da Petrobras é investir R$ 112 bilhões até 2012.

O que é o Minha Casa, Minha Vida?
O governo federal está investindo R$ 34 bilhões no programa que nasceu para viabilizar a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em parceria com estados, municípios e iniciativa privada. O objetivo é impulsionar a economia e gerar empregos, sobretudo no setor da construção civil.

O que é Copa do Mundo de 2014?
O Brasil sediará daqui a cinco anos o principal evento esportivo do planeta. A previsão é que entre a construção de 12 estádios e a organização do torneio sejam gastos perto de R$ 3 bilhões. Os recursos para adequação da infraestrutura virão do Programa de Aceleração do Crescimento.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Queda de revestimento cerâmico

Patologia está entre as mais comuns nas edificações. Para evitá-la, construtor deve tomar cuidados simples

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Queda de revestimento cerâmico
Queda de revestimento cerâmico

Há quem imagine que os revestimentos de uma edificação têm apenas função estética. É um erro. O papel fundamental é garantir a durabilidade da alvenaria e fazer a proteção termoacústica , melhorando o conforto interno da casa ou apartamento. Não obstante, os revestimentos impactam no custo de uma edificação e chegam a representar cerca de 10% do custo da obra.

Pela importância desta etapa da obra, é de se estranhar que existam tantas patologias relacionadas ao assunto. E elas vão desde pequenas fissuras e eflorescências até a queda de revestimentos cerâmicos.

Diversas são as origens destes problemas. Entre elas: deformação excessiva da estrutura, atuação de sobrecarga além das definidas em projeto, recalques do sistema de fundação, movimentação de lajes e vigas de cobertura, retração da argamassa, dilatação térmica e ou higroscópica dos revestimentos cerâmicos e falhas construtivas.

Sabe-se também que boa parte das patologias poderia ser evitada se fossem adotados os seguintes cuidados:
* Compra de revestimentos cerâmicos apropriados, que devem ter baixa absorção e expansão por umidade.
* Uso de argamassas com menor rigidez e compatível com o substrato.
* Bom espalhamento da argamassa colante.
* Uso de técnicas corretas para execução.
* Prever a correta manutenção da fachada.

Mas a melhor solução para o problema ainda é o construtor contar com um bom projeto de revestimento, que não se limita apenas em paginar graficamente a fachada. Devem ser previstas juntas de dilatação, além de contemplar a especificação dos materiais, das técnicas e dos procedimentos construtivos para execução e controle.

Além de contar com um bom projeto, é imprescindível que o construtor conheça os produtos que está utilizando e também as normas que contemplem os requisitos de projeto, em especial a norma NBR 13755/96 (Revestimento de Paredes Externas com Placas Cerâmicas e com Utilização de Argamassa Colante - Procedimento). Que estabelece os requisitos para execução, fiscalização e recebimento de revestimento de paredes externas com placas cerâmicas assentadas com argamassas colantes específicas para fachadas.

Desta forma, o construtor obterá melhor desempenho, evitará retrabalho durante a execução da obra e, consequentemente, terá um revestimento com menos manifestações patológicas e mais durável.
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Uma das soluções mais viáveis para a Copa 2014 está no pré-moldado

Sistema construtivo deve agilizar obras nos estádios que, pelo cronograma da Fifa, devem ser entregues até o final de 2012

Conhecidas as 12 cidades indicadas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) como subsedes para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil, o que se discute agora é como serão construídos os estádios. Os projetos já foram apresentados, mas a ausência de recursos privados para as obras deve obrigar o governo federal a abrir uma linha de crédito especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Estima-se que só a adequação de estádios e a construção de novas arenas devem custar R$ 3 bilhões. Para não fugir deste orçamento, os pré-moldados devem ser um dos sistemas construtivos que prevalecerão para erguer os palcos das partidas.

O caderno de encargos da Fifa exige que pelo menos dois estádios tenham capacidade para 60 mil lugares ou mais. São os que vão sediar a abertura e a final da Copa. Os demais devem ter no mínimo 40 mil lugares. Por isso, em recente audiência pública no Congresso Nacional, o presidente nacional do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, alertou que a Fifa, ao anunciar as subsedes, já deveria ter definido quem vai abrir e fechar o mundial. “A diferença é grande. Por isso, são necessárias mais informações por parte da organização do evento para que seja realizado um planejamento. A Fifa nos cobrará mais tarde, e só poderemos corresponder a suas demandas se primeiro cobrarmos agilidade da entidade”, ressalta.

Pelo motivo de as subsedes ainda não saberem ao certo quais serão suas demandas, o presidente da regional Paraná do Sinaenco, Marlus Coelho, já prevê atrasos nas obras. “Além destas questões relacionadas à Fifa, têm os problemas institucionais, como o atendimento às normas municipais e ambientais, em todos os níveis. Mas o mais crítico é o início das obras, a solução da equação financeira”, avalia, antecipando que a indicação de 12 subsedes foi uma estratégia da Fifa para trabalhar com uma margem de erro. “São necessários, efetivamente, apenas oito estádios para realizar a Copa. Ou seja, foram indicados doze para dar uma folga maior”, completa.

Independentemente do número de estádios que vão acabar sediando a Copa do Mundo de 2014, o Sinaenco avalia que o evento trará luz à segurança dos estádios – uma das bandeiras do organismo. “Os projetos vão incentivar a resolver pontos críticos, como tempo de evacuação do público e adaptação do entorno dos estádios para receber grandes públicos”, diz Marlus Coelho. Ele ressalta, porém, que a manutenção destas obras será outro dilema a ser vencido: “Sem a manutenção periódica e adequada, os elementos iniciais de segurança poderão se deteriorar e comprometer o futuro dos estádios após a Copa”.

Fique por dentro
As 12 cidades eleitas para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Texto complementar

Sinaenco aposta que Arena da Baixada será a 1.ª a ficar pronta

Presidente regional Marlus Coelho revela, em entrevista, otimismo com estádio escolhido para representar a subsede Curitiba. Confira:

O senhor aposta que a Arena será o primeiro estádio a ficar pronto?
Sim, as obras na Arena já começaram e, certamente, ela estará pronta para a Copa de 2014.

Da 1.ª etapa da construção da Arena para essa nova fase da obra mudou alguma coisa em termos de tecnologia empregada?
A Arena da Baixada já tem uma concepção europeia, pois os arquitetos que a projetaram estudaram os melhores estádios do mundo. Então ela já atende ao padrão da Fifa, com aquele formato mais retangular diferindo do oval adotado pelo Maracanã e seguido pela maioria dos estádios brasileiros. Então as adaptações pelas quais ela deverá passar não se referem ao projeto, mas a espaços para a mídia e os convidados VIPs e VVIPs, assim como estacionamento e o entorno.

O entorno parece ser o que mais vai exigir adaptações. É isso?
De fato, as alterações maiores serão no entorno. O problema poderá estar num conflito entre as exigências da Fifa e a viabilidade da Prefeitura Municipal, em função da exiguidade de espaços na região, já densamente ocupada por edifícios residenciais.

Marlus Coelho, presidente da regional Paraná do Sinaenco: marlus@esteio.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Nova sede do Crea-PR será referência em sustentabilidade

Prédio com 9 pavimentos e sistema construtivo pré-fabricado terá projeto escolhido em concurso público, que reuniu 125 trabalhos

Fundado há 75 anos, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) quer tirar o conceito de prédio sustentável do abstrato. Um amplo concurso público, que contou com a participação de 125 trabalhos, elegeu o projeto da nova sede do Crea-PR, que deverá ser inaugurada em 2010, no bairro Mercês, em Curitiba, em uma área de 2,6 mil metros quadrados.

A obra, segundo o arquiteto Jeferson Dantas Navolar, coordenador do concurso e presidente do IAB-PR (Instituto de Arquitetura do Brasil, departamento Paraná), promete ser referência em construção sustentável no Brasil. Segundo ele, por não existir no país uma legislação específica sobre o tema, hoje qualquer obra invoca o rótulo de "sustentável". "Não possuímos uma legislação integrada que possibilite uma certificação. Por isso, a definição de prédio sustentável no Brasil ainda é abstrata", afirma.

Para romper esse paradigma, o concurso do Crea-PR foi rigoroso. Venceu o projeto do arquiteto gaúcho Jean Grivot Avancini. Ao todo participaram trabalhos de 14 estados
brasileiros. "O concurso teve um nível técnico elevado, pouco usual, principalmente no que diz respeito à sustentabilidade", explica Jeferson Navolar, que revelou o lema que norteou o concurso: "Durabilidade com baixo custo ambiental."

O novo prédio do Crea-PR terá 9 pavimentos e 1 sub-solo, atendendo a legislação urbanística de Curitiba. Foram previstos reuso de água, retenção de água pluvial e privilégio à iluminação natural na maior parte dos ambientes. O projeto destaca os seguintes itens:
* Ocupação dos vazios urbanos, evitando-se novos loteamentos
* Baixo consumo energético durante a construção e também durante o uso da edificação
* Baixo consumo de água durante a construção e reaproveitamento de águas, com tratamento adequado para cada uso
* Baixa produção de resíduos durante a construção
* Opção por materiais e insumos "ambientalmente corretos" (baixa emissão de carbono, extrativismo responsável e qualificação social dos agentes envolvidos)

O sistema construtivo escolhido para a obra foi o pré-fabricado. "A pré-fabricação atende às condições do sítio urbano e do terreno, sem espaço para grandes canteiros de obras", explica o presidente do IAB-PR. O valor dá obra não é revelado pelo Crea-PR, mas o investimento será maior do que o que seria feito em uma obra normal. "É preciso ressaltar que o que é impagável é o compromisso com o meio ambiente", disse Navolar.

Antes de a obra começar, terão de ser cumpridas as seguintes etapas: contratação do projeto executivo de arquitetura e dos executivos complementares, como estrutura e instalações. Enquanto o prédio estiver em construção, o Crea-PR pretende se adaptar à família das ISO para que seus funcionários saibam utilizar o prédio. "Ele só vai se tornar efetivamente sustentável se quem for habitá-lo estiver integrado com o conceito", afirma o arquiteto Jeferson Dantas Navolar, que garante: "A futura construção será a mais completa sobre o enfoque da sustentabilidade, seja no Brasil ou em Curitiba."

Entrevistado: Jeferson Dantas Navolar: comunicacao@crea-pr.org.br

Texto complementar

Vencedores do concurso para a nova sede do Crea-PR

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia apresentou no dia 8 de junho os vencedores do concurso público nacional de arquitetura para a nova sede do Crea-PR. O vencedor é arquiteto portoalegrense Jean Grivot Avancini. O projeto foi escolhido como o que melhor atende às exigências do edital e à necessidade do conselho pela comissão julgadora do concurso. "Pela qualidade do projeto vencedor, principalmente de atendimento às práticas de sustentabilidade, é possível afirmar que a nova sede do Crea-PR será uma referência nesta questão no Paraná", afirma o engenheiro agrônomo e presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Jr.

Avancini lembra que o mérito não é só dele. "Meus sócios Carolina Flach Souza Pinto e Lucas Rocha Obino Martins também são responsáveis pela conquista", afirma. Eles receberam prêmio de R$ 46 mil e assinaram um contrato de R$ 240 mil com o Crea-PR.

Do projeto, Avancini conta que prevê a otimização de recursos e eficiência para a edificação. "A escolha de uma técnica construtiva adequada ao terreno e o emprego de processos industrializados de construção com estruturas leves, desmontáveis e recicláveis em sua maioria, gerando um prédio modulado, o que garante um processo ágil e eficiente de construção", conta.

O concurso foi promovido pelo Crea-PR e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento do Paraná (IAB-PR), com parceria da Prefeitura Municipal de Curitiba e contou com a participação de 125 profissionais de todo o país.

Outros vencedores

Em segundo lugar ficou o arquiteto Marcos Jobim, de Florianópolis. Ele recebeu prêmio de R$ 23 mil. Já o terceiro colocado é Nonato Veloso, de Brasília, que recebeu R$ 11,5 mil. O quarto colocado também é de Brasília, Paulo Henrique Paranhos de Paula e Silva, que recebeu R$ 5,7 mil. Em quinto lugar ficou Antonio João Malicia Filho, de São Paulo, com premiação de R$ 2,8 mil.

Mais dois projetos receberam menção honrosa. São eles de Julio Luiz Vieira, de São Paulo, e de Alvaro Puntoni, também de São Paulo.

Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Tempestade Comunicação


Londrina sediou fórum de acessibilidade

Evento debateu a padronização de calçadas e propôs melhorias para que as leis existentes de acessibilidade sejam atendidas

Créditos: Engª. Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

Programa de Acessibilidade
Programa de Acessibilidade

Londrina sediou, no dia 29 de junho, a 10ª edição do Fórum Permanente de Acessibilidade. O objetivo do evento foi criar um espaço de discussão para os profissionais da engenharia e arquitetura, para que eles pudessem partilhar experiências e propor ações de melhorias para atender as leis existentes de acessibilidade.

Aproximadamente 60 pessoas participaram do fórum e, apesar da maioria ser composta por profissionais da construção civil, marcaram presença também representantes de ONGs e pessoa com deficiência - principais interessados na aplicação prática do assunto.

A iniciativa de promover o encontro foi do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), que convidou o engenheiro civil Carlos Roberto Giublin, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), para falar sobre espaços urbanos e qualidade das calçadas. “É importante disseminar essas informações, para que as normas existentes sejam cumpridas. Foi proposto no fórum que as prefeituras exijam, para a aprovação de novas edificações, a apresentação de um projeto de calçada. Na maioria das cidades, isso é apenas uma recomendação”, comentou Giublin.

Entre 2003 e 2005, o professor Ph.D Evandro Cardoso Santos, hoje consultor internacional em transportes, desenvolveu uma pesquisa em parceria com universidades renomadas de quatro cidades do Paraná. O estudo analisou as condições das calçadas de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá. Na avaliação, foram atribuídas notas de zero a dez e somente Maringá apresentou média acima de 5,0. “Infelizmente, salvo poucas e raras exceções, nada foi feito para que, numa nova medição, as notas das cidades estudadas pudessem sofrer qualquer alteração positiva. Nas maiores cidades do Paraná e do Brasil, os pedestres continuam relegados ao segundo plano, com os automóveis sendo os donos da cena urbana”, declarou o professor Evandro.

Outros fóruns sobre acessibilidade serão realizados nos meses de agosto e outubro, em Curitiba e Ponta Grossa. Para mais informações, acesse o site do Crea-PR:

http://www.crea-pr.org.br/crea3/html3_site/assessoria_de_comunicacao/acessibilidade/index.htm

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Timão e Pro-Crea fazem treinamento

Programa de treinamento da Itambé e programa de qualificação profissional do Crea-PR realizam série de palestras sobre construção civil

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Timão e Pro-Crea fazem treinamento
Timão e Pro-Crea fazem treinamento

Com o objetivo de atender a demanda profissional relacionada à capacitação para o mercado de trabalho, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR) criou o Pro-Crea. O programa realiza, em parceria com entidades de classe e instituições de ensino, cursos, palestras e eventos técnicos voltados aos profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, agronomia, geografia, geologia e meteorologia. Em dois anos de existência já foram capacitados mais de 15 mil profissionais.

Já o programa de treinamento de mão-de-obra (Timão) da Itambé, em seus onze anos já treinou mais de 36 mil pessoas, com ênfase nos trabalhadores mais simples da construção civil. Ao longo do tempo, aumentou o número de temas das palestras que hoje englobam mais de 15 assuntos. No site (www.cimentoitambe.com.br), página da Assessoria Técnica/Timão, é fácil encontrar a relação completa dos temas e o formulário para solicitar uma palestra.

Portanto, juntos, os dois programas preenchem uma lacuna de atualização profissional voltada para os aspectos práticos das edificações. O início dos treinamentos ocorreu no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba, no dia 1º de julho, com público de 110 pessoas. O tema escolhido foi a “Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos”. Para as próximas semanas, a programação prevê a realização das seguintes palestras:

* Local: Curitiba, no IEP
Tema: Alvenaria Estrutural – Assentamento, Concreto Auto-Adensável, Concreto – Lançamento, Adensamento e Cura e Pavimento de Concreto

* Local: Guarapuava, na Associação dos Engenheiros e Arquitetos
Tema: Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos, Alvenaria Estrutural – Assentamento e Concreto e o Meio Ambiente

* Local: Telêmaco Borba, na Associação dos Engenheiros
Tema: Alvenaria Estrutural – Assentamento, Cimento e Concreto – Aspectos Práticos na Construção Civil, Concreto – Lançamento, Adensamento e Cura

* Local: Paranaguá, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Litoral
Tema: Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos e Alvenaria Estrutural – Assentamento

* Local: União da Vitória, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Vale do Iguaçu
Tema: Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos, Concreto Dosado em Central e Concreto Auto-Adensável

* Local: Ibaiti, na Associação Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
Tema: Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos, Argamassa em Obras e Concreto Auto-Adensável

Outras informações podem ser obtidas na página do Crea-PR: www.crea-pr.org.br ou diretamente na Assessoria de Qualificação Profissional do Crea, no telefone (41) 3350-6739.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


No Sul, Paraná deve liderar crédito habitacional em 2009

Estimativa da Caixa Econômica Federal é que volume passe de R$ 2 bilhões no estado, numa projeção que os próprios analistas consideram modesta

Feirão da Casa Própria, da Caixa: programa Minha Casa, Minha Vida serviu de propaganda para o evento em todo o país
Feirão da Casa Própria, da Caixa: programa Minha Casa, Minha Vida serviu de propaganda para o evento em todo o país

O Paraná desponta como o estado da região sul que mais deve liberar crédito imobiliário neste ano, estima o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Gueber Roberto Laux. Em sua previsão, o crescimento das contratações no Paraná em 2009 fará com que o volume financiado passe de R$ 2 bilhões diante do R$ 1,6 bilhão do ano passado, quando foram financiadas 34.210 unidades habitacionais.

Até maio, no Paraná, foram fechados 20.430 contratos e o volume negociado foi de R$ 858 milhões. No mesmo período de 2008, a Caixa contratou R$ 471,1 milhões em 10.585 unidades habitacionais. Portanto, houve um aumento de 82% no volume de contratações e 93% na quantidade de contratos. Isso demonstra a estimativa sobre o volume financiado de R$ 2 bilhões, para este ano, é modesta e pode ser revista para cima.

Um bom sinal do otimismo ficou evidente na 5.ª edição do Feirão da Casa Própria, promovido recentemente pela Caixa. Em Curitiba, foram realizados 2.420 negócios em um só final de semana, no valor de R$ 184 milhões. Do total de contratos fechados, 244 foram efetivados no próprio evento, contabilizando recursos da ordem de mais de R$ 20 milhões. Outros 751 foram encaminhados, no valor de quase R$ 67 milhões, além dos 522 negócios fechados através dos parceiros, totalizando R$ 56,5 milhões, e dos encaminhados também através dos parceiros, somando mais R$ 40,5 milhões para 903 unidades habitacionais.

Os números impressionaram, segundo o superintendente regional da Caixa, Celso Matos. “A Caixa sabia que teria um volume maior do que em anos anteriores e se preparou para isso. O Feirão está consolidado dentro da cadeia da construção civil e a cada ano torna-se mais fortalecido e mais procurado, tanto pelos parceiros quanto pelo público”, comentou. No Paraná, o feirão aconteceu também em Londrina, onde os negócios fechados somaram R$ 48 milhões.

No Brasil todo, o Feirão abrangeu 10 cidades e ofertou perto de 110 mil imóveis (os números definitivos serão anunciados em julho). No ano passado, o evento movimentou recursos da ordem de R$ 4 bilhões, totalizando cerca de 39 mil contratos – todos fechados pela Caixa, que responde por 70% do mercado de financiamento imobiliário do país.

Incentivo

Apesar de os imóveis negociados no Feirão da Casa Própria não terem relação com o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o projeto lançado recentemente pelo governo federal estimulou as pessoas a concretizarem a compra da casa própria. Na opinião de Gueber Roberto Laux, ele serviu como uma boa propaganda. “O programa Minha Casa, Minha Vida gerou um impacto positivo e, indiretamente, incentivou o volume de vendas para o ano”, disse Laux. Além disso, a redução de juros habitacionais promovido pela Caixa também atraiu mais compradores.

Quando sancionado e colocado em movimento, o programa habitacional lançado pelo governo federal vai financiar no Paraná 44.172 unidades habitacionais, o que deve ocorrer a partir de 2010.

Email do entrevistado: Assessoria de imprensa da Caixa: sumac25@caixa.gov.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Esplanada dos Ministérios vai passar por "reforma verde"

Prédios construídos na década de 50 serão submetidos a técnicas de construção sustentável para reduzir o consumo de energia

Esplanadas dos ministérios: obras devem custar R$1,6 bilhão
Esplanadas dos ministérios: obras devem custar R$1,6 bilhão

A Esplanada dos Ministérios, construída no fim da década de 50 vai ganhar uma reforma "verde", com técnicas de construção sustentável para reduzir o consumo de energia e até as emissões de gases de efeitos estufa dos 16 prédios que compõem o conjunto. A proposta foi apresentada no final de maio durante o seminário Construções Sustentáveis para uma Nova Economia.

Além da retrofitagem processo de modernização dos prédios antigos, o projeto inclui a construção de sete novos edifícios anexos que abrigariam órgãos do governo federal que atualmente funcionam em prédios alugados em outras áreas de Brasília. Para sair do papel, a ideia deve custar R$1,6 bilhão, financiados por meio de uma parceria público privada (PPP). "O governo vai pagar com o que economizar com o consumo de água e energia e com projeções imobiliárias em Brasília", calcula o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão.
Para se tornar ecologicamente corretos, os prédios passarão por mudanças na parte elétrica, para garantir eficiência energética, inclusão de mecanismos de economia de água e utilização de vidros com menor absorção de calor para reduzir o uso de aparelhos de ar condicionado, por exemplo.

De acordo com Simão, a ideia foi discutida pela primeira vez em 2008 durante uma reunião internacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo Simão, o projeto é visto pela OIT como uma "grande contribuição do setor da construção civil para a criação de empregos verdes".

Simão, que também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, órgão de assessoramento do presidente da República, disse que já apresentou o projeto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e que tem apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Agência Brasil

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


CNJ cria comissão para fiscalizar obras em fóruns

Primeira auditoria será para radiografar todos os prédios do Judiciário, os que pertencem à instituição e os que estão em fase de obras

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, assinou em 11 de junho portaria que cria o comitê para fiscalizar a execução de obras no Poder Judiciário. Entre outras tarefas, o grupo de trabalho vai acompanhar a execução do Termo de Compromisso que levou à anulação da licitação para as obras da nova sede do Tribunal Regional Federal em Brasília. O primeiro movimento será um raio x de todos os prédios do Judiciário, os que pertencem à instituição, os que estão em fase de obras, os que são alugados e ainda os cedidos por prefeituras. O mapeamento inclui exame de contratos, muitos deles prorrogados por largo período em condições eventualmente desfavoráveis para o Tesouro. A proposta foi do conselheiro Felipe Locke Cavalcanti e aprovada na última sessão do CNJ de 28 de abril. Segundo explicou o conselheiro, uma das principais atribuições do grupo de trabalho será instituir a padronização de procedimentos para redução dos custos na execução das obras. “Há uma preocupação de avaliarmos a necessidade e os parâmetros das construções, com a finalidade de reduzirmos os custos”, afirmou. Na opinião do conselheiro, a criação do grupo vai contribuir para aprimorar e agilizar o funcionamento do Judiciário.

Felipe Locke Cavalcanti afirma que a fiscalização desses gastos é uma preocupação de todos os integrantes do Conselho. Segundo avalia, a melhor distribuição dos recursos na construção de prédios será um benefício para o jurisdicionado. “É o contribuinte que paga por essas instalações e ele merece que elas sejam construídas pelo menor preço e da forma mais adequada”, opina.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

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