Confira fotos em 360 graus da maior ponte da Amazônia
Obra sobre o Rio Negro tem 3.600 m e ligará Manaus a Iranduba. Veja, em fotos panorâmicas, como a ponte está sendo construída
Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

Não há como passar pela orla de Manaus sem notar a construção da maior ponte da Amazônia. Com 3.600 m de comprimento, ela está sendo erguida sobre o Rio Negro e ligará a capital amazonense à cidade vizinha de Iranduba.
Os leitores do Globo Amazônia serão os primeiros a subir na ponte, que ainda não está aberta. Por meio de uma nova ferramenta lançada na última semana, o internauta poderá ver a obra a partir de dois pilares de mais de 50 metros de altura.
Para não atrapalhar o tráfego de grandes embarcações, a ponte terá dois vãos livres de 55 metros de altura por 200 m de largura. No meio desses dois trechos ficará um mastro de 158 metros, servindo de sustentação para cabos de aço que vão segurar a ponte.
A obra, que custou ao governo do estado R$ 574 milhões, terá 74 pilares e irá consumir 14,5 mil toneladas de aço, além de 138 mil metros cúbicos de concreto o equivalente a 25 prédios de 20 andares. A previsão é que carros possam circular sobre a ponte em março de 2010.
Suba na ponte que está sendo construída em Manaus

Fonte: Globo Amazônia
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Metrô transforma vida da Grande Porto Alegre
Primeira linha da obra estará totalmente concluída em 2010, mas projeto ganhará expansão para a Copa de 2014
Apesar das chuvas que atingiram Porto Alegre e região metropolitana em setembro, as obras que finalizam o trecho da linha 1 do metrô de superfície da Trensurb caminham para serem concluídas em 2010. Dividida em 5 trechos, a construção de 9,3 quilômetros se unirá aos 33,8 quilômetros já concluídos para desafogar o tráfego no trecho entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.
Com o metrô, o morador de Novo Hamburgo poderá ir a Porto Alegre em 55 minutos, evitando o violento e engarrafado trânsito da BR-116. "A etapa final da obra vai incorporar mais 35 mil usuários aos 170 mil usuários que já utilizam o serviço da Trensurb", afirma o superintendente de Expansão e Obras da Trensurb, engenheiro Humberto Kasper.
O projeto do metrô, concebido em 1976, sofreu atualizações e agregou obras de infraestrutura que vão transformar o entorno da linha 1. "Toda a área sob o elevado receberá estacionamento, ciclovia, pistas para skate e outras demandas que atendam às necessidades da comunidade, assim como drenagem pluvial, saneamento e pavimentação de ruas e calçadas", explica Humberto Kasper. Além disso, todas as estações do metrô terão interligação tarifária com mais de 280 linhas de ônibus da região metropolitana de Porto Alegre. Esse conjunto construtivo está orçado em R$ 691,25 milhões, incluindo obras civis e sistemas operacionais.

Construído em sistema elevado, o metrô de Porto Alegre tem todo o concreto da obra fornecido pela Concresul Britagem Ltda. Uma parte dos materiais usados na construção está sendo moldada in loco, como fundações e pilares. Já vigas e lajes são pré-moldadas. O sócio-gerente da Concresul, Pedro Antônio Reginato, revela que a obra está utilizando um concreto com especificação exclusiva nas vigas pré-moldadas. "Ele possui cura térmica com vapor d´água, informa. Segundo o superintendente da Trensurb, Humberto Kasper, a obra engloba 184 mil postos de trabalho.

Todo cimento desta etapa do metrô será fornecido pela Itambé, que assessorou a obra para a escolha do melhor tipo de cimento, tendo em vista a necessidade de desempenho e o combate à reação álcali-agregados.
Copa 2014
Paralelo à construção da linha 1 do metrô, a Trensurb está desenvolvendo o projeto do metrô de Porto Alegre-Linha da Copa, além da ligação por aeromóvel da estação Aeroporto com o Aeroporto Internacional Salgado Filho.
A Linha da Copa é a primeira etapa da implantação de um anel metroviário com 34,4 quilômetros de extensão. O projeto prevê a construção de 15,3 quilômetros, que irão transportar, em média, 290 mil usuários por dia, com uma frota de 25 composições de 4 carros, com capacidade de 760 passageiros cada.
Com previsão de conclusão em 2013, esta nova linha permitirá que o metrô de Porto Alegre tenha capacidade total de transporte de 670 mil usuários por dia, com 24 estações convencionais e sete estações de integração multimodal. A linha da Copa tem o traçado previsto para iniciar na Avenida Borges de Medeiros, perto do Mercado Público, passando pelas avenidas José de Alencar, Azenha, Bento Gonçalves e João de Oliveira Remião, com previsão de investimento em torno de R$ 2,5 bilhões.
O projeto prevê 12 estações:
* Rua da Praia-Mercado
* Capitólio
* Daer
* Praça Itália
* Getúlio Vargas
* Botafogo
* Santo Antonio
* Barão do Amazonas
* Campus da PUC
* Carrefour
* Antonio de Carvalho
* Campus Agronomia
Haverá ainda cinco estações de integração multimodal (Beira-Rio, Rótula do Papa, Azenha, Aparício Borges e João de Oliveira Remião).
Por seu traçado, a linha da Copa atenderá 15 bairros:
* Centro
* Cidade Baixa
* Praia de Belas
* Menino Deus
* Santa Teresa
* Medianeira
* Azenha
* Santana
* Santo Antônio
* Partenon
* Aparício Borges
* João Pessoa
* São José
* Jardim Carvalho
* Agronomia
Aeromóvel
O aeromóvel, que ligará a estação Aeroporto ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, terá 854 metros de extensão, percorridos em 70 segundos. Para atender aos usuários, o aeromóvel contará com dois carros, um para 150 e outro para 300 passageiros, utilizados conforme a demanda necessária. A linha terá dois terminais, um na área paga da estação e outro junto à passarela de acesso ao edifício garagem do aeroporto. A transferência entre linhas será feita sem ônus aos passageiros, o que significa que o passageiro que desembarcar no Aeroporto Salgado Filho pagará o valor unitário da passagem para utilizar o aeromóvel até a estação, ali será possível embarcar no trem sem a necessidade de adquirir outro bilhete. Da mesma forma, o passageiro que desembarcar na estação e desejar ir ao aeroporto, pagará somente uma passagem.
O sistema será totalmente automático, sem necessidade de condutor. Além disso, o layout dos carros será feito para atender as normas do sistema de acessibilidade universal, facilitando o acesso a cadeirantes, idosos e portadores de deficiência visual. Também está previsto espaço para o transporte de bagagens e malas de viagem. O valor da obra está orçado em R$ 29,884 milhões e a Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), da Secretaria do Planejamento de Porto Alegre, já aprovou o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) do projeto. Só aguarda a liberação de recursos da União para dar início ao processo de implantação.
Texto complementar
Linha do metro de Porto Alegre
Cronograma da obra
Trecho 1
Entre estação São Leopoldo e margens do Rio dos Sinos
No mês de setembro, o estaqueamento foi totalmente terminado. Os blocos tiveram 92% de conclusão, os pilares 88% e as travessas 76%. A conclusão total dos blocos e pilares deverá ocorrer em outubro.
Trecho 2
Pontes rodoviária e metroferroviária
Estão com o andamento prejudicado em função da grande quantidade de chuvas em setembro. Neste perímetro, o estaqueamento está 80% concluído, os blocos têm 20% e os pilares 12%. Ainda não forram iniciadas as vigas travessas.
Trecho 3
Entre as pontes e a estação Rio dos Sinos
Depende do reassentamento das famílias que vivem na Vila dos Tocos. A Trensurb e a Prefeitura de São Leopoldo entraram em acordo para que as 50 primeiras famílias sejam transferidas em caráter emergencial para o loteamento Brás 3. Este ano já foram liberados R$ 17 milhões para a construção do loteamento Leopoldo Wasun e, no ano quem vem, serão enviados mais R$ 13 milhões para infraestrutura, integrando educação, saúde e habitação.
Trecho 4
Entre as estações Rio dos Sinos e Liberdade
Esta etapa está com 65% dos estaqueamentos concluídos, bem como 51% dos blocos e 12% dos pilares. Assim como no trecho dois, aqui também não foi iniciada a etapa das travessas. As obras da estação Liberdade estão com 100% dos estaqueamentos, blocos e pilares concluídos.
Trecho 5
Corresponde à área de manobra dos trens e conta agora com 22% dos estaqueamentos construídos. No canteiro central, toda a estrutura está finalizada, além da fábrica de vigas pré-moldadas, que está em operação desde 28 de agosto. A fábrica de lajes pré-moldadas iniciou o funcionamento no dia 14 de setembro.

Entrevistados:
Superintendente de Expansão e Obras da Trensurb, engenheiro Humberto Kasper. Contato através de Jânio Ayres, gerente de comunicação integrada da Trensurb: janio.ayres@trensurb.gov.br
Pedro Antônio Reginato, sócio-gerente da Concresul: pedro@concresul.com
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Engenharia social, o novo nome da espionagem industrial
Técnicas para burlar segurança e obter informações sigilosas ganham nova roupagem para favorecer a competição desleal entre empresas
Engenharia social. A nomenclatura inocente esconde técnicas de persuasão que dão a ela um novo conceito de espionagem industrial. Ao contrário de outros métodos para burlar sistemas de segurança, que utilizam a internet como a ferramenta principal, a Engenharia Social se abastece da ilusão e da exploração da confiança das pessoas. O ambiente corporativo atual, onde há pressão por resultados, risco constante de desemprego e rivalidade entre os colaboradores, favorece o profissional desta área, relata o especialista em segurança da informação Wanderson Castilho.

Normalmente, as pessoas mais vulneráveis à engenharia social dentro das empresas são as que atuam em funções como secretárias ou em departamentos de tecnologia da informação ou recursos humanos. Quem utiliza esta técnica costuma se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade ou fingir que é profissional de determinada área para entrar nas organizações. Tenho um case de uma pessoa que se passou por office boy do departamento de contabilidade de uma empresa e roubou toda a estratégia de preços para repassar para um concorrente, exemplifica Wanderson Castilho.
O especialista ressalta que a engenharia social explora sofisticadamente as falhas de segurança humana, que por falta de treinamento para esses ataques podem ser facilmente manipuladas. Por isso, para se proteger, ou até evitar novos ataques, as empresas têm recorrido cada vez mais à preparação dos funcionários. Os profissionais contratados para orientar os colaboradores são, na maioria das vezes, engenheiros sociais que já estiveram do outro lado. O método de proteção consiste em criar processos de checagem, delimitando acessos, horários e isolando departamentos estratégicos da empresa, cita Wanderson Castilho.
O treinamento estabelece uma política de segurança da informação dentro da empresa, e baseia-se em educar os funcionários a sempre certificar-se de que a pessoa a quem vai fornecer as informações é realmente quem diz ser. Orienta-se ainda a tomar cuidado com papéis jogados no lixo e a se proteger do ambiente fora da empresa. Afinal, o elemento de maior vulnerabilidade em qualquer sistema é o ser humano.
Alguns traços comportamentais e psicológicos são mais susceptíveis à engenharia social. Entre eles, estão:
Vontade de ser útil - O ser humano, comumente, procura agir com cortesia, bem como ajudar outros quando necessário.
Busca por novas amizades - O ser humano costuma se agradar e sentir-se bem quando elogiado, ficando mais vulnerável e aberto a fornecer informações.
Propagação de responsabilidade - Trata-se da situação na qual o ser humano considera que ele não é o único responsável por um conjunto de atividades.
Persuasão - Compreende quase uma arte a capacidade de convencer pessoas, onde se busca obter respostas específicas. Isto é possível porque as pessoas têm características comportamentais que as tornam vulneráveis à manipulação.
Wanderson Castilho ressalta que, mesmo com treinamento, nenhuma empresa fica 100% protegida da engenharia social. O aspecto humano impede que isso ocorra. Porém, o que se consegue com eficiência é proteger os dados confidenciais da corporação. Assim, se algo vazar, será uma informação menos relevante, afirma. O treinamento prioriza seis etapas: plano de proteção física, continuidade dos negócios, análise de riscos, ações de engenharia, plano de contingência e plano de conscientização de todos os colaboradores, incluindo os terceirizados.
Do bem e do mal
Algumas empresas têm engenheiros sociais em seus quadros de funcionários. O objetivo deles é detectar colaboradores vulneráveis ao roubo de informações e dar-lhes assistência. Neste caso, os engenheiros sociais atuam em conjunto com os psicólogos das corporações, detectando quadros depressivos e de solidão, já que pessoas com esses sintomas são altamente sujeitas à aproximação de desconhecidos. Neste caso, a engenharia social é usada para o bem.
No entanto, se utilizada para o mal, a engenharia social torna-se crime e pode ser enquadrada nos artigos 171 e 299 do Código Civil Penal. Trata-se de estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa, e falsidade ideológica, com pena de reclusão de um a três anos, além de multa.
Entrevistado:
Wanderson Castilho é advogado e físico, com especialidade em segurança da informação. Ele atua como perito de crimes digitais e na implantação de políticas de segurança da informação e investigação forense. Cria soluções para empresas de todos os portes, como em casos de crimes eletrônicos, roubo de informações empresarias, tentativas de extorsão, sequestros, difamação, jogos fraudulentos e casos de pessoas desaparecidas.
E-mail: wanderson@e-netsecurity.com.br
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Estratégias de Preço
Conheça os erros mais comuns ao estabelecer o preço de um produto ou serviço
O preço ideal de um produto ou serviço é aquele que cobre os custos e consegue dar o retorno desejado. Mas por que é tão difícil chegar ao preço ideal?

Esse é um dos principais dilemas em uma empresa, independente do porte. Isso acontece porque o preço tem um papel estratégico, principalmente por ser componente fundamental da receita da empresa, que por sua vez é uma das principais responsáveis pelos resultados efetivos de uma organização, conforme explica Roberto Assef, diretor da Lucre Cursos e Treinamentos em Lucratividade, professor de pós-graduação e autor de diversos livros sobre o tema.
Estabelecer preços competitivos é uma tarefa que exige o conhecimento dos componentes que dão origem ao preço de venda. A falta de uma metodologia eficaz na estratégia de formação de preços pode levar a erros fatais para o negócio.

Para Fabiano Simões Coelho, coordenador dos cursos de MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria da Fundação Getulio Vargas (FGV), se a empresa souber precificar de maneira eficiente, conseguirá transparecer no valor de seus bens e serviços o que ela quer transmitir. Isso permitirá que seu planejamento estratégico seja atingido, seu produto ou serviço fique destacado frente a seus concorrentes e consiga, ainda, melhor posicionamento em relação a seus clientes.
Para Roberto Assef entre as principais dificuldades na formação de preço estão:
- Saber identificar o real valor percebido pelo consumidor, em relação aos itens comercializados;
- Fazer a correta identificação dos custos que devem, efetivamente, compor o preço;
- Analisar a questão tributária no Brasil, que é pouco conhecida e extremamente impactante nos preços.
Aparentemente, é intuitivo que os custos operacionais devam ser repassados aos produtos de alguma forma. Esta metodologia de repasse, principalmente, dos custos e despesas fixas é que pode gerar preços mais ou menos competitivos analisa Assef.
O que você acha dos preços praticados pela sua empresa?
Segundo Fabiano Coelho, um dos erros mais cometidos pelas empresas ao estabelecer o preço de um produto ou serviço é o famoso eu acho. Eu acho que se baixarmos os preços, iremos vender mais, eu acho que, como o concorrente reduziu seus preços, teremos que dar uma resposta à altura, eu acho que meu cliente só olha o preço na hora de comprar e eu acho que meu produto é commodity e, portanto, o preço é a única coisa que é importante.
Isso, invariavelmente, faz com que o gestor mude o preço de seus produtos de forma errada avalia o coordenador da FGV.
Confira outros erros comuns na formação de preços:
* Superestimar ou subestimar o seu produto ou serviço. Por isso é necessária uma avaliação formal da aceitação e a intenção de compra de seu produto ou serviço pelo seu público-alvo, antes de colocá-lo no mercado.
* Basear-se apenas na metodologia do percentual de mark-up. Essa metodologia consiste na aplicação de um percentual sobre o custo de produção ou operação e é geralmente aplicada sem um embasamento mais profundo, sem levar em consideração os clientes/demanda da empresa.
* Fixar o preço do seu produto com base nos preços praticados pelo mercado, dando uma menor atenção aos seus próprios custos. Os custos dos concorrentes podem ser menores que o da sua empresa, o que possibilita a eles oferecer um preço mais baixo. Se sua empresa tentar acompanhar esse patamar, poderá perder grande parte da margem de lucro e até ter prejuízo.
* A não mensuração apropriada da percepção do consumidor em relação aos atributos de um bem ou serviço.
* A alocação indevida de custos fixos aos preços, onerando itens que podem ser bastante interessantes, mas que não "suportam" absorver parcelas de custos estruturais.
* Não considerar que há outras coisas que influenciam o ato da compra além do preço, mesmo sendo ele tão decisor.
* Imaginar que, ao reduzir o preço, consequentemente a quantidade vendida aumentará. Em alguns casos, quando a empresa reduz o valor de seus produtos, transmite a ideia que esses produtos possuem qualidade inferior.
* Deixar de utilizar o preço como forma de influenciar a decisão de compra do consumidor.
* Aplicar a mesma margem de lucro para todos os produtos. Ainda é comum encontrar empresas cujo modelo de precificação é o mesmo há 20 anos. Este deve ser adaptado frente à nova realidade encontrada ou nova estrutura de vendas de seu segmento.
Entrevistados:
Roberto Assef é Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É diretor da Lucre Cursos e Treinamentos em Lucratividade. Autor dos livros Gerência de Preços, Guia Prático de Formação de Preços e Guia Prático de Administração Financeira, além de ter desenvolvido o software Preço Certo. É professor dos cursos de Pós-Graduação na Fundação Getúlio Vargas, Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e COPPEAD - UFRJ, além de proferir palestras em entidades patronais e Universidades.
Fabiano Simões Coelho é coordenador dos cursos de MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, é consultor de empresas, palestrante do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ) e autor do livro Formação Estratégica de Precificação da Editora Atlas. Site do livro: www.precificacao.com.br
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Crise não afeta construção de shopping centers
Empreendimentos devem gerar cerca de 40 mil empregos diretos, que se somam aos mais de 721 mil já existentes no país
O mercado de shopping centers no Brasil sempre seguiu uma linha de constante crescimento. Desde 2007, ano que muitas empresas abriram capital e se associaram a grupos internacionais, a indústria vive um boom de inaugurações. Neste ano são esperados 17 novos shoppings, dos quais oito foram abertos no primeiro semestre. Além do desenvolvimento do mercado, esses lançamentos devem gerar em torno de 40 mil novos postos de empregos diretos, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que representa o setor no Brasil.
Segundo Luiz Fernando Veiga, presidente da Associação, essas inaugurações são o resultado da competência do empresariado brasileiro, empreendedores e lojistas, que entendem os anseios do consumidor e vão ao seu encontro. "São 17 inaugurações previstas para 2009, que se somam a outras 39, registradas entre 2006 e 2008. Mais 23 empreendimentos são esperados para 2010", disse.
Entre as capitais que terão lançamentos destacam-se Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Manaus, Palmas e São Paulo, além de cidades do interior, como Santa Maria (RS), Maringá (PR), Mogi Mirim e Itupeva, em São Paulo, Caruaru e Cabo do Santo Agostinho, em Pernambuco. No que se refere a ABL - Área Bruta Locável - essas 17 inaugurações previstas para 2009 devem acrescentar cerca de 478 mil m2 de ABL aos 8.930 milhões existentes.
Novos postos de emprego
A demanda de empregos diretos criada pelas inaugurações é um ponto que merece destaque. Ao fim de 2008, existiam 721 mil empregos, nos 377 shoppings em funcionamento. Esse número, acrescido dos 40 mil postos gerados em 2009 e dos 40 mil previstos para 2010, deve ultrapassar os 800 mil empregos na indústria de shopping centers.
O que é a Abrasce
A Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce - é a entidade que representa o setor no Brasil. Com 33 anos de atuação, reúne entre seus associados os principais empreendedores, administradores, prestadores de serviços e lojistas do setor e tem por objetivo o fortalecimento dessa indústria em âmbito nacional. Realiza bienalmente o Congresso Internacional de Shopping Centers, em parceria com o International Council of Shopping Centers - ICSC, que ocorrerá em outubro de 2010.
Fonte: Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers)
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Pesquisa aponta otimismo no mercado de concreto
Levantamento feito com os associados da BlocoBrasil, identifica macrotendências setoriais do mercado de pré-fabricados leves
A crise econômica mundial parece não ter abalado a indústria brasileira de concreto. Dados da pesquisa semestral realizada no início de agosto, pela Associação Nacional da Indústria de Blocos de Concreto (BlocoBrasil), apontaram otimismo e grandes expectativas para a atividade econômica do setor no segundo semestre de 2009. O objetivo da pesquisa, feita com os associados da BlocoBrasil, foi identificar as macrotendências setoriais do mercado pré-fabricados leves (blocos e pisos) de concreto e a expectativa de crescimento dos fabricantes.
Os resultados apontaram que 62% dos industriais do setor esperam que o desempenho da empresa cresça em até 20% nos próximos seis meses. Enquanto o restante estima que o desempenho fique acima dos 20% de crescimento, em relação a 2008. Dentre os fatores responsáveis por essa melhora na indústria de concreto, o programa habitacional do governo, o aquecimento do mercado imobiliário pelas novas condições de financiamento e a economia aquecida foram os mais citados.
De acordo com a pesquisa, nenhum associado da BlocoBrasil prevê redução das atividades neste segundo semestre. Pelo contrário, caso seja necessário aplicar alguma mudança na empresa, será somente para acompanhar o aumento da demanda e o crescimento da indústria. As empresas apontam medidas positivas, tais como contratar mais funcionários e adquirir novos equipamentos. O mercado brasileiro da construção civil continua em ritmo muito forte, confirmando a reação da economia brasileira após o abalo do último trimestre de 2008, afirma o arquiteto Carlos Alberto Tauil, diretor executivo da BlocoBrasil.
Fonte: Mandarim Comunicação
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Reforma do MEC vai unificar cursos de engenharia
Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo foram poupados, mas não escaparão de uma reestruturação curricular

Os cursos de engenharia serão os primeiros a passar pela reformulação que o Ministério da Educação (MEC) está fazendo nas graduações universitárias. O objetivo é revisar projetos pedagógicos, o que vai resultar na fusão de alguns cursos e na extinção de outros. O Brasil conta, atualmente, com quase 26 mil graduações. O MEC quer reduzi-los a sete mil, no máximo.
No caso dos cursos de engenharia, são 258, que passarão a um total de 22. A medida pretende orientar melhor os estudantes no momento de escolha de suas profissões, além de contribuir para que os setores de recursos humanos de empresas, órgãos públicos e terceiro setor tenham maior clareza na identificação da formação necessária aos seus quadros de pessoal, explica Nair Rúbia Baptista, assessora de Comunicação Social do ministério.
As unificações devem se concretizar até o final do primeiro semestre de 2010. A proposta de revisão das diretrizes dos cursos foi disponibilizada em consulta pública e duas mil contribuições da sociedade civil foram recebidas. Atualmente, o MEC trabalha na compilação e na avaliação das propostas encaminhadas, para em seguida ser formulado o documento final.
Entre as engenharias, extraoficialmente já se sabe que os cursos de Engenharia de Automação e Sistemas, de Automação Empresarial, de Controle e Automação Industrial e de Instrumentação, Automação e Robótica passarão a ser chamados de Engenharia de Controle e Automação.
Pelo sombreamento curricular, ou seja, ter disciplinas coincidentes, cogitou-se unir os cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, mas a forte resistência derrubou a ideia. Foi só uma suposição. Nunca houve um documento sobre isso, contesta Francisco José Teixeira Coelho Ladaga, assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR). No entanto, segundo o MEC, é muito provável que Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo também passem por revisões curriculares.
Polêmica à parte, a reformulação pedagógica em curso tem aprovação unânime. O próprio José Teixeira Coelho Ladaga apoia a medida. Isso vem resguardar as profissões tradicionais e evitar a proliferação de subtítulos com pessoas menos capacitadas para exercer a função que elas realmente devem e são obrigadas a fazer. Eu acho que o MEC está correto nesta posição, afirma.
Da mesma forma pensa o presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Júnior. Isso vai representar uma volta à nomenclatura básica que existia antigamente e vai evitar a criação indiscriminada de cursos. Até o conselho regional e o Confea (Confederação Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) vão ter melhores condições de exercer as suas funções, que é fiscalizar as profissões regulamentadas em defesa da sociedade, afirmou.

Na avaliação do diretor do setor de tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Lacerda, a decisão do MEC vai permitir, no futuro, uma revisão também na legislação que rege a profissão de engenheiro. Ela já se tornou obsoleta, uma vez que foi instituída em meados do século passado e não acompanhou a evolução da formação profissional dentro das peculiaridades de cada área, o que hoje exige grandes esforços para definir as atribuições profissionais e suas certificações, avaliou.
Ainda segundo o professor Mauro Lacerda, a reforma não terá problemas de ser absorvida pelo mundo acadêmico, seja na área de graduação ou pós-graduação. A mudança preconizada trará uma melhor organização curricular e isso vai facilitar a adaptação, tanto de docentes como balizar melhor a formação dos estudantes em cada área, diz. A assessoria de comunicação do MEC confirma a avaliação do professor da UFPR. Assim como os referenciais ajudarão na orientação aos alunos, os professores também serão beneficiados pela medida, confirma Nair Rúbia Baptista.
Para conferir a lista dos cursos de engenharia que vão passar por reformulações clique no link abaixo:
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/convergencia_denominacao.pdf
Entrevistados:
Diretor do setor de tecnologia da UFPR: Mauro Lacerda: mauro@tecnologia.ufpr.br
Assessoria de Comunicação Social: rubia.baptista@mec.gov.br
Assessoria de Comunicação do Crea-PR: comunicacao@crea-pr.org.br
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Sustentabilidade é tema do IBRACON 2009
Evento abordará o uso do concreto para obras de infraestrutura sustentáveis

De 6 a 10 de outubro acontece, em Curitiba, o Congresso Brasileiro do Concreto, maior fórum nacional e latino-americano de debates sobre a tecnologia do concreto e suas aplicações em obras civis. Promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), a 51ª edição do congresso irá abordar o tema Concreto para obras de infraestrutura Sustentáveis.
O evento é uma oportunidade de trocar experiências e conhecimentos com especialistas nacionais e estrangeiros sobre os variados aspectos associados à pesquisa e à aplicação do concreto no país e no mundo. Discutir a sustentabilidade, muito mais do que oportuno, é indispensável analisa José Marques Filho, diretor regional do IBRACON no Paraná, reforçando a importância do tema escolhido para o evento deste ano.

Um dos maiores desafios, segundo José Marques, é que não é possível parar (o setor da construção) para pensar nas melhores estratégias. Temos que encontrar as soluções com o ônibus andando argumenta.
Para atender às necessidades das gerações atuais e futuras é fundamental que os profissionais do setor se preparem para implementar novos processos, para desenvolver pesquisas e novas tecnologias, que sejam capacitados a propagar as mudanças e que estejam dispostos a contribuir para um mundo mais sustentável. É o que confirma o diretor regional do IBRACON: O concreto é um dos materiais mais utilizados na infraestrutura das cidades, no Brasil e no mundo. E toda a cadeia que envolve a sua produção afeta o ambiente, seja através da emissão de gases poluentes, da geração de resíduos ou do uso dos recursos naturais. Por tudo isso, devemos pensar na sustentabilidade do planeta em longo prazo.
O lado positivo é que cada vez mais a indústria da construção civil está se adequando aos conceitos de sustentabilidade. Um exemplo prático é a reutilização e a transformação de resíduos industriais e resíduos de construção e demolição. Além de favorecer a economia dos recursos naturais, essa atitude contribui para reduzir os danos à natureza causados pela disposição desses resíduos ao ar livre.
Outro exemplo é o significativo aproveitamento de resíduos industriais na produção de cimento, com a utilização de adições como a cinza pozolânica e a escória de alto forno. Além das adições, o uso de combustíveis alternativos de resíduos industriais, a contínua melhoria dos filtros para retenção de particulados e o desenvolvimento de novas tecnologias na produção, contribuem muito para a manutenção deste importante conceito a sustentabilidade do planeta explica o engenheiro Jorge Aoki, Gerente de Assessoria Técnica da Itambé.
Pensando no futuro
Para que o evento seja efetivo e tenha continuidade, José Marques diz que serão feitas diversas ações complementares como a criação de documentos sobre o que foi discutido; um livro de boas práticas voltado aos engenheiros; e o lançamento de um concurso com o tema Sustentabilidade do Concreto.
Cimento Itambé expõe curiosidades do concreto no IBRACON 2009
No stand da Cimento Itambé que estará presente no IBRACON 2009, estudantes e profissionais do setor poderão conhecer diversas Curiosidades do Concreto. De acordo com Jorge Aoki o objetivo é mostrar materiais brasileiros não convencionais que usamos na composição do concreto em determinadas regiões e também tecnologias diferenciadas em obras de alguns países.
Confira a programação do IBRACON 2009:
* 41 sessões de Palestras Técnico-Científicas;
* 2 Workshops sobre Temas Controversos;
* 6 Conferências Plenárias com palestrantes internacionais;
* 2 Concursos Estudantis;
* 1 Mesa Redonda sobre Os Materiais Cimentícios na Indústria de Gás e Óleo;
* 1 Seminário Eletrobrás de Construção e Manutenção de Obras Civis;
* 1 Seminário de Sustentabilidade;
* Cursos de Atualização Profissional;
* Sessões Pôsteres;
* Feira de Produtos e Serviços para a Construção Feibracon;
* Palestras Técnico-Comerciais e Reuniões Institucionais.
Paralelamente, acontecerá o VII Simpósio EPUSP sobre Estruturas de Concreto, que irá abordar os tópicos:
1. Projeto e Métodos Construtivos de Estruturas Complexas
2. Modernização de Códigos de Projeto
3. Monitoração de Estruturas
4. Aspectos Inovadores na Análise e Projeto de Estruturas
Palestrantes
Michel Lorrain, professor da Université Paul Sabatier de Toulouse, França, irá apresentar seu estudo de padronização dos ensaios de aderência entre o aço e o concreto.
Peter Marti, professor do Institute of Structural Engineering de Zurique, na Suíça, abordará o Impacto da Análise-Limite no Projeto de Estruturas de Concreto.
Cristian Boller, professor do Fraunhofer Institute of Nondestructive Testing, na Alemanha, vai expor o tema do gerenciamento da infraestrutura civil com base no monitoramento da saúde estrutural.
James Wight, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, falará sobre as diretrizes das normas técnicas atuais para o projeto de estruturas de concreto.
Alberto Carpinteri, professor do Departamento de Engenharia Estrutural e Geotecnica da Politécnica de Torino, na Itália, discutirá a aplicação da mecânica de fratura não-linear na avaliação da capacidade rotacional de vigas de concreto armado.
Carlos Eduardo Moreira Maffei, professor do Departamento de Estruturas e Fundações da USP, debaterá sobre os principais fatores intervenientes no mecanismo de colapso da estrutura do Túnel do Metrô de São Paulo.
Público-alvo do evento:
Estudantes, pesquisadores, professores, técnicos, calculistas, tecnologistas, vendedores técnicos, marqueteiros, diretores e gerentes de empresas, empresários, construtores, funcionários públicos e outros agentes da cadeia da construção civil.
Mais informações no site www.ibracon.org.br
Vogg Branded Content Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882
Concreto ciclópico
Antiga técnica de construção conhecida pelos gregos ainda é utilizada, sobretudo em fundações, muros de arrimo e barragens
Créditos: Engª Naguisa Tokudome Assessora Técnico Comercial Itambé

O termo ciclópico teve origem na Grécia antiga, onde foram erguidos fortes com blocos de pedra gigantes - colocados uns sobre os outros, sem argamassa. O emprego de grandes rochas reduzia o número de juntas e, consequentemente, os pontos fracos da alvenaria. Os gregos acreditavam que somente criaturas místicas conhecidas como ciclópicos, seres gigantes de um olho só, poderiam ser fortes o suficiente para manipular grandes blocos.
Atualmente, esta técnica ainda é utilizada, porém o tamanho das rochas foi reduzido e o concreto adicionado na composição. As aplicações do concreto ciclópico são diversas, sendo normalmente usado em fundações, muros de arrimo, barragens e outras estruturas.
Basicamente, trata-se de um concreto convencional com a adição de pedra de mão, também conhecida como matacão ou pedra marroada. Esta é uma rocha bruta de granulometria variada com grande dimensão (geralmente acima de 10 cm) obtida na primeira britagem.
O método construtivo e o controle tecnológico são similares ao processo convencional, porém não é usual o emprego da armadura na estrutura. Após a montagem da fôrma, o concreto é lançado em camadas de 50 centímetros e então vibrado. A pedra limpa e saturada de água é incorporada à massa manualmente e posicionada a uma distância aproximada de 15 centímetros entre elas.

A pedra de mão não é considerada na dosagem do concreto e é colocada separadamente para não danificar as lâminas internas (facas) do caminhão betoneira. Esta rocha deve ter o mesmo padrão de qualidade da brita utilizada na dosagem.
A resistência à compressão do concreto, a proporção entre concreto/pedra de mão e o recobrimento da rocha devem atender às especificações determinadas pelo engenheiro responsável da obra ou pelo órgão contratante.
Quando aplicada esta técnica na construção de muros de arrimo, o concreto elimina a capacidade drenante. Portanto, é necessário implantar um sistema de drenagem no tardoz (lado em contato com o solo) para aliviar a pressão na estrutura.
Apesar de ter um método de execução simples, o emprego do concreto ciclópico é recomendado em peças de grandes dimensões e com maquinário específico. Em pequenas obras, pode gerar problemas de recebimento, armazenamento e transporte interno da rocha.
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Ponte da Amizade terá obra "gêmea"
Nova obra sobre o rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Paraguai, começa a ser construída no primeiro trimestre de 2010

Vinte anos depois de sua idealização, a segunda ponte ligando o Brasil ao Paraguai tende a ser inaugurada em 2012. O projeto começa a sair do papel no primeiro trimestre de 2010 e terá como ponto de partida a região de Porto Meira, em Foz do Iguaçu (PR), e ponto de chegada em Presidente Franco, no país vizinho. Com 800 metros de comprimento e 17,5 metros de largura, será uma obra "gêmea" da Ponte da Amizade.
O processo de licitação já foi definido pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). A empresa vencedora foi a Vetec Engenharia Ltda. e o valor global da obra foi orçado em R$ 3.192.012,78. O prazo para a execução está estimado em 330 dias. A próxima etapa, já em andamento, é finalizar o estudo de impacto ambiental, que deverá ser concluído ainda neste semestre. Previamente, está definido que a nova ponte será erguida a uma distância de 10 quilômetros ao sul da Ponte da Amizade, que também cruza o rio Paraná.
O local da construção, no entanto, pode sofrer mudanças por dois motivos: influenciado pelo estudo de impacto ambiental ou por questões políticas. Em recente visita ao Brasil, o presidente paraguaio Fernando Lugo trouxe uma reivindicação que foi encaminhada para estudo do Dnit. Pediu que a nova ponte, em vez de desembocar em Presidente Franco, tivesse como ponto de chegada Ciudad del Este - como já ocorre com a Ponte da Amizade. "Essa alteração, porém, só será possível se não alterar a viabilidade técnica e econômica da obra", informa o departamento de comunicação do Dnit.
A construção da nova ponte entre Brasil e Paraguai será integralmente bancada pelo governo brasileiro, ao contrário do que ocorreu com a Ponte da Amizade, entre os anos 1950 e 1960, que recebeu recursos binacionais. Outra alteração em relação à construção antiga pode se dar no projeto arquitetônico. Por enquanto, prevalece a ideia de que a nova ponte seja estaiada e não com o vão em forma de arco, como é a Ponte da Amizade. "O importante é que, independentemente do projeto arquitetônico, a obra será baseada nos mais modernos métodos executivos", afirma a assessoria do Dnit.
Outra ponte
Neste mês, no Encomex Mercosul (Encontro de Comércio Exterior do Mercosul), que reuniu os municípios lindeiros ao lago de Itaipu, foi encaminhada aos governos do Brasil e do Paraguai a ¨Carta do Foro Binacional Brasil/Paraguai¨. No documento, se reforçou a necessidade de serem iniciados os estudos de viabilidade da ponte ferroviária, ligando Salto del Guairá, no Paraguai, à Guaíra, no Paraná, e Novo Mundo, no Mato Grosso do Sul. Em relação a essa obra, o governo sul mato-grossense já assumiu o compromisso de custear o projeto de engenharia junto à comissão para a consolidação do projeto da Ferroeste - grupo criado pelo governo federal em conjunto com o Paraná e o Mato Grosso do Sul com o objetivo de agilizar a ampliação da ferrovia.
Outra obra considerada estratégica para Brasil e Paraguai é a construção do ramal da Ferroeste, entre Guarapuava e Paranaguá. O vice-ministro de comércio do Paraguai, Agustín Perdomo, depois do foro bilateral, disse que os setores público e privado paraguaios estão convencidos da ¨importância do projeto da Ferroeste para a redução dos custos das operações comerciais do país¨. Perdomo ressaltou que já se articula uma ¨engenharia jurídica para constituir uma grande empresa ferroviária continental¨.
Segundo Perdomo, o projeto da Ferroeste ¨renovou a vontade de seu país ter uma ferrovia¨, não somente como opção nacional: ¨Queremos que o Paraguai seja um caminho de conexão ferroviária intercontinental entre o Atlântico e o Pacífico¨. Para ele, o projeto do corredor bioceânico, passando pelo Paraguai, ¨é fundamental e já está atrasado muito tempo¨.
Curiosidades sobre a Ponte da Amizade
* Em 1962, a obra estabeleceu o recorde mundial de vão (290ms) em ponte de concreto armado e arco engastado. Em 26 de março de 1965, a ponte foi entregue ao tráfego.
* O projeto é de autoria do engenheiro paulista José Rodrigues Leite de Almeida, formado na Escola Politécnica de São Paulo.
* A Ponte da Amizade possui o comprimento total de 552,4m, sendo 303m do arco.
* A construção foi ganha em concorrência pública pelo consórcio de duas firmas. Construtora Rabello S.A. (a firma que construiu quase na mesma época o Palácio da Alvorada, em Brasília) e a Sotege-Sociedade de Terraplanagem e Grandes Estruturas Ltda.
Entrevistados:
Assessoria de comunicação do Dnit, em Brasília: ascom@dnit.gov.br
Assessoria de comunicação da Ferroeste: ferroeste@pr.gov.br
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