Tire já sua empresa da zona de conforto

Especialistas alertam: é preciso ficar atento, mesmo quando tudo parece estar indo bem

Sua empresa tem obtido lucro, há sempre dinheiro em caixa, os resultados vão além das expectativas. Para você, falar ou até mesmo pensar em mudanças diante de um cenário desses está fora de cogitação? Então é melhor ficar atento, sua empresa pode estar na chamada zona de conforto e os especialistas garantem: isso não é tão bom quanto parece.

Como diagnosticar a zona de conforto

Mario Persona – “Saber quando se está numa zona de conforto é tão difícil quanto saber quando algo se tornou um vício”
Mario Persona

“Saber quando se está numa zona de conforto é tão difícil quanto saber quando algo se tornou um vício: o viciado sempre acha que está no total controle da situação” compara o consultor de empresas, Mario Persona. Na prática, quando a situação aparente é de tranquilidade, realmente é difícil achar que está se correndo algum risco.

Mario Persona faz um alerta em relação aos perigos da acomodação e da aversão a mudanças. “Se existirem numa empresa áreas, pessoas, produtos, metas ou qualquer coisa que esteja indo muito bem, mas que traga a etiqueta “Intocável”, é bastante provável que tenhamos diante de nós uma área ou toda uma empresa perigosamente confortável”.

Roberto Adami Tranjan
Roberto Adami Tranjan

Para Roberto Adami Tranjan, sócio-fundador da Cempre – Educação nos Negócios, em geral, lucro e dinheiro em caixa são os principais indicadores de sucesso de uma empresa. “É aí que reside o grande perigo de ingressar em uma zona de conforto sem perceber, porque tudo realmente parece estar bem ao redor” avalia. A zona de conforto não combina com o mercado, que está em contínua mudança. Também não combina com as necessidades e expectativas crescentes dos clientes. “O sucesso empresarial advém, portanto, de uma constante adaptação aos movimentos” sugere Tranjan.

Segundo ele, para detectar a zona de conforto em uma organização é preciso estar atento aos seguintes indicadores:
* As pessoas evitam riscos e é justamente disso que resulta o seu sucesso funcional;
* Os resultados vão além das expectativas, em vez das expectativas superarem os resultados;
* Existe dinheiro em caixa e esse é o grande paradoxo: a zona de conforto é um dos sintomas da crise da prosperidade;
* Tudo é proibido, a menos que seja permitido;
* Oportunidades são consideradas problemas;
* Há intenso controle sobre as pessoas;
* Falta brilho nos olhos do pessoal, que em geral adota uma atitude também apagada.

Para evitar a zona de conforto, Tranjan recomenda ter cuidado com a estabilidade, a aristocracia e a burocracia.

Características da estabilidade:
* Irregularidade nas reuniões das lideranças, e, quando são agendadas, as pautas se concentram mais nos fatores internos do que nos externos.
* As queixas dos clientes são consideradas inoportunas.
* Acredita-se que o melhor é não balançar o barco, para evitar marolas, com o intuito claro de deixar as coisas como estão.
* Procrastinação e complacência são as regras.

Características da aristocracia:
* A prosperidade que financia a zona de conforto é traduzida em privilégios pelos quais os clientes jamais pagariam. Por exemplos: a alta liderança faz as refeições em uma área separada; da mesma forma, viaja de primeira classe e quase sempre mais para turismo do que para os negócios; passa ser importante virar capa de revista de economia, acumular prêmios etc. Aparecer é mais importante do que ser.

Características da burocracia:
* O sistema técnico domina o sistema humano.
* Nada deve ser feito sem que esteja devidamente sacramentado em normas, sistemas e contemplado pelo orçamento. * Os meios prevalecem sobre os fins.

O que fazer para sair da zona de conforto
Se após ler as considerações feitas até aqui, você acredita que sua empresa realmente está numa zona de conforto, o importante é estar preparado para mudar e saber administrar essa mudança com agilidade e inteligência. De acordo com Mario Persona, o fato de tudo estar bem pode ou não ser uma indicação de perigo. “Muitas empresas vivem situações assim, mas são capazes de mudar rapidamente o que precisa ser mudado ao mais leve sopro de que aquela acomodação seja o caminho da estagnação, cuja etapa final é a morte por degradação”.

Para Roberto Tranjan a zona de conforto sempre existiu e deve ser vista como uma doença que deve ser combatida. “Isso não é modismo. É doença organizacional. E deve, sim, ser curada”. Ele complementa que a zona de conforto é uma cultura que se avizinha ou que já está instalada. “Isso tudo acontece ou aconteceu porque as pessoas da empresa, principalmente os líderes, acreditaram nessa cultura. Vivem em função dela. Então o que precisa mudar é o modelo mental dessas pessoas, principalmente dos líderes. Só a educação pode fazer isso”.

Procurar ajuda especializada é recomendável para se obter uma análise isenta dos processos. “É importante ressaltar que tudo depende de empresa para empresa, de situação para situação, de mercado para mercado. É impossível criar uma lista de coisas a serem feitas em situações assim sem todo um trabalho de consultoria específica para conhecer as particularidades da empresa, de sua equipe e do mercado onde atua” completa Persona.

Entrevistados:
Mario Persona
- Consultor, Escritor, Palestrante e Estrategista.
E-mail: contato@mariopersona.com.br
www.mariopersona.com.br
Roberto Adami Tranjan - Escritor, educador, consultor e conferencista.
Sócio-fundador da Cempre – Educação nos Negócios.
E-mail: roberto.tranjan@cempre.net
http://www.cempre.net/

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Escolas formam profissionais na construção civil para vagas da Copa e Olimpíadas

Empresas da construção civil já começam a selecionar mão de obra prevendo a demanda gerada pelos eventos esportivos

Rio - De olho nos investimentos que a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 vão trazer para o Rio, empresas do ramo da construção civil já começam a selecionar mão de obra. Quem não quer ficar para trás deve atentar para os cursos de formação inicial e continuada oferecidos, gratuitamente, pelo governo e pela Prefeitura do Rio. Os Centros Vocacionais Tecnológicos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) têm capacidade para formar 10 mil por ano. Instituições do governo do Estado do Rio vinculadas à Secretaria de Ciência e Tecnologia, os CVTs oferecem qualificação em diversas áreas, inclusive na construção civil.

São 16 unidades distribuídas pelo estado. Em sete delas, é focada a capacitação para o setor. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, a fim de reforçar a qualificação, o governo, em parceria com a iniciativa privada, está levando professores aos canteiros de obras.

"O grande problema da construção civil é a formação de pessoal, como pedreiro, bombeiro hidráulico, eletricista. Além disso, grande parte da mão de obra existente é analfabeta funcional. Como solução para essas questões, criamos os CVTs modulares, que já são realidade no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Alemão. Em 60 dias, a estrutura é montada e lá, além da formação para construção civil, os trabalhadores recebem reforço escolar por meio do EJA (Educação de Jovens e Adultos)", explica o secretário.

A previsão do governo é, até o fim de 2010, chegar a 40 canteiros-escola. Hoje, há 15 em funcionamento. Para garantir uma das vagas em cursos de formação inicial e continuada, os candidatos podem se inscrever diretamente nos CVTs.

Para os que já têm o Ensino Fundamental e pretendem se qualificar, há o curso Técnico de Edificações. O acesso é por concurso e o aluno pode escolher se qualificar junto com o Ensino Médio ou depois. Edital e endereços dos CVTS estão no site www.faetec.rj.gov.br.

Fonte: O Dia

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Fórum debate modelo de habitações sustentáveis

Autoridades da América Latina e do Caribe avaliam qualidade de moradias sociais no continente

O aumento da oferta de habitações para a população de baixa renda sem comprometer a qualidade, desafio comum à maioria dos países em desenvolvimento, é o principal tema em discussão na 2.ª Reunião do Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat, que acontece nesta semana no Rio. Durante três dias, representantes de países latino-americanos e caribenhos vão discutir critérios técnicos para garantir a sustentabilidade na construção civil.

Segundo a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, esse tipo de fórum serve, sobretudo, para apresentar os arranjos institucionais de cada nação para a questão da moradia. "Uma das contribuições que o Brasil traz para a discussão é o modelo que escolhemos que pressupõe a adesão e pactuação dos setores público e privado para a implementação de um sistema de qualidade tanto da questão dos materiais quanto da construção e de projetos e da inovação tecnológica", afirmou Inês.

Ela disse que o Brasil tem muito a aprender com a experiência dos países da América Latina e do Caribe. "A Argentina, por exemplo, tem um sistema de normalização muito bem consolidado, que serve de exemplo para outros países. Cuba também tem uma experiência exitosa na criação de um arcabouço de normas que possibilitaram a reabilitação urbana. Cada país, na sua especificidade, pode contribuir para uma discussão mais ampla."

A coordenadora-geral do Programa de Qualidade de Produtividade do Habitat, Maria Sallete de Carvalho Weber, lembrou que o Brasil tem um déficit de mais de 6 milhões de habitações e que um dos grandes problemas na área de construção civil é o baixo número de profissionais especializados. Sallete ressaltou que uma das ações do programa que coordena é justamente a capacitação de mão de obra para a construção civil.

O representante do Ministério de Vivienda e Urbanismo do Chile, Héctor López, disse que seu país conseguiu criar um conjunto de normas eficazes na eficiência energética, nas condições térmicas e acústicas das habitações sociais, que pode ser útil para os demais. "Do Brasil, aprendemos muito sobre certificação e controle de qualidade dos materiais. Também implementamos, a partir da experiência brasileira, iniciativas para certificar e creditar os trabalhadores técnicos de construção", informou López.

A 2ª Reunião do Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat faz parte da programação da Assembleia Geral de Ministros e Autoridades Altas de Morar e Urbanismo da América Latina e do Caribe (Minurvi). É uma organização intergovernamental que atua na área de desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos. A primeira reunião foi no Chile, em março deste ano, e a próxima será no Equador, em março de 2010.

No Rio, a pauta da reunião inclui ainda assuntos como os sistemas de avaliação da conformidade dos materiais, a criação de uma cesta básica de materiais que permitam impulsionar o combate à não conformidade com as normas e a capacitação profissional no setor.

Fonte: Agência Brasil

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Desafio faz bem às empresas

Superar metas motiva quase 87% dos profissionais. Departamento de manutenção mecânica da Itambé comprova pesquisa

Ao contrário do que se possa imaginar, não é a possibilidade de acumular dinheiro o item que encabeça a lista de motivações dos profissionais das grandes empresas brasileiras. Segundo recente pesquisa da Catho Online, com 16.207 entrevistados, os desafios a vencer é que lideram as prioridades dos recursos humanos das corporações. Para 86,9% dos profissionais, superar metas, ultrapassar barreiras e sentir-se desafiado é o que os faz crescer nas empresas.

A pesquisa conclui que oferecer desafios é o que faz bem às empresas e é o que mantém os níveis motivacionais das corporações. “Obter altos índices de satisfação no trabalho resulta em retenção de talentos, maior produção e clima organizacional favorável, entre uma série de outros benefícios”, diz Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

Daniela Fernandes: a fórmula para a boa oferta de desafios de uma empresa passa pelas suas lideranças
Daniela Fernandes - Catho Online

Daniela Fernandes, coordenadora de Recursos Humanos da Catho Online, alerta que a fórmula para a boa oferta de desafios de uma empresa passa pelas suas lideranças. “O líder deve procurar reconhecer em cada integrante aquilo com que ele mais se identifica e sente prazer em realizar. Assim ele poderá delegar desafios que levem ao desenvolvimento de competências”, afirma, completando que o colaborador deve estar sempre antenado com a busca de resultados da empresa: “Ele não deve entrar na zona de conforto com o pensamento de que sabe tudo. É importante que sempre se mantenha atualizado.”

O departamento de manutenção mecânica da Cimento Itambé comprova que a avaliação da Catho Online está correta. Integrado por 49 profissionais, o setor já investiu, só este ano, em 2.183 horas de treinamento. O objetivo, além do aperfeiçoamento tecnológico, é aprimorar a responsabilidade e o compromisso dos colaboradores. “Nossa missão é árdua, pois a fábrica da Itambé funciona 24 horas por dia e 365 dias por ano. Assim, nossos desafios são constantes, mas eles estão amplamente voltados para o planejamento e a manutenção preventiva”, explica Celso José de Carvalho, gerente de mecânica da Itambé.

O comprometimento com os desafios fez com que o departamento de manutenção mecânica adotasse uma filosofia de trabalho que se propagou no Japão na década de 1980 e no Brasil a partir de 1990. Trata-se da Manutenção Produtiva Total, da sigla em inglês TPM, cujos pilares são:

A) Atividades que aumentam a eficiência do equipamento;
B) Estabelecimento de um sistema de manutenção autônomo pelos operadores;
C) Estabelecimento de um sistema planejado de manutenção;
D) Estabelecimento de um sistema de treinamento objetivando aumentar as habilidades técnicas da pessoa;
E) Estabelecimento de um sistema de gerenciamento do equipamento.

Esse trabalho fez com que a equipe obtivesse de alguns equipamentos da fábrica um desempenho e uma vida útil até 50% superiores. “Nosso conceito é não dar espaço para as improvisações. Os desafios são planejados e isso coloca a Itambé entre as cimenteiras mais eficientes em manutenção de equipamentos. Acho que esse é o desafio que mais motiva nossa equipe: transmitir confiança aos outros departamentos da empresa”, define Celso José de Carvalho.

Entrevistados:
Celso José de Carvalho, gerente de mecânica da Itambé: celso@cimentoitambe.com.br
Daniela Fernandes, coordenadora de Recursos Humanos da Catho Online: imprensa@catho.com.br

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Concreto translúcido pode ir além da estética

Material inventado na Hungria já é produzido no Brasil e, em larga escala, pode ser usado no trânsito e na segurança pública

Bernardo Fonseca Tutikian, da Univates: cada bloco, hoje, custaria cerca de R$ 200
Bernardo Fonseca Tutikian, da Univates

Criado em 2001, na Hungria, o concreto translúcido começa a ser testado no Brasil. Dois centros de pesquisa já conseguiram desenvolver o material no país. Um é o Laboratório de Materiais de Construção da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral, no Ceará, e o outro é o Laboratório de Tecnologia da Construção da Univates (Universidade do Vale do Taquari), em Lajeado, no Rio Grande do Sul. O objetivo dos pesquisadores brasileiros é conseguir reduzir o custo de fabricação do concreto translúcido, para que ele ganhe mercado.

Na Concrete Show, evento realizado em agosto em São Paulo, o material húngaro foi anunciado com o preço de R$ 2.400 o metro cúbico. Comparado com o preço do concreto convencional, que no Brasil é vendido a um custo médio de R$ 300 o metro cúbico, o translúcido importado chega a ser 900% mais caro.

Fôrma usada para a fabricação do bloco de concreto translúcido: fibra óptica com concreto autoadensável
Fôrma usada para a fabricação do bloco de concreto translúcido: fibra óptica com concreto autoadensável

No entanto, na Univates, os pesquisadores conseguiram fabricar blocos de concreto translúcido, que medem 29x19x9 centímetros, a um custo de R$ 80. Para o mercado - incluído impostos e frete -, o professor Bernardo Fonseca Tutikian, que coordena as pesquisas na universidade, estima que o bloco do material custaria R$ 200. “Por enquanto, a utilização dele é apenas estética, mas o avanço das pesquisas pode barateá-lo e ampliar seu uso”, afirma Tutikian.

O valor alto do concreto translúcido se deve ao fato de que ele utiliza fibras ópticas misturadas com concreto autoadensável. São as fibras que garantem luminosidade e transparência ao material. “A opção pelo autoadensável é que ele é uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas, preenchendo cada espaço vazio através exclusivamente de seu peso próprio, não necessitando de qualquer tecnologia de compactação ou vibração externa”, explica Bernardo Fonseca Tutikian.

Após a colocação do concreto na fôrma, ele precisa de um tempo de cura e de repouso em água para ficar pronto
Após a colocação do concreto na fôrma, ele precisa de um tempo de cura e de repouso em água para ficar pronto

O processo de fabricação do concreto translúcido é relativamente simples e sua resistência é igual à do concreto comum. São inseridas fibras ópticas no interior de uma fôrma e então o bloco é concretado. Em seguida, ele passa por um processo de cura e é submerso em água. Na Univates, a fabricação de cada bloco durou cerca de três dias. Na Universidade Estadual Vale do Acaraú o tempo foi de dois dias, em função das temperaturas mais elevadas no Ceará. A diferença do processo brasileiro para o húngaro é que no país europeu ela já está sendo produzido industrialmente.

Bloco de concreto translúcido da Univates: resistência igual ao do concreto comum, mas com luminosidade
Bloco de concreto translúcido da Univates: resistência igual ao do concreto comum, mas com luminosidade

Se vier a ser fabricado em larga escala no Brasil, o concreto translúcido pode ser utilizado em obras de trânsito e de segurança pública. Em Estolcomo, por exemplo, o material já foi aplicado em quebra-molas. Dentro de cada bloco de concreto translúcido foram colocadas leds (lâmpadas com baixo consumo de energia e alta durabilidade), que acendem ao escurecer e servem de alerta para os motoristas.

Em Canoas, no Rio Grande do Sul, onde está em construção um presídio modelo, está em estudo a construção de uma cela experimental com concreto translúcido. “A ideia é conseguir iluminar as celas dos presos, sem usar interruptor, pois o preso quebra as lâmpadas e as utiliza como arma. É uma forma de iluminar a cela sem a possibilidade de o preso quebrar o material”, afirma Tutikian.

Sob o ponto de vista estético, o concreto translúcido é cada vez mais utilizado em obras comerciais no Japão e na Europa. A razão é que ele permite projetar detalhes diferenciados para fachadas, destacando logotipos de empresas e iluminação de ambientes, dispensando o uso de lâmpadas. “Com o avanço das pesquisas, no futuro ele vai chegar às residências”, avalia o professor Francisco Carvalho, que coordena as pesquisas na Universidade Estadual Vale do Acaraú.

Entrevistado: Bernardo Fonseca Tutikian: btutikian@terra.com.br

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Blocaus, Cimento Itambé e ABCP capacitam profissionais no Paraná

Em parceria com a Prefeitura de Campina Grande do Sul, as empresas promoveram cursos para treinamento de mão de obra da comunidade local

Créditos: Engª. Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

Blocaus, Cimento Itambé e ABCP capacitam profissionais no Paraná
Blocaus, Cimento Itambé e ABCP capacitam profissionais no Paraná

Na primeira semana de novembro, durante quatro noites, foram realizados cursos básicos de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto e Pavimento Intertravado de Concreto.

Na noite de abertura, a Itambé recepcionou os participantes, apresentando-lhes informações sobre as normas que regem as especificações dos blocos e seus requisitos.

Sob a orientação do Engenheiro Marcelo Ulsenheimer, da Blocaus, os alunos aprenderam a “ler” um projeto de alvenaria estrutural, receberam dicas e ensinamentos sobre a correta utilização dos blocos e as ferramentas mais adequadas para construir de forma racional e garantir a qualidade das edificações.

Na noite seguinte, Paulo Laureanti, da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), comandou a aula prática de assentamento. Em um canteiro ele mostrou vários tipos de ferramentas, equipamentos, dicas para a segurança do trabalhador e deixou que os alunos manuseassem os materiais apresentados e assentassem algumas peças.

Segundo Paulo Laureanti, as pessoas se dedicaram e participaram ativamente das aulas. “A ABCP trabalha para contribuir na divulgação destes produtos e para o treinamento da mão de obra da construção civil”.

Na terceira noite, os alunos conheceram as técnicas de colocação do pavimento intertravado de concreto, também conhecido como “paver”. Foram apresentados os requisitos exigidos pela norma, características, benefícios e a versatilidade do pavimento para montar vários tipos de layout.

Na última aula, os participantes tiveram oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na noite anterior.

Para a cerimônia da entrega dos certificados, estiveram presentes a banda marcial de Piraquara e um palestrante convidado para dar dicas sobre postura e comportamento numa entrevista de trabalho. A comunidade local compareceu e lotou o evento realizado no dia 12 de novembro no Teatro Municipal.

A Blocaus vê na realização dos cursos a oportunidade de praticar uma ação social e também a abertura de mercado em Campina Grande do Sul. “O objetivo é capacitar a mão de obra local e divulgar informações sobre o bloco e o pavimento intertravado de concreto. O primeiro curso foi realizado no início do ano e, até o momento, já atendemos quatro obras na cidade”, disse Marcelo Ulsenheimer.

Para Walmir dos Santos, Gerente de Ações Profissionalizantes da Agência do Trabalhador do município, o conhecimento adquirido pelos moradores possibilita que eles se candidatem para melhores vagas de trabalho. “Nós recrutaremos as pessoas treinadas para o projeto da Prefeitura que planeja pavimentar novas calçadas na cidade em 2010”.

Blocaus, Cimento Itambé e ABCP capacitam profissionais no Paraná

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Nordeste, o eldorado da construção civil

Com incentivos governamentais, região se transforma em um canteiro de obras e ultrapassa Sul no PIB da construção

O mercado da construção industrial pós-crise aposta na descentralização dos negócios. Diante deste cenário, todas as atenções se voltam para o Nordeste. Beneficiando-se de incentivos fiscais dados pelos governos da região, indústrias dos mais variados segmentos voltam seus investimentos para estados como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, sem contar os “carros-chefes” Bahia e Pernambuco. Dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam que os projetos privados da construção industrial, já contratados para região, ultrapassam os R$ 2 bilhões.

José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC: Nordeste sofre efeito multiplicador de uma cadeia industrial que move a região
José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC

Existem ainda as obras bancadas pelos próprios governos do Nordeste, que também estimulam os investimentos da construção industrial. São empreendimentos em infraestrutura hídrica, hidrelétrica e rodoviária, que transmitem confiabilidade à região. “O grande problema do Nordeste sempre foi a questão da seca. Com as obras hidroviárias, esse problema será minimizado. Com isso, há toda uma cadeia industrial e comercial que se beneficia, num efeito multiplicador”, avalia o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Martins também evidencia os investimentos em estradas na região. Entre eles, se destaca a duplicação da BR-101 Nordeste, hoje a maior obra em pavimento de concreto do Brasil. São 335,7 km de duplicação, ligando Natal, no Rio Grande do Norte, a Palmares, em Pernambuco. Três lotes, que correspondem a 145 km, estão sob a responsabilidade do Exército Brasileiro e estão recebendo pavimento em concreto. A Associação Brasileira de Concreto Portland (ABCP) presta assessoria na execução, além de disponibilizar equipamentos de alta performance na execução do pavimento. “É uma obra que vai mudar a cara do Nordeste”, destaca o engenheiro Carlos Roberto Giublin, gerente da regional Sul da ABCP, que ajudou na supervisão da obra.

A duplicação da BR-101 Nordeste será concluída em 2010 e sua construção entra no balanço de obras industriais da região, que vem recebendo estímulos desde 2003. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há seis anos a região participava com 15,1% do PIB da construção, enquanto, no mesmo período, o Sudeste representava 54,8% e o Sul 15,2%. Em 2006 (últimos dados divulgados pelo IBGE para contas regionais), o Nordeste passou a figurar com 16,8% do valor adicionado da construção e o Sudeste registrou participação de 51,5%. No Sul, no mesmo período, a participação foi de 15,5%. Portanto, o Nordeste, entre 2003 e 2006, posicionou-se como a segundo região que mais atrai investimentos da construção, superando o Sul.

Entre 2003 e 2006, o estado nordestino que registrou a maior elevação de sua participação no valor adicionado da construção foi a Paraíba (43%), passando de 0,7 do PIB da construção nacional para 1%. Entretanto, a Bahia segue como o estado da região com o maior volume. Em 2003, representava 5,5% do PIB e em 2006 passou para 6,4% em 2006 - crescimento de 16%. “O Nordeste está crescendo mais do que o resto do País, pois, além dos incentivos, tem boa oferta de mão de obra”, diz José Carlos Martins, da CBIC.

A Datamétrica, consultoria de Pernambuco especializada na economia nordestina, chegou a resultados parecidos com o do IBGE. Percebeu que durante a crise global, deflagrada em setembro de 2008, enquanto as outras regiões do país se retraíram o Nordeste seguiu crescendo. O grupo formado por Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão teve crescimento de 7,3% na arrecadação do ICMS entre o início da crise e julho deste ano. “De certa maneira, o Nordeste bancou a política anticrise de outras regiões brasileiras”, analisa o presidente da Datamétrica, Alexandre Rands Barros.

Os organismos ligados à construção civil acreditam que o Nordeste vai crescer ainda mais até 2014. A região, por exemplo, é a que mais abriga sedes para a Copa do Mundo de 2014. Das 12 cidades indicadas pela Fifa, 4 são capitais nordestinas: Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Além das construções de estádios, haverá a contratação de obras de infraestrutura. Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a partir de 2010, o Brasil, mas em especial o Nordeste, “virará um canteiro de obras”. Serão quatro anos de obras, e mais obras, que irão transformar a região", estima.

Mas não é apenas a Copa 2014 que incentiva a construção civil na região. Do um milhão de casas previstas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em todo o país, 1/3 serão construídas no Nordeste. “Para a região, estão previstas as construções de mais de 343 mil residências dentro do programa, totalizando R$ 1,3 bilhão. Isso vai gerar um grande efeito multiplicador em todos os setores da economia local”, diz o vice-presidente da CBIC, concordando que o Nordeste é novo eldorado da construção civil no Brasil.

Entrevistados:
José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC: comunica@cbic.org.br
Carlos Roberto Giublin, gerente da regional Sul da ABCP: roberto.giublin@abcp.org.br

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Os benefícios dos projetos de iluminação natural

Sustentabilidade e bem-estar são alvos da iluminação natural dos ambientes

Atualmente é injustificável que projetos arquitetônicos não considerem a iluminação natural como forma de propiciar aos usuários maior conforto e bem-estar, além de contribuir com a redução do consumo de energia.

Jorge Elmor: Se bem empregada a iluminação natural diminui ou até substitui o uso de luz elétrica. Créditos: Andrea Paccini
Jorge Elmor - Créditos: Andrea Paccini

De acordo com o arquiteto Jorge Elmor, há muito tempo já se sabe da importância da iluminação e da circulação de ar nos ambientes internos inclusive para a própria saúde das pessoas. “Por questões sanitárias, de saúde pública, as alcovas (quartos sem aberturas) que eram tão presentes nas residências coloniais portuguesas foram banidas dos projetos. Percebeu-se, na época, que a boa ventilação e a incidência dos raios solares tornavam os cômodos mais salubres” explica.

Hoje os projetos de iluminação natural pegaram carona na onda da auto-sustentabilidade, termo que para Elmor já se tornou relativamente banalizado devido ao seu uso excessivo. “A iluminação natural com este enfoque pode ser bem mais explorada. Se bem empregada, ela diminui ou até substitui o uso de luz elétrica, reduzindo consequentemente o consumo de energia.” afirma.

Desafios da iluminação natural no Brasil
“Se deixássemos entrar a maior quantidade de raios solares em nossos espaços resolveríamos esta equação energética? Infelizmente não é tão simples assim” argumenta o arquiteto. A utilização da iluminação natural, em um país predominantemente tropical como o Brasil, encontra alguns obstáculos, especialmente devido ao alto índice de iluminação solar durante o ano.

Neste caso Elmor explica que os raios solares aumentam muito a temperatura ambiente, o que pode piorar o consumo energético de residências e escritórios já que tende a aumentar o uso do ar condicionado para resfriar os espaços.

Como garantir a iluminação natural, preservando os ambientes da incidência direta do sol e levando em conta os aspectos térmicos?

Para Jorge Elmor não existem regras fixas porque cada região possui características climáticas próprias de insolação, temperatura, umidade do ar, altitude, que precisam ser analisadas para que se possa criar um bom projeto de iluminação.

“Luz e raios solares não são a mesma coisa. O que buscamos para melhorar nossa eficiência energética é a luz que pode ser proveniente da abóbada celeste ou dos raios solares (direta ou indiretamente)” orienta.

Aberturas nas fachadas ou nos telhados e coberturas (janelas zenitais) - permitem que a luz externa entre sem necessariamente incidir os raios solares. Para o arquiteto este é o tipo de iluminação mais apropriada para os espaços comerciais e fabris, que geralmente produzem muito calor com suas máquinas e concentração de pessoas. “Portanto, via de regra, os raios solares nestes locais não são bem vindos”.

Fachadas com orientação sul - são as melhores para o hemisfério sul. “Nesta orientação não há a incidência direta do sol”.

Confira alguns exemplos citados pelo arquiteto Jorge Elmor de projetos de iluminação natural no mundo:

Instituto Monde Arab (Paris-França) - fachadas inteligentes projetadas pelo celebrado arquiteto Jean Nouvel, que controlam a incidência da luz e dos raios solares. Este prédio foi dotado de painéis fotossensíveis que variam sua abertura de acordo com a quantidade de luz incidindo sobre eles. Veja fotos do Monde Arab no site Virtual Tourist.

Edifícios de Brasília (Brasil) - Outro sistema amplamente usado nos edifícios de Brasília são os brises-soleil. As lamelas metálicas dispostas no exterior do edifício servem de rebatedores dos raios solares, permitindo que apenas a luz entre nos edifícios, deixando o calor para o lado de fora.

Rede de Hospitais Sarah Kubitschek (Brasil) - sistema interessante de abóbadas criadas por João Filgueiras. As aberturas no telhado deixam apenas a luz natural entrar e ainda favorecem a ventilação natural, criando um micro clima agradável e salubre.

Edifício HSBC (Hong Kong) - Modelos propostos por Sir Norman Foster foram recriados mundo afora. Seus edifícios com complexos sistemas de iluminação e ventilação natural foram criados após intensa pesquisa buscando a eficiência energética e o conforto ambiental. O HSBC de Hong Kong é um dos melhores exemplos de seu trabalho

Shangai Bank (China) - de Norman Foster o engenhoso sistema de espelhos capta iluminação zenital e reflete luz solar em áreas escuras do edifício.

Entrevistado: Jorge Elmor – proprietário da Elmor Arquitetura. Mestre em Estruturas de Madeira, pela Universidade Técnica de Viena. Foi aluno da Universidade de Okayama, Japão, país famoso por aliar tradição e modernidade. Atuou também em Valência, na Espanha, e no Studio Albertoni em Viena, Áustria.

Contato: redacao@twkcomunicacao.com.br

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Aeroporto Internacional Berlim Brandenburg

Após 20 anos da queda do muro de Berlim, a cidade tem se renovado com obras grandiosas

Créditos: Engª. Naguisa Tokudome - Assessora Técnico Comercial Itambé

A cidade de Berlim, capital de uma das maiores potências da Europa, possui um problema crescente que é o tráfego aereo.

Os aeroportos existentes (Tempelhof, Tege e Schonefeld) foram considerados inadequados por não comportarem a demanda projetada para alguns anos.

O prédio do terminal do aeroporto terá 7 níveis
O prédio do terminal do aeroporto terá 7 níveis

Os dois primeiros aeroportos estão localizados próximos aos centros urbanos e não possuem áreas visizinhas para expansão. Por eliminação, a única opção que restou foi o aeroporto Schonefeld localizado ao sudoeste de Berlim.
A expansão formará o novo Berlin Brandenburg International Airport, também conhecido como BBI.

Este terá capacidade de suprir todas as necessidades do tráfego aereo de Berlim. Tempelhof foi fechado em outubro de 2008 e Tege terá o mesmo destino em 2011.

A construção do novo aeroporto iniciou em setembro de 2006 e o término está previsto para o final de 2011. A obra da ampliação esta estimada em aproximadamente US$ 4.166 milhões.

O novo terminal ficará no meio das duas pistas de decolagem
O novo terminal ficará no meio das duas pistas de decolagem

Na sua inauguração, BBI terá capacidade para receber 22 a 25 milhões de passageiros por ano. Dependendo da demanda, o aeroporto poderá ser expandido modularmente para 40 milhões de passageiros.

BBI estará equipado com novos portões, pistas de decolagem e pista de taxiamento capaz de receber super jumbos como o A380. A nova infraestrutura rodoviária e ferroviária facilitará o acesso ao centro de Berlim (20 minutos com o trem expresso e 30 minutos de carro ou ônibus) bem como várias outras localidades da Alemanha.

O Berlin Brandenburg International Airport foi planejado para ter um centro com cadeias de hotéis, área de varejo, cafés, bares, restaurantes e centros de conferência.

Torre de informações temporariamente construída para que os visitantes tenham uma visão da construção
Torre de informações temporariamente construída para que os visitantes tenham uma visão da construção

O prédio terá área total de 220.000 m2 e terá sete andares sendo dois níveis no subsolo para infraestrutura ferroviária.

Aeroporto Internacional Berlim Brandenburg

Legenda:
1. A antiga pista de decolagem ao norte foi desativada
2. A pista existente foi ampliada de 3.000 para 3.600 metros.
3. Futura construção da pista de decolagem mais ao sul com 4.000 metros de extensão.
4. Nova pista de taxiamento
6. Novo terminal: 16 pontes de jato com capacidade inicial em 2011 de 22-25 milhões de passageiros
7. Área destinada à ampliação gradual para construção de dois terminais satélites para no mínimo 40 milhões de passageiros
8. Estacionamento
9. Acesso da via expressa
10. Estação de trem no subsolo do terminal

Para conferir esta matéria na íntegra, acesse: http://www.airport-technology.com/projects/berlin/

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Cimento empedrado pode ser utilizado?

Confira algumas dicas de como utilizar o cimento estocado há mais tempo

Créditos: Engª Naguisa Tokudome - Assessora Técnico Comercial Itambé

cimento empedrado

A Cimento Itambé recomenda a seus clientes que o cimento ensacado seja estocado de forma correta e consumido no período de dois meses, tendo em vista as condições climáticas da região de atuação. As normas brasileiras recomendam reensaiar o cimento ensacado após três meses da data de sua expedição. Porém, é comum em algumas obras, de pequeno ou grande porte, o material permanecer estocado por um período maior que o recomendado. Neste caso, parte do cimento pode estar comprometida. Mesmo que a estocagem do cimento seja feita de maneira adequada, às vezes, a própria umidade do ar já é suficiente para transpor a embalagem de papel Craft e atingir parte do produto.

No caso de suspeita do material ter hidratado, o primeiro passo é verificar visualmente se há presença de grumos (pedrinhas) dentro da embalagem. O segundo é pressionar os grumos com os dedos para checar se eles desmancham. Como o cimento é muito fino, pode acontecer de se formarem pequenos ajuntamentos parecidos com pedrinhas, mas que se desmancham com facilidade.

Se isto ocorrer, aparentemente o cimento está adequado para uso, porém, o ideal é realizar uma análise química e física do produto para assegurar que ele mantém suas propriedades mecânicas.

Se os grumos não desmancharem, significa que realmente parte do cimento está hidratada. Um ensaio simples e rápido de executar em laboratório é o de Perda ao Fogo (P.F.). Este ensaio consiste em aquecer o cimento e verificar a perda de massa em porcentagem.

O produto que está em perfeitas condições de uso apresenta resultado (expresso em porcentagem) abaixo do limite especificado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Este limite varia de acordo com o tipo do cimento (CP II-F-32, CP II-Z-32, CP IV-32, CP V-ARI e CP V-ARI RS).

Para a realização do ensaio, o cimento é colocado em um pequeno forno com temperatura aproximada de 950ºC e deixado por uma hora. O material que queimou ou evaporou é uma combinação de dióxido de carbono (CO2) presente no calcário e um pouco de água contida no gesso. Caso o cimento esteja hidratado, o resultado estará acima do limite da norma, o que indica a evaporação da água.

Como aproveitar o cimento empedrado

Mas a pergunta que todos fazem é se este produto que está com o percentual de perda ao fogo acima do limite da norma pode ser utilizado, ou se é preciso jogar tudo fora.

Uma das recomendações para aproveitar o cimento empedrado é através do peneiramento (utilizando os equipamentos de proteção individual) preferencialmente #100, de tal forma que os grumos fiquem todos retidos na peneira. Este material deve ser descartado e o que passou pode ser utilizado.

Outra opção é aumentar o consumo do aglomerante no traço. Por exemplo: se a quantidade de grumos é de aproximadamente 10%, aumentamos neste mesmo percentual a quantidade de cimento necessária do traço ou dosagem. Ou ainda, usar o material para construir pequenos pisos, calçadas ou meio fio. De preferência, em locais onde não há necessidade de elevada resistência mecânica e que não traga perigo à vida de outras pessoas.

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