Sucessão empresarial: êxito com o assessment

Como preparar o próximo líder da sua empresa sem perder a rentabilidade

Por: Camila Braga

Diretor geral, presidente, dono, CEO, seja qual for o cargo, todos sabem apontar quem é o líder de uma empresa. Mas, quando é chegado o momento de substituí-lo é que a corporação pode passar por problemas, pois o eleito pode não estar no mesmo nível de performance do líder anterior. Para combater esse entrave na sucessão empresarial é que muitas empresas têm recorrido ao assessment, uma ferramenta que organiza as informações disponíveis sobre cada funcionário, de maneira a identificar as características e atributos de cada profissional, quanto ao desempenho, potencial de crescimento e liderança, bem como, fragilidades e pontos a serem melhorados.

Carla Mello: “um processo de sucessão bem estruturado traz enormes ganhos”

Para Carla Mello, diretora geral da Acta e DBM, multinacional especializada em outplacement, a pessoa escolhida para substituir aquele que deixa o cargo de líder leva uma média de nove meses para atingir o mesmo nível de desempenho do anterior. “Isso gera um declínio de produtividade e rentabilidade para a empresa”, explica.

De acordo com uma pesquisa realizada pela DBM com aproximadamente 490 empresas brasileiras de médio e grande porte, quase 62% delas, atualmente, não têm uma política para trabalhar a sucessão empresarial. Carla Mello adverte: “muitas vezes se tem um ótimo especialista, um bom líder para determinado projeto, mas esse profissional ainda não está apto para ser um gestor. As empresas não dão a devida importância, mas um processo de sucessão bem estruturado traz enormes ganhos: diminui o tempo que o novo líder leva para se adaptar ao cargo de gestão e com isso evita que empresa tenha essa queda de rentabilidade”.

Benefícios

O assessment traz benefícios tanto para as empresas que aplicam a ferramenta quanto para cada profissional que passa pelo processo. Para as empresas, a grande vantagem do assessment é conseguir ajustar pessoas, processos e estruturas às necessidades do ambiente corporativo, de forma mais ágil. As organizações também passam a contar com colaboradores mais preparados, cientes de suas capacidades e do que precisam otimizar.

Já do lado do profissional, o benefício do assessment é a motivação que gera nos funcionários, que conquistam posições por meritocracia, ou seja, por fazer merecer. Colaboradores com capacidades iguais – capacidades essas mapeadas pelo assessment oferecido pela empresa – têm chances iguais de alcançar um posto e todos lutam por isso. Sem falar que um funcionário que percebe que a empresa está investindo na sua carreira, se sente mais motivado para trabalhar, produz mais e é mais fiel à companhia.

Na prática

Na hora de aplicar o assessment na sua empresa é importante observar alguns pontos para que o procedimento tenha êxito, como definir quais as competências profissionais que realmente importam para a sua organização, já que nem toda habilidade é pertinente a todo negócio. 

Carla lembra que a ferramenta do assessment deve ser aplicada no desenvolvimento do profissional dentro da organização e não em candidatos de fora da empresa, já que para esse tipo de recrutamento existem outras técnicas. A especialista explica que a empresa de consultoria que aplica o assessment apenas mapeia as características dos profissionais, mostrando a cada um deles seus pontos fortes e suas fragilidades, que podem ser supridas via uma leitura, um curso ou simplesmente entrar num foro de discussão. Mas, quem toma a decisão final sobre quem será o novo líder é a própria organização.

Quem aplica o processo de assessment são empresas de consultoria de gestão empresarial e ele dura de 90 a 120 dias. Grandes organizações já adotaram essa ferramenta, com sucesso, como Renault, Volvo, Nutrimental e Zilli Engenharia.

>> Entrevistado
Carla Virmond Mello
- Sócia fundadora da ACTA Desenvolvimento e Educação, empresa  que atua desde 1995 em desenvolvimento organizacional e planejamento de carreira. Diretora DBM Paraná e Santa Catarina. Mestre em engenharia da Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Contato: http://www.acta.com.br

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Curso de Gestão e Tecnologia de Sistemas Construtivos de Edificações

Como integrar os sistemas construtivos e de edificações com a formação de profissionais especialistas em materiais e a demanda do crescente mercado da construção

Por: Michel Mello

O Departamento de Engenharia Civil (DECiv), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para o VI Curso de Especialização em Gestão e Tecnologia de Sistemas Construtivos de Edificações. Esta especialização procura integrar a diversidade das questões gerenciais e tecnológicas envolvidas nas etapas da produção da construção civil, análise de viabilidade e planejamento do empreendimento. E com isso, formar profissionais especializados e capazes de enfrentar os desafios do mercado.

O crescente mercado da construção exige dos profissionais uma qualificação constante.

A busca por tecnologias inovadoras no setor da construção civil que permitam melhores desempenhos e atuação no mercado. “Este é o princípio que norteia o curso de pós-graduação desde o seu início a mais de dez anos”, afirma o Guilherme Aris Parsekian, que é um dos coordenadores e idealizadores do programa.

Histórico

O curso foi elaborado pelos professores Guilherme Aris Parsekian, José Carlos Paliari e Simar Vieira de Amorim no ano de 1999, que já previam a necessidade de profissionais especialistas no setor de edificações. Na visão dos coordenadores o tempo de formação acadêmica dos engenheiros civis era pequeno. Era necessário oferecer um programa que tratasse especificamente de edificações.

Para suprir esta demanda, vem sendo realizado a cada dois anos o curso de especialização que busca a qualificação de diretores, engenheiros, gestores e outros profissionais ligados à área de produção das edificações. A proposta ultrapassa os limites do canteiro de obras e inclui uma busca constante por novas tecnologias e processos mais atuais de edificação. Os materiais são uma preocupação à parte, desde a concepção do empreendimento, as atividades de planejamento e projeto até a fabricação de materiais e componentes.

“O programa é ofertado para suprir a forte demanda por capacitação e nivelamento dos profissionais, pois em um curso de engenharia não há tempo e nem espaço para a execução de projetos em edificações”, afirma o professor Guilherme.

“O resultado disso é que temos um déficit por profissionais capacitados em sistemas construtivos e de edificações no mercado brasileiro. Daí surgiu o curso de especialização para suprir a demanda crescente, já que o Brasil se encontra em um forte movimento de expansão do setor da construção civil”, completa.
 
Disciplinas X Mercado

As disciplinas ofertadas pelo curso procuram abranger conteúdos dinâmicos e atuais, de acordo com a realidade e a necessidade do mercado. E nesse contexto, visa instruir o aluno, que é um profissional do segmento da construção, aos novos processos empregados em edificações e materiais.

Jorge Aoki, gerente da Assessoria Técnica da Cia. de Cimento Itambé, diz que “um dos pontos que merecem destaque no curso de especialização é a prerrogativa de aliar a teoria com a prática. Trazendo as perspectivas da realidade enfrentada diariamente em uma construtora, ou mesmo em um canteiro de obras, para a sala de aula”. 

Jorge também destaca que: “as disciplinas ligadas aos sistemas construtivos são de fundamental importância nos currículos, pois ensinam os alunos a conhecer os materiais. Hoje em dia o mercado apresenta uma grande diversidade de materiais com qualidades distintas. Em um canteiro de obras é essencial que o profissional da construção saiba comparar questões como qualidade dos materiais, regularidadedesvio padrão – e preço final do produto. Os melhores são aqueles que cumprem todos estes aspectos”, afirma. 

Grade curricular

A grade curricular do curso de especialização enfatiza diversas disciplinas todas relacionadas ao tema edificação e sistemas construtivos. Destacamos abaixo aquelas que tratam diretamente de processos relacionados à construção e à utilização de materiais como cimento e concreto.

Tecnologia dos Sistemas Construtivos em Estruturas de Concreto
Discute as tecnologias de produção das estruturas de concreto armado para edifícios, com abordagem conceitual e aplicada. Ênfase na visão sistêmica à gestão do processo de produção, a racionalização construtiva e as novas tecnologias para o incremento de produtividade.

Tecnologia dos Sistemas Construtivos Industrializados
Abordagem dos aspectos relacionados aos sistemas estruturais industrializados que utilizam aço, madeira e concretos pré-fabricados como também os sistemas complementares de vedação e fechamento e a compatibilização entre os vários subsistemas.

Tecnologia dos Sistemas Construtivos em Alvenaria Estrutural e de Vedação
Trata de conceitos sobre o projeto de vedações verticais e de edifícios de alvenaria estrutural. Levando em consideração o comportamento estrutural, racionalização e compatibilização entre os subsistemas arquitetura, instalações e estrutural.

Tecnologia de Produção de Revestimentos de Argamassa e Cerâmicos
Trata dos subsistemas de revestimentos verticais e horizontais em argamassa e cerâmicos no que diz respeito ao projeto, à produção e ao controle. Enfatiza a racionalização construtiva como meio de evolução tecnológica dos métodos construtivos apresentados.

Durabilidade dos Materiais e Componentes da Construção Civil
Fornecer ao aluno conhecimentos relativos aos principais aspectos inerentes à durabilidade dos materiais e componentes de construção civil e suas inter-relações com o processo construtivo. Serão também descritas as propriedades físicas e mecânicas dos materiais e suas relações com os fenômenos relativos à deterioração, além de aspectos pertinentes ao impacto da tecnologia da construção no desenvolvimento sustentável e no meio ambiente.

Estrutura do curso

São oferecidas 30 vagas e o curso é realizado a cada dois anos. As aulas são presenciais e têm duração de 380 horas-aula. Essa especialização conta com uma extensa equipe de especialistas da UFSCar, USP, UFRJ, UNESP e de outras renomadas empresas que atuam no projeto e na gestão de obras de engenharia. Considerado entre os cinco melhores do país, o curso conta, também, com docentes de outras instituições que, somados aos da UFSCar, conferem ao mestrado o caráter interdisciplinar proposto pelos idealizadores.

>> Entrevistado
Guilherme Aris Parsekian
- Engenheiro Civil pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
- Coordenador do curso de Engenharia Civil da UFSCar
- Mestre em Engenharia de Estruturas - Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP)
- Doutor em Engenharia Civil – Escola Politécnica da Universidade do Estado de São Paulo (EPUSP)
- Pós-doutorado na Universty of Calgary
Email: parsekian@ufscar.br

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Expansão da linha 1 da Trensurb

Obra no metrô gaúcho alia respeito ao meio ambiente a inovações tecnológicas

Por: Michel Mello

Metade da obra de expansão da linha 1 do metrô de Porto Alegre, capital gaúcha, já está concluída. Integrando as obras do PAC no estado do Rio Grande do Sul, o empreendimento teve investimento, até agora, de R$ 720 milhões, e conta com mais de nove quilômetros de extensão, onde serão utilizados 46.000 m³ de concreto. O metrô de Porto Alegre é operado em conjunto pelo governo federal, governo do estado e pela prefeitura de Porto Alegre através da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A (Trensurb).

A cobertura da Estação da Liberdade conta com um novo sistema de iluminação solar

A obra é executada pelo Consórcio Nova Via, uma parceria entre as construtoras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Toniolo/Busnello e T’Trans. E vem sendo realizado por trechos independentes durante a sua execução, o que garante maior agilidade e rapidez ao empreendimento. No mês de junho de 2010, a obra de expansão chegou à metade, com 4,9 km já concluídos.

Para o engenheiro Rudimar Berti, gerente de Produção do Consórcio Nova Via, as principais dificuldades durante a execução das obras são as condições climáticas e as dificuldades em se construir em uma indústria a céu aberto. “Ficamos sempre à mercê de dias ensolarados ou pelo menos sem chuva para termos um bom rendimento no trabalho. Até o frio é um componente complicador, pois reduz a eficácia da reação química que ocorre durante o processo de cura do concreto, aumentando o tempo para utilização das peças que são produzidas”, afirma.

O cimento da obra foi fornecido pela Cia. de Cimento Itambé. A Concresul, de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, instalou uma moderna central de concreto automatizada com capacidade de 55 m3/hora e três silos para estocagem do cimento. Esta central atende tanto o concreto para as fundações e pilares como para as vigas pré-moldadas e aduelas das pontes.

Ao término, o projeto do metrô ligará as cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo, integrando a região metropolitana a capital do estado, com 21 estações, totalizando mais de 44 km de extensão. O maior impacto desta obra para as duas cidades é a conquista de um equipamento de transporte público barato, seguro e moderno, para uma demanda superior a 300 mil usuários.

Respeito ao meio ambiente

Foi construída uma indústria de pré-moldados no local, o que diminui o tempo de execução dando mais agilidade na entrega de materiais no canteiro de obras. Esta alternativa também não produz um grande volume de entulho, garantindo menor volume de lixo. Foram utilizadas, também, formas metálicas em arco nas estruturas, sempre que possível, reduzindo a utilização de madeira.

A construção da ponte sobre o Rio dos Sinos utilizou o sistema de balanço sustentável

O sistema utilizado para a construção das pontes é chamado de balanço sucessivo. Este método pode ser aplicado a qualquer tipo de tipologia – vigas contínuas, arcos e tirantes – que é feito a partir de um escoramento no pilar de partida. A cada três dias um trecho novo é concretado. E isso garante a estabilidade do processo. Por outro lado, exige um engastamento garantido do balanço. Após a colocação de treliças metálicas a obra avança simetricamente com o dispositivo de deslocamento da forma até a metade do vão subsequente.

O processo de construção em balanços evita a colocação de pilares no leito do rio. Deste modo, reduz o impacto ambiental. Não obstruindo o curso e não alterando a vazão do Rio dos Sinos, pois não há pilares no leito do curso d´água. O Sinos possui um histórico problemático para a população de São Leopoldo. No último mês de julho de 2010, alagamentos e inundações deixaram 59 famílias desabrigadas. Em 2006, ocorreu no Rio dos Sinos um crime ambiental de grandes proporções, que afetou todo o ecossistema e causou a morte de muitas espécies de peixes e aconteceu durante a época de desova. Este incidente é considerado pelos ecologistas como a maior tragédia ambiental dos últimos 40 anos no Rio Grande do Sul.

Soluções inovadoras

Uma das novidades é a construção de bicicletários no interior do saguão. Esta iniciativa oferece aos usuários a possibilidade de uma locomoção de baixo custo de carbono. E pode trazer iniciativas de negócios de engenharia verde como o aluguel de bicicletas, sistema semelhante ao Vélib da França.

A iluminação também inova e acrescenta um velho novo componente – a luz do sol. Integrada a um sistema de adequação da entrada da quantidade de luz nas estações do metrô, que controla o acendimento das luzes e garante uma maior economia de energia elétrica. Contribuindo desta maneira para uma pegada ambiental em equilíbrio e em busca da sustentabilidade ambiental urbana.

Entrevistado
Rudimar Berti
Currículo
- Gerente de Produção do Consórcio Nova Via
- Engenheiro Civil formado Pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
- Especialista em Gerência da Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- MBA em Finanças Empresariais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)
- Tem 32 anos de experiência em construção pesada, sendo 22 anos em obras de grande porte.
Email: rudimar.berti@tbsa.com.br

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Gestão de estratégia

Apenas planejar uma estratégia não é suficiente para o sucesso: a execução deve ser acompanhada corretamente

Por: Lilian Júlio

Planejar uma estratégia não é mais garantia de sucesso para a empresa. A revista Fortune publicou a seguinte frase: “menos de 10% das estratégias formuladas são efetivamente executadas”. A mesma questão é levantada por Larry Bossidy, ex-presidente da Honeywell, lembrando que a maioria das estratégias falha porque não é bem executada. Já que apenas a execução é tão importante para o sucesso, como gerir uma estratégia? 

“Gestão e planejamento da estratégia estão intrinsecamente ligados”.

Fanny Schwarz é sócia diretora da Consultoria Symnetics Brasil e conta que é importante trabalhar planejamento e execução em conjunto. “A gestão de forma integrada ao planejamento da estratégia é primordial para o sucesso da empresa”, explica. “Gestão e planejamento são um processo contínuo e estão intrinsecamente ligados”.

“O planejamento estratégico tem grandes benefícios que não devem ser deixados de lado, mas é importante trabalhar com as duas frentes em conjunto”, avalia Fanny. De acordo com a consultora, os principais benefícios do planejamento são ter um objetivo delimitado de qual é o posicionamento que a empresa quer alcançar e alinhar os líderes da organização. “O alinhamento começa na liderança da empresa e atinge todos os colaboradores”.

O gestor da estratégia

Para garantir a boa execução da estratégia é importante que a empresa defina um líder responsável por ela: o gestor daquela estratégia. “Este líder deve ser referência para os colaboradores, mas também deve ouvir a organização e os funcionários acerca da aplicação da estratégia. É manter o processo vivo na organização”, explica Fanny. Ela lembra que, em muitas estratégias, estamos lidando com mudanças. “A organização está saindo de um patamar e implementando uma nova realidade. Existe uma série de desafios, então é importante saber lidar com as dúvidas que forem surgindo”.

Saiba mais sobre como gerir uma mudança na matéria Mudanças organizacionais devem envolver toda a empresa (http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/mudancas-organizacionais-devem-envolver-toda-a-empresa/).

A principal atuação do gestor da estratégia deve ser montar a sua implementação. Uma dica de Fanny é que a empresa desenvolva um programa de acompanhamento. “Esse monitoramento pode acontecer tanto informal – no cotidiano da empresa – quanto formalmente, em reuniões pré-agendadas”, explica. Ao gestor cabe levar o grupo de líderes e funcionários a refletirem sobre a estratégia, inclusive avaliando o que deve ser modificado ao longo do trabalho. “A boa combinação do formal com o informal é fundamental para alavancar e até mesmo manter uma empresa no mercado”, justifica a consultora.

Passo a passo da gestão

A gestão da estratégia deve ser adaptada à realidade da empresa, mas existem passos que podem ser utilizados em qualquer situação.

- Definir a estratégia. Nesse ponto é feito o planejamento, que define quais são os objetivos da empresa.

- Traduzir a estratégia. Muitas vezes os pilares estratégicos não estão numa linguagem adequada a todos os funcionários, então é preciso traduzi-los em objetivos claros para a empresa.

- Alinhar a estratégia na organização. Aqui começa o desdobramento da estratégia, com as equipes entendendo seu papel dentro do planejamento.

- Vincular alteração com estratégia. Quais serão as mudanças na rotina da empresa? Quais serão os projetos (com começo, meio e fim) que irão contribuir para a aplicação da estratégia?

- Monitoramento da estratégia. Aqui o gestor deve manter uma disciplina de acompanhamento da estratégia e dos colaboradores da empresa.

- Aprendizado da estratégia. O monitoramento contínuo traz oportunidades de reflexão. A estratégia continua válida? O aprendizado se dá por reestruturações da estratégia.

A partir desse ponto Fanny conta que o processo vira um ciclo – a etapa de aprendizado se funde com a do planejamento. “Esse processo deve ser incentivado para que a empresa sempre cresça e aprenda com suas experiências”, afirma Fanny, de forma a dar continuidade ao círculo virtuoso da boa estratégia.

Entrevistada:
Fanny Schwarz
Currículo
Fanny Schwarz é Sócia Diretora da Consultoria Symnetics Brasil, uma empresa de Consultoria e Educação Latino Americana focada em Gestão da Estratégia. Fanny possui mais de 13 anos de experiência em gerenciamento estratégico.

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Financiamento habitacional garante a expansão da economia

Fundos habitacionais ultrapassam os R$ 4 bilhões em investimentos e garantem a liderança brasileira no mercado imobiliário

Por: Michel Mello

O Brasil é líder em crescimento e volume de transações imobiliárias comerciais. Esse movimento de retomada, crescimento e expansão desses mercados aliado às políticas públicas de financiamento habitacional, como o Programa Minha Casa Minha Vida, e às linhas de crédito oriundas da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) colocam o país no topo do ranking.

Com as linhas de crédito habitacional está mais fácil realizar o sonho da casa própria

Segundo levantamento publicado por consultores da Jones Lang LaSalle que trata de investimentos e serviços imobiliários, os volumes globais de investimento direto em imóveis comerciais foram da ordem de US$ 66 bilhões no segundo trimestre de 2010. Esse número é semelhante ao primeiro trimestre, o que demonstra um crescimento linear e consistente. Quando comparado ao volume de investimentos do mercado imobiliário registrado no ano de 2008, durante o período da crise financeira, o valor dos aportes financeiros praticamente dobra. Para os consultores, o crescimento mais forte foi registrado no Brasil, onde os volumes relativos ao segundo trimestre triplicaram em comparação com o primeiro trimestre, chegando a níveis recordes.

Isso demonstra um aumento da confiança por parte dos investidores. Enquanto os mercados se aquecem novamente, surge uma tendência diferenciada nas dinâmicas regionais. Considerando as Américas do Norte, Central e do Sul, o Brasil é líder no crescimento imobiliário. E essa retomada se deve em parte a recursos dos programas sociais como o Plano Nacional de Habitação (PlanHab) do governo federal, como o Programa Minha Casa Minha Vida, e as linhas de crédito com investimentos da ordem de R$ 50 bilhões da caderneta de poupança e R$ 19 bilhões do FGTS, até o final de 2010.

Déficit habitacional

O crescimento das metrópoles brasileiras criou cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos. A falta de infraestrutura em habitação é um grande paradigma a ser solucionado pelos governos de todo o mundo. A saída para a questão da habitação são investimentos públicos em financiamento habitacional. De acordo com o Órgão das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Habitação (Un-Habitat), o maior desafio para o desenvolvimento local e global no século XXI é o déficit habitacional. Por isso, a agência elabora um plano de ações bi-anual em cada região do globo.

Minha Casa Minha Vida

Para corrigir este déficit habitacional o governo federal vem ampliando as linhas de crédito e facilitando acesso de uma parcela maior da população a esse tipo de financiamento. O programa Minha Casa Minha Vida da Caixa Econômica Federal tem como objetivo garantir moradia com segurança e sustentabilidade para todos os brasileiros. Os financiamentos são definidos a partir da renda mensal familiar.

A Caixa Econômica Federal fechou o balanço do primeiro semestre de 2010 com um total de R$ 34,1 bilhões de crédito para a compra da casa própria, sendo assinalados mais de 575 mil contratos. Segundo balanço divulgado, no último dia 19 de julho, desse total R$ 16,4 bilhões foram destinados ao Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV).

De acordo com o banco, o volume de recursos para o crédito habitacional, nos primeiros seis meses deste ano, representa um crescimento de 95,1% em relação ao mesmo período do ano passado e já é maior que todo o montante aplicado em moradia no ano 2008, quando foram emprestados R$ 23,3 bilhões. O número já chega a quase sete vezes ao que foi emprestado em 2003.

Fundo de Garantia

Para ter acesso aos recursos do Fundo de Garantia os trabalhadores podem utilizar o valor acumulado para compra de um imóvel residencial, desde que atendam as exigências da Caixa Econômica Federal, que é a gestora dos recursos.

O FGTS pode ser utilizado para a compra de habitações ou para a construção. O financiamento é de até 100% do valor do imóvel, com prazo de até 30 anos para pagar. A Carta de Crédito do FGTS é uma linha de financiamento que utiliza os subsídios oriundos do Fundo de Garantia.  Para imóveis novos ou na planta, os empréstimos alcançaram o valor de mais de R$ 20,8 bilhões. O número de unidades financiadas chegou a 301.405 no ano de 2010. Já os recursos investidos no financiamento de imóveis usados aumentaram 39% nos primeiros seis meses do ano, com relação ao mesmo período em 2009, saltando de R$ 9,6 bilhões para R$ 13,3 bilhões.

Programa de Arrendamento Residencial

O Programa de Arrendamento Residencial (PAR), do Ministério das Cidades, é financiado pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e é executado pela Caixa Econômica Federal.
O PAR foi criado para ajudar estados e municípios a atenderem à necessidade de moradia da população de baixa renda, especificamente aquelas famílias que recebem até R$ 1.800,00 e vivem em centros urbanos. Funciona mediante construção e arrendamento de unidades residenciais, com opção de compra do imóvel ao final do período contratado.

Mercado aquecido

Linhas de créditos mais acessíveis e financiamentos com juros baixos resultam em um grande volume de crédito e um grande movimento no setor de habitação, o que coloca o Brasil à frente no segmento. Essas ações conjuntas visam dirimir o déficit habitacional em um curto período de tempo. Os mercados se aquecem. A cadeia produtiva da construção civil está a pleno funcionamento e envolve fornecedores de materiais, construtoras, incorporadoras até as vendas finais de imóveis na planta. Para dar uma ideia, o Índice de Vendas de Imóveis Novos Sobre a Oferta (VNSO) está acima da média considerada ideal na cidade de Curitiba de acordo com dados da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PR).

Para o presidente da Ademi do Paraná, Gustavo Selig, “isso comprova que a procura por imóveis é superior a oferta. Este alto índice deve permanecer por mais quatro anos, dada a demanda reduzida no passado. Porém, com a estabilização do consumo o índice de vendas deve se manter entre 8% a 10%”. “Há cerca de cinco anos atrás eram raras as opções de financiamento para o comprador. Quando existiam, os critérios para se habilitar ao empréstimo eram muito rigorosos, o que dificultava a aprovação do contrato, afirma Selig. 

Entrevistado
Gustavo Selig
- Presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PR).
- Diretor da Hestia Construções e Empreendimentos.
- Formado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC)
- Mestre em Administração de Empresas Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Email: gustavo@hestia.com.br

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O espaço conquistado pela alvenaria estrutural

O que parecia ser o foco de construções habitacionais populares hoje é mais reconhecido em prédios altos

Por: Vanessa Bordin
A estrutura consiste numa base muito bem elaborada com fundação e estrutura em pilares e vigas apenas até o pavimento térreo

Seguindo a série de reportagens sobre sistemas construtivos no país, o Massa Cinzenta aborda agora, outro tema: alvenaria estrutural. Ela se destaca como um sistema construtivo racionalizado, no qual os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria, ou seja, os próprios blocos de concreto.

Esse sistema tem conquistado, recentemente, mais espaço nas construções do Brasil, apesar de ser a forma mais antiga usada pela humanidade, como na construção da Muralha da China, entre os anos de 1300 e 1600. A volta da classe C ao mercado consumidor de imóveis e o empenho da engenharia nacional em se fortalecer no mercado são alguns dos motivos que estão alavancando essa tecnologia no país.

A alvenaria estrutural vem sendo utilizada pelo meio técnico brasileiro, atraída pela redução de custos proporcionada pelo sistema. A possibilidade de construir edifícios altos tem enterrado alguns velhos preconceitos, como o de usar a alvenaria somente em construções baixas. E as obras que envolvem prédios, sejam residenciais ou comerciais, se tornaram apenas um dos exemplos em que esse sistema pode ser empregado com sucesso.

A Vanderli Gai e Cia Ltda é uma empresa paranaense, com sede em Curitiba, e que produz bloco vazado de concreto há mais de dez anos. Segundo o proprietário, Jorge Tadeu Gai, a alvenaria estrutural é um dos sistemas construtivos que mais emprega o bloco de concreto. Recentemente, a empresa participou da construção de uma grande obra em Santa Catarina, na qual utilizou esse sistema. A obra, feita de alvenaria e blocos estruturais, levou vantagem em alguns requisitos como tempo e custo. “A construção em alvenaria estrutural é mais rápida porque os blocos são montados prontos. Assim você ganha dos dois lados: na entrega do prazo e no custo do empreendimento por utilizar esse tipo de material que é mais simples e mais barato no mercado”, destaca.

Especificações técnicas

Há dois tipos de alvenaria estrutural: a simples e a armada. A alvenaria estrutural simples é composta apenas de blocos de alvenaria e argamassa. Os reforços metálicos, nesses casos, apenas se limitam em cintas, vergas, na amarração entre paredes e nas juntas horizontais com o objetivo de evitar fissuras localizadas.

Já a alvenaria estrutural armada se caracteriza por ter alguns vazados verticais dos blocos, preenchidos com graute, ou seja, micro-concreto de grande fluidez, envolvendo barras e fios de aço, funcionando como armadura convencional.

Segundo Jorge Gai a alvenaria armada é o sistema mais usado hoje em dia. “Você consegue aumentar a resistência do projeto e isso traz mais benefício para a obra. É, portanto, uma grande tendência no Brasil e acredito que a alvenaria estrutural tome o espaço da convencional e em pouco tempo”, ressalta Gai.

Vantagens

As vantagens mais imediatas da alvenaria estrutural são: a redução de custo e o menor prazo de execução. Estes fatores são muito positivos no atual cenário do mercado imobiliário, que está cada vez mais aquecido. É nesse contexto que aparecem as vantagens da alvenaria estrutural, por ser uma maneira simples, rápida e barata de se construir.

Roberto Dalledone Machado

Utilizar blocos com diferentes resistências numa construção de alvenaria também é um diferencial, mas os maiores ganhos do sistema estão relacionados com a racionalização oferecida ao construtor. É o que destaca o engenheiro civil e mestre em Estruturas da UFPR, Roberto Dalledone Machado. Segundo ele, grandes projetos podem ser elaborados em alvenaria estrutural visando à agilidade dos serviços na obra.

Se a construção empregar, por exemplo, pré-moldados de concreto (lajes, escadas e vergas) em composição com a alvenaria, a madeira e os carpinteiros podem ser dispensados do canteiro. Como os blocos vazados permitem a passagem das tubulações elétricas e hidráulicas, também não há necessidade de quebrar paredes. Portanto, a somatória dessas vantagens resulta em redução de desperdício de materiais e economia no uso de concreto.

Desvantagens

Uma das desvantagens é que as paredes não poderão ser removidas futuramente. De acordo com o engenheiro da UFPR, essa é uma das principais limitações. “Se o projeto não for elaborado especificamente para alvenaria, deixa de ser compensador, porque a alvenaria pressupõe padronização”, avalia Dalledone.

Onde pode ser usada

Hoje a alvenaria estrutural pode ser utilizada numa ampla gama de obras como:

- imóveis residenciais; pode ser usada tanto para fazer casas em projetos únicos, como para conjuntos habitacionais de sobrados e para prédios de três a 20 pavimentos, com ou sem subsolos.

- imóveis comerciais; prédios de escritório pequenos e médios, consultórios, escolas, hospitais de até 20 andares, contando ainda com salões comerciais e industriais de pequeno e médio porte e de prédios públicos como igrejas e auditórios.

Curiosidade

A alvenaria estrutural é uma das formas mais antigas de construção empregadas pelo homem. Ao longo dos séculos obras importantes utilizaram esse sistema construtivo. Entre elas estão os blocos de pedra da Catedral de Notre Dame (Paris – 1250), o Parthenon construído entre 480 a. C e 323 a.C (na Grécia), a Muralha da China, construída entre 1368 e 1644. Já em 1950, surgiram as primeiras normas com procedimento de cálculos na Europa e América do Norte, acarretando um crescimento forte da alvenaria estrutural em todo mundo.

No Brasil, os primeiros prédios em alvenaria estrutural foram construídos, em 1966, com quatro pavimentos em alvenaria armada em blocos de concreto, no conjunto habitacional Central Parque da Lapa, em São Paulo.

Entrevistados
Roberto Dalledone Machado
- Engenheiro civil graduado pela Universidade de Brasília (UnB)
- Mestre em Estruturas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Email: rdm@ufpr.br

Jorge Tadeu Gai
- Proprietário da Vanderli Gai e Cia Ltda/Curitiba
Email: gai@onda.com.br

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A mudança caminha ao lado do crescimento

A mudança de comportamento empresarial, para ser bem sucedida, deve partir da vida pessoal

Por: Lilian Júlio
Roberto Belotti

Mudar é a premissa do crescimento e da competitividade. Esta é uma das afirmações de Roberto Belotti, palestrante, professor de pós-graduação e diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais. “As empresas que não pensam em mudanças não serão competitivas”, explica. Além disso, ele afirma que as mudanças devem envolver tanto a vida profissional quanto a pessoal. Mas, como estar preparado para uma mudança?

Belotti conta que muitas pessoas dizem não ter nada contra a mudança – desde que ela envolva apenas os outros. “As pessoas dizem ‘mudar é importante, mas eu não preciso mudar’. Por isso, o mais importante é a mudança de atitude, alterar a forma de pensar”, declara. O maior desafio perante uma transformação é convencer os envolvidos de que ela é necessária, principalmente, em uma empresa. “Existe uma dificuldade muito grande de sair do status quo, porque não se sabe o que vem pela frente”, diz.

Mudanças empresariais

Em uma empresa a falta de mudança pode significar a ruína da organização. “Bill Gates dizia que nós devemos tornar nossos produtos obsoletos antes que os concorrentes o façam. É disso que precisamos: inovação e criatividade”, explica Belotti. Ele ainda conta que para criar é preciso mudar – e numa empresa deve-se pensar na cultura da empresa.

“Você não pode pensar em fazer mudanças numa organização sem levar em conta a cultura da empresa. Elas envolvem a revisão de paradigmas e isso pode ser multiplicado entre os colaboradores”, afirma. Este trabalho cabe a um líder, o gestor da mudança: é ele quem vai ser o responsável por mostrar por que a mudança é essencial para a empresa. “O item primordial é a flexibilidade – ninguém muda sendo inflexível”, revela.

A flexibilidade e o jogo de cintura são importantes para se adaptar à nova realidade. Roberto  Belotti cita uma frase de Charles Darwin para ilustrar essa situação: “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. E sim aquele que melhor souber adaptar-se às mudanças”. Ele conta que esta frase deve ser o lema da vida corporativa e que saber adaptar-se às novidades é fator sine qua non para o sucesso.

O consultor cita um exemplo recente de empresa que quebrou seus paradigmas e, como consequência, teve um sucesso maior do que o esperado. A Fiat lançou, no início de maio deste ano, o novo Uno. “Pela primeira vez na história, a liderança de vendas do Gol (da Volkswagen) está ameaçada: o tempo de espera pelo novo Uno chega a 90 dias”, conta Belotti. Ele justifica essa situação pelo desejo do consumidor e diz que as pessoas procuram um carro novo e não apenas um zero quilômetro. “Elas querem mudanças, novos projetos, inovações – e isso não apenas no setor automobilístico, mas em tudo na vida”, afirma.

Profissional e pessoal

Belotti diz que as mudanças aplicadas nas organizações devem ser compartilhadas e experimentadas, também, na vida pessoal e que um dos requisitos para o ser humano viver bem é saber adaptar-se ao mundo e não ter medo de novidades. “Antes de sermos profissionais somos seres humanos e, portanto, a mudança tem que partir da vida pessoal”.

Para quem presencia suas palestras, Belotti sempre dá um recado: a mudança não pode ser limitada a um aspecto da vida. “É preciso mudar atitudes e estar aberto às mudanças necessárias para a competitividade. Quem pensa em transformações é competitivo e terá emprego em qualquer lugar – estará sempre pensando em como ajudar a empresa a melhorar”, afirma. No entanto, ele alerta: é preciso entender o que pode e o que não pode ser mudado.

“Existe uma frase muito famosa utilizada, inclusive, nos Alcoólicos Anônimos, que deve ser nossa oração diária”, declara. A frase? “Dê-me forças para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma da outra”.

(Leia mais sobre o papel do gestor na matéria “Mudanças Organizacionais devem envolver toda a empresa”, aqui no Massa Cinzenta http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/mudancas-organizacionais-devem-envolver-toda-a-empresa/)

 

Entrevistado
Roberto Belotti
Currículo
- Diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais Ltda.
- Engenheiro, advogado e professor de cursos de pós-graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Especialista em Administração de Pessoas e Psicologia do Trabalho pela UFPR
- Mestre em Administração e Recursos Humanos pela Universidade de Extremadura (Espanha)
Email: contato@rbelotti.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content

Arquitetos constroem primeiro edifício com turbina eólica acoplada

A capital inglesa tem o primeiro prédio do mundo com hélices instaladas no topo, gerando 8% da energia consumida

Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing

Os arquitetos estão indo cada dia mais longe em busca de edifícios sustentáveis. O exemplo mais recente vem de Londres, onde os profissionais da Brookfield Europe construíram um edifício de 148 metros de altura e, nos seus últimos andares, as turbinas eólicas, já acopladas no projeto inicial, geram parte da energia gasta no edifício, representando uma economia para o edifício e um alívio para a natureza.

Os 42 andares da Torre Strata serão ocupados por cerca de mil moradores distribuídos nos 408 apartamentos de até 170 mil metros quadrados. Cerca de 8% de toda a energia consumida por essas pessoas virá das turbinas instaladas no topo do prédio.

Juntas, elas podem produzir até 50MWh de eletricidade por ano. Esse artifício, junto a outros como uso de ventilação natural, fachada térmica de alto desempenho, recuperação do calor, lâmpadas de baixa energia e controle de iluminação farão com que o prédio emita até 73,5% menos CO2 que um edifício similar.

Os responsáveis pela obra informaram ainda que 96% do lixo gerado ao longo da construção foi reciclado e que o condomínio ainda terá um sistema de reaproveitamento de água cinza.

Os apartamentos, que chegam a custar £ 2,5 milhões de libras (cerca de R$ 6.630 milhões) serão entregues no inicio de abril e reforçam a exigência do Reino Unido de ter apenas construções com zero carbono até 2019.

Fonte: EcoDesenvolvimento