Prefeitura de Manaus utiliza pavimento de concreto em região portuária

Crédito: Antônio Pereira/Semcom
A prefeitura de Manaus (AM) entregou em março a obra de implantação do pavimento rígido na região conhecida como porto Chibatão. O trecho que recebeu a pavimentação de concreto fica entre avenidas Presidente Kennedy e Rodrigo Otávio, no bairro Colônia Oliveira Machado.
Este complexo portuário amazonense é considerado um dos maiores portos privados da América Latina. Nesta região, há um intenso tráfego de caminhões com contêineres, que fazem a rota do porto Chibatão até as empresas do Distrito Industrial. De acordo com o prefeito da cidade, David Almeida, essa obra é uma reinvindicação antiga, de mais de três décadas.
As obras foram iniciadas em julho de 2022 e concluídas em março de 2023. Para David, a mudança traz mais agilidade e fluidez ao trânsito. Além da inserção do pavimento de concreto, foi aumentado o raio da pista. Desta forma, as carretas poderão fazer o retorno e se dirigir ao Distrito Industrial.
Processo de implantação do pavimento rígido
Primeiramente, antes da troca de pavimentação, foi realizado um estudo a respeito dos problemas de afundamento na área. Por meio desta avaliação, foi possível verificar que o antigo pavimento, feito apenas com massa asfáltica e sem a concretagem, era frágil e flexível. Isto fazia com que ele não suportasse o peso das carretas que transitam diariamente nessa região.
Para evitar problemas com o trânsito, a obra foi realizada em três fases. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável pela execução dos serviços, um dos grandes desafios foi o período chuvoso, que comprometeu o andamento da obra.
Após o estudo, foi realizada a demolição do pavimento existente e serviços de terraplanagem. Esse passo permitiu a recuperação base e sub-base do solo. Posteriormente, foi aplicada uma camada de 20 cm de espessura de concreto compactado a rolo. Para estabilizar e regularizar a base, também houve a inserção de 20 cm de concreto armado. Esse processo possibilita a sustentação das cargas, sem deformidades na pista.
“Foram mais de 750 m3 de concreto, entre concreto armado e compactado a rolo, com camada dupla de aço nesse trecho, para que suporte o fluxo de carretas e carros pesados que trafegam por aqui. Sem dúvida, é uma obra importante”, destacou o secretário da Seminf, Renato Junior.
Por fim, as equipes finalizaram os serviços de revitalização do entorno, com recuperação das calçadas, meio-fio e sarjetas.
Essa não foi a primeira vez que a Prefeitura de Manaus implantou o pavimento rígido em um trecho com intenso movimento de veículos pesados. Em 2021, a técnica foi empregada nas vias do Distrito Industrial e na Bola da Suframa.
Fontes
Prefeitura de Manaus e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf)
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Marina Pastore
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Conheça os estádios da Copa de 2026
Em 2026, pela primeira vez na história, a organização da Copa do Mundo será dividida entre três países: Estados Unidos, Canadá e México. Em junho de 2022, as cidades-sede foram anunciadas pela FIFA. Na nova edição do torneio, todos os 16 estádios já estariam construídos - alguns deles precisarão de atualizações ou a adição de campos de grama para sediar jogos.
Conheça os estádios que devem fazer parte da próxima Copa e seus projetos:
- SoFi Stadium – Los Angeles, Estados Unidos
Considerado a casa dos times de futebol americano Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers, este estádio foi inaugurado em setembro de 2020, e possui capacidade para até 70.240 espectadores (expansível para 100.240 em eventos especiais). Ele foi projetado para ser diferente de qualquer outro estádio em qualquer lugar, uma reflexão do estilo de vida descontraído do sul da Califórnia. Com um design moderno e elegante, conta com um teto translúcido de ETFE (etileno tetrafluoretileno), que além de ser resistente à intempéries, permite a entrada de luz natural e proporciona uma sensação de estar ao ar livre.
- Mercedes-Benz Stadium – Atlanta, Estados Unidos

Crédito: Mercedes-Benz Stadium
Inaugurado em 2017, Mercedes-Benz Stadium é um estádio de futebol americano e futebol, com capacidade para cerca de 71.000 espectadores. Uma das características mais marcantes do estádio é o seu teto retrátil que se assemelha a uma lente de câmera. O design do telhado é inspirado na forma da asa de um falcão e é composto por almofadas de ETFE de três camadas, em balanço em oito "pétalas" retráteis de 1.600 toneladas cada. O projeto arquitetônico do Mercedes-Benz Stadium foi elogiado por sua inovação e sustentabilidade. O estádio possui uma série de recursos ecológicos, incluindo painéis solares, sistemas de coleta de água da chuva e um sistema de reciclagem de resíduos. Inclusive, ele recebeu a certificação LEED platinum do Green Building Council dos Estados Unidos.
- Estadio BBVA - Monterrey, México
O design do Estádio BBVA é baseado em uma ideia de integração com a paisagem natural da região, bem como a utilização de tecnologia avançada para maximizar a experiência do público. Uma das características mais notáveis do estádio é o seu telhado inclinado e contínuo, que cobre todo o estádio e protege os espectadores do sol e da chuva. O telhado é suportado por um sistema de cabos de aço e estruturas metálicas que o mantém suspenso sobre o campo. O estádio também possui um sistema de iluminação LED de última geração, que permite a projeção de diferentes cores e efeitos para criar uma atmosfera única durante os jogos. O estádio utiliza uma série de tecnologias avançadas para reduzir seu impacto ambiental, como sistemas de captação de água da chuva, sistemas de tratamento de água e uma planta de energia solar que gera eletricidade para o estádio.
- Levi's Stadium - Santa Clara, Estados Unidos

Crédito: Levi’s Stadium
O Levi's Stadium é um dos estádios mais inovadores e tecnologicamente avançados da NFL hoje em dia. É o primeiro estádio novo da NFL a receber a certificação LEED® Gold. Inaugurado em 2014, tem capacidade para mais de 68.000 pessoas e oferece uma experiência de jogo inigualável. Além de oferecer tecnologia de ponta, como Wi-Fi de alta velocidade em toda a área do estádio e telões em alta definição, o Levi's Stadium também é pioneiro em sustentabilidade. A certificação LEED® Gold é concedida a edifícios que atendem aos rigorosos critérios de desempenho ambiental e sustentabilidade, e o Levi's Stadium conseguiu essa conquista graças à implementação de tecnologias sustentáveis e à adoção de práticas ecológicas em todos os aspectos da construção e operação do estádio.
- MetLife Stadium - Nova Jérsei, Estados Unidos
Composto por uma camada externa de persianas de alumínio e vidro e estabelecido em uma base de pedra calcária, a fachada do estádio serve como uma tela neutra que, com simples mudanças na iluminação interior, pode assumir as cores de qualquer um dos times da NFL. A cor clara do exterior também realça o impacto da sinalização que promove os patrocinadores principais do estádio. O MetLife Stadium foi nomeado o "Estádio Mais Verde" da NFL pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e tem sido consistentemente reconhecido pela Green Sports Alliance por sua liderança na promoção da sustentabilidade em instalações esportivas.
- Estádio Akron - Guadalajara, México

Crédito: Estádio Akron
Projetado pelo escritório de arquitetura mexicano Legorreta + Legorreta, o estádio foi inaugurado em 2010. Seu design faz alusão à figura de um vulcão. Sua fachada apresenta uma combinação de formas geométricas e cores vibrantes, incluindo o vermelho, branco e azul, que são as cores do clube Chivas. A fachada também é caracterizada por grandes aberturas que permitem a entrada de luz natural no interior do estádio. No interior, o estádio foi projetado para proporcionar uma excelente experiência aos espectadores. Os assentos são amplos e confortáveis, e a inclinação da arquibancada garante que todos os espectadores tenham uma boa visibilidade do campo.
- AT&T Stadium – Arlington, Estados Unidos
Inaugurado em 2009, é a casa do time de futebol americano Dallas Cowboys. A arquitetura do estádio foi projetada pelo escritório de arquitetura HKS, Inc. O objetivo era criar uma estrutura icônica e inovadora que combinasse tecnologia avançada, conforto para os espectadores e respeito pela tradição do futebol americano. Um dos destaques é o teto retrátil formado por uma estrutura de aço e tecido, com uma superfície total de cerca de 80.000 metros quadrados. Quando fechado, o teto é suportado por oito colunas de aço, cada uma com 91 metros de altura.
- BMO Field - Toronto, Canadá
O BMO Field é um estádio localizado em Toronto, no Canadá, inaugurado em 2007 e utilizado principalmente para jogos de futebol. O estádio tem capacidade para 30.000 espectadores e é composto por uma arquibancada única em forma de U, que envolve o campo de jogo em três lados. A arquibancada tem quatro níveis de assentos, incluindo um nível de suítes de luxo e um nível de assentos premium. O telhado do estádio é composto por uma estrutura em treliça de aço, que se estende sobre toda a arquibancada, protegendo os espectadores da chuva e do sol. O design do telhado também inclui painéis de policarbonato translúcido, que permitem a entrada de luz natural no estádio.
- Lincoln Financial Field - Philadelphia, Estados Unidos

Crédito: Lincoln Financial Field
O Lincoln Financial Field é um estádio de futebol americano localizado em Philadelphia, Pensilvânia, nos Estados Unidos. Sua arquitetura é caracterizada por linhas modernas e curvas fluidas, que proporcionam uma sensação de movimento ao redor do estádio. Outra característica notável da arquitetura do Lincoln Financial Field é a grande fachada de vidro que permite a entrada de luz natural no interior do estádio.
- NRG Stadium - Houston, Estados Unidos

Crédito: NRG Park
A arquitetura do NRG Stadium foi projetada pelo escritório de arquitetura Populous e é caracterizada por suas linhas curvas e formas abertas. A fachada do estádio é revestida por uma malha de aço que cria um efeito visual interessante. O interior do estádio é dividido em dois níveis principais, cada um com uma grande quantidade de assentos confortáveis e espaçosos. Além disso, o NRG Stadium é um dos primeiros estádios no mundo a ter um sistema de iluminação LED totalmente integrado, que permite uma maior eficiência energética e uma iluminação mais uniforme.
- Gillette Stadium – Foxborough, Estados Unidos
O Gillette Stadium é um estádio multiuso e é a casa do New England Patriots, time de futebol americano da NFL, e do New England Revolution, time de futebol. O estádio tem um formato oval e uma fachada de tijolos vermelhos, que lembra a arquitetura colonial da região de Massachusetts. Uma das características mais marcantes da arquitetura do Gillette Stadium é o seu gramado natural, que é mantido em perfeitas condições mesmo nos meses mais frios do ano, graças a um sistema de aquecimento subterrâneo. Recentemente, ele passou por uma reforma, que incluiu a reformulação da praça Enel, um aprimoramento do seu icônico farol, um novo painel de vídeo de alta definição, a adição de espaços de hospitalidade e funções, novas e melhoradas áreas de concessão e outras amenidades para os fãs.
- Lumen Field – Seattle, Estados Unidos

Crédito: Lumen Field
Tal como o Gillette Stadium, ele é utilizado tanto para jogos de futebol americano como de futebol. A arquitetura do Lumen Field é marcada por suas linhas limpas e modernas. O estádio apresenta uma cobertura retrátil, que pode ser fechada em caso de mau tempo, e tem capacidade para acomodar mais de 68 mil espectadores em eventos esportivos. Além disso, o Lumen Field tem vários recursos sustentáveis, como uma parede verde e sistemas de coleta de água da chuva. Um dos elementos mais impressionantes do Lumen Field é sua "Muralha do Som", que é formada por um grupo de assentos localizados no extremo sul do estádio e que foram projetados para criar uma barreira de som que reverbera pelos demais setores do estádio.
- BC Place – Vancouver, Canadá
Inaugurado em 1983 e passou por uma grande reforma entre 2009 e 2011, que atualizou sua estrutura e tecnologia. O estádio tem formato de domo, com um teto retrátil feito de tecido de fibra de vidro e Teflon, suportado por uma estrutura de cabos de aço tensionados. O tecido permite a passagem de luz natural durante o dia e é resistente às condições climáticas extremas da região. A reforma realizada entre 2009 e 2011 incluiu melhorias na acessibilidade, segurança e sustentabilidade do estádio. Foram instalados novos sistemas de iluminação, ar-condicionado e áudio, além de um sistema de captação de água da chuva para uso na irrigação dos jardins e limpeza das áreas externas.
14. Hard Rock Stadium - Miami, Estados Unidos
Inaugurado em 1987 como Joe Robbie Stadium, ele passou por várias reformas ao longo dos anos, incluindo uma grande renovação concluída em 2016. A estrutura do estádio é composta por uma mistura de concreto, aço e vidro, e apresenta um design moderno e elegante. Em 2016, uma nova cobertura ao ar livre se tornou o elemento arquitetônico característico do estádio, proporcionando proteção contra o clima e sombra ao sol. Ainda, este elemento também capta e amplifica o ruído da multidão, aprimorando a experiência de jogo.
- Arrowhead Stadium - Kansas City, Estados Unidos
O estádio foi inaugurado em 1972 e passou por várias reformas ao longo dos anos, incluindo uma grande renovação concluída em 2010. A arquitetura do estádio é caracterizada por uma estrutura circular de concreto pré-fabricado, com uma cobertura de metal em forma de arco que se estende por todo o perímetro do estádio. Uma das características mais distintas do estádio é a sua grande placa de vídeo de alta definição, que é uma das maiores telas de exibição em qualquer estádio de esportes do mundo. Além disso, o Arrowhead Stadium é conhecido por seu alto nível de ruído, o que o torna um ambiente intimidante para os adversários.
- Estádio Azteca - Cidade do México, México

Crédito: Estadio Azteca
O Estádio Azteca é famoso por ter sediado duas finais de Copas do Mundo da FIFA, em 1970 e 1986. A arquitetura do Estádio Azteca foi projetada pelos arquitetos mexicanos Pedro Ramírez Vázquez e Rafael Mijares Alcérreca. O design é caracterizado por uma estrutura em concreto armado e aço, com uma forma elíptica que proporciona excelente visibilidade para todos os assentos. O estádio é composto por três níveis de arquibancadas, sendo que o primeiro nível é dividido em três anéis, enquanto os dois níveis superiores são mais estreitos. Há também áreas VIP, camarotes e espaços para imprensa. Um dos aspectos mais impressionantes da arquitetura do Estádio Azteca é o seu teto, que é sustentado por uma estrutura de aço e cobre grande parte das arquibancadas.
Fonte
FIFA
Contato
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Marina Pastore
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Executivos discutem influência dos juros e da reforma tributária no mercado imobiliário
Executivos de alguns dos principais bancos brasileiros participaram da 1ª Rodada de Negócios Imobiliários de 2023, realizada em 3 de março pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O objetivo foi discutir questões atuais relacionadas aos juros e à reforma tributária - e sobre como esses assuntos podem impactar o mercado imobiliário.
Representantes do Bradesco, do Itaú Unibanco e do Santander estiveram presentes no encontro, que, segundo o presidente da CII, Celso Petrucci, foi uma grande oportunidade para tratar de propostas inovadoras para o ambiente de negócios. "A participação dos executivos dos bancos é importante e estratégica para a compreensão do cenário como um todo e para pensar caminhos viáveis para melhores créditos imobiliários, especialmente para pequenas e médias empresas", afirmou.
Durante o evento, o superintendente do Itaú Unibanco, Milton d'Ávila, disse que os últimos dois anos foram os melhores em relação à concessão de crédito imobiliário e que, "ainda que 2023 seja um cenário desafiador, ainda é possível que seja o terceiro maior ano da história".
Segundo ele, a expectativa é o aumento do número de canteiros de obras nos próximos dois anos, e, sobre o custo de mão de obra, garante que o pior já passou. "Os juros estão mais altos, mas a conta ainda fecha. Como as vendas estão ocorrendo, a gente deve passar com muito mais tranquilidade do que em 2014 e 2017", destaca o executivo. "As empresas se reinventaram e estão investindo em governança, com um alto nível de organização, profissionalismo e menor número de dívidas."
D'Ávila também destaca o subsídio de taxa para projetos sustentáveis oferecido pelo banco, em uma iniciativa chamada plano empresário verde. "Já são R$ 3 bilhões em financiamentos de projetos dessa modalidade", explica.
O diretor de Crédito Imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque, disse que a reforma tributária, as definições de agendas do governo e seus impactos sobre os índices fiscais serão determinantes para as futuras decisões advindas das negociações com os incorporadores. E afirmou que, mesmo que em 2022 os lançamentos imobiliários tenham caído em torno de 8% e as vendas em cerca de 3%, não há sobreoferta de imóveis. "Se a gente parasse hoje, o estoque acabaria em novembro, a nível nacional. É um mercado ainda saudável."
Durante a Rodada de Negócios, o executivo de Negócios do Santander, Sandro Gamba, aproveitou para falar sobre as modalidades de financiamento, explicando que, no caso de pessoas físicas, o banco privilegia aquelas que utilizem recurso do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). “Vimos que, em janeiro de 2023, a saída da poupança foi recorde, então entendemos que esse cenário pode continuar”, explicou. “A gente tem que discutir outras propostas e formatos para a garantia dos próximos financiamentos”, completou.
Ainda sobre o assunto, Celso Petrucci pontuou que, hoje, as maiores operações bancárias são as de crédito imobiliário, principalmente as de pessoa física. "É a carteira com maior garantia e com menor inadimplência. Uma das operações mais seguras."
Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Rios Pinheiros e Tietê passam por obras de revitalização; veja projetos
O Governo do Estado de São Paulo tem como meta promover a recuperação ambiental de dois rios que se tornaram símbolos da capital paulista: o Pinheiros e o Tietê.
No fim de março deste ano, o programa chamado de Novo Rio Pinheiros, lançado em 2019, deu início a uma série de obras que visam reverter os processos erosivos, melhorar o escoamento do canal e levar mais segurança aos usuários dos parques do entorno, em um processo que deve durar cerca de 90 dias. Já na área de ciclovia, a interdição de um trecho de 2,3 km, realizada em 2013 por conta da construção da Linha 17 - Ouro do metrô, está sendo desfeita, para a recomposição da pista de ciclismo.
As medidas fazem parte de um projeto ambicioso que pretende revitalizar o rio por meio de ações de saneamento, manutenção e educação socioambiental. Segundo dados divulgados, até o momento, mais de 650 mil imóveis já foram conectados ao sistema de tratamento de esgotos, e a expansão do serviço de saneamento, promovida pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), deve beneficiar mais de 3 milhões de pessoas, evitando que todo o resíduo orgânico desses locais chegue até o canal.
O programa também prevê o desassoreamento ao longo de seus 25 km de extensão, removendo toda a sujeira de dentro do rio. A ideia não é apenas melhorar a qualidade da água, mas, ainda, revitalizar toda a redondeza, fazendo com que o cidadão usufrua desse espaço, seja por meio da ciclovia ou das áreas verdes previstas.
Ações no Rio Tietê
Seguindo o modelo de sucesso do Novo Rio Pinheiros, o Governo de São Paulo lançou o programa IntegraTietê, em 31 de março. A iniciativa prevê várias medidas de curto, médio e longo prazo, a serem cumpridas até 2026, com investimentos de R$ 5,6 bilhões. A meta é realizar, entre outras ações, a ampliação da rede de saneamento básico, o desassoreamento, a recuperação da fauna e da flora e o monitoramento da qualidade da água.
A integração entre governo, iniciativa privada e sociedade civil é um dos pilares desse novo projeto. "Sabemos do tamanho do desafio que é o Tietê. Para isso, pretendemos tratar o rio como uma política do Estado. Integrar todos os atores envolvidos no processo traz uma melhor governança para as ações", disse Natália Resende, Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. "Além disso, acreditamos que as PPPs [Parcerias Público-Privadas] conferem um ganho de escala e, consequentemente, mais eficiência para o projeto, a longo prazo."
Serão cinco frentes de atuação ao logo dos 1.100 km do rio, o maior do Estado: saúde e qualidade de vida; controle de cheias; turismo; lazer e integração; e eficiência logística. Para se ter uma ideia, do investimento total, cerca de R$ 3,9 bilhões serão destinados à área de expansão da rede de saneamento e gestão de resíduos, com incremento da capacidade de tratamento de esgoto e expansão das redes e coletores tronco.
Fontes
Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
Vogg Experience
Protótipo construído com solo-cimento é inaugurado no Mato Grosso

Pesquisadores do Laboratório de Tecnologia e Conforto Ambiental (Lateca), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizaram um protótipo de ambiente construído em sistema de solo-cimento autoadensável (SCAA).
“O SCAA se caracteriza por uma mistura composta por cimento, solo e aditivos. Esse que foi usado na construção do protótipo, com vistas a dar uma “pegada” ecológica, contou também com incorporação de areia de resíduo de construção, um material que está sendo reciclado na nossa região a partir de Resíduos de Construção Civil. Agregamos outros componentes para controlar a retração da mistura. O uso do SCAA é semelhante ao do concreto autoadensável, ou seja, ele tem a alta fluidez no estado fresco devido a utilização de água de amassamento e aditivos, por isso tem a capacidade de escoar pelas fôrmas com a ação de seu próprio peso”, explica o professor Ivan Julio Apolonio Callejas, coordenador do projeto.
Latossolo amarelo
Na composição do sistema de solo-cimento autoadensável é utilizado o latossolo amarelo, que é característico da região da Baixada Cuiabana. “Chegamos a usá-lo em 80% na massa da mistura. No entanto, nada impede que o traço seja ajustado em função das características do solo da região onde se queira usar o SCAA. Na realidade, a ideia de se utilizar o solo veio em razão da elevada quantidade de solo que é movimentada durante a execução das obras civis. Este solo muitas vezes é doado para aterro ou vai para os aterros sanitários. Então, nosso questionamento foi: ‘por que não usar esse solo para fazer as próprias construções de um empreendimento?’. Além disso, o solo se caracteriza como um material virgem, com baixa energia incorporada e com grande disponibilidade na superfície do nosso planeta”, destaca Callejas.
Aplicação do sistema de solo-cimento autoadensável

Crédito: Willian Gomes / Secomm UFMT
Callejas aponta que, dependendo da dosagem, com mais ou menos cimento, é possível alcançar resistências superiores a 4 MPa, o que equivale a um bloco de concreto estrutural. “É possível alcançar resistências superiores a 4 MPa, o que equivale a um bloco de concreto estrutural. No entanto, como estamos avançando na tecnologia, nesse primeiro momento, vislumbramos a sua aplicação em construções térreas”, pondera.
Além disso, para colocá-lo em prática, vale lembrar que um novo sistema construtivo como o do SCAA precisa atender uma série de requisitos da NBR 15575. “O objetivo é garantir aos usuários, por exemplo, habitabilidade, conforto térmico, segurança estrutural, entre outros. Diante disso, para uma avaliação completa do desempenho da habitação com esse material, vislumbro que ainda vamos levar no mínimo uns 5 anos de pesquisa para poder colocar o SCAA no mercado”, conclui Callejas.
Entrevistado
Ivan Julio Apolonio Callejas é coordenador do Laboratório de Tecnologia e Conforto Ambiental (LATECA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Contato:
Assessoria de imprensa - ascom@ufmt.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
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96º ENIC promove debates e painéis durante a Feicon; veja os destaques
Autoridades, empresários e especialistas participaram da programação da 96ª edição do ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que aconteceu entre 11 e 14 de abril durante a feira Feicon, referência para os profissionais do mercado da construção civil e da arquitetura do Brasil e da América Latina. É a primeira vez que essa parceria acontece.
O evento contou com dezenas de palestras, debates, oficinas e painéis sobre os mais diversos temas, possibilitando a troca de experiências, uma visão mais abrangente sobre o futuro e a realização de negócios.
Reunimos, abaixo, três destaques desta edição do ENIC Engenharia & Negócios, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Autoridades debatem "Minha Casa, Minha Vida"
Nomes como Jader Filho (ministro das Cidades), Ratinho Jr. (governador do Paraná), Inês Magalhães (vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal) e Hailton Madureira (secretário nacional de Habitação) participaram de um painel sobre a busca pela redução do déficit habitacional e o programa "Minha Casa, Minha Vida", entre outros assuntos.
"Nós temos uma aposta de que a construção civil e, principalmente, a construção habitacional, é um fator de desenvolvimento econômico com inclusão", afirma Inês. "Essa convicção é que fez com que nós reintroduzíssemos a modalidade da Faixa 1 [no "Minha Casa, Minha Vida"], porque nós temos uma porção das famílias que não são sujeito de crédito, são 33 milhões de pessoas, hoje, abaixo da linha da pobreza."
Ainda sobre o programa, Jader Filho destacou a importância das parcerias. "Eu acho que esse é um momento extraordinário para a habitação no nosso país. A PEC da Transição nos permitiu poder ter recursos e discutir com governadores e prefeitos parcerias para que possamos fazer com que a habitação chegue, de fato, a um maior número de famílias no nosso país." O ministro das Cidades disse que esses acordos podem possibilitar "uma situação onde, na Faixa 1, o Estado ou os municípios possam entrar e zerar a parcela que seria dada às pessoas".
Campanha de prevenção de acidentes do trabalho
Promovida pela CBIC, por meio da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), a Canpat 2023 (Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Indústria da Construção) foi lançada durante o ENIC com o tema "Gestão da Segurança e Saúde na Construção: Como um Ambiente Seguro Favorece a Produtividade?”.
Durante o evento, Fernando Guedes, presidente da CPRT, fez questão de enfatizar que a campanha vem apresentando bons resultados desde 2017. "Nenhum outro setor faz o que a indústria da construção faz em questão de segurança do trabalho."
Já Gianfranco Pampalon, consultor de SST do Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo), afirmou que mais de 60% dos acidentes de trabalho poderiam ser evitados ainda na fase de projeto. "A segurança no trabalho é um hábito que está baseado no cuidado com as pessoas. Não deve ser vista como uma atividade à parte. Obras seguras são mais limpas e atendem melhor os prazos”, diz. "O ser humano não consegue manter a atenção 100% do tempo, falhas vão existir e temos que estar preparados para amenizar."
Cenário de transição energética
Durante o painel "Potencial de Investimentos em Energia Renovável", Daniel Sobrinho, coordenador do Estado do Pará da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), destacou que o Brasil está em 4º lugar no ranking entre os 10 países que mais investiram em energia fotovoltaica em 2022 - ficando atrás de China, Estados Unidos e Índia.
Ilso de Oliveira, presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC/CBIC), disse que, apesar do Brasil ter uma matriz energética limpa, para que a economia cresça, é preciso aumentar consideravelmente a capacidade de geração de energia e priorizar em fontes limpas. "Uma oportunidade pode ser até o uso da energia gerada e exportar para obter receita. Então é fundamental esse debate."
E Nilson Sarti, presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA/CBIC), avalia que "a cadeia da construção só vai atingir a meta de redução de carbono se todo setor se movimentar, em cada segmento”.
Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Feicon
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Rotesma participa da obra da Maltaria Campos Gerais
A Rotesma, indústria de pré-fabricado em concreto, participou das obras da Maltaria Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR). Com 10.555,92 m², a construção está localizada às margens da PR-151, ao lado da Unidade de Beneficiamento de Leite da Unium. Quando pronta, a companhia estará apta a produzir 240 toneladas de malte por ano, volume que corresponde a 15% da demanda do mercado nacional.
Em visita à obra, a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, afirmou que a Maltaria Campos Gerais é uma importante conquista para o município, que vai chegar a R$ 3 bilhões de investimentos e gerar 6 mil empregos diretos e indiretos. A conclusão integral da primeira fase está prevista para 2028 e a segunda para 2032. No entanto, o início da produção está previsto para o segundo semestre de 2023.
O projeto arquitetônico da Maltaria é assinado pela Wosniak Engenharia, enquanto a execução da obra foi realizada pela Tucumann Engenharia e Empreendimentos. A maltaria faz parte de um projeto de intercooperação entre as Cooperativas Agrária (Guarapuava), Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí).
Uso de pré-fabricados de concreto

Crédito: Rotesma
À Rotesma coube a responsabilidade de fazer pilares, vigas, lajes, painel de fechamento e escadas do Prédio de Ensilagem. “Trata-se de uma torre com 57 m de altura, sendo que parte dela é confinada (fundos do prédio onde os silos estão sendo executados simultaneamente à montagem da estrutura pré-fabricada). Além disso, os pilares são seccionados em 6 partes. Todo prédio foi fechado com painel de fechamento de concreto, explica Leandra Merisio, diretora comercial da Rotesma. O início da montagem se deu em setembro de 2022 e a estrutura de pré-fabricados foi entregue em 8 meses.
Ao todo, a Rotesma utilizou 1.541.165,85 Kg de cimento nas peças pré-fabricadas de concreto. Os responsáveis pela obra optaram pela utilização desta técnica devido aos seguintes benefícios:
- O canteiro de obras se torna um espaço muito mais organizado e limpo;
- Redução da utilização de mão de obra, menos pessoas circulando no canteiro, consequentemente menos risco de acidentes;
- Velocidade na execução: o método construtivo pré-fabricado pode reduzir o tempo de execução da obra em até 40%, quando comparado com o procedimento convencional;
- Retorno do investimento: essa é uma vantagem importante. A maior velocidade de execução da obra resulta na antecipação da utilização da estrutura. Logo, o retorno do capital investido é mais rápido.
Contato:
Assessoria de imprensa: comunicacao@rotesma.com.br
Entrevistada
Leandra Merisio é diretora comercial da Rotesma
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Laje nervurada proporciona versatilidade e estilo a projetos residenciais
Nada melhor do que escolher um teto diferenciado para causar impacto e imprimir um estilo único e personalizado a um projeto. No caso de obras residenciais, uma das opções disponíveis é o uso da chamada laje nervurada, que tem o formato parecido com um "waffle" e chama a atenção de imediato.
Além do fator estético, a utilização desse tipo de laje proporciona maior versatilidade para a arquitetura do espaço, permitindo redução da altura estrutural e ambientes mais abertos, entre outras vantagens.
"A laje nervurada permite grandes vãos, com altura total da estrutura reduzida em relação a sistemas convencionais. As fôrmas de cubetas em plástico reduzem a variedade de materiais na obra, e os sistemas atuais oferecem uma solução completa em termos de escoramentos", explica Pablo Padin, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
Com vasta experiência em empreendimentos residenciais de alto padrão, Padin assina o projeto da casa Reserva, em Jundiaí, São Paulo, que conta com o teto "waffle". "A opção pela laje nervurada, especificamente na casa Reserva, e que pode se estender para outros projetos residenciais, nasce no partido arquitetônico do projeto da casa, que propunha executar uma laje com poucos apoios, grandes balanços e com altura laje + viga reduzida. O ganho nesse sistema é de aproximadamente 30% na altura em relação a soluções mais convencionais em vigas e lajes pré-fabricadas."

Crédito: Divulgação
O arquiteto diz que não é extremamente comum a utilização deste tipo de laje em residências. "Nesse caso específico, a laje nervurada permitiu que o pavimento térreo da casa pudesse ser fechado praticamente todo por vidro, criando a integração desejada com o jardim/terreno. O pavimento térreo é aberto, em oposição ao pavimento superior, muito compartimentado. Construímos uma laje de 200 metros quadrados suportada por seis pilares de pequenas dimensões e sem vigas que reproduzissem a posição das cargas no pavimento superior", detalha.
Custo e diferenciais
A arquitetura moderna e a busca por um estilo industrial permitem que espaços residenciais e escritórios adotem a laje nervurada, comumente usada em grandes vãos de locais como museus, universidades, estacionamento e shoppings, pelo uso reduzido de concreto.
"Ela pode ser utilizada em quaisquer ambientes, mas a decisão pelo sistema construtivo deve ser interdisciplinar, entre arquitetos e engenheiros de estruturas. É, no entanto, uma solução que deverá ser considerada principalmente para ambientes amplos, que não devam ter pilares no meio dos espaços. Entendemos que, quanto maior a obra, em metros quadrados construídos, o sistema se apresenta mais interessante economicamente", afirma Padin.
Além da casa Reserva, o arquiteto já realizou alguns outros projetos com laje nervurada em edifícios institucionais (aulas e laboratórios), na Cidade Universitária, ainda não construídos. "Nesses projetos, tínhamos premissas de lajes sem interferências estruturais internas, a chamada planta livre, para possibilitar a alteração do layout ao longo dos anos."

Fazer um projeto com laje nervurada é mais trabalhoso?
Pablo Padin: Na casa Reserva, tivemos um cuidado muito grande com as instalações. Como não desejávamos instalações hidráulicas do piso superior, com 4 suítes, aparentes, fomos muito cuidadosos nos caminhos das tubulações e utilizamos enchimentos ao lado dos pilares para descida das prumadas. Ainda em relação a termos as vigotas aparentes, fizemos todo o projeto dentro da modularidade das formas do sistema.
As paredes divisórias coincidiram sempre com as vigas. A casa está modulada em fôrma inteira e meia-fôrma. Houve um cuidado com a concretagem, pois a ideia do projeto partia da premissa de deixarmos a laje aparente, para utilizarmos o desenho do teto dentro do conceito de nossa obra, quase que uma homenagem às lajes nervuradas muito utilizadas pelos arquitetos modernistas em São Paulo.
Quais os materiais usados e quais as técnicas específicas para projetos assim?
Pablo Padin: Apesar de se tratar de um sistema de concreto moldado in loco, é fundamental um pensamento modular, principalmente no caso da laje estar aparente. O arquiteto deve trabalhar a modularidade junto ao engenheiro de estruturas. Hoje em dia, todos os nossos projetos são pensados tridimensionalmente, com uso de softwares que nos permitem checar as compatibilidades antes da liberação dos projetos bi-dimensionais para a obra.
A laje nervurada acaba sendo mais cara ou mais barata em relação aos métodos tradicionais?
Pablo Padin: Em análise simples, pode resultar em custos mais altos que os sistemas mais convencionais com vigas moldadas in loco e laje pré-moldadas. Entendemos aqui no escritório, no entanto, que alguns outros fatores devam ser colocados nessa balança e apresentados aos clientes: redução no uso de fôrmas de madeiras e compensado e, consequentemente, redução de descartes, redução da altura estrutural com a grelha e vigotas nos dois sentidos, aspectos formais/estéticos, balanços alcançados - na parte superior, existe a possibilidade de carregar a estrutura em quaisquer pontos sem a necessidade de coincidência com o pavimento inferior.
Grandes balanços e vãos irão exigir um maior consumo de aço para armadura. Portanto, a decisão vem do partido do projeto, do que queremos expressar com a arquitetura.
Fontes:
Pablo Padin, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
Vogg Experience
PIB da Construção tem alta de 6,9% em 2022
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que teve crescimento de 2,9%. Neste mesmo período, o PIB da Construção Civil subiu 6,9%.
Este índice ficou próximo à projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que era uma alta de 7% para o setor. Segundo a instituição, o dinamismo do setor superou, pelo segundo ano consecutivo, a economia nacional. Em 2021, quando a construção cresceu 10%, o PIB Brasil aumentou 5%.
Para Ieda Vasconcelos, economista da CBIC, o desempenho positivo da construção nos últimos dois anos foi impulsionado por um ciclo de negócios imobiliários iniciado com a pandemia. “Como o processo de produção do setor é longo (de dois a três anos), os reflexos positivos ainda são sentidos”, informou Ieda.
Segundo a economista, a construção civil encerrou 2022 com um patamar de atividades 15,76% superior ao período pré-pandemia (2019). Ainda assim, mesmo com estes resultados, o setor ainda está 20,44% abaixo do pico de suas atividades registrado no início de 2014.
Empregos
Outro índice positivo no setor da Construção Civil foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em 2022 a construção civil gerou 194.444 novos empregos com carteira assinada. Isso mostra que o número de trabalhadores formais no setor cresceu 8,42%. Ao todo, foram 2,502 milhões empregos com carteira assinada no final do último ano, o que corresponde a 5,86% do total dos empregos formais no País (42,716 milhões).
“A Construção de Edifícios em 2021 e 2022 foi responsável por 188 mil novas vagas
formais no setor, enquanto o segmento de Serviços Especializados para a Construção
criou 185.814 novos postos e as obras de infraestrutura 65.652. Portanto, os três
segmentos do setor registraram resultado positivo no mercado de trabalho nos últimos
dois anos”, destacou Ieda.
Desafio da taxa de juros
Para que o ciclo de atividades da construção continue positivo, Ieda aponta que existem alguns desafios. “É preciso destacar a preocupação com o atual patamar da taxa de juros,
que direciona recursos para o segmento financeiro e tira recursos dos investimentos
produtivos. Além disso, compromete a captação líquida da caderneta de poupança, e
consequentemente o volume de recursos disponíveis para o financiamento imobiliário via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)”, aponta a economista.
Dentro deste contexto, ao comparar os anos de 2021 e 2022, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) aponta uma queda de 15% no total de lançamentos. Segundo a instituição, no atual cenário de alta de juros, é fundamental ter boa disponibilidade de funding setorial. Desta forma, o Programa Minha Casa, Minha Vida pode ser uma boa oportunidade, segundo a ABRAINC. “Ele deve ser capaz de financiar um alto volume de produção, para que o Brasil consiga combater o déficit habitacional de 7,8 milhões de famílias”, informou o órgão.
Fontes
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC)
Ieda Vasconcelos é economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Contatos:
Assessoria de imprensa ABRAINC – abrainc@abrainc.org.br
Assessoria de imprensa CBIC – ascom@cbic.org.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Programas habitacionais investem em subsídios e moradias no estado de São Paulo

Crédito: Rogério Cassimiro/Governo do Estado de SP
O Governo de São Paulo autorizou a concessão de R$ 106,8 milhões para subsidiar a aquisição de 8.711 imóveis em 30 cidades do estado. A assinatura para a liberação dos recursos foi realizada no dia 22 de março pelo governador, Tarcísio de Freitas, que esteve acompanhado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima, e pelo presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi-SP), Rodrigo Luna.
O valor será utilizado por meio do Programa Casa Paulista, na modalidade Nossa Casa, que tem como intuito fornecer cheque-moradia a famílias de baixa renda (com renda mensal de até três salários mínimos) para a aquisição de unidades habitacionais em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (SDUH). O montante do subsídio dependerá da localização do imóvel, variando de R$ 10 mil a R$ 16 mil.
“Uma das nossas metas é aumentar a provisão de habitação por meio da ação da CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo] em parceria com a iniciativa privada. E é isso que estamos celebrando, que o Estado ajuda as famílias de baixa renda a conquistarem o financiamento da casa própria. Temos o melhor setor de construção do Brasil e seremos facilitadores para atacarmos o déficit habitacional do estado”, afirmou Tarcísio de Freitas.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, também destacou os benefícios do programa. "Vamos apoiar as famílias a acessarem o crédito e que elas possam entrar no mercado formal para comprar o imóvel diretamente do mercado. Estamos dando apoio direto para o mutuário, para que eles possam comprar suas casas dentro dos seus rendimentos. Esse apoio é a forma mais estruturante de diminuir o déficit habitacional."
Programa Pode Entrar anuncia mais investimentos
Desenvolvido na gestão de Bruno Covas e transformado em lei pelo prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, o programa Pode Entrar anuncia um investimento de mais de R$ 6 bilhões para a compra de 38.870 unidades habitacionais na capital paulista, dentro da primeira fase do chamamento de aquisição.

Crédito: Divulgação
O anúncio, também feito no dia 22 de março, prevê prioridade para cerca de 22 mil famílias que fazem parte atualmente do Auxílio Aluguel. De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação, o valor mínimo das prestações será de R$ 150, e quem for classificado terá um valor de teto correspondente a 15% de sua renda familiar - ou seja, a parcela máxima será de R$ 594, já que o teto será de três salários mínimos.
Além das quase 39 mil moradias anunciadas, a iniciativa prevê a compra de outras 20 mil em uma nova fase do programa. Assim, a atual gestão municipal planeja iniciar a construção, entregar ou fazer a contratação de mais de 100 mil unidades habitacionais no total, contando com as já realizadas.
Em relação aos trabalhos gerados, o projeto representará a criação de 100 mil empregos na área da construção civil. “São reflexos diretos na economia da capital, além da liberação de mais R$ 10 milhões de reais por ano investidos no auxílio-aluguel, que poderemos realocar para outras políticas públicas”, declarou João Cury, diretor-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab).
Fontes
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH)
Secretaria Especial de Comunicação da Cidade de São Paulo
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
Vogg Experience
























