MCMV: teto dos imóveis das faixas 1 e 2 é ampliado
O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou em dezembro de 2025 a atualização dos valores máximos dos imóveis enquadrados nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado a famílias com renda mensal de até R$ 4.700.
As mudanças entraram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e revisam os tetos de preços para municípios com mais de 750 mil habitantes e para aqueles com população entre 300 mil e 750 mil, nas categorias de metrópoles e capitais regionais. Os reajustes variam entre 4% e 6%.
Com isso, os valores máximos passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, o que deve estimular a oferta de moradias e ampliar o alcance do programa.
“Essas famílias vão poder financiar imóveis um pouco mais caros e um pouco melhores. Famílias que moram em Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza ou Salvador, por exemplo, vão poder financiar imóveis de até R$ 270 mil para as faixas 01 e 02. Lembrando que o faixa 3 financia imóveis de até R$ 350 mil, enquanto o faixa 4, classe média, até R$ 500 mil. Com as regras aprovadas, o Conselho fecha os ajustes do MCMV que vão vigorar a partir de janeiro. As famílias vão poder financiar imóveis melhores no Brasil inteiro, vão ter mais subsídio – com destaque para a região Norte. Vamos dar quase R$ 20 mil a mais de subsídio para a região norte do que estávamos dando antes. As famílias vão poder adquirir sua casa com maior apoio do Minha Casa, Minha Vida. Vamos ter em 2026 um orçamento recorde para o programa”, anunciou Hailton Madureira, secretário executivo do Ministério das Cidades.
Ainda de acordo com Ministério, os ajustes aprovados agora passam a integrar o conjunto de medidas anunciadas em novembro pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), que tem a definição de um orçamento recorde do FGTS para 2026, no valor de R$ 160,5 bilhões — sendo R$ 144,5 bilhões direcionados especificamente para a área habitacional.
Para Madureira, 2026 será um ano de avanço na contratação de moradias pelo programa .“Em 2025, batemos 2 milhões de casas contratadas pelo programa, e queremos chegar a 3 milhões em 2026. Só o MCMV com crédito do FGTS e do fundo social, a gente pretende financiar 750 mil novas casas no Brasil”, comenta Madureira.
MCMV por regiões
O reajuste inclui mais 75 municípios e 51,8 milhões de habitantes, complementando decisões anteriores do Conselho e passando a abranger todo o país. Destaque para as capitais do Norte e Nordeste, todas contempladas, reforçando o papel do programa na redução do déficit habitacional e das desigualdades regionais.

Crédito: Ministério da Casa Civil
Na região Sul, o valor máximo a ser financiado foi reajustado. “Isso vai beneficiar quase todas as cidades do Brasil. O destaque aqui vai para Porto Alegre e Curitiba, cujo novo teto é de R$ 270 mil. Mas dou ainda mais destaque para a região Norte, que além de ter novos tetos, vai ter uma nova curva de subsídios – que pode chegar a R$ 65 mil. É o momento para as famílias brasileiras aproveitarem. Com a reforma do imposto de renda, haverá recursos liberados, tem a nova isenção para quem ganha até R$ 5 mil de não pagar imposto de renda. Então deve ter uma renda disponível nova”, aponta Madureira.
Expectativa do mercado
Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, em 2026, as vendas do mercado imobiliário devem se manter elevadas, impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida, mas o crédito para a média e alta renda deve se contrair.
A principal diferença entre 2025 e 2026, segundo Ana Maria Castelo, está no comportamento das famílias. Após um ano de estabilidade, provocado pela postergação de obras e reformas diante dos juros elevados, a expectativa é de retomada.
“No cenário-base, projetamos crescimento de 2,7% do PIB da construção em 2026, com desempenho das empresas em linha com 2025, mas com uma recuperação importante da demanda das famílias”, afirma Ana Maria Castelo. A estimativa considera avanço de cerca de 2,6% no consumo das famílias, após estagnação no ano anterior.
A FGV ainda trabalha com um cenário pessimista, de crescimento de 1,3%, e um cenário otimista, de 3,4%, a depender principalmente do ritmo de queda dos juros e da efetivação dos programas de crédito.
Em comunicado, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) destacou que a ampliação para novas faixas de renda e as novas regras de crédito — que aumentará o funding para até 100% da poupança e o teto maior no valor do imóvel —, aliadas às mudanças no Imposto de Renda, buscam recompor a capacidade de compra da classe média e reduzir o déficit habitacional.
Efeitos da faixa 4 do MCMV em 2025
Em 2025, uma ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida passou a incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil e imóveis com valor de até R$ 500 mil.
Para as incorporadoras, esse movimento trouxe uma mudança no comportamento do consumidor, que se tornou mais exigente.
“É um comprador que não aceita o básico. Ele quer um bom condomínio clube, áreas de convivência e projetos bem resolvidos. Esse tipo de estrutura, que antes era comum apenas em segmentos superiores, virou um diferencial competitivo no MCMV. Hoje, o cliente quer morar bem desde o primeiro imóvel”, explica Luã Brandalise, COO da Blendi Incorporadora, que atua há seis anos em construções MCMV.
Para Marcos Vinicius, sócio-fundador da Habras, a mudança teve um impacto social positivo, além de impulsionar o mercado imobiliário, atraindo a classe média e aumentando a demanda.
“A Faixa 4 ampliou o público-alvo dos empreendimentos da construtora, especialmente para clientes com renda intermediária que buscavam imóveis de maior padrão sem abrir mão dos benefícios do programa. Isso trouxe mais segurança para as operações comerciais e aumentou a velocidade de vendas dos nossos empreendimentos que estão disponíveis para este público. Muitos compradores conseguiram enquadrar-se nas condições facilitadas, por isso o impacto nas vendas foi positivo. A estratégia é expandir a presença da Faixa 4 em diferentes regiões, trazendo novas opções para clientes que buscam imóveis com mais conforto e infraestrutura. A faixa 4 movimenta tanto a construção civil quanto o crédito habitacional, ampliando o mercado consumidor e acelerando o giro de vendas de empreendimentos”, explica o executivo.
Fontes
Hailton Madureira é secretário executivo do Ministério das Cidades.
Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV/ Ibre.
Marcos Vinicius é sócio-fundador da Habras.
Luã Brandalise é COO da Blendi Incorporadora.
Contatos
Hailton Madureira imprensa@cidades.gov.br
Ana Maria Castelo ana.castelo@fgv.br
Marcos Vinicius veronica.rocha@digitaltrix.com.br
Luã Brandalise amanda@noarcomunicacao.com
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Impressão 3D com concreto avança no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala
A impressão 3D com concreto começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante no debate sobre inovação na construção civil brasileira. Após anos restrita a laboratórios e protótipos, a tecnologia entra em uma fase de transição para aplicações práticas, com projetos em escala real, participação de startups, universidades e construtoras, além de um crescente interesse do mercado por soluções mais produtivas e sustentáveis.
Segundo especialistas, o Brasil reúne condições favoráveis para o desenvolvimento da manufatura aditiva na construção, como diversidade de materiais, base acadêmica consolidada e desafios estruturais que estimulam novas soluções. Ainda assim, a consolidação da tecnologia depende de avanços regulatórios, definição de modelos de negócio e identificação clara de nichos onde a impressão 3D seja competitiva.
Da pesquisa à obra
Para Victor Keniti Sakano, sócio fundador da Portal3D, a tecnologia já superou a fase puramente conceitual. “Hoje eu vejo a impressão 3D com concreto no Brasil num estágio de transição entre a pesquisa e a aplicação prática. As primeiras provas de conceito já estão sendo realizadas e algumas delas em escala real, o que mostra que a tecnologia já saiu do papel”, afirma. Ele destaca que a Portal3D já possui peças instaladas em espaços públicos e projetos privados, o que demonstra maturidade técnica e operacional.
Esse movimento não ocorre de forma isolada. Outras empresas brasileiras também vêm desenvolvendo soluções próprias, contribuindo para a formação de um ecossistema mais adaptado às condições locais. A interação com universidades e centros de pesquisa tem sido decisiva para validar materiais, processos e desempenho estrutural.

Crédito: Envato
Normas ainda são entrave
Apesar dos avanços, a ausência de normas específicas permanece como um dos principais obstáculos para a ampliação do uso da impressão 3D com concreto. Atualmente, os processos de extrusão não estão contemplados nas normas técnicas brasileiras, o que obriga cada projeto a passar por análises e ensaios individualizados. “O principal obstáculo hoje é que as normas brasileiras ainda não contemplam processos de extrusão de concreto. Cada projeto precisa ser justificado com ensaios estruturais, documentação e laudos específicos, o que torna a aprovação mais lenta”, explica Sakano. Segundo ele, a geração de dados técnicos por empresas e universidades tende a embasar, no futuro, guias e referências para normas nacionais.
Já o professor Vanderley John, da Universidade de São Paulo (USP), avalia que as barreiras normativas existem, mas não são determinantes neste momento. “Nós temos no Brasil o sistema de aprovação técnica do SINAT, do PBQP-H, que resolve pelo menos na habitação”, afirma. Para ele, o maior desafio está em desenvolver soluções robustas, de baixo custo, com maior produtividade e menor impacto ambiental.
Alto padrão e habitação econômica
As aplicações da impressão 3D com concreto se dividem, atualmente, entre projetos de alto padrão e iniciativas voltadas à habitação de interesse social, com propostas e ganhos distintos. No segmento habitacional de interesse social, a tecnologia apresenta potencial para reduzir desperdícios, acelerar prazos e diminuir a dependência de mão de obra especializada. “A impressão 3D oferece benefícios claros como velocidade de execução, redução de desperdício e menor necessidade de mão de obra altamente especializada. É um segmento em que a tecnologia pode gerar impacto social direto”, diz Sakano. Ele aponta o uso de materiais alternativos e rejeitos minerais como estratégia para reduzir custos e ampliar a escala.
No alto padrão, o foco não está apenas na produtividade, mas também na liberdade formal. Fachadas curvas, geometrias complexas e elementos arquitetônicos personalizados tornam-se viáveis com a manufatura aditiva, ampliando as possibilidades de expressão arquitetônica.
Perspectivas para 2026
Para os próximos anos, a expectativa é de crescimento gradual, com aplicações ainda pontuais, porém cada vez mais qualificadas. Vanderley John observa que, no cenário atual, a impressão 3D já encontra espaço comercial em objetos de decoração, móveis urbanos e alguns empreendimentos imobiliários marcantes, enquanto a tecnologia amadurece para usos mais amplos.
Mais do que uma nova máquina no canteiro de obras, a impressão 3D exige uma reorganização completa do processo construtivo, com planejamento digital, integração entre projeto e execução e controle rigoroso de materiais. As empresas que conseguirem estruturar essa cadeia de forma eficiente tendem a liderar a próxima etapa de consolidação da tecnologia no Brasil, em um setor cada vez mais pressionado por custos, sustentabilidade e produtividade.
Entrevistados
Vanderley Moacyr John é graduado em Engenharia Civil pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado no Royal Institute of Technology da Suécia. Professor da Escola Politécnica, coordenador da EMBRAPII CICS USP e do hubIC.
Victor Keniti Sakano é graduado em Engenharia Civil, mestre e doutor pela Escola Politécnica da USP. Atualmente, é pós-doutorando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e cofundador da Portal 3D, startup de base tecnológica dedicada à manufatura aditiva com materiais cimentícios.
Contato
vmjohn@usp.br
victor@p3dbr.com
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Ana Carvalho
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Litoral do Paraná recebe pacote histórico de obras
O Litoral do Paraná vive um dos maiores ciclos de investimentos de sua história, com obras em andamento que abrangem mobilidade, contenção da erosão, revitalização urbana, saneamento e logística portuária. Os projetos, espalhados por diferentes municípios, têm como foco melhorar a qualidade de vida da população, impulsionar o turismo e fortalecer a competitividade econômica da região.
"Por muito tempo, o Litoral foi deixado de lado e nós decidimos investir muito nos municípios para atrair turistas, negócios e fomentar as nossas baías de Guaratuba e Paranaguá. O Paraná tem um Litoral incrível e que, com toda essa revitalização, já está vivendo um novo momento. O Governo do Estado continuará investindo para garantir melhorias nos sete municípios", diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Duplicação da PR-412 avança em Matinhos

Crédito: Roberto Dziura Jr/AEN
A duplicação da PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná, já atingiu 6,53% de execução (dezembro de 2025), com investimento de R$ 17,9 milhões do total de R$ 274,5 milhões previstos, segundo o Governo do Estado do Paraná. Nesta fase inicial, os trabalhos se concentram na terraplenagem das novas vias marginais, implantação do sistema de drenagem e execução da sub-base das pistas, que receberão pavimento asfáltico.
À medida que as marginais forem concluídas, o tráfego será desviado para permitir a demolição da pista atual e a construção de um novo pavimento rígido de concreto, com placas de 21 centímetros de espessura. A obra inclui ainda três novas obras de arte especiais — duas pontes e um viaduto —, além de calçadas, ciclovias bidirecionais, iluminação viária e áreas de estacionamento. O trecho tem 14,28 quilômetros e a previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2028.
“Essa obra vai atender tanto moradores e turistas quanto o transporte de empresas. É uma intervenção que amplia a capacidade da rodovia, reduz congestionamentos e aumenta a segurança de pedestres e ciclistas, pois também contará com ciclovias, passeios e iluminação”, explica Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).
Leia mais: Duplicação da PR-412 em Matinhos promete transformar mobilidade no litoral do Paraná
Guaratuba: engorda da praia e revitalização urbana
Em Guaratuba, o Governo do Estado lançou o edital para a contratação integrada da revitalização da orla, incluindo projeto e execução das obras. O modelo segue o padrão adotado em Matinhos e contempla a modernização da Praia Central, Praia de Caieiras e Prainha, em um trecho de 4,7 quilômetros.
O projeto prevê a engorda da faixa de areia em até 100 metros, melhorias no sistema de drenagem e a implantação de nove estruturas marítimas — como guias de corrente, espigões e headlands — para conter a erosão, melhorar a balneabilidade e ampliar a vazão das águas pluviais. Estima-se o uso de 1,1 milhão de metros cúbicos de areia, retirada de jazidas no próprio oceano.

Crédito: Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba
Além das intervenções costeiras, estão previstos novos calçamentos, ciclovias, pistas de caminhada, iluminação, paisagismo, mobiliário urbano e acessibilidade.
Orla Histórica de Guaratuba terá novo cartão-postal
Outro destaque é a revitalização da Orla Histórica de Guaratuba, no entorno da Praça dos Namorados, com investimento estimado em R$ 24 milhões. O projeto, desenvolvido pelo Paraná Projetos, entra agora na fase de licitação e prevê uma requalificação completa de uma área de cerca de 10,8 mil metros quadrados.
Entre os principais elementos está a construção de um grande deck de madeira ao longo da orla, novos espaços de convivência, bancos, espreguiçadeiras e paisagismo. As vias do entorno receberão pavimentação com blocos intertravados de concreto, sistema que favorece a drenagem e facilita a manutenção. A obra deve começar ainda este ano e será executada em duas etapas para minimizar impactos durante a alta temporada.
“A orla histórica de Guaratuba enfrenta desafios quanto à preservação do centro histórico e à modernização da infraestrutura urbana. Este projeto surge como resposta a essas demandas, melhorando a qualidade de vida da população local e proporcionando uma experiência mais agradável aos turistas”, explica Ricardo Amaral, arquiteto responsável pelo projeto.
Leia mais:Revitalização da Orla de Guaratuba prevê engorda da faixa de areia e novas obras de infraestrutura

Crédito: Cauê Mendes/Prefeitura de Pontal do Paraná
Ponte de Guaratuba
A construção da Ponte de Guaratuba encerrou 2025 com 88% de execução e entra na reta final, com previsão de entrega em abril. A etapa de infraestrutura foi totalmente concluída, com a finalização das 64 estacas que compõem a base da estrutura. O trecho estaiado, considerado o mais simbólico da obra e futuro cartão-postal da região, já soma 250 metros dos 320 previstos, além de avanços na instalação dos estais e nas estruturas de sustentação.
Na superestrutura, a maior parte das vigas longarinas já foi posicionada, restando apenas trechos no lado de Matinhos. As frentes de trabalho também seguem em ritmo acelerado nos acessos viários, com obras de contenção, drenagem, terraplenagem e pavimentação em ambos os lados da ponte. A expectativa é concluir os encaixes finais entre os diferentes trechos da estrutura nas próximas semanas, consolidando a ligação definitiva entre Guaratuba e Matinhos.
Moegão chega a 80% e revoluciona a logística portuária
No Porto de Paranaguá, as obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, segundo Portos do Paraná. Com investimento superior a R$ 650 milhões, o complexo vai centralizar a recepção ferroviária de granéis vegetais e distribuir as cargas para 11 terminais interligados.

execução, com investimento superior a R$ 650 milhões.
Crédito: Divulgação Portos do Paraná
Quando entrar em operação, o sistema terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, com descarga de até 900 vagões por dia. Além de elevar a produtividade, o Moegão também reduzirá interferências no tráfego urbano e eliminará manobras ferroviárias dentro dos terminais.
O projeto integra um amplo plano de modernização do porto, que inclui novos leilões de áreas, a construção de um píer em “T” e a concessão do canal de acesso, que permitirá a entrada de navios maiores.
Ilha do Mel recebe pacote de obras sustentáveis
Na Ilha do Mel, estão sendo investidos R$ 33,5 milhões em um conjunto de obras que inclui saneamento, revitalização de passarelas, praças e equipamentos turísticos. A principal intervenção é a implantação do sistema de esgotamento sanitário, com investimento superior a R$ 30 milhões.
O projeto transformará a ilha na primeira do Brasil sem veículos a combustão a contar com sistema completo de coleta e tratamento de esgoto. Além disso, 33 passarelas estão sendo revitalizadas, novas praças estão em construção e espaços públicos passam por requalificação.
As obras caminham em paralelo à implantação do novo Marco Regulatório da Ilha do Mel, que estabelece diretrizes para o uso sustentável do território e amplia a participação da comunidade local nas decisões.
Pontal do Paraná: molhe e requalificação da orla

Crédito: Daniel Castellano/SEDEST
A revitalização dos molhes e do guia-corrente de Pontal do Sul já atingiu 92% de execução e deve ser entregue ainda este ano. A obra, com investimento de R$ 9,4 milhões, é fundamental para o desassoreamento do canal, a segurança da navegação e a contenção da erosão.
O projeto inclui nova cota de coroamento, ampliação da largura, ajustes de taludes, implantação de headland, sinalização náutica e uma passarela de 150 metros. As estruturas também funcionam como recifes artificiais, ampliando a biodiversidade marinha.
Paralelamente, o município iniciou a primeira fase da requalificação da orla, com 3,66 quilômetros de extensão, entre os balneários de Monções e Canoas. O investimento é de R$ 34,5 milhões e inclui novo calçamento, ciclovias, pistas de caminhada, quiosques, áreas de lazer e melhorias de acessibilidade. A segunda fase, que prevê mais 2,77 quilômetros, já está licenciada.
Fontes
Janice Kazmierczak Soares é diretora técnica do DER/PR.
Ricardo Amaral é o arquiteto responsável pelo projeto da revitalização da orla de Guaratuba.
Contatos
Janice Kazmierczak Soares - comunicacao@der.pr.gov.br
Ricardo Amaral - contato@ricardoamaralarquitetos.com.br
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Mercado do cimento projeta crescimento moderado em 2026, sustentado por programas habitacionais, infraestrutura e saneamento
O mercado brasileiro de cimento chega a 2026 com expectativas de expansão, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado nos últimos dois anos. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas em 2025 alcançaram 67 milhões de toneladas, resultado de um crescimento de 3,7%, o que consolidou a retomada iniciada no ano anterior. Para o próximo ciclo, a avaliação do setor é de cautela, combinada com oportunidades estruturais que podem sustentar o consumo.
Flávio Guimarães, economista do SNIC, aponta que a demanda por cimento deve seguir em trajetória de crescimento em 2026, condicionadas à efetivação de políticas públicas e investimentos voltados à habitação, ao saneamento e à logística. O contexto macroeconômico, porém, impõe limites a uma performance mais robusta. “O crescimento, no entanto, deve ser menor do que o registrado nos dois últimos anos, acompanhando o desempenho da economia”, afirma.
Juros altos e crédito restrito impõem desafios
A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado e o alto nível de endividamento das famílias seguem pressionando a construção civil. Em 2025, a Selic permaneceu em 15% ao ano, encarecendo o crédito imobiliário, reduzindo a atratividade do financiamento via poupança e tornando ativos imobiliários menos competitivos frente às aplicações financeiras. “O elevado grau de inadimplência e a concorrência do orçamento doméstico com gastos não essenciais continuam afetando a capacidade de investimento das famílias”, destaca Guimarães. Em contrapartida, o mercado de trabalho aquecido e a expansão da massa salarial funcionam como amortecedores parciais desse cenário.

Crédito: Envato
Minha Casa, Minha Vida segue como principal motor
No segmento habitacional, o programa Minha Casa, Minha Vida permanece como o principal vetor de demanda para a indústria do cimento. A nova meta do governo federal de contratar 3 milhões de unidades habitacionais entre 2023 e 2026 representa um aumento significativo em relação ao objetivo inicial. Esse volume de contratações tende a gerar impacto direto no consumo do insumo, ao sustentar a produção de moradias populares em todo país.
“O programa tem apresentado desempenho positivo e já superou a meta inicial, o que levou o governo a ampliar o objetivo. Essa nova meta deve demandar cerca de 13,5 milhões de toneladas de cimento no período”, explica Flávio Guimarães.
Industrialização avança com falta de mão de obra
A dificuldade de contratação de trabalhadores nos canteiros tem acelerado a adoção de sistemas industrializados na construção civil. Produtos pré-moldados, argamassas industrializadas e componentes fabricados fora do canteiro ampliam participação no mercado e impactam positivamente a demanda por cimento.
Para Flávio Guimarães, trata-se de uma tendência estrutural. “A utilização de produtos industrializados acelera a execução das obras e proporciona mais segurança, pois são fabricados com base em normas técnicas e sob rigoroso controle de qualidade”, avalia.
Nesse contexto, soluções construtivas industrializadas, como paredes de concreto moldadas in loco e o uso de blocos de concreto, ganham relevância ao viabilizar maiores volumes de produção com mais eficiência e menor custo, especialmente diante da escassez de mão de obra no setor.
Infraestrutura e saneamento ampliam oportunidades
Na infraestrutura, o pavimento rígido de concreto desponta como alternativa estratégica para rodovias e vias urbanas, em linha com diretrizes de durabilidade e redução de emissões. Com apenas 13% da malha rodoviária brasileira pavimentada, o potencial de expansão é significativo, inclusive em obras de restauração por meio do whitetopping.
O saneamento básico também deve seguir aquecido em 2026, impulsionado por leilões e investimentos privados associados ao novo marco legal do setor. Obras estruturantes de água e esgoto tendem a reforçar a demanda por cimento ao longo do ano.
Diante desse conjunto de fatores, a indústria projeta um ano de 2026 com crescimento moderado, sustentado por políticas públicas, inovação construtiva e investimentos em infraestrutura. Um cenário menos expansivo do que nos anos recentes, mas ainda promissor para um setor que completa um século de atuação no país atento aos desafios econômicos e ambientais.
Entrevistado
Flávio Guimarães é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem experiência no mercado financeiro e de construção, atuando há mais de 20 anos no setor de cimento. Integrante do Conselho Empresarial de Economia e do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da FIRJAN. Atualmente, é economista do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), responsável pelas análises macroeconômicas e do mercado de cimento e sua segmentação.
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Industrialização avança na construção e se consolida como diferencial competitivo
A industrialização da construção civil deixou de ser uma aposta de nicho para se tornar uma estratégia cada vez mais presente nas incorporadoras e construtoras brasileiras. Impulsionada pela falta de mão de obra qualificada, pela necessidade de ganhos de produtividade e pela busca por maior controle financeiro, o movimento aproxima o setor de uma lógica industrial, com processos mais padronizados, previsíveis e eficientes.
Esse avanço ocorre em um momento em que o setor projeta crescimento moderado. Segundo estudo do SindusCon-SP em parceria com o FGV Ibre, é estimado alta de 2,7% no PIB da construção civil em 2026, impulsionado por investimentos públicos e privados, novos modelos de financiamento habitacional e um ciclo consistente de obras de infraestrutura. Nesse cenário, métodos industrializados surgem como resposta direta aos gargalos históricos da atividade.
De acordo com o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a industrialização da construção vem se consolidando como uma resposta aos principais gargalos do setor. “Diante da dificuldade de contratar mão de obra qualificada, as empresas buscam soluções que reduzam a dependência de trabalho intensivo, aumentem a produtividade e tragam maior previsibilidade aos prazos e custos”, destaca.
Assim, a industrialização e os sistemas pré-moldados ganham espaço no Brasil, alinhados com uma tendência global. Além disso, a industrialização reduz a dependência do canteiro e diminui riscos de atrasos, retrabalhos e impactos climáticos.

Crédito: Envato
Projeto pensado para fabricar e montar
Na base dessa transformação está o DFMA, sigla para Design for Manufacturing and Assembly. Segundo Gustavo Selig, CEO do Grupo Hestia, o conceito redefine a forma como os empreendimentos são concebidos. “Trata-se de uma filosofia que orienta a edificação a ser pensada desde a origem para facilitar sua fabricação e montagem. Na prática, significa projetar sistemas e componentes padronizados, produzidos em ambiente industrial e montados no canteiro de forma rápida e precisa”, afirma.
Dentro desse mesmo movimento de industrialização, os sistemas pré-fabricados seguem a mesma lógica. Elementos como pilares, vigas, lajes e painéis são produzidos fora do canteiro, em fábricas com controle rigoroso de processos e qualidade, e posteriormente transportados para montagem na obra. Já a construção modular representa um nível ainda mais avançado, ao empregar módulos tridimensionais completos, que podem sair da indústria com instalações e acabamentos prontos, sendo conectados no local para formar o edifício com maior rapidez, precisão e previsibilidade.
Ganhos em custo, prazo e sustentabilidade
Entre os principais diferenciais da construção industrializada está a previsibilidade. Ao adotar processos padronizados e repetíveis, os custos e prazos passam a ser definidos com maior precisão. A qualidade também é beneficiada, uma vez que a produção ocorre em ambientes industriais controlados, com menor variabilidade, redução de erros e diminuição significativa de retrabalhos.
Outro fator relevante é a sustentabilidade. A redução do desperdício de materiais no canteiro e o uso mais eficiente de recursos aproximam o setor de práticas alinhadas aos critérios ESG, cada vez mais valorizados por investidores e clientes. “Além disso,há melhorias importantes na segurança do trabalho, pois grande parte das atividades ocorre em fábricas, em condições mais seguras”, acrescenta Selig.
Aceleração de obras

Crédito: Divulgação
A redução de prazos está diretamente associada ao paralelismo das atividades. Enquanto o canteiro executa fundações e infraestrutura, componentes e módulos são produzidos simultaneamente na fábrica. Quando chegam à obra, esses elementos são apenas montados em ritmo mais acelerado, em muitos casos, concentrado em dias ou semanas. “O DFMA garante que o projeto já esteja otimizado para essa montagem, reduzindo ajustes e retrabalhos. No controle de custos, o processo industrial oferece menos desperdício, redução de custos indiretos e maior previsibilidade orçamentária. Mesmo quando o custo inicial parece maior, o custo total do projeto tende a ser mais competitivo”, afirma ele.
Tendência que já se traduz em prática
No Brasil, o uso de pré-fabricados de concreto já se consolidou como prática recorrente em edifícios comerciais, industriais e obras de infraestrutura. A construção modular, por sua vez, avança em segmentos como hotéis, hospitais e empreendimentos residenciais, enquanto grandes incorporadoras passam a adotar cada vez mais os conceitos de DFMA em projetos habitacionais, buscando velocidade de execução, padronização e eficiência.
Com perspectivas positivas para o setor em 2026 e um ambiente cada vez mais exigente em relação à produtividade e ao controle, a industrialização deixa de ser apenas uma tendência e se consolida como um diferencial competitivo para empesas que buscam crescer de forma sustentável na construção civil.
Entrevistados
Eduardo Zaidan é vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.
Gustavo Selig é engenheiro civil graduado pela PUC-PR, com Mestrado em Administração de Empresas e Negócios pela FGV-PR. Cofundador e presidente do Grupo Hestia, atua há mais de 30 anos no mercado imobiliário paranaense.
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rmontagnini@sindusconsp.com.br (Assessoria de Imprensa)
gustavo.selig@grupohestia.com.br
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Infraestrutura catarinense exige R$ 57 bilhões em investimentos até 2029
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia que o estado precisará investir R$ 57 bilhões entre 2026 e 2029 para que sua infraestrutura de transportes consiga acompanhar o ritmo de crescimento da indústria e da economia. O valor consta na Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, que mapeia gargalos históricos e aponta obras consideradas prioritárias pela entidade.
Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a agenda funciona como um norte para o setor produtivo. “A agenda da infraestrutura é sempre um balizador para os empresários para saber aonde devemos chegar”, afirmou.
Segundo o levantamento, cerca de 75% dos recursos deverão vir da iniciativa privada, especialmente por meio de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e investimentos diretos em portos, rodovias e aeroportos.
Rodovias saturadas e turismo pressionando o sistema

Crédito: Arteris Litoral Sul
De acordo com o estudo, a matriz de transportes mostra que o modal rodoviário representa 68,7% do estado. “E, de fato, os gargalos maiores estão neste meio de transporte”, afirma Egídio Martorano, presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC.
Seleme alertou para o colapso da malha rodoviária catarinense, especialmente no eixo entre Joinville e Florianópolis, região que concentra crescimento populacional, atividade industrial e fluxo turístico.
“Devemos ter um planejamento de Joinville até Florianópolis. Quem não mora na beira da praia e precisa sair dois metros para trás vai ter problemas. As nossas rodovias estão colapsadas. Estamos sempre fazendo uma meia-sola, e vamos ter problemas”, disse.
A preocupação se intensifica a cada chegada do verão. A expectativa é de que Santa Catarina receba cerca de 3 milhões de turistas para a temporada de 25/26, sendo que 600 mil chegarão de avião, desembarcando principalmente em Navegantes e Florianópolis e depois se deslocando entre as praias. “Imagine o verão que vamos ter”, pontuou.
Em Florianópolis, segundo Seleme, as limitações geográficas dificultam novas soluções viárias. “De um lado tem mangue e mar, do outro Mata Atlântica. Eles não estão conseguindo fazer projetos novos. Tudo o que estão fazendo é acostamento e pequenas ampliações de pista. Não tem condições.”
Para o presidente da FIESC, o problema vai além da falta de recursos: é também uma questão de visão estratégica. “Não adianta ir buscar dinheiro lá fora se não há um projeto macro para os próximos 50 ou 100 anos. Temos que pensar muito na nossa infraestrutura para o futuro.”
Ferrovias esquecidas e dependência excessiva das rodovias
Outro ponto crítico levantado por Seleme é a ausência de uma malha ferroviária eficiente no estado. Ele lembrou que regiões como Caçador, já foram estruturadas a partir do transporte ferroviário.
“A estrada de ferro não existe mais e a rodovia é a mesma. Hoje, praticamente só temos a BR-116 para sair do estado. O Brasil estava em evolução e o Sul praticamente parou. O desenvolvimento veio todo para o litoral, que tem basicamente uma rodovia de norte a sul.”
Seleme citou ainda a sobrecarga prevista para a BR-101 nos próximos anos, especialmente na região de Joinville e da BR-280, onde estão concentrados grandes complexos portuários. “Nos próximos anos, deve aumentar em mil contêineres por dia o fluxo na BR-101.”
Infraestrutura como fator decisivo para atração de investimentos
A agenda da FIESC abrange todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aeroviário e dutoviário. Para Seleme, sem conectividade eficiente, o estado perde competitividade internacional.
“Não tem como você trazer um estrangeiro e colocá-lo num carro para viajar cinco ou seis horas até uma fábrica. Ele desiste”, afirmou Seleme.
Ele também defendeu a ampliação da aviação regional, destacando os esforços do governo estadual para levar voos ao interior. “Vários aeroportos foram reformados. Estão sendo oferecidos subsídios para companhias aéreas. Se não fizer isso, não há interesse.”
Investimentos e papel da iniciativa privada
Dos R$ 57 bilhões estimados, R$ 40,2 bilhões devem ser destinados às rodovias, seguidos por investimentos em ferrovias (R$ 9,9 bilhões), infraestrutura aquaviária (R$ 4,89 bilhões), aeroviária (R$ 991,9 milhões) e dutoviária (R$ 873,1 milhões).
A maior parte dos recursos deverá vir do setor privado, com previsão de R$ 42,6 bilhões em aportes. Entre os projetos estão a ampliação dos portos de Navegantes e Itapoá, parcerias público-privadas (PPPs) para dragagem e aprofundamento do canal da Baía da Babitonga, além de investimentos em rodovias concessionadas e aeroportos como Florianópolis e Jaguaruna.
Para Seleme, esse modelo é inevitável. Segundo ele, essa infraestrutura precisa contar com recursos privados e ser financiada por meio da cobrança pelo uso.
Mobilização política e social
O presidente da FIESC avalia que o volume de investimentos representa um desafio diante da escassez de recursos públicos e da imprevisibilidade orçamentária, sobretudo nos projetos que dependem da União.
“Precisamos fazer um grande esforço e unir toda a sociedade catarinense, as entidades empresariais, o Executivo e nossos parlamentares para uma grande mobilização em prol da melhoria da nossa infraestrutura”, afirmou. “Esse é um tema estratégico, que hoje afeta negativamente todos os setores econômicos, comprometendo a competitividade do estado, a geração de emprego e renda e o desenvolvimento socioeconômico catarinense.”
Obras consideradas prioritárias
Entre as prioridades apontadas pela FIESC estão:
- Conclusão das duplicações da BR-470 e da BR-280
- Manutenção das rodovias federais
- Adequação de capacidade da BR-282 e BR-163
- Conclusão da BR-285
- Segunda etapa da bacia de evolução e canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí
- Recuperação e ampliação dos molhes de Imbituba
- Aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga (PPP)
Segundo a entidade, a previsibilidade de recursos é essencial para garantir prazos e evitar que obras se arrastem por décadas.
Planejamento
Martorano destaca que, no entendimento da FIESC, é fundamental ter o Plano Estadual de Logística de Transporte incorporado. “Como estes portos estão projetados? Quais os acessos? Como eles vão influir nos corredores?”, questiona.
Sobre o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), Martorano destacou que é fundamental colocar Santa Catarina no contexto logístico nacional. “Nossos portos, que são de referência, não estão contemplados nestes corredores nacionais. Estes planejamentos têm que prever a inserção de Santa Catarina, bem como planejar o futuro e falar de diversificação de matriz”, propõe.
Outra questão que o planejamento deve levar em consideração é a logística resiliente a eventos severos, preservação das faixas de domínio e das áreas “non aedificandi” bem como acesso das áreas lindeiras e planos diretores municipais e o zoneamento ecológico-econômico.
Fontes
Gilberto Seleme é presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina.
Egídio Martorano é presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC.
Contato
Jornalista responsável:
Marina Pastore – DRT 48378/SP
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Agenda: confira os principais eventos da construção civil em 2026
Quer se organizar para acompanhar os principais encontros da construção civil, cimento e concreto? O Massa Cinzenta reuniu os eventos mais relevantes do setor ao longo do ano para ajudar no seu planejamento. Confira a seleção a seguir.
Janeiro
World of Concrete
Data: 19 a 22 de janeiro
Local: Las Vegas, Estados Unidos
Site para inscrição: https://www.worldofconcrete.com
Valor para participar: A partir de US$ 105
A World of Concrete (WOC) 2026, a maior feira internacional de construção em concreto e alvenaria, reunirá no espaço Las Vegas Convention Center empreiteiros, construtores, empresários e profissionais do setor para a maior vitrine de produtos inovadores da história do evento, com mais de 200 expositores estreantes e quase 100 categorias de soluções, incluindo materiais compósitos, concreto usinado, pavimentadoras, bombas para concretagem e muito mais. O evento contará ainda com o programa educacional mais abrangente já realizado, com mais de 150 sessões que incluem desde aplicações técnicas e gestão de projetos até protocolos de segurança, incluindo mais de 60 tópicos inéditos, ambiente bilíngue com tradução em tempo real e workshops interativos. Entre as sessões exclusivas estão painéis sobre previsões econômicas, engenharia de construtibilidade, colaboração entre empreiteiros e engenheiros, desempenho de misturas de concreto, diversidade e liderança feminina, além de seminários sobre robótica e pisos de alta precisão.
Março
CONEXPO-CON/AGG 2026
Data: 03 a 07 de março
Local: Las Vegas, Nevada, EUA.
Site para inscrição: https://www.conexpoconagg.com/
Valor para participar: A partir de US$ 289
A CONEXPO-CON/AGG 2026 é um dos maiores eventos globais do setor de construção pesada, reunindo profissionais, empresas, fabricantes e líderes do setror em uma experiência prática e estratégica que vai além das palestras tradicionais, com máquinas em operação, testes de tecnologias e contato direto com fabricantes e especialistas. O evento cobre toda a cadeia da construção pesada — de asfalto, agregados e concreto a terraplenagem, transporte e gestão de frotas — e oferece uma programação educacional robusta, com mais de 150 sessões, painéis e workshops sobre temas como inteligência artificial, sustentabilidade, segurança, força de trabalho e inovação. Destaque para o Ground Breakers Keynote Stage, que apresenta empresas e soluções que estão redefinindo o futuro do setor, consolidando a feira como um espaço essencial para antecipar tendências, gerar negócios e fortalecer a competitividade.
Abril
FEICON
Data: 07 a 10 de abril de 2026
Local: São Paulo – SP
Site para inscrição: https://www.feicon.com.br/pt-br.html
A FEICON é a principal feira de construção civil e arquitetura do Brasil, abrindo o calendário do setor e reunindo mais de 1.000 marcas em oito pavilhões, com expositores nacionais e internacionais de acabamentos, estruturas, instalações e externos. O evento oferece mais de 200 horas de conteúdo ministrado por especialistas, ditando tendências, apresentando lançamentos e tecnologias, e conectando varejistas, distribuidores, engenheiros, construtores, arquitetos e demais profissionais. Com foco em conteúdo, inovação, relacionamento e negócios, a FEICON funciona como plataforma de inspiração e networking durante todo o ano. Dentro da feira, acontece a Feiconference, 2ª Conferência Internacional de Construção e Arquitetura, que reúne gestores para debater práticas sustentáveis, transformação digital, liderança estratégica e novos modelos de negócios, redefinindo o futuro do setor.
MAIO
SEMTEC 2026 - Seminário Técnico da Indústria de Cimento e Cal
Data: 19 a 21 de maio
Local: Belo Horizonte – MG
Site para inscrição: https://semtecimento.com.br/
Valor para participar: A inscrição será totalmente gratuita para os funcionários da indústria de cimento e cal, incluindo refeições.
O SEMTEC 2026 – Seminário Técnico da Indústria de Cimento e Cal é um evento focado em inovações e boas práticas em todas as áreas de produção e manutenção da indústria de cimento e cal. Com mais de 50 estandes e a presença de palestrantes de empresas renomadas, o seminário oferece uma oportunidade única de aprendizado, networking e participação em premiações. Criado em 2016, o SEMTEC surgiu para suprir a necessidade de um seminário didático voltado à capacitação de técnicos do setor, oferecendo acesso a novas tecnologias, manutenção, indústria 4.0 e otimização de processos, de forma mais acessível e regional, em contraste com outros eventos centralizados em São Paulo.
ENIC 2026 - Encontro Internacional da Indústria da Construção
Data: 19 a 21 de maio
Local: São Paulo – SP
Site para inscrição: https://cbic.org.br/enic/
Valor para participar: A partir de R$ 336
O Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reúne líderes empresariais, autoridades, especialistas, representantes da academia e profissionais do setor para antecipar tendências, debater políticas públicas e impulsionar o crescimento da construção no Brasil. Em 2026, o evento consolida um formato ainda mais internacional, inovador e integrado, organizado em seis hubs temáticos — Negócios, Tecnologia, Inovação, Sustentabilidade, Pessoas e Internacional — que estruturam conteúdos estratégicos e promovem conexões entre ideias, conhecimento, novas tecnologias e oportunidades de negócios, criando um ambiente qualificado para transformação sustentável e fortalecimento de marcas junto aos principais tomadores de decisão do setor.
ICOLD 2026 Annual Meeting + 94th Annual Meeting International Commission on Large Dams
Data: 21 a 29 de maio
Local: Guadalajara, Mexico
Site: https://www.icoldmexico2026.com/about-5-3
Valor para participar: A partir de US$ 600
O International Symposium on Large Dams – ICOLD 2026 reunirá especialistas de mais de 100 países para debater o futuro das barragens diante dos desafios globais de água, energia e sociedade. Parte da 94ª Reunião Anual da ICOLD, o evento é um dos mais importantes fóruns internacionais sobre gestão, segurança, projeto, construção, monitoramento e reabilitação de barragens e infraestruturas hídricas, com forte foco em resiliência climática, sustentabilidade, inovação tecnológica e governança. A programação inclui simpósios técnicos, workshops, sessões plenárias, exposições, visitas técnicas e atividades culturais, promovendo a troca de conhecimento científico, experiências práticas e soluções estratégicas para o desenvolvimento seguro e sustentável das barragens em um mundo em transformação.
3ª Construsul BC
Data: 26 a 29 de maio
Local: Balneário Camboriú – SC
Site para inscrição: https://feiraconstrusulbc.com.br/home/
Em sua terceira edição, a Construsul BC se consolida como um dos principais eventos do setor da construção civil, reunindo expositores e promovendo um ambiente estratégico de negócios e relacionamento. A feira apresenta soluções que abrangem toda a cadeia produtiva, desde a fundação ao acabamento, com foco em eficiência, sustentabilidade e redução de custos operacionais. Marcas líderes e importantes fornecedores expõem inovações em áreas como argamassas, aditivos, impermeabilizantes, sistemas construtivos, iluminação, elétrica, revestimentos, tintas, portas, janelas, cozinhas, banheiros, ferramentas, máquinas e equipamentos. Em paralelo, o evento conta com uma programação gratuita de palestras técnicas e painéis, voltada à atualização profissional e à discussão das principais tendências e desafios da construção civil.
JUNHO
7th fib Congress
Data: 15 a 19 de junho
Local: Lisboa – Portugal
Site para inscrição: https://fiblisbon2026.pt/
Valor para participar: A partir de 400€
O 7º fib Congress, será realizado em Lisboa, reunindo especialistas, pesquisadores, engenheiros e líderes da indústria do concreto estrutural de todo o mundo para discutir o futuro do setor sob o tema “Concreto Estrutural 2050: Rumo à Neutralidade de Carbono, Projeto com IA e Construção Robótica”. O congresso destaca a sustentabilidade como objetivo central e explora o impacto de tecnologias emergentes, como inteligência artificial, BIM, gêmeos digitais, automação e impressão 3D, aplicadas ao projeto, à construção e à reabilitação de estruturas de concreto. Ao longo da programação, palestras magnas, sessões técnicas, apresentações de cases, atividades voltadas a jovens engenheiros e estudantes, além de uma exposição técnica da indústria, promovem a integração entre pesquisa e prática, abrangendo desde materiais de baixo carbono e soluções em estruturas pré-fabricadas até reforço sísmico, durabilidade e grandes obras de engenharia.
7º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções (CBPAT 2026)
Data: 24 a 27 de junho
Local: São Paulo – SP
Site para inscrição: https://cbpat.org.br/
Valor para participar: A partir de R$ 300
O 7º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções (CBPAT 2026) é o principal fórum técnico-científico nacional dedicado a debates sobre controle da qualidade, diagnóstico, prevenção e recuperação de recuperação de estruturas e sistemas construtivos, reunindo profissionais da construção civil, pesquisadores, empresas, estudantes e gestores públicos. Promovido pela ALCONPAT Brasil, o evento integra academia e mercado por meio de palestras magnas, sessões científicas, minicursos, concurso estudantil e exposição técnica, abordando temas como patologia de estruturas de concreto, aço e madeira, impermeabilização, fundações, fachadas, retrofit, infraestrutura, desempenho das edificações, segurança contra incêndio e o uso de inteligência artificial na construção. Com caráter internacional e foco em soluções técnicas sustentáveis, o CBPAT 2026 reforça seu papel na difusão de conhecimento aplicado e na promoção de práticas de excelência para a durabilidade, segurança e desempenho das obras no Brasil.

Crédito: Concrete Show
JULHO
Construsummit
Data: 01 e 02 de julho
Local: Florianópolis -SC
Site para inscrição: https://sienge.com.br/construsummit/
O Construsummit é o maior evento de gestão e tecnologia da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, reunindo executivos, especialistas e empresas que lideram a transformação digital e a integração da cadeia do setor. Na edição de 2026, o evento aprofunda o debate sobre a nova era da construção, com foco em dados, inteligência artificial, gestão, crédito, produtividade e tecnologia como ferramentas para antecipar cenários socioeconômicos e transformar desafios em oportunidades. Com palestras que apresentam decisores, cases reais e discussões estratégicas que vão além do evento, o Construsummit se destaca pelo forte estímulo ao networking de alto nível e pelo acesso direto a insights aplicáveis para C-levels, gestores, engenheiros, incorporadores, construtoras e fornecedores.
AGOSTO
Construsul
Data: 04 a 07 de agosto
Local: Porto Alegre – RS
Site para inscrição: https://feiraconstrusul.com.br/home/
A Construsul – Feira Internacional da Construção chega à sua 27ª edição em 2026 consolidada como uma das mais relevantes na região Sul, tendo como pilares a geração de negócios, a inovação e a atualização profissional. O evento reúne toda a cadeia produtiva da construção, acabamentos e infraestrutura, com a participação de mais de 300 empresas expositoras e um público altamente qualificado, que inclui construtoras, incorporadoras, lojistas, engenheiros, arquitetos, indústrias e profissionais do setor. Além da área de exposição, a Construsul oferece uma programação gratuita de palestras, seminários e workshops, com debates sobre tecnologia, novos métodos construtivos, construção a seco, cidades resilientes, gestão hídrica e tendências que apontam os caminhos para o futuro da construção, integrando conteúdo técnico, inovação e networking em um único espaço.
Brazil Equipo Show
Data: 04 a 07 de agosto
Local: Jaguariúna – SP
Site para inscrição: https://beshow.com.br/
O Brazil Equipo Show (BES) é um evento internacional outdoor inovador que vai além do modelo tradicional de feiras, reunindo toda a cadeia dos setores de construção, mineração e agro em um ambiente dinâmico, voltado à inovação, ao networking e à geração de negócios. Considerado o grande espetáculo ao ar livre de equipamentos e tecnologias no Brasil, o evento reúne os principais players do mercado e apresenta as mais recentes soluções em máquinas, implementos, peças, serviços e novas tecnologias, com destaque para demonstrações ao vivo e testes de equipamentos em operação. Com público altamente qualificado e, mais recentemente, uma programação de congresso técnico dedicada a temas como digitalização, big data, produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional, o BES se consolida como um ponto de encontro estratégico para profissionais e empresas que buscam liderar a transformação e o futuro desses setores.
Concrete Show
Data: 25 a 27 de agosto
Local: São Paulo – SP
Site para inscrição: https://www.concreteshow.com.br/pt/home.html
O Concrete Show South America é o maior e mais completo evento da cadeia construtiva do concreto na América Latina e integra o circuito internacional World of Concrete. Realizado anualmente, o evento reúne há mais de 16 anos empresários, profissionais, executivos, pesquisadores e estudantes de mais de 30 países, promovendo conteúdo técnico qualificado, networking e oportunidades de negócios para toda a cadeia do concreto e da mineração. Reconhecido como o principal ponto de encontro do setor, o Concrete Show apresenta as mais recentes tecnologias, produtos e tendências, além de uma programação robusta de conhecimento, com destaque para o Congresso Construindo Conhecimento, que reúne seminários e debates realizados em parceria com as principais associações da construção civil.
SETEMBRO
Damsweek 2026 - Semana de barragens 2026
Data: 20 a 26 de setembro
Local: Belém – PA
Site para inscrições: https://cbdb.org.br/evento/dams-week-2026?lang=pt-BR
A Damsweek 2026 será realizada em Belém (PA), na Região Amazônica, em um contexto estratégico marcado pelo período pós COP30, quando temas centrais da agenda ambiental global, como desenvolvimento industrial sustentável e gestão de recursos hídricos, estarão em evidência. Promovido pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o evento cria um ambiente qualificado para a troca de conhecimentos e o fortalecimento da engenharia de barragens e de estruturas de disposição de rejeitos, com foco em segurança e sustentabilidade ambiental, reunindo profissionais, acadêmicos, empresas e instituições públicas e privadas. A programação contará, de forma excepcional, com a reunião do INCA (ICOLD National Committees of the Americas), ampliando a participação internacional e o intercâmbio de boas práticas científicas e técnicas, além de fomentar networking estratégico em uma região que abriga algumas das maiores e mais relevantes estruturas de barragens do país.
Paving Expo
Data: 22 a 24 de setembro
Local: São Paulo – SP
Site para inscrições: https://paving.com.br/
Valor para participar: A entrada no Paving Expo é gratuita. No entanto, para participar da Paving Conferece, os valores começam em R$ 660.
A Paving Expo é um evento de negócios em infraestrutura viária e rodoviária do Brasil, consolidado como uma das principais plataformas do setor ao chegar à sua 9ª edição. Reunindo as empresas mais influentes do cenário global, o evento promove inovação, conexões estratégicas e experiências práticas, além de integrar a Paving Conference, o principal congresso técnico nacional em infraestrutura, pavimentação, segurança viária e construção. Com uma programação robusta de debates, palestras e trilhas temáticas que abordam máquinas e equipamentos, pavimentos asfálticos e de concreto, sinalização e segurança viária, geotecnia, ESG, inovação e tecnologia, a Paving Expo conecta poder público, concessionárias, construtoras e especialistas, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento da mobilidade, das rodovias inteligentes e da infraestrutura do país.
Modern Construction Show – 2ª Feira Internacional da Construção Industrializada
Data: 29 de setembro a 01 de outubro
Local: São Paulo – SP
Site para inscrições: https://modernconstructionshow.com.br/
O Modern Construction Show é um ponto de encontro da transformação tecnológica e industrial da construção civil no Brasil, reunindo líderes, especialistas, empresas, investidores e representantes do poder público em um ambiente voltado à geração de negócios, inovação e antecipação de tendências. O evento integra conteúdo técnico de alto nível com experiências práticas e imersivas, como demonstrações ao vivo, cases reais e tecnologias aplicadas, destacando soluções em construção industrializada, pré-fabricados, BIM, modularização, automação de obras e práticas sustentáveis. Com forte foco em networking qualificado e aplicabilidade imediata, o Modern Construction Show conecta toda a cadeia produtiva — de construtoras, incorporadoras e projetistas a universidades, entidades setoriais e órgãos públicos — promovendo conhecimento, parcerias estratégicas e soluções escaláveis para o futuro da construção.
67º Congresso Brasileiro do Concreto
Data: 30 de setembro a 03 de outubro
Local: Natal - RN
Site para inscrições: https://site.ibracon.org.br/
O 67º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), é o maior fórum técnico nacional dedicado à tecnologia do concreto e aos seus sistemas construtivos. O evento reúne profissionais, pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior para a divulgação e o debate de pesquisas científicas, avanços tecnológicos, normas técnicas, metodologias construtivas, materiais e inovações aplicadas às estruturas de concreto. Com uma programação voltada à sustentabilidade, durabilidade, pavimentos de concreto, projetos estruturais e gestão técnica, o congresso se consolida como um espaço fundamental de troca de conhecimento, atualização profissional e desenvolvimento do setor.
OUTUBRO
FEICON Rio
Data: 06 a 08 de outubro
Local: Rio de Janeiro – RJ
Site para inscrições: https://www.feiconrio.com.br/pt-br.html
Pela primeira vez realizada no Rio de Janeiro, a FEICON Rio marca a expansão desta grande feira de construção civil e arquitetura à cidade, ampliando o alcance de um evento já consolidado em São Paulo. Com um mix completo de soluções em acabamentos, estruturas, instalações e áreas externas, a feira reúne os principais players do setor para apresentar tendências, inovações e lançamentos, além de oferecer workshops, palestras, espaços de inovação e um ambiente estratégico para networking e geração de negócios. Posicionada como uma plataforma de relacionamento, conhecimento e oportunidades ao longo de todo o ano, a FEICON Rio se consolida como um ponto de encontro essencial para profissionais e empresas que buscam crescimento, inovação e grandes contratos na construção civil brasileira.
Fontes
World of Concrete (WOC)
CONEXPO-CON/AGG 2026
FEICON
SEMTEC 2026
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
International Commission on Large Dams
Sul Eventos Feiras Profissionais
IBRACON
Modern Construction Show
Paving Expo
Brazil Equipo Show
Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB)
fib Congress
Concrete Show
International Commission on Large Dams (ICOLD)
Sienge
CBPAT
Jornalista responsável:
Marina Pastore – DRT 48378/SP
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Pesquisa traça panorama da maturidade digital na construção
O BIM Fórum Brasil (BFB) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Maturidade Digital de Incorporadoras e Construtoras, um estudo que apresenta um panorama inédito e integrado sobre o estágio de digitalização das empresas da construção civil no país. O levantamento reuniu informações coletadas entre setembro e outubro de 2025, abrangendo todas as regiões do Brasil.
“A primeira pesquisa foi lançada em 2022, com foco nos profissionais do setor. Em 2024, o estudo foi ampliado e passou a analisar de forma mais diversificada o nível de maturidade do mercado, incluindo uma pesquisa abrangente sobre a adoção do BIM nos municípios brasileiros. Agora, em 2025, lançamos a terceira edição, direcionada especificamente ao segmento de construtoras e incorporadoras — um dos principais motores da adoção do BIM no Brasil. Se, por um lado, o poder público exerce um papel relevante como grande contratante e indutor das iniciativas governamentais, por outro, construtoras e incorporadoras representam a força da iniciativa privada. Os resultados dessa pesquisa são decisivos para orientar estratégias, acelerar a tomada de decisão e impulsionar o avanço da digitalização no setor”, informa Rodrigo Koerich, presidente do BIM Fórum Brasil.
Resultados da Pesquisa BIM Fórum Brasil sobre a maturidade digital
A pesquisa contou com a participação de 130 empresas e apresenta um retrato aprofundado do nível de maturidade digital do setor. Os resultados indicam que, independentemente do porte, a ampla maioria das empresas participantes enquadrou-se em dois dos cinco perfis estabelecidos: iniciante (48,5%) ou tradicional (24,6%). Segundo o critério da pesquisa, as empresas classificadas como tradicionais operam em modelos analógicos sem consciência estratégica consolidada sobre a necessidade da digitalização, enquanto as iniciantes já despertaram para a transformação, mas ainda carecem de estrutura para escalar suas iniciativas informais e reativas. Isso indica que ainda enfrentam barreiras básicas tanto de adoção tecnológica como de mobilização estratégica para a transformação.

Crédito: Envato
Para Natália Nakamura, do GT3 do BIM Fórum Brasil, apesar de haver uma intenção das empresas em inovar, ainda existe uma grande distância entre essa vontade e a capacidade real de execução. “Uma grande lacuna que conseguimos perceber é o desafio da execução prática da inovação dentro das empresas”, pontua.
Entre os perfis que indicam evolução na maturidade digital, apenas “com liderança mobilizada” (13,1%) e “convergentes” (13,5%) têm presença relevante na amostra, o que indica que o avanço digital no setor ocorre principalmente pela dimensão estratégica, e não por iniciativas isoladas de tecnologia. O perfil com liderança mobilizada evidencia forte patrocínio executivo e visão clara de transformação, ainda que com limitações operacionais, enquanto os convergentes demonstram maior equilíbrio entre estratégia e técnica, integrando a digitalização de forma efetiva à operação. Já o perfil com base técnica estruturada é pouco representativo (0,8%), reforçando que investimentos tecnológicos sem articulação estratégica não têm sido uma rota eficaz de transformação digital.
“Hoje, já existe uma compreensão mais madura da dimensão digital da construção e da incorporação, que deixa de ser apenas intermediária e se destaca como o bloco de melhor desempenho relativo em todo o diagnóstico. Esse resultado indica que vêm funcionando as ações de sensibilização promovidas por instituições do setor, especialmente ao aproximar os tomadores de decisão das empresas das melhores práticas metodológicas e tecnológicas em ambiente digital”, afirma Laura.
A pesquisa também avaliou quatro eixos: prontidão estratégica digital, cultura e capacidades digitais, infraestrutura digital e inteligência de dados, e processos eficientes e integrados. O estudo mostrou ainda, um descompasso relevante entre o discurso e a intenção estratégica das empresas e a efetiva entrega de resultados na prática.
A prontidão estratégica digital apresenta a maior média (1,93), indicando que as empresas reconhecem a importância da digitalização e possuem uma visão estratégica inicial sobre o tema. Em contrapartida, processos eficientes e integrados registram a menor pontuação (1,45), revelando dificuldade em transformar essa intenção em práticas digitais concretas no negócio. Cultura e capacidades digitais (1,80) e infraestrutura digital e inteligência de dados (1,76) ficam em um patamar intermediário, mostrando que as bases humanas e tecnológicas ainda estão em construção. Esse desempenho geral, com médias abaixo da metade da escala, explica a concentração das empresas nos estágios iniciais da jornada digital.
“Em suma, avaliamos que as empresas têm mais preparo para empreender um esforço de capacitação digital do que resultados operacionais. Isso significa que há mais preparo para começar a se transformar digitalmente do que capacidade de captar resultados operacionais nas atividades ou processos críticos”, afirma Laura Lacaze, diretora da TresT Consultoria.
Outro resultado apontado pela pesquisa foi de que a transformação digital não varia de forma qualitativa entre os diferentes portes de empresa, mas sim em termos de desempenho médio. Pequenas, médias e grandes organizações concentram-se majoritariamente nos perfis tradicionais e iniciantes e enfrentam desafios semelhantes, como processos fragmentados, baixa integração de dados e necessidade de aculturamento digital. As maiores diferenças aparecem nos eixos de infraestrutura digital e inteligência de dados e de processos eficientes e integrados, indicando um ponto crítico: a maturidade operacional das grandes empresas é frequentemente limitada pelas restrições digitais dos pequenos negócios com os quais se relacionam.
O compromisso estratégico com a transformação digital ainda apresenta fragilidades. “Os dados mostram dificuldades em transformar essa visão em iniciativas concretas, com estrutura, metas e acompanhamento de desempenho. A transformação digital não é simples nem imediata: não se resume à contratação de um software ou à realização de um treinamento pontual. Ela exige a construção de um processo estruturado, com prazos definidos, resultados esperados, alocação de recursos humanos e materiais, além de indicadores capazes de medir o que funciona e o que precisa ser ajustado. O principal gargalo identificado — e que se configura como um dos focos centrais de atuação institucional — está justamente no apoio às empresas para materializar essa visão, estruturando ações que permitam sair do estágio atual e avançar de forma consistente para onde desejam estar nos próximos cinco anos”, conclui Laura.
Fontes
Rodrigo Koerich é presidente do BIM Fórum Brasil.
Natália Nakamura integra o GT3 do Bim Fórum Brasil.
Laura Lacaze é diretora da TresT Consultoria.
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Jornalista responsável:
Marina Pastore – DRT 48378/SP
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Obediência às normas técnicas são fundamentais para reduzir danos de eventos climáticos intensos
Os eventos climáticos que atingiram a Região Sul nos últimos meses, incluindo ciclos de tempestades com tornados, granizo e vendavais, somaram prejuízos estimados ultrapassam os R$ 335 milhões, com quase 4,8 mil casas danificadas ou destruídas e 23,3 mil pessoas afetadas entre desalojados e desabrigados, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O Paraná concentrou mais de 96% desses prejuízos, com mais de R$ 323,5 milhões e 16 municípios em situação de anormalidade, liderados por Rio Bonito do Iguaçu, onde mais de 80% da população sofreu impacto e seis pessoas perderam a vida nos fenômenos.
Embora a intensidade dos eventos climáticos, cada vez mais frequentes e severos, represente um fator externo inevitável, engenheiros destacam que grande parte dos colapsos estruturais registrados poderiam ser evitada caso as construções fossem devidamente projetadas e executadas para resistir às cargas impostas pelo vento e outros esforços ambientais, previstos em norma.
O engenheiro Gilberto Luiz, especialista em patologia de edificações, informa que os acidentes começam a acontecer quando as pressões alcançam patamares inferiores a 20% do que efetivamente as edificações deveriam resistir. “Estruturas mal dimensionadas e com fixações inadequadas sucumbem até mesmo a ventos de 60 km/h, que são relativamente comuns no Sul do país”, observa.

Crédito: Roberto Dziura Jr/AEN
O que estabelecem as normas técnicas
A ABNT NBR 6123 define critérios para o dimensionamento das edificações frente às ações do vento, considerando características locais e da construção. No Brasil, a velocidade básica do vento varia conforme a região, podendo atingir cerca de 30 a 48 m/s (108 a 173 km/h), com ajustes normativos que asseguram a segurança e o desempenho estrutural frente a ventos extremos. Esses ajustes consideram fatores como localização geográfica, climatologia, topografia, tipo de terreno, altura, uso e vida útil da construção.
A norma não atua isoladamente. Ela é parte de um conjunto que inclui também padrões de projeto e execução para estruturas de concreto, aço e madeira, além das diretrizes de desempenho que garantem segurança, funcionalidade e durabilidade frente a cargas ambientais variadas.
Construções fora da norma ampliam riscos
O cumprimento integral dessas normas é determinante para evitar a transição de danos localizados para cenários de colapso com perdas humanas e materiais. Sistemas de cobertura com fixações subdimensionadas, estruturas leves sem o devido contraventamento e detalhamentos construtivos inadequados aumentam significativamente a vulnerabilidade das edificações às ações do vento, favorecendo o desprendimento de componentes e a ocorrência de falhas progressivas, com riscos diretos à segurança de usuários, ocupantes e transeuntes. Gilberto Luiz destaca que “o vento pode tanto pressionar coberturas e paredes para baixo quanto arrancá-las, quando o esforço ocorre de baixo para cima”, enfatizando a necessidade de atenção a esforços horizontais e de sucção que muitas vezes não são considerados em projetos simplificados.
Resiliência começa no projeto
O balanço de prejuízos evidencia um cenário mais amplo: além de perdas diretas no setor habitacional, os impactos econômicos sobre serviços públicos, atividades produtivas e infraestrutura aumentam a vulnerabilidade das comunidades afetadas.
Em regiões suscetíveis a ciclones extratropicais, tornados e ventos intensos, investir em projetos tecnicamente adequados e na execução rigorosa conforme as normas brasileiras torna-se não apenas uma exigência legal, mas uma estratégia essencial de resiliência urbana e social. O fortalecimento das edificações constitui elemento central dos processos de adaptação às mudanças climáticas e de redução de riscos em áreas expostas a eventos extremos.
Entrevistado
Gilberto Luiz é graduado em Engenharia Civil pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), especialista em Patologia nas Obras Civis e Engenharia de Estruturas, diretor técnico da empresa Ad Fiducia Avaliações e Perícias de Engenharia, professor de cursos de pós-graduação e extensão na área de ensaios tecnológicos, inspeção de estruturas e perícias de engenharia, membro do Instituto Catarinense de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape/SC).
Contato
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Jornalista responsável
Ana Carvalho
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Construção civil deve ganhar fôlego em 2026
Após um ano de desaceleração em 2025, a construção civil entra em 2026 com perspectivas mais favoráveis, embora ainda cercadas de riscos. A avaliação é da economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/ Ibre, que destaca a combinação de condicionantes positivas e negativas no cenário para o próximo ano. Em um cenário-base (nem pessimista, nem otimista), o FGV/Ibre estima que o PIB da construção deva crescer 2,7% em 2026.
“O ponto de partida para 2026 é um cenário mais equilibrado. Temos fatores que pressionam negativamente, como juros ainda elevados e incertezas globais, mas também um conjunto de vetores positivos que podem sustentar uma retomada mais consistente da atividade”, afirma.
Riscos permanecem no radar
Entre os fatores de risco, Ana Maria aponta a desaceleração do consumo observada ao longo do ano de 2025, o ambiente fiscal doméstico, as incertezas geopolíticas e a manutenção de taxas de juros em patamar elevado por boa parte do ano. “Surpresas negativas no cenário internacional se tornaram recorrentes e continuam interferindo nas decisões de investimento”, ressalta.
Apesar disso, a economista observa sinais de inflexão no ciclo monetário. A expectativa de início do processo de queda dos juros ao longo de 2026, ainda que gradual, é considerada relevante para o setor, especialmente para a retomada das obras das famílias.

Crédito: Envato
Expectativas melhoram, apesar do pessimismo moderado
As sondagens do FGV Ibre mostram que, embora consumidores e empresários ainda permaneçam em um patamar moderadamente pessimista, a construção civil apresenta expectativas mais favoráveis do que outros setores da economia. Em novembro de 2025, o indicador de expectativa do setor permaneceu acima do nível observado no conjunto da indústria e dos serviços.
“Houve melhora nas expectativas de demanda e, com isso, também nas intenções de contratação para os próximos meses, especialmente nos segmentos de infraestrutura e serviços especializados”, explica Ana Maria Castelo.
Infraestrutura segue como principal motor
Um dos pilares do crescimento em 2026 deve continuar sendo a infraestrutura. Projeções da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) indicam que os investimentos no setor podem atingir R$ 300 bilhões, estabelecendo um novo recorde histórico.
Segundo Ana Maria, esse desempenho é sustentado por um ciclo de projetos já contratados, além de novos leilões previstos. “Grande parte desses investimentos é puxada pelo setor privado, o que reduz a dependência do orçamento público e dá mais previsibilidade ao ciclo”, afirma.
Reforma Casa Brasil pode impulsionar atividade e emprego
Outro destaque para 2026 é o Programa Reforma Casa Brasil, que prevê R$ 40 bilhões em crédito facilitado e assistência técnica para reformas e melhorias habitacionais. Caso o montante seja integralmente executado em um único ano, o impacto potencial sobre o PIB da construção é estimado em R$ 17,7 bilhões, o equivalente a 4,9% do PIB setorial de 2024.
Além disso, o programa pode gerar cerca de 84 mil empregos formais e 250 mil postos no setor informal, atingindo tanto a autoconstrução quanto empresas prestadoras de serviços. “É um programa com capacidade de transbordamento para os dois lados do PIB da construção, ampliando emprego e renda”, destaca a economista.
Famílias voltam ao centro do crescimento
A principal diferença entre 2025 e 2026, segundo a FGV, está no comportamento das famílias. Após um ano de estabilidade, provocado pela postergação de obras e reformas diante dos juros elevados, a expectativa é de retomada.
“No cenário-base, projetamos crescimento de 2,7% do PIB da construção em 2026, com desempenho das empresas em linha com 2025, mas com uma recuperação importante da demanda das famílias”, afirma Ana Maria Castelo. A estimativa considera avanço de cerca de 2,6% no consumo das famílias, após estagnação no ano anterior.
A FGV ainda trabalha com um cenário pessimista, de crescimento de 1,3%, e um cenário otimista, de 3,4%, a depender principalmente do ritmo de queda dos juros e da efetivação dos programas de crédito.
Escassez de mão de obra segue como desafio
Apesar da perspectiva de crescimento, a economista alerta para um gargalo estrutural que deve se intensificar: a escassez de mão de obra qualificada. A sondagem da FGV Ibre mostra que a limitação relacionada ao mercado de trabalho segue como uma das principais restrições ao avanço dos negócios no setor.
“Se a atividade voltar a acelerar, a pressão sobre o mercado de trabalho será ainda maior. Esse é o grande desafio para sustentar o crescimento nos próximos anos”, avalia.
Um ano de transição
Para Ana Maria Castelo, 2026 deve ser um ano de transição para a construção civil. “Há condições mais favoráveis do que em 2025, mas o setor ainda opera em um ambiente complexo. A retomada dependerá muito do comportamento das famílias, do custo do crédito e da capacidade das empresas de lidar com a escassez de mão de obra”, comenta.
A reforma tributária é apontada como um dos fatores que podem ajudar a mitigar a escassez de mão de obra no setor, ao estimular a industrialização da construção. Em 2026, no entanto, o novo modelo ainda estará em fase de transição.
“Neste primeiro ano, será apenas uma amostra do que virá pela frente. Trata-se de um período de adaptação que, ainda assim, favorece claramente a industrialização. A indústria da construção tem consciência de que não há outro caminho senão o aumento da produtividade, diante da falta de mão de obra”, afirma Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.
Segundo ele, estudos do setor indicam que a idade média do trabalhador da construção civil gira em torno de 40 a 41 anos e não vem sendo renovada. “Há um esforço para tornar o trabalho nos canteiros mais atrativo, mas será indispensável ampliar os investimentos em modulação e industrialização para sustentar a produtividade nos próximos anos. A reforma tributária contribui para esse processo, embora seus principais efeitos devam se materializar no médio prazo”, conclui.
Fontes
Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
Eduardo Zaidan é vice-presidente de Economia do SindusCon-SP.
Contato
Jornalista responsável:
Marina Pastore – DRT 48378/SP
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