Brexit e emissão de CO₂ pressionam construção civil europeia

Cassação da licença para que a principal cimenteira da Suécia explore mineradora repercute e preocupa toda a Europa Crédito: Slitefabriken/Cementa
Cassação da licença para que a principal cimenteira da Suécia explore mineradora repercute e preocupa toda a Europa
Crédito: Slitefabriken/Cementa

Reino Unido e os principais países da União Europeia estão diante de um dilema no setor da construção civil. Uma das razões é o Brexit. Na Grã-Bretanha, o desenlace econômico do bloco já começa a causar escassez de material de construção e de mão de obra, principalmente na Inglaterra. Quando faziam parte do consórcio de países, os britânicos podiam contratar operários de outras nacionalidades – principalmente do leste europeu – sem burocracia. Agora, isso acabou. O mesmo ocorria com o trânsito e compra de materiais, que atualmente enfrentam barreiras alfandegárias 

Desde que começaram a prevalecer as regras do Brexit, 40% da mão de obra imigrante que trabalhava na construção civil britânica já foi obrigada a deixar o país. A maioria, formada por cidadãos da Polônia, Estônia e Eslovênia. Outra percepção do setor é que 15% dos construtores na Grã-Bretanha já sentem reflexos da escassez de materiais ou do aumento elevado dos preços de alguns produtos, revela a Construction Products Association – equivalente à Abramat no Brasil. Mesmo assim, as projeções no Reino Unido são de que a indústria local de materiais de construção irá crescer 13,7% em 2021 e 6,3% em 2022. 

Já os demais países da União Europeia veem crescer a pressão por construir sem elevar a emissão de CO₂. O caso mais emblemático ocorre na Suécia, onde a principal cimenteira do país não teve a licença de sua mineradora renovada. A empresa fornece 75% de todo o material usado na construção civil sueca e o impasse ameaça paralisar o setor. Quem faz o alerta é a Byggföretagen – organismo que representa a construção civil da Suécia, e que tem função semelhante à da CBIC, no Brasil. “Projetos de obras de infraestrutura, que consomem grandes volumes de cimento, já foram paralisados”, revela, em nota. 

Demais países da União Europeia tentam evitar o que acontece na Suécia 

Para a Byggföretagen, se até novembro o impasse não for resolvido, toda a construção sueca será afetada. “Em novembro, 3 de cada 4 novas casas não poderão ser construídas por falta de cimento. Isso também vai impactar na geração de empregos. Numa visão otimista, pelo menos 200 mil vagas estão ameaçadas, mas esse número pode dobrar”, destaca o relato da associação sueca, assinado pela CEO Catharina Elmsäter-Svärd. Se não for revogada a decisão da suprema corte ambiental da Suécia, no dia 1º de novembro de 2021 a Cementa terá que parar de extrair calcário da mineradora da qual teve a licença cassada. 

Para minimizar o impacto, a Suécia tenta antecipar a operação da primeira fábrica de cimento com emissão zero de CO₂, antes programada para começar a funcionar em 2030. Igualmente pressionada, a Noruega também vai pelo mesmo caminho. O receio dos países é que medidas semelhantes à que ocorreu na Suécia possam se disseminar pelo continente europeu, inviabilizando a produção de cimento e comprometendo a construção civil. Preventivamente, organismos como a Cembureau (Associação de Cimento da Europa) e a European Concrete Societies Network (ECSN) se esforçam junto aos governos, a fim de que o prazo para que a construção civil do continente atinja a emissão zero de CO₂ não seja antecipado, mas mantido para 2050. 

Entrevistado
Construction Products Association (CPA), Cembureau (The European Cement Association), European Concrete Societies Network (ECSN) e Byggföretagen 

Contatos
info@byggforetagen.se
info@ecsn.net
communications@cembureau.eu
www.constructionproducts.org.uk 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Brexit e emissão de CO₂ pressionam construção civil europeia

Cassação da licença para que a principal cimenteira da Suécia explore mineradora repercute e preocupa toda a Europa Crédito: Slitefabriken/Cementa
Cassação da licença para que a principal cimenteira da Suécia explore mineradora repercute e preocupa toda a Europa
Crédito: Slitefabriken/Cementa

Reino Unido e os principais países da União Europeia estão diante de um dilema no setor da construção civil. Uma das razões é o Brexit. Na Grã-Bretanha, o desenlace econômico do bloco já começa a causar escassez de material de construção e de mão de obra, principalmente na Inglaterra. Quando faziam parte do consórcio de países, os britânicos podiam contratar operários de outras nacionalidades – principalmente do leste europeu – sem burocracia. Agora, isso acabou. O mesmo ocorria com o trânsito e compra de materiais, que atualmente enfrentam barreiras alfandegárias 

Desde que começaram a prevalecer as regras do Brexit, 40% da mão de obra imigrante que trabalhava na construção civil britânica já foi obrigada a deixar o país. A maioria, formada por cidadãos da Polônia, Estônia e Eslovênia. Outra percepção do setor é que 15% dos construtores na Grã-Bretanha já sentem reflexos da escassez de materiais ou do aumento elevado dos preços de alguns produtos, revela a Construction Products Association – equivalente à Abramat no Brasil. Mesmo assim, as projeções no Reino Unido são de que a indústria local de materiais de construção irá crescer 13,7% em 2021 e 6,3% em 2022. 

Já os demais países da União Europeia veem crescer a pressão por construir sem elevar a emissão de CO₂. O caso mais emblemático ocorre na Suécia, onde a principal cimenteira do país não teve a licença de sua mineradora renovada. A empresa fornece 75% de todo o material usado na construção civil sueca e o impasse ameaça paralisar o setor. Quem faz o alerta é a Byggföretagen – organismo que representa a construção civil da Suécia, e que tem função semelhante à da CBIC, no Brasil. “Projetos de obras de infraestrutura, que consomem grandes volumes de cimento, já foram paralisados”, revela, em nota. 

Demais países da União Europeia tentam evitar o que acontece na Suécia 

Para a Byggföretagen, se até novembro o impasse não for resolvido, toda a construção sueca será afetada. “Em novembro, 3 de cada 4 novas casas não poderão ser construídas por falta de cimento. Isso também vai impactar na geração de empregos. Numa visão otimista, pelo menos 200 mil vagas estão ameaçadas, mas esse número pode dobrar”, destaca o relato da associação sueca, assinado pela CEO Catharina Elmsäter-Svärd. Se não for revogada a decisão da suprema corte ambiental da Suécia, no dia 1º de novembro de 2021 a Cementa terá que parar de extrair calcário da mineradora da qual teve a licença cassada. 

Para minimizar o impacto, a Suécia tenta antecipar a operação da primeira fábrica de cimento com emissão zero de CO₂, antes programada para começar a funcionar em 2030. Igualmente pressionada, a Noruega também vai pelo mesmo caminho. O receio dos países é que medidas semelhantes à que ocorreu na Suécia possam se disseminar pelo continente europeu, inviabilizando a produção de cimento e comprometendo a construção civil. Preventivamente, organismos como a Cembureau (Associação de Cimento da Europa) e a European Concrete Societies Network (ECSN) se esforçam junto aos governos, a fim de que o prazo para que a construção civil do continente atinja a emissão zero de CO₂ não seja antecipado, mas mantido para 2050. 

Entrevistado
Construction Products Association (CPA), Cembureau (The European Cement Association), European Concrete Societies Network (ECSN) e Byggföretagen 

Contatos
info@byggforetagen.se
info@ecsn.net
communications@cembureau.eu
www.constructionproducts.org.uk 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Projeto para pavimento rígido terá prática recomendada

Prática Recomendada para projetos de pavimento urbano de concreto busca oferecer um leque de metodologias adequadas aos vários cenários brasileiros Crédito: Daniel Castellano/SMCS
Prática Recomendada para projetos de pavimento urbano de concreto busca oferecer um leque de metodologias adequadas aos vários cenários brasileiros
Crédito: Daniel Castellano/SMCS

Está em consulta pública até o dia 10 de agosto de 2021 uma prática recomendada para projetos de pavimento urbano de concreto. O objetivo é sugerir as melhores metodologias de cálculo, a fim de dar mais competitividade ao pavimento rígido. A proposta partiu da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem). 

Tecnicamente chamado de ABNT PR 1011, a prática recomendada não tem valor normativo, mas pretende servir de referência para engenheiros-projetistas que atuam no segmento de pavimento de concreto. Originalmente, o documento tem a proposta de oferecer um leque de metodologias adequadas a vários cenários urbanos no Brasil. 

“Esta Prática Recomendada busca experiências conceituais novas e adequadas ao mundo contemporâneo e às realidades das comunidades urbanas brasileiras”, diz o descritivo em consulta pública. O documento também lembra que países desenvolvidos tecnologicamente, como França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Espanha, Áustria e Japão, criaram metodologias adequadas às suas condições urbanas. Destaca também os procedimentos adotados pela American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO), nos Estados Unidos. 

descritivo em consulta pública cita ainda que as normas técnicas que servem de referência aos pavimentos de concreto, embora assegurem qualidade à obra, não entram tão profundamente nas peculiaridades dos projetos. Lembra também que há mais de 50 anos não existem referências para projetos de pavimento urbano no Brasil. A mais recente foi elaborada pela Prefeitura Municipal de São Paulo, em 1967. 

Vejas as normas técnicas que referendam a ABNT PR 1011  

Além da ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto – Procedimento), a ABNT PR 1011 cita como referências as seguintes normas técnicas:
– ABNT NBR 7480 (Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado – Especificação).
– ABNT NBR 7481 (Tela de aço soldada – Armadura para concreto).
– ABNT NBR 11768-1:2019 (Aditivos químicos para concreto de Cimento Portland – Parte 1: Requisitos).
– ABNT NBR 15530 (Fibras de aço para concreto – Requisitos e métodos de ensaio).
– ABNT NBR 16834 (Concreto – Determinação da variação dimensional (retração ou expansão linear)).
– ABNT NBR 16940 (Concreto reforçado com fibras – Determinação das resistências à tração na flexão (limite de proporcionalidade e resistências residuais) – Método de ensaio).
– ABNT NBR 16942 (Fibras poliméricas para concreto – Requisitos e métodos de ensaio). 

documento em consulta pública ressalta ainda que a Prática Recomendada “é destinada aos profissionais da engenharia civil que possuam ampla compreensão sobre as respostas mecânicas de placas de concreto sob a ação de cargas ambientais e de veículos rodoviários”. Reforça ainda que os “usuários da Prática Recomendada precisam também ter amplos conhecimentos sobre os materiais empregados nas estruturas de pavimento de concreto”. 

Para acompanhar o andamento da ABNT PR 1011 é preciso acessar a página de consulta pública da ABNT. 

Entrevistado
Reportagem com base no descritivo colocado em consulta pública pela ABNT, que detalha a Prática Recomendada para projetos de pavimento urbano de concreto. 

Contato
consultanacional@abnt.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 


Torres eólicas com concreto protendido: saiba as vantagens

Torres eólicas com elementos pré-fabricados de concreto protendido permitem que aerogeradores atuem com potência máxima em situações de fortes ventos Crédito: Nordex SE
Torres eólicas com elementos pré-fabricados de concreto protendido permitem que aerogeradores atuem com potência máxima em situações de fortes ventos
Crédito: Nordex SE

Segundo dados da ABEEolica (Associação Brasileira de Energia Eólica) o Brasil possui atualmente 19 GW de capacidade instalada, com mais de 720 parques e 8.550 aerogeradores em operação. A maior parte das torres instaladas ainda são metálicas, mas as construções recentes têm optado por estruturas em concreto protendido. Em palestra promovida pelo Instituto de Engenharia, o engenheiro civil Evandro Duarte explica o porquê dessa tendência e quais as vantagens das torres construídas com elementos pré-fabricados.  

Reconhecido internacionalmente como um dos principais projetistas de estruturas em concreto protendido, Duarte foi professor de importantes universidades do Rio de Janeiro e atualmente atua no segmento de construção de torres eólicas. Em sua palestra online, ele conta que os primeiros parques eólicos construídos no Brasil tiveram a presença maciça de torres metálicas por imposição dos fabricantes de aerogeradores europeus. “Eles impunham os projetos e exigiam que estivessem vinculados aos padrões europeus”, relata. 

Com o tempo, o mercado de energia eólica no Brasil percebeu que as torres metálicas possuem vulnerabilidades que as construídas com concreto protendido não têm. O palestrante explica uma delas: “Quando o vento é forte, as torres metálicas têm pouca inércia da seção estrutural, ou seja, elas ‘encolhem’ e comprometem a potência dos aerogeradores, impedindo que eles girem na velocidade máxima. Com o concreto protendido isso não ocorre, pois o material é mais rígido e suporta melhor a velocidade dos ventos.” 

Outras vantagens das torres construídas com elementos pré-fabricados de concreto protendido são as seguintes: 

1. Menor tempo na execução. Enquanto as metálicas geram transtornos de logística, a torre de concreto protendido permite que seja montada uma fábrica itinerante no canteiro de obras, eliminando o transporte por longas distâncias.
2. Possibilita projetar torres mais altas, com 120 metros ou mais, para aerogeradores mais potentes. “Já está se chegando a aerogeradores com pás de 160 metros de diâmetros, capazes de produzir até 10 MW. Isso exige torres mais altas”, cita Evandro Duarte.
3. Tem baixa manutenção na comparação com as metálicas, que necessitam de reaperto constante.
4. Permite uso de concreto de alto desempenho.
5. Ausência de oxidação.
6. Melhor comportamento dinâmico.
7. Baixo risco de fadiga do material.
8. Maior resistência ao fogo.
9. Menor custo, já que o aço registrou aumento superior a 72% em 12 meses no Brasil.
10. Permite janelas maiores para a montagem das aduelas, enquanto as estruturas metálicas exigem que a operação seja paralisada quando o vento supera 20 km/h. 

Brasil avançou para a 3ª colocação entre os maiores geradores de energia eólica 

Na palestra intitulada “Uma solução atual para torres eólicas pré-moldadas e protendidas”, Evandro Duarte relata que na década passada o Brasil deu um salto na construção de parques que produzem energia eólica. O país atualmente ocupa a 3ª colocação. É superado por China e Estados Unidos e está na frente de Alemanha, Noruega, Espanha, França, Turquia, Índia e Austrália. As regiões brasileiras mais propícias para a exploração da energia gerada pelo vento são nordeste e sul. A costa litorânea que se estende entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte é uma delas. Em seguida, vem a região central da Bahia, a costa litorânea do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o oeste e sul do Paraná. 

Os estados que mais produzem energia eólica no Brasil são Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Piauí. Já as maiores capacidades instaladas estão no Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul e Piauí. 

Veja o vídeo da palestra 

Entrevistado
Reportagem com base na palestra online concedida pelo engenheiro civil Evandro Duarte ao Instituto de Engenharia, intitulada “Uma solução atual para torres eólicas pré-moldadas e protendidas” 

Contato
atendimento@iengenharia.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 


Torres eólicas com concreto protendido: saiba as vantagens

Torres eólicas com elementos pré-fabricados de concreto protendido permitem que aerogeradores atuem com potência máxima em situações de fortes ventos Crédito: Nordex SE
Torres eólicas com elementos pré-fabricados de concreto protendido permitem que aerogeradores atuem com potência máxima em situações de fortes ventos
Crédito: Nordex SE

Segundo dados da ABEEolica (Associação Brasileira de Energia Eólica) o Brasil possui atualmente 19 GW de capacidade instalada, com mais de 720 parques e 8.550 aerogeradores em operação. A maior parte das torres instaladas ainda são metálicas, mas as construções recentes têm optado por estruturas em concreto protendido. Em palestra promovida pelo Instituto de Engenharia, o engenheiro civil Evandro Duarte explica o porquê dessa tendência e quais as vantagens das torres construídas com elementos pré-fabricados.  

Reconhecido internacionalmente como um dos principais projetistas de estruturas em concreto protendido, Duarte foi professor de importantes universidades do Rio de Janeiro e atualmente atua no segmento de construção de torres eólicas. Em sua palestra online, ele conta que os primeiros parques eólicos construídos no Brasil tiveram a presença maciça de torres metálicas por imposição dos fabricantes de aerogeradores europeus. “Eles impunham os projetos e exigiam que estivessem vinculados aos padrões europeus”, relata. 

Com o tempo, o mercado de energia eólica no Brasil percebeu que as torres metálicas possuem vulnerabilidades que as construídas com concreto protendido não têm. O palestrante explica uma delas: “Quando o vento é forte, as torres metálicas têm pouca inércia da seção estrutural, ou seja, elas ‘encolhem’ e comprometem a potência dos aerogeradores, impedindo que eles girem na velocidade máxima. Com o concreto protendido isso não ocorre, pois o material é mais rígido e suporta melhor a velocidade dos ventos.” 

Outras vantagens das torres construídas com elementos pré-fabricados de concreto protendido são as seguintes: 

1. Menor tempo na execução. Enquanto as metálicas geram transtornos de logística, a torre de concreto protendido permite que seja montada uma fábrica itinerante no canteiro de obras, eliminando o transporte por longas distâncias.
2. Possibilita projetar torres mais altas, com 120 metros ou mais, para aerogeradores mais potentes. “Já está se chegando a aerogeradores com pás de 160 metros de diâmetros, capazes de produzir até 10 MW. Isso exige torres mais altas”, cita Evandro Duarte.
3. Tem baixa manutenção na comparação com as metálicas, que necessitam de reaperto constante.
4. Permite uso de concreto de alto desempenho.
5. Ausência de oxidação.
6. Melhor comportamento dinâmico.
7. Baixo risco de fadiga do material.
8. Maior resistência ao fogo.
9. Menor custo, já que o aço registrou aumento superior a 72% em 12 meses no Brasil.
10. Permite janelas maiores para a montagem das aduelas, enquanto as estruturas metálicas exigem que a operação seja paralisada quando o vento supera 20 km/h. 

Brasil avançou para a 3ª colocação entre os maiores geradores de energia eólica 

Na palestra intitulada “Uma solução atual para torres eólicas pré-moldadas e protendidas”, Evandro Duarte relata que na década passada o Brasil deu um salto na construção de parques que produzem energia eólica. O país atualmente ocupa a 3ª colocação. É superado por China e Estados Unidos e está na frente de Alemanha, Noruega, Espanha, França, Turquia, Índia e Austrália. As regiões brasileiras mais propícias para a exploração da energia gerada pelo vento são nordeste e sul. A costa litorânea que se estende entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte é uma delas. Em seguida, vem a região central da Bahia, a costa litorânea do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o oeste e sul do Paraná. 

Os estados que mais produzem energia eólica no Brasil são Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Piauí. Já as maiores capacidades instaladas estão no Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul e Piauí. 

Veja o vídeo da palestra 

Entrevistado
Reportagem com base na palestra online concedida pelo engenheiro civil Evandro Duarte ao Instituto de Engenharia, intitulada “Uma solução atual para torres eólicas pré-moldadas e protendidas” 

Contato
atendimento@iengenharia.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 


CBIC projeta que PIB da construção crescerá 4% em 2021

Geração de empregos com carteira assinada ao longo do 1º semestre de 2021 foi o melhor da construção civil desde 2012 Crédito: CNI
Geração de empregos com carteira assinada ao longo do 1º semestre de 2021 foi o melhor da construção civil desde 2012
Crédito: CNI

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que o PIB do setor crescerá 4% em 2021. A projeção realizada pelo departamento de economia do organismo, junto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), leva em conta os dados do 1º semestre e as expectativas para os próximos meses. Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a previsão é realista, mas com certo grau de otimismo. “Apesar dos percalços, somos empreendedores e mantemos o foco no crescimento”, diz. 

No começo do ano, a CBIC já estimava que o PIB da construção cresceria 4%. Porém, em março houve um recuo para 2,5%, diante do recrudescimento da pandemia de COVID-19 no país. Agora, com o avanço da vacinação, com os estímulos governamentais e com a construção imobiliária mantendo o ritmo de vendas e lançamentos, a projeção voltou ao patamar de 4%. Para José Carlos Martins, haveria espaço para crescer mais, porém 3 obstáculos impedem estimativas maiores: custo da matéria-prima, carga tributária e burocracia. 

Mesmo assim, se confirmado o crescimento de 4% em 2021, será o maior PIB do setor desde 2013, quando a construção avançou 4,5%. No entanto, a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, faz uma ressalva. Ela alerta que, de 2014 a 2020, houve uma queda acumulada de 33,34% no PIB da construção, ou seja, o eventual crescimento em 2021 não irá repor as perdas. “Mesmo com o crescimento de 4% em 2021, a retração do período 2014-2020 continuará superior a 30%, o que é bastante expressivo. A construção precisará continuar a crescer mais alguns anos nessa intensidade para que a recuperação total aconteça”, diz. 

Um dos medidores que balizam a projeção do PIB feita pela CBIC é o Índice do Nível de Atividade. No 2º trimestre de 2021, esse indicador apresentou o melhor desempenho desde 2012. Para Ieda Vasconcelos, há uma conjunção de fatores que levaram a esse resultado. Entre eles, a demanda consistente por imóvel, as baixas taxas de juros, o incremento do crédito imobiliário, o novo significado da casa própria para as famílias e a melhora nas expectativas para a economia. 

Cada 1 real investido na construção retorna R$ 2,46 reais para a economia 

Outro medidor que compõe a projeção é o que capta a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) das empresas de construção. Esse cresceu um ponto percentual em junho, em relação a maio, e atingiu o seu maior patamar (64%) desde novembro de 2014 (66%). O resultado também é superior à média histórica do indicador (62%). São dados que refletem na geração de emprego, que em 12 meses cresceu 15,01%. Atualmente, o setor emprega 2.430.234 trabalhadores com carteira assinada. Só em 2021 foram gerados mais 156.693 novos postos nos canteiros de obras. Trata-se do melhor resultado desde 2012. 

Apesar dos percentuais positivos, José Carlos Martins avalia que a construção civil avança como “uma Ferrari com freio de mão puxado”, ou seja, poderia crescer e gerar muito mais empregos do que o cenário atual indica. “Sempre vale a pena ressaltar que de cada 1 real investido na construção civil retornam 2,46 reais para a economia do país”, conclui o presidente da CBIC. 

Acesse a apresentação da CBIC sobre o desempenho da construção civil no 1º semestre de 2021

Entrevistado
Reportagem com base na apresentação da CBIC, intitulada “Desempenho Econômico da Indústria da Construção”. 

Contato
ascom@cbic.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


A exemplo da ABECE, IBRACON também assume comissão da ABNT

Normas técnicas da ABNT que atendam estruturas de concreto passam a ter a chancela do IBRACON Crédito: PxHere
Normas técnicas da ABNT que atendam estruturas de concreto passam a ter a chancela do IBRACON
Crédito: PxHere

Desde o começo de julho de 2021, o IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) selou acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para coordenar os trabalhos de normalização da ABNT/CEE-169 (Comissão de Estudo Especial de Serviços de Inspeções de Estruturas Especiais de Concretos, Mistas, de Alvenaria e de Pedra).  

organismo segue o caminho da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) que em maio de 2021 passou a coordenar as comissões da ABNT responsáveis por revisar e redigir normas técnicas relacionadas a projetos de pontes, viadutos, passarelas, túneis e trincheiras (passagens inferiores) 

associação assumiu a ABNT/CE-002:125.005 (Comissão de Estudos de Projeto de Pontes de Aço e Mistas), a ABNT/CEE-231 (Comissão de Estudo Especial de Pontes de Concreto Simples, Armado e Protendido) e a ABNT/CE-002:126:10 (Comissão de Estudo de Estruturas de Madeiras).  

Haverá casos em que IBRACON e ABECE atuarão em conjunto, como nas revisões da ABNT NBR 9452 (Inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto – Procedimento), ABNT NBR 9607 (Prova de carga estática em estruturas de concreto – Requisitos e procedimentos) e ABNT NBR 16230 (Inspeção de estruturas de concreto – Qualificação e certificação de pessoal – Requisitos).  

Outras associações também serão convidadas a colaborar dentro da CEE-169   

O início dos trabalhos para a atualização dessas normas técnicas está marcado para o dia 10 de agosto. É intenção do IBRACON convocar outros organismos para atuar nos trabalhos dentro da ABNT/CEE-169, como ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), ABRATEC (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Construção Civil), Alconpat Brasil (Associação Brasileira de Patologias das Construções), IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização) e IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas). 

Em nota assinada pelo diretor-presidente Paulo Helene, o IBRACON explica qual deverá ser a missão na ABNT/CEE-169: “Será atuar na normalização no campo da execução e da inspeção de estruturas especiais de concreto (simples, armado, protendido e com reforço de materiais não-convencionais), mistas de aço e concreto, de alvenaria e de pedra, compreendendo toda e qualquer estrutura, como pontes, viadutos, túneis, passagens superiores, passagens inferiores, passarelas, no que concerne à terminologia, procedimentos, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.”  

Instituto Brasileiro do Concreto também lembra que seus comitês técnicos sempre atuaram juntos às comissões de estudo da ABNT – principalmente dentro do CB-002 (Construção Civil) e CB-018 (Cimento, Concreto e Agregados) – na elaboração de normas técnicas. “Isso representa um reconhecimento pelas atividades históricas do IBRACON de cooperação com o processo de normalização no campo do projeto, execução, inspeção, ensaios e controle de estruturas de concreto no Brasil”, complementa a nota do organismo, sobre a parceria com a ABNT. 

Entrevistado
Reportagem com base em nota oficial publicada pelo Instituto Brasileiro do Concreto, intitulada “IBRACON é reconhecido como entidade representativa da ABNT”  

Contatos
office@ibracon.org.br
abnt@abnt.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 


UIA2021RIO alerta para déficit mundial de moradias

Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis
Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O 27º Congresso da União Internacional de Arquitetura – o UIA2021RIO – encerrou com a divulgação da “Carta do Rio”. O documento resume os debates ocorridos no evento, e que tiveram como pano de fundo o déficit habitacional mundial e o desenvolvimento urbano sustentável. Também aponta de que forma a arquitetura pode contribuir para combater a falta de moradias e minimizar a precariedade das habitações da população de baixa renda. Os números do Brasil ilustraram o tema. Foi lembrado que existem 25 milhões de residências inadequadas no país, e que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis. 

Resumidamente, a “Carta do Rio” destaca que as práticas de arquitetura e urbanismo precisam responder às demandas dos grupos mais vulneráveis e que as decisões devem levar em conta estratégias de enfrentamento das desigualdades e de redução da pobreza. “Moradia digna e saudável, e com localização adequada para todos, por meio do financiamento sujeito às possibilidades das famílias mais carentes, é uma questão de justiça social e de saúde pública”, diz trecho do documento, que aborda ainda a universalização do saneamento básico e a valorização do conhecimento técnico da arquitetura e da engenharia civil 

Ressaltando a importância do projeto e da construção adequada, a “Carta do Rio” completa: “A assistência e a assessoria técnica para habitação de interesse social devem ser consideradas como um serviço público, permanente e acessível a toda sociedade, valorizando as possibilidades de articulação intersetorial e de atuação integral sobre os diversos aspectos da realidade”. No Brasil, o comitê-executivo do UIA2021RIO anunciou que a “Carta do Rio” será entregue aos prefeitos de todas as capitais, a fim de consolidar as propostas debatidas ao longo do evento. “A Carta do Rio não é só uma declaração de princípios. Ela avança para ser, de fato, propositiva”, explica o presidente do comitê, Sérgio Magalhães. 

No Brasil, lei garante assistência técnica gratuita para construir e reformar habitação social 

Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), Nadia Somekh, o manifesto divulgado no UIA2021RIO serve para lembrar o poder público que, no Brasil, existe uma lei que ampara famílias de baixa renda a terem acesso a serviços de arquitetura e engenharia. Sancionada em 2008, é conhecida como Lei ATHIS (Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social). “Ela assegura a assistência técnica pública e gratuita para projetos, reformas e mesmo construções de habitações para famílias com até três salários-mínimos de renda mensal”, reforça Somekh. 

Por causa da pandemia de COVID-19, o UIA2021RIO foi adiado em um ano e ocorreu virtualmente. Porém, manteve a cidade do Rio de Janeiro-RJ como sede. Realizado de 18 a 22 de julho, o evento reuniu em suas plenárias virtuais cerca de 90 mil profissionais de 190 países. Para o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), Thomas Vonier, a vantagem de um congresso online é que “as ideias que surgiram no Rio de Janeiro poderão ser compartilhadas e disseminadas mais amplamente do que em qualquer outro congresso anterior da UIA”. “São 200 horas de conteúdo digital disponíveis”, afirma. O próximo congresso mundial de arquitetos acontece em 2023, em Copenhague, na Dinamarca. Atualmente, a UIA reúne 3 milhões de arquitetos e urbanistas. 

Acesse a íntegra da “Carta do Rio”

Saiba mais do que aconteceu no UIA2021RIO
www.uia2021rio.archi 

Entrevistado
União Internacional de Arquitetos (UIA), comitê-executivo do UIA2021RIO e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) (via assessorias de imprensa) 

Contatos
uia@uia.org
adm@uia2021rio.archi
atendimento@caubr.gov.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


UIA2021RIO alerta para déficit mundial de moradias

Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraisópolis, em São Paulo-SP: exemplo de que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis
Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O 27º Congresso da União Internacional de Arquitetura – o UIA2021RIO – encerrou com a divulgação da “Carta do Rio”. O documento resume os debates ocorridos no evento, e que tiveram como pano de fundo o déficit habitacional mundial e o desenvolvimento urbano sustentável. Também aponta de que forma a arquitetura pode contribuir para combater a falta de moradias e minimizar a precariedade das habitações da população de baixa renda. Os números do Brasil ilustraram o tema. Foi lembrado que existem 25 milhões de residências inadequadas no país, e que 85% das construções habitacionais brasileiras não possuem assistência técnica de arquitetos e engenheiros civis. 

Resumidamente, a “Carta do Rio” destaca que as práticas de arquitetura e urbanismo precisam responder às demandas dos grupos mais vulneráveis e que as decisões devem levar em conta estratégias de enfrentamento das desigualdades e de redução da pobreza. “Moradia digna e saudável, e com localização adequada para todos, por meio do financiamento sujeito às possibilidades das famílias mais carentes, é uma questão de justiça social e de saúde pública”, diz trecho do documento, que aborda ainda a universalização do saneamento básico e a valorização do conhecimento técnico da arquitetura e da engenharia civil 

Ressaltando a importância do projeto e da construção adequada, a “Carta do Rio” completa: “A assistência e a assessoria técnica para habitação de interesse social devem ser consideradas como um serviço público, permanente e acessível a toda sociedade, valorizando as possibilidades de articulação intersetorial e de atuação integral sobre os diversos aspectos da realidade”. No Brasil, o comitê-executivo do UIA2021RIO anunciou que a “Carta do Rio” será entregue aos prefeitos de todas as capitais, a fim de consolidar as propostas debatidas ao longo do evento. “A Carta do Rio não é só uma declaração de princípios. Ela avança para ser, de fato, propositiva”, explica o presidente do comitê, Sérgio Magalhães. 

No Brasil, lei garante assistência técnica gratuita para construir e reformar habitação social 

Para a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), Nadia Somekh, o manifesto divulgado no UIA2021RIO serve para lembrar o poder público que, no Brasil, existe uma lei que ampara famílias de baixa renda a terem acesso a serviços de arquitetura e engenharia. Sancionada em 2008, é conhecida como Lei ATHIS (Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social). “Ela assegura a assistência técnica pública e gratuita para projetos, reformas e mesmo construções de habitações para famílias com até três salários-mínimos de renda mensal”, reforça Somekh. 

Por causa da pandemia de COVID-19, o UIA2021RIO foi adiado em um ano e ocorreu virtualmente. Porém, manteve a cidade do Rio de Janeiro-RJ como sede. Realizado de 18 a 22 de julho, o evento reuniu em suas plenárias virtuais cerca de 90 mil profissionais de 190 países. Para o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), Thomas Vonier, a vantagem de um congresso online é que “as ideias que surgiram no Rio de Janeiro poderão ser compartilhadas e disseminadas mais amplamente do que em qualquer outro congresso anterior da UIA”. “São 200 horas de conteúdo digital disponíveis”, afirma. O próximo congresso mundial de arquitetos acontece em 2023, em Copenhague, na Dinamarca. Atualmente, a UIA reúne 3 milhões de arquitetos e urbanistas. 

Acesse a íntegra da “Carta do Rio”

Saiba mais do que aconteceu no UIA2021RIO
www.uia2021rio.archi 

Entrevistado
União Internacional de Arquitetos (UIA), comitê-executivo do UIA2021RIO e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) (via assessorias de imprensa) 

Contatos
uia@uia.org
adm@uia2021rio.archi
atendimento@caubr.gov.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Indústria de materiais de construção já projeta crescer 8%

Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021 Crédito: AEN
Lançamentos imobiliários, reformas e construções por iniciativa de pessoas físicas puxam bom desempenho dos materiais de construção em 2021
Crédito: AEN

Com a divulgação do Índice Abramat, que consolida os números do 1º semestre, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção revisa para cima a projeção de crescimento em 2021. Segundo o presidente do organismo, Rodrigo Navarro, já é possível prever avanço de 8% em relação a 2020. No início deste ano, a Abramat projetava que o setor iria crescer 4%.

Para Navarro, o otimismo se deve ao acumulado do 1º semestre, quando o setor cresceu 24,4% de janeiro a junho. “Revisamos a projeção de crescimento do setor, após o fechamento dos resultados do primeiro semestre. A partir da metodologia utilizada pela FGV-IBRE, a nova previsão é de um número extremamente positivo”, diz o presidente da associação.

FGV-IBRE atribui à manutenção do ritmo das construções residenciais o fato de a projeção de crescimento para 2021 ter sido duplicada. “O número de lançamentos imobiliários mantém viés de alta e as reformas e construções por iniciativa das pessoas físicas também seguem aquecidas”, avalia o relatório da pesquisa.

presidente da Abramat acredita que ações positivas do governo podem ajudar a consolidar ainda mais a projeção de crescimento. “Temos muito a avançar nas reformas estruturantes, na retomada do investimento em infraestrutura, na geração de empregos e na melhoria do ambiente de negócios. Todos esses pontos são importantes para a manutenção do crescimento sustentável da indústria de materiais de construção”, cita.

Se for confirmado o crescimento de 8%, existe a expectativa de que o faturamento da indústria de materiais de construção ultrapasse os 200 bilhões de reais em 2021. Além disso, o crescimento de 8% será o melhor desempenho desde 2010, quando o setor cresceu 14,4%. O Índice Abramat existe desde 2005. Veja todas as medições:

2005 – retração de 5,1%
2006 – cresceu 5,0%
2007 – cresceu 9,1%
2008 – cresceu 13%
2009 – retração de 8,8%
2010 – cresceu 14,4%
2011 – cresceu 4,1%
2012 – cresceu 1,5%
2013 – cresceu 3%
2014 – retração de 6,6%
2015 – retração de 12,6%
2016 – retração de 11,5%
2017 – retração de 4%
2018 – cresceu 1,2%
2019 – cresceu 2%
2020 – retração de 0,4%

Indústria do cimento estima que infraestrutura possa assegurar crescimento em 2022

O relatório do FGV-IBRE para a Abramat também cita que o volume de vendas de materiais de construção no 2º semestre de 2021 tende a ter uma curva que se aproxime do mesmo período de 2020. “As margens de crescimento devem se equiparar, pois no segundo semestre do ano passado o setor teve uma reação significativa. O que destoou foram os primeiros meses de 2020, durante o maior impacto da pandemia de COVID-19, quando a economia do país paralisou de forma contundente”, completa a análise.

A projeção de crescimento para 2021 também é positiva dentro de setores específicos da indústria de materiais de construção, como o de cimento. Dados recentes divulgados pela ABCP/SNIC mostram que o segmento estima crescer 6%. Já o acumulado dos 6 primeiros meses do ano registrou crescimento de 15,8%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) existe também a expectativa de que o setor mantenha o crescimento ao longo de 2022, por conta das obras de infraestrutura. “A infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria de cimento e os resultados dos leilões e concessões ocorridos principalmente a partir de abril começarão a ser percebidos em 2022”, observa Paulo Camillo Penna.

Entrevistado
Abramat (Associação Brasileira da Indústria Materiais de Construção) e ABCP/SNIC (Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC)) (via assessorias de imprensa)

Contatos
abramat@abramat.org.br
snic@snic.org.br

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330