Curitiba quer incluir 20 mil moradias no pacote de habitação

Prefeitura tenta receber dinheiro do governo federal. Projeto do Palácio do Planalto é construir 1 milhão de casas no país

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, reuniu-se dia 9 de março com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para discutir a participação da cidade no programa habitacional que será lançado em breve pelo governo federal. A reunião, no Palácio do Planalto, em Brasília, teve a participação de prefeitos de outras capitais e dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Márcio Fortes, das Cidades. "Curitiba tem se destacado na execução dos programas habitacionais, por isso a nossa expectativa é de incluir 20 mil casas e apartamentos no novo programa, para serem construídos nos próximos dois anos", disse Richa.

O pacote habitacional que será anunciado pelo governo federal será um reforço ao plano de gestão municipal, que prevê o atendimento a 40 mil famílias em quatro anos. "Há uma sintonia entre as duas esferas de governo, que veem a habitação como uma política social de amplo alcance e um forte indutor das economias locais", disse Richa.

Conforme o presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche, que acompanhou o prefeito a Brasília, para construir as 20 mil unidades, a Prefeitura deverá se valer da experiência dos últimos quatro anos, quando o programa habitacional do município teve um grande impulso, com o atendimento a 30 mil famílias.

Os mecanismos para financiamento das novas unidades serão duas linhas de recursos com as quais a Cohab já trabalha – os programas de Arrendamento Residencial (PAR) e Imóvel na Planta. Atualmente, estão em construção na cidade 1.082 apartamentos do PAR e mais 577 do Imóvel na Planta.

Para construir as 20 mil novas unidades seriam necessários recursos da ordem de R$ 760 milhões, considerando-se o valor unitário médio de R$ 38 mil. "O município irá participar da composição deste valor, com as contrapartidas necessárias aos contratos de financiamento", disse Chaowiche.

Outra condição colocada pelo governo federal para liberação de recursos, a redução dos tributos municipais para baratear o custo das unidades, já é cumprida parcialmente pela Prefeitura de Curitiba, que libera as empresas que participam do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), do pagamento do ITBI (Imposto de Transmissão sobre Bens Imóveis) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Ubano). O governo federal quer que também seja adotada a desoneração do ISS (Imposto sobre Serviços), medida para a qual o prefeito solicitou estudos à Secretaria de Finanças.

Fonte: SMCS

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.


Crédito habitacional expande e move economia

Procura por novos financiamentos blinda construção civil e pacote de moradias deve trazer ainda mais luz ao setor

Crédito habitacional expande e move economia
Crédito habitacional expande e move economia

Sem tomar conhecimento da crise, o financiamento habitacional no Brasil experimenta neste início de 2009 uma expansão jamais vista. No 1.º bimestre do ano, foram fechados 94.682 contratos, totalizando R$ 4,2 bilhões. O resultado representa uma evolução de 119% em relação aos valores financiados no mesmo período do ano passado, o que significou um novo recorde para o desempenho do setor.

O cenário positivo tende a tornar-se ainda melhor a partir do anúncio do pacote habitacional que o governo federal lançará neste mês. O plano é construir um milhão de moradias até 2010. Serão beneficiadas famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos, que receberão subsídios para custear os financiamentos. Entre eles, a possibilidade de pagar prestações simbólicas de R$ 20 e o direito de começar a quitar as mensalidades somente após receber as chaves da nova moradia.

Diante deste impulso, a Caixa Econômica Federal estima que o ano deve fechar com um crescimento real de, no mínimo, 30% na concessão de créditos imobiliários. Segundo a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, a Caixa, que responde por mais de 50% do crédito habitacional no país, tem verba para atender a demanda. “A captação recorde de poupança no ano passado nos permite ter o volume de recursos necessários”, garante. Ela informa que o banco conta com mais de R$ 90 bilhões para o crédito habitacional.

Só neste ano, os contratos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), as populares cadernetas de poupança, totalizaram R$ 2,4 bilhões no bimestre e financiaram a compra de 54.753 imóveis, o que significa 57,7% do volume total contratado. A Caixa também usou R$ 1,7 bilhão de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento de 35.959 novas moradias – 59,74% a mais do que as 22.510 unidades contratadas no mesmo período de 2008.

A média diária de contratação, entre janeiro e fevereiro, foi de 2.393 unidades, no valor de R$ 108 milhões, contra média de 1.039 casas e R$ 49,4 milhões em igual período de 2008. “Foi o melhor primeiro bimestre da Caixa em volume de contratação do crédito imobiliário”, comemorou Maria Fernanda Ramos Coelho.

A aposta do governo federal é que o estímulo à compra da casa própria será o trampolim para o Brasil sustentar o crescimento. “O pacote habitacional que iremos lançar terá duplo efeito: combaterá o déficit habitacional e gerará empregos”, resume a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Com informações da Agência Brasil

Crédito habitacional precisa ser desburocratizado

Para o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), seção Curitiba, José Pedro Paes Antunes dos Santos, o pacote habitacional que o governo está prestes a lançar só trará efeitos positivos se vier acompanhado de uma desburocratização no setor. Segundo ele, a obtenção de financiamento habitacional ainda é difícil no Brasil. “Em média, um crédito habitacional leva três meses para ser obtido. Há uma série de exigências a serem cumpridas e uma vasta documentação é pedida. Isso precisa mudar”, diz.

Paes Antunes faz uma comparação com um financiamento para um automóvel. “Há carros que custam mais caro que uma casa, mas, no entanto, o consumidor chega na loja hoje e amanhã recebe as chaves do veículo. É preciso imprimir essa velocidade ao setor das moradias”. Para isso, ele avalia ser necessária uma revisão da política habitacional.

Ainda de acordo com o representante da ABMH, o crédito habitacional embute nos contratos algumas armadilhas, principalmente para a classe média. Por isso, ele defende que, em certos casos, o financiamento deve ser pelo menor prazo possível. “Amortizar parte do valor do imóvel com uma boa entrada é fundamental. Além disso, não comprometer mais do que 30% da renda é essencial”, ensina.

Outra preocupação da ABMH foi trazida à tona em recente carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, intitulado “Problemas dos Mutuários da Habitação”, a associação revela que o Sistema Financeiro Habitacional (SFH) tornou-se uma verdadeira colcha de retalhos. “Existem mais de 300 tipos de contratos de financiamento habitacionais no país, e muitas vezes os mutuários nem sabem o que assinam”, revela. Isso, segundo a entidade, gera inadimplência alta, os famosos “contratos de gaveta” e faz tramitar atualmente na Justiça mais de 450.000 ações de mutuários contra o SFH.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.


Brita lamelar x Qualidade do concreto

Brita lamelar prejudica a trabalhabilidade do concreto e provoca maior segregação durante o transporte e lançamento

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes - Assessor Técnico Comercial Itambé

Brita lamelar x Qualidade do concreto
Brita lamelar x Qualidade do concreto

A lamelaridade é um parâmetro de forma do agregado onde a espessura é pequena em relação às outras dimensões. Em outras palavras, diz-se que agregados lamelares são aqueles achatados ou que possuem formatos de lâminas.

Este parâmetro ou índice está entre as diversas características importantes que precisam ser avaliadas para qualificar os agregados, e depende da origem da rocha e também do processo de britagem.
Com relação à origem das rochas, basicamente são classificadas de ígneas ou magmáticas (granito e basalto), sedimentares (arenito ou calcário) e rochas metamórficas (quartzito ou mármore). Rochas de estrutura maciça, como granitos, normalmente produzem britas de formas cúbicas, no entanto, no sul do Brasil encontramos bastante basalto, que apesar de serem magmáticas, comumente fornecem britas de formato lamelar devido ao intenso diaclasamento dessas rochas e também devido ao processo de britagem. Já as rochas de estrutura xistosa, como é típico das sedimentares e alguns tipos de metamórficas formadas a partir destas, com freqüência produzem fragmentos de formas alongadas e ou lamelares.

Porque a partícula lamelar é indesejada?

De acordo com a norma ABNT NBR 7211:2005 Agregados para Concreto – Especificação, o índice de forma dos grãos dos agregados não deve ser superior a 3, quando determinado de acordo com a NBR 7809 - 2006, norma Agregado graúdo – Determinação do Índice de Forma pelo Método do Paquímetro – Método de ensaio. Alguns pesquisadores consideram que é indesejável a presença de mais 15% de partículas lamelares ou alongadas em concretos.

Este fato tem uma explicação. Britas com partículas lamelares no concreto acumulam mais bolhas de ar e água de exudação sob elas, o que prejudica a durabilidade e reduz a resistência do concreto. Caso o agregado lamelar possua teor alto de material pulverulento, em função de sua maior área superficial, maior será o efeito de não aderência entre pasta de cimento e agregado.

Considerações sobre o custo

Os agregados (brita e areia) ocupam cerca de 70% a 75% do volume do concreto, no entanto o custo destes é menor do que o custo do cimento. É importante citar que uma brita lamelar prejudica a trabalhabilidade do concreto e provoca maior segregação durante o transporte e lançamento. Nota-se que em lançamentos bombeados, a brita lamelar força bastante à bomba, e para solucionar o problema geralmente aumenta-se o teor de argamassa, o que implica em maior consumo de cimento e consequentemente aumento significativo do custo de produção.

Não obstante, os problemas técnicos resultantes da confecção do concreto com britas lamelares, como já falamos, podem reduzir a durabilidade de uma estrutura e sugerem um maior número de demolições ou recuperações estruturais, que por sua vez impactam no custo social e ambiental.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.