Concrete Show, realizada em São Paulo, superou todas as expectativas

Feira, que fechou com R$ 500 milhões em negócios, mostra que construção civil é a locomotiva do país

Wagner Lopes, da ABESC; Renato Giusti, da ABCP, e Cláudia Godoy, da  Sienna Interlink, abriram a Concret Show
Wagner Lopes da ABESC; Cláudia Godoy da Sienna Interlink e Renato Giusti da ABCP, abriram a Concrete Show

A 3.ª edição da Concrete Show South America, que como o próprio nome diz é a maior feira da cadeia de concreto da América Latina, superou todas as expectativas. Os organismos envolvidos na realização do evento, que aconteceu na última semana de agosto, saíram convictos de que a indústria da construção civil será a grande alavanca para mover a economia brasileira nos próximos 10 anos, pelo menos. “Temos muito trabalho pela frente: PAC, Copa 2014, moradias, estradas e saneamento. O crescimento do país passa pela construção civil”, disse Renato Giusti, presidente da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).

Na avaliação do dirigente da ABCP, a Concrete Show mostrou com competência a força do setor. Os números comprovam isso. As mais de 300 empresas participantes da feira geraram aproximadamente R$ 500 milhões em negócios. O evento ficou 58% maior que a edição anterior e atraiu 18 mil profissionais do setor. “A resposta dada pela Concrete Show, sobretudo aos organismos de governo presentes na feira, foi absurdamente positiva. Tivemos ainda 16 expositores internacionais, o que ativou parcerias além fronteiras. Enfim, foi uma amostra de que a cadeia do setor confia no Brasil”, afirmou Wagner Lopes, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Concretagem (ABESC).

Além de gerar negócios e das projeções otimistas, a 3.ª Concrete Show foi responsável por apresentar as principais novidades e inovações tecnológicas do universo do concreto, que foram desde lançamento de produtos, sistemas construtivos, máquinas e equipamentos, até serviços da cadeia do concreto. “Entre os destaques deste ano tivemos os sistemas construtivos para a habitação social. Muitos dos nossos expositores são da área de sistemas industrializados, máquinas e equipamentos e enxergaram na Concrete Show uma ferramenta para alavancar seus negócios ainda mais agora com o anúncio do governo”, revelou Claudia Godoy, diretora da feira.

O interesse por habitações sociais está relacionado ao plano “Minha Casa Minha Vida”, e que prevê investimentos de R$ 34 bilhões para a execução de 1 milhão de moradias, sendo 400 mil destinadas às famílias com renda de até três salários mínimos e o restante para as famílias com renda de até 10 salários mínimos. Por isso, só no segmento fôrmas para paredes de concreto, 15 empresas expuseram seus produtos. “O evento apresentou as principais inovações tecnológicas em produtos e serviços do universo do concreto”, contou Cláudia Godoy. Entre eles, robô destruidor operado por controle remoto, verniz antipichação, argamassa antimofo, produto capaz de tingir piso cimentício, desmoldante ecologicamente correto e máquinas de corte e dobra de aço.

Concrete Congress

O crescimento da Concrete Show repercutiu também no evento paralelo à feira, o 3.º Concrete Congress. Em relação a 2008, os seminários, palestras, fóruns e workshops cresceram 30%. “Os auditórios ficaram pequenos. Em um dos seminários, sobre parede de concreto em habitações populares, o espaço podia abrigar 300 pessoas e tivemos de abrir as portas para quem estava de fora, mas interessado no tema, pudesse acompanhar”, relatou Wagner Lopes, da ABESC. O Concrete Congress teve 12 seminários e 110 palestrantes.

Para Jorge Aoki, gerente de Assessoria Técnica da Cimento Itambé, o evento serviu para uma profunda troca de informações. “A Concrete Show reuniu a cadeia dos principais participantes do universo do concreto e mostrou as tendências mundiais para o setor. Produtos e serviços foram expostos para um público muito específico e, por isso, permitiu um grande intercâmbio. Além disso, a realização de diversos seminários sobre o tema do evento preencheu o grande volume de informações técnicas passadas aos participantes nos três dias da feira”, avaliou.

Entre os que participaram da grade de conteúdo estava o engenheiro Cesar Zanchi Daher, diretor da Daher Tecnologia em Engenharia, de Curitiba. Segundo ele, a Concrete Show, hoje, “está melhor do que eventos internacionais”.

“Encontramos na feira, e nas palestras, colegas de trabalho de diversas localidades do país. É um evento de grande representatividade para o segmento do concreto. E quanto mais novidades a feira reunir, mais o setor da construção civil a prestigiará”, reforçou o engenheiro Roberto José Falcão Bauer.

Conselheiro da Anapre (Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho) e do Sinduscon-SP, Bauer fez o seguinte diagnóstico: “A cada ano aumenta o envolvimento dos profissionais e das associações com os eventos realizados em paralelo à feira. As salas estão sempre lotadas e o conteúdo é qualificado. Acredito que sejam necessários espaços maiores para atender ao público no próximo ano”.

Equipamentos e novas tecnologias foram lançados no evento, o que gerou um volume grande negócios
Equipamentos e novas tecnologias foram lançados no evento, o que gerou um volume grande negócios

Realizada em uma área de 28 mil m², no Transamérica Expo Center, em São Paulo, a Concrete Show pode mudar de espaço em 2010. Para a 4.ª edição, os promotores do evento pensam em um lugar mais amplo. “Se continuar neste ritmo de crescimento, a mudança será inevitável”, afirmou Wagner Lopes, da ABESC. “Como é uma plataforma para lançamentos de produtos, reforço de marca, join-ventures, vendas e networking, a Concrete Show tornou-se um evento de negócios que cresceu 135% em relação ao ano passsado. Por isso, pensar em uma área maior para o evento é natural daqui por diante”, afirmou Cláudia Godoy.

Texto complementar

Dados nacionais da construção civil

Segundo o levantamento realizado até maio deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria das regiões do país registrou aceleração no Índice Nacional da Construção Civil, com exceção do Nordeste, onde recuou de 0,64% em abril para 0,26% em maio. A maior taxa mensal foi verificada no Sudeste (2,16%), enquanto a menor foi observada no Norte (0,61%). Os números são calculados pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica Federal, a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.

O setor da construção civil foi um dos que mais contribuíram para o saldo positivo de 106,2 mil novas vagas com carteira assinada criadas no mercado de trabalho. O número foi registrado em abril pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O estudo foi divulgado em 18 de agosto pelo ministro Carlos Lupi. A construção civil gerou 13.338 postos e apresentou o quarto mês consecutivo de crescimento. É o segundo melhor desempenho registrado pelo setor em 2009, superado apenas pelo desempenho de março, quando 16.123 postos foram criados.

Em 2008, as empresas do segmento bateram recorde de produção de concreto - 30 milhões de m³ -, 25% maior que o ano anterior. Com a perspectiva de que o programa Minha Casa, Minha Vida possa andar a pelo vapor neste segundo semestre, a previsão do setor é que o volume de produção de concreto se aproxime do recorde do ano passado.

Entrevistados:

Claudia Godoy, diretora da Sienna Interlink, promotora da Concrete Show: armando@novasoma.com.br (assessoria de imprensa da Concret Show)

Renato Giusti, presidente da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland): dcc@abcp.org.br

Wagner Lopes, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Concretagem (ABESC): wlopes@abesc.org.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Relação interpessoal não existe sem trabalho em equipe

Um bom clima organizacional, que incentiva o relacionamento saudável entre os colaboradores, torna competição e concorrência benéficas à empresa

Cristina Bresser
Cristina Bresser

Não basta ser competente, é preciso saber se relacionar no trabalho e fora dele. O que parece ser uma tarefa fácil, tem-se tornado um desafio cada vez maior para os profissionais. A concorrência, as comunicações virtuais e as mudanças comportamentais criaram obstáculos para a chamada relação interpessoal. A pergunta é: como superá-los para atingir equilíbrio nos relacionamentos? Essa e outras respostas são apontadas pela coach e consultora em recursos humanos, Cristina Bresser. Confira a entrevista:

A relação interpessoal abrange tanto a vida pessoal quanto a profissional de uma pessoa. No entanto, é na profissional que se sente mais dificuldades para colocá-la em prática. Por que isso ocorre?
Na vida pessoal, temos meses, anos para construir relacionamentos. Quando um profissional é contratado por uma empresa, espera-se que ele desenvolva relacionamentos pessoais que envolvam troca de informações, de conhecimento e adquira a confiança dos seus colegas quase que imediatamente, pois não há tempo a perder. Então, o profissional se vê obrigado a vencer barreiras culturais, que são frequentes e até naturais num ambiente de trabalho em relação a um novato, num curto espaço de tempo.

Quando se fala em relação interpessoal não se está falando em relação intrapessoal. Qual a diferença entre elas?
Comunicação intrapessoal é a comunicação que uma pessoa tem consigo mesma - corresponde ao diálogo interior onde debatemos as nossas dúvidas, perplexidades, dilemas, orientações e escolhas. Está, de certa forma, relacionada com a reflexão. Este é um tipo de comunicação em que o emissor e o receptor são a mesma pessoa, e pode ou não existir um meio por onde a mensagem é transmitida. Um exemplo do primeiro tipo é a criação de diários. Já a comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações entre duas ou mais pessoas. Cada pessoa, que passamos a considerar como interlocutor, troca informações baseadas em seu repertório cultural, sua formação educacional, vivências, emoções, toda a bagagem que traz consigo.

Concorrência e competição passaram a ser palavras citadas como empecilhos para a relação interpessoal no trabalho. Será que elas têm tanta culpa assim?
É mais fácil culpar terceiros ou culpar situações que estão fora da esfera de influência da empresa, do que fazer uma análise critica do próprio desempenho e do clima da empresa em que se trabalha. As relações interpessoais dependem, sobretudo, de pessoas. Se existe um bom relacionamento interpessoal dentro de uma empresa, é porque as pessoas que nela trabalham se sentem confortáveis e possuem um bom clima organizacional, que incentiva o relacionamento saudável entre os colaboradores dentro e fora da empresa. Já atuei em empresas que os happy hours e almoços em grupos - de até 30 colaboradores, às vezes - eram organizados quase que semanalmente pelos próprios funcionários, de maneira espontânea, ou seja, sem planejamento ou intervenção do RH, chefia, etc. Então, competição e concorrência são fatores de crescimento e desenvolvimento para profissionais bem resolvidos, que atuam em equipe e sabem que a empresa só cresce se houver crescimento de todos que nela atuam, como equipe. E ambas são benéficas, pois desafiam profissionais e empresas a buscar o seu melhor desempenho, a excelência nas suas áreas de atuação.

Com relação às comunicações virtuais (Msn, Orkut, etc), no que elas mudaram as relações interpessoais?
Como ferramentas tecnológicas, elas podem ser benéficas ou não, dependendo do uso que se faz delas. Se o profissional usá-las para aumentar e alimentar o seu networking, e para aumentar o poder de comunicação e visibilidade da sua empresa, elas são ferramentas praticamente gratuitas de crescimento. Se usar durante seu horário de trabalho para trocar fofocas e amenidades com os amigos, ele está enganando a empresa, usando recursos que não lhe pertencem no horário que a empresa lhe paga para trabalhar.

Houve empresas que mudaram a relação com os empregados, permitindo que eles trabalhassem em casa, e depois, a pedido dos próprios empregados, voltaram ao sistema tradicional? O que pode ter dado errado nesta mudança?
Neste caso, falta maturidade profissional do empregado e um sistema de aferição de carga horária e produtividade à distância, muito simples de se instalar na casa do colaborador. Em São Paulo, em razão do trânsito caótico, existem várias empresas aéreas e de telefonia que mantêm seus funcionários trabalhando em casa (com telemarketing, atendimento online de clientes, etc.) que funcionam muito bem, graças a um dispositivo acoplado ao PC do colaborador, onde através da sua digital ele registra o horário de início e término de trabalho. Mas para que funcione, o colaborador não pode ter filhos pequenos em casa nem animais de estimação ou qualquer outro motivo que distraia sua atenção. Ou seja, ele tem que ficar durante aquele período, centrado nas suas atividades profissionais. É uma alternativa bastante viável em face aos engarrafamentos diários de até 4 horas que enfrentam todos os dias na capital paulista.

No que o ambiente de trabalho reflete nas relações interpessoais?
Se considerar que um adulto passa em média 8 horas dormindo e entre 8 e 10 horas trabalhando, o ambiente de trabalho reflete na grande maioria das relações interpessoais de um profissional. Se vai refletir de maneira positiva ou negativa, vai depender de como esta pessoa se relaciona no trabalho.

Um bom relacionamento interpessoal no trabalho reflete na qualidade de vida do profissional, ou seja, ele tem mais chances de se relacionar bem na vida pessoal?
Sem dúvida que sim. Não conheço uma pessoa que tenha um mau relacionamento no trabalho e chegue em casa contente, tratando a esposa e os filhos de maneira afetuosa. Isso seria um antagonismo.

Muitas vezes, porém, o inverso não ocorre: o profissional tem bons relacionamentos interpessoais na vida privada, mas não consegue isso no profissional. Por que isso não acontece?
Na maioria das vezes, isso acontece porque ele aceitou um emprego numa empresa que tem uma cultura completamente diversa da sua. Ou seja, ele é uma pessoa mais aberta, menos formal, e na empresa todos primam pelo formalismo. Ou vice-versa. O importante, é que a cultura do profissional e da empresa sejam alinhadas.
Há casos em que o relacionamento interpessoal no trabalho entra na vida privada do profissional, ou seja, ele (ou ela) passa a se relacionar afetivamente com um colega de trabalho. No que isso ajuda ou atrapalha?
Vai ajudar ou atrapalhar dependendo da maturidade e da postura profissional do casal. Atualmente, pelo fato de passarmos a maior parte do nosso tempo (enquanto estamos acordados) dentro do trabalho, é natural que aconteçam relacionamentos afetivos. Se o casal souber se portar de maneira adequada, sem ferir as normas de ética e conduta da empresa, não vai atrapalhar em nada o desempenho dos dois. Pelo contrário, pode servir de incentivo, uma vez que ambos terão mais assuntos em comum para discutir e poderão se apoiar mutuamente no trabalho. O problema maior é quando o casal se separa. Aí, então, ambos têm que ter muito discernimento, postura profissional e discrição para não lavar roupa suja na frente dos colegas de trabalho.

No caso de comandantes e comandados, qual a relação interpessoal ideal?
A relação ideal é a mesma em todos os sentidos, quer seja entre subordinados e superiores ou entre pares: respeito, cordialidade, admiração pela capacidade e reconhecimento do talento do outro, ética, empatia e um forte sentimento de equipe. Os melhores resultados só são alcançados quando todos numa empresa trabalham como um time, focado nos resultados, buscando um objetivo comum e o crescimento profissional de todos os membros do grupo.

Quem é a entrevistada
Cristina Bresser é formada em Comunicação Visual pela UFPR. Tem Certificate of Proficiency in English pela Cambridge University; Certificação Internacional de Coaching pelo Integrated Coaching Institute; Cursos de Mediação para atuar como Facilitadora na Resolução de Conflitos; Técnicas de Negociação e Comunicação, Atendimento ao Cliente.

É também coach e consultora em recursos humanos, atua em processos de Coaching, Outplacement, Seleção de Executivos e Treinamento, e durante 20 anos tem atuado em contratação e treinamento de executivos e profissionais da área educativa e do comércio varejista. Possui artigos sobre assuntos ligados a recursos humanos publicados em jornais e revistas, tais como: Folha de Londrina, Jornal do Estado, Jornal Indústria e Comércio, O Estado do Paraná, Gazeta do Povo, Revista Vencer, Revista Amanhã e site Bom Líder.

Email: crisbresser@hotmail.com
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Recrutadores preferem profissionais com tempo nas empresas

Na hora da admissão, quem contrata encara a estabilidade nos empregos anteriores como maturidade profissional

Embora recentemente as gerações mais jovens de profissionais mudem de emprego com maior freqüência - a chamada geração Y -, uma característica não tem sofrido mudança no mercado de trabalho nos últimos anos: os recrutadores continuam observando se o profissional é muito instável nas experiências anteriores ou não. De acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online, 89,3% dos presidentes e diretores de empresas têm alguma restrição a profissionais que passam por períodos curtos dentro de cada empresa.

Gerentes e supervisores também não veem com bons olhos a curta permanência nas experiências profissionais anteriores. De acordo com a pesquisa, 84% deles possuem restrições. “Estes dados refletem o pensamento do empregador, que valoriza profissionais que permanecem muito tempo nas empresas. Assim, há como investir neste capital humano, para que ele cresça juntamente com a organização”, atribui Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

A pesquisa também apurou que a estabilidade empregatícia considerada desejável é de três anos e meio. Esse índice vem se mantendo constante em pesquisas realizadas anteriormente. Profissionais mais maduros e de níveis hierárquicos mais elevados tendem a considerar um tempo ligeiramente maior, próximo a quatro anos.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros” foi realizada entre os meses de março e abril deste ano. A análise contou com a opinião de 16.207 participantes, que responderam a um formulário online com 299 perguntas, questionando sobre estas três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que trabalham em empresas privadas e que possuem mais de 18 anos de idade. Esta pesquisa é realizada pela Catho Online desde 1988.

Fonte: assessoria de imprensa da Catho Online

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Venda de material de construção sobe 7,6% em julho

"Minha Casa, Minha Vida" deve favorecer ainda mais o setor até o final do ano

As vendas internas de materiais de construção mostraram alta de 7,6% em julho na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 12,2% ante julho de 2008, antecipou nesta terça-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox.

Fox afirmou que a alta verificada nas vendas em julho na comparação mês a mês foi a maior do ano. "Os números estão mostrando uma mudança de comportamento", afirmou.

O boletim oficial da Abramat com o desempenho do setor em julho deverá ser divulgado na quarta-feira.
No acumulado dos sete meses de 2009, o setor ainda mostra retração de 15,45% no faturamento total deflacionado frente ao registrado no mesmo intervalo de 2008. Até o final do ano, entretanto, a indústria de materiais de construção acredita que conseguirá zerar essa perda.

- Ainda trabalhamos com a expectativa de estabilidade nas vendas em relação a 2008, o que representará um resultado muito bom considerando-se o desempenho da primeira metade do ano - disse Fox.
Para o presidente da Abramat, as vendas de materiais de construção de agosto a dezembro serão beneficiadas pelo início de obras no âmbito do programa do governo "Minha Casa, Minha Vida" e pela redução dos imóveis em estoque, o que estimulará a construção de novos empreendimentos.

- Além disso, a comparação dos três últimos meses do ano será favorecida, uma vez que o último trimestre de 2008 foi muito fraco - acrescentou.

Em julho, conforme a Abramat, a taxa de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 83 por cento, aproximando-se dos níveis pré-crise - em setembro de 2008, esse índice foi de 88%.

Outro indicador que sinaliza para uma virada no ânimo da indústria de construção civil é o de intenção de investimentos nos próximos 12 meses. Em pesquisa realizada neste mês, 43% das empresas do setor indicaram essa pretensão, ante 33% em maio.

Fonte: JB Online - 18/08/2009

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Arquitetos defendem casas inseridas no contexto das cidades

Arquitetos e urbanistas enviaram um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do Programa Minha Casa, Minha Vida

Arquitetos e urbanistas enviaram, no final de maio, um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do programa Minha Casa, Minha Vida.

Assinado pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur) e pelo Instituto Nacional dos Arquitetos, o documento defende que os projetos residenciais do programa habitacional levem em conta o contexto das cidades e que sejam evitados os erros que o extinto Banco Nacional de Habitação (BNH) cometeu entre os anos 50 e 70, quando foram construídos “grandes depósitos de pessoas”.

Mudanças propostas

Professor Elson Manoel Pereira
Professor Elson Manoel Pereira

As mudanças propostas, além de questionar o pé-direito das casas, de 2,2 metros, e a área mínima de 35 metros quadrados, o manifesto, assinado por cinco mil arquitetos e urbanistas, também fez observações quanto à largura das calçadas para as residências, calculadas em 50 centímetros, o que impediria a mobilidade de cadeirantes. Mas o que mais preocupou o setor foi a questão da inserção urbana dos futuros conjuntos habitacionais. “É preciso todo cuidado para que essas unidades habitacionais não se transformem em guetos e acabem estigmatizadas como áreas pobres, sem proximidade de inserção com o resto da cidade”, avalia Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anpur, organismo ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Anpur avalia ainda que a aquisição dos terrenos para a construção das casas é o grande dilema do programa habitacional. Na concepção dos urbanistas, será necessário que o governo consiga baratear o acesso à terra urbanizada. “Há muitos terrenos de estatais ociosos que podem ser usados. Só que se está fazendo um cálculo economicista, de se buscar terrenos baratos e distantes dos centros urbanos. Defendemos, além de uma unidade confortavelmente construída, uma unidade habitacional confortavelmente inserida”, ressalta Elson Manoel Pereira, completando: “O BNH cometeu entre os anos 50 e 70 o erro de construir grandes depósitos de pessoas nas periferias, sem inserção destas pessoas nas cidades. É isso que precisa ser evitado agora.”

O manifesto encaminhado ao governo também alertou para a padronização do projeto. Para FNA, Anpur e Instituto Nacional dos Arquitetos, as plantas, os sistemas construtivos e os materiais empregados nas obras devem levar em conta as questões regionais. “Um país que tem uma Amazônia quente, úmida e com muita chuva, que tem uma realidade nordestina de clima semi-árido e outra realidade do sul do país, necessita de variáveis construtivas. Não haver uma única solução. Seria a mesma coisa que construir a mesma casa na Espanha e na Suécia. Deve-se pensar em casas com desempenho térmico e longevidade da construção”, diz trecho do manifesto encaminhado à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades.

Segunda via

FNA, Anjur e Instituto Nacional de Arquitetos sugerem que há outras opções para que o Brasil reduza o déficit habitacional de 7 milhões de casas, do que simplesmente sair construindo casas. “O acesso à casa, o acesso à moradia, não precisa ser necessariamente o acesso à casa própria. O Brasil pode adotar, por exemplo, medidas que já acontecem em outros países, como o aluguel subsidiado. Isso ajudaria a superar a difícil equação de fornecer a uma família que ganha menos de três salários mínimos um imóvel de 40 mil reais. Então, a solução habitacional poderia agregar o aluguel subsidiado para famílias de baixa renda e tirar do Programa Minha Casa, Minha Vida o peso da solução economicista e torná-lo, de fato, um programa que resolva o problema habitacional brasileiro”, diz Elson Manoel Pereira, apontando para uma segunda via apoiada por arquitetos e urbanistas.
Entrevistado: Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anjur: elsonp@cce.ufsc.br ou
Site da Anjur: www.anpur.org.br

Texto complementar

Curitiba busca modelo habitacional em São Paulo

Representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba estiveram em São Paulo, no final de maio, para conhecer a atuação do governo paulista na resolução de problemas habitacionais, especialmente ações relacionadas à urbanização de favelas e à regularização fundiária. Cerca de vinte profissionais, lideranças comunitárias e presidentes de associações curitibanas assistiram a uma apresentação sobre o panorama da política habitacional do Estado e visitaram o Projeto Pantanal, maior intervenção em favelas realizada pela CDHU.

O diretor presidente da Cohab de Curitiba, Mounir Chaowiche, elogiou o Projeto Pantanal, desenvolvido pela CDHU em uma área de cerca de 908 mil m2 na zona Leste da Capital, onde estão localizados as ocupações de União de Vila Nova, Vila Nair e o empreendimento Vila Jacuí. Mais de 8 mil famílias estão sendo beneficiadas com novas moradias, obras de urbanização e ações sociais. "Curitiba tem muitas ocupações irregulares, são cerca de 25 mil famílias que necessitam de atendimento habitacional. Pretendemos levar a experiência do que aprendemos em São Paulo e trabalhar com as comunidades em nosso município", disse Mounir.

O programa São Paulo de Cara Nova, que está revitalizando casas nas ruas já urbanizadas de União de Vila Nova, chamou a atenção dos visitantes. Trata-se de uma ação pioneira do governo paulista que pretende valorizar a paisagem urbana da periferia de São Paulo. O projeto-piloto está recuperando inicialmente a fachada de 300 casas com pintura, reboque e chapisco das paredes externas, conforme projeto cromático assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, a partir de cores escolhidas pelos próprios moradores.

O trabalho de pintura é realizado por jovens desempregados da comunidade que passam por cursos de capacitação e recebem bolsa no período de execução dos serviços. O programa São Paulo de Cara Nova será estendido para as demais casas de União de Vila Nova e para outras áreas que são alvos de projetos de urbanização da companhia. "A revitalização do bairro aumenta a auto-estima e restaura a qualidade de vida das famílias. Seria muito interessante tentar promover o Curitiba de Cara Nova", disse Mounir Chaowiche.

Outro ponto que chamou a atenção da delegação paranaense foi o Programa Cidade Legal. Por meio dele, a Secretaria de Estado da Habitação fornece apoio técnico às prefeituras na regularização e na averbação de parcelamentos de solo e núcleos habitacionais para fins residenciais, públicos ou privados. Uma equipe especializada indica o melhor caminho e os trâmites necessários para agilizar e desburocratizar o processo de legalização e de registro de imóveis.

O secretário municipal de Urbanismo de Curitiba, Luiz Fernando de Souza Jamur, disse que a questão da regularização fundiária é tratada de forma diferenciada pelo governo paulista e que os procedimentos utilizados deverão ser aproveitados na cidade. "A agilidade do processo de regularização que o 'Cidade Legal' proporciona é o ponto alto do programa. Pretendemos regularizar até o fim de 2010, mais de 110 núcleos com aproximadamente de 20,4 mil imóveis, sendo que os processos estabelecidos pelo programa vão nos ajudar a alcançar essa meta", explicou Jamur.

Fonte: SH/CDHU - Comunicação Social

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Softwares transformam a engenharia estrutural

Presidente da ABECE analisa dilema no setor, aponta soluções, mas alerta: a presença da informática na concepção de projetos é um caminho sem volta

Marcos Monteiro, presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural
Marcos Monteiro, presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural

A régua de cálculo desapareceu e deu lugar às calculadoras. Agora, são os notebooks e os softwares que conduzem a engenharia estrutural. Mas qual o efeito futuro que esse avanço tecnológico trará à construção civil? Engenheiros mais antigos avaliam que os facilitadores de cálculo estão acomodando os profissionais e impedindo-os de questionar os resultados obtidos, tornando a engenharia virtual mais importante que a real. Até que ponto eles têm razão e para onde esse conflito de ideias irá levar a engenharia estrutural? Quem ajuda a encontrar essas respostas é o presidente da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), Marcos Monteiro. Confira a entrevista:
O que mudou na engenharia estrutural com o surgimento dos softwares?
É importante salientar que, apesar de todas as críticas, a introdução de softwares na engenharia estrutural é um caminho sem volta e tem vários aspectos positivos, como a possibilidade de análise de alternativas na busca da melhor estrutura, o refinamento dos modelos estruturais, a racionalização das atividades de projeto e a facilitação da troca de informações entre seus participantes. A meu ver, o erro conceitual é achar que o projeto informatizado é um projeto rápido. A imagem do apertar o botão e o projeto sair pronto é uma lenda urbana que vai demorar muito tempo para se tornar realidade.

Uma alegação é que os facilitadores de cálculo estão acomodando os profissionais e impedindo-os de questionar os resultados obtidos, tornando a engenharia virtual mais importante que a real. Até que ponto quem faz essa crítica tem razão?
Esse é o grande problema na utilização dos softwares: acreditar que as respostas sempre estão corretas. Qualquer produtor consciente de softwares e, em especial, de softwares de engenharia estrutural, afirma que seus produtos não são imunes a erros e que a responsabilidade final pela consistência dos resultados é do usuário. Além disso, a qualidade das respostas está intimamente ligada à qualidade dos dados fornecidos, da modelagem. Dados ruins darão respostas ruins. E só uma análise criteriosa das respostas do software poderá detectar problemas. Daí, não se trata da resposta virtual ser mais importante. É mais cômodo e mais rápido - e os riscos muito maiores - se aceitar a resposta do software sem questionamentos.

Uma outra tese é que os softwares têm muito marketing agregado, mas na hora de serem usados acabam necessitando de ajuda humana para não errarem?
Um projeto estrutural é composto por três fases principais: concepção, projeto pré-executivo e projeto executivo. É de conhecimento geral que a principal função dos softwares é realizar tarefas repetitivas. Assim também ocorre com os softwares de engenharia, pois rotinas de dimensionamento, com aplicação de fórmulas, foram automatizadas. Além disso, a edição de desenhos (formas e armações) e as rotinas de envio de informações foram muito simplificadas. Por outro lado, a parte conceitual de definição do lançamento estrutural, a análise de interferências, a escolha das melhores alternativas de estrutura, que são os pontos importantes na formação do custo da estrutura, são de total responsabilidade do engenheiro e nenhum software comercial, a curto prazo, fará isso.

Até que ponto quem critica os softwares tem razão e para onde esse conflito de idéias irá levar a engenharia estrutural?
Creio que ninguém, conscientemente, critica os softwares, mas sim sua má utilização. Os softwares estão cada vez mais amigáveis, permitindo com que pessoas que nunca atuaram na área de projetos estruturais se sintam capazes de fazer projetos a partir da aquisição de um software. Infelizmente, por não se tratar de um produto de prateleira, as deficiências do projeto só serão notadas pelo cliente durante a execução da obra, ou ainda, posteriormente, ao surgirem patologias na estrutura. É preciso que os contratantes se conscientizem que não se contrata projetos como se compra outro material qualquer. Há de se obter referências do profissional: projetos já realizados, qualidade de atendimento, histórico profissional, a fim de se minimizar os riscos da contratação de um profissional inexperiente.

Uma questão parece absoluta: por mais que surjam críticas, não há como fugir da tecnologia. Qual o efeito futuro que esse avanço tecnológico trará para a engenharia estrutural?
A cada ano os softwares incorporam novas funcionalidades, permitindo que os modelos estruturais se aproximem do funcionamento real das estruturas e otimizando sua execução. Se por um lado esses modelos mais ajustados permitem melhores resultados, por outro, quando mal utilizados, podem conduzir a sérios riscos. Um grande avanço que irá impactar fortemente as construções será o BIM (Building Information Modeling). A elaboração de projetos com informações agregadas irá permitir um melhor gerenciamento da obra desde a fase dos projetos, passando pelo planejamento, orçamento, execução e pós-entrega. É um longo caminho a ser percorrido, que passa por estabelecimento de padrões em todo o setor, mas que mudará a forma de se construir.

A questão que certos engenheiros alegam é que os softwares tiram a sensibilidade de aferir se um projeto contém erros ou não. Seria esse o X da questão?
Creio que não. O mais importante é fazer uso adequado do que as novas ferramentas nos oferecem. Quem não fica surpreso com a facilidade com que uma criança de três ou quatro anos utiliza softwares educacionais? Alguém tem dúvida quanto aos benefícios, se essas ferramentas forem adequadamente utilizadas? Há um grande número de novos engenheiros que utilizam os softwares de forma adequada, testando modelos, verificando as respostas, introduzindo modificações e analisando seus efeitos, adquirindo a sensibilidade que antes era obtida de forma mais convencional, no dia-a-dia dos projetos. Temos que reaprender a aprender. Temos que reaprender a projetar. E temos que aprender que nenhum software traz a resposta pronta. Quem acredita nisso, terá problemas mais cedo ou mais tarde.

Em termos de custo, os softwares baratearam ou encareceram os projetos?
Fizemos um levantamento na ABECE, consultando diversos escritórios de projeto estrutural com relação aos resultados da informatização. O quadro que encontramos foi o seguinte: uma redução de cerca de 40% do tempo de desenvolvimento dos projetos (comparado a 1982), que também foi, aproximadamente, a redução do valor real do projeto estrutural. Por outro lado, a forma de fazer projeto mudou. O levantamento concluiu que:
1) A informatização mudou o perfil dos profissionais. Se os escritórios antes eram compostos por 20% de engenheiros, hoje cerca de 80% dos profissionais dos escritórios têm essa formação. Várias atividades que antes eram realizadas por profissionais de menor formação, e menor salário, hoje são realizadas por engenheiros.
2) Hoje se consome mais tempo na fase de concepção de projeto, em função da análise de alternativas e reuniões de compatibilização.
3) Além disso, a informatização introduziu novos custos para as empresas, acompanhado pelo aumento de impostos. Com essa nova realidade, apuramos que atualmente os projetos em valores reais custam cerca de 90% do que custavam em 1982. Como o valor hoje praticado é cerca de 60% daquele valor, isso implica em que as empresas de projeto absorveram essa diferença, traduzida na informalização das relações de trabalho, na queda de padrão econômico, no aumento da jornada de trabalho, na fuga de profissionais da área. Portanto, tivemos nos últimos 25 anos uma desarticulação do setor de projetos estruturais, implicando diretamente na qualidade dos serviços prestados.

E como ficam os novos engenheiros, que parecem ter-se tornado dependentes dos softwares?
Como foi dito anteriormente, há de se conscientizar os novos engenheiros sobre a maneira correta de se encarar a função dos softwares. Nas universidades, em geral, a introdução de novas disciplinas implicou na redução de carga horária das disciplinas tradicionais. Assim, não há como fazer com que o estudante se torne um especialista em cada uma das áreas da engenharia civil. Como professor, tenho que escolher os principais pontos a serem abordados, tentando suprir a ansiedade dos estudantes em conhecer os softwares da área de projeto estrutural. Minha opção foi por fortalecer os conceitos de funcionamento das estruturas de concreto, alertando os alunos para os cuidados na utilização dos softwares. Não ensino os alunos a operar nenhum tipo de software, mas levo as ferramentas nas aulas para fazer simulações, apresentar resultados, buscando suprir o desejo dos alunos de conhecer os softwares.

Neste cenário, como ficam os consumidores de obras?
Sem dúvida, hoje é muito mais difícil para um contratante escolher o projetista estrutural. Antes da informatização, um pequeno escritório de projetos tinha, ao menos, cinco pessoas. Ou seja, para ter condições de montar essa estrutura, o engenheiro já tinha uma história dentro da área. Hoje, qualquer pessoa pode ter um software e desenvolver projetos dentro de casa, sem nenhuma experiência anterior. Projeto não pode ser analisado apenas por seus resultados gráficos. Há de se considerar vários aspectos como concepção estrutural adequada, detalhes construtivos, respeito a normas, compatibilização dos projetos, adequação dos detalhamentos e, principalmente, o atendimento. Os contratantes devem especificar critérios mínimos para contratação de projetos como histórico profissional, escopo de projetos, obediência a recomendações e normas de projeto, para não incorrer em riscos na contratação de projetos com valores muito atrativos, mas que poderão trazer riscos e resultados indesejados.

Há em curso algum tipo de acordo com a indústria de softwares para que elas possam, por exemplo, permitir que a sensibilidade do engenheiro não seja ofuscada na elaboração de um projeto?
A ABECE, há cerca de quatro anos, enviou às principais empresas de software de engenharia estrutural que atuam no Brasil um documento intitulado Recomendações para Empresas de Software, com o objetivo de expor as ações que o setor considera como “condutas adequadas e consonantes com os objetivos de valorização profissional dos engenheiros estruturais”. Atualmente, a entidade não tem queixas relevantes quanto à atuação das empresas. Várias delas têm se preocupado em promover capacitações, palestras e cursos alertando os usuários para o adequado uso das ferramentas. Assim, o que sempre irá valer é o bom senso do usuário, que deve utilizar o software como ferramenta de apoio, sabendo que bons projetos são resultados da utilização da boa Engenharia e não do software utilizado.

Entrevistado: Assessoria de imprensa da ABECE: jornalista Rosana Córnea, da Prefixo Comunicação: prefixocom@terra.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Obras industriais revelam um novo Brasil

Setor compete como nunca e constrói cada vez mais rápido, apoiado em mão de obra altamente qualificada, tecnologia e planejamento

Gilberto Kaminski
Gilberto Kaminski - Grupo Thá

O cidadão que se impressiona com a velocidade com que obras industriais, como supermercados e shopping centers, são erguidas atualmente nem desconfia que por trás de um empreendimento desta envergadura há uma verdadeira operação de guerra. Além de envolver, às vezes, mais de 500 pessoas, esse tipo de construção conta com um intrincado planejamento logístico e muita tecnologia para cumprir cronogramas que, em média, duram de quatro a nove meses.

Segundo Gilberto Kaminski, gerente de planejamento e controle do setor de obras industriais do Grupo Thá, este talvez seja o setor da construção civil que mais evoluiu recentemente no Brasil. “As obras industriais no país sofreram uma grande transformação a partir dos anos 90. A chegada de novas montadoras de veículos, além do desembarque de grupos internacionais ligados ao varejo e outras atividades econômicas, obrigou as construtoras a aprimorar o modelo de construção. Hoje, orçamento, planejamento, profissionais especializados e sistemas construtivos fazem toda a diferença”, revela.

As atuais obras industriais têm um plano construtivo calcado em estrutura, cobertura, fechamento externo e piso. Para ganhar agilidade, os pré-moldados, os blocos de concreto, as pinturas texturizadas, a tecnologia de secagem do concreto e os equipamentos tornaram-se essenciais neste tipo de construção. “Os processos artesanais não cabem mais em obras desta envergadura. Um exemplo são os antigos pisos que lembravam um xadrez, que antigamente representavam uma etapa demorada das obras industriais. Hoje eles entraram para a história, pois os pisos atualmente dispõem de um plano de concretagem e de nivelamento muito rápidos”, lembra Gilberto Kaminski.

O segredo para que obras industriais cumpram o cronograma passa também pelos fornecedores. No caso do Grupo Thá, eles são vistos como estratégicos. “São parceiros que levamos juntos pelo Brasil afora. Eles desenvolveram know-how para atender as demandas deste tipo de obra. Então, quando falamos que vamos construir mil metros quadrados, eles já sabem o quanto é necessário de cimento, blocos de concreto, material hidráulico, material elétrico e tudo mais que a obra necessita”, afirma Kaminski.

Concorrência e crise
Quando um cliente contrata uma obra industrial, além da qualidade, ele quer saber de preço e prazo. As construtoras que trabalham com este tipo de empreendimento atuam no fio da navalha nestes quesitos. O motivo é a forte concorrência. “A disputa se dá do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. As empresas de São Paulo são nossas principais concorrentes, seguidas das do Rio de Janeiro e de Minas Gerais”, revela o gerente do Grupo Thá.

Quanto ao impacto da crise econômica global sobre o setor de construção, ela causou efeitos colaterais diferentes. No mercado varejista praticamente não houve sintomas. As contratações se mantêm estáveis e aquecidas. Já as indústrias tiveram uma queda vertiginosa, com paralisações de obras que já haviam iniciado e suspensão de projetos futuros. Quanto aos shopping centers, a maioria segurou os planos por seis meses. “A expectativa é que neste segundo semestre de 2009 boa parte destas obras seja retomada”, avalia Kaminski.

Entrevistado: gilberto@tha.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Museu do Louvre

Uma das maravilhas do mundo das artes

Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

Museu do Louvre
Museu do Louvre

O Museu do Louvre (Musée du Louvre), instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique (Eixo histórico).

É onde se encontra a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, enormes coleções de artefatos do Egito antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e numerosas obras-primas dos grandes artistas da Europa como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas.

O Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Foi o museu mais visitado do mundo em 2007, com 8,3 milhões de visitantes.

O edifício
O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.

As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.

Fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Louvre)

Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Tempestade Comunicação


Construindo Melhor

Para que se tenha uma ideia rápida e aproximada da quantidade de aço e forma a ser utilizada em uma construção, vale a dica:

Fundação:
Fôrma = 6,0 m²/ m³ de concreto
Aço = 80,00 kg/m³ de concreto

Super Estrutura:
Fôrma = 12,00 m²/m³ de concreto
Aço = 100,00 kg/m³ de concreto

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação


Concreto bóia?

A canoa de concreto armado mais antiga do mundo, foi construída por Joseph Louis Lambot no Sul da França em 1848

Créditos: Engª Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

Após a exibição da canoa de concreto em 1855 no Exposition Universelle em Paris, esta técnica foi aprimorada pelos europeus para a utilização do concreto em barcos e navios.

Durante a primeira Guerra Mundial, o presidente dos EUA, aprovou a construção de 24 navios. Devido a escassês do aço, projetistas utilizaram a patente de um inventor norueguês que substituía o aço do casco por concreto. Destes 24, somente 12 foram construídos a um custo de aproximadamente US $50 milhões. Quando os navios foram finalizados, a guerra já havia acabado.

Após quase 30 anos de avanços tecnológicos do concreto, na segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram uma frota de 24 navios mais leves e resistentes que seus predecessores. Em média, um navio era construído por mês.

A partir disso a aplicação do material se expandiu como em embarcações com concreto protendido, plataformas marítimas, faróis, portos e casas flutuantes.

Há mais de 2000 anos atrás, Arquimedes explicou este fenômeno da física. “Todo corpo mergulhado num fluído (líquido ou gás), sofre por parte do fluído, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluído deslocado pelo corpo.” Ou seja, para projetar um objeto flutuante, é necessário calcular o volume de água que este objeto irá deslocar (densidade da água é igual a 1000 kg/m3). Se a massa do objeto exceder a massa da água deslocada, o objeto irá afundar.

Um cubo de concreto é mais denso que o mesmo cubo de água (densidade média do concreto comum é igual a 2400 kg/m3) e, de acordo com o princípio de Arquimedes, o concreto irá afundar. Porém, se o concreto possuir o formato de um barco, o volume total do barco será a combinação do seu material com o ar. Logo, a densidade do todo se torna menor que da água, o que resulta na flutuação.

Um exemplo de construção moderna em concreto flutuante, é a plataforma de gás natural Troll A, localizada na costa da Noruega. Nesta obra, a densidade do concreto foi modificada para trazer mais leveza à estrutura. Parte do agregado “normal” foi substituída por agregado leve de altíssima qualidade. A densidade do concreto obtido in loco foi de 2250 kg/m3 e resistência de 75 MPa aos 28 dias de idade. O agregado leve apresenta benefícios como melhor comportamento em ambientes gelados. Esta obra possui o título mundial de maior plataforma de gás em alto-mar.

Plataforma Troll
Plataforma Troll

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação