Evento Tendências no Mercado da Construção avalia setor para 2023

Crédito: Sobratema
Durante o evento Tendências no Mercado da Construção, promovido no dia 1º de dezembro, foi apresentado o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, que mostrou que o setor de máquinas está otimista para 2023. Segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados afirmaram que o segmento deve crescer no próximo ano. As expectativas para a economia brasileira, para as empresas e para a construção são também positivas para 87%, 83% e 74% dos entrevistados, respectivamente.
O Estudo de Mercado também estima que as vendas em 2023 tenham uma elevação da ordem de 4% tanto para o segmento de máquinas da linha amarela como todo o setor de equipamentos para a construção. Entretanto, Mario Miranda, coordenador do Estudo de Mercado e consultor da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), explicou que a indústria está preparada para um crescimento maior. “Nossa estimativa é crível, mas pode ter um viés de alta. Se a demanda for muito maior, é importante lembrar que a reação dos fabricantes demora entre 120 a 140 dias”.
Miranda avaliou ainda que o cenário do próximo ano pode ser desafiador, devido a conjuntura econômica incerta, a desaceleração da economia mundial (PIB Global estimado de 2,7%), a alta dos juros e um espaço menor de investimentos para infraestrutura no orçamento público.
Metaverso
Já pensou como seria acompanhar uma obra com um avatar? Ou que tal ter acesso ao terreno onde a construção será feita a qualquer momento e fazer o projeto em cima dessa realidade virtual? Infelizmente, estas opções ainda não estão disponíveis, mas estas são algumas possibilidades que o metaverso poderá oferecer ao setor de construção civil.
Durante o evento Tendências no Mercado da Construção, Yoshio Kawakami, consultor da Raiz Consultoria e colunista da Revista M&T, falou sobre o tema. Para ele, o metaverso é o futuro da internet, com características diferentes, maior nível de sofisticação tecnológica e respostas imediatas. “A palavra mais importante é a experiência. Ele precisa de bilhões de participantes para que se viabilize”, pontuou.
Em sua palestra, ele explicou que a interação no metaverso será muito maior, com as pessoas podendo perceber a expressão real de cada um, por meio do uso de um avatar que copia gestos, voz e coloração de pele. Também ponderou que esse mundo virtual terá uma continuidade e as pessoas entrarão e sairão desse universo. Para acessá-lo será necessário um dispositivo, que pode ser um óculos, porém mais avançado tecnologicamente, menos incômodo e mais ecológico.
Segundo Kawakami, tem ocorrido alguns lançamentos imobiliários no metaverso. “Mas ainda é um campo distante onde a maioria não está. Por outro lado, eu acredito que o grande interesse da formação do metaverso ou da internet 3.0 não está focado neste tipo de atividade. O grande interesse da formação de metaverso ou da web 3.0 é em serviços e produtos puramente digitais. Essa inter-relação com o mundo real possui desafios que precisam ser resolvidos”, afirma.
Perspectivas para 2023
O que as empresas do setor da construção civil devem esperar para o próximo ano em termos econômicos? Segundo palestra do economista Luís Artur Nogueira no evento, mundialmente há quatro desafios que podem impactar a economia:
- A pandemia: em países como a China, há a política de Covid Zero, que fecha algumas áreas e pode impactar o transporte de insumos para o resto do mundo.
- Guerra Rússia X Ucrânia: na melhor das hipóteses, o conflito vai se prolongar até a primavera do hemisfério norte. Essa guerra gera efeitos inflacionários.
- Bancos Centrais americano e europeu: estas instituições estão subindo os juros para combater a inflação. E quanto mais os juros subirem, maior o risco de recessão e maior o risco do mundo ter um crescimento menor em 2023.
- Bombas na Coreia do Norte: o governo de Kim Jong-un frequentemente realiza testes com mísseis no mar do Japão. Se ele errar os alvos, certamente deverá haver uma guerra no Oriente. E a grande incógnita é o papel da China neste possível conflito.
“O mundo precisou da pandemia para perceber a dependência exagerada de insumos chineses. E precisou de uma guerra para perceber a dependência de gás, petróleo e fertilizantes russos. Uma vez superada a guerra e a pandemia, o mundo vai buscar alternativas para estas commodities”, pontua Nogueira.
Além disso, o economista lembra que um menor crescimento mundial afeta o Brasil, sendo um ano de ajuste e combate à inflação. “Mas a boa notícia é que entre 2024 e 2027, a previsão é que o PIB volte a ter uma média de crescimento de 3,2%”, reiterou Nogueira. Em relação ao Brasil, a expectativa é de uma elevação de 1% do PIB em 2023, menor do que a expectativa de 2022, na ordem de 2,8%, com crescimento médio de 2024 a 2027 de cerca de 2%.
Dentre as expectativas citadas pelo economista para o próximo governo estão: bancos públicos como protagonistas na oferta de crédito; uma possível mudança na política de preços da Petrobras; uma ampliação do comércio exterior, devido ao melhor relacionamento do governo eleito com diversos países; um avanço nas grandes obras da infraestrutura e retomada aos programas de habitação social.
Fontes
Mario Miranda é coordenador do Estudo de Mercado e consultor da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema)
Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e colunista da Revista M&T
Luís Artur Nogueira é economista, jornalista e palestrante
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Fórum Brasil África aborda sustentabilidade e gestão de resíduos

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Lupércio Silva | Fórum Brasil África (Brazil Africa Forum - BAF)
Depois de dois anos sem edição presencial, o Fórum Brasil África (Brazil Africa Forum - BAF) foi realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2022, em São Paulo (SP).
Com o tema “Cidades Sustentáveis: Desafios globais, soluções locais”, o BAF 2022 abordou temas pertinentes para obter uma agenda urbana mais justa, democrática e sustentável.
Segundo o professor João Bosco Monte, fundador e presidente do Instituto Brasil África (IBRAF), na programação de 2022, foram explorados nove eixos com temas-chave: Infraestrutura, Saúde e Saneamento, Mobilidade Urbana, Energias Renováveis, Gestão de Resíduos, Agricultura Urbana, PPPs, Esportes e Indústria Criativa.
Sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento
Um dos temas do evento foi com relação à sustentabilidade. Durante as apresentações, foram mostrados cases de dois locais. O primeiro deles, a cidade de Praia, capital do Cabo Verde, que criou comunidades energéticas para aumentar a penetração da energia renovável localmente e diminuir os custos que a população tem com o consumo. O presidente da Câmara Municipal de Praia, Francisco Carvalho, contou a respeito de uma iniciativa de sua cidade, na qual foram iluminados com energia solar uma escola, um campo poliesportivo, um campo de futebol, uma rua e um espaço comum de conjunto habitacional.
Do lado brasileiro, o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, falou sobre o compromisso da cidade em diminuir drasticamente até 2050 a emissão de carbono. Segundo ele, o prédio central da prefeitura já tem 426 painéis solares. Da mesma forma, o terminal de transporte público está sendo construído com essa solução, assim como a rodoferroviária. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, o sistema funciona no Centro Cívico desde junho de 2019 e já foi responsável por evitar a emissão de mais de 70 toneladas de CO₂ para a atmosfera. “Além disso, o antigo aterro sanitário receberá uma fazenda solar que abastecerá 60% dos prédios públicos de Curitiba”, informou.
Para Guillaume Bonnard, vice-presidente da Global Sales and Services – Thomson France, há um grande desafio em alinhar sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento – mas há grandes benefícios quando estes fatores caminham juntos. "Nós enfrentamos diariamente essa mesma luta para alinhar todos os parâmetros da equação: manter progresso, ter desenvolvimento dos países, não danificar o ambiente e encontrar o financiamento para isso. É uma equação muito difícil de ser resolvida. O desenvolvimento de um país aumenta de 1% a 2% o seu PIB e isso cria valor, com financiamento do que pode ser feito. A pergunta é: quando podemos fazer a ponte com bancos privados? Os banqueiros têm que entrar nos projetos e aí vamos para o setor público novamente, porque qualquer banco privado tem que fazer algo para ter lucro."
Para Braima Luis Cassama, vice-presidente do West African Development Bank (BOAD), é importante ter em mente os elementos que vão motivar essa atratividade de investimentos. “É preciso reforçar a capacidade para os investidores privados, o reforço da capacidade, a identificação do projeto, estudos prévios, e outro elemento é ter instituições de financiamento. É preciso uma supervisão e que investidores privados também tenham percepção dos riscos ambientais e sociais, por exemplo, com a construção de uma ponte sobre uma área habitada", sugere Cassama.
Gestão de resíduos
A gestão de resíduos, que é um desafio mundial, também foi tema do Fórum Brasil África 2022.
Na África, Jean Pierre Elong Mbassi, secretário geral da United Cities and Local Governments of Africa (UCLG Africa), acredita que este problema tem sido postergado. "A gestão de resíduos é o principal problema que enfrentamos, porque a imagem das cidades é refletida na própria cidade. Isso é visto na limpeza ou na sujeira dessa cidade. Infelizmente, no caso da África, apenas 40% dos resíduos são coletados e 60% são deixados. E como eles são geridos? Ou jogados em lugares abertos, queimados ou são colocados em rios. E isso tudo causa muitos danos à saúde, no funcionamento da infraestrutura, na percepção que amanhã será pior do que hoje", afirmou Mbassi.
Para Mbassi, a solução vai muito além do financeiro. “As pessoas acham que para manter uma cidade limpa precisa de bilhões de dólares, mas a primeira alternativa é diminuir a produção de lixo. Primeiro é a questão de pensamento, porque educação é a chave. Você começa educando as crianças, porque elas educam os adultos. 80% do resíduo produzido na África é orgânico e ele pode ser reutilizado. Muitos catadores fazem isso de modo informal e como podemos fazer isso nas cidades? É integrar os 60% que não fazem parte dos planos de gestão”, pontua.
Por outro lado, ele pondera que os lixões e aterros sanitários precisam de investimento. “E você consegue transformar o lixo em riqueza. Se a gente leva a economia circular a sério, devemos levar a sério também a conexão entre resíduos e energia, resíduos e agricultura, resíduos e saúde... É lidar com a questão de resíduos de forma sistemática. É uma obrigação crítica da comunidade humana lidar com a questão de resíduos, porque as consequências disso nos atingirão diretamente", finaliza Mbassi.
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Matéria baseada no evento Fórum Brasil África (Brazil Africa Forum - BAF).
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4 formas inovadoras de utilizar a tecnologia BIM

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O Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP realizou a 13a edição do Seminário Internacional BIM no dia 29 de novembro. O tema foi “Aplicações da metodologia BIM no setor da construção” e trouxe casos dos usos do BIM na construção, como o acompanhamento das obras por drones, utilização do laser scan e da nuvem de pontos, contratação e compatibilização de projetos em BIM e industrialização.
“Queremos mostrar a efetividade do BIM no mercado demonstrando empresas que o aplicaram e colheram bons frutos”, afirmou Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente do SindusCon-SP.
Aplicações inovadoras da Modelagem da Informação da Construção
Confira algumas soluções apresentadas durante o evento:
- Escaneamento milimétrico a laser
Já pensou fazer o levantamento e coleta de dados de maneira mais rápida e com menor possibilidade de erros? Grasielle Esposito, diretora executiva e sócia-fundadora da Potenza Soluções, mostrou as vantagens da utilização do escaneamento milimétrico a laser.
De acordo com Grasielle, há equipamentos com potencial para escanear 2 mil metros de nuvens de pontos por dia. Para ela, este processo tem a vantagem de eliminar custos posteriores de retrabalho de obras. Por isso, a diretora executiva acredita que ele deve fazer parte dos projetos desde o início.
- BIM x Realidade aumentada
Visualizar o terreno por realidade aumentada no pré-lançamento, os sistemas prediais da obra durante a etapa de execução para a construtora, e o pós-obra para os clientes não é coisa do futuro – é algo que já existe. Durante o seminário, Felipe Toledo Lima, fundador da Inbuilt, fez uma apresentação sobre o aplicativo que sua empresa desenvolveu para possibilitar, mediante o direcionamento da câmara do celular, todas estas atividades. A grande vantagem é a forma de apresentar as informações do que está por trás das paredes, facilitando e reduzindo riscos.
Outro desenvolvimento possibilita a visualização futura do empreendimento, apenas apontando o celular para o terreno ou a maquete.
Murilo Bruza, analista de BIM da Mitre, mostrou como o aplicativo pela empresa funciona na prática. Dentre suas funcionalidades está apresentar pontos críticos na execução da obra, permitindo sua correção. Também antes de entregar as unidades ao cliente, foram detectados e corrigidos desvios de projeto, evitando problemas futuros ao adquirente. Hoje o aplicativo acompanha o desenvolvimento desde o BIM das instalações.
- Drones x inteligência artificial
Que tal usar drones para encontrar anomalias nas edificações? No seminário, Carlos A. Wendling Jr., diretor técnico na Voosolo, fez uma apresentação sobre inspeção de fachadas com drones e Inteligência Artificial (IA) para projetos de retrofit.
Neste processo, drones, sensores termográficos e scaners fazem um levantamento das fachadas e enviam os dados softwares de IA, numa plataforma que identifica automaticamente as anomalias, realiza a validação e edição dos dados, mostra os reparos necessários e sugere soluções.
- BIM para reduzir erros de comunicação
Em um projeto/obra, é comum ter problemas de comunicação, decorrentes do excesso de informação e do excesso de canais. Uma das plataformas apresentadas durante o evento, a ConstruFlow vem para corrigir este tipo de problema. Ela permite a centralização das informações e diminui o tempo em busca. Ainda, possibilita que os erros sejam corrigidos rapidamente e haja comunicação entre as equipes.
“40% dos apontamentos de erros ocorrerem no projeto executivo, o que demanda cerca de 3 meses para sua correção”, pontua Cícero Rodrigues Sallaberry, sócio-fundador da ConstruFlow.
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Abcic premia obras que utilizam Pré-Fabricados de Concreto
A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) anunciou recentemente os vencedores do 11º Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, nas categorias Edificações, Infraestrutura e Pequenas Obras.
Criada em 2011, a premiação prestigia as empresas pré-fabricadoras e os arquitetos e engenheiros projetistas de estruturas que usam o sistema construtivo em seus projetos.
Para a engenheira Íria Doniak, presidente executiva da ABCIC e vice-presidente da Federação Internacional do Concreto (fib) na gestão 2023-2024, o Prêmio Obra do Ano celebra o trabalho dos associados e empresários em prol do desenvolvimento do sistema construtivo, da disseminação da tecnologia, da evolução dos projetos e das obras. “É um dos momentos que mais gosto do ano, celebrando com os nossos associados e dando honra para aqueles que têm honra”, enfatizou.
Edificações & Voto popular
O Shopping Trimais Places, em São Paulo (SP) foi vencedor de duas categorias: Edificações e Voto Popular. As estruturas pré-fabricadas de concreto foram fornecidas pela Leonardi, e o projeto arquitetônico é de Jayme Lago Mestieri (Jayme Lago Mestieri Arquitetura) e o projeto estrutural é do engenheiro Marcelo Cuadrado Marin, da Leonardi.
Em seus 120.000 m², a estrutura foi composta por 13.491 elementos, sendo que 18.932 m³ são peças em concreto pré-fabricado, entre pilares, vigas, painéis, lajes alveolares, escadas e estruturas de contraventamento.
Outro diferencial desta obra é que ela conta com diversas tecnologias construtivas, como: estrutura pré-moldada de concreto, moldada in loco e metálica; fachadas ventiladas, peles de vidro unitizadas e brises, vedações em alvenaria de blocos de concreto e drywall e revestimentos em pedras, entre outras.

Crédito: Abcic
Por fim, vale ressaltar que a construção fez o uso intensivo do BIM (Building Information Modeling), com entrega até a 7ª dimensão: Gestão da manutenção.
Infraestrutura
A duplicação da Rodovia SP-270 (Raposo Tavares) foi a obra vencedora nesta categoria. O trecho compreendido vai do km 86+900 ao 89+700, em Sorocaba (SP). A obra incluiu a construção de nova pista no sentido capital, com duas faixas de rolamento e acostamento pavimentado. Além disso, foram implantados dispositivos de segurança como defensas metálicas e barreiras rígidas para segregar as duas pistas em toda a extensão deste segmento. Foram construídos também novos viadutos no km 87+300, km 88+800, km 89+100 e 89+300.
Com investimento de R$ 46 milhões, a obra foi iniciada em abril de 2022 e concluída em junho do mesmo ano. Dentre os desafios enfrentados estão a diminuição de prazo, mitigação dos aspectos ambientais, redução do impacto com a ferrovia e com a rodovia Raposo Tavares SP-270.
Outra questão enfrentada foi a volatilidade no mercado de aço durante o período da pandemia. Também foi necessário o desenvolvimento de uma solução alternativa (solução industrializada em vigas pré-moldadas de concreto protendido) e a aprovação do projeto junto à Rumo e à CCR, devido à sua curvatura e esconsidade. O projetista responsável pela obra foi o engenheiro Catão Francisco Ribeiro (Enescil Engenharia de Projetos).
Pequenas Obras

Crédito: Abcic
Por fim, nesta categoria, o vencedor foi o Cemitério Vertical – PAF, localizado em Franco da Rocha (SP). O grande diferencial desta obra é que se trata do primeiro cemitério ecológico totalmente coberto do país.
A construção conta com equipamentos que garantem a eficiência na filtragem dos gases gerados oriundos da decomposição da matéria orgânica. Em seu edifício principal, foi utilizada uma estrutura pré-fabricada de concreto composta de pilares, vigas de apoio do piso, vigas de travamento, lajes alveolares, rampas de acesso, módulos de escada, vigas de cobertura e terças para apoio das telhas metálicas. Para realizar o fechamento externo, foram usados painéis de concreto armado com acabamento natural. O cemitério foi projetado pelo escritório de arquitetura Topo Projetos, com projeto estrutural do engenheiro Flavio Isaia (IGA Engenharia e Consultoria) e estruturas pré-fabricadas fornecidas pela Leonardi.
Fontes
Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic)
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Prefeitura de São Paulo planeja investir R$ 4,6 bilhões em obras de mobilidade
Antes do jogo entre Brasil e Suíça pela Copa do Mundo de 2022, a cidade de São Paulo bateu o recorde de lentidão do ano: 472 km. Situações como esta são corriqueiras na capital paulista. E, para ampliar a mobilidade da cidade, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), planeja executar um pacote viário avaliado em mais de R$ 4,6 bilhões até 2024.
Com o caixa atual de R$ 32,6 bilhões, a Prefeitura também prevê incrementar a arrecadação com a venda de títulos imobiliários para a realização das obras.
Obras a serem realizadas
Ao todo, estão previstas 20 ações de mobilidade – a maioria delas na zona Sul da capital. Uma das principais é a ampliação da Marginal do Pinheiros, em um trecho de 8 km, que vai da avenida Guido Caloi, na altura da ponte João Dias, até a ponte Vitorino Goulart, em Interlagos. No entanto, em publicação do jornal da USP (Universidade de São Paulo), o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, relator do Plano Diretor Estratégico de São Paulo em 2002 e 2014, apontou que esta é a última área verde que ainda beira um rio na cidade de São Paulo e que essa ação pode trazer impactos ambientais.
Nesta mesma região, a Prefeitura projeta ainda realizar a duplicação de 825 metros da Avenida Senador Teotônio Vilela.
O pacote planeja também a construção de corredores rápidos de ônibus BRTs da Radial Leste e da Avenida Aricanduva, além de pontes, viadutos e túneis para desafogar o trânsito. Um dos exemplos é o cruzamento das Avenidas do Estado com a Santos Dumont, um foco histórico de congestionamento. Já entre a avenida Domingos de Morais com a rua Sena Madureira, a ideia é construir um túnel para melhorar o tráfego de veículos. O pacote também quer tirar do papel o túnel na Avenida Chucri Zaidan, zona sul.
Outra obra prevista é a reforma de calçadões no centro da capital paulista. Em novembro de 2022, Prefeitura de São Paulo, por meio da SPObras, já deu ordem de serviço para início das obras de requalificação dos calçadões do Triângulo Histórico. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, as obras foram divididas em dois lotes, com 22 meses previstos para sua execução total. Serão requalificadas 23 ruas, com investimentos de R$ 63 milhões. Um novo calçamento de concreto garantirá acessibilidade universal. Além disso, deverá ser instalado novo mobiliário urbano, que criará áreas de convivência; nova sinalização turística; nova iluminação funcional e cênica de edifícios históricos; reestruturação da infraestrutura subterrânea de drenagem; e implantação de valas técnicas para melhor ordenamento das redes de telecomunicações.
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Prefeitura de São Paulo
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Pesquisa da CNI aponta disparidades entre infraestrutura de transporte

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Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que as regiões brasileiras têm uma enorme diferença em relação às condições de infraestrutura e logística. Os dados mostraram que somente 25% dos entrevistados do Norte e do Nordeste consideram boas ou ótimas as condições de infraestrutura da região. A média nacional ficou em 56%. A pesquisa ouviu 2.500 empresários de indústrias de médio e grande portes de todo o país.
Ao mesmo tempo, 64% dos empresários do Sudeste creem que as condições de infraestrutura regional podem ser consideradas boas ou ótimas. Na região Sul, por sua vez, 57% dos empresários mostraram-se satisfeitos. Na região Centro Oeste, a aprovação foi de 46%.
“A pesquisa da CNI revela o quadro da nossa infraestrutura de transportes e como isso penaliza o setor produtivo. Quando nós avaliamos, por exemplo, a situação das nossas rodovias, ferrovias e portos do Norte e Nordeste, fica muito evidente a disparidade da qualidade desses ativos em relação ao Sul e ao Sudeste, por exemplo. Isso evidencia a necessidade de mais investimentos, para que possamos reduzir o déficit de infraestrutura e, principalmente, este desbalanceamento entre as regiões. Nós temos, por exemplo, condições de rodovias que penalizam o transporte mais utilizado no Brasil para cargas, que é por meio de caminhões. É preciso que o país invista mais em infraestrutura – não só com recursos públicos, mas também com recursos privados para que possamos reduzir o custo logístico de produzir e transportar no Brasil”, afirma o gerente de Transporte e Mobilidade Urbana da CNI, Matheus de Castro.
Gargalos
A pesquisa também apontou que o principal gargalo de infraestrutura em todas as regiões é o transporte, com média nacional de 73%. No Norte, o índice é ainda maior – de 82%. Na sequência, aparecem o Sul (81% apontam o transporte como maior gargalo), Nordeste (76%), Centro-Oeste (73%) e Sudeste (68%).
Ao mesmo tempo, a infraestrutura das rodovias foi a maior reclamação dos empresários, mencionada por 88% dos entrevistados do Norte e por 62% do Sudeste.
Em seguida, a infraestrutura das ferrovias foi citada como um dos maiores gargalos para o transporte de carga no país – a maior parte, 40% entre os empresários do Sudeste, e a menor, 18% do Norte. A pesquisa revelou ainda que os serviços de transporte por rodovias são avaliados como bons ou ótimos por 46% dos empresários. Entre as regiões, destaca-se o Sudeste, onde 59% consideram os serviços de transporte rodoviário bons ou ótimos. Em contraste aparece o Norte, com índice de somente 9% bom ou ótimo.
“Nós utilizamos o transporte rodoviário excessivamente. Isso se revela na pesquisa com os industriais. Os entrevistados da região Sudeste afirmaram que utilizam o caminhão para distâncias, em média, de 600 km ou mais. No caso do Norte, essas distâncias chegam a superar 1.700 km em média. Essa utilização excessiva do caminhão traz uma eficiência para quem produz e para quem transporta essas mercadorias, com custos econômicos e sociais para toda a sociedade. Dessa forma, nós precisamos aumentar o investimento em outros modais de transporte, principalmente o ferroviário. Desta forma, poderemos transportar mercadorias de menor valor agregado, em distâncias superiores, sem necessitar sempre do modal rodoviário”, afirma Castro.
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Matheus de Castro é gerente de Transporte e Mobilidade Urbana da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
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Custos da construção civil desaceleram para 0,38% em outubro

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Em outubro, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), uma produção conjunta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Caixa Econômica Federal, divulgou o Índice Nacional da Construção Civil que foi de 0,38%. Este resultado foi 0,06 ponto percentual abaixo da taxa de setembro (0,44%). Com isso, também foi a menor taxa desde julho de 2020.
O índice também foi menor que no mesmo mês de 2021, quando o Sinapi registrou 1,01%. O acumulado nos últimos doze meses foi para 12,41%. Este índice ficou pouco abaixo dos 13,11% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. O acumulado no ano fechou em 10,64%.
“Estamos captando um ritmo de desaceleração em relação ao período da pandemia de Covid-19, o que vem trazendo o índice para patamares mais próximos da série histórica pré-pandemia”, afirma o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.
Custo Nacional da Construção por metro quadrado
Em setembro, o custo nacional da construção, por metro quadrado, fechou em R$ 1.669,19. Já em outubro, este índice subiu para R$ 1.675,46, sendo R$ 1.000,36 relativos aos materiais e R$ 675,10 à mão de obra.
Parcela dos materiais x mão de obra
A parcela dos materiais cresceu 0,04%, percentual 0,49 p.p. inferior ao do mês anterior (que registrou 0,53%). Segundo Oliveira, foram os materiais que puxaram as altas na época da pandemia e têm sido o balizador da desaceleração em 2022.
A parcela da mão de obra, com taxa de 0,88% em outubro, aumentou 0,57 p.p. em relação ao mês anterior (0,31%).
Os acumulados no ano foram: 9,93% (materiais) e 11,70% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses ficaram em 12,60% (materiais) e 12,07% (mão de obra), respectivamente.
Região Centro-Oeste tem a maior variação mensal
Embora o Mato Grosso do Sul tenha apresentado índice negativo, a Região Centro-Oeste apresentou a maior variação regional em outubro, 1,59%. De acordo com o Sinapi, este aumento se deve, principalmente, pelo acordo coletivo observado no estado do Mato Grosso.
Com alta na parcela de materiais e reajuste observado nas categorias profissionais, Mato Grosso foi o estado com a maior variação mensal, 4,89%. Em seguida, vêm os estados de Roraima (3,64%), Pará (2,55%) e Alagoas (2,64%). Todos eles índices altos devido a um reajuste na parcela da mão de obra.
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Augusto Oliveira é gerente da pesquisa Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi).
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Torre Sucupira utiliza pré-moldados em sua estrutura

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Localizado próximo a um dos cartões-postais de São Paulo, a Ponte Estaiada, o complexo multiuso Parque da Cidade foi concebido numa área de “brownfield”, ou seja, agregou-se valor recuperando-se uma área degradada. Um dos destaques deste empreendimento é a Torre Sucupira, que utilizou pré-moldados em sua construção.
A solução estrutural eleita para a execução da Torre Sucupira foi o sistema com pilares parede compondo um núcleo rígido, além de pilares retangulares moldados com fôrmas metálicas e sistema de pré-vigas.
“Foram realizados diversos estudos com diferentes tipos de estruturas e a que trouxe um melhor custo-benefício foi a solução escolhida e adotada”, afirma Caroline Torossi, engenheira da OR, que faz incorporação e construção de empreendimentos residenciais, corporativos e loteamentos.
Segundo Torossi, o sistema escolhido, que é de pré-vigas e laje alveolar com 3 gruas, tinha o valor de R$ 17.218.208,10 e prazo de 11 meses. Já a estrutura convencional moldada “in loco”, ficava em R$ 17.465.714,72 e prazo de 18 meses.
Benefícios do uso de pré-moldados
De acordo com Torossi, esta técnica foi utilizada como forma de promover sustentabilidade em toda a cadeia de produção do edifício. Dentre os benefícios, é possível destacar:
- Redução de 7 meses no prazo de estrutura, em relação à opção moldado in loco;
- Redução de mão de obra indireta, pois as peças eram produzidas na fábrica de pré-moldados;
- Redução da geração de resíduos;
- Diminuição do número de caminhões no fluxo de transporte (redução na geração de CO₂).
Lajes pré-moldadas
As lajes da Torre Sucupira também são pré-moldadas. “As lajes alveolares foram escolhidas devido a todos os benefícios dos sistemas pré-fabricados já informados e também pelo fato de trazer uma maior agilidade na montagem reduzindo os custos indiretos. Além de que as lajes alveolares protendidas permitem vencer maiores vãos”, informa Torossi.

Crédito: OR
Para fazer as lajes alveolares, foram considerados os seguintes índices:
- Sobrecarga do térreo: 2,2 tf/m²
- Garagens – subsolo: considerar 100 + 300 kg/m²
- As cargas utilizadas para dimensionamento das lajes do pavimento são: permanente = 150 kg/m² e acidental = 500 kg/m²
Fundação e uso de estruturas pré-moldadas no subsolo
Localizado próximo à Marginal Pinheiros, o empreendimento tem 5 subsolos e foi realizada contenção em parede diafragma com tirantes provisórios e permanentes. “Devido ao fato de haver rochas na cota de apoio da fundação, foi realizado sistema de fundação direta com sapatas”, afirma Torossi. A taxa média de compressão da rocha foi de 12 a 15 kg/cm².
No subsolo e embasamento, foi utilizado o sistema com pilares, vigas e lajes pré-fabricadas.
Logística com pré-moldados
Considerando que o sistema pré-fabricado exige uma demanda grande de equipamentos para a sua montagem, foram utilizadas 3 gruas para a movimentação e instalação dos sistemas pré-fabricados o que fez com que o prazo de montagem reduzisse.
A tabela abaixo mostra a diferença do uso de uma, duas ou três gruas:

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Caroline Torossi é engenheira da OR
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Como o resultado das eleições influenciará a construção civil?

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No final do último mês, o segundo turno das eleições definiu o novo presidente do Brasil. A partir de janeiro de 2023, Luis Inácio Lula da Silva assumirá a presidência. Diante deste novo cenário e transição de governo, o que os setores de construção civil e imobiliário podem esperar diante desta mudança?
De acordo com Jonata Tribioli, especialista em Mercado Imobiliário e CEO da Neoin, empresa que atua na área de cotas de financiamento imobiliário, uma das prioridades do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, é colocar as classes menos favorecidas de volta no Orçamento da União, através da construção de moradia popular para milhões de brasileiros. Uma das promessas do novo governo é a volta da Faixa 1 para o programa “Minha Casa, Minha Vida”, isto é, a população com renda de até dois salários mínimos.
Além disso, Tribioli acredita que a tendência é que as negociações de compra e venda continuem crescendo e de forma exponencial. “O mercado imobiliário é um segmento muito sólido no Brasil, sendo uma classe de ativos consolidada e que sempre foi vista como uma reserva de valor, principalmente quando falamos de imóveis residenciais”, afirma Tribioli.
Minha Casa, Minha Vida
Ao analisar os dois mandatos anteriores de Luís Inácio Lula da Silva na presidência, Tribioli, aponta que as construtoras de baixa renda tendem a ser as mais beneficiadas com esse terceiro governo.
“A habitação social é um dos principais pilares de um governo de esquerda. Lembrando que o programa MINHA CASA MINHA VIDA foi concedido pelo presidente eleito. Nos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, o setor foi responsável pela criação de 1,2 milhões de empregos e a contratação de 5,5 milhões de financiamentos habitacionais”, destaca Tribioli.
Para Tribioli, há a possibilidade do segmento de alto padrão sofrer retração. “Mas sempre devemos considerar o histórico de resiliência do segmento”, reflete.
Aumento de juros e fluxo de investimentos
Em entrevista para a Infomoney, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, reforçou que o ponto-chave para o segmento é a regularidade no fluxo de investimentos.
“Não dá para viver de uma solução única, que um dia coloca uma montanha de dinheiro e, de repente, morre tudo. Isso aconteceu com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado em 2007 pelo governo do PT. Sem continuidade, não posso investir pesado em tecnologia, maquinário e capacitação. Perco a oportunidade de ser mais produtivo”, afirmou ao veículo Infomoney.
Tribioli lembra que o presidente da ABRAINC, Luiz França, diz que apesar do aumento nos juros, há boas perspectivas para o setor, pois a taxa dos financiamentos imobiliários é atrelada à remuneração da poupança e ela não sobe na proporção da Selic.
“De acordo com a Brain Inteligência Imobiliária, 62% dos empresários acreditam na melhora do setor imobiliário em 2023. A pesquisa foi realizada com 356 empresários da área, com o objetivo central de coletar suas percepções sobre o desempenho do setor e das empresas neste ano, além das perspectivas para o futuro”, explica Tribioli.
Entender em quanto tempo o novo governo consegue dar condição para o Banco Central começar a baixar juros é uma questão-chave, na opinião de Tribioli. “Essa movimentação estimula atividades econômicas e pode fazer com que qualquer esfriamento do mercado imobiliário seja mais curto e menos agressivo”, comenta Tribioli.
O vice-presidente de relações institucionais do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Yorki Estefan, afirmou em entrevista à Infomoney que é imprescindível manter em ordem as contas públicas para que os juros possam cair.
“O dinheiro (para o subsídio) tem de sair do Orçamento. Não adianta investir explodindo as contas do governo. Porque aí gera mais inflação e, consequentemente, juros mais altos”, defendeu.
Fontes
Jonata Tribioli é especialista em Mercado Imobiliário e CEO da Neoin, empresa que atua na área de cotas de financiamento imobiliário.
Yorki Estefan é vice-presidente de relações institucionais do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
José Carlos Martins é presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Contatos
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Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Residência para o curso de engenharia civil é necessária?

Crédito: Envato
Ao terminar a faculdade de Medicina, se o recém-formado desejar se especializar em uma área, ele deve fazer a residência. Neste período, ele irá fazer um treinamento em serviço. Na área de Engenharia Civil, ainda não há uma regulamentação nesse sentido, mas existem discussões sobre a possibilidade de virar uma lei.
Durante o evento online “O Engenheiro Civil e as Inovações na Indústria da Construção”, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), este tema voltou à discussão. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, defendeu a criação da residência nos cursos de Engenharia. Neste sentido, Martins defendeu um mutirão na linha da residência e do respeito à profissão de engenheiro para levar essa bandeira ao Congresso Nacional.
Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC, destacou a importância da boa formação do engenheiro e da capacitação de mão de obra.
“É muito necessário ter um engenheiro capaz, um profissional com boa formação. Além disso, é importante observar a condição das universidades de dar este suporte. Hoje, cada vez mais, por conta da questão salarial, temos visto que os engenheiros que estão se formando estão se tornando empreendedores. É algo muito bom, uma vez que eles montam a empresa e vão participar da cadeia da construção e se tornar parceiros de grandes incorporadoras ou de grandes empresas de infraestrutura nessas áreas antecessoras ao processo construtivo, para que possam atuar em algum serviço específico. Mas eu não sei se eles estão tendo essa base necessária. Um exemplo é a questão do BIM. Parece que é fácil um engenheiro que está em formação captar essa questão da tecnologia. Mas precisa do hardware e do software, que não são baratos. Mais do que nunca precisamos de parcerias. Nesse sentido, a empresa precisa também ter essa noção. Falta capacitação de mão de obra. Não basta contratar o novo profissional e exigir dele uma série de condições – pode ser que por diversos motivos ele não consiga desempenhar. A empresa tem que estar aberta para a inovação”, pontua Klavdianos.
Fátima Có, presidente do Crea-DF, ressaltou a necessidade da capacitação dos profissionais e um trabalho conjunto para valorizar a profissão. “Temos que trabalhar para uma residência na engenharia para a valorização da profissão”, afirma.
Iniciativas do governo
No Paraná, profissionais recém-formados em Arquitetura e Urbanismo e em Engenharia Civil podem participar do Programa de Residência Técnica em Projetos e Obras Públicas (Restec POP), que é oferecido pelo Governo do Estado. O foco dele é edificações e em infraestrutura viária de transportes.
“A proposta desse programa é contribuir para a promoção de serviços públicos mais eficientes para a população paranaense, proporcionando tecnologia e inovação nos segmentos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, além do aperfeiçoamento contínuo nas áreas de edificações e infraestrutura viária de transportes”, destaca a professora Gabriela Mazureki Campos Bahniuk, coordenadora-geral do programa na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Esta não é a primeira iniciativa neste sentido. Em 2021, a Prefeitura de Porto Alegre abriu seleção para o Programa de Residência Técnico Superior. Ele se destina a profissionais recém-formados em diversos cursos superiores, incluindo o de Engenharia Civil.
Fonte
Reportagem com base no seminário “O Engenheiro Civil e as Inovações na Indústria da Construção”, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), e também em divulgação da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), do Governo do Estado do Paraná
Contatos
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Jornalista responsável
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