Infraestrutura logística cresce 2,1% em 2009

Setor investe no modelo built to suit, que é a encomenda de uma obra sob medida para a atuação da empresa contratante

Devido ao setor das construções corporativas revelarem significativo crescimento, empresas especializadas em terceirização imobiliária veem uma grande oportunidade de negócio. Estas trazem ao mercado corporativo uma solução de não investimento em ativos se responsabilizando pelas construções necessárias e manutenção das áreas físicas. Enquanto isso, as organizações conseguem baixar seus custos de operações e mantém foco em sua atividade principal.

Dois formatos se destacam no segmento de infraestrutura logística: o modelo built to suit, que é o desenvolvimento de uma obra encomendada por determinada empresa sob medida para sua atuação; e os condomínios logísticos, onde são construídos armazéns padronizados para atender diversos setores com necessidade de poucas adaptações. Nas duas opções, o objetivo é firmar contratos de longa duração de locação para ocupação da área física sem necessidade de mobilizar o capital da empresa em um ativo, além de compartilhar serviços integrados ofertados dentro do condomínio.

Segundo pesquisa da CB Richard Ellis, os investimentos em construções no perfil registram crescimento, sendo que somente de janeiro a junho deste ano foram construídos 63 mil metros quadrados. Em comparação ao mesmo período de 2008, a metragem é 2,1% superior à área total dos empreendimentos existentes nas regiões avaliadas. O levantamento também indica um aumento significativo da absorção de espaços vagos nos condomínios logísticos. O ano de 2008 encerrou com um dos melhores resultados, superando 500 mil metros quadrados absorvidos.

Um dos grupos que experimenta esse crescimento é o Perini, que atua no Brasil em diferentes setores industriais e oferece através da Perville Pré-fabricados soluções diferenciadas para a implantação de indústrias no sul do Brasil. A empresa investe maciçamente em tecnologia e em recursos humanos, o que tem feito dela uma referência técnica para clientes, universidades e centros de pesquisa em tecnologia da construção.

Operando desde 1999, a Perville Pré-fabricados implantou o Condomínio Industrial Perini Business Park, no distrito industrial de Joinville. O empreendimento atende as mais exigentes necessidades de desempenho e foi construído dentro do conceito conhecido como "Sistema Aberto", que permite que os elementos possam ser montados ou adaptados a outros modelos construtivos disponíveis do mercado.

A produção da Perville Pré-fabricados é realizada em uma fábrica de 7.000 m² com capacidade de produção de 12.000 m³ de concreto/ano, e equipamentos para realizar essa montagem em um raio de ação de 500 quilômetros.

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Sinaenco alerta para deterioração de Brasília

Capital federal, prestes a completar 50 anos, enfrenta problemas de infraestrutura urbana por falta de manutenção

Prestes a completar 50 anos, a infraestrutura de Brasília - galerias, córregos, pontes, passarela e viadutos - está envelhecendo e se deteriorando devido à falta de uma política permanente de manutenção desses equipamentos públicos. De acordo com técnicos, obras de engenharia têm vida útil estimada de 50 anos. Levando em conta que parte desse patrimônio foi construído nas décadas de 1950 e 1960, dá para afirmar que a capital federal está com "prazo de validade vencido".

O Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) destaca a importância da manutenção do centro da administração pública nacional. "A população, infelizmente, ainda não percebeu o papel fundamental da manutenção do patrimônio público para evitar o desperdício de recursos escassos", diz José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco. Vários estudos internacionais e nacionais têm sido unânimes em mostrar que os custos de restauração e de reforço são sempre muito mais elevados do que os de prevenção.

Esse cenário complicado, que já traz inúmeros problemas à população e às economias da capital do Distrito Federal e brasileira, tem solução e é essa discussão que permeou o evento Distrito Federal: Infraestrutura com prazo de validade vencido, promovido pelo Sinaenco no final de novembro. "Transformamos essa questão em uma campanha nacional permanente do Sindicato, para provocar a conscientização da sociedade e, por decorrência dos governantes, sobre a importância da manutenção da nossa infra-estrutura pública", ressalta Bernasconi.

Desde que o Sinaenco iniciou a campanha já foram percebidos alguns resultados. Em São Paulo, o orçamento para investimentos em manutenção passou de R$ 3 milhões em 2005 para aproximadamente R$ 150 milhões em 2008, provando os resultados do impacto deste estudo. Na Bahia, 10% das obras apontadas como problemáticas no primeiro estudo, em março de 2006, foram recuperadas. Em Belo Horizonte, 30% da obras apontadas foram recuperadas.

Fonte: Sinaenco

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Inovação em foco no Eninc 2009

Especialistas dizem que setor deve aproveitar cenário atual para investir em tecnologias inovadoras

Contribuir para a formação de uma cultura da inovação e levar tecnologia às micro e pequenas empresas da construção civil. Esta foi a proposta do Encontro Nacional de Inovação na Construção Civil, Eninc 2009, realizado em Maringá. O evento, que reuniu 3 mil pessoas entre os dias 28 e 30 de outubro, foi promovido pelo Sebrae/PR e Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-NOR/PR).

Edvaldo Correa “Setor necessita inovar para continuar ativo”
Edvaldo Correa “Setor necessita inovar para continuar ativo”

De acordo com Edvaldo Correa, Coordenador Estadual da Construção Civil do Sebrae/PR, o Eninc apresentou várias iniciativas e debates que contribuem para a formação de uma cultura inovadora nos mais diversos elos da cadeia produtiva do setor. “A inovação na construção civil é um caminho que não tem mais volta” avalia. Para ele, o ambiente de mercado atual é promissor para investimentos em inovação, seja no desempenho do produto, na melhoria do processo construtivo ou nos próprios métodos de promoção dos produtos aos consumidores.

Para Marcos Mauro de Araújo Moreira Filho, presidente do Sinduscon-NOR/PR, os profissionais e empresas do setor estão realmente interessados em inovar. “Só o SENAI Maringá fomentou 17 contratos na área de desenvolvimento tecnológico durante o evento” comemora.

Entre os destaques do encontro estão: o sistema construtivo steel frame (estrutura em aço leve); o lean construction (construção enxuta baseada na Gestão da Produção); a alvenaria estrutural com blocos; os projetos de casas sustentáveis; o novo perfil profissional para a construção civil; soluções em tecnologia de informação para as imobiliárias; casas com paredes pré-fabricadas; sistemas alternativos em alvenaria estrutural; soluções para projetos de resíduos sólidos; tecnologia de reforços estruturais em edificações; sistemas de fachada pronta baseado no conceito do vidro/alumínio.

Correa garante que essas técnicas são viáveis para utilização nos canteiros de obras. “Em geral, as novidades apresentadas podem ser aplicadas imediatamente. Tomamos o cuidado de selecionar inovações que já tivessem sido experimentadas e validadas”.

O coordenador do Sebrae ressalva, no entanto, que cada inovação depende de uma análise para sua aplicação conforme o posicionamento estratégico da empresa e seu mercado de atuação. “Estar atento às demandas dos consumidores, das mudanças legais e da concorrência são um bom ponto de partida para esta análise. Inovação requer metodologia, profundo conhecimento e investimento”.

A importância da inovação para a construção civil

Inovação em foco no Eninc 2009
Inovação em foco no Eninc 2009

A construção civil brasileira, diferentemente de outros setores industriais, não tem sido uma referência em relação à inovação nos últimos anos. Apesar de responder por uma fatia significativa do Produto Interno Brasileiro (PIB), cerca de 5% do total, a construção civil é, talvez, o único setor da economia que ainda não se industrializou por completo.
Edvaldo Correa explica que o ciclo evolutivo do setor, iniciado na década de noventa, não teve continuidade nos anos 2000, em virtude principalmente do mercado menos rentável no referido período. “Consequentemente, as empresas não reinvestiram em seus negócios em patamares suficientes para manter um grau competitivo nos níveis tecnológico e organizacional” argumenta. Marcos Mauro ressalta ainda que “os custos para introdução de novas tecnologias eram fora da realidade do mercado, o que dificultava sua implementação”.

A inovação pode melhorar significativamente para o setor da construção civil quesitos importantes como a produtividade e a redução de custos, além de propiciar avanços significativos na gestão da qualidade, saúde, segurança e meio ambiente, diz Correa. E para que esta modernização do setor aconteça de fato, ele reforça a necessidade da inovação, particularmente nos temas tecnologia da informação, métodos e sistemas construtivos.

O presidente do Sinduscon-NOR/PR ressalta que para o setor continuar progredindo, além da inovação, é preciso acabar com a informalidade. “A informalidade é um câncer necessário de se combater, pois é totalmente contrária à inovação, priva o aspecto de sustentabilidade com seus altos índices de desperdício e ainda gera riscos à atividade do trabalhador”.

Correa avalia que a indústria fabricante de produtos básicos para o setor, em geral, tem evoluído bem nas inovações, estando a preocupação maior por conta da necessidade de modulação, em última análise, do chamado BIM – Building Information Modeling (Modelagem de Informações para a Construção). Outro setor que de acordo com ele tem avançado são os produtos imobiliários e os novos modelos de negócios das construtoras. “As áreas mais defasadas tem sido a de insumos e sistemas básicos da construção, tais como blocos cerâmicos e serviços de serralheria, por exemplo” diz.

Marcos Mauro enumera alguns itens para os quais, segundo ele, a inovação na construção civil é indispensável:
* Suprir a escassez crescente de mão de obra capacitada;
* Acelerar o ritmo de produção na perspectiva de atender a demanda futura do mercado (Copa 2014, Olimpíadas 2016, Programa Minha Casa, Minha Vida), sem contar os eventuais processos que já ocorriam antes deste boom;
* Diminuir os desperdícios e garantir a sustentabilidade dos projetos;
* Manter a eficiência em aspectos de produtividade.

Quando perguntado sobre o que falta para o setor se modernizar, o representante do Sinduscon-NOR/PR sinaliza a falta de políticas de crédito que possibilitem a introdução de tecnologias e de novos processos construtivos; investimentos governamentais em projetos de academias de ensino; e a mudança cultural dos gestores públicos de maneira a incentivar a aplicação de novas tecnologias em obras públicas.

Entrevistados:
Edvaldo Correa, Coordenador Estadual de Construção Civil do SEBRAE/PR
E-mail: ecorrea@sebraepr.com.br
Marcos Mauro de Araújo Moreira Filho, presidente do Sinduscon-NOR/PR
E-mail: marcosmauro@metroengenharia.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Brasil carece de gestão habitacional

Especialista em conforto ambiental defende que é hora de valorizar o habitante e não só o aspecto econômico das obras

Na casa, os banheiros e a cozinha têm problemas de ventilação e luminosidade, o que torna os ambientes pouco saudáveis. O pé direito é baixo e gera superaquecimento em dias quentes, além de amplificar os ruídos. No apartamento, é possível escutar o barulho do elevador, estando na sala, ou, do quarto, ouvir o som da televisão do vizinho.

Você já frequentou residências com essas características? Se a resposta for sim, você já sentiu na prática como projetos que ignoram o conforto ambiental podem trazer transtornos aos moradores.

Cláudia Barroso-Krause: propondo um modelo de gestão habitacional.
Cláudia Barroso-Krause

Para a professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), titular da cadeira de Conforto Ambiental, Cláudia Barroso-Krause, esses sintomas ocasionados por habitações mal projetadas são os mais leves que podem ocorrer. Ela relata que há casos em que os moradores adquirem doenças crônicas por causa das construções. “É comum habitações com problemas de luminosidade influenciarem na perda de qualidade de aprendizado de crianças ou trazerem problemas respiratórios ou relacionados ao sono”, exemplifica.

Para evitar problemas aos habitantes, Claudia Barroso-Krause defende que o Brasil adote um modelo de gestão habitacional baseado em conforto ambiental. Segundo ela, o foco único no aspecto econômico da construção gerou projetos ineficientes do ponto de vista de conforto ambiental, sobretudo a partir da década de 1980. “Até a década de 1960, 1970, as casas tinham espaços amplos, pé direito alto. Agora, por uma questão de custo e por falta de consciência de muitas construtoras, a individualidade do morador ficou prejudicada. Os projetos ficaram cada vez mais ‘empilhantes’”, diz.

Barroso-Krause defende que prevaleça um novo modelo de gestão, em que se valorize o usuário. “É preciso, talvez, separar as habitações segundo o público a que se destinam, o rigor do clima em que se inserem e retomar a relação entre construtor e cliente/usuário. E isso, é bom que se diga, não onera em nada a construção e nem vai causar ruído entre arquitetos e engenheiros. Basta que a concepção do projeto seja bem feita”, avalia.

Em sua tese, de que o Brasil precisa ter um modelo de gestão habitacional, a especialista avalia que ela pode se tornar real a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. Cláudia Barroso-Krause entende que a Caixa Econômica Federal tem se empenhado em exigir questões básicas do conforto ambiental e de eficiência energética nos projetos para os quais libera financiamento. Ela avalia ainda que sistemas construtivos modernos também começam a ir nesta direção. “A partir do momento em que a sustentabilidade é levada em conta durante a construção, significa que o conforto ambiental já está inserido na obra”, define.

Texto complementar
Sete mandamentos do conforto ambiental
Quando for usufruir de um imóvel, verifique se:
* Cozinha e banheiro têm ventilação e luminosidade
* Quartos permitem acesso da luz do Sol
* Paredes filtram ruídos externos
* Pé-direito é acima de 2,20m
* Áreas comuns do condomínio não interferem na privacidade da habitação
* Não há infiltrações ou vazamentos
* Área útil é compatível com número de pessoas que vão ocupar a habitação

Entrevistada: Cláudia Barroso-Krause: barroso.krause@gmail.com
Site da entrevistada: www.proarq.fau.ufrj.br/pesquisa/gpas

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Competição de canoas de concreto

Ideia originada nos Estados Unidos promove aprendizado e integração a alunos da Universidade Positivo

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Em 1849, surgiu a primeira obra de concreto armado do mundo: uma canoa construída pelo francês Joseph-Louis Lambot.

Em 1960, a ASCE – Sociedade Americana dos Engenheiros Civis, junto com universidades canadenses e mexicanas, criou uma competição de canoas de concreto homenageando assim o “pai” do concreto armado.

Em consonância com a ideia americana, a Universidade Positivo, com o apoio da Cia. de Cimento Itambé e colaboradores, iniciou em 2003 uma competição de canoas de concreto com intuito de proporcionar conhecimentos aos alunos do curso de engenharia civil, desde a concepção do projeto, até a confecção e a aplicação do concreto.
A competição, que já está em sua 7º edição, incentiva a tecnologia, já que, para obter o traço final do concreto, os alunos realizam estudos experimentais de dosagem e consideram aspectos como: uso de aditivos químicos e adições, esforços sofridos pela canoa, plasticidade necessária para a moldagem e o peso máximo para flutuação.

A coordenação do projeto é da professora Patrícia Maggi, que busca, a cada edição do concurso, inovar por meio do incentivo à pesquisa de novas tecnologias de materiais e o uso de ferramentas de cálculo mais precisas. A novidade para este ano foi a adequação das canoas para atender o regulamento da competição americana, como o comprimento final da canoa (seis metros) e emprego de materiais alternativos.

Em 2009, as equipes contaram com os colaboradores da Construquímica, Tecnosil, 3-M do Brasil, Grace Brasil Ltda, Texiglass Indústria e Comércio Textil, Basf Construction Chemicals Brasil, MC Bauchemie Brasil, Blocaus Pré Fabricados Ltda e Metacaulim do Brasil Ltda.

A 7º edição da competição ocorreu no dia 20 de novembro, e como acontece todos os anos, uma divertida competição no lago da universidade com as canoas de concreto construídas pelos alunos encerra as atividades.

Confira a ordem de chegada das equipes:

1º - Bagre Ensaboado – Materiais utilizados: Concreto com isopor, pó de ostra, sílica ativa em suspensão, super plastificante, incorporador de ar, impermeabilizante, fibra de vidro, microfibra sintética e tela de fibra de vidro.

2º - Arca de Noé - Materiais utilizados: Concreto com argila expandida, micro esfera de vidro, metacaulim, super plastificante, incorporador de ar, aditivo de aderência, fibra de vidro e tela de fibra de vidro.

3º - Talento - Materiais utilizados: Concreto com raspas de borracha, sílica ativa, super plastificante, incorporador de ar, fibra de vidro, microfibra sintética e tela de fibra de vidro.

4º - Belvedere - Materiais utilizados - Concreto com vermiculita, micro esfera de vidro, sílica ativa, fibra de vidro, microfibra sintética e tela de fibra de vidro.

A Itambé, que apóia a competição disponibilizando além de materiais o know-how técnico de seus profissionais, parabeniza a todos os participantes e agradece aos colaboradores do projeto.

Confira as fotos abaixo.

Competição de canoas de concreto

Largada
Largada
Arca de Noé
Arca de Noé
Bagre Ensaboado
Bagre Ensaboado
 Belvedere
Belvedere
Talento
Talento

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Mutirão habitacional

Prática pode contribuir para combater o déficit habitacional e a autoconstrução

Decorrente do desenvolvimento industrial das cidades, especialmente a partir das décadas de 50 e 60, o intenso processo de favelização no Brasil colocou o país entre os primeiros colocados no ranking do déficit habitacional.

Uma das características desta favelização, ou crescimento urbano desordenado, é a autoconstrução. O engenheiro civil Leandro de Oliveira Coelho, mestre em Habitação pela Escola Politécnica da USP, ressalta que essas residências são muitas vezes erguidas aos poucos, sem projetos legais e profissionais habilitados, em terrenos mais baratos ou mesmo em ocupações provenientes de invasões e de loteamentos clandestinos, sem qualquer infraestrutura.

Obras do Mutirão Recanto da Felicidade, no Jardim Educandário, São Paulo-SP - Créditos: Leandro de Oliveira Coelho
Obras do Mutirão Recanto da Felicidade, no Jardim Educandário, São Paulo-SP - Créditos: Leandro de Oliveira Coelho

Este cenário de acentuado déficit habitacional também deu origem a outra prática que, a partir dos anos 80, tornou-se bastante comum em muitas cidades brasileiras: a do mutirão habitacional. Diversas iniciativas surgiram com a intenção de organizar a força de trabalho da própria comunidade, oferecendo apoios técnico e jurídico, possibilitando assim condições de moradia mais dignas à população.

“Para se prover moradias de baixo custo por meio de procedimentos formais - incluindo o mutirão – é preciso superar inúmeros problemas” constata o engenheiro. De acordo com ele, diversos fatores contribuem para esta realidade no país como a baixa disponibilidade de terrenos e seu consequente alto preço; a dificuldade de aprovação de projetos devido a restrições urbanísticas e ambientais; a carência de engenheiros e arquitetos com experiência na área; a complexidade de viabilização de financiamentos públicos; entre outros. “Por tudo isso, a execução de habitações autoconstruídas, como nas favelas, se torna uma tarefa mais simples e acessível” diz.

Diferenças entre mutirão habitacional e autoconstrução
De acordo com a presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná (SindiARQ-PR), Ana Carmem de Oliveira, o mutirão habitacional é quando um grupo de pessoas se reúne para construir uma ou mais edificações e a autoconstrução é quando a pessoa constrói sua própria moradia, sem o envolvimento de outras famílias. As autoconstruções, segundo a arquiteta, normalmente não possuem alvará e acompanhamento profissional, bem como não atendem aspectos técnicos básicos de conforto térmico, acústico e muitas vezes de segurança. “Havendo a participação de pedreiros podem ocorrer menos problemas técnicos, porém essas residências continuam irregulares perante os municípios” alerta.

Ana Carmem de Oliveira reforça que é possível realizar um mutirão habitacional seguindo os procedimentos padrões para execução de uma obra, desde que haja o acompanhamento de profissionais, tanto na fase de projetos como na execução.

O engenheiro Leandro Coelho confirma que, para grande parte dos profissionais envolvidos com o tema, mutirão habitacional é um sistema que envolve a participação dos futuros moradores de forma organizada, com o devido projeto e acompanhamento técnico. “Historicamente, os mutirantes realizavam todas as etapas da obra. Todavia, para se conseguir maior velocidade e presteza nos serviços, atualmente muitos programas optam por envolvê-los apenas em determinadas funções de apoio à obra e fiscalização, deixando os ofícios mais especializados a cargo de pessoal contratado” explica.

O engenheiro destaca ainda a importante função social dos mutirões. Segundo Coelho, uma prática comum em grande parte dos mutirões é a realização, em paralelo, de atividades de cunho social, educacional e de formação das famílias participantes. “O mutirão envolve aspectos como a conscientização sobre a complexidade do processo, o aprendizado e a formação profissional, a experiência de trabalho coletivo com os futuros vizinhos, o que pode proporcionar uma maior integração e solidariedade”.

O trabalho de construção em regime de mutirão está propenso aos mesmos problemas verificados nas obras desenvolvidas pelo sistema convencional. “Os serviços desempenhados coletivamente pelos futuros moradores demandam o mesmo rigor, orientação e acompanhamento técnico, a fim de se evitar atrasos, falhas na execução e acidentes de trabalho” ressalta o engenheiro.

Boas práticas de construção no regime de mutirão
Coelho diz que, embora existam experiências ruins - normalmente causadas por falhas na gestão do processo -, também há muitos casos bem sucedidos de obras realizadas a partir de mutirões, “inclusive com utilização de novas tecnologias e produção de habitações de qualidade superior e custos menores que aquelas edificadas por empreiteiras” garante.

Ele cita experiências que resultaram na criação de cooperativas de mão-de-obra, proporcionando uma alternativa de trabalho e geração de renda a seus participantes. “Alguns bons exemplos são, na Região Metropolitana de São Paulo, os mutirões Vila Nova Cachoeirinha, Jardim Brasília, Ernesto Che Guevara, Copromo, Recanto da Felicidade, Fazenda da Juta, entre outros”.

Para se obter resultados satisfatórios com o mutirão, o engenheiro acredita que é importante que os próprios profissionais da área física (engenheiros, arquitetos, mestres de obra) tenham a habilidade de conduzir sua tarefa de acompanhamento de uma forma mais pedagógica, integrada e menos autoritária.

Entrevistados:
Leandro de Oliveira Coelho
- Engenheiro Civil e mestre em Habitação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Atua há quase 15 anos como projetista, coordenador de obras e consultor de programas e empreendimentos habitacionais diversos, incluindo mutirões, urbanização de favelas, moradias rurais e conjuntos convencionais. Atualmente é analista de infraestrutura do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão no estado de São Paulo.
Ana Carmen de Oliveira – Arquiteta e Urbanista. Presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná (SindARQ-PR)

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Cimento alimenta Brasil do futuro

Com crescimento sustentável, indústria do setor está pronta para as transformações que o país irá sofrer nos próximos anos

Desde 2006, a indústria cimenteira do Brasil experimenta aumento de demanda. Com 68 fábricas, e capacidade instalada de 63 milhões de toneladas por ano, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), o setor seguirá fortemente requisitado nos próximos sete anos, pelo menos. Com PAC, Programa Minha Casa, Minha Vida, Copa 2014 e Olimpíadas 2016, o cimento tornou-se uma espécie de produto essencial na vida do país.

José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC
José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC

Sabedora dessa relevância, a indústria cimenteira não está acomodada. Desde 2005 vem mantendo um ritmo constante de investimentos, com aumento da produção de praticamente 50% neste período. Recente estudo do SNIC revela que o setor tende a crescer mais do que a projeção do PIB nacional até 2016. “Nós temos uma estimativa de crescimento para 2010 da ordem de 6% sobre 2009. Provavelmente desta ordem de grandeza em 2011, e daí para frente. A projeção é de um crescimento sustentável”, avalia José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC.

Além disso, a indústria cimenteira entende que as obras de infraestrutura programadas para os próximos anos servirão para o seu próprio crescimento. Para consolidar o aumento da demanda e tornar-se mais competitivo, o setor depende da evolução de dois setores: o energético e o rodoviário. Atualmente, segundo o SNIC, os níveis médios de consumo de energia térmica e elétrica giram em torno de 825 kcal por kg de clínquer e 107 kWh por tonelada de cimento, respectivamente, conforme o último levantamento oficial (realizado em 2003). Além disso, 94% da produção de cimento são transportadas por modal rodoviário. Diariamente, são oito mil caminhões carregados de cimento rodando pelas estradas do país.

Segundo José Otávio Carneiro de Carvalho, com a construção de novas hidrelétricas e o investimento em transportes ferroviário e fluvial, a perspectiva é que o cimento brasileiro irá tornar-se mais competitivo. “Sem dúvida nenhuma, criar melhores condições de infraestrutura vai melhorar também o nosso produto. Quanto menor o custo de logística, menor o custo por tonelada”, diz.

Apesar dos desafios, o SNIC descarta o risco de o Brasil vir a ter de importar cimento para seguir crescendo. “A indústria cimenteira está instalada há 50 anos no país e, desde então, é autosuficiente. A importação existente é tão marginal, que não é significante para as estatísticas. Além disso, os investimentos programados pela indústria para os próximos anos nos deixam tranquilos de que, qualquer que seja a demanda exigida, ela será suprida”, aposta o dirigente do SNIC.

Um dos trunfos da indústria cimenteira para seguir crescendo é que ela tem baixo custo ambiental, se comparada com a de outros países. Por usar energia limpa e alternativas de adições ao clínquer, como escória, cinzas voláteis e pozolana natural, o setor consegue reduzir sensivelmente a emissão de CO2 por tonelada de cimento produzido. “A emissão de CO2 se dá basicamente na fabricação do clínquer. Uma vez que você usa menos clínquer para fabricar cimento, consequentemente tem uma redução. O Brasil, neste comparativo, tem uma situação bastante privilegiada em relação ao resto do mundo”, comenta José Otávio Carneiro de Carvalho, concluindo: “Estamos prontos para os desafios que virão pela frente.”

Entrevistado: Assessoria de imprensa do SNIC: adriana.alves@fsb.com.br

Informação complementar
Acesse o link e tenha acesso ao relatório 2008 do SNIC
http://www.snic.org.br/25set1024/relat_2008-9.html

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Praia de Itaguaré, em SP, terá recifes artificiais para reconstituir ecossistema

A praia ganhará novos recifes artificiais a partir do ano que vem

Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

Praia de Itaguaré, em SP
Praia de Itaguaré, em SP

A Praia de Itaguaré, em Bertioga, ganhará novos recifes artificiais a partir do ano que vem. A exemplo do que foi feito entre 1997 e 2000, o local receberá dezenas de estruturas de concreto e aço que, submersas, têm a função de recompor o ecossistema marinho da região, além de inibir a pesca predatória. Nos próximos dias, técnicos da Fundação de Estudos de Pesquisas Aquáticas (Fundespa) iniciarão estudos para definir os pontos onde serão lançadas as estruturas. O trabalho de campo deve durar cerca de seis meses.

Com 3,5 km, a praia tem faixa larga de areia dura. Numa de suas extremidades, deságua o rio que leva o mesmo nome, onde é possível fazer passeios de barco ou canoas. Procurada por surfistas, é considerada praticamente a única praia virgem da região.

Entre as ações a serem executadas estão a identificação das espécies presentes na praia, bem como a análise dos sedimentos e das correntes marítimas que influenciam o ecossistema da região.

O próximo passo será fazer o licenciamento ambiental das áreas escolhidas e, posteriormente, o lançamento das estruturas, explicou o prefeito, que acredita que até junho de 2010 este trabalho esteja concluído.

O diretor de Operações Ambientais do Município, Bolívar Barbanti Júnior, explicou que, ao serem colonizados, os recifes artificiais imitam a natureza biológica do ecossistema marinho, agregando biomassa e biodiversidade.

A instalação de novos recifes artificiais em Bertioga deve contribuir para o aumento da produção de pescado na cidade. Isso porque, várias espécies de peixes de importância econômica e ecológica utilizam estes hábitats como abrigos contra predadores, além de funcionaram como áreas de crescimento, reprodução e alimentação.

Uma em cada quatro espécies marinhas vive em ambientes recifais, incluindo 65% dos peixes. Por abrigarem uma extraordinária variedade de plantas e animais, essas formações sofrem rápido processo de degradação. Justamente por esse motivo é que os recifes artificiais são usados como mecanismo de recuperação desses ecossistemas. Além disso, os recifes também podem alavancar a pesca esportiva.

A estrutura do recife artificial é feita em concreto ou aço, em formato que facilita a formação de criadouros de peixes e outras espécies marinhas. O modelo adotado pela Prefeitura de Bertioga também inibe a parelha, método de pesca em que dois barcos navegam lado a lado com grandes redes, varrendo toda a coluna de água e o fundo.

No período de 1997 e 2000 foram instaladas 200 estruturas de concreto e 90 de aço, em Bertioga, para recuperação do ecossistema costeiro e exclusão do arrasto de fundo.

Vogg Branded Content - Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Construindo Melhor

Ao utilizar o sistema construtivo de alvenaria estrutural com blocos de concreto, deve-se cuidar para que a resistência da argamassa de assentamento não ultrapasse a resistência do bloco e a resistência do graute de preenchimento deve ser ao menos o dobro da resistência do bloco.

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes - Assessor Técnico Comercial Itambé


Concresul, um case de sucesso em branding

Empresa gaúcha completa 30 anos, investindo em tecnologia e em novos negócios para manter sua marca em destaque

Um dos principais ativos de uma empresa é a sua marca. Segundo o consultor em branding, José Roberto Martins, ela é a união de atributos tangíveis e intangíveis de uma corporação. Por isso, reforça o especialista, a gestão da marca tem um valor econômico fundamental para o sucesso dos empreendimentos.

Martins define que o posicionamento de uma marca é conhecido através do compromisso que a organização assume consigo e com o mercado. "Atualmente, as empresas aprenderam que precisam se relacionar muito bem com vários tipos de público, inclusive o interno, sem o apoio do qual nenhum posicionamento vingará. Essa integração é que dá sentido à estratégia corporativa ou mesmo à lógica do termo branding", explica o consultor.

Dentro deste conceito, um case de sucesso de gestão de marca encontra-se na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde está sediada a Concresul. A empresa comemora 30 anos e tem sua marca relacionada a obras importantes no sul do país. Entre elas, as barragens do Salto do Jacuí e do Arroio de Taquarembó, além de atuar na ampliação do Trensurb, na região metropolitana de Porto Alegre. O próximo passo deverá ser a participação na construção da BR 448, também conhecida como Rodovia do Parque.

Pedro Reginato: “Busca constante do aprimoramento do nosso trabalho.”
Pedro Reginato: “Busca constante do aprimoramento do nosso trabalho.”

Para o sócio-gerente da Concresul, Pedro Antônio Reginato, a empresa é hoje sinônimo de investimento em tecnologia do concreto. “Nossa missão é prestar serviço a toda cadeia da construção civil e, por isso, buscamos constantemente o aprimoramento do nosso trabalho, tanto através do produto que entregamos aos clientes quanto da qualidade de nossos fornecedores”, afirma.

Um dos segredos da Concresul é ter um grupo de trabalho que sabe aliar uma política pés no chão com inovação. Em 1982, a empresa foi uma das primeiras a promover a entrega do concreto pronto na obra. Doze anos depois, em 1994, a Concresul ingressou no setor de pavimentação asfáltica, modernizando a tecnologia de insumos e ligantes. No ano seguinte, em 1995, foi a vez de investir em areia de britagem. “Com este novo produto, passamos a ter um controle de qualidade monitorado. Outros dois marcos importantes para este monitoramento foram a automação das centrais dosadoras de concreto, o que culminou com a conquista da ISO 9001, em 2003”, relata Pedro Reginato.

Concresul: um case de sucesso de gestão de marca
Concresul: um case de sucesso de gestão de marca

Os avanços da Concresul levaram à expansão da empresa, com a abertura de filiais em Nova Prata, Casca, Caxias do Sul, Garibaldi e Guaporé. A nova fronteira será a instalação de uma central dosadora de concreto em Veranópolis. Mas os investimentos não param por aí, sobretudo os na área de tecnologia. Recentemente, a empresa firmou parceria com a CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) para pesquisas em concreto.

Pela análise do consultor José Roberto Martins, a Concresul tem feito a lição de casa em sua gestão de branding ao longo destes 30 anos. “O uso da marca está relacionado com vários aspectos: lançamento ao mercado, manutenção no mercado, uso adequado, guarda e manutenção de informação centralizada e vigilância da marca”, resume.

 

Entrevistados:
José Roberto Martins, consultor da Global Brands: willian@evcom.com.br
Pedro Antônio Reginato, sócio-gerente da Concresul: pedro@concresul.com

 

Texto complementar

Dez dicas para construir marcas líderes

1. Capacidade de PD&I
Não adianta insistir com produtos e serviços ruins, complicados ou ultrapassados, que ninguém tem mais paciência de querer aprender a usar, manter ou arrumar. Se faz mal para o planeta e para os outros, também pode fazer mal para nós. Nesse ponto é fundamental que a empresa tenha capacidade de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação).

2. Fazer a diferença
Há produtos e serviços que se revelam cada vez mais substituíveis. É preciso estar atento às exigências do mercado para poder atendê-lo, de preferência fazendo a diferença.

3. Ajudar a economizar
Não importa se somos ricos ou pobres. Economizar em todos os níveis é modernidade permanente entre marcas inteligentes e engajadas socialmente.

4. Benefício hedônico
Se a marca massageia o nosso ego, destaca a imagem ou nos faz felizes, muito melhor.

5. Fuga da inércia
Tudo o que é bom é permanentemente provisório. É inesgotável o nosso desejo pela melhoria do que gostamos.

6. Planejamento integrado e continuado
A marca deve chegar ao mercado suportada por todas as áreas da organização, cujos profissionais devem ter formação superior de qualidade e atreladas à educação continuada. As marcas atingem diversos públicos: funcionários, autoridades, consumidores e parceiros. Todos na empresa devem corresponder às expectativas que a comunicação irá criar entre o público que a marca quer atingir.

7. Posicionamento diferenciado
O mercado a ser atendido provavelmente já está repleto de marcas. Se elas não são melhores que a sua, são, pelo menos, mais experientes. A sua marca deverá indicar ao público que ela irá compensar as deficiências das marcas existentes ou adicionar diferenciais desejados.

8. Um nome que simplifique a comunicação
Já são quase dois milhões de marcas registradas no Brasil. Não é nada fácil criar um nome (e domínio de internet) que seja registrável, fácil de pronunciar, memorizar e que signifique o seu posicionamento. Claro que se o que se irá vender for muito superior e diferenciado, o nome será apenas um detalhe. Mas quem foi que disse que o branding também não é feito de detalhes?

9. Comunicação inteligente
A internet ocupa rapidamente o espaço da TV, jornais e revistas. Tem também as mídias sociais que influenciam cada vez mais na compra de produtos e serviços, num universo de logotipos e embalagens cada vez mais parecidos uns com os outros. Bom design e comunicação criativa são recursos imprescindíveis, custe o que custar.

10. Pós-venda
A venda não acaba no balcão ou no fechamento do carrinho de compras do site. A maioria das empresas ainda não dá a devida atenção ao atendimento nos quase inevitáveis problemas com serviços e produtos. Em muitos casos, o orçamento de marketing e comunicação é superior ao que se investe no atendimento e esclarecimento aos consumidores.

Fonte: José Roberto Martins, consultor da Global Brands

Vogg Branded Content - Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330