Obras rápidas: qual o melhor sistema construtivo?
Alvenaria estrutural pode ser um exemplo, mas os especialistas apontam os pré-moldados como uma solução eficiente
Por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
O ritmo das construções no Brasil está bastante acelerado. É possível fazer uma obra rápida com alvenaria convencional desde que se tenham várias frentes de trabalho. Entre os sistemas apontados como boas soluções para os cronogramas apertados estão os sistemas pré-fabricados, seja porque se evita o desperdício de material na obra, seja porque facilita a execução de outros subsistemas presentes no edifício, agilizando a obra.
Um dos motivos para o crescimento do número de construções rápidas no país é o incentivo da iniciativa pública em programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. O projeto serve de exemplo porque envolve um número muito grande de residências - 1 milhão - a serem concluídas num prazo muito curto de tempo. Mas, a escolha correta do sistema construtivo e um bom planejamento são essenciais para a execução de obras rápidas.

Para o professor e pesquisador da USP nessa área, doutor em arquitetura, Paulo Eduardo Fonseca de Campos, a arquitetura pode lançar mão de sistemas construtivos industrializados para fazer frente aos cronogramas apertados de entrega das obras. Para ele, isso depende, fundamentalmente, de aliar a solução industrializada a um bom planejamento, que determine com clareza as prioridades.
O uso de sistemas industrializados, além de uma maior rapidez e eficiência, deve-se pautar por uma arquitetura de qualidade, que nada tem a ver com a uniformidade e a monotonia. “Mas, o mais importante em obras rápidas é pensarmos na construção industrializada como um todo e os benefícios dela para a sociedade. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são outros exemplos de circunstâncias únicas que nos fazem olhar com mais atenção para o cenário da construção civil no País”, avalia.
O professor defende que essas são grandes oportunidades para o setor da construção civil adquirir conhecimento e expertise a partir da utilização de novas tecnologias. “É a chance de se desenvolver soluções industrializadas para infraestrutura e construções esportivas, mas que poderão se estender para a área de moradias também, na medida em que serão construídos edifícios para alojar atletas olímpicos, por exemplo”, acredita Campos.
Materiais
Segundo o pesquisador da USP há várias alternativas tecnológicas que podem atender às chamadas obras rápidas, tais como os pré-fabricados de concreto, cuja qualidade vem ganhando muito com o emprego de novos materiais, caso do concreto de alto desempenho e dos materiais compostos à base de cimento, como o GFRC-Glass Fiber Reinforced Concrete ou, simplesmente, concreto reforçado com fibra de vidro. “E hoje em dia também não podemos deixar de pensar, mesmo em obras rápidas, na sustentabilidade.
Por isso a importância de se utilizar os pré-fabricados de concreto, que garantem qualidade e desperdício praticamente “zero” de material”, ressalta Paulo Eduardo Fonseca.
O professor Paulo Eduardo destacou que na hora de optar por uma tecnologia é preciso, primeiro, estudar a forma mais apropriada de empregá-la na obra e isso implica, diretamente, no resultado final. “Cada tecnologia tem uma forma adequada de ser aplicada. Um bom projeto, normalmente, consegue aliar uma boa arquitetura a um projeto estrutural, igualmente, bem resolvido, empregando as tecnologias mais adequadas”, define.
No entanto, o doutor em arquitetura da USP, disse que o país está defasado em termos de construção industrializada para habitação, já que nos últimos vinte anos houve uma perda da excelência que o Brasil detinha na área, provocada pela falta de investimentos no setor. “Não havia programas de governo que incentivassem as empresas a produzir para esta área. Mas podemos correr contra o tempo perdido e investir ainda mais no setor”, revela Paulo Eduardo Fonseca.
Tendências
Além do concreto de alto desempenho, o uso do microconcreto de alto desempenho também pode se tornar uma tendência em obras rápidas no Brasil, assim como já vem ocorrendo com o concreto auto-adensável. “Com o concreto auto-adensável, por exemplo, podemos eliminar a vibração mecânica. Isso resulta em economia de tempo e redução nos investimentos iniciais para implantação de uma unidade de produção”, afirma o professor.
Quanto ao custo das tecnologias, especialistas mostraram, durante um seminário sobre Obras Rápidas, realizado em maio pela editora Pini, em São Paulo, que não há muitas diferenças. Os novos sistemas adotados em obras rápidas ainda estão em fase de consolidação e já têm custo competitivo em relação aos convencionais e as perspectivas são de melhoria quanto à eficiência dessas novas tecnologias.
“Os novos meios de produção, de acordo com o emprego dessas novas tecnologias em obras rápidas, são essenciais para o controle da qualidade, o que favorece o crescimento acelerado da construção industrializada no país”, conclui Paulo Eduardo Fonseca.
Entrevistado:
Paulo Eduardo Fonseca de Campos
- Arquiteto graduado pela PUC de Campinas (1981).
- Mestre em Engenharia Civil pela EPUSP (1989).
- Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP (2002).
- É professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
- Ocupa, atualmente, o cargo de Coordenador Acadêmico do LAME-Laboratório de Modelos e Ensaios da FAUUSP.
- Sócio-diretor da PRECAST Desenvolvimento de Produto, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas e componentes construtivos industrializados (1997-2007).
- Foi Diretor Técnico da ABCIC-Associação Brasileira da Construção Industrializada em Concreto (Biênio 2003-2004).
Email: pfonseca@usp.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Obras rápidas: qual o melhor sistema construtivo?
Alvenaria estrutural pode ser um exemplo, mas os especialistas apontam os pré-moldados como uma solução eficiente
Por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
O ritmo das construções no Brasil está bastante acelerado. É possível fazer uma obra rápida com alvenaria convencional desde que se tenham várias frentes de trabalho. Entre os sistemas apontados como boas soluções para os cronogramas apertados estão os sistemas pré-fabricados, seja porque se evita o desperdício de material na obra, seja porque facilita a execução de outros subsistemas presentes no edifício, agilizando a obra.
Um dos motivos para o crescimento do número de construções rápidas no país é o incentivo da iniciativa pública em programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. O projeto serve de exemplo porque envolve um número muito grande de residências - 1 milhão - a serem concluídas num prazo muito curto de tempo. Mas, a escolha correta do sistema construtivo e um bom planejamento são essenciais para a execução de obras rápidas.

Para o professor e pesquisador da USP nessa área, doutor em arquitetura, Paulo Eduardo Fonseca de Campos, a arquitetura pode lançar mão de sistemas construtivos industrializados para fazer frente aos cronogramas apertados de entrega das obras. Para ele, isso depende, fundamentalmente, de aliar a solução industrializada a um bom planejamento, que determine com clareza as prioridades.
O uso de sistemas industrializados, além de uma maior rapidez e eficiência, deve-se pautar por uma arquitetura de qualidade, que nada tem a ver com a uniformidade e a monotonia. “Mas, o mais importante em obras rápidas é pensarmos na construção industrializada como um todo e os benefícios dela para a sociedade. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são outros exemplos de circunstâncias únicas que nos fazem olhar com mais atenção para o cenário da construção civil no País”, avalia.
O professor defende que essas são grandes oportunidades para o setor da construção civil adquirir conhecimento e expertise a partir da utilização de novas tecnologias. “É a chance de se desenvolver soluções industrializadas para infraestrutura e construções esportivas, mas que poderão se estender para a área de moradias também, na medida em que serão construídos edifícios para alojar atletas olímpicos, por exemplo”, acredita Campos.
Materiais
Segundo o pesquisador da USP há várias alternativas tecnológicas que podem atender às chamadas obras rápidas, tais como os pré-fabricados de concreto, cuja qualidade vem ganhando muito com o emprego de novos materiais, caso do concreto de alto desempenho e dos materiais compostos à base de cimento, como o GFRC-Glass Fiber Reinforced Concrete ou, simplesmente, concreto reforçado com fibra de vidro. “E hoje em dia também não podemos deixar de pensar, mesmo em obras rápidas, na sustentabilidade.
Por isso a importância de se utilizar os pré-fabricados de concreto, que garantem qualidade e desperdício praticamente “zero” de material”, ressalta Paulo Eduardo Fonseca.
O professor Paulo Eduardo destacou que na hora de optar por uma tecnologia é preciso, primeiro, estudar a forma mais apropriada de empregá-la na obra e isso implica, diretamente, no resultado final. “Cada tecnologia tem uma forma adequada de ser aplicada. Um bom projeto, normalmente, consegue aliar uma boa arquitetura a um projeto estrutural, igualmente, bem resolvido, empregando as tecnologias mais adequadas”, define.
No entanto, o doutor em arquitetura da USP, disse que o país está defasado em termos de construção industrializada para habitação, já que nos últimos vinte anos houve uma perda da excelência que o Brasil detinha na área, provocada pela falta de investimentos no setor. “Não havia programas de governo que incentivassem as empresas a produzir para esta área. Mas podemos correr contra o tempo perdido e investir ainda mais no setor”, revela Paulo Eduardo Fonseca.
Tendências
Além do concreto de alto desempenho, o uso do microconcreto de alto desempenho também pode se tornar uma tendência em obras rápidas no Brasil, assim como já vem ocorrendo com o concreto auto-adensável. “Com o concreto auto-adensável, por exemplo, podemos eliminar a vibração mecânica. Isso resulta em economia de tempo e redução nos investimentos iniciais para implantação de uma unidade de produção”, afirma o professor.
Quanto ao custo das tecnologias, especialistas mostraram, durante um seminário sobre Obras Rápidas, realizado em maio pela editora Pini, em São Paulo, que não há muitas diferenças. Os novos sistemas adotados em obras rápidas ainda estão em fase de consolidação e já têm custo competitivo em relação aos convencionais e as perspectivas são de melhoria quanto à eficiência dessas novas tecnologias.
“Os novos meios de produção, de acordo com o emprego dessas novas tecnologias em obras rápidas, são essenciais para o controle da qualidade, o que favorece o crescimento acelerado da construção industrializada no país”, conclui Paulo Eduardo Fonseca.
Entrevistado:
Paulo Eduardo Fonseca de Campos
- Arquiteto graduado pela PUC de Campinas (1981).
- Mestre em Engenharia Civil pela EPUSP (1989).
- Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP (2002).
- É professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
- Ocupa, atualmente, o cargo de Coordenador Acadêmico do LAME-Laboratório de Modelos e Ensaios da FAUUSP.
- Sócio-diretor da PRECAST Desenvolvimento de Produto, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas e componentes construtivos industrializados (1997-2007).
- Foi Diretor Técnico da ABCIC-Associação Brasileira da Construção Industrializada em Concreto (Biênio 2003-2004).
Email: pfonseca@usp.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Mão de obra especializada é fator decisivo para setor da construção civil
Para crescer cada vez mais a área da construção civil precisa receber mais investimentos na qualificação do profissional
Por: Lilian Julio – Vogg Branded Content
A escassez de mão de obra qualificada se tornou um problema no dia a dia de muitas empresas e, no segmento da construção civil, não é diferente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o setor é um dos quatro no país que, este ano, sofrerão com a falta de qualificação profissional. E para evitar este cenário é que muitas empresas brasileiras, como concreteiras, pré-fabricados, artefatos de cimento e construtoras, passaram a investir em cursos profissionalizantes aos funcionários.

O déficit de trabalhadores preparados para atender a demanda da construção civil no país, de acordo com a pesquisa do Ipea, será de pouco mais de 38 mil pessoas. A previsão do instituto é para o ano de 2010. A falta de profissionais qualificados vem sendo agravada pelo salto econômico e crescimento da construção civil nos últimos anos, impulsionada, principalmente, por grandes obras públicas.
A previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é de que o segmento da construção industrializada cresça em torno de 8,8% no Brasil, só este ano. E, por isso, o mercado exige mais preparo profissional de quem for atuar em obras.
Soluções
Para solucionar este problema a qualificação precisa ser estimulada. “O ideal é que seja uma ação conjunta entre empresas, governo e profissionais”, afirma o engenheiro civil, Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da empresa Blocaus.
De acordo com Marcio Alencoi, profissional do ramo da construção civil há mais de 15 anos, leitor do Blog Massa Cinzenta e que idealizou um curso de capacitação, o perfil do profissional de construção civil mudou. “Há alguns anos era o peão de obra, mas hoje é um colaborador da empresa. Temos mais garantias, então precisamos oferecer cada vez mais um trabalho melhor”, avalia Alencoi.

É possível ainda aprender no próprio canteiro de obras. “Via de regra os profissionais acabam aprendendo a função sem cursos formais, no próprio local de trabalho”, afirma Luiz Roberto Gasparetto, coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo. “A capacitação no canteiro é sempre muito rápida e existem elementos importantes para a construção civil que não são trabalhados nestes momentos”, analisa. De acordo com Gasparetto estes elementos são: a normatização, a segurança, o orçamento, as propriedades dos materiais, o processo construtivo e a preservação do meio ambiente. “Quando é um profissional qualificado ele procura seguir todas as normas. Se não tem essa formação pode comprometer o resultado final da obra”, pondera Gasparetto.
João Alves Junior, encarregado de suprimentos da Sial Construções, concorda. “Quando o profissional não é qualificado temos um prejuízo muito grande durante o processo da obra, que envolve perda de tempo, retrabalho e desperdício de material”, afirma Junior. “Dois fatores interferem no resultado final: qualidade de material e mão de obra, ou seja, se não tivermos uma mão de obra competente, o bom material será ineficiente”.
Além do resultado final da obra ser comprometido, a falta de qualificação da mão de obra prejudica o próprio trabalhador. “Ele acaba sendo um simples fazedor de tarefas. Quando passa por uma formação ele conhece o processo construtivo e pode até questionar os métodos de trabalho, e assim a probabilidade de cometer um erro grave na obra é menor”, afirma Gasparetto.

Iniciativas
A Sial Construções é um exemplo de empresas que apostaram em cursos profissionalizantes dentro do ambiente de trabalho, focando nos trabalhadores. “Procuramos sempre treinar os profissionais, seja na própria obra ou mandando-os para uma escola técnica e arcando com as despesas de um curso mais formal”, afirma Junior.
Outra empresa que segue essa tendência é a Blocaus, que promove mensalmente um curso de assentador de blocos de concreto (seu principal produto) juntamente com a Cimento Itambé e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). “Existe uma carência muito grande de mão de obra qualificada. Esse dia gasto no nosso curso é recuperado em uma semana de trabalho, pois os trabalhadores aprendem a executar a obra de forma correta”, afirma Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da Blocaus. (veja mais informações sobre o curso abaixo).
A Cimento Itambé desde 1998 tem um programa de treinamento de mão de obra para a construção civil totalmente gratuito. É o TIMÃO, que já realizou 1.494 palestras para 38.125 pessoas de todos os níveis de trabalhadores. Atende todos os segmentos da construção civil e universidades, com mais de 20 temas. Mais detalhes no site da Itambé (www.cimentoitambe.com.br), onde as solicitações podem ser feitas para o público da região sul.
Cursos
- O curso promovido pela Blocaus, juntamente com a Cimento Itambé e a ABCP, possui carga horária de 8 horas. “Sabemos que a pessoa não vai sair dali especialista, mas a nossa intenção é que saiba para que serve cada bloco da alvenaria estrutural e como utilizá-lo da melhor forma”, explica Marcelo Ulsenheimer.
- O curso existe há 10 anos e surgiu da necessidade de expandir o mercado para a alvenaria estrutural.
- É realizado na fábrica da Itambé, no município de Balsa Nova, e o transporte é custeado pelas empresas. “O curso é gratuito e é procurado por várias construtoras que enviam grupos de funcionários para a capacitação”, disse Ulsenheimer.
- O curso de Alencoi é dividido em quatro módulos:
- Auxiliar de pedreiro, carpinteiro, ferreiro e pedreiro.
- Cada módulo possui carga horária de 50 horas, mas ainda é um projeto piloto.
Opiniões
Apesar das iniciativas de algumas empresas, é necessário que haja mais investimento nessa área. “Mais empresas deveriam se empenhar em treinar a mão de obra, porque assim todos vão sair ganhando”, afirma Ulsenheimer. “Até mesmo os sindicatos do setor podem promover cursos de capacitação para os filiados, e assim a categoria poderá ganhar melhores salários”, sugere João Junior, da Sial.
“A capacitação da mão de obra é de extrema importância e todos devem se preocupar com ela”, explica Gasparetto coordenador técnico da escola Senai. “Todo o processo construtivo vai ter qualidade na medida em que utiliza um projeto bem elaborado, materiais certificados e profissionais qualificados. O conjunto é importante para o sucesso da obra”, ressalta.
A responsabilidade de qualificação não deve partir apenas das empresas. “O governo tem uma visão de investir na qualificação profissional, mas a construção civil está sendo deixada de lado. Fora das empresas é muito difícil achar cursos sobre isso”, explica Marcio Alencoi. “Foi percebendo essa necessidade que também resolvi criar um curso de capacitação em módulos”, argumenta ele.
Entrevistados
Marcio Alencoi
- Estudante de Edificações
- Trabalhador da construção civil há mais de 15 anos
- Morador de Canoas, no Rio Grande do Sul, está promovendo um curso na sua região para qualificar a mão de obra da construção civil.
- Leitor do Massa Cinzenta
Email: tecmarcioalencoi@gmail.com
Luiz Roberto Gasparetto
- Coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo.
- Trabalha há 19 anos no Senai com formação profissional, e há 12, especificamente, na Construção Civil.
Email: lgaspare@sp.senai.br
João Alves Junior
- Encarregado de suprimentos na Sial Construções.
- Está na empresa há 18 anos e atua na área da construção civil há 22 anos.
Email: compras01@sial.eng.br
Marcelo Ulsenheimer
- Engenheiro civil com pós-graduação em Planejamento e Gerenciamento Estratégico.
- Trabalha com alvenaria estrutural há 10 anos.
- Gerente técnico comercial da Blocaus.
Email: marcelo@blocaus.com.br
Pergunta: AS EMPRESAS DO SETOR DEVEM SER AS GRANDES INCENTIVADORAS DA QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA DOS PROFISSIONAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL? COMENTE A SEGUIR.
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Mão de obra especializada é fator decisivo para setor da construção civil
Para crescer cada vez mais a área da construção civil precisa receber mais investimentos na qualificação do profissional
Por: Lilian Julio – Vogg Branded Content
A escassez de mão de obra qualificada se tornou um problema no dia a dia de muitas empresas e, no segmento da construção civil, não é diferente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o setor é um dos quatro no país que, este ano, sofrerão com a falta de qualificação profissional. E para evitar este cenário é que muitas empresas brasileiras, como concreteiras, pré-fabricados, artefatos de cimento e construtoras, passaram a investir em cursos profissionalizantes aos funcionários.

O déficit de trabalhadores preparados para atender a demanda da construção civil no país, de acordo com a pesquisa do Ipea, será de pouco mais de 38 mil pessoas. A previsão do instituto é para o ano de 2010. A falta de profissionais qualificados vem sendo agravada pelo salto econômico e crescimento da construção civil nos últimos anos, impulsionada, principalmente, por grandes obras públicas.
A previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é de que o segmento da construção industrializada cresça em torno de 8,8% no Brasil, só este ano. E, por isso, o mercado exige mais preparo profissional de quem for atuar em obras.
Soluções
Para solucionar este problema a qualificação precisa ser estimulada. “O ideal é que seja uma ação conjunta entre empresas, governo e profissionais”, afirma o engenheiro civil, Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da empresa Blocaus.
De acordo com Marcio Alencoi, profissional do ramo da construção civil há mais de 15 anos, leitor do Blog Massa Cinzenta e que idealizou um curso de capacitação, o perfil do profissional de construção civil mudou. “Há alguns anos era o peão de obra, mas hoje é um colaborador da empresa. Temos mais garantias, então precisamos oferecer cada vez mais um trabalho melhor”, avalia Alencoi.

É possível ainda aprender no próprio canteiro de obras. “Via de regra os profissionais acabam aprendendo a função sem cursos formais, no próprio local de trabalho”, afirma Luiz Roberto Gasparetto, coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo. “A capacitação no canteiro é sempre muito rápida e existem elementos importantes para a construção civil que não são trabalhados nestes momentos”, analisa. De acordo com Gasparetto estes elementos são: a normatização, a segurança, o orçamento, as propriedades dos materiais, o processo construtivo e a preservação do meio ambiente. “Quando é um profissional qualificado ele procura seguir todas as normas. Se não tem essa formação pode comprometer o resultado final da obra”, pondera Gasparetto.
João Alves Junior, encarregado de suprimentos da Sial Construções, concorda. “Quando o profissional não é qualificado temos um prejuízo muito grande durante o processo da obra, que envolve perda de tempo, retrabalho e desperdício de material”, afirma Junior. “Dois fatores interferem no resultado final: qualidade de material e mão de obra, ou seja, se não tivermos uma mão de obra competente, o bom material será ineficiente”.
Além do resultado final da obra ser comprometido, a falta de qualificação da mão de obra prejudica o próprio trabalhador. “Ele acaba sendo um simples fazedor de tarefas. Quando passa por uma formação ele conhece o processo construtivo e pode até questionar os métodos de trabalho, e assim a probabilidade de cometer um erro grave na obra é menor”, afirma Gasparetto.

Iniciativas
A Sial Construções é um exemplo de empresas que apostaram em cursos profissionalizantes dentro do ambiente de trabalho, focando nos trabalhadores. “Procuramos sempre treinar os profissionais, seja na própria obra ou mandando-os para uma escola técnica e arcando com as despesas de um curso mais formal”, afirma Junior.
Outra empresa que segue essa tendência é a Blocaus, que promove mensalmente um curso de assentador de blocos de concreto (seu principal produto) juntamente com a Cimento Itambé e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). “Existe uma carência muito grande de mão de obra qualificada. Esse dia gasto no nosso curso é recuperado em uma semana de trabalho, pois os trabalhadores aprendem a executar a obra de forma correta”, afirma Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da Blocaus. (veja mais informações sobre o curso abaixo).
A Cimento Itambé desde 1998 tem um programa de treinamento de mão de obra para a construção civil totalmente gratuito. É o TIMÃO, que já realizou 1.494 palestras para 38.125 pessoas de todos os níveis de trabalhadores. Atende todos os segmentos da construção civil e universidades, com mais de 20 temas. Mais detalhes no site da Itambé (www.cimentoitambe.com.br), onde as solicitações podem ser feitas para o público da região sul.
Cursos
- O curso promovido pela Blocaus, juntamente com a Cimento Itambé e a ABCP, possui carga horária de 8 horas. “Sabemos que a pessoa não vai sair dali especialista, mas a nossa intenção é que saiba para que serve cada bloco da alvenaria estrutural e como utilizá-lo da melhor forma”, explica Marcelo Ulsenheimer.
- O curso existe há 10 anos e surgiu da necessidade de expandir o mercado para a alvenaria estrutural.
- É realizado na fábrica da Itambé, no município de Balsa Nova, e o transporte é custeado pelas empresas. “O curso é gratuito e é procurado por várias construtoras que enviam grupos de funcionários para a capacitação”, disse Ulsenheimer.
- O curso de Alencoi é dividido em quatro módulos:
- Auxiliar de pedreiro, carpinteiro, ferreiro e pedreiro.
- Cada módulo possui carga horária de 50 horas, mas ainda é um projeto piloto.
Opiniões
Apesar das iniciativas de algumas empresas, é necessário que haja mais investimento nessa área. “Mais empresas deveriam se empenhar em treinar a mão de obra, porque assim todos vão sair ganhando”, afirma Ulsenheimer. “Até mesmo os sindicatos do setor podem promover cursos de capacitação para os filiados, e assim a categoria poderá ganhar melhores salários”, sugere João Junior, da Sial.
“A capacitação da mão de obra é de extrema importância e todos devem se preocupar com ela”, explica Gasparetto coordenador técnico da escola Senai. “Todo o processo construtivo vai ter qualidade na medida em que utiliza um projeto bem elaborado, materiais certificados e profissionais qualificados. O conjunto é importante para o sucesso da obra”, ressalta.
A responsabilidade de qualificação não deve partir apenas das empresas. “O governo tem uma visão de investir na qualificação profissional, mas a construção civil está sendo deixada de lado. Fora das empresas é muito difícil achar cursos sobre isso”, explica Marcio Alencoi. “Foi percebendo essa necessidade que também resolvi criar um curso de capacitação em módulos”, argumenta ele.
Entrevistados
Marcio Alencoi
- Estudante de Edificações
- Trabalhador da construção civil há mais de 15 anos
- Morador de Canoas, no Rio Grande do Sul, está promovendo um curso na sua região para qualificar a mão de obra da construção civil.
- Leitor do Massa Cinzenta
Email: tecmarcioalencoi@gmail.com
Luiz Roberto Gasparetto
- Coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo.
- Trabalha há 19 anos no Senai com formação profissional, e há 12, especificamente, na Construção Civil.
Email: lgaspare@sp.senai.br
João Alves Junior
- Encarregado de suprimentos na Sial Construções.
- Está na empresa há 18 anos e atua na área da construção civil há 22 anos.
Email: compras01@sial.eng.br
Marcelo Ulsenheimer
- Engenheiro civil com pós-graduação em Planejamento e Gerenciamento Estratégico.
- Trabalha com alvenaria estrutural há 10 anos.
- Gerente técnico comercial da Blocaus.
Email: marcelo@blocaus.com.br
Pergunta: AS EMPRESAS DO SETOR DEVEM SER AS GRANDES INCENTIVADORAS DA QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA DOS PROFISSIONAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL? COMENTE A SEGUIR.
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Via de 50 km na China terá trechos de ponte, túnel submerso e rodovia
Estrutura vai ligar Hong Kong, Macau e Zhuhai. Duas ilhas artificiais devem conectar a ponte ao túnel
Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing
Começaram as obras da via que deve ligar Hong Kong, Macau e Zhuhai, na China. A estrutura de 50 km de extensão terá trechos de viaduto, túnel e rodovia. A previsão é de que a construção seja concluída entre 2015 e 2016.
A primeira etapa da obra consiste na construção de uma das duas ilhas artificiais que vão servir de ligação entre a ponte e o túnel submerso. As ilhas terão cerca de 200 ha, onde serão instalados postos alfandegários e estacionamentos com capacidade para 7.500 veículos.
A ponte terá 29,6 km de extensão e um total de seis pistas, sendo três para cada sentido. Ao longo de seu comprimento, a estrutura terá trechos estaiados que permitirão a navegabilidade de navios no Rio das Pérolas.
O túnel imergido, com cerca de 6.7 km de extensão, começa e termina nas ilhas artificiais. Por fim, a ponte se ligará a estradas que passarão próximas ao aeroporto de Hong Kong e de Zhuhai.
Os governos da província de Zhuhai, da região administrativa especial de Hong Kong e região administrativa especial de Macau são os responsáveis pela construção e investimentos na ponte.
O projeto arquitetônico e de engenharia da ponte foi elaborado em parceria entre o governo chinês, representado pelo China Highway Planning and Design Institute Consultants, e as empresas COWI A/S, Ove Arup & Partners Hong Kong Ltd, Shanghai Tunnel Engineering & Rail Transit Design and Research Institute e CCCC First Harbour Consultants Co. Ltda.




Rede Social para arquitetos auxilia o networking
Site é voltado para profissionais, estudantes da área e interessados em arquitetura e construção
Por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
No Brasil, o uso de novas tecnologias e de mídias sociais tem alcançado um número cada vez maior de público e um exemplo disso é o mais recente site criado pela revista Arquitetura e Urbanismo, o aU em rede. Lançado no início deste ano, a rede possibilita um espaço de interação entre profissionais e estudantes de arquitetura, melhorando o networking dos usuários.
A participação brasileira nesse tipo de rede é mais recente do que em países europeus, onde a publicação de projetos de arquitetura em comunidades online já acontece há mais de cinco anos. Esses espaços da internet têm como fator mais determinante a interatividade, atendendo a necessidade de cada usuário e oferecendo links para publicação de projetos e obras de forma gratuita.

A jornalista e editora da revista Arquitetura e Urbanismo, Bianca Antunes, que idealizou o projeto do aU em rede, ressalta que o objetivo da implementação desse espaço online era “aproximar o leitor da revista a um cenário novo e conhecer os projetos de profissionais do país”, revela. Segundo Bianca, de fevereiro a maio deste ano, o site teve cerca de 50 mil acessos.
Networking
O arquiteto e professor da UnB (Universidade de Brasília), Nonato Veloso, resolveu ingressar nas redes sociais para divulgar seus próprios projetos, como um edifício projetado para a UnB, chamado de A Casa do Professor, e outro mais recente, como O Mirante da Praia. “Este é um espaço moderno da internet que contribui com nosso networking e permite um grande avanço entre profissionais e estudantes, trocando explicações de projetos desenvolvidos na arquitetura”, avalia o professor.

Na opinião de Veloso, a interação com outros participantes da rede e a possibilidade de compartilhar ideias e projetos, fotos dos espaços internos e externos de uma construção tornam os sites mais ousados. “Acho muito importante este tipo de publicação, porque também abre oportunidades de conhecimentos com fornecedores e clientes. O acesso é rápido, sem custos, permitindo comentários e gerando muitas vezes um verdadeiro fórum de opiniões, entre professores e estudantes. Só traz benefícios, aproximando pessoas, ideias e opiniões”, avalia Veloso.
Abrangência da rede
O projeto aU em rede, segue as mesmas tendências do modelo utilizado internacionalmente, criando uma identidade jovem, porque além de oferecer os links gratuitos de publicação aos profissionais, abriu um campo também aos designers e estudantes.
Qualquer pessoa pode ter acesso ao site, mas para interagir com quem publica fotos e trabalhos na página é preciso se inscrever, criando uma conta com senha de acesso, que permite trocar informações com outros participantes da área ou pessoas interessadas em arquitetura e construção.
A rede aU oferece três diferentes interações aos internautas. A primeira, meu perfil, é uma seção onde podem ser publicadas informações profissionais, sites e endereços de emails pessoais. A segunda opção, portfólio, é um espaço de exposição dos trabalhos desenvolvidos pelo usuário. Neste ambiente é permitido publicar fotos e maquetes de trabalhos. E, na terceira seção chamada de olhares, podem ser criados álbuns de projetos que já tenham sido referência no país, por exemplo, convidando um profissional renomado a participar.

O arquiteto paulista Billy Scatena publicou projetos no aU em rede e, segundo ele, a iniciativa facilita o contato com novos clientes, auxilia o networking de forma rápida, eficaz e barata. “Em pouco tempo que participo da rede já recebi inúmeros comentários sobre meus projetos e solicitação de novos trabalhos. Esse projeto viabiliza a interação entre arquitetos e o mundo da construção”, avalia Scatena.
Entrevistados:
Nonato Veloso – arquiteto, professor da UnB
- Graduação: Curso de Arquitetura - Escola de Arquitetura da Universidade de Arquitetura da UFMG – 1974
- Especialização: Arquitetura do Sistema Hospitalar - Instituto de Arquitetura e Urbanismo - UnB – 1985
- Créditos completados no Curso de Mestrado em Desenho Urbano - Instituto de Arquitetura e Urbanismo - 1990
Atuação no Ensino Superior:
- Professor do Instituto de Artes da Universidade de Brasília: de 1976 a 1995
- Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília: de 1995 a 2009:
- Projeto Arquitetônico 1 e Projeto de Diplomação
E-mail: certodetalhes@yahoo.com.br
Billy Scatena - arquiteto
- Graduação em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de SP em 2001
- Graduação em Arquitetura e Desenho pela Universitat Internacional de Catalunya – Barcelona 2002
- Pós-graduado em Administração na Fundação Armando Álvares Penteado Faap em 2006
Email: arquitetura@billyscatena.com.br
Bianca Antunes – jornalista
- Jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 2000.
- Mestrado em jornalismo na mesma instituição concluído em 2008, na área de investigação Teoria e Pesquisa em Comunicação/Linguagem e Produção de Sentido.
- É editora da revista AU – Arquitetura & Urbanismo, da Editora PINI, e autora de Livraria Cultura, livro da coleção Arquitetura Comentada, da Editora C4.
Email: Bianca@pini.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Rede Social para arquitetos auxilia o networking
Site é voltado para profissionais, estudantes da área e interessados em arquitetura e construção
Por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
No Brasil, o uso de novas tecnologias e de mídias sociais tem alcançado um número cada vez maior de público e um exemplo disso é o mais recente site criado pela revista Arquitetura e Urbanismo, o aU em rede. Lançado no início deste ano, a rede possibilita um espaço de interação entre profissionais e estudantes de arquitetura, melhorando o networking dos usuários.
A participação brasileira nesse tipo de rede é mais recente do que em países europeus, onde a publicação de projetos de arquitetura em comunidades online já acontece há mais de cinco anos. Esses espaços da internet têm como fator mais determinante a interatividade, atendendo a necessidade de cada usuário e oferecendo links para publicação de projetos e obras de forma gratuita.

A jornalista e editora da revista Arquitetura e Urbanismo, Bianca Antunes, que idealizou o projeto do aU em rede, ressalta que o objetivo da implementação desse espaço online era “aproximar o leitor da revista a um cenário novo e conhecer os projetos de profissionais do país”, revela. Segundo Bianca, de fevereiro a maio deste ano, o site teve cerca de 50 mil acessos.
Networking
O arquiteto e professor da UnB (Universidade de Brasília), Nonato Veloso, resolveu ingressar nas redes sociais para divulgar seus próprios projetos, como um edifício projetado para a UnB, chamado de A Casa do Professor, e outro mais recente, como O Mirante da Praia. “Este é um espaço moderno da internet que contribui com nosso networking e permite um grande avanço entre profissionais e estudantes, trocando explicações de projetos desenvolvidos na arquitetura”, avalia o professor.

Na opinião de Veloso, a interação com outros participantes da rede e a possibilidade de compartilhar ideias e projetos, fotos dos espaços internos e externos de uma construção tornam os sites mais ousados. “Acho muito importante este tipo de publicação, porque também abre oportunidades de conhecimentos com fornecedores e clientes. O acesso é rápido, sem custos, permitindo comentários e gerando muitas vezes um verdadeiro fórum de opiniões, entre professores e estudantes. Só traz benefícios, aproximando pessoas, ideias e opiniões”, avalia Veloso.
Abrangência da rede
O projeto aU em rede, segue as mesmas tendências do modelo utilizado internacionalmente, criando uma identidade jovem, porque além de oferecer os links gratuitos de publicação aos profissionais, abriu um campo também aos designers e estudantes.
Qualquer pessoa pode ter acesso ao site, mas para interagir com quem publica fotos e trabalhos na página é preciso se inscrever, criando uma conta com senha de acesso, que permite trocar informações com outros participantes da área ou pessoas interessadas em arquitetura e construção.
A rede aU oferece três diferentes interações aos internautas. A primeira, meu perfil, é uma seção onde podem ser publicadas informações profissionais, sites e endereços de emails pessoais. A segunda opção, portfólio, é um espaço de exposição dos trabalhos desenvolvidos pelo usuário. Neste ambiente é permitido publicar fotos e maquetes de trabalhos. E, na terceira seção chamada de olhares, podem ser criados álbuns de projetos que já tenham sido referência no país, por exemplo, convidando um profissional renomado a participar.

O arquiteto paulista Billy Scatena publicou projetos no aU em rede e, segundo ele, a iniciativa facilita o contato com novos clientes, auxilia o networking de forma rápida, eficaz e barata. “Em pouco tempo que participo da rede já recebi inúmeros comentários sobre meus projetos e solicitação de novos trabalhos. Esse projeto viabiliza a interação entre arquitetos e o mundo da construção”, avalia Scatena.
Entrevistados:
Nonato Veloso – arquiteto, professor da UnB
- Graduação: Curso de Arquitetura - Escola de Arquitetura da Universidade de Arquitetura da UFMG – 1974
- Especialização: Arquitetura do Sistema Hospitalar - Instituto de Arquitetura e Urbanismo - UnB – 1985
- Créditos completados no Curso de Mestrado em Desenho Urbano - Instituto de Arquitetura e Urbanismo - 1990
Atuação no Ensino Superior:
- Professor do Instituto de Artes da Universidade de Brasília: de 1976 a 1995
- Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília: de 1995 a 2009:
- Projeto Arquitetônico 1 e Projeto de Diplomação
E-mail: certodetalhes@yahoo.com.br
Billy Scatena - arquiteto
- Graduação em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de SP em 2001
- Graduação em Arquitetura e Desenho pela Universitat Internacional de Catalunya – Barcelona 2002
- Pós-graduado em Administração na Fundação Armando Álvares Penteado Faap em 2006
Email: arquitetura@billyscatena.com.br
Bianca Antunes – jornalista
- Jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 2000.
- Mestrado em jornalismo na mesma instituição concluído em 2008, na área de investigação Teoria e Pesquisa em Comunicação/Linguagem e Produção de Sentido.
- É editora da revista AU – Arquitetura & Urbanismo, da Editora PINI, e autora de Livraria Cultura, livro da coleção Arquitetura Comentada, da Editora C4.
Email: Bianca@pini.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Estádios da Copa 2010: materiais e métodos de construção
Para a realização dos jogos deste ano a África do Sul investiu em cinco novos estádios
por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
A África do Sul construiu cinco novos estádios de futebol em preparação para a Copa do Mundo 2010. Será a primeira vez na história do país que a região terá estádios especialmente dedicados ao futebol. Ao todo, dez estádios irão sediar os jogos da Copa, sendo que cinco ainda estão sendo reformados para atingir os padrões estabelecidos pela FIFA. A África do Sul está investindo mais de 10 bilhões de reais nas obras de construção de estádios.
A arquitetura de estádios da Copa obedece a uma série de exigências da FIFA e que trazem, também, a discussão pela sustentabilidade. A qualidade e a durabilidade dos materiais empregados na construção desses espaços e da infraestrutura foi essencial para que o país ganhasse equipamentos esportivos, hospitalares, de transporte, de hospedagem e diversos outros que irão trazer resultados positivos pós-copa para as cidades que sediarem os jogos.
Uso de pré-moldados em estádios
Para a construção e ampliação dos estádios de futebol, na maioria dos casos, a preferência é pelo uso de peças pré-moldadas em concreto de alta resistência. Não somente quando empregadas nas arenas esportivas, mas em qualquer obra, porque conferem mais agilidade à etapa estrutural. No caso dos estádios, os pré-moldados são especialmente adequados devido à geometria típica de suas construções e ao fato de as peças se repetirem com maior regularidade.
A cobertura do estádio Soccer City, de Johannesburgo, que vai receber o jogo de abertura e a final da Copa do Mundo 2010 foi projetada pelos consultores em engenharia estrutural da Alemanha. O projeto foi inspirado em um calabash, o tradicional vaso artesanal africano. Ele é o maior estádio do continente, com capacidade para 94.000 espectadores, que ocuparão as arquibancadas desenvolvidas em estruturas de concreto. A fachada foi composta por um arranjo de painéis de seis cores e três texturas diferentes.
Qualidade técnica
A engenheira, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR), Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj, explica que a escolha correta de materiais para construções e reformas de estádios é sempre muito importante, mas, sobretudo, o que deve ser considerado é a forma de execução. “Todo material tem sua vida útil, sua durabilidade, no entanto, depende de como é empregado na obra”, ressalta Vera Lúcia.
Outro item analisado por ela é o comprometimento dos engenheiros durante as obras em estádios. “Precisamos também pensar que uma boa equipe de engenharia, com profissionais habilitados para o trabalho e o acompanhamento sério desses profissionais ao longo das construções é imprescindível para garantir a estrutura dos estádios e a segurança de milhares de pessoas que estarão reunidas assistindo a uma partida”, destaca.
Sobre os novos estádios da Copa na África do Sul, a engenheira argumentou que depois de algumas análises, feitas por equipes técnicas responsáveis pelos empreendimentos, foram identificadas algumas falhas em uma das construções. “Provavelmente a falta de um bom planejamento resultou na falha de um dos projetos e parte da cobertura de um dos estádios que foi danificada teve de ser consertada”. Por isso, o comprometimento em obras dessa natureza é uma palavra chave para que as edificações não ofereçam qualquer tipo de risco aos usuários. “Quando ocorrem acidentes não adianta procurar culpados, pois o estrago já está feito. A conservação das edificações é fundamental para evitar acidentes”, revela Vera Lucia Shebalj.
Conheça os estádios da Copa 2010 e as implantações, em cada um deles:

1 – Estádio Moses Mabhida, localizado em Durban
Foi desenhado por arquitetos alemães, em colaboração com escritórios sulafricanos. Só o arco gigante, construído na Alemanha, precisou ser transportado em 56 secções diferentes, de barco, até a cidade de Durban. Possui 1750 colunas e 216 vigas de sustentação, tendo o muro em torno do estádio feito todo de concreto com 1780 painéis pré-moldados.
Com uma capacidade para 70 mil pessoas, projetado, segundo os arquitetos, em forma de xícara e dominado por um arco gigante, que nasce de um lado em forma de “Y” – inspirado na bandeira sulafricana – e termina do outro apenas num pilar.

2 – Estádio Green Point, localizado na Cidade do Cabo
Construído parcialmente em um terreno antes utilizado como campo de golfe, o novo estádio da Cidade do Cabo fica às margens do oceano e as partidas disputadas lá terão como pano de fundo as montanhas da cidade. Chama a atenção pela arquitetura ondulada, o que revela um design muito diferente.
Com capacidade para 66 mil pessoas e revestido com proteção acústica. O Parque Green Point, onde está sendo erguido, era originalmente mais amplo e incluía a maior parte da área entre o mar e Signal Hill, se estendendo do centro da cidade até Sea Point.

3 – Estádio Nelson Mandela Bay, localizado em Port Elizabeth
O estádio possui uma atraente cobertura formada por apenas uma estrutura e uma espetacular perspectiva, com vista para o North End Lake. A cobertura é composta por uma série de "pétalas" brancas, dando ao Nelson Mandela Bay uma aparência semelhante a uma flor.
O teto foi construído com fibra de vidro e estruturas de metal. A cobertura branca contrasta com os 48 mil assentos vermelhos e sua estrutura lembra os estádios europeus e possui capacidade para 50 mil pessoas.

4 – Estádio Mbombela, localizado em Nelspruit
Sua construção foi projetada com um teto móvel e vazado e torres de metal na estrutura. Possui capacidade para 40 mil pessoas. A proximidade de reservas naturais dá ainda aos visitantes a oportunidade de verem um pouco de vida selvagem durante os dias de folga da Copa. Possui ainda um destaque na textura de zebra nas arquibancadas.
5 – Estádio Peter Mokaba, localizado em Polokwane
Construído com uma estrutura de concreto e de metal que sustenta o teto. O desenho da enorme estrutura de concreto foi inspirado no Baobá, a árvore símbolo da região, com quatro "troncos" gigantes em cada canto do estádio sustentando a cobertura e acomodando rampas de circulação vertical e núcleos de serviços.

O novo local de competição foi construído próximo ao antigo estádio de mesmo nome, com capacidade para 45 mil pessoas.
Entrevistada: Vera Lucia de Campos Correa Shebalj
- Arquiteta e engenheira de segurança do trabalho
- Presidente do Ibape-PR
- Vice presidente do Ibape nacional
- Ex-conselheira do Crea-PR
Email: proojekt@creapr.org.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Estádios da Copa 2010: materiais e métodos de construção
Para a realização dos jogos deste ano a África do Sul investiu em cinco novos estádios
por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content
A África do Sul construiu cinco novos estádios de futebol em preparação para a Copa do Mundo 2010. Será a primeira vez na história do país que a região terá estádios especialmente dedicados ao futebol. Ao todo, dez estádios irão sediar os jogos da Copa, sendo que cinco ainda estão sendo reformados para atingir os padrões estabelecidos pela FIFA. A África do Sul está investindo mais de 10 bilhões de reais nas obras de construção de estádios.
A arquitetura de estádios da Copa obedece a uma série de exigências da FIFA e que trazem, também, a discussão pela sustentabilidade. A qualidade e a durabilidade dos materiais empregados na construção desses espaços e da infraestrutura foi essencial para que o país ganhasse equipamentos esportivos, hospitalares, de transporte, de hospedagem e diversos outros que irão trazer resultados positivos pós-copa para as cidades que sediarem os jogos.
Uso de pré-moldados em estádios
Para a construção e ampliação dos estádios de futebol, na maioria dos casos, a preferência é pelo uso de peças pré-moldadas em concreto de alta resistência. Não somente quando empregadas nas arenas esportivas, mas em qualquer obra, porque conferem mais agilidade à etapa estrutural. No caso dos estádios, os pré-moldados são especialmente adequados devido à geometria típica de suas construções e ao fato de as peças se repetirem com maior regularidade.
A cobertura do estádio Soccer City, de Johannesburgo, que vai receber o jogo de abertura e a final da Copa do Mundo 2010 foi projetada pelos consultores em engenharia estrutural da Alemanha. O projeto foi inspirado em um calabash, o tradicional vaso artesanal africano. Ele é o maior estádio do continente, com capacidade para 94.000 espectadores, que ocuparão as arquibancadas desenvolvidas em estruturas de concreto. A fachada foi composta por um arranjo de painéis de seis cores e três texturas diferentes.
Qualidade técnica
A engenheira, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR), Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj, explica que a escolha correta de materiais para construções e reformas de estádios é sempre muito importante, mas, sobretudo, o que deve ser considerado é a forma de execução. “Todo material tem sua vida útil, sua durabilidade, no entanto, depende de como é empregado na obra”, ressalta Vera Lúcia.
Outro item analisado por ela é o comprometimento dos engenheiros durante as obras em estádios. “Precisamos também pensar que uma boa equipe de engenharia, com profissionais habilitados para o trabalho e o acompanhamento sério desses profissionais ao longo das construções é imprescindível para garantir a estrutura dos estádios e a segurança de milhares de pessoas que estarão reunidas assistindo a uma partida”, destaca.
Sobre os novos estádios da Copa na África do Sul, a engenheira argumentou que depois de algumas análises, feitas por equipes técnicas responsáveis pelos empreendimentos, foram identificadas algumas falhas em uma das construções. “Provavelmente a falta de um bom planejamento resultou na falha de um dos projetos e parte da cobertura de um dos estádios que foi danificada teve de ser consertada”. Por isso, o comprometimento em obras dessa natureza é uma palavra chave para que as edificações não ofereçam qualquer tipo de risco aos usuários. “Quando ocorrem acidentes não adianta procurar culpados, pois o estrago já está feito. A conservação das edificações é fundamental para evitar acidentes”, revela Vera Lucia Shebalj.
Conheça os estádios da Copa 2010 e as implantações, em cada um deles:

1 – Estádio Moses Mabhida, localizado em Durban
Foi desenhado por arquitetos alemães, em colaboração com escritórios sulafricanos. Só o arco gigante, construído na Alemanha, precisou ser transportado em 56 secções diferentes, de barco, até a cidade de Durban. Possui 1750 colunas e 216 vigas de sustentação, tendo o muro em torno do estádio feito todo de concreto com 1780 painéis pré-moldados.
Com uma capacidade para 70 mil pessoas, projetado, segundo os arquitetos, em forma de xícara e dominado por um arco gigante, que nasce de um lado em forma de “Y” – inspirado na bandeira sulafricana – e termina do outro apenas num pilar.

2 – Estádio Green Point, localizado na Cidade do Cabo
Construído parcialmente em um terreno antes utilizado como campo de golfe, o novo estádio da Cidade do Cabo fica às margens do oceano e as partidas disputadas lá terão como pano de fundo as montanhas da cidade. Chama a atenção pela arquitetura ondulada, o que revela um design muito diferente.
Com capacidade para 66 mil pessoas e revestido com proteção acústica. O Parque Green Point, onde está sendo erguido, era originalmente mais amplo e incluía a maior parte da área entre o mar e Signal Hill, se estendendo do centro da cidade até Sea Point.

3 – Estádio Nelson Mandela Bay, localizado em Port Elizabeth
O estádio possui uma atraente cobertura formada por apenas uma estrutura e uma espetacular perspectiva, com vista para o North End Lake. A cobertura é composta por uma série de "pétalas" brancas, dando ao Nelson Mandela Bay uma aparência semelhante a uma flor.
O teto foi construído com fibra de vidro e estruturas de metal. A cobertura branca contrasta com os 48 mil assentos vermelhos e sua estrutura lembra os estádios europeus e possui capacidade para 50 mil pessoas.

4 – Estádio Mbombela, localizado em Nelspruit
Sua construção foi projetada com um teto móvel e vazado e torres de metal na estrutura. Possui capacidade para 40 mil pessoas. A proximidade de reservas naturais dá ainda aos visitantes a oportunidade de verem um pouco de vida selvagem durante os dias de folga da Copa. Possui ainda um destaque na textura de zebra nas arquibancadas.
5 – Estádio Peter Mokaba, localizado em Polokwane
Construído com uma estrutura de concreto e de metal que sustenta o teto. O desenho da enorme estrutura de concreto foi inspirado no Baobá, a árvore símbolo da região, com quatro "troncos" gigantes em cada canto do estádio sustentando a cobertura e acomodando rampas de circulação vertical e núcleos de serviços.

O novo local de competição foi construído próximo ao antigo estádio de mesmo nome, com capacidade para 45 mil pessoas.
Entrevistada: Vera Lucia de Campos Correa Shebalj
- Arquiteta e engenheira de segurança do trabalho
- Presidente do Ibape-PR
- Vice presidente do Ibape nacional
- Ex-conselheira do Crea-PR
Email: proojekt@creapr.org.br
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Casa Cor investe na política de sustentabilidade
Os novos gestores do projeto mudaram o foco – em todas as franquias – pensando em tornar o evento, em no máximo cinco anos, totalmente sustentável
por: Vanessa Bordin – Vogg Branded Content

A Casa Cor é um dos maiores eventos de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina. Anualmente, 18 cidades brasileiras, além das edições do Peru e Panamá, realizam o evento que dita as tendências do setor. Com foco na sustentabilidade, as exposições deste ano de Curitiba e de São Paulo já estão acontecendo e os organizadores esperam receber um público de, aproximadamente, 200 mil pessoas, só nestas duas capitais.
O objetivo dos organizadores é de que, num prazo de até cinco anos, o evento seja totalmente sustentável. Seguindo essa linha é que Curitiba e São Paulo escolheram os temas: “Morar Verde, Sustentável Maneira de Viver” e Sua Casa, Sua Vida, mais Sustentável e Feliz, respectivamente. A Casa Cor movimenta todos os anos milhares de profissionais da área, além do público interessado em arquitetura e decoração.
Sustentabilidade
A implantação da nova política de sustentabilidade vale para todas as edições, de acordo com o presidente executivo da Casa Cor, Ângelo Derenze. “Todas as franquias possuem essa preocupação e nós abraçamos esta causa porque para mudar o mundo nós precisamos começar por dentro de casa”, avalia. Segundo ele, entre todos os ambientes montados em São Paulo, há destaque especial para aqueles que retratam ambientes sustentáveis e modernos como: Espaço para Nova Era, de Maria, Raul e Ugo di Pace; Loft Sustentável, de Fernanda Marques; Casa do Mirante; de Débora Aguiar; Garagem Conceitual, de Léo Shetman; e Suíte do Casal Apaixonado, de Sueli Adorni.

Já para a organizadora da Casa Cor Curitiba, Marina Nasser, os 67 ambientes criados na capital paranaense têm preocupações com o acabamento das decorações e por isso é difícil opinar por aqueles que são destaque na exposição. “Todos são de ótima qualidade e são trabalhos muito generosos. O diferencial é a localização do evento, que acontece no bairro Ecoville, novo foco urbano de Curitiba, que apresenta forte vocação cultural para o encontro da natureza exuberante com o design e a arquitetura contemporânea”, revela Marina.
Outro objetivo do evento, de acordo com a diretora da franquia do Paraná, é a prática da responsabilidade social das empresas que trabalham com arquitetura, decoração e interiores. “Pretendemos lançar novos conceitos com a Casa Cor, como o de as empresas fabricarem mais produtos sustentáveis para o mercado e incentivarem o consumo sustentável, também, com ética e responsabilidade”, frisa.
Atrações
Em sua 24ª edição, a Casa Cor São Paulo traz três mostras simultâneas que ditarão as tendências em arquitetura, decoração, design e paisagismo deste ano: Casa Hotel, Casa Kids e Casa Talento. Os visitantes do evento terão a oportunidade de conhecer mais de 105 ambientes em 54 mil m² de área decorada.

No entanto, atração inédita deste ano é a Casa Talento, uma mostra de tendências da arte e do design com a curadoria de Catherine Duvignau, uma das organizadoras da Cow Parade. “É uma oportunidade para aqueles que criam elementos desafiadores, que completam o trabalho de arquitetos e decoradores”, afirma Ângelo Derenze, presidente executivo da Casa Cor. Móveis, objetos, acessórios, iluminação e utensílios são alguns exemplos do que poderá ser apreciado em uma área exclusiva do evento.
A mostra também celebra o 50° aniversário de Brasília, com uma homenagem ao arquiteto e urbanista Lucio Costa, responsável pelo projeto da capital federal. “Este artista foi percussor de uma verdadeira revolução urbanística e arquitetônica no Brasil. Ele trouxe inovação, assim como cada edição da Casa Cor”, revela Derenze.
História da Casa Cor
Criada em 1987, a Casa Cor nasceu com o foco voltado para o lançamento de novos talentos e na oportunidade de profissionais recém formados mostrarem seus projetos. No entanto, o marketing da vitrine dos arquitetos e decoradores foi sendo, gradativamente, substituído pelo desafio de conquistar os consumidores.
A Casa Cor, hoje, busca a mudança de atitude. A ideia é que o público que visita as exposições se sinta motivado a renovar o ambiente interno de sua residência, com base nas tendências do que está sendo mostrado em cada espaço. Por isso, o pensamento de hoje está mais voltado para o público que visita do que para aquele que faz a Casa Cor.
Agenda Casa Cor
Confira as datas dos eventos pelo país e América Latina.
| Brasil | |
| Estado/Cidade | Período |
| Amazonas | 15 de outubro a 23 de novembro |
| Bahia | 10 de setembro a 20 de outubro |
| Brasília | 24 de setembro a 04 de novembro |
| Campinas | 03 de setembro a 12 de outubro |
| Ceará | 20 de outubro a 30 de novembro |
| Espírito Santo | 17 de agosto a 21 de setembro |
| Goiás | 07 de maio a 15 de junho |
| Mato Grosso | 17 de setembro a 27 de outubro |
| Minas Gerais | 07 de agosto a 14 de setembro |
| Pernambuco | 27 de outubro a 30 de novembro |
| Rio de Janeiro | 10 de agosto a 21 de setembro |
| Rio Grande do Sul | 18 de maio a 05 de julho |
| Santa Catarina* | 20 de março a 27 de abril |
| América Latina | |
| País | Período |
| Panamá* | 13 de abril a 23 de maio |
| Peru | 21 de setembro a 31 de outubro |
* Eventos que já aconteceram este ano.
Serviço
:: Casa Cor São Paulo
Local: Jockey Club de São Paulo
Endereço: Av. Lineu de Paula Machado, 1075, Cidade Jardim – São Paulo (SP)
Período: De 25 de maio a 13 de julho
Special sale: 12 e 13 de julho.
Horário: De terça a sábado das 12h às 21h30. Aos domingos e feriados das 12h às 20h.
Preços: De terça a sexta-feira R$ 35,00. Sábados, domingos e feriados R$ 40,00. Passaporte Casa Cor R$ 70,00. Ingressos à venda na bilheteria, no D&D e no site da Ticketmaster
:: Casa Cor Paraná
Local: Casa de Retiros Mossunguê
Endereço: Rua Francisco Juglair, 171, bairro Ecoville – Curitiba (PR)
Período: 21 de maio a 29 de junho
Special sale: 28 e 29 de junho
Horário: Terça a sábado, das 13h às 21h. Domingos e feriados, das 11h às 19h
Preços: Preço individual R$ 26,00. Preço promocional R$ 20,00. Meia entrada R$ 13,00 (idoso, crianças e estudantes)
:: Informações sobre a Casa Cor nacional e internacional: (11) 3819.7955 - www.casacor.com.br
Entrevistados:
Marina Nasser - Empresária. Iniciou sua carreira profissional no mercado de decoração de interiores nos anos 80, com uma loja de revestimentos em Porto Alegre (RS).
- No Rio Grande do Sul consolidou a marca Casa Cor por 15 anos, antes de implantar a franquia no Paraná.
- Sua carreira no Estado começou em 1994 e desde então já são 17 edições de Casa Cor em Curitiba, cidade onde mora atualmente.
- Recebeu da Câmara Municipal de Vereadores, o título de Cidadã Honorária de Curitiba.
Email: marina@casacorparana.com.br
Ângelo Derenze - Assumiu a presidência executiva da Casa Cor em janeiro de 2009.
- Foi diretor de Núcleo Casa e Construção da Editora Abril.
- Amplo conhecimento no segmento de decoração e 30 anos de experiência profissional, dos quais 23, no Grupo Abril, o executivo ocupou diversas posições.
- Em 2000, assumiu a diretoria de Publicidade de Núcleo Casa e, em 2005, de Casa e Construção – posição exercida até dezembro do ano retrasado.
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content