Porto de Paranaguá completa 88 anos e prevê investimentos de até R$ 3 bilhões
O Porto de Paranaguá completou 88 anos no último dia 17 de março, com direito a passeio ciclístico e apresentação especial da Esquadrilha da Fumaça, com a presença de sete aeronaves. Além disso, nesta data aproveitou para reafirmar seus planos para o futuro, incluindo grandes obras em andamento e leilões cujos investimentos podem chegar a R$ 3 bilhões nos próximos anos, de acordo com a previsão da Portos do Paraná, autoridade portuária responsável por sua administração.
Em relação aos leilões, a empresa pública se prepara para negociar quatro áreas em 2023. Uma delas é a PAR09 (26.576 m2), destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, assim como a PAR14 (49.841 m2) e a PAR15 (38.859 m2), que estão com os processos em fases de análises das contribuições recebidas das consultas e audiências públicas.
Já a PAR03 (38 mil m2), ainda em fase de estudo, será destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, principalmente de fertilizantes. Segundo o levantamento preliminar, o investimento mínimo necessário, nesse caso, seria de R$ 223 milhões - valor que pode ser alterado.

Crédito: Claudio Neves/Portos do Paraná
"Para crescer de forma sustentável, nosso planejamento é pensado a médio e longo prazos”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. "É dessa forma que conseguimos manter o porto eficiente e atrativo, com grandes investimentos e projetos para os próximos anos."
Outro foco do planejamento é o Projeto Cais Leste - Moegão, que pretende centralizar a descarga dos trens que chegam ao Porto de Paranaguá, ampliando a participação do modal ferroviário. Com investimento de R$ 592 milhões, o empreendimento teve contrato assinado em janeiro deste ano e é um dos destaques dos primeiros 100 dias da nova gestão do Governo do Estado do Paraná.
A estrutura será instalada em uma área de quase 600 mil m2, com três linhas independentes capazes de permitir o descarregamento simultâneo de até 180 vagões. De acordo com Garcia, "isso representa um ganho de 63% na capacidade atual de descarga ferroviária, passando de 550 para 900 vagões por dia".

Crédito: Claudio Neves/Portos do Paraná
O novo complexo, do qual devem sair, anualmente, mais de 24 milhões de toneladas de grãos e farelos, será formado por moegas ferroviárias, sistemas de transporte vertical e horizontal, balanças, sistema de alimentação dos terminais, sistema de transferência de produto e prédios administrativo e de manutenção.
O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério de Portos e Aeroportos, Fabrizio Pierdomenico, afirmou durante uma visita às instalações do Porto de Paranaguá, no dia 22 de março, que a gestão premiada da Portos do Paraná é referência para o Brasil. "Paranaguá é um exemplo de que nós temos capacidade de ter portos públicos muito eficientes”, afirmou.
E aproveitou para ressaltar a importância dos projetos já idealizados. "Os planos para o futuro são bem consistentes. Nós temos um grande desafio, do Porto e do Governo Federal, para fechar a modelagem da futura concessão do canal de acesso do porto”, salientou Pierdomenico.
Fontes
Governo do Estado do Paraná
Portos do Paraná
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Como evitar acidentes nos canteiros de obra?

Crédito: Envato
Em março de 2023, um acidente que matou um trabalhador de uma obra no Centro de Curitiba (PR) motivou o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT) abrir uma investigação sobre o caso. Na ocasião, uma viga de sustentação caiu sobre o colaborador.
Entre os dias 30 de março e 05 de abril de 2023, a ABRAINC realizou a 24ª Pesquisa Acidentes de Trabalho nas Obras. O levantamento, feito em 956 obras onde trabalham 69 mil colaboradores, mostrou que nos números de acidentes por trabalhador em alguma parte do corpo foi registrado 0,2% de incidência. 97% das empresas analisadas apresentaram taxas de gravidade - número de dias perdidos nos acidentes por milhão de horas trabalhadas - classificadas como muito boas. Ainda, 79% tiveram taxas de frequência - número de acidentes por milhão de HHT (Horas Homem Trabalhadas) - também classificadas como muito boas.
Roselaine Correa Alaminos, vice-presidente e engenheira civil da Yees! Incorporadora, enumera os acidentes mais comuns na construção civil:
1 - Cortes de membros superiores, mão, dedos, torção
2 - Quedas de diferença de nível
3 - Queda de materiais
De acordo com 23ª Pesquisa Abrainc Acidentes de Trabalho nas Obras, feita em 977 canteiros de obras, onde trabalham cerca de 72 mil funcionários, os acidentes envolvendo as mãos (incluindo dedos) são os mais comuns, com taxa de 0,07%. Em seguida, vêm os pés (incluindo dedos), com 0,03%. Os acidentes com braços e pernas representam 0,02%.
Por outro lado, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MTP-PR) aponta que problemas como falta de rede ou equipamentos de proteção, elevadores com fosso desprotegido, escadas sem corrimão e condições precárias de higiene e de estrutura são as irregularidades mais comuns e que causam acidentes.
Medidas e Normas para evitar estes acidentes
Para evitar acidentes, Roselaine afirma que existem medidas de controle e boas práticas como treinamentos/ Diálogo Diário de Segurança (DDS) / avaliação diária no canteiro de toda a liderança. Ao mesmo tempo, Roselaine acredita que os principais desafios são a conscientização da liderança e dos colaboradores, falta de investimento em treinamento e equipamentos.
Desde janeiro de 2022, passou a valer a nova versão da NR 18, norma que diz respeito à segurança e saúde no trabalho na indústria da construção. Uma das medidas previstas nesta norma é a exigência de carga horária mínima para treinamento para o exercício de cada atividade. Com isso, o treinamento inicial deve ser de quatro horas, além de ser presencial. Além disso, é necessário fazer uma reciclagem a cada dois anos, sempre mostrando os riscos ao qual estará exposto.
O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) tem que ser assinado por um técnico de segurança do trabalho em obras com até 10 funcionários e no máximo 7 metros de altura. Acima disso, deve ser feito por engenheiro de segurança do trabalho.
Entrevistada
Roselaine Correa Alaminos, vice-presidente e engenheira civil da Yees! Incorporadora
Contato
Assessoria de imprensa: atiane@prcouti.com.br
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Marina Pastore
DRT 48378/SP
Estabilizador de hidratação melhora concreto e contribui para o meio ambiente

Crédito: Acervo Concrebras
O primeiro trimestre de 2023 foi marcado por fortes chuvas no Brasil. No período, a chuva ficou acima da média no norte do Brasil, grande parte da Região Sudeste, sul de Goiás, centro de Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Com isso, as obras podem ser afetadas, uma vez que em condições de temperatura e umidade elevadas, a cura acontece de forma mais rápida e podem ocorrer a formação de rachaduras e fissuras no concreto. Para evitar este tipo de problema, são utilizados os estabilizadores de hidratação do cimento/concreto.
“Estabilizadores de hidratação são aditivos líquidos que controlam a hidratação do cimento Portland. Os retardadores atuam principalmente no controle da hidratação do C3S, (silicato tricálcico) promovendo moderada manutenção de abatimento e retardo de pega. Devido a sua característica de ter o efeito de retardo proporcional à quantidade utilizada do aditivo, permite que se tenha controle razoável do tempo de estabilização e utilização do concreto”, explica Jorge Luiz Christófolli, gerente de desenvolvimento técnico da Concrebras.
Uso dos estabilizadores de hidratação do cimento/concreto
Christófolli lembra que a Concrebras utilizou em diversas obras os estabilizadores de hidratação. “Principalmente em peças de grande volume, geralmente blocos de fundação de edifícios altos, onde a concretagem ocorre em vários dias consecutivos. Nesse tipo de obra nos centros urbanos, há interrupção da concretagem no período noturno devido a proibição de geração de ruídos e atendimento às legislações locais. Com relação à execução e garantia das estruturas, devemos evitar a descontinuidade do concreto e garantir a monoliticidade do elemento estrutural. Para tanto, é necessário estabilizar o concreto, para que após 12 a 18 horas de interrupção ainda esteja no estado plástico permitindo a vibração e a mistura com a camada posterior subsequente”, conclui.
Os aditivos estabilizadores de hidratação podem ser utilizados sempre que o concreto ainda estiver no estado plástico e não for possível a sua utilização no limite de 2,5 horas após a mistura do cimento com a água. “A utilização desses aditivos não pode ser feita se o concreto já estiver iniciado a pega, pois nessa condição o seu efeito estará comprometido. Também não é recomendado utilizar os estabilizantes de hidratação em concretos que tenham o prazo máximo de endurecimento limitado, como por exemplo pelo uso de equipamentos de acabamento, aplicação de carregamento por tensionamento controlado ou desforma rápida”, recomenda Christófolli.
Vantagens do uso
De acordo com Christófolli, o uso dos aditivos controladores de hidratação permite o reuso do resíduo de lavagem do balão betoneira. “Assim como o reuso do concreto fresco retornado, desde que obedecidos os quesitos dos itens da norma ABNT NBR 7212:2021. Com isso, evita-se a geração excessiva de resíduos nas centrais de concreto e contribui-se efetivamente com o meio ambiente”, aponta Christófolli.
Entrevistado
Jorge Luiz Christófolli é Gerente de Desenvolvimento Técnico da Concrebras
Contato:
jorge@concrebras.com.br
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Marina Pastore
DRT 48378/SP
Governo do PR anuncia pacote de R$ 3,4 bilhões para investimentos em infraestrutura

Crédito: Roberto Dziura Jr./Agência Estadual de Notícias
O Governo do Paraná anunciou em fevereiro um pacote de R$ 3,4 bilhões para investir em infraestrutura em diversas regiões do Paraná. Dentre as obras previstas estão 16 obras rodoviárias do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) e da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep). Há também um pacote de revitalização de 195 pontes e obras de arte rodoviárias (trincheiras e viadutos), implementação do Moegão no Porto de Paranaguá e pavimentação de mais cerca de 75 km de estradas rurais, beneficiando de 20 a 30 municípios.
Com esse aporte, o resultado esperado é a geração de 40 mil empregos diretos e indiretos entre 2023 e 2024, além de representar impacto de 0,4 ponto percentual no crescimento do PIB em 2023, segundo informações do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
PRC-280
Dentro deste cenário, uma das obras que deve ser feita é a restauração em pavimento rígido de concreto da PRC-280, em um trecho de 45 km entre Palmas e Clevelândia. A obra será feita com a técnica de whitetopping, que consiste na aplicação de concreto como revestimento sobreposto ao asfalto. No dia 24 de março, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) abriu a licitação desta obra.
“Desde o início, a proposta do governo do estado foi de fazer a PRC-280 até Pato Branco. Está sendo feito um ajuste do orçamento disponível. Em um primeiro momento, foi feito o trecho de 60 km até Palmas, que já está pronto. Agora, está em licitação este segundo trecho de mais 45 km até Clevelândia. Posteriormente, deve haver mais um trecho até chegar à Pato Branco”, explica Alexsander Maschio, Gerente Regional Sul da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
O trecho a ser restaurado começa logo após o Viaduto Bento Munhoz da Rocha Neto (também conhecido como Viaduto da Codapar), em Palmas, e vai até o trevo com a Avenida Nossa Senhora da Luz, em Clevelândia.
De acordo com Maschio, foram mantidas as características do projeto da fase 1, no trecho até Palmas, que foi um sucesso. “Também utilizará o whitetopping, com uma espessura muito similar. O modelo foi o mesmo do primeiro lote, através de um anteprojeto realizado em uma parceria da ABCP com o governo do estado, no formato RDCI – isto é, a empresa que vence a licitação é responsável por fazer o projeto executivo da obra”, explica Maschio.
Tal como ocorreu no trecho anterior, uma das peculiaridades desta obra é o fato do whitetopping ser feito em uma rodovia simples, algo que foi bastante questionado em ambientes técnicos. “O sucesso da obra anterior mostra que é possível executar esta técnica, que foi feita de uma maneira muito tranquila. O resultado do primeiro trecho foi extremamente satisfatório para o Governo. Ao optar pelo whitetopping, economizou-se 26% em comparação do que seria gasto com o asfalto. Além disso, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER) também ficou muito satisfeito com a qualidade. Por isso, está havendo essa ênfase em multiplicar o padrão, que se estendeu para o segundo lote da rodovia e deve também englobar um terceiro trecho mais para frente”, argumenta Maschio.
Paraná Concreto
O governo do Estado do Paraná lançou em 2022 o programa “Paraná Concreto”. Segundo Maschio, a ideia do governador é fazer 200 km de whitetopping, nos mesmos moldes que foram feitos no primeiro trecho da PRC-280. “Então faríamos mais cinco lotes neste ano, com cerca de 40 km cada. Na perspectiva do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER), deverá ser feito um em cada região”, conclui Maschio.
Entrevistado
Alexsander Maschio é Gerente Regional Sul da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
Contato:
alexsander.maschio@abcp.org.br
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Marina Pastore
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Plataforma Mãos à Obra pretende retomar obras paralisadas pelo país
Já está em funcionamento a plataforma Mãos à Obra, lançada pelo governo no dia 10 de março com o objetivo de monitorar as obras paralisadas pelo país e que precisam ser retomadas. O projeto foi desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para que o Governo Federal centralize as informações e possa dar andamento aos trabalhos, de forma mais rápida e eficaz.
Durante a apresentação da nova plataforma, realizada em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que são mais de 14 mil obras paralisadas em todo o Brasil. "Queremos que os prefeitos e as prefeitas participem conosco na execução de políticas públicas porque são eles que sabem qual rua está esburacada, qual é o lugar onde a obra está e onde é preciso investir", disse Lula.
"Temos, por exemplo, R$ 23 bilhões para gastar em obras de infraestrutura só no Ministério dos Transportes, e precisamos destinar a obras que atendam a necessidade das pessoas", avaliou o presidente.
Como funciona a plataforma
Os gestores de municípios e estados serão os responsáveis por atualizar as informações sobre as obras abandonadas ou inacabadas na plataforma, que receberá os dados até a próxima segunda-feira (10 de abril). "É o prazo adequado para quem tem pressa, para quem quer retomar as obras e quer entregar creches, postos de saúde e escolas para a população", disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Assim, a Mãos à Obra poderá mapear o cenário atual e apresentar a situação real das obras nas áreas de educação, saúde, mobilidade urbana, habitação, saneamento, esporte e cultura, definindo o prosseguimento dos empreendimentos e avaliando para onde o dinheiro deverá ir e será melhor empregado. "A plataforma vai possibilitar a formação de uma rede de parcerias com os estados e 39 associações de prefeituras para chegarmos a todos os municípios brasileiros", explica a ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços públicos, Esther Dweck.
O Governo Federal irá analisar as informações em lotes, por ordem de chegada.
Investimentos previstos
Além dos R$ 23 bilhões que serão destinados ao Ministério dos Transportes, mencionados pelo presidente Lula, o Governo Federal liberou R$ 351,1 milhões para a execução de obras na área de educação - além de outros R$ 253,5 milhões anunciados em fevereiro para os municípios.
Isso totaliza o valor de R$ 604,6 milhões liberados nos três primeiros meses do ano, recurso que assegura o pagamento de 84% das dívidas existentes no setor até janeiro deste ano.
De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE), existem 3,5 mil obras com pendências na área, sendo 2,6 mil delas inacabadas e 918 paralisadas, em 833 cidades - incluindo projetos em creches e escolas e construção e cobertura de quadras.
Fontes
Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)
Comunicação Presidência da República
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Fabiana Seragusa
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Como os aditivos contribuem para a durabilidade do concreto

Crédito: Envato
A mistura de aditivos químicos ao concreto tem como objetivo alterar suas propriedades a fim de obter os melhores resultados de acordo com a necessidade de cada projeto. Eles podem ser usados para reduzir o consumo de água, conferir estabilidade, melhorar a trabalhabilidade, permitir maior resistência e aumentar a durabilidade, entre outras possibilidades.
Para falar sobre a questão da durabilidade, o Massa Cinzenta conversou com o engenheiro civil Roberto Dakuzaku, que trabalha como consultor independente na S. Takashima Consultoria e Assessoria. O especialista falou sobre a importância do uso dos aditivos, a exigência das normas, as vantagens desse processo e se o custo-benefício vale a pena.
O uso de aditivos no concreto pode aumentar em até quanto tempo a sua durabilidade?
Roberto Dakuzaku: Na realidade, o uso de bons aditivos químicos em concreto facilita atendimento da durabilidade prevista em projeto, durante a vida útil calculada pelo projetista da estrutura. Atualmente, de acordo com a tabela C.5 da ABNT NBR 15575, no Brasil, obras de concreto devem ser concebidas para resistir à vida útil de projeto – VUP [vida útil de projeto] mínima de 50 anos para a estrutura de um edifício de construção normal e 75 anos para edificação de padrão construtivo superior.
Para estruturas de obras de pontes, viadutos, edificações emblemáticas, metrô, entre outras, a vida útil de projeto supera 100 anos. Portanto, a função de bons aditivos adicionados ao concreto é reduzir a quantidade de água de amassamento da dosagem para atender o FCK [Resistência Característica do Concreto à Compressão], a resistência, o módulo Ec, a classe de agressividade ambiental CAA e, em alguns casos, a relação água/cimento especificados em projeto.
E, muito importante, permitir à equipe de concretagem executar e produzir boas estruturas sem ocorrências de defeitos construtivos que venham a reduzir a vida útil de projeto.
Quais são os tipos de aditivos que proporcionam essa maior durabilidade?
Roberto Dakuzaku: Os tipos de aditivos mais empregados para esta finalidade são os redutores de água, tipo I e tipo 2, especificados na ABNT NBR 11768-1:2019, podendo ser combinados com outros aditivos especiais como aditivo compensador de retração, aditivo impermeabilizante por cristalização integral do concreto, aditivo redutor de permeabilidade e aditivo inibidor migratório de corrosão. Essa combinação de aditivos especiais exige análise da agressividade atuante sobre o concreto da estrutura, inclusive contatos com solos e águas agressivas.
O uso de aditivos com intenção de durabilidade é mais indicado para obras menores, obras maiores ou nos dois casos a importância é a mesma?

Crédito: Reprodução
Roberto Dakuzaku: O uso de bons aditivos para aumentar a durabilidade não deve diferenciar o porte da obra. Em obras menores, quando não existem projetos ou requisitos específicos para a durabilidade do concreto, a dica é seguir as exigências das normas ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 12655, que estabelecem exigências para espessura mínima de cobrimento de armadura, controle de abertura de fissura, classe de agressividade ambiental, consumo mínimo de cimento e relação água/cimento máxima. Ou seja, é possível executar e produzir estruturas duráveis sem ter um projeto especial.
Além da durabilidade, quais as vantagens mais procuradas em aditivos usados na construção?
Roberto Dakuzaku: Os benefícios são muitos, porém, ainda de pouco conhecimento do grande mercado consumidor de concreto dosado em central. A tecnologia atual de aditivos existentes em nosso mercado permite elaborar e produzir dosagens de concreto com manutenção estendida da trabalhabilidade do concreto fresco, chegando à obra pronto para ser lançado por bomba ou de forma convencional.
Mesmo sendo a logística de fornecimento desfavorável, com temperaturas elevadas e períodos de tempo de concretagens maiores que o previsto, não causa entupimentos na linha de bombeamento, juntas frias, falhas de concretagens, perdas por devolução de concreto vencido ou perda de slump, interrupção da concretagem, [além de evitar] equipe parada, horas extras e outras não conformidades que podem alterar e reduzir a durabilidade. Dito isso, as vantagens são muitas, infelizmente, desconhecidas do grande mercado.
O custo-benefício vale sempre a pena? Tendo em vista não apenas o valor, em si, mas as vantagens agregadas.
Roberto Dakuzaku: Evidente que sim! Somente as vantagens acima e uma redução do tempo de concretagem, que pode ser de até 10 minutos por betoneira recebida na obra, com concreto pronto para descarga dosado na central, já pagam o custo de usar um aditivo de qualidade superior, até 3 vezes mais caro que um aditivo de linha.
Por exemplo, uma vez que foi comprado um traço especial, com uso de aditivos de melhor desempenho que o aditivo de linha da central, o concreto chega pronto para descarregar e lançar sem a necessidade de redosagem ou ajuste de slump na obra. Um concreto FCK 25 MPa bombeável pode custar entre R$ 20,00 a R$ 30,00/m³ a mais que o traço de linha.
Em uma concretagem de 64 m³ de concreto, o acréscimo no custo do insumo de concreto será entre R$ 1.280,00 a R$ 1.920,00. Desse custo, se o concreto chegou pronto para descarregar, até 100 minutos a menos será economizado no tempo de concretagem, amortizando este custo dentro de uma boa engenharia de valores - e a qualidade e a durabilidade da estrutura serão aumentadas.
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Roberto Dakuzaku, engenheiro civil e consultor independente na S. Takashima Consultoria e Assessoria
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Fabiana Seragusa
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Como serão as cidades inteligentes?

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Durante a Copa do Mundo, o Qatar construiu uma cidade do zero, Lusail. Esse município foi pensado de acordo com conceitos de mobilidade, sustentabilidade e soluções tecnológicas de infraestrutura. Em 2022, a Arábia Saudita anunciou a construção do prédio The Line, que faz parte da cidade intitulada NEOM e terá energia 100% renovável e 95% de sua área será preservada para a natureza. Em 2020, a Prefeitura de Foz do Iguaçu assinou um decreto que estabelece o Bairro Itaipu A como ambiente que possibilita o teste e experimentação de tecnologias voltadas às Cidades Inteligentes. O que faz uma cidade inteligente?
De acordo com a Comissão Europeia, uma cidade inteligente é um lugar onde redes e serviços tradicionais são tornados mais eficientes com o uso de soluções digitais em benefício de seus habitantes e empresas. “Uma cidade inteligente vai além do uso de tecnologias digitais para melhor uso de recursos e emissões reduzidas. Significa redes de transporte urbano mais inteligentes, instalações de abastecimento de água e disposição de resíduos atualizadas e maneiras mais eficientes de iluminar e aquecer edifícios. Também significa uma administração municipal mais interativa e responsiva, espaços públicos mais seguros e atendimento às necessidades de uma população que está envelhecendo”, informa a Comissão.
No Brasil, a Carta Brasileira Cidades Inteligentes, feita pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, declara que cidades inteligentes são aquelas comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, em seus aspectos econômico, ambiental e sociocultural, que atuam de forma planejada, inovadora, inclusiva e em rede, promovem o letramento digital, a governança e a gestão colaborativas e utilizam tecnologias para solucionar problemas concretos, criar oportunidades, oferecer serviços com eficiência, reduzir desigualdades, aumentar a resiliência e melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, garantindo o uso seguro e responsável de dados e das tecnologias da informação e comunicação.
Planejamento urbano
Durante o Smart City Expo Curitiba 2023, um dos temas discutidos foi o planejamento urbano. A futurista premiada Cecilia Tham, que abriu o evento, lembrou que um planejamento urbano projetado com a mais recente ciência de dados há cinco ou dez anos estaria desatualizado hoje. “Isso não significa que os planejadores urbanos devam esperar, mas sim que precisam projetar ‘cidades que aprendem’. Prédios e cidades aprendem quando podem ser facilmente modificados por seus ocupantes. Famílias, empresas, transportes e outros agentes sempre mudarão, mas as cidades precisam ser capazes de se transformar com eles”, declarou Cecilia.
A futurista defende, portanto, o uso da tecnologia como uma ferramenta de aprendizagem e discussão do futuro, com a participação da população. Cecilia acredita que a criação de “gêmeas digitais” (modelagem virtual de algum comportamento ou objeto real) pode ser benéfica. “Elas devem começar por pequenas regiões da cidade e entender seu comportamento e suas possibilidades. Esta tecnologia traz transparência e desempenha um papel importante na modelagem da cidade e previsão do seu futuro”, afirma.
Já o arquiteto e urbanista Washington Fajardo ressaltou durante o Smart City Expo a importância de recuperar e ocupar as áreas centrais dos municípios apoiadas em marcos regulatórios, dados e tecnologias inclusivas. “Temos a tendência de acreditar que um bairro novo, planejado, será melhor para viver em detrimento da área central. Nas Américas, criamos uma visão expansionista sem critérios, que tem um custo elevado e nos obriga a investir e criar todo o suporte de infraestrutura e transporte em cada novo espaço. A setorização das cidades proposta no século 20 esvaziou as áreas centrais e criou uma dinâmica de morar e trabalhar em lugares distintos tendo o carro para se locomover”, destaca.
O arquiteto acredita que com a inteligência artificial, é possível recriar a visão de uma favela. Com isso, haveria a possibilidade de redesenhar novas formas de ocupação e mobilizar as pessoas em prol das melhorias. O seu projeto Favelas 4D foi justamente desenvolvido com o propósito de mapear a Rocinha para identificar construções e ruas ou vielas da região. A partir desse trabalho, foi possível entender no detalhe a estrutura da favela e propor ações mais efetivas.
Fonte
Smart City Expo Curitiba 2023
Contato:
contato@smartcityexpocuritiba.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
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Pavimento de concreto pode ser alternativa para escassez de asfalto em obras

Crédito: Maurício Salgado Torres
O Ministro dos Transportes, Renan Filho, realizou uma reunião com a Petrobras em fevereiro para falar sobre como o mercado poderá suprir a demanda por asfalto no Brasil. A preocupação tem a ver com a alta quantidade de obras previstas no chamado Plano de 100 Dias do governo, que destinou investimento, somente até abril, de R$ 1,7 bilhão na construção, manutenção e revitalização de estradas federais nas cinco regiões do Brasil.
Por isso, os pavimentos feitos em concreto podem se tornar uma alternativa ainda mais necessária e importante. "Entendo que já há algum tempo a previsibilidade em relação ao asfalto tem diminuído. Não apenas do lado da oferta, mas também - e talvez principalmente - na oscilação de preços", diz Valter Frigieri, diretor de Mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). "O setor de cimento já está posicionado para atender as demandas, não apenas pela eventual ausência do asfalto, mas principalmente porque hoje somos competitivos em boa parte dos projetos."
Mestre em engenharia, Valter afirma que o setor teria total capacidade para atender às demandas dos projetos do governo, caso fosse necessário. "Estamos falando de qualidade, quantidade e de logística para entregar o produto em qualquer ponto do país que tenha uma rodovia em construção."
No programa desenvolvido pelo Ministério, que prevê a facilitação do escoamento da safra agrícola de 2022/2023, a prioridade é realizar, até abril, intervenções nas estradas do Arco Norte, principalmente nas que dão acesso aos portos de Santarém (PA), Vila do Conde (PA) e Itaqui (MA), e no Corredor Sul-Sudeste, nas vias que seguem até os portos de Santos (SP) e Vitória (ES).
Ainda sobre o uso do pavimento de concreto, o diretor da ABCP conta que, no último ciclo de desenvolvimento do país, a indústria do cimento foi chamada a acompanhar o crescimento planejado do Brasil e elevou de forma significativa sua capacidade produtiva. "O cimento é usado para obras sociais, projetos que melhoram a infraestrutura das cidades e soluções construtivas que impactam a mobilidade, a logística e a produtividade local a favor do bem-estar dos brasileiros. Motivo pelo qual o consumo de cimento é usado como indicador de investimentos e de desenvolvimento do país."
Utilização mais ampla e vantagens do concreto
Valter Frigieri conta que, pelas vantagens econômicas e sustentáveis, a porcentagem de vias em concreto está subindo no país. "Em relação à previsibilidade dos preços, entendo que os tomadores de decisão podem avaliar a série histórica de cada material e tirar suas conclusões. As vantagens do concreto se expressam na competitividade já no custo de construção, nas economias geradas ao longo do seu ciclo de vida por conta de uma menor manutenção, nos ganhos ao meio ambiente e na economia de combustível que o concreto possibilita."
E completa ressaltando que os benefícios ficam ainda mais evidentes quando os números levam em conta uma projeção maior de tempo. "Se já somos mais competitivos no custo de construção, imaginem quanto de ganho é possível ao projetar uma estrada para 30 anos. Colocado em escala, esse raciocínio traria ganhos de grande impacto para o país."
Fontes
Valter Frigieri, diretor de Mercado da ABCP
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Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção Civil discute habitação e tributos

Crédito: SindusCon - AM
O Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção Civil (FNNIC) aconteceu em Manaus nos dias 23 e 24 de março. Organizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), o evento tem como objetivo impulsionar ainda mais a atividade econômica, que tem projeção de crescimento, neste ano, de 2,5%, conforme a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
“Dentre os objetivos do FNNIC estão articular e promover ações que desenvolvam o setor da construção do Norte e Nordeste, visando sempre equalizar as diferenças regionais. Acima de tudo, o evento tem como missão ser um fórum estruturado como entidade representativa destas regiões, reconhecido pela contribuição efetiva para a melhoria dos resultados do setor”, aponta a arquiteta Ester Ramirez, que abriu o evento.
Ester aponta também outras metas:
- Induzir políticas públicas favoráveis ao Norte e Nordeste, como projetos habitacionais de interesse social. Um exemplo disso é a Casa Macapá;
- Promover projetos com impacto relevante para o setor, como o estudo e análise do déficit habitacional em comparação com os programas habitacionais existentes;
- Promover o aprendizado e a inovação nas empresas do setor;
- Elevar a integração na cadeia produtiva do setor.
Déficit habitacional & Programas habitacionais
Durante o evento, um dos temas discutidos foi o déficit habitacional. Na ocasião, o ministro das Cidades, Jader Filho, estava presente e afirmou que o Governo Federal, estados e municípios estão avaliando a criação de uma proposta para zerar a parcela retida de beneficiários do Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
“Nós vamos fazer com que as pessoas da faixa 1 não precisem dar entrada na hora de comprar o imóvel próprio. Na hora oportuna iremos anunciar como será feito isso. Vamos dar clareza para que todos tenham ciência dos critérios, sempre dialogando com todos os setores, parceiros e todos os segmentos da sociedade”, explicou Jader Filho.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, pontuou que a política pública habitacional deve contemplar soluções de moradias aliadas a serviços sociais. De acordo com Lima, existem no Estado projetos de pequenos conjuntos habitacionais com até 100 habitações, que estão inseridas dentro da dinâmica social.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, as novas regras dispõem de cerca de R$ 10 bilhões para este ano e o objetivo é entregar até 9 mil unidades habitacionais no primeiro semestre de 2023. “Ele vem agora com uma roupagem de mais recursos, focando nas famílias de mais baixa renda que estavam excluídas dos programas habitacionais nos últimos anos. Então, nós vemos com bons olhos o retorno do ‘Minha Casa, Minha Vida’, em especial aqui no estado do Amazonas, que tem um déficit habitacional”, aponta Rodrigo Wermelinger, diretor habitacional da Caixa.
Prevenção de riscos
Outro tema destacado durante o evento foi a criação da secretaria Nacional de Políticas para Territórios Periféricos, que tem como objetivo urbanizar assentamentos precários, melhoria habitacional de projetos e obras de contenção de encostas em áreas urbanas. De acordo com Jarder Filho, a prevenção de risco está entre as prioridades. “Estamos analisando esses pontos de alto risco para que não ocorram mais mortes e que famílias não vivam com medo de perder seus pertences”, assegurou o ministro das Cidades.
Reforma tributária
Um dos temas debatidos durante o encontro foi a questão da reforma tributária. “Qualquer análise do que vai acontecer nos próximos dias ou meses passa sobre os debates a respeito da reforma tributária. Eu sou muito crítico com relação às PECs 45 e 110. Uma das razões para isso é que o sistema tributário nacional é muito complexo. Além disso, ele é profundamente regressivo – a atividade produtiva compromete mais o seu patrimônio com o pagamento de tributos do que a atividade especulativa. Isso acontece porque o Brasil fez uma opção de super-tributar o consumo e a folha de pagamento e sub-tributar a renda e a propriedade. A propriedade foi tão sub-tributada que quase todos os tributos sobre ela são do município. Como consequência, as propostas que estão transitando querem discutir somente a tributação sobre o consumo e ela será neutra. Outro equívoco é acreditar que alíquota única é justiça tributária – quem tem cadeia longa, compensa o tributo. No entanto, quem tem cadeia curta não compensa o crédito. 25% de alíquota para a indústria é uma coisa, mas para a construção civil é completamente diferente. Justiça tributária é a que considera a compensação de crédito na cadeia e não alíquota única para todo mundo”, afirma Marcelo Ramos, advogado e ex-deputado federal.
Fonte
SindusCon Amazonas
Contato:
atendimento@sinduscon-am.org.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Feicon 2023 terá 50% mais expositores e atrações inéditas
Faltam três semanas para o início da 27ª edição da Feicon, que ocupará o São Paulo Expo, na capital paulista, de 11 a 14 de abril com uma série de atividades gratuitas para os profissionais do setor.
A feira que é considerada o maior evento de construção civil da América Latina, confirmou um número 50% maior de marcas expositoras em 2023, com perspectiva de superar o sucesso que já foi a edição anterior.
"Como principal evento do setor e importante palco para lançamento de tendências e geração de negócios dessa indústria, queremos movimentar ainda mais o mercado e destacar todo o processo de inovação da construção civil, trazendo um panorama amplo de estudos, debates, soluções, produtos e tecnologias que estão transformando a área", ressalta Lúcia Mourad, gerente da Feicon.
Atrações inéditas
Promovida e organizada pela RX, a Feicon é uma das principais plataformas de geração de negócios, atualização profissional e networking do setor. E, para potencializar ainda mais esses importantes encontros, o evento preparou uma série de novidades para os quatro dias de atividades.
Uma das novas atrações é a chamada Rota da Tecnologia, que trará soluções e tecnologias construtivas inovadoras, selecionadas por um comitê de especialistas da área. Já o Lounge dos Influenciadores vai destacar a participação de formadores de opinião e oferecer conteúdo com grandes especialistas do setor da construção civil e arquitetura.
“Sabemos que essa indústria tem um papel estratégico e essencial para o desenvolvimento do país, com geração de negócios, emprego e renda, e o PIB do setor tem superado a média nacional nos últimos anos. Por isso, a cada edição buscamos surpreender os participantes, elevando o nível das experiências e atrações, impactando a geração de negócios durante o ano”, reforça Lúcia Mourad.
O público da Feicon também poderá participar da 96ª edição do ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que será realizada durante o evento por meio de uma parceria entre a RX e a CBIC (Câmara Brasileira da Construção). De 12 a 14 de abril, haverá oficinas, palestras e painéis para debater assuntos do momento e apontar tendências.
Segundo Claudio Della Nina, diretor geral da RX para a América Latina, a realização da ENIC durante a Feicon "reforça nosso objetivo de conectar os principais players da cadeia construtiva com conhecimento e informações relevantes que tendem a pautar os próximos passos do setor, além de ser um momento estratégico para realização de negócios, troca de experiências, atualizações e networking".
Programação tradicional
Além das novidades, a Feicon vai reunir atrações consideradas tradicionais do evento, como é o caso da Casa Cerâmica, um modelo de projeto para conjuntos habitacionais que voltará a expor uma casa em tamanho real - com produtos modernos que proporcionam redução de custo para construtores e para o público final.
A Rota da Sustentabilidade é outro destaque confirmado na feira. O espaço contemplará marcas e produtos que atendam aos critérios de ESG selecionados por especialistas.
O credenciamento para profissionais do setor está aberto e disponível pelo site da Feicon.
Fontes
Lúcia Mourad, gerente da Feicon
Claudio Della Nina, diretor geral da RX para a América Latina
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
Vogg Experience















