FEICON traz lançamento de aplicativos da construção civil

Aplicativos facilitam a rotina no canteiro de obras, além de ajudar a evitar desperdício.
Crédito: Envato

O número de construtechs e proptechs cresce no Brasil.  Em 2022, foram registradas 1.068 startups ativas, alta de 11,8% em relação às 955 empresas mapeadas em 2021 no país, segundo o 7º Mapa de Construtechs e Proptechs, publicado pela Terracotta Ventures. Durante a FEICON, alguns aplicativos e plataformas foram apresentados para o público e prometem auxiliar na construção civil e nas obras. Confira!

Smart Sky Tech Hub

A Smart Sky, um hub de tecnologia da construção civil, aposta em um processo digital que transforma espaços reais em modelos gêmeos digitais. Para isso, utiliza ferramentas que capturam o estado real de um ambiente ou canteiro de obra levantando informações das suas características, cores e dimensionais a fim de obter um levantamento de todas as informações possíveis, melhorando a eficiência do input para modelos BIM. Neste processo, são usados equipamentos como Drones (precisão centimétrica) e Laser Scanners (milimétrica), Matterport, visual live e câmera 360.

Uma das empresas que contratou este serviço, a Direcional Engenharia, teve uma redução de 85% no SLA (Service Level Agreement) de levantamentos topográficos. Além disso, hoje a empresa possui sua própria frota de drones, o que possibilita acompanhar à distância o andamento da obra, mapear processos erosivos, dispensar o uso de guindastes ou andaimes para a realização de inspeções prediais e análises estruturais e monitorar áreas de risco. Outra empresa, a RAC Engenharia, contratou a plataforma SITESCAN, que faz parte do hub e permite fazer o levantamento preciso das áreas do projeto para poder integrar com o modelo BIM. Outra funcionalidade do SITESCAN é realizar um acompanhamento preciso de movimentação de terraplanagem para melhor realizar o planejamento, cálculo e medição para pagamento de terceiros. 

Landapp control

Segundo o Instituto Ethos, Organização Não Governamental (ONG) especializada em meio ambiente, a construção civil é a maior geradora de lixo e o destino correto do entulho produzido pela atividade deve ser a prioridade das cidades brasileiras.

Para os profissionais que desejam solicitar e gerir o transporte de materiais e resíduos da sua obra com transparência e sustentabilidade, o aplicativo Landapp Control pode ser uma boa solução. Por meio de tecnologia e big data, ele permite acompanhar em tempo real o transporte, além de oferecer rastreabilidade, gestão e maior controle no canteiro pelos profissionais de obra. O app foi realizado pela Landapp, uma startup de ecossistema de logística da construção civil que conecta construtoras e caminhoneiros a empresas de terraplanagem, recicladoras para destinação correta de resíduos e reaproveitamento de matéria. 

Calculadora de gastos

Durante a FEICON, a construtech FastBuilt apresentou uma plataforma com diversas soluções para gestão do pós-obra. Um dos lançamentos é a calculadora de gastos, que permite às construtoras visualizarem o alto custo que pode ser evitado no pós-obra através de uma boa gestão de assistências técnicas. Segundo a empresa, ela ajuda a construtora a entender o quanto ela vai gastar com pós-obra ao longo de cinco anos

Nela é possível adicionar informações como o valor do CUB atualizado, o número de apartamentos do empreendimento e a metragem aproximada de cada um. A calculadora vai gerar automaticamente o valor aproximado dos gastos com o pós-obra e quantos apartamentos a construtora “perde” com esse valor. 

Fontes
FEICON
Landapp Control
Smart Sky
FastBuilt

Contatos:
FEICON - patricia@kbcomunicacao.com.br
Landapp Control – contato@landapp.com.br
FastBuilt - bruna@trevocomunica.com
Smart Sky - contato@smartsky.tech

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Nova usina solar de Curitiba ocupa lugar de antigo aterro sanitário

Usina solar conta com 8,6 mil painéis fotovoltaicos.
Crédito: Reprodução/Site Prefeitura de Curitiba

Desativado em 2010, o aterro sanitário localizado no bairro do Caximba, em Curitiba, deu espaço oficialmente, no último dia 29 de março, ao projeto Pirâmide Solar do Caximba, marcando a celebração dos 330 anos da cidade. 

A usina solar conta com quase 8,6 mil painéis fotovoltaicos, que, de acordo com a estimativa da prefeitura, possibilitará uma economia mensal de 30% no valor da conta de energia de prédios públicos do município, representando, assim, cerca de R$ 2,6 milhões a menos, por ano, na fatura. 

Caximba vai virar bairro sustentável em Curitiba
Bairro Novo do Caximba terá pavimento de concreto

“O valor é suficiente para construir um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), para transformar aproximadamente 660 metros de ruas de saibro em ruas com pavimentação de boa qualidade e completa estrutura de drenagem”, destacou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. “Ou, ainda, subsidiar mil refeições por dia, durante um ano e meio, do programa Mesa Solidária, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade.”

O empreendimento possui pouco mais de 100 mil de área do aterro, e, desse total, 48 mil m² são ocupados pelos painéis. A mão de obra utilizada na instalação desses painéis foi totalmente local, empregando 140 pessoas apenas no canteiro de obras. Nesta fase do projeto, 222 unidades consumidoras irão receber a energia gerada pela Pirâmide Solar.

Marilza do Carmo Oliveira Dias, Secretária Municipal do Meio Ambiente, aproveitou a inauguração da usina para ressaltar a importância desse movimento de transição energética. "É uma questão necessária para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e a emissão de gases. Assim, a nossa cidade vem se tornando protagonista em relação às mudanças climáticas", avalia. 

Estratégias para produção de energia renovável

Empreendimento possui cerca de 100 mil m² de área.
Crédito: José Fernando Ogura/SMCS

A Pirâmide Solar do Caximba é uma das ações que integram o projeto Curitiba Mais Energia, que tem como objetivo a produção de energia renovável para combater e mitigar as mudanças climáticas, possibilitando, além disso, economia para os cofres públicos.

O programa também engloba os painéis instalados no Palácio 29 de Março, no Complexo Imap do Parque Barigui e na Galeria das Quatro Estações, dentro do Jardim Botânico. Os próximos projetos preveem a inclusão de sistemas fotovoltaicos nos telhados dos terminais de ônibus do Santa Cândida e do Boqueirão (ambos com serviços já em andamento) e no Terminal do Pinheirinho (licitação em fase final). 

A Pirâmide Solar é fruto de uma colaboração do grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática e da empresa alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, especializada em projetos de desenvolvimento sustentável em escala mundial

O programa é financiado pelo Ministério Federal Alemão para o Desenvolvimento Econômico e Cooperação (BMZ), pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido (BEIS) e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Fontes
Prefeitura Municipal de Curitiba
Rafael Greca, prefeito de Curitiba
Marilza do Carmo Oliveira Dias, Secretária Municipal do Meio Ambiente

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Projeto deixa rua de Jundiaí mais segura e acolhedora

Medidas moderadoras de tráfego, como uma chicana, foram implementadas.
Crédito: Bruno Batista/WRI Brasil

A iniciativa Ruas Completas SP concluiu seu primeiro projeto-piloto realizado em Jundiaí (SP), transformando a rua Lacerda Franco em um local mais arborizado, seguro e atrativo para as crianças.

A ação é uma parceria entre a WRI Brasil, a Vital Strategies, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o Instituto Cordial e a Respeito à Vida (Detran-SP), que têm como objetivo reduzir as mortes e as lesões no trânsito. Outras 19 cidades do Estado de São Paulo fazem parte do projeto, além de várias outras localidades pelo país. 

Em Jundiaí, houve intervenção em aproximadamente 400 metros da via, com ampliação do espaço reservado para pedestres e ciclistas, que passou de 37,6% para 55% da área de rua. Uma ciclofaixa bidirecional foi criada, além de extensão da calçada, com triplicação do número de bancos distribuídos pelo espaço. Novos vasos, balizadores e tachões também foram colocados para aumentar a segurança e a tranquilidade de quem estiver por ali. 

Na rua Lacerda Franco, agora há a chamada Área da Infância de Jundiaí, que abriga, desde 2021, um espaço municipal instalado em um prédio histórico - com atividades educativas e culturais dedicadas especialmente às crianças. Com a reestruturação do entorno do local, agora é possível que os pequenos brinquem ao ar livre, com mais conforto e segurança, em um amplo espaço de lazer.

Diminuindo a velocidade dos carros

Antes e depois do trecho da rua Lacerda Franco, em Jundiaí.
Crédito: Bruno Batista/WRI Brasil

A principal medida para evitar acidentes foi a diminuição da velocidade máxima da via para 30 km/h, além de uma sinalização especial dizendo que aquela é uma Área da Infância. As primeiras ações de monitoramento da rede Ruas Completas SP mostram que as mudanças já surtiram efeito, e que as motocicletas e os carros, que antes atingiam média de 50 km/h e 40 km/h, respectivamente, agora trafegam a 20 km/h. Uma queda significativa, já que, de acordo com dados da WRI Brasil, cada 1 km/h mais lento pode representar 4,5% menos ocorrências fatais. 

Além disso, a implementação de uma chicana (medida de moderação de tráfego que faz com que o veículo precise contornar uma pintura, por exemplo) serve para dificultar o acesso a velocidades elevadas. “Em Jundiaí, nossos investimentos com campanhas de conscientização e fiscalização estão focados justamente nisso: diminuir as mortes no trânsito”, disse o gestor de Mobilidade e Transporte, Aloysio Queiroz, durante a seleção do município para o projeto Ruas Completas SP. “Nos últimos anos, o número de acidentes tem diminuído na nossa cidade, mas ainda é possível conquistar números melhores.”

Para realizar as obras de acordo com a necessidade do local, a prefeitura ouviu moradores e fez reuniões com comerciantes, para colher percepções e saber dos anseios de cada grupo.

Além de Jundiaí, a rede inclui as seguintes localidades do estado de São Paulo: Araraquara, Bauru, Bebedouro, Campinas, Campos do Jordão, Capão Bonito, Catanduva, Diadema, Francisco Morato, Guarulhos, Jacareí, Limeira, Piracicaba, Registro, Ribeirão Pires, Ribeirão Preto, Santo André, São José do Rio Preto e São José dos Campos.

Fontes
WRI Brasil
Frente Nacional de Prefeitos
Prefeitura de Jundiaí

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Mudanças no FGTS causam impacto no financiamento imobiliário

 Alterações no FGTS impactam diretamente o setor da habitação.
Crédito: Envato

No início de abril, o Ministério das Cidades publicou a Instrução Normativa nº 11/2023 para modificar itens relacionados ao Orçamento Operacional do FGTS, referente à área de habitação, alterando a Instrução Normativa nº 40/2022, do então Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Assim, o valor mínimo para o financiamento de imóveis novos passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,7 bilhões. Já o valor máximo dos recursos destinados a imóveis com valores superiores a R$ 500 mil subiu de R$ 600 milhões para R$ 1,35 bilhão

O Governo Federal também elevou o volume de recursos do FGTS no apoio à Produção de Habitações, que passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 42,9 bilhões, e no programa Pró-Cotista, indo de R$ 2 bilhões para R$ 4,5 bilhões.

Mudança na correção do FGTS

Ainda sobre FGTS e habitação, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando uma mudança na forma de correção do FGTS: atualmente, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço rende a Taxa Referencial (TR) acrescida de 3% ao ano, e a proposta é que passe a ser a TR somada a 6% ao ano. 

O julgamento já tem dois votos a favor da mudança, compartilhados pelos ministros Luís Roberto Barroso e André Mendonça, mas foi paralisado em 27 de abril após o pedido de vista (mais tempo para estudar o caso) feito por Nunes Marques.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, essa alteração vai encarecer o crédito imobiliário e excluir o acesso de famílias de baixa renda. “O julgamento mexe com a estrutura que propicia que uma grande parte dos cotistas do FGTS possa receber recursos ou subsídio para adquirir a casa própria.”

Segundo França, se o FGTS passar a render mais, as taxas de juros para o crédito imobiliário ficarão mais caras, deixando os valores das parcelas mais altos, tirando, assim, a possibilidade de 13 milhões de famílias terem seus imóveis. Além disso, também cairá o ritmo da incorporação imobiliária. “Na média, 2,7 milhões de empregos diretos e indiretos são criados por ano. Pode haver uma perda de 1,3 milhão de empregos se essas medidas forem implantadas”, explica o presidente da Abrainc. 

Ainda não há data marcada para a finalização do julgamento no STF. 

Dados do FGTS no financiamento imobiliário

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) destacou a situação atual e perspectivas de financiamento para o setor imobiliário.

Os dados divulgados durante a Reunião Plenária do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic/Fiesp), em 26 de abril, mostram que 2022 registrou um volume de financiamento com recursos do FGTS e do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) de R$ 241 bilhões, o 2º melhor resultado histórico - ficando atrás apenas de 2021, que chegou a R$ 255 bilhões. Desse montante, R$ 62 bilhões vieram do FGTS, enquanto R$ 179 bilhões, do SBPE. 

Em relação ao número de unidades entregues, 2022 chegou ao total de 1,15
milhão, também abaixo apenas do observado em 2021, que teve 1,23 milhão. O
FGTS foi responsável por 439 mil dessas unidades, e o SBPE, por 713 mil.

A Abecip apresentou, ainda, as expectativas para 2023, de acordo com estimativas e o orçamento previsto para cada sistema. A previsão é de que o volume de financiamentos caia 8%, passando de R$ 241 bilhões para R$ 221 bilhões. A participação do FGTS, no entanto, deve aumentar 5%, mas a do SBPE pode cair 13%.  

Fontes

Ministério das Cidades
Abrainc
Abecip

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Arranha-céu na Arábia Saudita promete ser o maior do mundo

Construção terá unidades residenciais, hoteleiras e recreativas.
Crédito: New Murabba

O governo da Arábia Saudita anunciou recentemente a construção de um arranha-céu em forma de cubo, que ganhou o nome de Mukaab. O edifício será construído no distrito de New Murabba, localizado a oeste da capital Riad.

Com 400 metros de altura, bem como comprimento e largura, o projeto tem como objetivo ser a maior estrutura já construída pelo homem. A construção ficará em uma área de 19 km2 e oferecerá mais de 25 milhões de metros quadrados de área útil. De acordo com os criadores do Mukaab, New Murabba Development Company, sua infraestrutura seria o equivalente a 20 vezes o edifício Empire State, de Nova York

Tal como o a cidade linear The Line, o Mukaab faz parte da Visão 2030, que visa abrir o país para o resto do mundo. O custo do projeto não foi divulgado, mas é financiado pelo Fundo de Investimento Público, o fundo soberano da Arábia Saudita, com o objetivo de gerar uma receita projetada de 180 bilhões de reais (US$ 48 bilhões) e diversos empregos. A previsão é que o arranha-céu seja finalizado até 2030.

Interior do Mukaab

Na parte interna do Mukaab, haverá uma torre interna em espiral envolta por uma cúpula. Este ambiente usará imagens projetadas para oferecer uma experiência imersiva 360º aos seus visitantes.

O local abrigará unidades residenciais, hoteleiras e recreativas. Ao todo, estima-se que serão 104 mil residências, além de 980 mil metros quadrados de espaços comerciais e 1,4 milhão de metros quadrados de escritórios. Além disso, contará com atrações culturais, turísticas e comerciais.

Na parte interna do Mukaab, haverá uma torre interna em espiral envolta por uma cúpula.
Crédito: New Murabba

Exterior

Com uma fachada composta por formas triangulares sobrepostas, o design da parte exterior do edifício foi inspirado na arquitetura Najdi moderna – um estilo nativo da Arábia Saudita.

Novo distrito de Murabba

Além da construção do arranha-céu, a área ao redor, o novo distrito de Murabba, também contará com áreas verdes e caminhos para caminhada e ciclismo, a fim de criar alternativas de transporte sustentável para as comunidades locais. O bairro terá seu próprio sistema de transporte interno e é projetado para oferecer instalações residenciais, de trabalho e de entretenimento dentro de um raio de 15 minutos a pé. 

Ainda, a região ganhará um novo museu, uma universidade de tecnologia e design e um teatro imersivo.

Jornalista responsável
Marina Pastore
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Estudo traça panorama da construção civil em 2023 e aponta tendências

Estudo mostra que pedreiros ganham mais em Santa Catarina.
Crédito: Envato

Santa Catarina é o Estado do Brasil onde os pedreiros ganham mais, com média de R$ 2.199,15 por mês, enquanto o Rio Grande do Norte registra o menor valor, com média de R$ 1.608,52. Esses são alguns dos dados divulgados na primeira edição do Estudo Obramax, que apresenta um panorama da atual conjuntura dos profissionais da construção civil e aponta tendências para o setor. 

Divulgado em março, o levantamento contou com entrevistas de funcionários de todas as áreas da cadeira de produção e também de empresas especializadas, como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

A pesquisa completa reúne, além das diferenças salariais por região, informações sobre desafios da profissão, tecnologia, reconhecimento no trabalho, modelos de contratação e entrada das mulheres na construção, entre outros tópicos - e também compartilha o índice previsto de crescimento e os custos do setor.

Carteira assinada e profissionalização

De acordo com dados do IBGE, a construção civil registrava 7,5 milhões de trabalhadores em 2021, época da última divulgação, sendo que 3,2 milhões correspondiam a funcionários com carteira assinada e R$ 3,8 milhões eram de informais, além de cerca de 319 mil empregadores.  

A incidência de informalidade é maior nas regiões Norte e Nordeste, com aproximadamente 80% do total, e Sul e Sudeste aparecem com os menores índices, com o Rio Grande do Sul chegando a 48,6%. 

Por outro lado, a CBIC afirma que 90% das construtoras enfrentam dificuldades para a contratação de profissionais qualificados, principalmente em relação a pedreiros (segundo 82% das empresas), carpinteiros (79%), mestres de obras (75%) e encarregados de obra (70%). 

Neste contexto, a realização de cursos profissionalizantes se torna um grande diferencial para que os interessados possam chegar mais bem preparados ao mercado.

Mudanças econômicas na última década

De acordo com o Estudo Obramax, a construção civil brasileira passou por mudanças drásticas nos últimos 10 anos, fazendo com que a participação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) caísse de 6,5% para 3,3%. “A questão fiscal somada à queda do investimento público refletiu nesta queda de participação do setor na economia”, explica Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos de Construção da FGV Ibre.

O faturamento das construtoras bateu recorde em 2013, com R$ 179,6 bilhões, baixando para R$ 49,6 bilhões em 2017. No último ano antes da pandemia, o setor chegou a R$ 58,9 bilhões, mostrando recuperação, e, em 2021, ano com dados mais recentes, o volume aumentou e contabilizou R$ 68,3 bilhões

Previsão de crescimento de 4,5% em 2023

De acordo com a consultoria Prospecta Analytica, a previsão é de que haja um crescimento de 4,5% da construção civil em 2023. Os motivos para essa projeção são a recuperação econômica do Brasil, a desaceleração dos custos dos materiais e o ânimo do mercado após a pandemia. 

O índice também leva em conta o investimento de R$ 10 bilhões anunciado em janeiro para o programa Minha Casa, Minha Vida, pelo Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. Mas os resultados práticos desse aporte financeiro só começarão a ser vistos no segundo semestre, segundo José Carlos Martins, presidente da CBIC. “Para fazer com que o país cresça realmente, para que tenha desenvolvimento social e desenvolvimento humano, é necessário investimento para gerar resultado futuro para as pessoas."

Fontes

Estudo Obramax
CBIC
FGV Ibre
IBGE

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Decretos trazem novas regras para o Saneamento

Decretos flexibilizaram a transição para o Novo Marco Legal do Saneamento.
Crédito: Envato

Em abril, o governo federal publicou os Decretos 11.466 e 11.467 (DOU de 5/4/2023), que regulamentam os dispositivos das leis de Saneamento, em especial o Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020). Segundo o governo, o objetivo da nova regulamentação é garantir as condições necessárias para a universalização dos serviços até 2033. Espera-se que as mudanças realizadas tragam investimentos de R$ 120 bilhões até 2033, de acordo com o governo

Os decretos regem a Lei 11.445/2007, modificada pela Lei 14.026/2020, que define as diretrizes para o saneamento no país. De acordo com o governo federal, a norma estabelece que os serviços devem garantir abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente.

“Os decretos flexibilizaram bastante a transição para o Novo Marco Legal do Saneamento, dando mais fôlego para estatais e municípios se adequarem, porém, reduzindo a velocidade que vinha vindo de interesse, de segurança e de oportunidades para o setor privado”, afirma Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Coinfra/CBIC).

Fim do limite para Parcerias Público-Privadas (PPP)

Uma das medidas alteradas foi o fim do limite de 25% para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPP) pelos estados. “Com isso, busca-se ampliar a participação da iniciativa privada e atrair novos investimentos para o setor”, informou o governo.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vê com bons olhos esta mudança. E o Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) lembra ainda que priorizaram o critério de menor tarifa nas concessões, em detrimento do critério de maior outorga. “Com isso, evitaram que as concessões possibilitem às administrações públicas fazerem caixa para aplicação em custeio ou em outras áreas”, aponta o órgão.

Flexibilização da transição para o Novo Marco Legal do Saneamento

Na opinião do Sinduscon-SP, a flexibilização da transição para o Novo Marco Legal do Saneamento ajuda as estatais e municípios a se organizarem. “Só que, ao mesmo tempo, isto causa um adiamento das oportunidades para o setor privado entrar neste mercado”, pondera. 

Os decretos ampliaram de dezembro de 2023 para dezembro de 2025 o prazo para a regularização dos contratos vigentes. Segundo o Sinduscon-SP, muitos deles estão irregulares. “Estas mudanças possibilitarão a prestação direta, sem licitação, de empresas estatais nas estruturas de regionalização, artifício recém-utilizado pela Cagepa – Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, com questionamento em ação que corre no STF”, destaca o órgão.

De acordo com o Governo Federal, as alterações possibilitarão que 1.113 municípios voltem a acessar recursos de saneamento básico do Governo Federal para que cumpram a meta de universalização, dando nova oportunidade para que empresas estaduais possam comprovar sua capacidade econômico-financeira de realizar os investimentos. Pelas regras atuais, esses 1.113 municípios, que reúnem 29,8 milhões de brasileiros, tiveram seus contratos com os prestadores estaduais declarados irregulares e, portanto, não poderiam contar com verbas federais para buscar a universalização.

A respeito do assunto, a CBIC levanta algumas indagações: "Seria possível um Decreto permitir a regularização de um instrumento que a Lei reconheceu como irregular? E na prática, como poderia um contrato classificado como vínculo precário em sua formulação ser regularizado?"

Segundo o Governo Federal, tudo isso deve seguir uma rigorosa fiscalização. “As agências reguladoras vão acompanhar o cumprimento das metas com transparência. Os que não cumprirem as metas serão impedidos de receber recursos públicos”, informou o órgão.

Fontes

Carlos Eduardo Lima Jorge é presidente da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Coinfra/CBIC)

Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)

Governo Federal

Contatos:

Assessoria de imprensa CBIC – ascom@cbic.org.br 
Assessoria de imprensa Sinduscon – SP - dbarbara@sindusconsp.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Projeto do novo Complexo do Pacaembu ganha prêmio internacional de arquitetura

Fachada do novo Complexo do Pacaembu, que acaba de ganhar um prêmio internacional.
Crédito: Divulgação

O projeto de reforma do Complexo do Pacaembu foi o vencedor da categoria Novo e Antigo do prêmio AR Future Projects, promovido pela revista britânica “The Architectural Review”. O anúncio foi realizado em 14 de março, e a premiação oficial está marcada para junho, em Londres, na Inglaterra.

A prestigiada revista também destacou o projeto brasileiro, assinado pelos escritórios Raddar e Progen, como sendo um dos dois competidores mais “altamente recomendados” pelos jurados da premiação, que incluíam urbanistas, empresários e arquitetos. Alguns dos outros vencedores foram o Anthony Timberlands Center (Vencedor Geral), em Arkansas, EUA; o Kaya Medical Campus (Cívico e Comunitário), em Kaya, Burkina Faso; a Trondheim Central Station (Infraestrutura), em Trondheim, Noruega; e o Cais (Hotelaria e Lazer), em Florianópolis, outro destaque brasileiro.  

Projeto do novo Pacaembu

O Complexo do Pacaembu é administrado pela concessionária Allegra Pacaembu, que, em janeiro de 2020, assumiu a gestão do local por 35 anos, com o objetivo de “entregar de volta à cidade um equipamento totalmente restaurado e modernizado, respeitando a sua história e amplificando seu significado”. A previsão de investimento é de mais de R$ 400 milhões.

As arquibancadas serão refeitas, e o gramado, reconstituído.
Crédito: Divulgação

Iniciadas em junho de 2021, as obras preveem a construção de um edifício de nove andares, com quatro deles subterrâneos. Todo o processo de reforma, modernização e restauro terá como norte o conjunto arquitetônico original, seguindo as aprovações dos Conselhos Estadual e Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e das Secretarias Municipais competentes.

Com finalização das obras prevista para janeiro de 2024, o espaço contará com um edifício multifuncional integrado ao clube poliesportivo, um complexo para eventos, hotel, estacionamentos, galeria de arte e um centro de medicina esportiva. O local onde abriga, atualmente, o antigo estacionamento será transformado em uma praça interna de convivência, com ampla oferta de alimentação e serviços.

Segundo a ARE Arquitetura, responsável pelo projeto arquitetônico, o local contará com climatização completa, aquecimento da piscina, carregadores para veículos elétricos e sistema de monitoramento inteligente, com alarmes remotos. Além disso, as arquibancadas serão inteiramente refeitas, e o gramado, reconstituído.

A previsão é de que o Complexo receba cerca de 7 mil pessoas por dia.
Crédito: Divulgação

A ideia dos responsáveis é que o novo Pacaembu receba diariamente mais de 7 mil pessoas, com acesso gratuito, além, claro, do público que irá prestigiar os jogos e os eventos especiais. Com isso, o número deverá chegar a 3 milhões de visitantes por ano. 

Inaugurado em abril de 1940, o estádio do Pacaembu surgiu com a promessa de se tornar o mais moderno da América Latina, oferecendo ao público esporte, cultura e lazer, além de valorizar a região central de São Paulo.

Fontes
Allegra Pacaembu
ARE Arquitetura

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Fabiana Seragusa 
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Representantes da construção enviam ao governo sugestões para o Minha Casa, Minha Vida

Presidente da CBIC e presidente-executivo da Secovi-SP participaram de encontro com o deputado Marangoni.
Crédito: Reprodução/CBIC

Representantes do setor da construção foram até Brasília, em 26 de abril, para um encontro com o deputado federal Fernando Marangoni (União-SP), relator da medida provisória do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento contou com a presença de outras importantes entidades, como a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o Secovi-SP e o Fórum Norte e Nordeste

A intenção foi destacar pontos que, segundo os especialistas, precisam ser aprimorados nesta nova edição do programa, para reduzir a insegurança jurídica e estimular mais empresas a participarem do processo. Lembrando que o Minha Casa, Minha Vida, voltado a famílias de baixa renda, foi retomado oficialmente no dia 14 de fevereiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ter sido substituído em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, passando a se chamar Casa Verde e Amarela.

"O programa habitacional é essencial para reduzirmos o déficit de moradias e levar bem-estar a milhares de famílias", afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins. "É preciso mitigar eventuais riscos e promover medidas que incentivem as empresas brasileiras a operarem no programa. Por isso, estamos em encontros constantes com o relator da matéria, para levar nossa experiência, subsídios e informações técnicas que podem contribuir com a construção do melhor texto para o país."

Segundo Martins, alguns dos temas discutidos durante a conversa foram vícios construtivos, custas cartoriais, desvio de destinação do FGTS e Regime Especial de Tributação (RET). "Estamos com diversos pontos de atenção na matéria em tramitação e já levando nossa experiência para melhorar a atratividade do programa."

Fernando Marangoni, que foi escolhido como relator da MP do Minha Casa, Minha Vida em 13 de abril, disse, na ocasião, que a intenção era fazer um trabalho técnico e transparente. "Vamos promover audiências públicas e ouvir as principais autoridades do segmento habitacional para apresentar um texto que atenda às necessidades de moradia da nossa população. Vamos aprimorar a legislação e garantir mais dignidade a todos."

Durante o encontro organizado pela CBIC, o deputado disse já ter recebido mais de 290 pedidos de emenda e que reuniu outros 229 projetos de lei com temas relacionados, que tramitam no Congresso Nacional. De acordo com ele, após as análises, haverá a elaboração de um projeto substitutivo para a criação de um programa sólido. "A proposta é dar resultado. É ver um programa de habitação bem construído, que entregue moradia para as famílias e que fortaleça a construção, o setor responsável pelas cidades e a força motriz do desenvolvimento econômico e social do país."

José Carlos Martins, presidente da CBIC, durante comissão mista no Congresso Nacional.
Crédito: Reprodução/TV Senado

CBIC na comissão mista do Congresso

No dia 27 de março, o presidente da CBIC também participou de uma audiência pública na comissão mista do Congresso Nacional, que analisa a Medida Provisória. José Carlos Martins voltou a defender mudanças no modelo do programa, com destaque para o chamado Sub 50, destinado a cidades de até 50 mil habitantes, correspondente a mais de 87% dos municípios. 

Segundo Martins, é necessário um modelo que garanta o acompanhamento com responsabilidade, e que, ao final, o empreendimento seja entregue com toda a documentação, já que o projeto antigo causou paralisação de obras e queda na qualidade dos imóveis.

“O morador da cidade de até 50 mil habitantes não pode ser tratado como se fosse de categoria menor, ele tem o mesmo direito de quem está na cidade grande. A moradia tem de ser digna”, afirmou. "É impossível fazer a casa com R$ 35 mil", concluiu, citando que o modelo anterior, com valores baixos e que contou com a adesão de entidades de crédito habitacional privadas, dava indícios de fracasso.

Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
TV Senado

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience


Edifício residencial em Joinville usa construção hiperestática

A interconexão em construções hiperestáticas é um aspecto crucial no projeto e construção de estruturas complexas.
Crédito: Perville Engenharia

Nos Estados Unidos, as técnicas de construção pré-fabricada e pré-moldada são amplamente utilizadas, não apenas como soluções práticas para muitos desafios de construção, mas também como soluções estéticas. No Brasil, essas técnicas são bastante empregadas em pontes, viadutos, dormentes de trem, na indústria e em edifícios-garagem. Recentemente, a Perville Engenharia e Empreendimentos utilizou a estrutura pré-fabricada hiperestática na construção de um edifício residencial em Joinville (SC). Essa técnica consiste em utilizar elementos de concreto que são montados e consolidados no local e são altamente resistentes a cargas e esforços, garantindo uma maior segurança

Estrutura pré-fabricada hiperestática 

De acordo com o Marco Antonio Kruger, engenheiro civil da Perville Engenharia, e  Leticia Meurer, técnica em Química e responsável pela qualidade de fabricação da Perville, as estruturas hiperestáticas apresentam mais restrições nas ligações de suporte, o que exige uma análise mais detalhada do projeto e torna o processo construtivo menos comum.

Estruturas hiperestáticas apresentam uma estética diferenciada devido aos grandes vãos que permitem um layout otimizado.
Crédito: Perville Engenharia

“As estruturas hiperestáticas geralmente são utilizadas em obras que requerem maior capacidade de carga ou resistência a deslocamentos. Essas construções são compostas por peças estruturais que formam um conjunto complexo e rígido. Esta estrutura, por sua vez, se torna muito mais rígida do que as obras pré-fabricadas comuns. Além disso, ela se assemelha a uma estrutura moldada in loco, o que garante uma velocidade de execução muito mais rápida do que a convencional", explicam os profissionais da Perville

Com essa técnica, é possível evoluir a partir do modelo inicial e projetar diversas obras, incluindo edifícios comerciais, unidades escolares e edificações industriais, além de edifícios residenciais com vários pavimentos. "O fato da estrutura ser mais rígida permite que essas edificações tenham uma altura maior, o que possibilita a construção de uma quantidade maior de pavimentos", afirmam Leticia e Kruger.

Ainda, essas estruturas são altamente resistentes a abalos sísmicos e permitem reduzir o número de pilares necessários para sustentá-las. “Consequentemente, elas se mostram extremamente úteis em áreas urbanas densamente povoadas”, destacam os profissionais da Perville.

Estética diferenciada

A utilização de lajes alveolares pode cobrir vãos de até 20 m sem necessidade de escoramento durante a instalação.
Crédito: Perville Engenharia

Além das vantagens técnicas, as estruturas hiperestáticas apresentam uma estética diferenciada devido aos grandes vãos que permitem um layout otimizado. Além disso, elas não possuem consoles, o que melhora sua estética arquitetônica, segundo Leticia e Kruger.

Técnica italiana

O edifício construído em Joinville utilizou uma técnica adquirida pela Perville Engenharia e Empreendimentos, em 2016, na Itália. Leticia e Kruger apontam que o país é referência em inovação de sistemas construtivos pré-fabricados. “O país investe constantemente em pesquisas e inovações na área da construção civil e é conhecido por sua excelência de design em estruturas de concreto pré-fabricado”, justificam os profissionais da Perville.

Entrevistados

Leticia Meurer é técnica em Química e responsável pela qualidade de fabricação da Perville Engenharia
Marco Antonio Kruger é engenheiro civil da Perville Engenharia

Contato
perville@perville.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP