Confira as tendências da construção civil para 2024

Setor de construção civil prevê melhora nos índices para 2024.
Crédito: Envato

O setor da construção civil deve apresentar um crescimento de 1,2% em 2023 e a expectativa básica para 2024 é de 2,9%. A estimativa foi apresentada pelo Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) durante coletiva de imprensa. 

Dentro deste cenário, o que deve ser tendência na construção civil em 2024

Melhora no setor de construção civil

De acordo com o SindusCon-SP, o desempenho em 2023 representou uma frustração ante expectativas de crescimento mais expressivas. “A retração do mercado de autoconstrução e pequenas obras e reformas contribuiu para o resultado aquém do esperado. Por outro lado, o mercado formal comandado pelas construtoras e incorporadoras mitigou esse desempenho ruim. Além disso, o emprego com carteira na construção cresceu refletindo o aquecimento do mercado, que teve que lidar com a falta de mão de obra qualificada”, informou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

No próximo ano, a expectativa é que haja resultados melhores. “Para 2024, o setor conta com uma redução significativa de juros somada a uma menor volatilidade dos custos dos materiais e o apoio aos programas de habitação governamentais, como MCMV, PAC, Casa Paulista e Pode Entrar”, afirmou o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan. 

Inteligência artificial na construção civil

Em 2023, a inteligência artificial ganhou bastante destaque. Como deve ser em 2024? Para Jean Ferrari, CEO da FastBuilt, há a perspectiva de aumento no uso dessas tecnologias para a otimização de processos repetitivos, como coleta de dados e análise de projetos, o que ajuda a melhorar a eficiência e a produtividade da construção.

“Algumas ferramentas devem se destacar em 2024, como as plataformas de IA para construção, que vão fornecer aos profissionais uma visão mais completa do planejamento da obra. Otimização de processos, previsões mais assertivas de tempo e volume de materiais necessários para a construção do empreendimento e relacionamento com o cliente são impactados com o uso da IA. Além disso, há também os softwares de Realidade Aumentada para construção que permitem que os trabalhadores visualizem modelos 3D de projetos em ambientes reais”, aponta Ferrari.

Desafios climáticos

Neste ano, as mudanças climáticas ficaram ainda mais evidentes, com as fortes chuvas e ondas de calor. Dentro deste cenário, como o setor de construção civil vem traçando soluções para lidar com estas questões?

Ferrari acredita que podemos esperar um aumento na demanda por edifícios com estruturas mais fortes e resistentes, com sistemas de drenagem e impermeabilização mais eficientes para lidar com inundações e com sistemas de energia renovável e eficiência energética para reduzir a vulnerabilidade a cortes de energia.

“Mudanças como essas certamente levarão a um aumento nos custos da construção, mas também devem contribuir para a redução dos riscos associados aos desastres climáticos”, pontua Ferrari.

Para promover a construção de empreendimentos com maior proteção a desastres climáticos, é necessário, em primeiro lugar, escolher com cuidado o local da obra, levando em consideração os riscos associados a eventos climáticos, de acordo com Ferrari. “O projeto do prédio deve incluir medidas de proteção específicas para cada tipo de evento climático, como estrutura reforçada para prédios em áreas propensas a vendavais ou terremotos, por exemplo”, sugere.

Construções modulares e offsite

Um levantamento da Fortune Business Insights, indica que o mercado de construção modular vai chegar a US$ 11,78 bilhões até 2028, um crescimento de 6,1% ao ano, segundo Ferrari.

“No Brasil, o mercado também deve crescer nos próximos anos, puxado pelo aumento do déficit habitacional, estimado em 7 milhões de moradias, de acordo com o IBGE. A construção modular e off-site pode ajudar a reduzir esse déficit, pois é uma forma mais rápida e eficiente de construir. A escassez de mão de obra na construção e os avanços tecnológicos também impulsionam essa tendência, já que a construção off-site (construções com estruturas modulares produzidas fora do canteiro de obras) requer menos mão de obra”, declara Ferrari.

Para Ana Maria, essa é uma questão interessante pois está ligada ao processo de modernização do setor. “A reforma tributária traz uma perspectiva positiva para a modernização e industrialização do setor, à medida em que cria uma isonomia entre os processos construtivos. Hoje, o processo tributário desfavorece a construção industrializada. Claro que a alíquota final que vai prevalecer vai ser determinante. Mas eu vejo que é um setor que tem perspectivas favoráveis à medida em que faz parte da agenda setorial a melhoria de produtividade que, por sua vez, está ligada à industrialização”, aponta Ana Maria.

Impressão 3D em concreto

No evento World of Concrete de 2023, a impressão 3D já se destacou como uma das técnicas mais presentes. Para Ferrari, esta tecnologia deve ser mais usada em 2024, devido a alguns fatores como o aumento da demanda por construções mais rápidas, baratas e sustentáveis, além do desenvolvimento de novas tecnologias de impressão 3D que tornam o processo mais eficiente e preciso, gerando redução dos custos de materiais e equipamentos de impressão, por exemplo.

“Um relatório da MarketsandMarkets revela que o mercado global de impressão 3D na construção civil deve crescer 22,6% até 2030. O estudo estima ainda que o segmento atingirá US$ 7,9 bilhões nos próximos sete anos”, destaca Ferrari.

ESG

Em 2023, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)  apresentou durante o Congresso do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON) a norma ESG (ABNT PR 2030). As duas entidades também assinaram um termo de cooperação para desenvolvimento de normas na área de concreto, com destaque nos aspectos que impactam nas mudanças climáticas.   

Em 2024, este assunto deve continuar em voga. “As principais tendências incluem o uso de materiais sustentáveis, (“como madeira certificada,” - remover esta colocação, pois procuramos focar no concreto e não na madeira) materiais reciclados e materiais de origem local. Essas escolhas contribuem para a redução do impacto ambiental da construção, pois ajudam a conservar os recursos naturais e a reduzir a poluição”, menciona Ferrari.

Outra tendência diz respeito à eficiência energética e hídrica. “As empresas do setor estão investindo em tecnologias e processos que reduzem o consumo de energia e água, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o consumo de materiais da natureza. Além disso, as empresas estão buscando formas mais eficientes de gerenciar os resíduos gerados na construção, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental e o desperdício de materiais”, conclui Ferrari.

Entrevistados/Fontes

Jean Ferrari é CEO da FastBuilt.

Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Yorki Estefan é presidente do SindusCon-SP.

Contatos
Assessoria de imprensa FastBuilt: bruna@trevocomunica.com 
Assessoria SindusCon-SP: dbarbara@sindusconsp.com.br 
Ana Maria Castelo - ana.castelo@fgv.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Tendências 2024: o que deve estar em alta no mercado imobiliário?

Áreas de bem-estar estão em alta em edifícios.
Crédito: Envato

O mercado imobiliário está em constante evolução, moldado por tendências que afetam desde a concepção dos espaços até os processos de compra e venda. E, consequentemente, influenciam também o setor da construção civil. 

“Quando falamos em tendência, toda mudança de comportamento tem algum impacto na moradia, uma vez que a nossa casa é uma união de diversas tendências. Mas quando falamos no desenvolvimento imobiliário, é preciso ter cuidado porque as tendências precisam ser de longa duração, pois um empreendimento é um produto feito para durar”, explica Tiziana Weber, sócia e coordenadora de projetos especiais na Brain Inteligência Estratégica.

Confira algumas das principais tendências do setor:

Wellness

Quando falamos em wellness (bem-estar), isso mais do que nunca está muito em voga, segundo Tiziana. “A nossa sociedade está cada vez mais ansiosa, mais estressada. Em um momento de pós-pandemia, num ano de guerras, a casa é o nosso conforto, é o nosso refúgio, é um espaço de descompressão. Então isso precisa ser levado em consideração, tanto nos espaços internos (isso é corroborado pela popularidade da famosa varanda com churrasqueira, um espaço de lazer, de descompressão dentro da própria casa), como também pensando nos espaços de lazer”, explica.

Digitalização

Outra tendência que corre a passos largos é a da digitalização, que impacta os imóveis em diferentes esferas. De acordo com Tiziana, há uma busca por tecnologias relacionadas à internet das coisas nos imóveis, pensando em integrações e automações, como a digitalização e a tecnologia aplicada à segurança. Além disso, a sócia da Brain também aponta que esta tendência também está bastante presente no processo de compra. “O processo de compra é cada vez mais digitalizado, tanto no momento de busca, como no processo de fechamento e assinatura de contrato e de transações burocráticas”, pontua Tiziana. 

Crescimento e valorização de nichos

Outra tendência que pode ser destacada é o crescimento e valorização de nichos, como, por exemplo, o senior housing que acompanha o movimento de envelhecimento da população brasileira, segundo Tiziana.

Imóveis mais vendidos

Em relação aos imóveis que devem ser mais vendidos, Tiziana aponta que a expectativa é que os imóveis econômicos do Minha Casa, Minha Vida e do segmento de luxo e superluxo devem performar melhor.

Imóveis comerciais

Depois da pandemia, como ficam os imóveis comerciais? A procura por este modelo voltou? De acordo com Tiziana, sim. “Os imóveis comerciais têm tido mais procura e são empreendimentos de mais sucesso aqueles que são destinados a públicos específicos e que com isso conseguem oferecer mais comodidade, mais serviços e mais valor agregado, atendendo de fato as necessidades de um público específico. Então, por exemplo, empreendimentos destinados à área da saúde, em que você tem uma área de atendimento em comum, uma sala de espera em comum, que você consegue entender de fato o que esse público precisa e agregar valor específico para aquelas necessidades. Outro segmento também são os empreendimentos corporativos destinados à área de tecnologia, que oferecem o máximo de sustentabilidade, segurança de dados e segurança patrimonial, pensando num desenvolvimento de empreendimento inteligente”, afirma.

Por outro lado, Gustavo Favaron, CEO e Managing Partner do GRI Club, vê que aumenta cada vez mais a procura por espaços menores. “Há poucas transações de grandes lajes com 2 mil ou mais m², então existe uma tendência de valorização e busca por Boutique Offices (que são lajes menores). Inclusive, existem alguns fundos novos sendo lançados, visando esse tipo de produto. Acredito que uma tendência de recuperação deve continuar no setor neste ano, pois já teve mais entregas do que no ano passado. É uma oferta controlada, mas já vimos mais empreendimentos saindo”, comenta.

Mudanças no Minha Casa, Minha Vida devem trazer resultados melhores para 2024.
Crédito: Ministério das Cidades

Sustentabilidade

Muito tem se falado sobre a sustentabilidade na construção civil e no setor imobiliário. Para Tiziana, este tema não pode ser uma bandeira por si só, mas ela tem que oferecer, por exemplo, uma economia do condomínio, com geração de energia e de luz. “Então, com certeza, são atributos que já são muito valorizados e tendem a crescer cada vez mais”, destaca. 

Por outro lado, Favaron aponta que tanto consumidores residenciais quanto comerciais, especificamente os residenciais, veem valor mas ainda não pagam a mais por isso. “Ou seja, é bacana um apartamento tecnológico e sustentável, mas talvez isso seja um diferencial para que o sucesso do empreendimento seja maior e as vendas sejam mais rápidas. Não necessariamente isso vai se converter num preço maior por m². Por isso, nos empreendimentos comerciais passou a ser mandatório, então a política das empresas que alugam áreas corporativas, galpões industriais, logísticos, cada vez mais é de compliance com o ESG. Se o empreendimento não tem certificações, se não é sustentável do ponto de vista energético e hídrico, ele pode perder para outros empreendimentos, mas ainda assim, isso não se reverte no preço”, constata.

Minha Casa, Minha Vida

Em 2023, com o novo governo, o programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado e trouxe algumas mudanças. O que esperar em 2024? De acordo com Tiziana, as novas regras entraram em vigor em julho deste ano, mas na prática demora-se um pouco até que comecem a ser operadas. “Então, em 2024 espera-se uma recuperação dos imóveis econômicos. A Brain, realiza pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Indicador Nacional do Mercado Imobiliário, e nos últimos anos observou-se uma redução da participação do segmento econômico, tanto nos lançamentos como nas vendas, e o que se espera agora é uma recuperação gradual do segmento econômico”, relata.

Na opinião de Favaron, espera-se um ano ainda melhor que 2023. “Podemos destacar a subida do valor teto dos imóveis na faixa 3, isso deve trazer novos players e novas incorporadoras para o setor, inclusive aumentando a oferta. Existe um desafio de funding, quanto mais oferta, mais demanda por crédito. Mas esse é um problema bom na nossa visão. E outras medidas como a redução da taxa de juros e aumento dos subsídios, especialmente na faixa 1, e algumas medidas que ainda não estão valendo, mas que vão passar a valer. Foi aprovado no orçamento de 2024 o regime especial de tributação MCMV em 1%, que é uma tributação menor para as incorporadoras e isso também deve dar um gás para o programa. Além disso, existe a possibilidade de utilização do saldo futuro do FGTS na conta do trabalhador para amortizar o valor do imóvel. Então, o que podemos esperar é um ano bastante positivo, com mais lançamentos”, justifica.

Os imóveis comerciais de mais sucesso são aqueles destinados a públicos específicos, como da área da saúde ou tecnologia.
Crédito: Envato

Expectativas, oportunidades e dificuldades

De acordo com a pesquisa Termômetro Imobiliário no Brasil, realizada com 150 empresários com atuação relevante no setor, 69% das empresas estão investindo ou ampliando os negócios. 84% dos empresários consultados consideram que as melhores oportunidades estão no setor residencial. Isso acontece porque é um mercado maior, mais pulverizado, com mais investidores, com mais empresas que atuam, justamente porque as pessoas precisam de moradia, de acordo com Favaron. “Ou seja, é um produto que todo mundo precisa, seja para compra ou para locação. Isso faz com que tenha mais players, mais empresas investindo nesse setor. Outro fator determinante é que o déficit habitacional é muito grande (perto de 7 milhões de unidades). Especialmente no segmento econômico, tem muito espaço, tem muita demanda e mesmo no médio e alto padrão, existe uma busca pelo que se chama de flair two colite. Quem já tem a casa própria busca uma casa um pouco melhor, quem mora de aluguel busca comprar sua casa própria, quem mora de aluguel também busca o que se chama de multi family, residência para renda com player profissional que oferece uma série de serviços. Portanto, tem muitas oportunidades em todos os sub segmentos,” sugere Favaron. 

Outro cenário otimista levantado pela pesquisa mostra que 55% das empresas estão mantendo intenção de lançar o mesmo volume de empreendimentos.

Por outro lado, a principal dificuldade apontada foi relacionada aos custos de produção, fator mencionado por 57% dos entrevistados. “Desde o início de 2021, observa-se um aumento significativo nos custos dos insumos, tanto em materiais como equipamentos. O aço, por exemplo, foi um material que teve um grande aumento de preço e com isso diversos produtos que levam aço em sua composição também tiveram aumento, como vigas, arames e até mesmo as lajes. Portanto, esse aumento dos insumos é o principal responsável pelo aumento de custos de produção e isso se deve pela desorganização das cadeias produtivas globais (efeito da pandemia), também a desvalorização cambial e aumento do preço de algumas commodities”, explica Tiziana.

Já com relação aos fatores críticos para o setor imobiliário, 84% dos participantes apontou a elevada taxa de juros. 

Entrevistados
Tiziana Weber é sócia e coordenadora de projetos especiais na Brain Inteligência Estratégica.
Gustavo Favaron é CEO e Managing Partner do GRI Club.

Contato
Assessoria de imprensa Brain e GRI Club - monica.magalhaes@viracomunicacao.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Fim da desoneração da folha será prejudicial para a construção, dizem entidades

Construção pode sofrer impacto imediato com o fim da desoneração da folha.
Crédito: Envato

Dezenas de entidades ligadas ao setor da construção civil se manifestaram publicamente após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto de lei 334/23, que propunha a extensão da desoneração da folha de pagamento até 2027. 

A medida foi implementada de forma temporária em 2011, e, desde então, vinha sendo prorrogada - se o veto se mantiver, a sua validade está prevista para terminar no final de dezembro deste ano. 

O que significa a desoneração? 

A desoneração da folha de pagamento prevê que empresas de 17 setores da economia, como calçados, vestuário e construção civil, contribuam para a Previdência Social com um total entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha salarial, como era feito antes.

Ao oficializar o veto ao projeto de prorrogação da medida, divulgado em 23 de novembro, o presidente Lula alegou que a proposta é inconstitucional, já que, segundo ele, criou-se a renúncia de receita sem que fosse apresentado o impacto nas contas públicas, como exige a legislação. De acordo com o Ministério da Fazenda, a renúncia com a desoneração no setor privado foi estimada em cerca de R$ 9,4 bilhões.

Agora, o Congresso Nacional deverá analisar o veto presidencial e, caso não concorde com ele, poderá derrubar a decisão. Ainda não há data definida para a análise. Para que o veto seja revertido, são necessários 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.    

O que dizem as entidades?

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e suas 96 entidades associadas compartilharam suas preocupações com o veto presidencial, reforçando que a medida representa, segundo eles, não apenas um retrocesso, mas também um obstáculo para o desenvolvimento econômico e social do país. 

De acordo com o manifesto divulgado, a construção sofrerá impacto imediato com a medida, já que "manter a tributação exclusivamente sobre a mão de obra implica na queda da competitividade e na redução de postos de trabalho."

Renato Correia, presidente da CBIC, que esteve presente em Brasília nos atos a favor da manutenção da desoneração, no dia 28 de novembro, disse que a medida é essencial para o ambiente de negócios e para a geração de empregos. “Mais do que a economia, este é um projeto de apelo social. Prorrogar é essencial para quem trabalha e quem produz. Empreendedores já estão sentindo o peso do veto e suspendendo contratações e a ampliação de seus negócios”, afirmou. “É importante, acima de tudo, para preservar empregos. Milhares de pais e mães de família já estão angustiados por verem seus postos de trabalho ameaçados. Por isso estamos trabalhando de forma intensa pela medida.”

Yorki Estefan, presidente do Sindicato da Indústria e da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), também solicitou voto pela derrubada do veto presencial, por meio de carta encaminhada aos presidentes da Câmara e do Senado e aos deputados e senadores da bancada paulista. “Limitar a contribuição previdenciária a 20% sobre a folha de pagamento vai desencorajar o emprego em determinados segmentos da construção, que voltarão a ter sua contribuição onerada. Isso resultará em aumento nos custos do setor e, consequentemente, desestimulará novamente o emprego formal”, explicou.

Ainda de acordo com Estefan, “com o veto, as empresas que estão realizando obras e recolhendo a contribuição sobre a receita serão obrigadas, a partir de 2024, a recolher sobre a folha, o que aumentará seus custos.”

Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Câmara dos Deputados
Sindicato da Indústria e da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

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Bairro de Maricá ganha pavimento intertravado e calçadas acessíveis

Para Luiz Gustavo Guimarães, escolha pelo pavimento intertravado foi embasada pela perspectiva ambiental.
Crédito: Romão Filmes

Em abril de 2023, começaram as obras de pavimentação com piso intertravado no bairro de Itaocaia Valley, na cidade de Maricá (RJ). 

De acordo com Luiz Gustavo Guimarães, arquiteto e urbanista da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e coordenador do Programa Calçada Acessível, esta intervenção fica bem no meio de duas unidades de conservação, fazendo com que a avaliação do estudo técnico tenha sido extremamente criteriosa e o uso do intertravado pudesse ser justificado, retirando a questão do pavimento flexível, que é o asfalto.

"Essa intervenção está impactando uma área que abrange 11 ruas, e nossa escolha pelo pavimento intertravado em toda essa extensão foi embasada pela perspectiva ambiental extraída do estudo técnico realizado para justificar essa decisão”, explica Guimarães. 

Por que investir no pavimento intertravado?

De acordo com Guimarães, foram considerados os seguintes benefícios do ponto de vista ambiental para justificar o uso do pavimento intertravado:

  • Preservação da fauna local e dos recursos hídricos no subsolo;
  • Aumento considerável de eficiência energética;
  • Utilização de menos matéria-prima;
  • Fácil manutenção sem perda de material;
  • Promove a diminuição da temperatura, diminuindo as ilhas de calor;
  • Elevada durabilidade

Na questão social, têm-se as seguintes justificativas para o uso do pavimento intertravado:

  • Melhora na qualidade dos serviços de limpeza;
  • Proporcionar níveis satisfatórios de segurança – como é uma área muito rural e afastada do centro de Maricá, era um ambiente mais desprovido de segurança; 
  • Melhoria das condições de mobilidade e transporte;
  • Criação de calçadas acessíveis

Programa Calçada Acessível

Melhora na qualidade dos serviços de limpeza e na segurança são alguns dos benefícios esperados desta intervenção.
Crédito: Evelen Gouvêa/Prefeitura de Maricá

Na região de Itaocaia Valley também está sendo realizado o Programa Calçada Acessível, que já existe há 13 anos e tem a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) como parceira. 

“Nós costumamos falar que o projeto é 80% social e 20% comercial. Ele resgata muito essa questão do direito de ir e vir e a dignidade das pessoas que não conseguem sair de suas casas porque não há uma calçada adequada. Através deste trabalho com as prefeituras do Estado do Rio de Janeiro, conseguimos promover a inclusão dentro das cidades”, pontua Guimarães.

Neste programa, a Firjan oferece apoio à gestão pública para desenvolver essa questão da mobilidade ativa. “Embora tenhamos mantido conversas frequentes com as prefeituras sobre mobilidade urbana, é importante ressaltar que nunca foi nossa intenção abordar todos os aspectos desse amplo e complexo tema. Nosso enfoque é específico na mobilidade ativa, que compreende a caminhabilidade, ou seja, a mobilidade a pé, e a integração das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas com as calçadas. É uma área na qual nos concentramos para promover essa interligação”, comenta Guimarães. 

Ainda, é feita uma capacitação direcionada a servidores públicos, incluindo secretários, prefeitos e o corpo técnico, por meio de workshops nos quais eles são colocados em situações de desvantagem no espaço público. “Nestas ocasiões, proporcionamos experiências como estar em cadeiras de rodas ou simulando deficiência visual, para que possam vivenciar as dificuldades enfrentadas por essas pessoas ao transitar pelas calçadas das cidades. Isso permite que compreendam de maneira mais profunda as necessidades das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, resultando em projetos de maior qualidade e na execução de obras mais alinhada a essas necessidades específicas”, destaca Guimarães. 

Fruto do projeto Calçada Acessível, surgiu o programa Maricá Acessível. De acordo com Guimarães, ele tem como objetivo estabelecer um padrão com critérios e medidas para calçadas, tornando-as acessíveis, livres e com ausência de barreiras.

A partir desse programa, também foi criado um Manual de Calçadas, que traz indicações técnicas para os projetos, construções ou reformas de calçadas voltadas para a inclusão, qualidade de vida e otimização dos deslocamentos urbanos.

Uso do pavimento intertravado deve trazer benefícios como durabilidade, fácil manutenção e diminuição da temperatura.
Crédito: Evelen Gouvêa/Prefeitura de Maricá

Neste manual, é possível encontrar, por exemplo informações sobre a especificação do piso intertravado, que segue estas definições:

  • Resistência à compressão – fck > 35 MPa.
  • Espessura da peça para tráfego de pedestres – 6 cm.
  • Base: utilizar brita graduada simples ou brita corrida compactadas sobre subleito também compactado.
  • Armadura da base – não utiliza.
  • Assentamento – peças de concreto são assentadas sobre uma camada de areia média de 3 a 5 cm de espessura, disposta sobre a camada de base.
  • Juntas – as peças devem ser rejuntadas com areia fina.
  • Acabamento superficial – Diversidade de cores, formatos e texturas.

O documento também traz indicações para execução do pavimento intertravado, de placas pré-fabricadas de micro-concreto de alto desempenho, do concreto convencional moldado in loco, do concreto estampado e de ladrilhos hidráulicos.

Em dezembro de 2023, a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Urbanismo, realizou uma apresentação da revisão do Manual de Calçadas Acessíveis. A expectativa é que a versão atualizada do manual seja oficialmente lançada em fevereiro de 2024.

Fonte
Luiz Gustavo Guimarães é arquiteto e urbanista da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e coordenador do Programa Calçada Acessível.

Contato
lgguimaraes@firjan.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
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Balancim na construção civil: veja como usá-lo com segurança

Seguir normas é essencial para segurança do balancim.
Crédito: Reprodução/Cei Pontual

Utilizado em reformas, limpeza e acabamento de fachadas, o balancim é uma espécie de andaime suspenso por cabos de aço, idealizado para viabilizar o acesso a lugares mais altos. Há modelos manuais, com movimentação feita por meio de manivelas acionadas pelo operador, e elétricos, com a presença de motores em cada extremidade da estrutura.

"A determinação do tipo de balancim é feita pelo engenheiro de Segurança do Trabalho ou pelo engenheiro responsável pela obra ou serviço", explica a engenheira civil e engenheira de segurança do trabalho, Maria Mercedes Furegato, coordenadora-adjunta da Câmara Especializada de Segurança do Trabalho do Crea-SP. "Geralmente, esses profissionais buscam empresas especializadas para, juntos, pensarem na melhor solução."

Em relação à segurança quanto ao uso do equipamento, Furegato diz que o primeiro requisito é que o andaime suspenso tenha um projeto específico para cada obra ou serviço. "Além disso, é necessário seguir a orientação de instalação e manutenção do mesmo e que haja uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) deste projeto e instalação. Outro item importante é o treinamento específico de como utilizar o balancim, que deve ser feito pelos trabalhadores que irão fazer o serviço."

Jefferson Silva, consultor de engenharia da Abrasfe (Associação Brasileira das Empresas de Fôrmas, Escoramentos e Acesso), afirma que cada tipo de serviço a ser executado necessita de um tipo de balancim. "Quanto mais rápida for a atividade a ser feita, mais indicados são os balancins motorizados (elétricos), para que o equipamento seja condizente ao escopo e não atrase os serviços."

O engenheiro diz que os fornecedores de balancins possuem metodologias pré-dimensionadas que são aplicadas de acordo com as especificidades de cada obra - e que, em casos mais complexos, são desenvolvidos sistemas especiais, de acordo com uma análise dos projetos de estrutura. "Vale reforçar que os sistemas de fixação exercem esforços na estrutura, que são informados pelos locadores, e cabe ao proprietário da obra verificar com o engenheiro calculista. Em alguns casos, reforços em estrutura são realizados, ou seja, a escolha do sistema de fixação deve ser sempre uma decisão bilateral (locador e contratante)."

Silva também destaca a importância de haver o conhecimento das normas referentes ao sistema de balancim e trabalho em altura, como NR 35, NR 18, ABNT NBR 6123 e ABNT NBR 6494, além de treinamento aos que irão utilizar o equipamento. Ele cita algumas exigências que devem ser atendidas:

  • Dispor de ponto de ancoragem do SPIQ [Sistema de Proteção Individual contra Quedas] independente do ponto de ancoragem do andaime;
  • Ter largura útil da plataforma de trabalho de, no mínimo, 0,65 m;
  • O sistema de suspensão do andaime deve ser feito por cabos de aço, garantir seu nivelamento e ser verificado diariamente pelos usuários e pelo responsável pela obra, antes de iniciarem os trabalhos;
  • Proibido interligar as estruturas (plataformas);
  • Ter no máximo 8 m de comprimento.

De acordo com o consultor da Abrasfe, a tecnologia vem colaborando para a maior segurança no uso do balancim, com a criação de novos sistemas de acionamentos. "Como os elétricos, com o comando de controle feito na plataforma de trabalho de forma simples e segura, o que garante excelente produtividade, e o de manivela, com acionamento manual com agilidade, leveza e segurança", explica. Ele também cita o sistema de plataforma cremalheira, que é uma plataforma de trabalho motorizada suspensa por motores elétricos - um equipamento fixado na própria edificação, permitindo sua instalação antes da finalização da estrutura do prédio, e que, por estar fixa, não trepida e não balança. "Locais onde possuem ventos fortes é imprescindível a utilização desse equipamento."

Fontes

Jefferson Silva, consultor de engenharia da Abrasfe (Associação Brasileira das Empresas de Fôrmas, Escoramentos e Acesso)

Maria Mercedes Furegato, coordenadora-adjunta da Câmara Especializada de Segurança do Trabalho do Crea-SP

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


12º Prêmio Obra do Ano homenageia projetos com pré-fabricados de concreto

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) anunciou os vencedores do 12º Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto na última semana de novembro. Dentre os vencedores estão empresas de pré-fabricados, os arquitetos e engenheiros projetistas de estruturas que usam o sistema construtivo em seus projetos. 

“As obras retratam o estado da arte da pré-fabricação no Brasil e são resultado do trabalho realizado pelo setor, com investimento em tecnologia e aprimoramento constante em gestão de processos, produção, qualidade e pessoas”, declarou o Comitê do Júri. 

Para a engenheira Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, a 12ª edição do Prêmio Obra do Ano mostrou a versatilidade do sistema construtivo, ao reunir obras de diversas tipologias, que vem contribuindo para uma maior produtividade, sustentabilidade, qualidade, segurança e desempenho em obras de todo o país. "Ao longo de 12 anos do Prêmio Obra do Ano, temos recebido obras espetaculares, que unem projetos inovadores tanto do ponto de vista arquitetônico como da engenharia estrutural”, destacou.

Confira quais foram as obras vencedoras:

Nesta edição, a Arena MRV, situada em Belo Horizonte (MG), recebeu o Destaque do Júri do Prêmio Obra do Ano.
Crédito: Divulgação/Abcic

Destaque do Júri do Prêmio Obra do Ano: Arena MRV

Nesta edição, a Arena MRV, localizada em Belo Horizonte (MG), recebeu o Prêmio Obra do Ano como Destaque do Júri. Esta categoria premia obras excepcionais devido à sua magnitude ou complexidade, que se destacam independentemente da sua categoria. Por isso, este projeto é considerado o projeto de maior relevância. 

Com espaço para 47 mil espectadores, a Arena MRV é o Estádio do clube Atlético Mineiro. O projeto foi concebido seguindo princípios modernos de arenas versáteis, enfrentando o desafio de uma estrutura que se alinhasse com o design arquitetônico proposto por Bernardo dos Mares Guia Farkasvölgyi, da Farkasvölgyi Arquitetos Associados. Este design se baseou em formas curvas e teve preocupações acústicas e ambientais. Para atender às demandas do projeto, a Precon Pré-Fabricados colaborou com a Codeme e a Tech-Estrutura para criar formas especiais que atendessem aos requisitos de padronização mínimos, visando aumentar a produtividade, além de aplicar alta tecnologia na fabricação dos elementos. Ao todo, foram utilizados aproximadamente 50 mil metros cúbicos de concreto, com traços específicos. A indústria conseguiu agilizar a produção e montagem dos elementos, utilizando guindastes e gruas de grande capacidade. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Isnar Maia, da Tech-Estrutural.

Confira o vídeo aqui.

Na categoria Edificações do Prêmio Obra do Ano, a obra vencedora foi o Scala Data Center, situado em Barueri (SP).
Crédito: Divulgação/Abcic

Categoria Edificações: Scala Data Center

Na categoria Edificações, a obra vencedora foi o Scala Data Center, localizado em Barueri (SP). Ele é composto por dois edifícios verticais, abastecidos exclusivamente com energia renovável certificada e com alta eficiência energética. Conta ainda com operação com impacto zero em recursos hídricos. Com mais de 50 metros de altura, foi feito totalmente com pré-fabricados (pilares, vigas, lajes, painéis e escadas), o que possibilitou que o edifício fosse montado em 92 dias, sem nenhum acidente do trabalho e com pouquíssimo emprego de mão de obra e impacto ambiental. 

A Protendit forneceu as estruturas, enquanto o projeto arquitetônico foi concebido por Panagiotis Lazaridis, da LZA Engenharia e Projetos. Já o projeto estrutural foi realizado pelo engenheiro Sander David Cardoso, da Protendit.

Na categoria Infraestrutura do Prêmio Obra do Ano, a Trincheira Bidirecional do Complexo Viário Tatti Moreno, em Salvador (BA) foi a vencedora.
Crédito: Divulgação/Abcic

Categoria Infraestrutura: Trincheira Bidirecional do Complexo Viário Tatti Moreno

Na categoria de Infraestrutura, o Prêmio Obra do Ano foi concedido à Trincheira Bidirecional do Complexo Viário Tatti Moreno, localizada em Salvador (BA). Essa obra representa uma extensão do projeto do BRT, ampliando significativamente a mobilidade em uma das áreas de tráfego mais intenso na capital baiana, resultando na redução do tempo de deslocamento nessa região. A montagem da obra utilizou pré-lajes e vigas protendidas de até 18 metros de comprimento. Durante a fabricação desses componentes, a empresa empregou concreto com uma resistência de 40 MPa para liberar a protensão e controlar as deformações iniciais.

O projeto estrutural foi concebido pelo engenheiro Murillo Miranda, da Murillo Miranda Engenheiros Consultores Associados. A montagem da obra foi realizada em um período de 90 dias não consecutivos pela T&A Pré-Fabricados. 

Já na categoria Pequenas Obras do Prêmio Obra do Ano, a vencedora foi a Adega Cervejaria Império, situada em Frutal (MG).
Crédito: Divulgação/Abcic

Categoria Pequenas Obras: Adega Cervejaria Império

Situada em Frutal (MG), a Adega Cervejaria Império venceu a categoria Pequenas Obras. Os principais desafios desta obra foram as cargas de imensa magnitude e a geometria complexa. Vigas curvas pré-fabricadas suportaram uma carga massiva de 21.000 toneladas. Isso foi possível devido ao fato de serem projetadas e produzidas com concreto de alto desempenho e montadas através de ligações mistas (metálica/concreto), com grande capacidade de resistir aos esforços.

A Protendit foi a empresa responsável pela fabricação prévia dessas vigas de concreto. O projeto arquitetônico foi elaborado por Adriano Mello, da Adriano Mello Engenharia, enquanto Sander David Cardoso, da Protendit, liderou o projeto estrutural.

Categoria Júri Popular: Centro Comercial Centerlar Bettega

A obra vencedora na categoria que contabiliza os votos populares foi o Centro Comercial Centerlar Bettega, em Curitiba (PR). Ela também recebeu uma menção honrosa na categoria Pequenas Obras. Realizada pela Cassol Pré-Fabricados, contou com projeto arquitetônico de Maria Lucia de Mattos Soares e projeto estrutural de Cristiano Soares Rodrigues. 

Comitê do Júri conferiu o Destaque Sustentabilidade à Passarela Tubarão.
Crédito: Divulgação/Abcic

Sustentabilidade

Nesta edição, a sustentabilidade foi destaque entre as obras inscritas. Por isso, o Comitê do Júri conferiu o Destaque Sustentabilidade a duas obras. Uma delas foi a Passarela Tubarão (Passarela Ângelo Antônio Zabot), em Tubarão (SC), realizada pela Cassol Pré-Fabricados. Feita em concreto armado, ela conta com cerca de quatro metros de largura e traz uma ciclofaixa, além de uma área livre para a circulação de pedestres e cadeirantes. A outra é a Ecourbis Transbordo Vergueiro, situada em São Paulo (SP), que se trata de uma peça fundamental na logística do sistema de transporte de resíduos domiciliares na cidade. Feita pela Leonardi Construção Industrializada Ltda, a reforma e modernização tinha como intuito trazer benefícios para o entorno, como a eliminação de ruídos e odores, além da valorização da região com um novo paisagismo.

De acordo com a Abcic, elas possuem particularidades que agregam características ao ambiente construído, beneficiando a cidade em todo o seu ciclo de vida, especialmente, à comunidade, destacando conceitos como bem-estar e a valorização da natureza.

Ecourbis Transbordo Vergueiro foi um dos destaques com relação à sustentabilidade.
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Fonte
Íria Doniak é engenheira e presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic)

Contato
Assessoria de imprensa Abcic - elizabeth@meccanica.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


CUB da construção civil: como funciona?

CUB serve para ter um termômetro da inflação setorial.
Crédito: Envato

Como saber se um imóvel está dentro dos valores praticados no mercado? Com a complexidade e constante evolução do mercado imobiliário, um indicador se destaca como referência essencial para o setor da construção civil: o CUB, ou Custo Unitário Básico. Essa métrica, calculada pelos sindicatos estaduais da construção civil, tornou-se uma bússola para avaliar e estimar os custos de obras e empreendimentos. Além de ser um termômetro valioso para acompanhar a inflação setorial, o CUB desempenha um papel crucial no estabelecimento de parâmetros transparentes para o mercado. Veja como ele funciona.

Origem do CUB

Nos anos 1950 e 1960, a ausência de um Banco Central e a dificuldade em medir a inflação traziam algumas dificuldades no mercado imobiliário. “Naquela época, o único jeito de se comprar um imóvel era com um financiamento da Caixa Econômica Federal ou diretamente com as incorporadoras, num processo que se chamava preço de custo. O método envolvia a divisão de um terreno entre cotistas, cada um contribuindo financeiramente para a construção do empreendimento. No entanto, esse modelo enfrentava dois problemas principais. O primeiro deles residia na falta de clareza sobre o que exatamente estava sendo adquirido. Essa incerteza era notória: não se sabia ao certo se os custos chegariam ao valor estabelecido, nem se valeriam tal investimento. Era impossível comparar um apartamento de 300 m2 com um de 200 m2, por exemplo. Ainda, os prédios levavam um tempo considerável para serem concluídos, muitas vezes extrapolando os valores estimados inicialmente”, explica Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

O que é o CUB?

Em meados dos anos 1960, foi criado o Banco Nacional da Habitação (BNH) e estabelecida uma legislação para incorporações imobiliárias. Essa lei exigia o registro público de cada empreendimento, detalhando o projeto aprovado, as metragens e um orçamento mínimo. O artigo 53 dessa legislação delegava à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a responsabilidade de desenvolver uma norma para orçamentação e regramento das áreas, segundo Zaidan.

“Assim surgiu a NB 140, posteriormente atualizada para NBR 12721, que estabeleceu o CUB (Custo Unitário Básico) como referência. Esse indicador determina o valor mínimo pelo qual um imóvel pode ser comercializado, baseado em um cálculo mensal realizado pelos sindicatos estaduais da construção civil, seguindo critérios específicos para diferentes padrões de construção”, revela Zaidan.

Ainda, o vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP ressalta que se supõe que não é permitido vender nenhum imóvel por menos do que o custo unitário básico por metro quadrado. 

“Quando um incorporador lança um edifício, seja ele de poucos andares ou de 45 andares, é obrigatório registrar o memorial de incorporação de acordo com as normas estabelecidas. Essas normas detalham o que cada metro quadrado representa: há a área privativa, dentro das unidades, a área de uso comum, tanto coberta quanto descoberta, contemplando espaços como o térreo e a garagem. Elas definem precisamente como calcular a metragem quadrada de cada apartamento, garantindo uniformidade nos critérios. Por exemplo, se um apartamento é descrito como tendo 138,5 m² de área privativa, qualquer unidade com essa mesma medida atende ao critério estabelecido”, esclarece Zaidan.

Zaidan ainda aponta que toda a regulamentação das áreas é preenchida no registro de incorporação, que funciona como a certidão de nascimento de um imóvel. “Os quadros de áreas são minuciosamente especificados, incluindo detalhes como a localização da unidade no prédio, suas dimensões privativas, áreas comuns descobertas e até a porcentagem correspondente na garagem. Um engenheiro civil ou arquiteto assina e submete uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente a esses cálculos, depositando todos os documentos no registro de imóveis, tornando-os públicos”, pontua.

A fiscalização dessas normas é respaldada legalmente, sendo crime vender imóveis com valores menores do que aquele estabelecidos pelo CUB. “Apesar disso, casos de desrespeito são raros, uma vez que a lei foi amplamente aceita e cumprida pelo mercado”, afirma Zaidan.

Como é calculado o CUB?

O CUB (Custo Unitário Básico) é calculado com base em uma série de critérios e fatores que compõem os custos da construção civil. O cálculo é geralmente feito pelos sindicatos estaduais da construção civil, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Norma Brasileira de número 12721 (NBR 12721). A norma detalha como os custos devem ser computados e como a metragem das construções deve ser considerada.

“A norma estabelece padrões para diferentes tipos de construção e diferentes níveis de acabamento, permitindo a aplicação de coeficientes que ajustam os custos conforme o tipo e qualidade da obra. Esses elementos são combinados de acordo com as orientações da norma para calcular o custo unitário por metro quadrado para diferentes tipos de construção, como residências, prédios comerciais, escritórios, entre outros, fornecendo uma referência confiável para estimativas de custos na construção civil”, aponta o vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP.

Zaidan aponta que manter a coleta de dados sobre os materiais nas construtoras é um desafio considerável. “Para obter uma amostra representativa, é necessário interagir com várias partes, contatando mensalmente os setores de suprimentos das empresas para levantar informações sobre preços de itens como tinta, cimento, gesso e outros materiais. Esse processo demanda uma quantidade significativa de energia e esforço contínuo. Em São Paulo, por exemplo, contamos com a colaboração da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar esse cálculo com as melhores técnicas disponíveis. Mas há um trabalho prévio para validar e corrigir informações discrepantes. Quando há uma aceleração rápida na inflação ou deflação, os cálculos estatísticos precisam ser ajustados. Existem técnicas estatísticas específicas para tratar essas variações, seja por meio da média, ajustes nos padrões ou outras abordagens que consideram essas oscilações para refletir com precisão as mudanças nos custos”, informa.

Para que serve o CUB?

O CUB serve para ter um termômetro da inflação setorial. Além disso, possui diversas aplicações legais, sendo comumente utilizado pelo tribunal para diversos fins e por algumas prefeituras como base para o cálculo do ISS. “Este índice é reconhecido por sua confiabilidade e é disponibilizado mensalmente até o dia 5 de cada mês, sendo publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no caso do estado de São Paulo”, destaca Zaidan.

Fonte
Eduardo Zaidan é vice-presidente de Economia do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)

Contato
Assessoria de imprensa Sinduscon-SP – dbarbara@sindusconsp.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Santos investe cerca de R$ 100 milhões em obras de contenção de encostas e drenagem

Obras realizadas no Monte Serrat, em Santos.
Crédito: Divulgação

A Prefeitura de Santos anunciou no começo de outubro o início das obras de contenção de encostas e drenagem no Morro da Caneleira, que receberá um sistema de drenagem superficial e contenção em solo grampeado, revestido com concreto armado, para garantir a segurança do terreno.

Já em novembro, foi concluída parte das obras no Morro do Ilhéu Alto, que ganhou um painel de 200 metros quadrados com tela entrelaçada com cabos de aço e revestimento anticorrosivo, para garantir estabilidade e evitar que o bloco de rocha se solte. Essas duas iniciativas fazem parte do programa Santos Mais Bonita, que foi lançado em 2022 e prevê um investimento de R$ 97,5 milhões em obras de contenção de encostas, drenagem, zeladoria e acessibilidade em morros da cidade.

A definição dos locais prioritários do projeto foi feita a partir de um mapeamento detalhado das áreas afetadas pelas fortes chuvas em março de 2020, realizado pela Defesa Civil, pela Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) e pela Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi). De acordo com a Siedi, os projetos colocados em prática já estão beneficiando cerca de 30,4 mil pessoas

"Essas obras são essenciais para melhorar a condição de segurança dos morros e até a permanência de muitas moradias, que, se não fosse isso, teriam que ser, em alguns casos, até realocadas ou removidas", afirma Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos. Ele também ressalta a importância de manter o acompanhamento especializado e frequente nos locais. "Agora, o que precisa para melhorar a segurança é justamente evitar novas ocupações em áreas de risco e o monitoramento constante, principalmente no período de chuvas intensas."

Obras realizadas e em andamento

Os projetos de contenção de encostas e de drenagem vêm sendo realizados em diferentes frentes. A Siedi, por exemplo, conta que em 2023 fez a entrega de duas obras em morros de Santos: no Monte Serrat (Caminho da Pedreira) e no Morro Cachoeira.

Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos.
Crédito: Divulgação

Cada uma custou R$ 3,1 milhões, sendo que a primeira contou com recursos do governo do Estado, por meio da Secretaria de Governo e Relações Institucionais (ex-Secretaria de Desenvolvimento Regional), enquanto a segunda foi viabilizada a partir de recursos de financiamento realizados junto à Caixa Econômica Federal, por meio da linha de crédito dedicada ao segmento Infraestrutura e Saneamento.

Em relação a obras em andamento, a Siedi destaca a contenção, drenagem, estabilização e acessibilidade da Escadaria Joana D'Arc, no Morro São Bento (no valor de R$ 1,7 milhão, vindo do governo do Estado), e a contenção e drenagem na Alameda Prefeito José Monteiro 2, no Morro Cachoeira (R$ 3,8 milhões, com financiamento da Caixa). 

A Seserp, por sua vez, está com projetos em andamento em diversas regiões da cidade, como o Morro do José Menino, o Morro do Saboó e o Morro Santa Maria, com ações que preveem desde contenção e drenagem até pavimentação e reurbanização em escadarias.

Já a Secretaria das Prefeituras Regionais dos Morros anuncia diversas obras que devem ser iniciadas nos próximos meses, incluindo estabilização de encosta e adequação da rede de drenagem no Morro Fontana e a construção de muro de arrimo, proteção de encosta e reconstrução e reforço de canaletas de drenagem no Morro Marapé

Fontes

Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos
Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi)
Secretaria das Prefeituras Regionais dos Morros
Secretaria de Serviços Públicos (Seserp)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Mercado imobiliário registra alta de vendas no 3º trimestre, segundo pesquisa

Estudo revelou aumento de 6,5% na venda de imóveis.
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Todas as capitais e as principais regiões metropolitanas do Brasil participaram da pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais do 3º trimestre de 2023, elaborada pela Brain Inteligência Estratégica e divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no dia 27 de novembro.

Realizado em 219 cidades, o estudo mostra que houve um aumento de 6,5% na venda de imóveis, em comparação com o trimestre anterior, e um aumento de 4,2% tendo em vista o mesmo período do ano passado - no 3º trimestre de 2022, houve 79.101 unidades vendidas, e, agora, 82.385.

Por outro lado, o número de lançamentos caiu 8,6% em relação ao trimestre anterior, e a queda foi ainda maior, de 20,3%, se comparado ao mesmo período de 2022 (foram lançadas 81.001 unidades no 3º trimestre do ano passado, ante as 64.541 de agora). 

Já o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) demonstra estar reaquecido, segundo a CBIC, considerando o crescimento de 13% nas vendas e de 35,8% em lançamentos, em relação aos três meses anteriores. Com as mudanças que entraram em vigor em julho, principalmente com a retomada da faixa 1 (que contempla famílias com renda mensal de até R$ 2.640,00), o programa foi responsável por 46% de todas as unidades lançadas do trimestre, enquanto no trimestre passado o correspondente ficou na faixa de 31%.

"As vendas foram fortes e resilientes este ano apesar da queda nos lançamentos, mostrando que o mercado está demandante", avalia Renato Correia, presidente da CBIC. "Também temos as novas regras do MCMV e que foram importantes para viabilizar a retomada de vendas e lançamentos do programa."

Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, os números também demonstram amadurecimento do mercado imobiliário, que percebeu defasagem no preço e no custo da construção e segurou o anúncio de novos imóveis. "O mercado, em função de todo o descolamento de custo que tivemos no passado, das regras do programa MCMV, que só vieram a partir de julho [o setor esperava para o início do ano], da adequação dos tetos e do subsídio, reduziu os lançamentos nos últimos 12 meses em 52 mil unidades, o que é bastante significativo."

Outro destaque do levantamento realizado pela CBIC tem a ver com o valor dos imóveis, que registrou um crescimento de 3,9% no 3º trimestre, superando a variação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que foi de 0,6% no mesmo período. De acordo com Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain, o aumento pode ser explicado não apenas pelo preço, em si, mas também pela variação dos produtos comercializados.

"Essa mudança decorre de dois movimentos simultâneos: de uma recomposição de preços efetivos, de aumento acima da inflação, na tabela, e de uma mudança no tipo de produto lançado, já que se lança mais produto de médio e alto padrão", explica. Ainda segundo Araújo, isso tem a ver com a queda do número de unidades do MCMV nos trimestres anteriores, que fez com que o preço médio de mercado, como um todo, ficasse maior. 

Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Como diminuir o impacto de chuvas e tempestades na construção civil

Ficar atento às condições meteorológicas é essencial para o planejamento das obras.
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Uma chuva intensa de 10 minutos pode causar transtornos que levam meses para serem corrigidos durante a realização de uma obra. É o que afirma o engenheiro civil David Fratel, diretor-executivo da Kallas Engenharia e coordenador do Grupo de Trabalho de Recursos Humanos (GTRH) do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

"A decisão de adiar ou ajustar o início de obras durante o período de chuvas está enraizada na análise criteriosa desses padrões climáticos, visando assegurar a eficiência, qualidade e segurança das construções, minimizando os riscos associados às condições meteorológicas desfavoráveis, que estão intimamente ligadas à fase da obra e às consequências que o alto volume de chuvas poderá causar", diz Fratel, que também é coordenador e professor dos cursos de pós-graduação do Instituto Mauá de Tecnologia. 

O engenheiro destaca que a análise histórica dos padrões pluviométricos, como a feita pelo Climatempo, revela um período mais acentuado de chuvas entre outubro e março, ao longo de mais de 30 anos de registros, e que, nesses meses, as construtoras adotam precauções para minimizar os impactos. "Por exemplo, evitam-se serviços que envolvam movimentação de terra, escavações profundas ou a construção de fundações, já que essas etapas são mais sensíveis e podem ser comprometidas pelo excesso de água. Além disso, medidas preventivas como a implementação de sistemas provisórios de drenagem, a proteção de áreas de trabalho contra erosões e a utilização de materiais e técnicas construtivas mais resistentes às intempéries são comuns nesse período."

Já em relação à tecnologia, Fratel conta que ela tem desempenhado um papel fundamental na gestão de riscos e na otimização do desenvolvimento de obras, oferecendo soluções inovadoras que ajudam a lidar com os desafios impostos pelas condições climáticas e a aprimorar o processo construtivo. Além de contribuir para a previsão e o monitoramento climático avançado, com dados em tempo real, existem softwares de simulação e modelagem que conseguem prever os impactos das chuvas e das tempestades nas obras, tornando possível realizar ajustes nos projetos para torná-los mais resilientes.

David Fratel é coordenador do GTRH do SindusCon-SP.
Crédito: Divulgação

Ferramentas como a impressão 3D, a pré-fabricação e os métodos construtivos modulares também podem reduzir o tempo de construção e minimizar a exposição aos elementos climáticos, ressaltando a importância da industrialização para o setor. Ainda segundo o profissional, plataformas de gerenciamento online de projetos, inspeções virtuais de canteiros de obras e sistemas de drenagem inteligente, que reduzem o impacto das chuvas nas obras, também são elementos fundamentais para a realização de um projeto. "Essas tecnologias não apenas ajudam a mitigar riscos decorrentes das condições climáticas, mas também abrem caminho para novas abordagens na construção civil, permitindo mais eficiência, precisão e sustentabilidade ao longo de todo o ciclo de vida de uma obra."

O coordenador do SindusCon-SP destaca, ainda, alguns aspectos nos quais engenheiros e profissionais, de forma geral, precisam ficar mais atentos em caso de previsão de chuva ou tempestade durante a obra - além da adoção das tecnologias disponíveis. São eles: proteção dos trabalhadores (com equipamentos individuais e locais adequados de abrigo), estabilidade do local, estabilidade dos materiais e equipamentos empregados, proteção de materiais, drenagem e escoamento, planejamento flexível (estar preparado para ajustar o cronograma e até suspender atividades temporariamente) e gestão de riscos com antecipação de impactos (identificar áreas vulnerárias e tomar medidas preventivas para minimizar danos).

"A análise constante de riscos é essencial para garantir a segurança, a continuidade e a qualidade da obra diante de condições climáticas desfavoráveis", enfatiza Fratel. "É fundamental que os engenheiros e profissionais estejam preparados para lidar com essas situações, adotando medidas preventivas e estratégias de contingência para minimizar os impactos negativos nas obras."  

Fonte
David Fratel, coordenador do Grupo de Trabalho de Recursos Humanos do SindusCon-SP

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.