ABRAPCH aguarda desenrolar dos leilões para comemorar mudanças

CGH Salto Timbó. Cenário pode mudar dependendo do quanto as distribuidoras vão aplicar nos leilões dentro dos 2000 MW previstos. Crédito: ABRAPCH/Divulgação 

As geradoras de energia de pequeno porte estão em compasso de espera sobre o desenrolar dos novos leilões de energia ao longo de 2022. Isso porque todo plano de expansão do setor decorrente da lei de desestatização da Eletrobras, em meados de 2021, no qual as distribuidoras terão que aplicar 50% da demanda nos leilões de energia para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), ficou nebuloso no encerramento do ano com ações como o Leilão de Reserva de Capacidade envolvendo novamente as termelétricas e contratos que vão até 2026 com prioridade no despacho.  

Pela Lei 14.182/2021, o processo de privatização da Eletrobras está condicionado à contratação, nos leilões A-5 e A-6, de PCHs para atendimento a no mínimo 50% da demanda declarada das distribuidoras, ao preço máximo equivalente ao teto estabelecido para geração, atingindo a marca de 2000 megawatts. “Claro que iremos pressionar para que se cumpra a lei, até porque nosso setor, diferente das outras fontes de energias limpas (eólica e fotovoltaica), não recebe qualquer incentivo”, garante o presidente da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (ABRAPCH), Paulo Arbex . “Mas pode não haver demanda suficiente para as distribuidoras alcançarem os 2000 MW”, pondera. 

Há mais de 20 anos envolvido com toda a história das PCHs e CGHs no Brasil, ele diz que corre o risco do “Brasil jogar energia limpa e barata fora para consumir carvão, energia cara e altamente poluente por decisões equivocadas e que se concentram nas termelétricas”. “Por outro lado, se os leilões seguirem o curso esperado pela lei elaborada para a privatização da Eletrobras, o setor PCHs do Brasil espera que a construção de novas unidades avance em cerca de 30%.  

Na visão do presidente do conselho da entidade, Pedro Dias, as PCHs e CGHs ainda têm a vantagem de capilarizar o desenvolvimento sustentável com tecnologia nacional e convertendo na energia mais barata e de menor pegada de carbono. “Nossa fonte é 100% nacional, para construir uma PCH ou CGH não é preciso um parafuso de fora e para cada megawatt gerado surgem 60 postos de trabalho. Onde há um espelho d’água a vida aflora de uma maneira muito intensa”, defende. 

CGHs e PCHs 

De acordo com a ANEEL, as geradoras de energia elétrica consideradas de pequeno porte podem ser classificadas em Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e Central Geradora Hidráulica (CGH). As PCHs são usinas com reservatório de até três quilômetros quadrados e com potência instalada entre 1 e 30 MW. As CGHs são usinas com potência máxima de até 5 MW. 

Cenários das PCHs e CGHs para 800 MW/ano contratados 

  • Geração de Empregos – 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos 
  • Investimentos superiores a R$ 100 bilhões de reais. 
  • 18.000 MW em projetos já estudados e fora do Bioma Amazônico;
  • 7.000 MW dos 18.000 MW acima aptos a entrar em leilão; 
  • 7.000 MW gerariam: 
  • Energia limpa, barata, estável, de alta qualidade. 

Fonte
ABRAPCH/Divulgação 

Entrevistados 
Paulo Arbex - presidente da ABRAPCH 
Pedro Dias - presidente do conselho da ABRAPCH 

Contatos 
Aneel 
ONS 

Jornalista responsável
Magaléa Mazziotti - MTB 4407/PR 


Por que Curitiba é pioneira em certificações sustentáveis?

Hospital Erastinho em Curitiba, foi a primeira unidade de saúde brasileira a receber a certificação LEED.
Crédito: Marcelo Andrade/Divulgação Erastinho

Há quase meio século Curitiba iniciou uma série de inovações para tornar o convívio entre moradores e o ambiente mais amigável. Intervenções no sistema de transporte público, de mobilidade e os parques que uniram proteção da riqueza natural e atividades de lazer ajudaram a cidade a se tornar um ponto de destaque quando o assunto são soluções urbanísticas.  

 A boa relação com o meio ambiente, iniciada na década de 1970, fez a cidade adotar o slogan de Capital Ecológica, no tempo em que se iniciou o programa Lixo que não é Lixo, para estimular a separação de resíduos. As ideias aplicadas em Curitiba contribuíram para tornar o conceito de sustentabilidade ambiental muito valorizado entre seus habitantes.  

 Essa condição talvez explique o pioneirismo e a excelência desenvolvida em outra frente, a das construções sustentáveis. Hoje, a capital do Paraná está na vanguarda deste movimento e é modelo neste tipo de projeto. A cidade abriga uma série de edificações com certificações nacionais e internacionais, que reconhecem a efetividade das concepções executadas pela cadeia local da construção civil.  

 Segundo o ranking Casa & Condomínio, elaborado pelo Green Building Council Brasil (GBC), Curitiba se destaca pelo volume de selos verdes. São 24 edificações certificadas em vários níveis, enquanto a cidade de São Paulo tem 42 prédios reconhecidos como sustentáveis. Em terceiro lugar fica o Rio de Janeiro com 11 construções. Em síntese, um empreendimento com características sustentáveis deve respeitar princípios como conservar, reutilizar e reciclar ou renovar. 

O engenheiro ambiental João Vitor Gallo, sócio da Petinelli – Soluções em Greenbuilding, entende que há em Curitiba uma cultura ambiental própria.  “Os curitibanos estão habituados com temas que envolvem a sustentabilidade e o meio ambiente”, afirma o profissional, cujo escritório foi o primeiro do mundo certificado com o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Zero Energy, concedido pela US Green Building Council (USGBC), instituição que é referência global na certificação de edificações sustentáveis.     

Construção sustentável: diferencial e necessidade 

A importância do reconhecimento de Construção Sustentável Certificada surgiu como um diferencial do mercado imobiliário. Houve a necessidade em satisfazer uma parcela da sociedade que passou a se preocupar mais com a preservação dos recursos naturais e com as mudanças climáticas, e colocou entre suas prioridades viver e trabalhar em ambientes saudáveis. 

 “Os ganhos não são apenas ambientais”, pontua Eloy Casagrande, professor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Ph.D. em engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente. Ele pondera que uma construção sustentável também abrange preceitos econômicos e sociais - para formar o tripé da sustentabilidade -, além dos culturais. O conjunto de boas práticas precisa estar presente em todas as fases do processo construtivo e da vida útil do empreendimento. 

 Casagrande é idealizador do Escritório Verde na sede da UTFPR, aberto para que profissionais possam realizar experimentos práticos de ideias e materiais sustentáveis. O espaço foi o primeiro do Paraná e o segundo do Brasil conectado à rede elétrica para injetar excedentes de energia, e provou a viabilidade técnica, econômica e ambiental do uso do sistema fotovoltaico em Curitiba.  

 Entre os desafios do movimento das edificações sustentáveis estão as soluções que assegurem a autossuficiência de água e energia de um imóvel. A recente crise hídrica e a volatilidade dos preços das tarifas de energia, também em razão da falta de chuvas, reforçam a importância da questão econômica. Uma construção sustentável pode custar mais caro – até 15% - mas os especialistas avaliam que o valor é recuperado com a redução de gastos contínuos como os de eletricidade e água, por exemplo. 

 “O investimento pode até ser maior que a construção convencional, mas se paga em pouco tempo”, avalia Gallo. No caso da eletricidade, o dono de uma edificação com autogeração pode virar inclusive um consumidor positivo, aquele que gera mais quilowatts do que usa e pode repassar o excedente para a concessionária local, faturando com o fornecimento. Hoje, há construções que já são concebidas para atender moradores que estão adotando outro novo hábito, o dos veículos elétricos, e que exigem pontos de recarga para bicicletas e automóveis. 

Capital paranaense coleciona certificações 

 A adesão dos empreendedores curitibanos aos novos conceitos de sustentabilidade na construção começou a ganhar força desde que o edifício Curitiba Office Park, erguido em 2006, conquistou a primeira certificação do Sul do Brasil. Quinze anos depois, a cidade vai contabilizando conquistas e reforçando a vocação de ser pioneira e obter reconhecimentos nacionais e internacionais pelas inovações em edificações verdes. 

 Em 2021, o edifício LLUM Batel foi premiado com LEED Home Awards da USGBC, organização que tem sede em Washington. É o primeiro do País a receber o Oscar das construções sustentáveis. No ano passado, outra conquista inédita: o Hospital Erastinho, referência em oncopediatria no País, se tornou a primeira unidade de saúde brasileira a receber a certificação internacional LEED for Healthcare. 

 A cidade coleciona certificados Zero Energy no País e foi a primeira da América Latina a registrar esse tipo de conquista na área de construção. Em 2019, o edifício corporativo Eurobusiness recebeu a certificação LEED Zero Water da USGBC, e foi o primeiro do mundo a se tornar autossuficiente na produção da água que consome. No mesmo ano, uma residência da capital paranaense obteve a maior pontuação do País pelo GBC Brasil Casa e recebeu o selo Platina, o mais alto da certificação de construções sustentáveis. 

 A área de educação não deixou de buscar soluções para escolas. O Positivo International School recebeu a certificação Leed no nível ouro em 2017. Há dois anos, o FAE LAB, prédio de laboratórios da FAE Centro Universitário, recebeu a classificação LEED Platinum. Em 2012, o Office Green da UTFPR recebeu o Prêmio Boas Práticas, da ONU (Organização das Nações Unidas), e o Prêmio Santander Universidade, na categoria Sustentabilidade.  

Entrevistados
Reportagem produzida a partir de dados da Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e entrevistas com especialistas no mercado de construções sustentáveis. Apoio das assessorias de imprensa da Petinelli – Soluções em GreenBuilding, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPr) e GBC Brasil. 

Fontes
info@petinelli.com 
decom@utfpr.edu.br 
contato@gbcbrasil.org.br 

Jornalista responsável
Silvio Lohmann  - DRT-PR 04786 


Altair Santos deixa um legado de talento e amizade inesquecível

Altair Santos participa do programa esportivo da 98 FM, em 2012. Foto: Marco André Lima

Durante onze anos Altair Santos foi a voz da Itambé no portal Massa Cinzenta. A trajetória do jornalista junto à nossa empresa começou como um edifício prestes a ser erguido: seu talento com as palavras permitiu que a base começasse sólida, e tão logo cresceu, se desenvolveu, e em pouco tempo já estava colaborando para o conhecimento de milhares de pessoas sobre o mundo da engenharia e construção civil. Há uma semana perdemos um excelente profissional e, acima de tudo, um grande amigo

Altair tinha 58 anos e era apaixonado por esportes, principalmente por futebol. Além de parceiro da Itambé, foi por anos coordenador da área esportiva do jornal Tribuna do Paraná, onde integrou uma equipe dedicada cem por cento ao tema. Ele também trabalhou no jornal Estado do Paraná, foi colaborador da revista Placar, da Gazeta Esportiva, do portal Pele.net e, junto com Armindo Berri, criou o site Futebol PR. Em todos os veículos, sempre produziu matérias de grande impacto, que elevaram o futebol paranaense a reconhecimento nacional. Fora o talento e profissionalismo, Altair era visto no âmbito pessoal como uma pessoa tranquila, paciente e bastante centrada.  

O jornalista Ricardo Brejinski, editor do UmDois Esportes, trabalhou com Altair e relembrou como o profissional foi importante para sua carreira. “Altair foi meu primeiro chefe quando cheguei na Tribuna. Primeiro para cobrir férias. Neste período, tive uma outra proposta de trabalho e não iria seguir. Ele, junto com Armindo Berri, insistiu para que eu continuasse, aceitou mudanças de horários para que pudesse conciliar as duas coisas e, pouco tempo depois, me contratou em definitivo no jornal. Foi quem me deu a primeira oportunidade como editor. Foram pouco mais de dois anos trabalhando juntos e me ensinou muita coisa”.

Também ex-coordenador de esportes da Tribuna e atual coordenador do GE, o jornalista Cristian Toledo compartilhou com os portais de notícias um pouco do ensinamento que ele deixou - “O Altair foi um grande repórter, mesmo no período em que ocupou cargos de chefia. E deixa essa mensagem pra gente, de que nunca podemos nos afastar da essência do jornalismo, que é a reportagem”.

Nós, equipe Itambé, aprendemos muito durante esses anos trabalhando com o Altair. Uma pessoa querida, de caráter inquestionável, e que já está fazendo muita falta em nossos corações

Depoimentos
Ricardo Brejinski e Cristian Toledo

Fonte
Redação Tribuna do Paraná


Obra em Recife transforma silos de concreto armado em prédios

Projeção mostra como será a transformação do moinho em prédios residenciais e comerciais no centro antigo de Recife-PE
Crédito: YouTube/Moura Dubeux

Um conjunto de silos de concreto armado, usados para armazenar açúcar e trigo na antiga região portuária de Recife-PE, será transformado em prédios residenciais com 1 e 2 quartos. O projeto foi anunciado em 2021 e as obras terão o pico de produtividade em 2022. Trata-se de um empreendimento inédito no Brasil, mas que já é realidade em outros países. Em Copenhague, na Dinamarca, e Cidade do Cabo, na África do Sul, silos foram transformados em hotéis.  
 
retrofit em silos localizados no centro antigo de Recife-PE tem à frente a construtora pernambucana Moura Dubeux. A obra faz parte de um amplo projeto de revitalização da área portuária da capital de Pernambuco. “O moinho tem mais de 100 anos e será transformado em um projeto de apartamentos compactos no centro de Recife, com 251 unidades”, revela Diego Villar, CEO da Moura Dubeux

O projeto foi batizado de “Residenciais do Moinho”. No mesmo local em que estão os silos, outro grupo de construtoras vai utilizar antigos prédios administrativos do moinho desativado para transformá-los em edifícios corporativos e edifícios-garagem. A ideia de aproximar moradia e local de trabalho será a primeira experiência de Recife-PE com o conceito “cidade de 15 minutos”. O projeto propõe que todos os serviços essenciais para os moradores estejam a uma distância de 15 minutos de caminhada. 

Açúcar e trigo armazenados nos silos ajudaram estruturas de concreto a ficarem “blindadas” de patologias  

Da área total do projeto, 10 mil m² serão de construção residencial. A construtora Moura Dubeux estima um investimento de 70 milhões de reais e o cronograma prevê que a execução se dará em 3 anos, ou seja, as obras serão entregues em 2024. Segundo o arquiteto e urbanista João Bakker, gerente de incorporação da Moura Dubeux, o projeto vai atender exigências da construção sustentável.  

Como os silos são ocos, mas estão com as estruturas das paredes bem conservadas, a engenharia vai reforçá-los com lajes pré-moldadas de concreto e aço e depois abrir os espaços para as janelas e varandas. Ensaios realizados por pesquisadores da escola de engenharia civil da Universidade Federal de Pernambuco sugerem que o armazenamento de açúcar e trigo nos silos ajudaram as construções a ficarem “blindadas” de patologias como as reações álcali-agregados (RAA) – comum em edificações à beira-mar na capital pernambucana

público-alvo das edificações está na faixa de 25 anos a 40 anos. São os trabalhadores que atuam no Porto Digital, parque tecnológico com foco em negócios de tecnologia da informação e economia criativa. Os apartamentos terão de 20 m2 a cerca de 70 m2, com comercialização entre 180 mil reais e 500 mil reais.  

Saiba mais sobre o projeto “Residenciais do Moinho” 

Silos têm mais de 100 anos de construção, mas estruturalmente estão bem preservados, indicam os ensaios realizados no concreto
Crédito: YouTube/Moura Dubeux

Entrevistado 
Construtora Moura Dubeux (via assessoria de imprensa) 

Contato 
faleconosco@mouradubeux.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Experiência inédita identifica obras paralisadas via satélite

No Paraná, o trecho Norte da Linha Verde está entre as obras com atraso no cronograma que são monitoradas por satélite
Crédito: Prefeitura de Curitiba

Paraná foi escolhido para iniciar um projeto-piloto no Brasil que fiscaliza e identifica obras paralisadas através de satélite. Parceria entre o ministério da Ciência Tecnologia, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) utiliza imagens do equipamento Amazônia 1 para rastrear as construções com cronograma atrasado ou que foram interrompidas.  

O satélite é o primeiro 100% brasileiro e foi lançado em fevereiro de 2021. Levantamento preliminar recém-concluído apontou a existência de 228 obras federais paradas no Paraná, com investimento total de 316 milhões de reais. Esse volume representa 18,6% das 1.233 obras executadas com verba federal no estado. Há outras 355 obras financiadas com recursos estaduais ou municipais paralisadas no Paraná, e que somam 365,7 milhões de reais.  

A maioria são edificações de escolas, creches, unidades básicas de saúde, obras de pavimentação, saneamento e iluminação pública, e localizam-se em 121 dos 399 municípios paranaenses. As principais causas das obras paralisadas são descumprimento das obrigações contratuais pelas empresas contratadas (36% dos casos) e necessidade de alterações em projetos ou na execução de serviços (25%). 

Os 4 municípios paranaenses com maior número de obras paralisadas, segundo o TCE-PR, são Foz do Iguaçu, com 59 obras; Colombo (29), Ivaiporã (25) e Guaraqueçaba (24). No entanto, Curitiba é a cidade do estado com maior volume de recursos aplicados em construções paradas. São 144,9 milhões de reais, incluindo o trecho norte da Linha Verde, que está entre as obras inacabadas monitoradas por satélite.  

Imagens mostram que existem obras não-concluídas que estão perto de completar 30 anos 

Entre as obras paralisadas no Paraná, a mais antiga é de 1993. Trata-se de uma escola no município de Figueira, e que teve apenas 35% do projeto executado. Há outras 183 com mais de 10 anos de paralisação. “A fiscalização remota se mostrou muito eficaz”, revela o conselheiro do TCE-PR, Ivan Bonilha. Um exemplo de obra que superou o atraso por conta de dados fornecidos por satélites foi a ampliação do aeroporto de Maringá.  

projeto-piloto iniciado no Paraná começará a ser estendido para outros estados a partir deste ano. No caso do Paraná, um grupo de técnicos do TCE-PR foi capacitado pelo INPE para interpretar e analisar as imagens captadas por satélite. O mesmo ocorrerá com equipes dos demais tribunais de contas de outros estados.  

Segundo o diretor do Inpe, Clezio Marcos de Nardin, o instituto estende a formação de técnicos especializados no processamento das imagens também a outros países. “O Inpe treina equipes do Suriname, do Peru e da Colômbia, com objetivos diversos”, diz. No caso da Colômbia, por exemplo, a tecnologia é utilizada para rastrear o narcotráfico

Entrevistado 
Ministério da Ciência e Tecnologia, INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Tribunal de Contas do Paraná (via assessorias de imprensa) 

Contatos 
imprensa@inpe.br 
imprensa@mcti.gov.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Recursos do FGTS permitem construir 2,5 milhões de casas até 2025

Expectativa é que os recursos do FGTS para habitação possibilitem dar uma injeção de novos projetos ao Casa Verde e Amarela
Crédito: Agência Senado

O plano plurianual aprovado pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) prevê o aporte de 326 bilhões de reais para a contratação de projetos habitacionais, saneamento básico e infraestrutura urbana, entre 2022 2025. O ministério do Desenvolvimento Regional estima que o volume de recursos permitirá construir 2,5 milhões de unidades nos próximos 4 anos, por meio do programa Casa Verde e Amarela.  

Do total de 326 bilhões de reais assegurados, 278 bilhões de reais serão destinados a financiamentos para a construção de novas residências. Deste volume de recursos, 34 bilhões de reais serão disponibilizados para a concessão de descontos nos financiamentos para a aquisição da casa própria a pessoas físicas com renda familiar mensal de até 4 mil reais – o incremento é de 4,5 bilhões de reais para essa modalidade.  

Já as obras de saneamento poderão captar até 19,7 bilhões de reais, enquanto 25,2 bilhões de reais serão voltados a empreendimentos de infraestrutura urbana. O aporte total ainda reserva 3,1 bilhões de reais para ajustes contratuais e de projetos. O ministério avalia que o volume de investimentos com recursos do FGTS permitirá atender 56 milhões de brasileiros, com a expectativa de manutenção e geração de 7,4 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país, até 2025.  

Para 2022, o conselho curador do FGTS aprovou 75,4 bilhões de reais para a contratação de obras e mais 8,5 bilhões de reais em subsídios para a aquisição de moradias. “O FGTS é uma fonte importantíssima para a construção civil, que foi um setor que se manteve ativo mesmo durante a pandemia e que representa um percentual expressivo do PIB nacional”, afirma o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.  

Em um ano e meio, o programa Casa Verde e Amarela entregou 280 mil unidades habitacionais 

Vale explicar que os recursos do FGTS que foram disponibilizados não pertencem ao fundo de pessoal, que funciona como uma poupança e pode ser sacado individualmente pelo trabalhador em caso de demissão, compra da casa própria ou doença grave. O que será liberado é o que o governo federal pode utilizar para promover investimentos e desenvolvimento: o FGTS do Conselho Curador. Apesar de terem a mesma fonte, cada FGTS tem função diferente.  

A expectativa é que os recursos do FGTS para habitação permitam dar uma injeção de novos projetos ao Casa Verde e Amarela. O programa substitui o Minha Casa Minha Vida desde agosto de 2020 e, em um ano e meio, entregou 280 mil unidades habitacionais.  

região nordeste do país tem sido a mais beneficiada pelo Casa Verde e Amarela, canalizando 25% dos recursos disponíveis para a produção de moradias. Para 2022, o governo federal estima entregar 200 mil unidades em todo o país. Comparativamente, entre março de 2009 e agosto de 2020, o Minha Casa Minha Vida contratou 5,7 milhões de moradias e entregou 4,5 milhões de unidades. 

Entrevistado 
Conselho Curador do FGTS e ministério do Desenvolvimento Regional (via assessorias de imprensa) 

Contatos 
imprensa@economia.gov.br 
imprensa@mdr.gov.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Brasil tende a voltar a liderar mercado de prédios de luxo

Projeção mostra como será a transformação do moinho em prédios residenciais e comerciais no centro antigo de Recife-PE
Crédito: YouTube/Moura Dubeux

Dados da consultoria Euromonitor International mostram que o mercado de prédios de luxo e superluxo no Brasil deve crescer 20% ao longo de 2022. Caso a projeção se confirme, o Brasil voltará a liderar esse segmento na América Latina a partir de 2023. Atualmente, o México ocupa o número 1 no continente.  

As informações foram apresentadas pelo presidente-executivo do grupo A.Yoshii, Leonardo Makoto Yoshii, que no final de 2021 palestrou sobre o futuro do mercado imobiliário de luxo no Brasil na 27ª Semana da Engenharia, promovida pelo Instituto de Engenharia do Paraná. “A pandemia fez crescer o mercado de luxo e superluxo. Trata-se de um segmento resiliente às crises”, diz. 

Mas como se define o mercado de luxo e superluxo no Brasil? O mercado imobiliário costuma reservar essa faixa para os imóveis que custam acima de 1 milhão de reais, no caso do luxo, e mais de 2 milhões de reais, para o superluxo. Porém, fenômenos como inflação e alta demanda pelo segmento fizeram os preços avançarem. 

“Na média, esses imóveis hoje estão avaliados entre 2 milhões de reais para o luxo e 5 milhões de reais para o superluxo. Como característica, eles possuem área privativa acima de 200 m2, têm áreas comuns e de lazer sofisticadas, além de garagens com 3 ou mais vagas. Também possuem projetos arquitetônicos diferenciados, que incluem beleza, segurança e status, e que incorporam novas tecnologias, biofilia e sustentabilidade”, explica Leonardo Makoto Yoshii

Sucesso de empresas inovadoras muda perfil do consumidor de luxo e superluxo no Brasil 

Após a pandemia, novas tendências foram acrescentadas aos imóveis de luxo e superluxo. Entre elas, home office, home schooling, welness e concierge. O segmento também está se expandindo para regiões com potencial de desenvolvimento imobiliário. Antes concentradas em capitais como São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ, as edificações com essas características avançam pela região sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e recentemente descobriram uma nova fronteira: o centro-oeste, com destaque para a cidade de Goiânia-GO

Também vem mudando o perfil do público que consome imóveis de luxo e superluxo. O segmento agora atrai adultos jovens, com idade entre 30 anos e 40 anos. “Esse pessoal passou a ser cliente do mercado de luxo no Brasil, graças ao sucesso de empresas inovadoras, como startups e fintechs. Eles entraram nesse mercado trazendo referências globais sobre arquitetura, moda e gastronomia. Ou seja, valorizam design, life style (estilo de vida) e status. É um público que vê o luxo como qualidade de vida”, define Leonardo Makoto Yoshii
 
Atualmente, o público consumidor de imóveis de luxo equivale a 5% da população brasileira, enquanto o superluxo está limitado a 1%. Os dados são da Brain Inteligência Estratégica. Segundo Leonardo Makoto Yoshii, a expectativa é que o mercado siga em expansão. “Em momentos de volatilidade, o mercado imobiliário atrai investimentos. É quando as pessoas preferem transformar seu patrimônio em tijolos”, finaliza. 

Assista à palestra “O futuro do mercado imobiliário de luxo no Brasil”  

Entrevistado 
Reportagem com base na palestra “O futuro do mercado imobiliário de luxo no Brasil”, concedida pelo presidente-executivo do grupo A.Yoshii, Leonardo Makoto Yoshii, na 27ª Semana da Engenharia, promovida pelo Instituto de Engenharia do Paraná 

Contato 
comunicacao@iep.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Venda de caminhões-betoneira acompanha consumo de cimento

No segmento de máquinas para a produção de concreto, os caminhões-betoneira registraram o maior crescimento em 2021
Crédito: U.S Public Domain Dedication

No segmento de máquinas para a produção de concreto, os caminhões-betoneira registraram o maior crescimento em 2021. Na comparação com 2020, as vendas do equipamento cresceram 79%. Os analistas atribuem esse bom desempenho a 4 fatores: maior demanda do mercado pelo concreto dosado em central, renovação da frota, busca por maior produtividade e baixa taxa de juros para obter financiamento.  

“A área de equipamentos para concreto acompanhou a elevação das vendas do setor de cimento, o que repercutiu em um aumento da comercialização de máquinas como os caminhões-betoneira”, confirma o economista Mario Miranda, coordenador da Sobratema para o mercado brasileiro de equipamentos para construção

Em 2021, segundo dados do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) foram vendidas 64,7 milhões de toneladas de cimento, o que representa aumento de 6,6% na comparação com 2020. Ainda segundo o SNIC, a região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) registrou o maior crescimento no consumo de cimento. Coincidentemente, de acordo com a Sobratema, a região também liderou a renovação de frota dos caminhões-betoneira no país

O modelo de caminhão-betoneira mais comercializado em 2021 é o que consegue transportar até 8 m3 de concreto sem infringir a “lei da balança”. A legislação estipula que o peso do caminhão-betoneira, somado à carga de concreto, não pode exceder o peso bruto total combinado (PBTC) para o transporte deste tipo de material.  

Com a tecnologia do balão-betoneira leve, que utiliza aços especiais, alguns equipamentos disponíveis no mercado conseguem pesar pouco mais de 3.000 quilos, o que vem despertando o interesse das concreteiras. A ABESC, que acompanhou o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil, assegura que os caminhões-betoneiras conseguiram ficar 2,4 toneladas mais leves, o que corresponde aproximadamente a 1 m3 a mais de concreto na capacidade de carga.

Demanda por máquinas para a construção civil foi alta em todos os segmentos 

Tecnologia da betoneira leve, que consegue carregar 1 m³ a mais de concreto, tem ganhado a preferência na renovação da frota
Crédito: SCHWING-Stetter

A venda de caminhões-betoneira apresenta viés de alta desde 2019. Naquele ano, foram comercializadas 670 unidades no Brasil; em 2020, 890; em 2021, 1.593. Para 2022, a projeção é que sejam vendidos 1.740 caminhões-betoneira.  

O mercado de máquinas para a construção civil teve um 2021 positivo em quase todos os segmentos. A linha amarela, por exemplo, cresceu 39%. Já as vendas de rolos compactadores e minicarregadeiras tiveram alta de 244% e 134%, respectivamente. Surpreende também o volume de negócios envolvendo guindastes, que cresceu 3.650% na comparação com 2020, enquanto a venda de plataformas aéreas avançou 428%.  

No entender de Mario Miranda, a alta demanda por equipamentos como guindastes e plataformas aéreas está relacionada com a industrialização dos canteiros de obras. O analista econômico também destaca a venda global de equipamentos em 2021. “No geral, envolvendo todos os tipos de equipamentos, as vendas totais de máquinas para construção cresceram 44% em 2021. Foram comercializadas 49,3 mil unidades contra 34,2 mil unidades no ano anterior”, revela. 

Entrevistado 
Reportagem com base no Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e dados divulgados pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) 

Contatos 
sobratema@sobratema.org.br 
snic@snic.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Saiba quais as projeções para a construção civil em 2022

Terminal privatizado, e recentemente construído no porto de Santos-SP: investimento em infraestrutura tende a liderar volume de obras em 2022
Crédito: Agência Brasil

O ano de 2022 começa com um otimismo moderado. No campo da construção imobiliária, há sinais que incentivam construtores e incorporadores a investirem em novos empreendimentos, assim como existem fatores que preocupam o setor. Entre eles, segundo aponta a pesquisa Cenário Construtivo Brasileiro, inflação, incertezas políticas e risco de escassez de material de construção.

Por outro lado, o estudo patrocinado pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e realizado pela consultoria Deloitte, mostra que 80% dos incorporadores vão investir na compra de terrenos e em novos projetos imobiliários ao longo do ano.

O que motiva os incorporadores é a disponibilidade de recursos para a construção imobiliária – conhecidos tecnicamente como funding -, e o apetite dos investidores por novos imóveis, principalmente no segmente de luxo e superluxo. Há também o PIB da Construção de 2021, que a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) estima em 7,6% – o maior em 10 anos -, o qual dá fôlego para que o setor siga crescendo em 2022, ainda que em ritmo menor.

A projeção é que o PIB da Construção não passe de 2% este ano. Porém, o presidente da ABRAINC, Luiz Antonio França, acredita que poderá haver surpresas positivas. A confiança dele está na seguinte análise. “Diversas empresas do setor foram ao mercado de capitais e conseguiram levantar 9 bilhões de reais com ofertas primárias e follow-ons. Isso resulta em empresas financeiramente saudáveis e amplo acesso ao mercado de crédito”, diz. 

Já no segmento da construção pesada, voltada para obras de infraestrutura, a expectativa é que as novas concessões de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e saneamento gerem um círculo virtuoso. O mercado avalia que o pacote de leilões negociados em 2020 e 2021 possa gerar 160,1 bilhões de reais de investimento nos próximos 4 anos. O Livro Azul da Infraestrutura, publicado anualmente pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) confirma essa previsão. “É inequívoco que haverá um crescimento relevante do investimento privado em infraestrutura”, afirma. 

Indústria de materiais de construção cresce de forma sustentável desde 2018 

CBIC faz análise semelhante. Existe a crença de que o bom desempenho da construção civil em 2022 virá mesmo das obras de infraestrutura. No entender do organismo, o programa habitacional Casa Verde e Amarela, por conta da taxa Selic acima de 10%, dificilmente viabilizará novos contratos, o que deve afetar os bons números que a construção imobiliária apresentou em 2020 e 2021, apesar da pandemia de COVID-19. “Em 2022, o crescimento do setor será sustentado pelo que já está contratado do Casa Verde e Amarela e, especialmente, pelo incremento de investimento em infraestrutura”, afirma o presidente José Carlos Martins.  

Entre as opiniões coletadas, a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) avalia que o PIB do setor se manterá positivo em 2022, e acima do PIB nacional. Em 2021, o segmento de materiais de construção cresceu 8%. Para este ano, a projeção varia de 4% a 9%, segundo avaliação da Fundação Getúlio Vargas. “Registramos crescimento sustentável desde 2018. Para 2022, a meta é manter esse patamar”, finaliza o presidente Rodrigo Navarro.  

Entrevistados 
ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) e Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) 

Contatos 
abrainc@abrainc.org.br 
ascom@cbic.org.br 
abdib@abdib.org.br 
abramat@abramat.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Tecnologias que não podem faltar nos canteiros de obras em 2022

Construção modular com paredes de concreto: tecnologia avança rapidamente no mundo e tendência é que amplie o mercado no Brasil, em 2022
Crédito: PxHere

Engenheiros que analisam tecnologias incorporadas à construção civil preveem que 10 sistemas tendem a se popularizar globalmente no setor em 2022. Destacam-se: 

1. Concreto autoadensável;
2. Construção modular;
3. Impressão 3D em concreto;
4. Internet das Coisas;
5. Inteligência Artificial;
6. BIM;
7. Drones;
8. Robôs nos canteiros de obras;
9. EPIs com sensores e rastreadores;
10. Construção verde.  

No Brasil, 5 destas tecnologias despontam como as que devem ganhar significativas fatias do mercado em 2022. São: concreto autoadensável, construção modular, BIM, drones e construção verde. Os analistas preveem ainda que o setor irá despertar para a valorização e a capacitação da mão de obra, haja vista que será necessário formar profissionais qualificados para operar esses sistemas. 

Uma tendência, que já se percebe na Europa e nos Estados Unidos, é que as vagas abertas na construção civil – associadas às novas tecnologias – têm sido preenchidas preferencialmente por mulheres e jovens da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010). Nos EUA, por exemplo, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics, em 2021 as mulheres passaram a ocupar 10,9% dos empregos na indústria da construção. Em 2018, eram pouco mais de 5%

Já os jovens da Geração Z têm se sentido estimulados a voltar a atuar na construção civil por conta dos drones, dos sistemas computacionais que envolvem projetos e do desenvolvimento de aplicativos para monitoramento de canteiros de obras. “Ainda que lentamente, a mão de obra na construção civil está mudando. Obviamente, as novas soluções tecnológicas e a capacitação dos trabalhadores vão colocar o setor em uma nova realidade salarial”, estima o engenheiro civil Patrick McCowan, diretor de operações da empreiteira norte-americana Gray Construction

Inovações vão permitir obras com qualidade, custos controlados e execução dentro do prazo   

Entre os modelos construtivos que irão movimentar centenas de milhares de dólares em 2022, destacam-se a construção modular, cuja mercado global deverá gerar 157 bilhões de dólares este ano, e a construção verde, com expectativa de crescimento de 20,5% em todo o mundo e movimentação de recursos que podem chegar a 2,5 trilhões de dólares. O Brasil, como 5º mercado no ranking mundial da construção sustentável, está inserido nesse contexto, mas existe também a expectativa de que tecnologias embarcadas comecem a aparecer nos canteiros de obras das construções convencionais, ainda que lentamente. 

Para o engenheiro civil Alexandre Pandolfo, head de operações da ABRASFE (Associação Brasileira de Fôrmas, Escoramentos e Acesso) a construção civil nacional está na expectativa da implantação da internet 5G para entrar em uma nova era. “No curto prazo, com o advento da internet 5G, obras com custos mais controlados, mais qualidade e executadas dentro do prazo serão realidade no Brasil”, disse, ao palestrar no evento Smart.Con, em 2021. 

Um sinal de que a construção civil caminha para se tornar mais tecnológica está no consumo de drones dentro do setor. De acordo com a BigRentz, uma rede global de aluguel de equipamentos online, o uso de veículos aéreos não-tripulados cresceu 239% em 2021, na comparação com 2020

Entrevistados 
Reportagem com base em palestras que ocorreram na recente edição da Smart.Con e em artigos publicados pela ASCE (American Society of Civil Engineers) e pela ASME (American Society of Mechanical Engineers) 

Contatos 
info@exposmartcon.com.br 
ascepress@asce.org 
CustomerCare@asme.org 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330