Cédulas de dinheiro viram insumo para produção do cimento

Crédito: Banco Central
Você já parou para pensar o que acontece com as cédulas de dinheiro a medida em que elas vão envelhecendo? Ou como são descartadas? Hoje, de acordo com o Banco Central, uma boa parte delas servem como combustível para os fornos de fabricação de cimento, por meio de coprocessamento, reduzindo assim o uso de recursos naturais não renováveis e a emissão de gás carbônico.
Segundo o Banco Central, hoje 52% do descarte é queimado para ajudar a alimentar fornos de produção de cimento. “Esses resíduos compõem uma das fontes de calor que se prestam a esse tipo de aproveitamento”, explica o Banco Central.
Em 2021, por exemplo, foram destruídas 880 toneladas de cédulas e em 2022, até o momento, 650 toneladas. O Banco Central está em dez localidades. Em nove dessas localidades o descarte das cédulas se dá no processo de queima para produção de cimento, são elas: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.
Caso estas notas não fossem utilizadas nos fornos de fabricação do cimento, os picotes de cédulas seriam descartados em aterros sanitários compatíveis com esse tipo de material, segundo o Banco Central.
Seleção de cédulas antigas
Uma das questões que gera curiosidade é como o Banco Central seleciona as notas de dinheiro que não estão mais aptas para a circulação e que devem ser inutilizadas.
“O Banco Central recebe as cédulas da rede bancária e faz a verificação do nível de desgaste de forma automatizada, em que são checados o nível de sujeira, a existência de manchas, riscos, rasgos, etc”, informa a instituição.
Ainda de acordo com o Banco Central, a vida útil das notas pode variar conforme os valores de cada uma: “Para as cédulas de R$ 2, R$ 5 e R$ 10, em torno de 14 meses, de R$ 20, em torno de 16 meses e de R$ 50 e R$ 100, em torno de 36 meses. Os valores foram obtidos com auxílio de pesquisa, cuja coleta de exemplares em circulação foi realizada nos meses de dezembro de 2011 e janeiro de 2012”.
Entrevistado
Banco Central
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Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Índice Nacional de Custo da Construção desacelera a 0,33% em agosto

Crédito: Envato
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) desacelerou 0,33% em agosto de 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Este indicador econômico capta a evolução de custos de construções residenciais. Com isso, tem-se uma alta acumulada do índice de 8,80% no ano e 11,40% em 12 meses. Em julho, este índice foi de 1,16%. No mesmo mês do ano passado, o índice subiu 0,56% no mês e acumulou alta de 17,05% em 12 meses.
“Ao olharmos o Índice Nacional de Custo da Construção, houve uma participação do componente mão-de-obra, cujos custos desaceleraram, uma vez que o período em que acontecem os acordos coletivos já passou. Isto é, nas principais capitais, eles já foram realizados. No entanto, a principal desaceleração do índice veio do componente materiais e equipamentos, que praticamente ficou estável no mês. Isso refletiu, inclusive, a deflação de alguns itens. Se observarmos de uma maneira mais abrangente, temos a queda no preço de combustíveis, as desonerações que foram promovidas e as oscilações dos preços das commodities. Além disso, no primeiro semestre, tivemos uma maior pressão e agora a conjuntura ficou um pouco mais favorável”, aponta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV IBRE.
No entanto, Ana Maria lembra que ainda existe um cenário de incerteza, devido à geopolítica internacional e também pela questão das eleições nacionais. “Ainda não dá para afirmar com certeza que esta é uma tendência definitiva. Entretanto, tudo leva a crer que estamos caminhando nesta direção de desaceleração dos preços, uma vez que já estamos observando um ritmo de aumento de custos menor que no ano passado. No entanto, no Brasil, por exemplo, a eleição é um componente que ainda traz incerteza para este cenário, uma vez que há a variação do câmbio. Se por acaso for percebido da parte dos candidatos algo que traga mais insegurança, isso pode levar a uma evolução da taxa de câmbio. Consequentemente, isso pode reverter esta tendência que estamos observando. Há também uma questão externa que diz respeito às taxas de juros. Isso tende sempre a levar a uma saída de recursos externos e levar a uma desvalorização cambial. São questões que devem estar no radar. Mas mesmo considerando tudo isso, hoje a tendência é de que o ritmo de aumento de preços de materiais fique em um ritmo inferior ao do ano passado”, explica Ana Maria.
Materiais, equipamentos e serviços
Em agosto, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou 0,03% em agosto, após subir 0,62% em julho. Todos os subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, segundo a FGV.
De acordo com Ana Maria, os itens que fizeram com que o índice decrescesse foram tubos e conexões, ferro e aço, vergalhões, tubos de PVC e material elétrico. “É curioso observar que, em 2021, estes quatro itens foram os que mais puxaram o INCC. De certa forma, eles estão devolvendo um pouco o aumento de 2021. Mas, obviamente, não chega aos preços do período pré-pandemia. De toda a forma, são materiais constantes do orçamento de obra e essa mudança traz algum alívio”, opina Ana Maria.
Por outro lado, o índice relacionado aos serviços variou de 0,49% em julho para 0,68% em agosto. Ana Maria destaca que a questão da alimentação na obra teve uma elevação mais significativa no mês, por isso foi observado este resultado.
Índice por região: materiais e equipamentos
De acordo com o INCC-M, todas as capitais estudadas tiveram decréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.
“Quem se destacou com maior decréscimo foi Belo Horizonte. A capital mineira teve uma queda do preço dos materiais puxada pelos itens de estrutura metálica, ou seja, vergalhões e tubos e conexões de ferro. Na contramão, Brasília teve um aumento acima da média, pois foi onde os vergalhões tiveram uma retração menor. Em compensação, temos itens como cimento, pedra e areia que puxaram a taxa para cima”, pontua Ana Maria.
Entrevistada
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV IBRE.
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Marina Pastore
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Pavimento de concreto se destaca no 24º ENACOR - 47ª RAPv

Crédito: Preto no Branco
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Em agosto, a cidade de Bento Gonçalves (RS) recebeu o 24º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária e a 47ª Reunião Anual de Pavimentação em conjunto, como já é tradição nos eventos. Organizados pela Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER) e da Associação Brasileira de Pavimentação (ABPv), eles têm como objetivo discutir infraestrutura dos modais de transporte, logística, tecnologia e trânsito do país. O evento reuniu 6 mini-cursos, 26 palestras e 94 apresentações de trabalhos técnicos.
“Esse é um evento que envolve engenheiros que trabalham com a parte rodoviária do Brasil. Acontece todos os anos, mas por conta da pandemia nos últimos anos foi online. Nesse, depois da pandemia, acabou tendo uma movimentação um pouco maior em função disso”, destaca Alexsander Maschio, gerente regional Sul da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
Pavimento de concreto ganha importância no evento
Na opinião de Maschio, houve um posicionamento muito efetivo dos participantes a respeito da presença do concreto no evento. “O curso de Whitetopping da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) abriu o evento, com informações sobre a durabilidade na restauração rodoviária com pavimentos de concreto. Durante a palestra do Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), ele mencionou o pavimento de concreto como uma alternativa interessante para as rodovias. No último dia, também foi realizada uma palestra técnica sobre as inovações nas técnicas construtivas presentes na restauração em whitetopping na rodovia PRC-280, no interior do Paraná, que vai de General Carneiro até Palmas”, lembra Maschio.
Para Maschio, o grande destaque foi o curso de whitetopping, que posicionou a técnica como uma alternativa viável e muito interessante para a questão da restauração rodoviária. “Isto é, para as rodovias que precisam de manutenção, que é o caso da maior parte do Brasil”, destaca.
No stand da ABCP, também houve uma grande procura e curiosidade com relação ao pavimento de concreto. “Recebemos as visitas de órgãos estaduais como DER/MG, DER/DF, DER/GO e DNIT. Em suma, houve uma movimentação muito positiva dos órgãos estaduais buscando a questão do concreto”, pontua Maschio.
Ainda, o evento também trouxe outros temas relacionados ao cimento e ao concreto, como “relação de ensaios com carregamento na compressão e flexão para brita graduada tratada com cimento”, “pavimento reciclado com adição de cimento: avaliação do desempenho de três segmentos monitorados da rodovia SC-355”, “pavimento de concreto como alternativa econômica para a redução do custo Brasil”, “análise das reações cimentantes de um solo tropical estabilizado com cal calcítica e dolomítica” e “concreto asfáltico produzido em laboratório com Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) modificado e agregados do Recôncavo Baiano”.
Fontes
Alexsander Maschio é gerente regional Sul da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
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alexsander.maschio@abcp.org.br
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Marina Pastore
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O que os presidenciáveis propõem para o setor de infraestrutura?

Crédito: TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
As eleições para presidente em 2022 se aproximam e, mais do que nunca, é fundamental entender o que os candidatos propõem quando o assunto é infraestrutura, construção civil e habitação.
Para isso, o Massa Cinzenta avaliou as propostas de governo e promessas em entrevistas e comícios dos quatro candidatos que estão à frente nas pesquisas: Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Luís Inácio Lula da Silva e Simone Tebet.
Confira o que cada um deles prevê em seu plano de governo:
Ciro Gomes (PDT)
Em seu plano de governo, Ciro Gomes cita que pretende retomar obras de infraestrutura e logística social. “Incluindo as atualmente paradas, o que será essencial para recuperarmos o crescimento perdido nas últimas décadas e estimularmos o setor privado a investir fortemente no país”, afirma em seu plano de governo. Inclusive, durante sua visita à Curitiba, o candidato falou em retomar 14 mil obras públicas que, segundo ele, estão paralisadas em todo o país.
A ideia do candidato é focar nas obras de habitação, saneamento, transporte público e mobilidade urbana. “Elas geram emprego e renda mais rapidamente e impactam diretamente na vida da população”, destaca em seu plano de governo.
De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, Ciro Gomes disse: “Vamos invadir a favela; subir o morro; encostar no povo que vive em condições precárias. Vamos titular a terra e fazer um grande programa de recuperação (da infraestrutura), com a construção de moradias populares, drenagem, pavimentação e saneamento básico”.
Em seu plano de governo, o candidato também apresenta como projeto recuperar e ampliar a capacidade das refinarias da Petrobrás, o que também pode influenciar no setor de construção civil.
Jair Bolsonaro (PL)
O plano de governo do atual presidente prevê a ampliação da cobertura e qualidade do transporte ferroviário. Esta medida integra o Programa Pró Trilhos, que tem como objetivo ampliar a malha ferroviária a partir de investimentos privados.
Outra aposta de Jair Bolsonaro é nas obras relacionadas à transposição do Rio São Francisco. De acordo com seu plano de governo, ele diz que elas são prioridades na gestão 2023-2026, perfazendo 699 km de canais para garantir a segurança hídrica do Nordeste.
O Marco do Saneamento continua a ser apontado como uma questão importante para o governo. No plano do candidato à reeleição, ele cita que há uma previsão de 695,9 milhões de reais a serem investidos em saneamento para 2023.
Bolsonaro aponta também que quer investir na integração de portos, aeroportos, estradas rodoviárias vicinais, ferrovias e hidrovias. ‘De maneira estratégica e coerente com a produção projetada para os próximos anos, escoamento e necessidades de importação e exportação que agreguem valor e diminuam custos”, destaca em seu plano de governo.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Um dos principais motes da campanha do candidato é a volta do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista coletiva, ele chegou a mencionar que “o PAC foi uma coisa extraordinária porque não foi um projeto de construção de infraestrutura pensado a partir do gabinete para Presidência da República. Ele foi construído com empresários, governadores e prefeitos”.
Com relação ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida, Lula afirmou: “a primeira coisa que eu quero dizer para vocês é que o Minha Casa Minha Vida vai voltar a ser um programa de governo. O Estado precisa se cercar de possibilidade econômica, de usar seus bancos para ajudar, ou através do Orçamento da União, ou através de financiamento, a gente garantir que as casas possam ser construídas”.
Tal como Ciro Gomes, Lula prevê investimentos em infraestrutura e habitação como forma de criar oportunidades de trabalho e de emprego. Em seu programa de governo, Lula cita a realização de investimentos integrados em infraestrutura de transporte público, habitação, saneamento básico e equipamentos sociais. “É preciso garantir a modernização e a ampliação da infraestrutura de logística de transporte, social e urbana”, afirma o candidato no documento.
Por fim, seu plano de governo menciona ainda que irá retomar “obras importantes que foram paralisadas pelo atual governo”.
Simone Tebet (MDB)
Em seu plano de governo, a candidata aposta na modernização da infraestrutura. Uma de suas propostas diz respeito à parte viária (rodovias, portos, aeroportos, hidrovias e com foco nas ferrovias). “Isso será feito por meio de maiores investimentos privados e melhor governança dos investimentos públicos, com a redução dos custos logísticos numa matriz mais equilibrada, limpa e competitiva, com integração entre os modais, e com base num planejamento de médio e longo prazo, tendo por referência projetos sustentáveis e de maior retorno para a sociedade”, pontua no documento.
Em seu programa, Simone Tebet se compromete a retomar programas de construção de moradias subsidiadas, voltadas a famílias de baixa renda e mais vulneráveis (atual “faixa 1” dos programas de habitação), sobretudo as lideradas por mulheres, e promover o crédito habitacional para famílias de renda média, com incentivo a moradias com desenho universal e/ou acessibilidade.
Outra proposta da candidata é de criar condições para acelerar o cumprimento de metas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos previstas no Marco Legal do Saneamento.
Ainda, Simone Tebet quer promover o investimento em infraestrutura e logística, com agências regulatórias independentes e autônomas, marcos legais claros, transparentes e estáveis, para que possamos transformar o país num grande canteiro de obras em ferrovias, rodovias duplicadas, portos, aeroportos, hidrovias e cabotagem.
Fonte
Programa de Governo dos Candidatos à Presidência
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Marina Pastore
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Perimetral Leste irá desafogar trânsito na Ponte da Amizade em Foz do Iguaçu

Crédito: Dantas Duarte Fotografia & Filmagem
Para solucionar o problema de tráfego intenso de caminhões na Ponte da Amizade e direcioná-los para a nova ponte entre o Brasil e o Paraguai, a região vai ganhar em breve a Rodovia Perimetral Leste de Foz do Iguaçu. Este trecho terá 15 km de extensão e seis viadutos, estabelecendo a ligação entre a BR 277 e a Ponte da Integração. Atualmente, 16,5% da obra está concluída.
Com um investimento de R$ 104 milhões, a rodovia contará também com duas novas aduanas. A primeira delas, a Argentina, ficará na cabeceira da Ponte Tancredo Neves. A outra, para o Paraguai, será construída na cabeceira da ponte da Integração.
Andamento da obra
Em julho de 2022, as obras se concentraram no trecho entre o trevo da Avenida das Cataratas com a BR 469 até a cabeceira da Ponte da Integração. Também neste período, foi concluído o primeiro viaduto da Perimetral Leste, que fica no acesso à Ponte Internacional Tancredo Neves.
No Viaduto da BR 469 (Rodovia das Cataratas), foram posicionadas todas as vigas protendidas, sendo 14 unidades. Posteriormente, foram lançadas 20 pré-lajes, das 300 previstas.
Nas interseções do acesso à Ponte da Rodovia Tancredo Neves e Rodovia BR 469, e na linha geral, até aproximadamente à estaca 230, estão sendo realizados os serviços de terraplenagem, em especial nos platôs das Aduanas (Paraguaia e Argentina). Ao todo, já foi movimentado um volume acumulado de 305.636,40 m³ de movimentação de terra.
Previsão de conclusão
Segundo o DER-PR, o trecho entre a nova ponte e a rodovia BR 469 (Rodovia das Cataratas) deve ser finalizado até o final de 2022. Até 2023, o restante da pista deverá ser concluído.
Desafio: desapropriações
De acordo com a Justiça Federal da 4ª Região do Paraná, no final do mês de junho, foi realizada a segunda etapa de um Mutirão de Desapropriações. Na ocasião, a intenção era buscar soluções consensuais com os proprietários de imóveis no local. 117 proprietários de imóveis participaram e o valor fechado chegou a mais de 74 milhões de reais. Em novembro de 2021, já havia sido realizada a primeira etapa, na qual 93,1% dos processos resultaram em acordo. Ao todo, o valor total das indenizações a serem pagas superou os R$ 111 milhões.
Fontes
DER/PR
Justiça Federal da 4ª Região do Paraná
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Marina Pastore
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Mato Grosso do Sul abre licitação para 17 pontes de concreto

Crédito: Saul Schramm/Agesul
Com um investimento de R$ 220 milhões, o governo do estado do Mato Grosso do Sul anunciou em 2020 a construção de 163 pontes de concreto até 2022. As obras integram os programas “Mais Pontes” e “Governo Presente”, que preveem a substituição de antigas pontes de madeira pelas de concreto. Em agosto de 2022, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) anunciou a abertura de licitações para a construção de 17 pontes de concreto no Estado. As concorrências do tipo menor preço terão propostas abertas até a segunda quinzena de setembro.
Dentre as pontes que serão reformadas estão:
- Amambai: duas pontes sobre o Córrego Panduí e Rio Jaraguari.
- Itaquiraí: três pontes nos rios Itaquirai e São Luiz.
- Municípios de Naviraí e Juti: duas estruturas sobre Naviraí e Juti e uma no Córrego Moroti.
- Nova Andradina: duas pontes no Rio Samambaia.
- Rio Aquidauana: duas pontes próximas a rodovias de municípios Bandeirantes, Corguinho e São Gabriel do Oeste.
- Rio Verde: pontes em Córregos Sucuri e Lajeado.
- Uma ponte na divisa de Maracaju e Sidrolândia (Rio Brilhante).
- Município de Terrenos, no córrego Barreirinho.
Muitas destas regiões que receberão novas pontes sofrem com problemas de enchentes durante períodos de chuvas, o que impede a circulação de veículos.
Obras em andamento: pontes de concreto no Mato Grosso do Sul
Em 2022, mais de 24 pontes de concreto estão em construção, com um orçamento de R$ 61 milhões. Veja algumas das principais pontes de madeira que estão sendo substituídas por estruturas de concreto:
- Rio Dourados (MS 274): com 91 metros de comprimento por 10 de largura, ela liga os municípios de Dourados e Deodápolis. Em junho de 2022, foi iniciada a instalação das vigas. A seguir está prevista a realização das armações e concretagem da superestrutura, formando a laje da ponte e, posteriormente, a instalação dos guard-rails.
- Pontes em Porto Esperança (Corumbá): aqui estão sendo feitas duas pontes, a de Vazante da Margarida, com extensão de 59,20 metros e 10 metros de largura; e a do Córrego Mutum, em uma estrutura que terá 83,80 metros de extensão e 10 metros de largura.
Incentivo à soja
A construção de pontes e melhorias nas rodovias nos últimos anos beneficiou a produção de soja no Mato Grosso do Sul. De acordo com a Aprosoja/MS, na safra 2019/20 a área destinada ao cultivo de oleaginosa foi quase 10 mil hectares maior que na temporada anterior. Isso corresponde a 39 mil hectares e 115 mil toneladas.
Fonte
Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos/Secretaria da Infraestrutura do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul
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Marina Pastore
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Sistema de Paredes de Concreto: projeto estrutural, execução e normatização

Crédito: Concrete Show
Presente no mercado há cerca de 15 anos, o Sistema de Paredes de Concreto já está consolidado como uma opção construtiva econômica e tecnicamente viável.
“Edifícios mais altos são interessantes para esse sistema. Essa visão veio amadurecendo, mas tínhamos uma norma muito restritiva, que foi revisada”, explica Francisco Paulo Graziano, sócio diretor da Pasqua e Graziano Consultoria, Concepção Estrutural e Projeto.
Visão normativa da parede de concreto
Graziano aponta que, de acordo com a visão normativa, uma parede de concreto é um elemento estrutural autoportante, moldado no local, com comprimento maior que 5 vezes sua espessura e capaz de suportar carga gravitacional no mesmo plano da parede.
O que caracteriza como uma parede de concreto, segundo a NBR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, é uma relação entre espessura e comprimento da parede para ter uma certa clareza geométrica. Do ponto de vista da utilização, Graziano afirma que há baixas tensões ligadas a esta parede. “Ela tem uma função, também, de partição. Por isso, ela pode ser denominada dessa forma. Dentro do dimensionamento, ela tem uma situação particular, uma vez que as tensões são limitadas. Com isso, posso utilizar taxas de armaduras mais baixas – abaixo, inclusive, das taxas mínimas da NBR 6118 - Projeto de estruturas de concreto - Procedimento (antiga NB1)”, esclarece Graziano.
Método construtivo da parede de concreto
Graziano destaca que o método construtivo das paredes de concreto consiste em um sistema estrutural composto por paredes maciças de concreto moldadas in loco, que dão suporte diretamente às lajes, sem a utilização necessária de vigas.
“Por serem, em geral, moldadas em uma única etapa de concretagem, as paredes de cada ciclo construtivo permitem que, após a desforma, já contenham em seu interior os vãos de portas e janelas, tubulações e eletrodutos de pequeno porte”, afirma Graziano.
Por outro lado, instalações de grandes diâmetros devem ser alojadas, preferencialmente, em shafts, externos às paredes, sempre seguindo as orientações do projetista estrutural.
“Por serem moldadas em uma única etapa, sempre buscamos fazer laje e parede juntas. Isso traz uma condição executiva muito interessante, porque você tem um ciclo de concretagem só, o que dá um monobloco para o sistema estrutural. Isso confere uma rigidez muito grande para a estrutura”, declara Graziano.
6 motivos para utilizar paredes de concreto
Graziano mencionou algumas vantagens deste método:
- Ausência de vigas, estribos, congestionamento de encontro entre vigas e pilares;
- Concretagem com concreto de alta performance em termos de aplicabilidade;
- Baixas taxas de consumo de aço por volume de concreto;
- Larga utilização de telas eletro-soldadas – maior produtividade de mão de obra;
- Devido ao rigor dimensional na utilização de formas de alta qualidade e modulação padronizada, há pouco desperdício, ausência de requadrações e custo mais próximo do previsto.
- Custo competitivo: se for considerar os custos com material e vedações em uma estrutura convencional, deve-se chegar a 30% do custo total. Para as paredes de concreto, este índice chega a 36%. No entanto, Graziano alerta que é preciso considerar a mão de obra nesta conta, uma vez que o potencial de redução deste recurso é alto, já que é possível criar ciclos cada vez mais rápidos.
Fonte
O engenheiro Francisco Paulo Graziano é sócio diretor da Pasqua e Graziano Consultoria, Concepção Estrutural e Projeto. Ex-Presidente e atual Conselheiro da ABECE. Ele tem mestrado em Engenharia de Estruturas na EPUSP e é professor do Departamento de Estruturas da EPUSP desde 1979.
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Marina Pastore
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Por que refrigerar o concreto?

Crédito: Concrete Show
A refrigeração do concreto hoje em dia é fundamental para a durabilidade das estruturas. Isto é o que mostrou Selmo Chapira Kuperman, diretor da DESEK e conselheiro do IBRACON, durante sua palestra na Concrete Show.
“Uma das grandes vantagens de resfriar o concreto é a redução do consumo de cimento e, consequentemente, do custo da obra. Quando o concreto é frio/ gelado, a trabalhabilidade dele aumenta. Com isso, precisamos de menos água. Então, estamos economizando cimento e aditivo”, explica Kuperman.
Há apenas uma desvantagem neste método, que é o custo. “Em São Paulo, por exemplo, o custo aproximado de 1 kg de gelo é R$ 0,60. Portanto, se colocarmos 100 kg de gelo por metro cúbico, o concreto sairá mais caro cerca de R$ 60,00, o que é bastante coisa”, pontua Kuperman.
No entanto, a resolução de problemas decorrentes da falta de refrigeração adequada pode trazer custos ainda maiores. É como um dos casos citados por Kuperman, em que a concretagem de um vertedouro foi feita de forma inexperiente e sem refrigeração. O resultado disso foi que a empreiteira acabou tendo que injetar epóxi e gastou muito mais dinheiro.
Fissuras x refrigeração
A falta de refrigeração ou quando este processo é feito de forma inadequada pode gerar fissuras, que são decorrentes, principalmente, de duas questões principais:
- Origem térmica: geralmente acontece quando as temperaturas sobem muito. “Ocorre devido à restrição, isto é, o concreto não consegue se movimentar. Acontece porque tem retração térmica do concreto e ocorrem tensões de tração que superam a resistência. Quando a temperatura voltar ao normal, vai fissurar”, explica Kuperman.
- Etringita tardia: trata-se de um mineral, que vem do gesso e é colocado no cimento Portland para controlar a pega. Sem ele, o cimento daria pega imediatamente após o contato com a água. Por um lado, a etringita oferece uma proteção ao grão de cimento, sendo benéfica, pois sem ela não teríamos concreto. “No entanto, tem um tipo de etringita que pode ser maléfico. Tem uma etringita secundária, que pela ação de sulfatos internos provoca a expansão no concreto. Se a temperatura subir acima de 65°C depois da cura e do endurecimento, formam-se cristais de etringita, o que provoca tração no concreto e fissura. E, neste caso, quanto mais água entra nessa fissura, mais ela aumenta”, afirma Kuperman.
Como evitar estas fissuras?
Para Kuperman, as soluções para evitar estes problemas decorrentes de origem térmica e de etringita tardia são:
1. Reduzir o consumo de cimento ao mínimo, empregando todas as técnicas de dosagem possíveis. Materiais pozolânicos podem, em alguns casos, reduzir o consumo em 20%.
2. Usar cimento de baixo calor de hidratação. Eventualmente, refrigerar os agregados.
3. No caso de blocos de fundação ou barragens, é preciso concretar em camadas de menor altura (exemplo: 50 cm de altura a cada três dias). No entanto, isso pode causar problemas no cronograma. Por isso, devem ser estudadas as temperaturas e tensões atingidas.
4. Estudar o emprego da pré-refrigeração do concreto (gelo ou nitrogênio líquido).
Fonte
Selmo Chapira Kuperman é diretor da DESEK e conselheiro do IBRACON
Contato
selmo@desek.com.br
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Marina Pastore
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Segunda ponte entre Brasil e Paraguai tem 90% da obra concluída
A segunda ponte entre Brasil e Paraguai, conhecida como Ponte da Integração, acaba de receber a última peça que liga os dois países, que é uma aduela. Atualmente, está com 90% da obra concluída.
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) e Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), está executando a obra, com recursos da Itaipu Binacional.
“Quando concluída, a ponte vai concentrar o tráfego de caminhões na fronteira entre os países, desafogando o trânsito no centro de Foz do Iguaçu, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos moradores, bem como mais agilidade aos condutores de longa distância”, afirma Thiago Henrik Moreira, gerente de Obras e Serviços do DER/PR.
Estrutura da obra
Ao longo da obra, já houve momentos em que estiveram envolvidos simultaneamente em torno de 600 trabalhadores. Porém, hoje, próximo à conclusão, são em torno de 130 trabalhadores.
A Ponte Binacional, com estrutura estaiada, (tipo de ponte suspensa por cabos, constituída de dois mastros de onde partem cabos de sustentação para o tabuleiro da ponte) tem 760 m de comprimento, apoiada sobre 16 pilares e 2 caixas de equilíbrio. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais.
“O vão central é todo estaiado e possui 470 metros de extensão e área de 9.306 m², formado por 2 aduelas de disparo, 34 aduelas típicas e 1 aduela de fechamento. O sistema de estais propostos para a ponte, com geometria assimétrica, é composto por 72 estais frontais, 36 estais de retaguarda e 8 estais verticais, totalizando 116 estais de comprimento 17.582,40 metros. A ponte possui 2 mastros principais, um em margem paraguaia e outro em margem brasileira, ambos com altura de 124 metros em relação ao tabuleiro da ponte e 185,04 metros até a fundação (lado Paraguai) e 190,17 metros (lado Brasil)”, aponta Moreira.
De modo geral, a ponte possui área de 16.019,15 m², um volume aproximado de 37.000 m³ de concreto e 3.500 toneladas de aço. A Minero Mix Concretos participou da obra do lado brasileiro, com 18.000 m3 de concreto e 8.000 toneladas de cimento, de acordo com Ivandro Savaris, gerente na Minero Mix Concretos.
Desafios: obra durante a pandemia
A obra foi iniciada em 2014 pelo Governo Federal, sendo uma contratação na modalidade RDCi, que prevê a elaboração de projeto e execução de obra em uma mesma empreitada. Mas somente em 2019, já com a parceria entre Governo do Paraná, Governo Federal e a Itaipu Binacional formalizada, e o contrato sub-rogado ao Governo do Paraná, tiveram início os serviços no trecho.
“Destacamos que a obra permaneceu em execução durante o auge da pandemia, seguindo todos os protocolos de segurança vigentes, estando agora em sua fase final, com índice de conclusão de cerca de 90%”, explica Moreira.
Fontes
Thiago Henrik Moreira é gerente de Obras e Serviços do DER/PR
Ivandro Savaris é gerente na Minero Mix Concretos
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Ivandro Savaris: ivandrosavaris@hotmail.com
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Marina Pastore
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Setor de tubos de concreto registra aumento em 2022

Crédito: Envato
O primeiro semestre de 2022 apresentou bons números para o setor, principalmente no segundo trimestre, puxado por obras da iniciativa privada, de acordo com Pedro Chama, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de Concreto (ABTC).
“Segundo os nossos associados fabricantes, os números foram iguais ou maiores que 2021, que foi um bom ano para as vendas de tubos e aduelas de concreto”, afirma Chama.
Para Meridiana Vanessa Kempfer, do departamento comercial/administrativo da Dickel Indústria de Tubos, o desempenho do setor dos tubos de concreto é bastante oscilante, uma vez que a sua demanda em alguns segmentos de aplicação depende de liberações e autorizações de órgãos públicos. “O ano de 2022 iniciou com reflexos positivos decorrentes de 2021 que por sua vez foi um ano de muitos investimentos tanto no setor imobiliário como também no setor da piscicultura. O primeiro trimestre de 2022 foi bem positivo em relação ao segundo trimestre onde a demanda teve uma queda acentuada”, destaca Meridiana.
Ano de eleições
Em ano eleitoral, costuma haver um aumento no número de obras. Para Meridiana, as eleições de 2022 tiveram uma boa representatividade. “Muitas obras iniciaram e já tiveram suas finalizações, movimentando o setor dos tubos de concreto”, afirma.
No entanto, Chama aponta que a expectativa era que tivesse uma alta demanda, mas isso não está sendo constatado.
“A maior parte das vendas está sendo realizada para o setor privado. Infelizmente, ainda, em nossa política pública acredita-se que ‘obras enterradas não dão votos’, deixando-se de pensar que são justamente estas obras que trazem maior qualidade de vida para a população, diminuindo gastos com saúde pública, aumentando o turismo, melhorando o desempenho de trabalhadores e também das crianças na escola. Já é esperado que as obras só voltem no período pós-eleições, dando continuidade somente às obras já contratadas neste primeiro semestre”, explica Chama.
Perspectivas para o segundo semestre de 2022
Chama vê que, devido às incertezas no cenário político, onde o Brasil enfrenta uma situação criticamente atípica no âmbito eleitoral, as perspectivas para o segundo semestre são de estagnação temporária.
“A expectativa é que as obras públicas que já tenham iniciado continuem em andamento, porém sem esperança de que novas obras iniciem até o fim do segundo turno. Acreditamos no crescimento pós-período eleitoral”, define Chama.
Por outro lado, Meridiana afirma que o segundo semestre de 2022 já se comporta com demandas elevadas tanto no segmento imobiliário (incorporadoras) como também na piscicultura, tendo perspectivas excelentes até o final do ano.
Marco do saneamento
Chama lembra que o Marco do saneamento é uma Lei que, embora leve a denominação "saneamento", abrange de forma mais significativa duas vertentes do saneamento básico, sendo elas o abastecimento de água potável e coleta/tratamento de esgoto.
“Os outros componentes dos serviços de saneamento, que são a drenagem de águas pluviais e o tratamento dos resíduos sólidos, foram acolhidos de forma menos significante nesse Marco Legal. Considerando que a grande maioria da produção dos fabricantes de tubos e aduelas de concreto é para abastecimento do mercado de drenagem pluvial, só foi notado um leve crescimento em regiões onde já foram fechadas as concessões e onde há fornecimento de tubos para esgoto”, justifica Chama.
No entanto, na visão de Meridiana, toda ação realizada em benefício do desenvolvimento socioeconômico infla os setores envolvidos no processo, sendo o saneamento básico uma dessas ações. “Desde o ano de 2020 a demanda no setor dos tubos de concreto teve uma alta em relação a 2019 de 50%, onde a Dickel Indústria de Tubos de Concreto ofereceu produtos para drenagem de águas pluviais, tratamento de águas, limpezas urbanas e tratamento de resíduos sólidos. Existem muitos trabalhos de desenvolvimento a serem realizados neste setor, porém muitas vezes depende de mudanças de paradigmas como também mudanças culturais”, declara.
Contudo, Chama acredita que é preciso considerar que há diversas Leis em diferentes estados do país que abordam assuntos que trazem um retorno muito grande para o mercado de Tubos e Aduelas de concreto, que são as Leis que tratam de reservatórios de água da chuva, seja para reuso ou para amortecimento dos despejos nas redes pluviais.
“Apesar da maior parte dessas Leis terem sido implementadas desde o ano de 2007, a utilização das aduelas para a construção desses reservatórios vem aumentando a cada dia. E, por fim, devemos considerar que as redes de drenagem fazem parte da infraestrutura urbana, portanto, o crescimento das vendas de tubos de concreto tende a aumentar conforme a demanda por residências no país”, conclui Chama.
Fontes
Meridiana Vanessa Kempfer integra o departamento comercial/administrativo da Dickel Indústria de Tubos
Pedro Chama é presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de Concreto (ABTC)
Contatos
ABTC: atendimento.abtc@abtc.com.br
Meridiana Vanessa Kempfer: dicktubos@hotmail.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP











