Cientistas usam materiais biodegradáveis para construir paredes

Crédito: Tom Daly/ Universidade de Virgínia
É comum vermos edifícios verdes com jardins verticais ou até mesmo com vegetação no topo. Mas já pensou em construir usando porções de terra impregnadas de sementes? É o que os pesquisadores da Universidade da Virgínia (UVA) - estado da Virginia – EUA propõem. Eles criaram um método de impressão 3D com terra cheia de sementes. Este material pode ser utilizado para criar paredes e telhados repletos de vegetais.
Os protótipos construídos pelos pesquisadores começam parecendo estruturas comuns de terra bruta. Mas, ao longo de alguns dias, eles brotam e ficam cobertos de vegetação. Elementos como paredes e telhados verdes podem ser construídos usando esse método, trazendo benefícios como isolamento natural, prevenção de inundações e espaços verdes para pessoas, polinizadores e outros animais, de acordo com a UVA.
A grande pergunta que motivou o estudo partiu de Ji Ma, professor assistente de ciência e engenharia de materiais da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da UVA: “Por que temos que fazer com que a estrutura ou o edifício seja separado da natureza em que se encontra?”
Para responder a essa pergunta, Ma firmou uma parceria com David Carr, professor pesquisador do Departamento de Ciências Ambientais da UVA, e Ehsan Baharlou, professor assistente da Escola de Arquitetura da UVA. Ele também recrutou um de seus alunos, Spencer Barnes, que se juntou ao grupo de pesquisa de Ma no primeiro ano de graduação e obteve seu bacharelado em engenharia aeroespacial em maio de 2022.
Juntos, eles provaram que a impressão 3D de estruturas geometricamente complexas feitas de solo e sementes é factível - introduzindo uma inovação fundamental na construção de base biológica.
Construção circular de base biológica
A equipe de pesquisa da UVA está levando a impressão 3D para um passo adiante, ao combinar a velocidade da manufatura aditiva, a eficiência de custos e as demandas de baixa energia com materiais de base biológica com recursos locais. Essa filosofia e abordagem de design estão alinhadas com uma prática de economia circular.
“Mudamos para ‘tintas’ à base de solo para obter benefícios adicionais da manufatura aditiva circular”, disse Baharlou. “Estamos trabalhando com solos e plantas locais misturados com água; a única eletricidade que precisamos é para mover o material e fazer funcionar uma bomba durante a impressão. Se não precisarmos de uma peça impressa ou se não tiver a qualidade certa, podemos reciclar e reutilizar o material no próximo lote de tintas”, completou.
Processo
Para realização do estudo, foi utilizado um laboratório de manufatura aditiva sofisticado, que desenvolve diversos trabalhos com impressão a laser. Barnes realizou experimentos com tintas à base de terra, usando uma impressora 3D do tamanho de uma mesa. Ele explorou duas abordagens principais: impressão do solo e sementes em camadas sequenciais e misturando sementes e solo antes de imprimir. Ambas as abordagens funcionaram.
Primeiro, Barnes produziu um protótipo cilíndrico, mais ou menos do tamanho de uma lata de refrigerante. Baharlou então propôs estruturas de solo de impressão 3D com geometrias mais complexas, como cúpulas.
Apoiado pelo Laboratório de Fabricação da Escola de Arquitetura, ou FabLab, Baharlou estabeleceu um sistema de fabricação de manufatura aditiva para imprimir em 3D grandes estruturas. A peça central do sistema de fabricação é um robô industrial com alcance de 3 a 4 pés (aproximadamente de 90 a 127 cm), que pode depositar materiais de acordo com os objetivos desejados para uma estrutura, como espaço, função e geometria. Baharlou modificou esse sistema para criar uma impressora que combinava uma extrusora com um braço robótico industrial para conduzir os experimentos da estrutura do solo.
Mais recentemente, Ma e Baharlou ganharam uma bolsa 3Cavaliers com Tomonari Furukawa, professor de engenharia mecânica e aeroespacial da UVA, para realizar pesquisas em Construção Ecológica. Eles preveem a instalação do sistema de impressão 3D de Baharlou em um robô em movimento. Uma plataforma móvel pode permitir a impressão em 3D de estruturas complexas e multifacetadas. Baharlou e Ma também estão realizando experimentos com outros materiais biodegradáveis, incluindo cânhamo.
Fonte
Universidade de Virgínia – School of Architecture
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arch-web@virginia.edu
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Marina Pastore
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Número de novos imóveis comercializados no Brasil aumentou 18%

Crédito: Envato
Ao comparar o primeiro semestre de 2022 com o mesmo período do ano anterior, o número de novos imóveis comercializados no Brasil aumentou 18%, de acordo com informações compartilhadas por 18 empresas associadas à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Ao todo, foram vendidas 87.655 unidades nos seis primeiros meses do ano.
Além disso, se forem contabilizados somente os lançamentos, este número é de 62.414 unidades, volume que representa um incremento de 3% em relação aos seis primeiros meses de 2021.
“O volume de financiamentos de imóveis novos no 1º semestre deste ano cresceu 5% em relação ao mesmo período de 2021. Apesar da alta na Selic, que subiu de 2% (2021) para 13,75% (agosto/22), o aumento na taxa de financiamento imobiliário foi inferior a 2% ao ano”, explica Luiz França, presidente da Abrainc.
Mercado residencial
Segundo a Abrainc, ao avaliar o mercado residencial, têm-se que empreendimentos associados ao Programa Casa Verde Amarela (CVA) foram responsáveis pela maior parcela das unidades lançadas (60,4%), comercializadas (72,7%) e entregues (90,1%) no primeiro semestre de 2022.
Com relação aos empreendimentos residenciais associados ao perfil de médio e alto padrão (MAP), o setor lançou 24.735 unidades, o que significa um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2021.
Mercado comercial
O mercado comercial teve uma alta bastante expressiva, de acordo com dados da Abrainc: foram 23.461 unidades vendidas até junho de 2022, o que corresponde a uma alta expressiva de 103,0% em relação à primeira metade de 2021.
“Tais resultados são reforçados pelos números do segmento no âmbito das vendas líquidas, com um crescimento de 108,3%, e das entregas, com avanço de 17,8% no balanço parcial do ano”, aponta o relatório da Abrainc.
Relação distratos-vendas
Mesmo em um cenário desafiador de aumento das taxas de juros, as relações médias de distratos-vendas apuradas no primeiro semestre de 2022 (10,9%) e nos últimos 12 meses encerrados em junho (10,2%) encontram-se nos menores patamares da série histórica dos Indicadores Abrainc-Fipe, iniciada em 2014.
No acumulado de 222, dentre os distratos, 25,8% eram referentes a imóveis de médio e alto padrão, enquanto 71,1% eram do Casa e Verde Amarela. 3,1% pertenciam a outros segmentos ou eram imóveis sem informação.
“O já esperado aumento do número de distratos do segmento (diante do aumento dos lançamentos e do cenário macro desafiador) foi ofuscado por um incremento muito mais expressivo das unidades comercializadas, colaborando para os resultados apresentados”, destaca França.
Fonte
Luiz França é presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).Contato
Abrainc - indicadoresabrainc@fipe.org.br
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Como funciona a moradia por assinatura?

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Já pensou poder alugar um apartamento de forma quase instantânea, sem a necessidade de um fiador ou outras burocracias? É isto que propõe o modelo de moradia por assinatura.
“É uma modalidade que está entre o aluguel e o formato como o Airbnb, que é baseado em diárias. São modelos muito flexíveis, que podem ter duração de uma semana, sem duração fixada e a pessoa pode cancelar a qualquer momento. Essa é a principal característica. Normalmente, é um pacote bastante completo em termos de internet, TV por assinatura, serviços inclusos, limpeza e tantas outras coisas. O tempo mínimo de estadia varia de acordo com cada plataforma”, explica Arthur Igreja, especialista em inovação e tendências.
Para Igreja, as principais diferenças têm a ver com a facilidade. “Normalmente são plataformas que conseguem mediar esses acordos com muita velocidade e essa flexibilidade em relação às variáveis de tempo, contrato, não necessidade de fiador”, pontua Igreja.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 80% dos jovens entre 16 e 24 anos não querem ter casa própria. Ao mesmo tempo, 82 mil imóveis foram lançados em 2021 somente na cidade de São Paulo, segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi-SP). Ainda, nos últimos seis anos, levantamento realizado por pesquisadores da USP, apontou que mais de 250 mil imóveis com até 45 m² foram lançados na capital paulista. Todos estes dados mostram um cenário bastante propício para os imóveis por assinatura.
Público-alvo
Este tipo de empreendimento geralmente é voltado para nômades digitais, pessoas que estão se estabelecendo numa cidade, pessoas que querem passar um tempo em outra cidade, seja para trabalhar, para conhecer o ambiente, para dar uma variada, segundo Igreja. “Ainda, há pessoas que estão eventualmente trabalhando num projeto por um determinado período em uma cidade. Há também pessoas que querem conhecer mais profundamente uma cidade, querem passar mais tempo lá”, afirma Igreja.
Principais vantagens
Do ponto de vista do cliente, ele tem menos burocracia. “Ele consegue ter mais serviços, além de se estabelecer e trocar de lugar com mais velocidade, se ele desejar”, destaca Igreja.
Para a empresa, dependendo de como ela ofertar, ela consegue um rendimento melhor do que ela conseguiria simplesmente alugando o espaço, já que ela deixa o espaço bastante completo. “Pelo fato de numa ponta você não cobrar fiador ou multas excessivas, permite agregar um valor interessante à cobrança”, conclui Igreja.
Entrevistado
Arthur Igreja é palestrante em mais de 150 eventos por ano como o TEDx no Brasil, Europa, Estados Unidos e América do Sul. É autor do best-seller sobre inovação ”Conveniência é o nome do Negócio” e co-fundador da plataforma AAA Inovação com Ricardo Amorim. Arthur é colunista na Rádio CBN. Possui Masters in International Business nos EUA pela Georgetown University, Corporate Masters of Business Administration na Espanha pela ESADE, Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV, certificação executiva em Harvard e Cambridge, pós-MBA em Negociação pela FGV e MBA pela FGV.
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CBIC prevê expansão de 3,5% para o setor da construção civil em 2022

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Depois de elevar a previsão de crescimento neste ano de 2% para 2,5% em abril, agora a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta nova expansão de 3,5% para o setor em 2022. Este dado representa um aumento maior que o do PIB brasileiro que, de acordo com a Pesquisa Focus, tem previsão de alta de 2,65%.
Em agosto de 2022, a Sondagem da Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou o melhor desempenho do último ano. O relatório apresentou diversos índices positivos: expansão da atividade e do emprego, além do aumento da confiança da construção.
“Se considerarmos os 50 países que já divulgaram o PIB do segundo trimestre, a economia brasileira ocupa o 12º melhor resultado. Isto é um aspecto positivo que precisamos ressaltar. Em todas as bases de comparação dos resultados do PIB, a construção civil cresce acima da economia nacional. Enquanto a economia cresceu 1,2% nesse segundo trimestre com relação ao primeiro, a construção civil cresceu 2,7%. Se compararmos ao resultado anual, o país cresce 2,5%, enquanto o setor cresce 10,5%”, aponta Ieda Vasconcelos, economista da CBIC, durante webinar da instituição.
De acordo com Ieda, de julho de 2020 a julho de 2022, a construção já gerou mais de 600 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. “Vale lembrar que são empregos diretos. No entanto, a cada R$ 1 milhão investidos no setor, temos 18,31 novos postos diretos, indiretos e induzidos, este índice pode ultrapassar 1 milhão de empregos”, explica a economista.
Outro índice apresentado por Ieda é que a construção civil está 12,5% acima do nível de atividade do período pré-pandemia. “Se contabilizarmos os últimos três meses de 2019 e o resultado do segundo trimestre de 2022, nós estamos 12,5% acima. A construção civil é o setor com segundo melhor resultado, ficando atrás apenas do segmento de informação, que é componente do setor de serviços”, destaca Ieda.
Economia em ano eleitoral e os impactos na indústria da construção
Em webinar da CBIC, Caio Megale, economista chefe da XP Investimentos, apontou que, no Brasil, a economia tem apresentado resultados positivos. “Chegamos a projetar zero para o PIB de 2022 – e houve previsões de que seria negativo. Ao olhar um cenário que engloba guerra entre Rússia e Ucrânia, juros de 14% e ano de eleições, parecia algo bastante negativo. No entanto, tivemos também a reabertura da economia e a alta das commodities ajudam a melhorar este cenário. Além disso, a inflação vem caindo – gasolina, alimentos, bem duráveis, entre outros”, afirma Megale. Para o economista, independente de quem vencer a eleição, há incertezas de ambos os lados.
Medidas do Programa Casa Verde e Amarela
Para Rodrigo Luna, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP), a nova curva de subsídios do Programa Casa Verde e Amarela e novos tetos já tiveram efeitos importantes. “Agora temos duas novas ferramentas que são a ampliação do prazo de financiamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de 30 para 35 anos e o FGTS consignado. Embora ainda não estejam em operação, são duas agendas muito importantes para recompor parte das famílias que perderam a condição de adquirir a casa própria”, comentou Luna durante webinar da CBIC.
Fontes
Ieda Vasconcelos é economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Caio Megale é economista chefe da XP Investimentos.
Rodrigo Luna é presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP)
Contatos
Assessoria de imprensa CBIC – ascom@cbic.org.br
Secovi-SP - aspress@secovi.com.br
XP Investimentos - deborah.rodrigues@xpi.com.br
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Prefeitura de Salvador licencia primeiro empreendimento em formato BIM

Crédito: Envato
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) expediu o primeiro alvará de construção em formato BIM (Building Information Model – Modelagem da Informação da Construção) para um empreendimento em Salvador durante o mês de setembro.
“Salvador é a primeira cidade do Brasil a analisar e licenciar empreendimentos utilizando exclusivamente a tecnologia. Com o projeto em modelo BIM, se toda a documentação for apresentada em conformidade, o tempo de análise e concessão de alvará para esse tipo de construção é de apenas 45 dias, o que contribui para o desenvolvimento econômico da capital baiana”, afirma o secretário da Sedur, João Xavier.
Como funciona o licenciamento em formato BIM?
Através do Portal Simplifica (www.simplifica.salvador.ba.gov.br), o requerente tem acesso ao formulário do sistema. Este, por sua vez, possui a identificação de parâmetros e índices urbanísticos, conforme a legislação de Salvador e o usuário pode escolher entre submeter um projeto em BIM (3D) ou em CAD (2D).
De acordo com a Sedur, em qualquer um dos dois casos, conforme o usuário vai preenchendo os campos, o formulário vai pré-analisando os dados e verificando se está de acordo com a legislação.
“Caso não esteja conforme, o processo não consegue ser submetido para análise até serem realizados os ajustes. Desta forma, todos os processos submetidos utilizando esse sistema já serão entregues para análise com uma pré-validação”, informa a Sedur.
A grande diferença entre escolher submeter o projeto em CAD (2D) e BIM (3D), está na forma de preencher os campos do formulário. “Ao escolher em BIM, o Responsável Técnico anexa um arquivo em formato IFC (arquivo 3D) de compartilhamento entre softwares BIM e o sistema consegue identificar todos os dados do projeto e preencher o formulário de forma automática com esses dados. Trazendo uma forma mais precisa e rápida de verificação do projeto” destaca a Sedur.
Uso e benefícios
Atualmente, a plataforma, disponível no Portal Simplifica, permite o licenciamento de empreendimentos R3–01 (residenciais torre única). A ferramenta possibilita a criação de projetos em 3D e automatiza a análise dos parâmetros urbanísticos. No futuro, haverá a possibilidade de licenciamento no formato BIM para as construções de habitação de interesse social, as multiresidenciais e as não residenciais. De acordo com a Sedur, a inclusão de construções de habitação de interesse social é o próximo passo para o ano de 2023.
Para a Sedur, ao realizar o licenciamento em formato BIM, os profissionais obtêm mais segurança, precisão técnica para a execução do projeto e otimização do trabalho interno do órgão. “O analista fica responsável apenas pelo trabalho que exige análise humana, já que o sistema é capaz de verificar os itens objetivos de forma automática. A avaliação dos setores é realizada de forma simultânea”, aponta a Sedur.
Fonte
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur)
Contato
sedursalvador@gmail.com
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Prédio mais alto de São Paulo foi inaugurado

Crédito: Platina 220
Em setembro de 2022, foi inaugurado o edifício Platina 220, considerado agora o prédio mais alto da cidade de São Paulo. Localizado no Tatuapé, na Zona Leste, ele tem 172 metros de altura e 46 andares. Com isso, o edifício supera em dois metros a altura do Mirante do Vale, prédio que ocupou este posto por cinco décadas.
“O Platina 220 chega para integrar o Eixo Platina, uma rede de edifícios distribuídos paralelamente à Radial Leste, principal avenida da região. Acompanhamos as principais tendências do mercado imobiliário para oferecer toda tecnologia e comodidade aos futuros moradores e frequentadores de todos os nossos empreendimentos”, aponta Igor Melro, diretor comercial da Porte Engenharia e Urbanismo, empresa responsável pela obra.
O Platina 220 é um empreendimento de uso misto, com lojas no térreo, hotel, apartamentos residenciais, salas comerciais e lajes corporativas. Os pavimentos do edifício estão divididos da seguinte forma: no primeiro pavimento, estão as áreas comuns dos apartamentos residenciais e do hotel da bandeira Intercity. Ambos os usos ocupam do 2º ao 10º andar. Acima deles ficam as salas comerciais, que ocuparão de 12º a 24º andar, e as lajes corporativas, que irão ocupar o espaço entre o 25º andar e o 46º andar. Com apartamentos de 35 m2 a 70 m2, salas comerciais de 26 m2 a 49 m2, e lajes corporativas de 250 m2 a 500 m2, o novo empreendimento tem um hotel com 190 quartos. No térreo, há uma fachada ativa composta por 19 lojas, com o que há de mais moderno nas recomendações urbanísticas.
“Temos um papel importante de transformar o território onde atuamos, sempre seguindo as principais tendências de mercado e planejamento urbano, em especial para a Zona Leste de São Paulo. Buscamos desenhar e planejar projetos robustos e inovadores, de múltiplo uso, capazes de fomentar o desenvolvimento e a economia local, além de aumentar a qualidade de vida da população”, explica Melro.
Desafios da construção
Ao todo, foram quatro anos de obras de construção do Platina 220. “Tiramos o projeto do papel em 2018, e entregamos em setembro de 2022”, pontua Melro.
De acordo com Melro, quando se planeja um edifício alto, como o Platina 220, muitos detalhes precisam ser considerados. “Isso vai desde a dimensão em planta, tipo de fundação, armação e materiais que serão usados, impacto do vento, até planejamento estrutural que consideram as necessidades especificas do projeto. Temos uma equipe muito experiente e preparada nesse tipo de construção, que participa de todos os processos, do projeto do início ao fim”, explica Melro.
A área total construída é de 57.087,75 m2. As metragens variam de 35 m2, 57 m2 e 70 m2, para as 80 unidades residenciais. Os 190 quartos de hotéis possuem de 19 m2 a 49 m2. Além dos 22 andares de lajes corporativas.
Para a construção do edifício, foram utilizados um total de 3,9 mil toneladas de aço e 32,3 mil m3 de concreto, segundo Melro.
Arquitetura
Para este empreendimento, foram utilizados todos os instrumentos e benefícios previstos pelo Novo Plano Diretor de São Paulo de 2014, garantindo impacto positivo ao entorno do edifício: uso misto, fachadas ativas, fruição com a rua, entre outros.
A união desses usos almeja atrair mais empresas para a região e, com isso, outros benefícios, como reduzir os deslocamentos dos moradores para outras regiões da capital. “Pela complexidade e diversidade do programa, nós comparamos sua resolução à montagem de um Tangram”, afirma Jorge Königsberger, um dos autores do projeto e sócio fundador do escritório Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados.
O resultado é um edifício com volumetria marcante, a começar pelos elementos de fachada ventilada. Para viabilizar a construção em altura e, ao mesmo tempo, garantir conforto térmico interno, durabilidade e perenidade do material envoltório, o sistema construtivo foi desenvolvido em porcelanato.
Clique aqui e assista ao vídeo sobre o empreendimento Platina 220.
Fontes
Igor Melro é diretor comercial da Porte Engenharia e Urbanismo.
Jorge Königsberger é um dos autores do projeto e sócio fundador do escritório Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados
Contato
Assessoria de imprensa – acacia@targetsp.com.br
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Marina Pastore
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Marquise cai em Pernambuco

Crédito: Estudo “Como se encontram as marquises do Recife?”
Uma marquise desabou no Centro da cidade de Aliança, na Zona da Mata de Pernambuco, no dia 11 de setembro. O acidente resultou na morte de cinco pessoas, enquanto outras nove ficaram feridas. Na ocasião, a cidade estava comemorando 94 anos de sua emancipação e havia muitas pessoas circulando pela rua.
Sobretudo, as marquises são um elemento estrutural bastante presente nas edificações do centro da cidade do Recife, mas, pelo descuido com a sua manutenção, têm tido um acentuado índice de acidentes, segundo o estudo “Como se encontram as marquises do Recife?”, criado por João Carvalho, Tiago Chaves, Antonio Carlos Melo, Eliana Cristina Monteiro, todos da Escola Politécnica de Pernambuco, em parceria com Paulo Helene, da Escola Politécnica de São Paulo.
Neste estudo, que avaliou uma amostragem de 125 marquises na capital pernambucana, observou-se que 100% delas possuíam pelo menos quatro tipos de manifestações patológicas. O problema encontrado com maior incidência foi o de umidade, presente em 86% das marquises analisadas, seguido pelo destacamento do revestimento e de pintura (69%); incidência de mofo, bolor e limo (64%). Ainda, foi possível observar que 56% delas tinham o crescimento de vegetações que, devido ao acúmulo d’água em suas raízes, provoca umidade e outras patologias. A desagregação do concreto manifestou-se em 41% das marquises estudadas.
De acordo com Paulo Helene, engenheiro civil, presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON) e professor titular da Universidade de São Paulo, acidentes com marquises normalmente têm relação com cargas excessivas. “Em geral, são letreiros de propaganda, equipamentos de ar-condicionado (motor refrigerador), depósito e armazenamento de produtos, lixo e falta de manutenção”, explica Helene.
Além disso, a umidade e a água acumulada sobre a marquise, é uma das maiores incidências de manifestações patológicas porque os ralos entopem e a água de chuva fica represada.
“Como sabemos, a água de chuva, em geral ácida, é agressiva ao concreto. Da mesma forma, a água salgada da brisa marinha é o meio natural mais agressivo ao concreto armado e protendido. O aço é muito sensível ao cloreto e a corrosão é inevitável quando não há manutenção, limpeza e impermeabilização periódica”, comenta Helene.
Helene aponta que os mecanismos que levam ao colapso de marquises são:
- Deficiência na posição da armadura. Isto significa que a armadura deve ficar na face superior da laje;
- Deficiência de ancoragem da armadura na estrutura ou corpo da obra, o chamado gogó da ema ou erro mesmo de posicionamento;
- Dimensionar prevendo abertura de fissura no chamado Estado Limite de Serviço ELS. “Marquises deveriam ser dimensionadas no estádio I, ou seja, devem ser robustas e redundantes. São estruturas que não avisam claramente do risco iminente e só especialistas com uma boa inspeção podem perceber os sinais. Inspecionar uma marquise olhando por baixo é o mais comum dos erros. A fissura grave fica junto ao apoio e na face superior”, declara Helene.
Como evitar o desabamento de marquises?
Em primeiro lugar, Helene aponta que é necessário fazer um projeto cuidadoso, detalhado, redundante e robusto, sem permitir abertura de fissura. Além disso, a execução deve ser rigorosa e responsável. Dentre os cuidados também estão a impermeabilização e drenagem bem asseguradas e eficientes, assim como a limpeza e manutenção.
Além disso, é fundamental evitar sobrecargas extras, perfurações para fixar ar-condicionado, escarificações para passar conduítes de elétrica de letreiros, lixo e entupimentos, segundo Helene. Ainda, Helene recomenda renovar a impermeabilização a cada quatro anos, limpar semanalmente e desentupir ralos a cada 15 dias.
“Se possível, é altamente recomendável dimensionar incluindo uma armadura extra na face de baixo da laje da marquise com capacidade de suportar o peso dela. Assim procedendo (conceito de robustez), caso a armadura superior venha a falhar por corrosão (fissura) ou por mal posicionamento, a marquise fica pendurada na estrutura, mas não cai sobre as pessoas”, sugere Helene.
Entrevistado
Paulo Helene é presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). Ele também é engenheiro civil, professor titular da Universidade de São Paulo e diretor da PhD Engenharia.
Contato
paulo.helene@concretophd.com.br
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Marina Pastore
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Índice de construção registra aumento do emprego e atividade no setor
Em agosto de 2022, a Sondagem da Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou o melhor desempenho do último ano. De acordo com os dados, este é o terceiro mês de uma sequência crescente de avanços da produção e do emprego.
Em junho, o índice que mede o nível de atividade da Construção estava em 51,6. Em julho, subiu para 52,5 e, no mês seguinte, atingiu 55,0. Acima da linha divisória dos 50 pontos, o número é indicativo de expansão da atividade, segundo a CNI. Além disso, a Instituição aponta que foi um nível de expansão historicamente elevado para um único mês. De acordo com a CNI, a última vez em que uma expansão dessa magnitude havia sido registrada foi em agosto de 2010.
“A expansão foi registrada em todos os setores da construção, em especial no setor construção de edifícios, que puxou o resultado geral da construção para cima”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Índice de evolução do número de empregados
Outra taxa positiva apresentada pela CNI foi o índice de evolução do número de empregados, que ficou em 53,1 pontos. Em junho, o resultado foi 51,7 pontos e, no mês seguinte, foi de 51,9. Este resultado mostra uma terceira expansão consecutiva – a mais forte da série histórica, que tem início em 2011.
Utilização da capacidade operacional
Em agosto de 2022, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da Construção permaneceu em 68% - mesmo índice de julho. De acordo com a CNI, trata-se do mais elevado nível de utilização da capacidade para o mês de agosto desde 2013.
Confiança da construção
De acordo com a CNI, outro índice que avançou foi o de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria da construção que subiu 2,7 pontos, chegando a 62,7.
A instituição apontou que o avanço aconteceu sobretudo na avaliação relativa à economia brasileira, cujo índice avançou 7,4 pontos, frente a um avanço de 4,0 pontos no índice relativo às empresas. Já o componente relativo às expectativas subiu em menor escala, apenas 1,4 ponto, chegando ao total de 64,7 pontos. Para a CNI, isso é um indicativo de que os empresários da construção acreditam que a economia e as empresas vão melhorar nos próximos seis meses.
Intenção de investimento
Outro indicador positivo em setembro de 2022 foi o índice de intenção de investimento da indústria da construção, que aumentou 0,9 ponto, chegando a 6,8 pontos. Este foi o maior patamar desde julho de 2014. É a terceira alta mensal consecutiva.
“Com este cenário positivo, a intenção de investir também vem aumentando para os empresários da indústria de construção”, destacou Azevedo.
Entrevistado
Marcelo Azevedo é gerente de Análise Econômica da CNI.
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imprensa@cni.com.br
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Laje irregular desaba em Itapecerica da Serra

Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros
O galpão de uma empresa que faz venda e locação de contêiners desabou em Itapecerica da Serra (SP), durante o mês de setembro. A Polícia Militar divulgou que, no momento do acidente, ocorria uma reunião com mais de 60 pessoas no local. O acidente deixou nove mortos e 31 pessoas feridas.
O desabamento ocorreu com o rompimento da laje de um mezanino com auditório. Na ocasião, uma arquibancada foi montada no mezanino para receber os visitantes e acabou desabando com o restante da estrutura, momentos antes da reunião terminar.
De acordo com Clémenceau Chiabi Saliba Jr., presidente do Conselho do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) Nacional, as prováveis causas deste tipo de ocorrência podem ser relacionadas aos seguintes fatores:
- falha no projeto e/ou execução da obra;
- uso inadequado, manutenção ineficiente e/ou desgaste não avaliado de elementos de construção;
- eventos naturais ou externos imprevisíveis, como um veículo bater em um pilar da edificação, vendavais, alagamentos, etc.
No entanto, para uma correta determinação da causa, há necessidade de avaliação por meio de um trabalho pericial mais aprofundado. “Além da vistoria ao local, a coleta e análise de todas as informações disponíveis, como projetos, licenças, fotos e vídeos históricos e registros de manutenção são de fundamental importância. Para se concluir, poderá haver ainda a necessidade de realização de ensaios nos materiais, como por exemplo, a resistência do concreto”, explica Saliba Jr.
A Prefeitura de Itapecerica da Serra divulgou que o espaço foi modificado de uso comercial para industrial sem obter as autorizações necessárias, incluindo a do Corpo de Bombeiros.
Construção em área de proteção e recuperação aos mananciais
Segundo informações da Prefeitura de Itapecerica da Serra, o galpão está em uma área de proteção e recuperação de mananciais e que, por isso, é necessário um licenciamento da Cetesb (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) antes da autorização municipal. No entanto, o projeto aprovado pela estatal acabou “irregularmente alterado” pelo proprietário.
Saliba Jr. pontua que construir nessas áreas é bem mais delicado e complexo que em outras, sendo necessário a solicitação de alvará e autorização junto à CETESB, fundamentada em documentos e estudos técnicos específicos.
“No entanto, se seguidos corretamente os parâmetros técnicos de projeto e execução da obra, entendemos não existir influência do local da construção quanto a desabamento”, aponta Saliba Jr.
Manutenções
Para evitar acidentes deste porte, Saliba Jr. recomenda realizar a Inspeção Predial periódica na edificação, a fim de orientar quanto as manutenções que devem ser realizadas e em qual período.
Entrevistado
Clémenceau Chiabi Saliba Jr. é presidente do Conselho do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) Nacional
Contato
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Escolhendo revestimento de argamassa de cimento em tubos de ferro dúctil
O revestimento interno dos tubos de ferro fundido tem como função assegurar excelentes condições de escoamento hidráulico, conservadas ao longo do tempo, reduzindo o atrito contra a superfície interna do material (gerando menores perdas de carga), adicionalmente proteção eficaz da parede metálica do tubo, evitando todo o risco de ataque do fluido à parede interna.
“No caso de aplicação em água bruta ou tratada, possui ainda a função de manter a qualidade da água transportada, devido a inocuidade do revestimento utilizado; quando para aplicação em esgotos, teremos diferentes revestimentos, não apenas cimentícios, de acordo com as características do fluido, de modo a garantir a adequada aplicação do ferro fundido às mais diferentes aplicações”, explica a Nathália Duarte, gerente de Qualidade e Desenvolvimento da Saint-Gobain Canalização.
Tipos de cimento podem ser usados em tubos de ferro fundido dúctil
Para os tubos de ferro fundido dúctil, são empregados os cimentos alto-forno para água bruta ou tratada e cimento aluminoso para esgotos. “Cabe considerar que de acordo com o fluido transportado, há opção de aplicação de revestimentos especiais”, afirma Nathália.
O revestimento interno de cimento é aplicado por centrifugação. De acordo com Nathália, neste processo, o cimento é aplicado no tubo, que gira em grande velocidade (tendo diferentes rotações e tempos por diâmetro), de forma a assegurar uma boa qualidade, espessura adequada, aderência e boa resistência mecânica.
A partir daí, a argamassa de cimento é curada, considerando os tempos e características necessários por tipo de cimento, antes de sua pintura e acabamento para expedição.
“O processo da centrifugação possui a vantagem de produzir uma superfície interna lisa, tendo as seguintes propriedades: forte compactação e pouca porosidade da argamassa; pouca rugosidade e boa aderência do cimento à parede metálica”, justifica Nathália.
Normas para revestimentos de argamassa de cimento em tubos de ferro fundido dúctil
De acordo com Nathália, as normas que regem o material e suas aplicações são:
- NBR 7675:2005: esta norma aborda os requisitos, exames e métodos de ensaio aplicáveis para fabricação, recebimento e aplicação de tubos, conexões e acessórios de ferro fundido dúctil e suas juntas para a construção de canalizações.
- NBR 15420:2022: especifica os requisitos, exames visual, dimensional e ensaios para fabricação e recebimento de tubos, conexões e acessórios de ferro dúctil e suas juntas destinados ao uso em sistemas de esgotamento sanitário: operados com ou sem pressurização; instalados em trechos aéreos ou enterrados; para transporte de águas de superfície (não destinadas ao tratamento para consumo humano), esgotos domésticos e alguns tipos de efluentes industriais em regime de fluxo livre e contínuo.
- ABNT NBR 8682:1993: estabelece as condições para aceitação do revestimento de argamassa de cimento em tubos de ferro fundido dúctil, fabricados conforme a NBR 7663.
Entrevistada
Nathália Duarte, gerente de Qualidade e Desenvolvimento da Saint-Gobain Canalização
Contato
Assessoria de imprensa Saint-Gobain: JMachado@webershandwick.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP











