México construirá um museu debaixo d'água para proteger os recifes de coral

O México anunciou que planeja construir o maior museu subaquático do mundo

Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

México construirá um museu debaixo d'água para proteger os recifes de coral
México construirá um museu debaixo d'água para proteger os recifes de coral

O México anunciou que planeja construir o maior museu subaquático do mundo, com cerca de 400 peças feitas de concreto submersas no Mar do Caribe, perto de Cancun. O objetivo é proteger os recifes de coral.

O Museu de Esculturas Subaquático ficará no Parque Nacional Costa Ocidental. A área recebe cerca de 290 mil turistas por ano, que trazem muita riqueza econômica mas também ameaçam os recursos naturais da região. A ideia é reduzir o número de turistas nos recifes.

O concreto que será usado tem PH neutro, o que permite o nascimento de algas e a proliferação de invertebrados.

Jaime Gonzalez Cano, diretor do parque nacional, está confiante que os recifes de coral poderão se recuperar: "Com esse museu, poderemos garantir uma melhor distribuição dos turistas e um pouco de descanço para os recifes. Será como uma restauração, pois se os recifes ficarem mais saudáveis, eles conseguirão resistir aos furacões."

As 4 primeiras esculturas serão colocadas em novembro. A expectativa é que em 2010 o número suba para 250. As esculturas terão forma humana e uma base de 4 metros quadrados.

Jason de Caires Taylor será o responsável pelas esculturas, mas ele contará com a ajuda de outros artistas.

Fonte: UOL Viagem

Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content


Itambé e Concrebras apresentam curiosidades do concreto no 51º Congresso Brasileiro do Concreto

Conheça algumas particularidades do concreto no Brasil e no mundo

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé e Engª Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

CAREPACAREPA
Resíduo resultante da oxidação do aço em seu processo de produção.
Local da Produção: CHARQUEADAS/RS
Utilização: Substituição de parte da areia para a fabricação de piso intertravado (Paver)
Densidade: 2.451 kg/m3
Massa Específica: 5.410 kg/m3

CIMENTO PORTLAND CP III (NBR 5735)CIMENTO PORTLAND CP III (NBR 5735)
Cimento Portland obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland com escória granulada de alto-forno.
Local da Produção: EM TODO BRASIL, EXCETO NA REGIÃO SUL.
Utilização: Concreto e argamassa em geral.
Com adição de escória de alto-forno, resultante do tratamento de minério de ferro em siderúrgicas, tem teores compreendidos entre 35% e 70% da massa total. Oferece ótima proteção em ambientes agressivos e na mitigação das reações álcali-agregado.
Densidade: 1.120 kg/m3
Massa Específica: 3.030 kg/m3

CIMENTO PORTLAND CP IV (NBR 5736)CIMENTO PORTLAND CP IV (NBR 5736)
Cimento Portland obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland com materiais pozolânicos.
Local da Produção: REGIÃO SUL DO BRASIL
Utilização: Concreto e argamassa em geral.
Com adição de cinza pozolânica, resultante da queima de carvão em usinas termoelétricas, tem teores compreendidos entre 15% e 50% da massa total. Oferece ótima proteção em ambientes agressivos e na mitigação das reações álcali-agregado.
Densidade: 1.400 kg/m3
Massa Específica: 2.820 kg/m3

MICA XISTOMICA XISTO
Mineral de silicato de potássio hidratado que é britado e com boa resistência para uso no concreto.
Local da Produção: GOIÂNIA/GO
Utilização: Como material componente do concreto, agregado graúdo e miúdo.

PÓ DE CONCHAS DE MARISCO E OSTRAPÓ DE CONCHAS DE MARISCO E OSTRA
Pó resultante da moagem de conchas de moluscos lavados e secos.
Local da Produção: BIGUAÇU/SC
Utilização: Substituição de parte da areia para a fabricação de blocos e pisos intertravados (Paver)
Densidade: 1.390 kg/m3

SEIXO BRITADOSEIXO BRITADO
Material obtido pela britagem de seixo de rio.
Local da Produção: JOINVILLE/SC
Utilização: Em concreto de forma geral, inclusive com altas resistências.
Densidade: 1.300 kg/m3
Massa Específica: 2.600 kg/m3

AGREGADO LEVE DE CINZA POZOLÂNICAAGREGADO LEVE DE CINZA POZOLÂNICA
Reino Unido (Inglaterra)
A matéria prima deste agregado é a cinza pozolânica, resíduo das termoelétricas. O material é produzido por meio de peletização. São colocados água e cinza na “panela de peletização”, especialmente projetada para este processo e são formados péletes redondos (grãos). Estes são aquecidos numa fôrma sintética à temperatura entre 1000ºC e 1250ºC. O resultado é um material granular duro com estrutura interna alveolar, o que o torna um agregado leve. Os péletes são processados para adquirir a classificação requerida de acordo com a utilização final. Este agregado leve possui aproximadamente metade do peso de um agregado natural e quando aplicado no concreto, pode reduzir mais de 25% do peso morto enquanto mantém a performance estrutural requerida. Permite a fabricação de longas vigas em balanço ou peças com seções menores.

CASAS TEMPORÁRIAS EM FIBROCIMENTOCASAS TEMPORÁRIAS EM FIBROCIMENTO
África do Sul
Em 15 de janeiro de 2005, um incêndio se espalhou rapidamente na comunidade de Joe Slovo na Cidade do Cabo e deixou cerca de 3.800 pessoas desabrigadas. As famílias foram relocadas para o Delft TRA – Área de Relocalização Temporária, onde casas de diferentes materiais foram construídas. O principal material utilizado foi uma placa de fibrocimento (sem amianto) e cerca de 60 unidades foram entregues por dia. Uma pesquisa foi realizada com 41 moradores relocados e 54% se mostraram satisfeitos com as novas casas. Nos depoimentos, relataram que proporcionam melhor proteção contra intempéries, incêndios e melhores construídas se comparadas com as casas antigas. A insatisfação é em função do baixo isolamento térmico principalmente no inverno. Estas novas habitações respeitam uma organização que limita a distância de 2 metros entre uma construção e outra.

CONCRETAGEM EM LOCAL QUENTECONCRETAGEM EM LOCAL QUENTE
Qatar
O projeto de ampliação de porto de Ras Laffan contemplou a construção de 21 km de quebra-mar com aproximadamente 18 milhões de toneladas de rochas e 2.5 milhões de metros cúbicos de concreto. Uma particularidade de trabalhar no Golfo, são as condições climáticas com altas teperaturas e grandes variações durante o dia. Isto exigiu medidas preventivas para a concretagem como a limitação da influência do calor sobre a resistência. Foi estabelecido que o diferencial de temperatura da massa do concreto não poderia ser maior que 25ºC no momento da concretagem. Para atender esta exigência, foram criados sistemas de refrigeração para o agregado graúdo, água e cimento (resistente a sulfatos - moderado). O cimento foi resfriado através da utilização do gás nitrogênio, a brita com água gelada e ao invés de substituir a água de amassamento por flocos de gelo, foi optado usar água gelada.

CONSTRUÇÃO DE ESCOLA EM CONCRETO COM BAMBUCONSTRUÇÃO DE ESCOLA EM CONCRETO COM BAMBU
Ghana
De acordo com estudos do Inbar – International Network for Bamboo and Rattan, é estimado que ao redor do mundo, mais de 1 bilhão de pessoas vivem em casas de bambu. Estas construções são baratas, fáceis de aplicar e, se receberem tratamento adequado são duráveis. Para a construção da escola, o bambu foi empregado primeiramente como pilarete. Parte dele foi preenchido com concreto e fixado no piso com o auxílio de barras de aço previamente instalados. Depois, foi utilizado como “armadura” em toda as paredes para dar sustentabilidade. Uma tela hexagonal galvanizada foi colocada na parte externa das paredes para evitar a retração da argamassa. Após chapar a parede dos dois lados, o desempeno e acabamento foram realizados de forma convencional.

PAVIMENTO RÍGIDO RUGOSO PARA LOCAIS COM NEVEPAVIMENTO RÍGIDO RUGOSO PARA LOCAIS COM NEVE
Bélgica
Trata-se de um procedimento para tornar o concreto do pavimento rígido mais áspero ou rugoso. A idéia é evitar derrapagens de veículos por ocasião de nevascas que ocorrem em boa parte do ano. O projeto e a execução do pavimento são feitos de forma convencional, bem como o tipo de concreto utilizado neste tipo de obra e a forma de aplicação com máquina pavimentadora. A primeira diferença ocorre já na fase de acabamento com a aplicação de um aditivo retardador de pega na superfície lisa do concreto. O objetivo é retardar o endurecimento apenas superficial. A aplicação em seguida de filme plástico para a cura do concreto também é feita normalmente. No dia seguinte, ainda com o concreto com pouca resistência devido à ação do retardador, um equipamento de texturização remove a camada superficial, criando uma superfície áspera e antiderrapante.
Este processo também é utilizado na Áustria mas com o objetivo de reduzir o ruído causado pelo atrito entre pneu e pavimento.

REINSTALAÇÃO DO PAVERREINSTALAÇÃO DO PAVER
Holanda
Woonerfs ou woonerven é uma rua ou grupo de ruas onde pedestres e ciclistas possuem preferência legal ao invés dos carros. Muitas destas ruas na Holanda são de paver e algumas estão localizadas abaixo do nível do mar. Consequentemente, o subleito assenta e cria a necessidade de elevar a base entre 15 a 30 centímetros no período de 5 a 10 anos. O processo consiste na remoção dos pavers, adição de uma nova camada de areia e reinstalação dos mesmos pavers.


Dicas para agregar valor a produtos e serviços

Nem sempre o preço é o vilão das vendas

Quando as vendas estão baixas, geralmente o preço é considerado o vilão da história. Mas até que ponto isso se justifica?

Fabiano Simões Coelho
Fabiano Simões Coelho

Fabiano Simões Coelho, consultor de empresas e coordenador dos cursos de MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria da Fundação Getulio Vargas (FGV), se diz preocupado com os gestores que acusam a variável preço pelos insucessos de venda. Segundo ele, é comum escutar coisas como: “meu cliente só olha preço”, “meu produto é commodity” ou “para vender mais tenho que baixar meu preço”.

Mas será que o problema está realmente no preço? Será que a falta de um valor agregado ou percebido não está sendo determinante no resultado das suas vendas?

Definição de preço e valor

Preço é uma expressão monetária, o montante financeiro cobrado por determinado bem, um cálculo numérico dos custos envolvidos e também do lucro pretendido.

Valor é um conceito subjetivo, que envolve um conjunto de atributos inseridos e identificados naquele bem.

Mesmo se tratando de conceitos distintos, na hora de vender um produto ou serviço os dois caminham juntos e, portanto, ambos devem ser considerados nas estratégias de venda.

Para Fabiano Coelho, quando o cliente realiza uma compra, ele analisa os custos/benefícios do produto ou serviço, sejam eles monetários ou não. “A compra só será realizada se, depois desta análise, o cliente achar que ‘vale a pena’” diz.

Roberto Assef
Roberto Assef

Roberto Assef, diretor da Lucre Cursos e Treinamentos em Lucratividade, professor de pós-graduação e autor diversos livros sobre o tema, ressalva que este conjunto de atributos pode ou não ser percebido pelo comprador, que irá compará-lo aos preços praticados.

Guerras de preços podem ser desnecessárias quando se oferece valor

Para manter-se em destaque mesmo diante de uma competição mais acirrada por espaço no mercado, investir nos valores é a melhor saída. Roberto Assef destaca que “investir em valor é fundamental, sempre que o mercado alvo seja sensível a outros atributos diferentes do preço”.

Para Fabiano Coelho “as empresas que não possuem diferencial devem ter volume imenso, para compensar a baixa margem de lucro. Qualquer erro no cálculo do preço ou redução de preços por parte do seu concorrente faz com que a empresa deixe de vender. Por outro lado, quando sua empresa agrega valor passa a não correr o risco de entrar em guerras de preços e criará um laço muito importante com seu cliente. Quanto maior este laço emocional, menos seu cliente estará sujeito a sucumbir a promoções feitas pelos seus concorrentes”.

Existem técnicas de pesquisa de preços que indicam quanto o consumidor está disposto a pagar por determinado bem. Segundo Roberto Assef, a técnica mais utilizada é a da Análise Conjunta, que permite identificar o peso de cada atributo na decisão de compra, bem como os possíveis volumes de vendas, de acordo com os preços praticados.

Confira dicas dos consultores de como agregar ou alterar a percepção de valor de produtos e serviços

* Identifique o grau de utilidade que os consumidores atribuem aos níveis de cada atributo do seu produto ou serviço.
* Conheça os atributos que são importantes para influenciar a decisão de compra. “Não perca tempo e investimentos agregando coisas que o seu cliente não percebe. É desperdício”, ressalta Fabiano Coelho.
* Preocupe-se com os fatores racionais: maior qualidade, melhor atendimento, menor tempo ou burocracia de venda, etc.
* Tente captar o valor emocional – faça com que no subconsciente as pessoas desejem mais a sua marca.
* Preste atenção aos detalhes e observe constantemente os procedimentos de compra.- uma simples observação às vezes pode dizer inúmeras coisas. Mas não fique em sua sala. Vá a campo. Converse com os clientes.
* Venda soluções - tente entender o que o cliente realmente deseja. Pare de vender produtos para ingressar em algo maior: vender as soluções que o cliente necessita.
* Seu produto tem qualidades únicas? Procure uma maneira de evidenciar isso aos seus clientes.
* Fique atento às oportunidades. Um mesmo cliente pode ter análises diferentes de valor de acordo com as circunstâncias.

Entrevistados:
Roberto Assef é Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É diretor da Lucre Cursos e Treinamentos em Lucratividade. Autor dos livros “Gerência de Preços”, “Guia Prático de Formação de Preços” e “Guia Prático de Administração Financeira”, além de ter desenvolvido o software “Preço Certo”. É professor dos cursos de Pós-Graduação na Fundação Getúlio Vargas, Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e COPPEAD - UFRJ, além de proferir palestras em entidades patronais e Universidades.

Fabiano Simões Coelho é coordenador dos cursos de MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, é consultor de empresas, palestrante do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ) e autor do livro Formação Estratégica de Precificação da Editora Atlas. Site do livro: www.precificacao.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882


Crédito imobiliário terá recursos abundantes

Especialista avalia que, com ou sem tributação da poupança, não faltará dinheiro para o financiamento habitacional

Miguel de Oliveira: dinheiro privado vai começar a competir com o público para financiar habitações no Brasil
Miguel de Oliveira: dinheiro privado vai começar a competir com o público para financiar habitações no Brasil

O governo estuda encaminhar ao Congresso um projeto que vai submeter a caderneta de poupança – cuja quase totalidade dos recursos são destinados ao financiamento habitacional – à taxação do Imposto de Renda.

O que isso vai afetar o crédito imobiliário?
Segundo o presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, independentemente da tributação ou não, o financiamento habitacional no Brasil só tende a crescer. Sua opinião se baseia no cenário econômico do país, que com juros baixos e previsão de grande crescimento em 2010, tornará abundante os recursos para o financiamento habitacional. Confira a entrevista:

A incidência de Imposto de Renda sobre uma parcela dos depósitos da poupança pode reduzir os recursos destinados ao financiamento imobiliário?
Não acredito nisso, pelo seguinte: a questão da poupança não está definida como será tributada. O governo pretendia iniciar o desconto do Imposto de Renda no ano que vem, mas há uma resistência no Congresso. Porém, o mais importante, no que concerne ao crédito habitacional, não será alterado. Independentemente da tributação, 65% do que é captado com cadernetas de poupança precisa ser destinado à habitação. Então a poupança continuará sendo uma fonte de recursos para o financiamento imobiliário. E não podemos esquecer que estamos num ambiente de crescimento. Isso quer dizer que as pessoas vão ter mais recursos para guardar, e tendo recursos para guardar vão guardar na poupança. Significa que os recursos da poupança vão crescer e vamos ter ainda mais dinheiro para financiar a habitação.

Se o governo lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida, por que taxar a poupança, haja vista que se ela se tornasse mais atraente, e captasse mais recursos, haveria mais dinheiro para erguer habitações?
A questão não é tão simples assim, pois se o governo não mexer ela corre o risco de se tornar mais atrativa dos que os fundos, fazendo com os recursos aplicados na renda fixa migrem para as cadernetas. O governo tem medo disto, pois ao mesmo tempo em que haveria mais dinheiro para a habitação, em contrapartida o governo teria dificuldades para financiar a dívida pública. Então, não é uma coisa simples de resolver. É preciso mexer, mas encontrar um meio termo. A poupança precisa ser pouco estimulante para os grandes investidores e, ao mesmo tempo, continuar interessante para os pequenos investidores. É preciso uma equação de equilíbrio. É preciso uma equação de equilíbrio.

Do montante de recursos destinados à habitação, o dinheiro aplicado em caderneta de poupança representa quanto do bolo?
Hoje os bancos são obrigados a destinar 65% do que eles captam na poupança para o financiamento habitacional. De cada 100 reais, 65 reais têm que ser aplicados na habitação.

Esse modelo de financiamento habitacional já não precisaria de uma revisão ou ele ainda é eficiente?
É eficiente. A tendência com a economia melhor, com juros muito mais baixos, é que ele não se torne o único meio de financiamento habitacional. Hoje, quais são os recursos que financiam a habitação? Tem a poupança e o FGTS, que bancam a maioria, mas os bancos estão começando a colocar recursos próprios neste negócio. Por que não faziam isso antes? Porque agora, com o crescimento econômico e os juros mais baixos, a tendência é que os bancos invistam nos empréstimos para a economia real. O Santander, por exemplo, está abrindo o capital dele na Bolsa de Valores e prevê retorno de 15 bilhões de reais. Grande parte destes recursos que ele captar vai ser destinada para financiar habitação. Então, o que precisa agora, é que além dos recursos de poupanças, que além dos recursos de FGTS, surjam também os recursos dos bancos privados.

Outros países seguem modelo semelhante ao do Brasil. Na média, como funciona o financiamento habitacional lá fora?
Lá não existem regras como no Brasil, que obrigam os bancos a emprestar dinheiro para financiar habitação. Eles emprestam se é interessante para eles. Então, os bancos têm liberdade para emprestar. Só que lá eles são estimulados a emprestar. Por isso que o volume de crédito chega a 60% do PIB em alguns países e até 100% do PIB em outros. Aqui no Brasil, não passamos dos 3%.

Como as construtoras receberam essa notícia de taxação da poupança?
A princípio ficaram preocupadas, temendo que faltassem recursos para financiar habitação. Mas elas estão cientes de que existem outras formas de financiamento habitacional. As próprias construtoras estão abrindo capital para financiar diretamente imóveis na planta. E recursos para isso elas têm. As empresas que mais captaram dinheiro na bolsa de valores este ano foram exatamente as empresas de construção civil. Então, o temor inicial se dissipou. Elas estão convencidas de que a abertura de capital na bolsa de valores, a melhora do cenário econômico e a entrada dos bancos privados vão manter um cenário de recursos fartos.

O Brasil hoje tem um volume grande de trabalhadores que atuam na informalidade. Como os programas de financiamentos habitacionais poderiam se adaptar a esse setor da população?
O cenário de crescimento econômico tende a reduzir a informalidade. Mas enquanto ela não acaba, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida tem mecanismos que procuram atender essa parcela da população, através de financiamentos para a baixa renda.

O financiamento de veículos hoje é muito mais ágil e, pela concorrência, até mais barato do que o imobiliário. Por que o financiamento imobiliário não poderia ser igual ao de veículos: mais ágil?
Isto é um processo. Não podemos esquecer que as taxas de financiamento habitacional estão a 18% ao ano e o financiamento de veículos acima de 50% ao ano. Então, o banco tem um retorno maior, que permite correr um pouco mais de risco. Outra coisa é que o financiamento habitacional necessita de prazos longos. Já o financiamento de veículos envolve 80 meses, no máximo. Como disse, é um processo. Hoje os bancos já estão mais flexíveis para financiar imóveis do que a alguns meses atrás. Acredito que daqui para frente teremos cada vez mais oportunidades de financiar imóveis, tanto quanto veículos.

Com o Minha casa, Minha vida, o Brasil conseguirá sanear seu déficit habitacional?
Vai melhorar. Nós temos uma carência muito grande e todas estas medidas melhoram a situação e vão reduzindo o déficit. Mas é fato que não vai ser isso que vai acabar com todas as deficiências do sistema habitacional.

Entrevistado: Miguel de Oliveira, presidente ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): miguel@anefac.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content


Emprego na construção civil aumenta em seis regiões metropolitanas, diz Dieese

Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Distrito Federal apresentam números melhores do que os do 2.º semestre de 2008

A ocupação na construção civil cresceu 2,1% no primeiro semestre de 2009, em comparação ao último semestre de 2008, em seis regiões metropolitanas: Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Distrito Federal. O dado consta do Boletim Trabalho e Construção, feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o boletim, o setor incorporou 21 mil pessoas no período, passando a contabilizar 1.023 trabalhadores. A maioria das regiões teve aumento do número de postos de trabalho, com destaque para Recife (14,1%). Apresentaram recuos Belo Horizonte (-4,0%) e Porto Alegre (-3,1%).

A pesquisa indica que o número de trabalhadores assalariados aumentou na maioria das regiões que compõem o Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), com variações entre 16,7%, em Recife e 5,8%, em Belo Horizonte.

As retrações nas vagas ocupadas por trabalhadores com carteira assinada, no setor, ocorreram em São Paulo (-1,2%) e Porto Alegre (10,9%), por conta da diminuição das contratações. Os rendimentos cresceram 8% em Recife, 0,8% em Salvador e 0,5% no Distrito Federal. Em Belo Horizonte, os ganhos ficaram praticamente estáveis (0,1%) e recuaram em São Paulo (-8,5%) e Porto Alegre (-1,7%).

De acordo com o boletim, quando comparados ao primeiro semestre de 2008, o total de ocupados nos primeiros seis meses de 2009 aumentou 11,3%, com recuperação moderada em Porto Alegre (4,4%) e Belo Horizonte (5,6%).

A elevação foi mais expressiva no Distrito Federal (18,8%), em Recife (14,1%), São Paulo (13,3%) e Salvador (12%). As remunerações pagas no primeiro semestre de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008, apresentaram retração em São Paulo (-10,4%) e crescimento em Belo Horizonte (19,7%).

Fonte: Agência Brasil

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Vendas de materiais de construção crescem pelo quarto mês seguido

Segundo o mais recente levantamento, faturamento no mercado interno registrado pela Abramat cresceu 1,28% em agosto

Pelo quarto mês consecutivo, de acordo com o Índice de Vendas elaborado pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), houve crescimento no faturamento no mercado interno: 1,28% em agosto comparado a julho. O quadro de melhora constante desde maio de 2009 se deve em parte às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como a ampliação da validade do IPI reduzido para materiais, e o início da implantação do programa Minha Casa, Minha Vida. O resultado acumulado nos últimos 12 meses, com a influência da crise financeira internacional, representa queda de 7,74%.

Para o presidente da Abramat, Melvyn Fox, o crescimento nos últimos meses é um sinal da recuperação do setor, duramente afetado pela crise. “O ano passado foi atípico: vínhamos crescendo fortemente, mas a freada a partir do último trimestre, nos levou de volta aos patamares de 2007”, explica Fox. “Apesar disso, nos últimos quatro anos o setor tem crescido, e agora é possível planejar melhor e manter essa ascensão de maneira sustentada.”

Em vista dos resultados obtidos até o momento, a previsão de fechamento para 2009 foi revisada para baixo, com expectativa de resultado 5% inferior a 2008. Ainda assim, esta nova previsão representa um crescimento real de 8% em relação a 2007, refletindo uma evolução mais realista do setor no ambiente pós-crise.

As perspectivas da associação são confirmadas pela confiança das indústrias de materiais. De acordo com o Termômetro Abramat, sondagem realizada entre as associadas, 75% dos empresários estão otimistas com o desempenho da Construção Civil a partir de outubro. Até agosto, 6% estavam pessimistas, e esse número caiu para zero.

Fonte: Abramat

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Programa PIPA é modelo de responsabilidade social

Itambé leva qualidade de vida ao entorno de sua fábrica e mineradora, investindo em educação e saúde

Escola Irmã Rosalina - Dia das Crianças
Escola Irmã Rosalina - Dia das Crianças

As empresas descobriram que uma das formas de se tornarem competitivas está associada a fazer o bem. Só que esse bem deve ultrapassar o conceito antigo de filantropia. Hoje, o que prevalece é a responsabilidade social das corporações, cujo conceito é o comprometimento permanente com o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de seus empregados, de suas famílias, da comunidade local e da sociedade onde está inserida.

Dentro desta filosofia, a Cimento Itambé desenvolve desde 2001 o PIPA (Programa Itambé de Participação Social). O projeto prioriza a educação e a saúde nas comunidades de Balsa Nova, onde se localiza a fábrica da empresa, e Campo Largo, onde está a mineradora. “Nosso programa se sustenta em três vértices: valorização do potencial humano, respeito ao meio ambiente e contribuição com as comunidades”, explica Rosemeri Ribeiro, coordenadora de comunicação corporativa e responsabilidade social da Itambé.

Em Balsa Nova, a comunidade diretamente beneficiada é a que vive no Jardim Serrinha. Em Campo Largo, o programa atinge os moradores de Itambezinho. São mais de três mil pessoas que já ganharam postos de saúde e reformas nas escolas através de investimentos diretos da Itambé. “Nós não repassamos verba. Desenvolvemos nossos próprios projetos e aplicamos nossa expertise, que é construir. Fazemos o diagnóstico social, ouvindo as associações de moradores e o poder público, mas o programa é 100% capitaneado pela Itambé”, revela Rosemeri.

O PIPA conta com a participação efetiva de outros departamentos da Itambé, como a área de Novos Projetos, que viabiliza a mão de obra para as construções. Além disso, as localidades beneficiadas diretamente têm relação com as famílias dos funcionários e dos terceirizados da empresa. O objetivo do programa é ser um agente transformador do entorno da fábrica e da mineradora da Itambé. “É aquela história de que boas cercas fazem bons vizinhos”, assegura a coordenadora do programa.

Com a melhoria de infraestrutura, sobretudo nas escolas do Jardim Serrinha e de Itambezinho, a Itambé vem detectando um impulso na qualidade dos alunos. Os estabelecimentos de ensino, que antes atendiam apenas até o ensino fundamental, agora já têm espaço e infraestrutura para o ensino médio. As escolas também passaram a conceder cursos de alfabetização. “Isso vai se refletir na qualidade dos funcionários da Itambé no futuro. Já que muitos dos estudantes de hoje poderão se tornar funcionários da empresa no futuro”, avalia Rosemeri.

Visita da escola XV de Novembro na AFISC
Visita da escola XV de Novembro

Ganhador de uma série de prêmios ao longo destes oito anos, o PIPA não é o único projeto de responsabilidade da Itambé. A empresa realiza ações também com seus stakeholders – acionistas, funcionários e clientes -, promovendo cursos de capacitação e investindo constantemente em seu quadro corporativo. São empreendimentos que reforçam a imagem e o código de ética da empresa. “O principal legado disso tudo é a transparência. A Itambé busca o lucro, como todas as empresas o fazem, mas busca também transformar a vida das pessoas. Esse é o verdadeiro conceito de responsabilidade social”, finaliza Rosemeri Ribeiro.

Artigo complementar

Projetos sociais e empresas

Evelyne Leandro*

A sociedade, ao refletir sobre a parcela de responsabilidade social cabível às empresas, tem alcançado grandes conquistas. A principal delas é que as empresas começam a reconhecer que são responsáveis pelo que fazem ao ambiente em que estão inseridas e partem do princípio básico de que o que tiram devem devolver.

A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) pode ser efetuada através de pequenos projetos sociais internos ou externos à empresa. Os internos atendem aqueles que se relacionam diretamente com a empresa, os chamados stakeholders, como: funcionários, acionistas, clientes, fornecedores, comunidade etc. Ações simples, como o estabelecimento do código de ética, podem auxiliar a iniciar o processo de integração da responsabilidade social aos valores da empresa.

A RSE não se restringe a execução de projetos sociais apenas, é uma nova forma de administrar e produzir recursos de forma sustentável. Isso quer dizer que a RSE vai do microambiente (as instalações da empresa e seus stakeholders) até o macroambiente (a cidade, o estado ou o país a que pertence).

São consideradas ações externas os projetos sociais executados por intermédio de outra organização, a exemplo do financiamento de projetos de ONG’s (Organizações Não Governamentais). A marca da empresa aparece como patrocinadora do projeto, estando presente nas ações de comunicação e divulgação do projeto, fortalecendo sua imagem como empresa socialmente responsável.

Esses projetos sociais podem ser considerados como parte do conjunto de realizações da empresa, com parceria ou não de outras empresas apoiadoras. Mais que isso, devem se tornar um hábito, parte da cultura empresarial, como requisito para uma gestão responsável e contributiva.

* Consultora especialista em Terceiro Setor e responsabilidade Social
Email: evelyne.leandro@gmail.com

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Minha Casa, Minha Vida desonera burocracia

Programa habitacional alterou as regras de registros de imóveis para os mutuários e para os empreendedores

A lei 11.977, que criou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, também alterou as regras de registros de imóveis para os mutuários e de custos cartoriais para os empreendedores. A medida desonera o peso da burocracia sobre as moradias, tanto para quem compra quanto para quem constrói.

Veja quanto sairá o registro de imóveis para os mutuários com o pacote habitacional:

- Renda de zero a três salários mínimos: registro gratuito.
- Renda de três a seis salários mínimos: redução de 90%
- Renda de seis a dez salários mínimos: redução de 80%.

Já o construtor terá redução de 90% nos custos cartoriais quando o imóvel custar até R$ 60 mil; de 80%, quando o imóvel custar até R$ 80 mil, e de 75%, para imóveis até R$ 130 mil.

Com a lei do Minha Casa, Minha Vida em operação, programa deve deslanchar em 2010
Com a lei do Minha Casa, Minha Vida em operação, programa deve deslanchar em 2010

O Minha Casa, Minha Vida ainda prevê redução dos custos de incorporação das construtoras. As matrículas abertas a partir do registro da incorporação não resultarão em novos encargos para o empreendedor. Além disso, emolumentos serão cobrados como se fossem uma única matrícula.

Haverá ainda redução do prazo para registro da incorporação nos cartórios. Hoje o limite é de 30 dias para obter o número e o registro definitivos da incorporação. A partir do programa, em 15 dias o cartório fica obrigado a conceder o número do registro que permite o início do empreendimento e terá mais 15 dias para a emissão do registro definitivo. O descumprimento de qualquer uma destas novas medidas, por parte dos cartórios, acarretará em multa de R$ 100 mil.

Apesar do risco de sanções, a Associação dos Notários e Registradores (Anoreg) vê que as novas regras impostas pelo Minha Casa, Minha Vida terão um impacto administrável para os cartórios. “O programa só pode ser aplicado uma única vez para cada pessoa física e uma única vez para cada imóvel. Com isso, acreditamos que o benefício social do programa compensa eventuais perdas dos cartórios”, avalia Luiz Gustavo Leão Ribeiro, vice-presidente de registro de imóveis da Anoreg.

A associação espera que o pacote habitacional reverta uma realidade brasileira, causada pelo peso da burocracia. No país, calcula-se, cerca de 50% dos imóveis têm algum tipo de irregularidade na documentação. As mais comuns seriam ausência de projeto aprovado, falta de Habite-se, inexistência de recolhimento do INSS ou não pagamento de ITBI (Imposto de Transmissão de Imóveis Inter Vivos).

Por isso, a Anoreg alerta para os detalhes a serem observados no momento da compra de um imóvel, como certidões, matrículas, extratos, recolhimentos de impostos, alvará de construção e Habite-se. “Dessa forma, o comprador não será surpreendido por situações desagradáveis, que podem ter sérias consequências”, alerta Luiz Gustavo Leão Ribeiro.

Impasse resolvido

Assim que foi promulgada, em julho deste ano, os cartórios passaram a dar outra interpretação para a lei 11.977. Entendiam que a isenção de despesas cartoriais recaía apenas sobre o registro de empreendimentos coletivos. Isso obrigou o governo federal a publicar um decreto regulamentando a questão. Assim, o Decreto n.º 6.962, publicado no dia 18 de setembro no Diário Oficial da União, define que a isenção e/ou redução de despesas cartoriais vale para imóveis novos construídos isoladamente.

Para o ministério das Cidades, essa regulamentação era o que faltava para o programa deslanchar. A aposta é que no ano que vem seja possível construir 250 mil moradias de baixa renda, já que o governo reservou R$ 10 bilhões no projeto do Orçamento Geral da União para o Minha Casa, Minha Vida. Segundo declaração do ministro Márcio Fortes, via assessoria de imprensa, todas as medidas já foram tomadas. “Esse conjunto de ações tornará possível o sonho da casa própria, facilitando a compra e as ações da empresas. Agora é construir”, disse.

 

Texto complementar
Como fazer:
Para obtenção da isenção ou da redução de custas e emolumentos cartoriais previstas no art. 43 da Lei n.º 11.977, de 2009, o interessado deverá apresentar ao cartório os seguintes documentos:
I - declaração firmada pelo beneficiário, sob as penas da lei, atestando que o imóvel objeto do registro ou averbação requerido é o primeiro imóvel residencial por ele adquirido;
II - declaração do vendedor, sob as penas da lei, atestando que o imóvel nunca foi habitado;
III - declaração firmada pelo agente financeiro responsável atestando o enquadramento da operação às condições estabelecidas para o Programa Minha Casa, Minha Vida.
IV - Essas exigências poderão ser supridas mediante a inclusão de cláusulas específicas no instrumento contratual levado a registro ou averbação.

Entrevistado: Luiz Gustavo Leão Ribeiro, vice-presidente de Registro de Imóveis da Anoreg: gustavoleao@globo.com

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content


Fenômenos climáticos exigem cuidados na construção

Será que as edificações do nosso país estão preparadas para suportar os fenômenos atmosféricos como os que estão acontecendo?

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Fenômenos climáticos exigem cuidados na construção
Fenômenos climáticos exigem cuidados na construção

Em março de 2004, a população de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul se depararam com um fato inédito no Brasil. O primeiro ciclone tropical do Atlântico Sul, com rajadas de ventos de até 180 km/h, o que o classificou na categoria 2 da escala Saffir-Simpson.

A escala indica o potencial de destruição de um furacão levando em conta a pressão mínima, o vento e a ressaca causada pela tormenta. Os fenômenos são classificados em categorias que variam de 1 a 5. Na primeira categoria os ventos variam de 118 km/h a 152 km/h e não causam danos a estruturas de construções, mas podem arrastar arbustos e árvores e também podem causar pequenas inundações em vias costeiras e pequenos danos em marinas. Já a categoria 5 causa danos catastróficos, com ventos superiores a 250 km/h.

Pesquisas indicam que os ciclones sobre o Atlântico serão cada vez mais frequentes, além disso, grandes inundações também se tornaram comuns no Brasil. De acordo com um estudo feito pelo norte-americano James Biles, da Universidade de Indiana, e pelo argentino Daniel Cobos, da Universidade Nacional de Cuyo, a América Latina é uma das áreas mais expostas a desastres naturais. Nos últimos 10 anos, eles resultaram na morte de 45 mil pessoas e causaram prejuízos de US$ 20 bilhões.

Em resposta aos fenômenos climáticos que têm acontecido, tais como ciclones, avalanches, terremotos e enchentes, engenheiros e arquitetos se perguntam: Como construir para resistir a estes efeitos? Quais os cuidados que devem ser adotados desde a concepção do projeto até a escolha do sistema construtivo?

Práticas para minimizar os efeitos de uma catástrofe:

- Jamais construa em áreas de risco tais como: margens de rios, áreas sujeitas a inundações e deslizamentos, sob encostas de morros, etc.

- Ao construir, consulte o código de obras do município. Um bom código de município aborda as áreas que representam riscos de construção e não irá liberar alvará para que se construa nestas áreas, minimizando assim o risco de morte causado por deslizamentos, por exemplo.

- A edificação deve estar de acordo com as normas técnicas construtivas.

- Em áreas sujeitas a vendavais, as telhas precisam ser fixadas ao telhado, porque caso se desprendam se convertem em verdadeiras armas, já que podem se deslocar a grande velocidade. Existem sistemas que resistem a ventos de até 200 km/h. A norma brasileira pede resistência de até 144 km/h.

- A estrutura do telhado deve ser reforçada, já que a massa de ar incidente contra a estrutura forma vácuo causando destelhamento e por isso a estrutura deve estar suficientemente presa, com o uso de travamento de vigas e estas por sua vez devem estar bem aderidas aos pilares das moradias. Portanto, estruturas de madeira simples não são as mais indicadas para estas regiões.

- As portas e janelas devem ser bem lacradas, para não permitir o aumento da pressão interna na moradia. Janelas pequenas e em maior número poderiam ser uma solução, pois assim se manteria a mesma área de janela e minimizaria os riscos de quebras e acidentes, já que são alvos de pedras. Outra opção seria usar janelas mais resistentes e com malhas de aço.

- Casas com estruturas de concreto armado são melhores que de madeira, pois resistem mais e melhor à queda de árvores ou impactos de objetos com pesos significativos.

- Existem projetos com design de que devido ao formato resistem melhor a fortes vendavais, por isso deve-se consultar um arquiteto antes de construir nestas áreas.

- Em áreas sujeitas a inundações, as casas devem ser projetadas mais altas (montadas sobre pilares) e as fundações por sua vez devem ser melhoradas.

- No caso de terremotos a maneira mais eficiente de reduzir os danos é melhorar a resistência das edificações, por meio de pilares e vigas mais resistentes, ou utilizando-se um sistema construtivo (alvenaria estrutural, por exemplo) capaz de absorver melhor as deformações.

- A estrutura da edificação deve ser constantemente inspecionada a fim de investigar pontos frágeis (corrosões, cupim ou podridão no madeiramento).

- Prever a correta manutenção da residência, o que inclui uma simples pintura da edificação que impermeabilizará melhor a parede prolongando a vida útil da edificação.

- Chame sempre um especialista da área ao menor sinal de problemas na edificação a fim de adotar corretas práticas para remediar ou recuperar a estrutura.

Mas não é somente o poder privado que deve adotar práticas para minimizar os efeitos de uma catástrofe, o poder público também pode e deve colaborar. Seguem alguns exemplos:

- Adotar maior rigor ao liberar alvará de projetos de moradias.

- Utilizar tubulações de água e esgoto mais resistentes, pois além de conferirem maior durabilidade ao sistema, representam menor risco de alagamentos e infecções por contaminação de água pública devido à danificação da rede, o que também pode causar propagações de doenças como leptospirose etc.

- Estudar a possibilidade de utilizar fios de alta tensão subterrâneos, pois atualmente são comumente elevados, podendo causar danos maiores caso caiam, além de representar risco às pessoas devido a choque elétrico.

Aprimorar a qualidade das construções pode ser uma boa maneira de se evitar novas tragédias, contudo, sabe-se que as características das moradias que resistem a estes efeitos climáticos não apenas contemplam alguns cuidados ou o uso de novas tecnologias, mas também o acréscimo de elementos que antes não se via como quartos especialmente desenvolvidos para armazenar fontes de energia, alimentos, kits de primeiro socorros e água.

Embora isto torne a construção mais cara, estas melhorias continuam sendo desenvolvidas e aplicadas devido ao clamor dos próprios compradores. Atualmente existe inclusive uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para que os países desenvolvam moradias que suportem fenômenos meteorológicos severos. E não obstante, o quarto informe do grupo intergovernamental de especialistas sobre a mudança climática, vinculado à ONU, alertou para o aumento de ciclones e furacões devido à elevação da temperatura no planeta, bem como para o fato de que o nível do mar poderá subir até um metro antes do final deste século.

De qualquer maneira, mesmo alterando as normas construtivas, edificações mais antigas continuarão existindo, pressupondo todos os riscos a elas envolvidos.

Assim nota-se que é praticamente impossível se proteger de desastres naturais o que nos remete à prevenção, por meio da conscientização da população para que se construa utilizando as melhores práticas e, além disso, aperfeiçoando sistemas de previsões do tempo e orientando a população exposta sobre como reagir em caso de perigo.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content


Construtech 2009 reunirá profissionais da indústria da construção

Habitação popular e programa Minha casa, Minha Vida são destaques no evento

Construtech

De 20 a 22 de outubro, será realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o Construtech 2009 – Encontro dos Profissionais da Indústria da Construção e Arquitetura.

O evento promovido pela PINI, principal editora brasileira especializada no construbusiness, alia um ciclo de palestras de especialistas e profissionais renomados com uma área de exposição de produtos, sistemas e tecnologias para a indústria da construção.

Para o diretor de redação da PINI, Eric Cozza, “o Construtech chega à terceira edição como referência em evento presencial para profissionais de engenharia civil, construção e arquitetura”. Neste ano são aguardados cerca de 2 mil profissionais de todo o país. Os participantes terão oportunidade de trocar ideias com grandes especialistas do mercado, que vão expor conceitos, métodos e dicas para enfrentar o dia-a-dia do setor.

A principal novidade do Construtech 2009 é o tema que será apresentado, tanto no ciclo de palestras quanto na área de exposição, que envolverá a questão da Habitação e o Plano “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. “O objetivo é apresentar alternativas técnicas, comerciais e econômicas para a construção de moradias populares em larga escala. Serão detalhadas metodologias, tecnologias e referências de projeto no Brasil e no Exterior” explica Eric Cozza.

Durante o evento haverá um ciclo de palestras técnicas e uma área de exposição para que as principais empresas do mercado da construção civil e arquitetura apresentem produtos, soluções construtivas, novidades tecnológicas e alternativas para habitação popular.

Confira a programação do Construtech 2009

20 de outubro

14h - Seminário – Tecnologia e Sistemas Construtivos para o Segmento Residencial – Diferenciais competitivos e fatores de sucesso para construtoras e incorporadoras
* Norma de Desempenho e as Novas Exigências para a Construção Civil em 2010 – Engenheiro Carlos Alberto de Moraes Borges – Presidente do Cobracon da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
* Projeto Estrutural para Empreendimentos do Segmento Econômico e Supereconômico – Fatores Críticos de Sucesso – Engenheiro Francisco Graziano – Pasqua & Graziano Associados
* Lean Construction e a Estabilização do Processo Produtivo na Construção Civil – Engenheiro Antonio Sérgio Itri Conte – Logical System Consultoria
* Case Cyrela Brasil Realty Industrial de Desenvolvimento Tecnológico para o Segmento Econômico – Engenheiro Giorgio Lorenzo Maria Vanossi – Cyrela Brazil Realty Industrial (CBRI)
* Case Rodobens de Desenvolvimento Tecnológico para Segmento Econômico – Engenheiro Geraldo Cesta – Rodobens Negócios Imobiliários

21 de outubro

14h - Fórum Engenharia de Custos na Construção Residencial – Da Validação dos Investimentos às Compras de Materiais e Serviços de Construção
* Validação de Investimentos em Empreendimentos de Habitação Popular – Prof. João da Rocha Lima – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
* Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil – Engenheiro Pedrinho Goldman – Pekman Engenharia
* Como Gerenciar Contratos com Empreiteiros – Engenheiro André Augusto Chomma – Autor do Livro “Como Gerenciar Contratos com Empreiteiros” – Editora PINI
* Estimativas Orçamentárias para Construção Residencial com Levantamento de Quantidades em Plataforma BIM – Engenheiro Bernardo Corrêa Neto e Arquiteta Priscila Castro – Editora PINI

22 de outubro

14h – Fórum Arquitetura Residencial Ibero-Americana – Projetos e Referências
* Projetos Residenciais na Espanha – Arquiteto Pedro Paes Lira – ACXT Arquitectos / Grupo DOM
* Vilas e Conjuntos Residenciais – Arquiteto José Armênio de Brito Cruz – Piratininga Arquitetos Associados
* Projetos Residenciais – Arquiteto Jorge Königsberger - Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados
* Projetos Residenciais – Solano Benítez - Gabinete de Arquitectura (Paraguai)

22 de outubro

14h – Seminário Desafios e Oportunidades no Mercado de Obras Públicas – Perspectivas de Negócios com o PAC e a Copa de 2014 para Empresas de Todos os Portes
* Melhores Práticas em Orçamentos e BDI para Obras Públicas – Engenheiro Maçahico Tisaka – Autor do Livro “Orçamento na Construção Civil” – Editora PINI
* Formatação de Parcerias Público-Privadas na Construção Civil – Advogado Benedicto Porto Neto – Porto Advogados
* Oportunidades e Desafios com o PAC e a Copa de 2014 – Engenheiro José Roberto Bernasconi – Presidente do Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva
* Engenharia e Tecnologia da Construção para Obras de Grande Porte – Engenheiro Luiz Roberto B. Chagas – Construtora Norberto Odebrecht
* Diretrizes e Atuação do Tribunal de Contas da União na Fiscalização de Obras – Engenheiro Carlos Sebastião da Costa – Titular da 1ª Diretoria Técnica do Secob – “Secretaria de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União”

Apoio: SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo; do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo; da APEOP – Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas; da CBIC – Câmera Brasileira da Indústria da Construção; do Secovi SP – Sindicato da Habitação; do Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva; e das revistas Construção Mercado, Téchne e AU-Arquitetura & Urbanismo.

Mais informações: (11) 2173-2474
construtech@pini.com.br
Programação

Jornalista responsável – Vogg Branded Content – Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882