Os desafios da ocupação urbana
Sociólogo analisa o movimento da população e cria indicador para avaliar as novas formas de ocupação das cidades
Um dos maiores desafios da gestão pública é resolver problemas relacionados ao desenvolvimento urbano, sobretudo das grandes cidades e suas regiões metropolitanas. A constatação é de que a falta de planejamento tem tornado o crescimento de muitas cidades insustentável.

Pensando nisso, o sociólogo Ricardo Ojima, através de sua tese de doutoramento em demografia, apresentada ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, desenvolveu um indicador de dispersão urbana. A ferramenta pode ser utilizada, inclusive, para orientar os gestores públicos a organizar o desenvolvimento de seus municípios ou regiões metropolitanas.
Existem inúmeros desafios que são resquícios dos processos anteriores e que podem ser agravados caso não haja um planejamento do que se espera para a ocupação urbana no futuro ressalta o sociólogo. Apesar de não acreditar em soluções em curto prazo, Ricardo Ojima defende a necessidade de ações imediatas como uma fiscalização mais efetiva e a mudança de uma gestão municipal para uma gestão metropolitana mais abrangente. Saiba mais sobre os desafios da ocupação urbana na entrevista abaixo.
Quais as características da ocupação urbana no Brasil?
A ocupação urbana brasileira foi marcada por um processo acelerado de transformações. A transição urbana, ou seja, a passagem de uma população predominantemente rural para uma urbana, não só no Brasil como nos demais países latino-americanos ocorreu em um ritmo muito rápido. A partir de 1960 a população rural brasileira se manteve estável (na casa dos 38 milhões). Enquanto isso, a população urbana que era de 31 milhões em 1960, passou a ser de 80 milhões em 1980, momento em que a população passa a decrescer. Neste ritmo acelerado, planejar o crescimento da cidade apresentava desafios de ordem mais imediata, considerando a demanda por moradia e espaço urbano. Neste momento, um processo de verticalização iniciou-se, principalmente nos centros urbanos, elevando o custo da terra e, de certa forma, levando a população mais carente a se alocar nas periferias urbanas destes centros.
Atualmente, o ritmo de crescimento das cidades está estabilizado. Alguns centros urbanos que tradicionalmente cresciam a elevadas taxas, hoje apresentam crescimento próximo a zero ou até negativos em alguns casos (como é o caso do centro de São Paulo). Com isso, surge uma oportunidade de que as formas de planejar a cidade sejam mais viáveis e eficazes. Ainda não poderia considerar que seja uma ocupação planejada, mas medidas de controle podem ser mais facilmente aplicadas. Com isso, poderíamos dimensionar adequadamente a localização de serviços públicos (educação, saúde, etc), planejar melhor o sistema viário e de transporte, entre outros.
Quais os problemas mais graves acarretados por uma ocupação urbana desordenada?
Quando a ocupação urbana se torna desordenada, problemas viários, sanitários, ambientais, de segurança, de acesso a serviços se tornam mais complexos de serem resolvidos. Tanto para atender a população mais carente, como também apresentam impactos negativos para toda a sociedade já que esses problemas repercutem.
Tem-se verificado um movimento de dispersão urbana? O que isso significa?
Considera-se como dispersão urbana o processo de desconcentração da população dentro do espaço urbano. Ou seja, se em um momento da urbanização brasileira a verticalização das áreas centrais favorecia a concentração da população nos centros urbanos, hoje, uma parcela importante da população tem se dirigido para regiões mais distantes dos centros em busca de fatores como qualidade de vida, menores custos da terra, melhor acesso viário, entre outros. Além disso, a especificidade do processo de dispersão recente é a movimentação da população de média e alta renda em um padrão de habitação mais disperso, ou seja, em lotes individuais com áreas maiores.
Um exemplo de dispersão urbana são os condomínios fechados localizados em áreas mais distantes dos centros urbanos, correto? O que esses condomínios representam em sua opinião?
Os condomínios e loteamentos fechados poderiam ser considerados como um dos ícones desse processo de expansão urbana contemporâneo no Brasil. Embora seja especialmente direcionado para um público de média e alta renda, hoje já existe possibilidade de acesso por uma parte mais ampla da população. Trata-se de um novo padrão de consumo do espaço urbano, que se opõe ao período de verticalização da década de 70, onde residir em um prédio no centro da cidade representava status social. Hoje, residir em um loteamento fechado é mais valorizado. Eles representam, portanto, uma mudança importante no padrão de ocupação presente e futuro. Com ele, os custos sociais de implantação de serviços públicos tende a ser mais elevado, já que o atendimento destes serviços está mais disperso no espaço. Além disso, incentiva o uso de automóveis particulares, já que é pouco atrativo economicamente para empresas concessionárias de transporte público assumir linhas de transporte em regiões de baixa densidade populacional (ou seja, em que o volume regular de passageiros é baixo). Em termos dos fatores ambientais, incentiva-se o aumento das emissões de gases de efeitos estufa, tanto pelo uso intensivo de automóveis, como pelo padrão de consumo mais elevado que a população que vive nesses contextos apresenta.
Essa dispersão não contribui para evitar o inchaço populacional das grandes cidades? Quais os prós e contras da dispersão e da aglomeração?
Embora pareça ser um fenômeno que evitaria o inchaço urbano nas grandes cidades, podemos observar que o processo de crescimento populacional já está estagnado. Por duas razões: os fluxos migratórios rural-urbano já são muito pequenos e a taxa de crescimento da população em geral já está baixa, com estimativas de que passe a ser decrescente antes do meio deste século. O grande problema da dispersão urbana é que com ele há um processo de uso do espaço mais intensivo. Assim, a cidade passa a ocupar um espaço muito maior, embora em termos populacionais ele não apresente crescimento proporcional. Com isso, incentiva-se a demanda por deslocamentos cotidianos mais intensos e em uma sociedade baseada no transporte automotivo, isso implica em mais automóveis circulando nas ruas, agravando congestionamentos e emissões de gases de efeito estufa, por exemplo.
Em que consiste o indicador de dispersão urbana que você desenvolveu?
O indicador consiste em uma análise de fatores que me permitiram comparar as aglomerações urbanas brasileiras em termos do seu padrão de ocupação, considerando elementos que me permitiam identificar se a aglomeração era mais ou menos dispersa. Foram considerados fatores como densidade da população urbana, a fragmentação das áreas urbanas, o formato que a área urbana apresenta no espaço e os volumes de movimentos populacionais entre um município e outro dentro da mesma aglomeração.
Quais os principais erros que ainda são cometidos na ocupação urbana e que deveriam ser eliminados?
Ainda existe dificuldade do poder público fiscalizar o padrão de ocupação urbana. Em parte, pelas ocupações irregulares (que nem sempre são originadas pela população de baixa renda, uma vez que existem diversos empreendimentos imobiliários de médio padrão que se instalam sem as devidas licenças) e, por outro lado, por muitas vezes os lobbies das corporações imobiliárias conseguirem desarticularem planos diretores, leis de zoneamento urbano, de acordo com os interesses econômicos.
O que precisaria ser feito, por exemplo, para viabilizar o programa Minha Casa Minha Vida, dentro dos conceitos de uma ocupação urbana ordenada?
Em parte dos casos, um programa habitacional poderia considerar a construção de conjuntos habitacionais verticalizados (não necessariamente com muitos andares), mas que possa otimizar o uso do espaço urbano. Assim, parte das famílias poderia ser alocada em regiões não muito afastadas dos centros e locais de trabalho e, portanto, reduzindo os seus custos de deslocamento. Em algumas cidades, isso não se faz necessário, mas há casos em que os antigos centros urbanos possuem vazios urbanos que poderiam ser utilizados. Assim, é importante destacar que não existe uma fórmula única para solucionar os problemas urbanos, cada caso deve ser considerado e, de acordo com suas especificidades, avaliar as melhores alternativas, levando em conta, inclusive os interesses da população a ser atendida.
Além das ações políticas, o que a sociedade e as empresas podem fazer para contribuir para uma ocupação urbana mais organizada e sustentável?
Creio que o principal articulador dessas soluções deva ser, mesmo, os governos locais e regionais. É preciso que se tenha consciência dos prós e contras que cada modelo de urbanização trás consigo.
Você defende que as soluções devam ter uma dimensão supramunicipal, ou seja, que haja uma gestão metropolitana. Por quê?
Isso se deve ao fato de que a urbanização contemporânea extravasa os limites municipais. Em grande parte das aglomerações urbanas brasileiras, as pessoas frequentam mais de uma cidade para suas atividades diárias, seja por trabalho, estudo, lazer ou compras. Em parte, os municípios de uma mesma aglomeração urbana acabam competindo entre eles, oferecendo loteamentos e planejando a oferta de espaço sem pensar no conjunto dos demais municípios. Com isso, podem ser criadas demandas sociais para um município, derivadas do que outro município planejou. Por exemplo, aumentar a demanda no sistema de saúde de um município, devido aos novos loteamentos que outro município vizinho aprovou nos limites de sua área administrativa, mas no qual o serviço de saúde mais próximo, fica naquele município vizinho.
Quais soluções estão sendo discutidas e implementadas para reverter isso? Na sua opinião, quais deveriam ser os próximos passos para solucionar o problema da ocupação urbana no país em curto, médio e longo prazos?
Em curto prazo, creio ser difícil solucionar os problemas devido ao fato de que muitos deles não são exclusivamente novos e motivados por esse novo padrão de ocupação. Em verdade, existem inúmeros desafios que são resquícios dos processos anteriores e que podem ser agravados caso não haja um planejamento do que se espera para a ocupação urbana no futuro. Os investimentos cada vez mais terão custos elevados e, em um país com dificuldades orçamentárias, otimizar os recursos é essencial.
Entrevistado:
Ricardo Ojima - ojima@nepo.unicamp.br
Ricardo Ojima concluiu o mestrado em Sociologia em 2003 e o Doutorado em Demografia em 2007, ambos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2009 encerrou pesquisa de pós-doutoramento junto ao Núcleo de Estudos de População (NEPO/Unicamp) sob financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atua na área de População, Planejamento Urbano e Regional e Mudança Ambiental. Atualmente é Gestor de Ensino e Pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP-MG) e pesquisador colaborador do Núcleo de Estudos de População (NEPO/Unicamp). É sub-coordenador do Grupo de Trabalho População, Espaço e Ambiente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP).
Bibliografia: Dimensões da urbanização dispersa e proposta metodológica para estudos comparativos. Ricardo Ojima - Revista Brasileira de Estudos de População Dez. 2007 Vol.: 24 n.2
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Bairro brasileiro vira referência internacional em sustentabilidade
Em Palhoça (SC), está em construção um empreendimento para 30 mil pessoas credenciado por organismos de construção verde dos EUA

O Conselho da Construção Verde dos Estados Unidos (USGBC, na sigla em inglês) criou recentemente o programa de desenvolvimento positivo para o clima. O objetivo é acompanhar projetos urbanos que comprovem estar comprometidos com a redução do volume da emissão de CO2. Em todo o planeta, foram escolhidos 16 empreendimentos que servirão de exemplo para comprovar que, com estratégias construtivas, é possível criar áreas ambientalmente sustentáveis. No Brasil, o projeto escolhido é o bairro Pedra Branca, que está em construção no município de Palhoça, em Santa Catarina.

A área, com cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, deverá abrigar uma população de 30 mil pessoas dentro de 15 anos. A âncora do empreendimento, a universidade Unisul, ganhou um terreno de 150 mil metros quadrados onde construiu seu campus. O conceito urbanístico adotado no Pedra Branca prioriza a caminhabilidade integrada com edificações sustentáveis. O bairro também conta com um sistema de drenagem de águas pluviais. A meta é otimizar a utilização dos recursos naturais e gerar a menor quantidade de resíduos possível.

Para a diretora-geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica, Silvia Manfredi, o desafio do bairro Pedra Branca será conseguir coexistir com a infraestrutura da cidade, que não prioriza a sustentabilidade. O conceito puro de bairro sustentável propõe que ele seja totalmente autossuficiente. Por exemplo, deveria gerar a própria energia consumida, gerar alimento para a população, gerar todos os recursos que ele consome ali. O ideal, neste bairro, seria que as pessoas morassem e trabalhassem lá e que tudo o que se consumisse fosse produzido nele. Mas na prática não é isso que ocorre, diz.
No entanto, ela elogia o projeto. No Brasil são raras ideias como essa e quando elas surgem devem ser valorizadas. Se, na prática, o Pedra Branca conseguir tornar-se 50% sustentável já será um avanço, afirma. O bairro em Palhoça prega que as construções utilizem materiais renováveis ou de menor impacto ambiental, com proficiência energética em termos de economia de energia elétrica e economia de água. A ANAB acompanha um desses empreendimentos. Trata-se de uma construção comercial que busca a certificação LEED.
Silvia Manfredi lembra que na China e no Japão já existem cidades sustentáveis. Lá, além das premissas de sustentabilidade, existe a preocupação com a mobilidade urbana. O transporte público e meios alternativos, como a bicicleta, são priorizados. O carro tem pouco espaço naquelas cidades, conta. No programa da USGBC, no entanto, os projetos que serão acompanhados, além do de Palhoça, estão em Melbourne, Austrália; Toronto, Canadá; Victoria, Canadá; Ahmedabad, Índia; Jaipur, Índia; área externa da Cidade do Panamá, Panamá; Pretória, África do Sul; Joanesburgo, África do Sul; Seul, Coreia do Sul; Estocolmo, Suécia; Londres, Reino Unido; São Francisco, EUA; e Destiny, Florida, EUA.
Texto complementar
Cidades cada vez mais poluidoras
No ano passado, pela primeira vez, metade da população do mundo (3,2 bilhões de pessoas) morava em cidades - esse número deve crescer para 70% até 2050. As cidades ocupam apenas 2% da massa de terra do planeta e já são responsáveis por mais de dois terços do uso da energia e das emissões de gases causadores do efeito estufa no mundo. O rápido crescimento urbano e as mudanças climáticas estão colocando as cidades do planeta numa situação difícil, com crescentes custos de infraestrutura, energia, serviços de saúde e assistência social que ganharão maior vulto com a pressão da adaptação climática. A maneira como as cidades mudam e crescem é, portanto, um componente essencial para lidar com a crise do clima.
Entrevistada:
Sílvia Manfredi, diretora-geral da ANAB, arquiteta e Urbanista formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie em 1997 e especialista em Gestão Ambiental pelo Senac em 2004.
Pesquisa, desde 2002, o tema da sustentabilidade na Construção Civil e saúde nas habitações.
Email: lubra@ig.com.br
ANAB - Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica
Site: http://www.anabbrasil.org/index.asp
Site: www.cidadepedrabranca.com.brMeta-tags
Jornalista Responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Métodos de ensaios não destrutivos para estruturas de concreto
Métodos não destrutivos contribuem para evitar danos à estrutura
Créditos: Engª. Giovana Medeiros - Assessora Técnico Comercial Itambé
Comumente, a inspeção e o diagnóstico do desempenho de estruturas de concreto armado estão relacionados com ensaios de resistência à compressão em testemunhos extraídos da própria estrutura, ou seja, ensaios destrutivos que danificam ou comprometem seu desempenho.
A utilização de ensaios não destrutivos passa a ser uma alternativa mais atraente, uma vez que os métodos se modernizaram, aumentando a precisão de análise. As vantagens dos ensaios não destrutivos são: proporcionar pouco ou nenhum dano à estrutura, serem aplicados com a estrutura em uso e permitir que problemas possam ser detectados em estágio ainda inicial.
Na construção civil, as aplicações destes ensaios são para verificar as resistências à compressão, localizar e detectar corrosão em armaduras do concreto armado e encontrar defeitos localizados como rachaduras e vazios, dentre outros. Frequentemente assistimos a quedas de marquises, viadutos e outras obras. Desta forma, a manutenção preventiva das estruturas é imprescindível, muito mais eficiente, com baixos custos e permite maior vida útil.
De maneira geral, existem duas classes de métodos de ensaios não destrutivos para aplicação em estruturas de concreto. A primeira consiste em métodos utilizados para estimar a resistência do material, tais como ensaio de dureza superficial (esclerometria), resistência à penetração e método da maturidade. A segunda classe inclui métodos que medem outras características e defeitos internos do concreto, por meio de propagação de ondas e termografia infravermelha. Além destes métodos, existem ainda outros que fornecem informações sobre armaduras para localizar barras, especificar seu diâmetro e o potencial da corrosão.
Métodos de ensaios não destrutivos
Os métodos esclerométricos, segundo a NBR 7584/1995, fornecem informações sobre a dureza superficial do concreto e devem ser empregados principalmente em circunstâncias onde haja averiguação da uniformidade da dureza superficial do concreto, comparação de concretos com um referencial e estimativa da resistência à compressão do concreto. Neste método, é muito importante a capacitação do profissional que irá realizar os ensaios, para evitar erros e decisões precipitadas.
O método de resistência à penetração utiliza um penetrômetro Windsor, que por sua vez dispara um pino contra o concreto. O comprimento do pino que fica exposto é uma medida da resistência à penetração do concreto. Esta medida pode ser relacionada com sua resistência à compressão.
O método da maturidade permite uma estimativa da resistência do concreto, a partir do seu histórico de tempo e temperatura. Sendo assim, é possível realizar o cálculo do tempo necessário para que elementos estruturais sejam desmoldados após atingirem uma resistência suficiente às cargas decorrentes do andamento da obra.
O método do ultrassom, segundo a NBR 8802/1994, determina a velocidade de propagação de ondas longitudinais, obtidas por pulsos ultrassônicos, através de um componente de concreto. As principais aplicações deste método são: verificar a homogeneidade do concreto; detectar eventuais falhas internas de concretagem, profundidade de fissuras e outras imperfeições; e monitorar variações no concreto, ao longo do tempo, decorrentes de agressividade do meio.
A termografia infravermelha constitui na percepção da temperatura superficial de um corpo pelo mecanismo de transferência de calor (radiação), sendo possível detectar, com precisão, grandes defeitos e delaminações no interior de estruturas de concreto.
Com o crescimento considerável da construção civil, novos materiais foram desenvolvidos e as propriedades do concreto foram aprimoradas. Tecnologias mais avançadas por técnicas não-destrutivas não têm sido utilizadas com a eficiência e frequência no campo do concreto. E a carência de normalização nacional, que reflete no cenário tecnológico, faz com que a aplicação de ensaios não-destrutivos na indústria da construção civil se torne cada vez menos frequente.
Jornalista Responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
A importância da racionalização construtiva
Conjunto de boas práticas na construção garante aumento da produtividade, além de reduzir custos e tempo
Diminuir custos e prazos e ainda manter a qualidade. Este é o objetivo de quem adota a racionalização construtiva. Muitas construtoras já descobriram que, quando bem empregadas, as metodologias da racionalização ajudam a reduzir os problemas construtivos e ainda permitem ganhos de produtividade e qualidade.

A construção tradicional está, cada vez mais, perdendo espaço nos canteiros de obras por não atender à demanda do mercado. Para o engenheiro civil Alberto Casado, professor da Escola Politécnica de Pernambuco e coordenador do POLITECH - Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Gestão da Construção de Edifícios, a racionalização construtiva deixou de ser uma estratégia competitiva e tornou-se uma necessidade para a própria sobrevivência da empresa.
O que é racionalização?
Por definição, Casado explica que a racionalização trata da melhor utilização dos recursos existentes em todas as etapas da obra. Isso significa que os recursos devem ser utilizados em sua total capacidade reforça. Segundo o engenheiro, é preciso considerar como recursos a mão de obra, os materiais, as ferramentas, a energia, os meios de transporte, entre tantos outros.
A utilização racionalizada de todos os recursos envolvidos é possível através da mudança organizacional dos processos tradicionais de construção e da adequação tecnológica. Todo e qualquer tipo de desperdício deve ser combatido, sendo que a utilização de recursos além do necessário à produção também deve ser caracterizada como um desperdício.
O importante, de acordo com Casado, é que a racionalização seja contemplada desde a fase de projeto. A inexistência de um projeto específico, que vise à racionalização, certamente vai gerar desperdícios, falhas de execução, retrabalho, gerando mais custos e prolongando os prazos de entrega avalia.
Algumas vezes, a racionalização é minimizada a ações de pequeno impacto e extensão. Em alguns casos são feitas melhorias pontuais e individualizadas na obra, como a mudança de uma ferramenta ou técnica. Essas ações, no entanto, não atingem resultados tão significativos quanto uma ampla aplicação da racionalização construtiva poderia alcançar.
A filosofia da racionalização construtiva serve para todo tipo de obra, independente do porte. Porém, as medidas e estratégias que serão adotadas visando à racionalização dependerão das características e particularidades de cada uma orienta o engenheiro do POLITECH.
Características da racionalização construtiva:
- Otimização do processo produtivo;
- Racionalização do uso de recursos humanos;
- Racionalização de materiais;
- Racionalização do tempo;
- Padronização de projetos;
- Mecanização e uso de novas tecnologias;
- Projeto elaborado de acordo com a necessidade do empreendimento.
Para o sucesso da racionalização é necessária uma mudança de cultura no ambiente construtivo. Para isso, é fundamental contar com o engajamento de uma equipe multidisciplinar. Essa é uma tarefa que exige o envolvimento de todos os participantes da cadeia construtiva confirma Casado.
Além da capacitação e comprometimento de todos os envolvidos, é necessária uma gestão global do processo de racionalização. Profissionais que atuem antecipando ações, planejando riscos, mensurando recursos humanos, insumos e maquinário, podem contribuir para alcançar os resultados almejados. Consultorias, parcerias e convênios com universidades e institutos de pesquisa têm dado bons resultados a algumas construtoras sugere Alberto Casado.
Industrialização na construção civil
Não tem como falar de racionalização sem considerar os benefícios da industrialização na agilidade e simplificação dos processos construtivos. A industrialização está em um nível superior ao da racionalização, pois contempla também a mecanização resume o engenheiro.
A racionalização, no entanto, ainda é considerada uma alternativa mais próxima à realidade da construção civil do que a industrialização, seja pela dificuldade de promover a mecanização maciça no canteiro de obras ou pela falta de recursos financeiros.
E-mail de contato: Alberto Casado - acasado@poli.br
Jornalista Responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Ponte Rio-Niterói completou 36 anos
Dia 04 de março a Ponte Presidente Costa e Silva comemorou mais um ano de vida
Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing
36 Anos, o então presidente Médici percorria a Ponte Rio-Niterói a bordo de um Rolls Royce presidencial, na inauguração do que hoje é considerada a sétima maior ponte do mundo e um cartão postal do Rio de Janeiro.
Além de marcar a fusão do antigo Estado do Rio com o Estado da Guanabara, a inauguração da ponte, no dia 4 de março de 1974, transformou o caminho daqueles que faziam a travessia de seus carros em balsas, da capital para os municípios não só da região metropolitana, mas do norte e noroeste do estado.
Quem pode imaginar que, em 1970, para fazer a travessia da Baía de Guanabara, que hoje é feita em 15 minutos, era preciso esperar duas horas em uma fila para poder embarcar o veículo e depois mais uma hora para chegar?

Haroldo Cruz Júnior, que vivenciou as obras naquela época, contou que, durante a construção da ponte, muitos ainda duvidavam que ela seria concluída. "Era uma obra ousada para a época e perigosa, disse.
Para ele, atualmente é tão comum atravessá-la, que quem não viveu aquele tempo e as dificuldades para ir para Niterói, não consegue assimilar a importância de uma obra tão grande.
"Se hoje já achamos cansativa a viagem, imagine naquela época? Os veículos de passeio não eram tão confortáveis, as estradas eram piores e a assistência de um socorro era praticamente inexistente", lembrou Haroldo.
A obra para a construção da ponte, que tem uma extensão de 13,29 km (8,83 deles sobre a água) e 72 m de altura em seu ponto mais alto, custou na época 400 milhões de dólares, o que hoje seria 2.5 bilhões de dólares.
Cerca de dez mil operários e 200 engenheiros trabalharam no empreendimento, que durou cinco anos e três meses para a conclusão. Hoje, cerca de 145 mil veículos passam pela Ponte todos os dias. E, nos feriados, este volume chega a até 160 mil.
Graças às melhorias que vem recebendo ao longo dos últimos anos, com a modernização da via, sistemas de controle de tráfego de última geração e revitalização com programas de conservação e manutenção que são referência no Brasil e no exterior, a ponte passou a ser considerada uma das rodovias mais modernas e seguras do país.

Curiosidades
O vão central da ponte, com 72 metros de altura, é a única parte que não foi feita só de concreto. Com 800 metros de comprimento, ele foi construído também em aço e é o maior vão em viga reta do mundo.
Para imaginar a quantidade de material usado, se pegássemos todo o concreto da Ponte, daria para fazer oito estádios do Maracanã. E, se as vigas de ferro fossem alinhadas, dariam a volta na Terra.
A estrutura de concreto e aço da ponte possui um sistema de amortecimento que absorve a energia decorrente de vibrações (movimentos de carros e ventos). A ponte tem ainda 11 sub-estações de energia, 42 transformadores, 980 pontos de iluminação pública e 400 pontos de sinalização náutica e aérea.
Fonte: SRZD
Jornalista Responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
Megaobra encurta distâncias no Sul
Alta tecnologia em concreto está presente nos túneis da BR-101, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Considerada a obra rodoviária mais importante do país no momento, a duplicação da BR-101 Sul está finalizando a etapa de construção dos túneis sob o Morro Alto, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com extensão de 1.662 metros cada um, eles evitaram o desmatamento de 14 quilômetros quadrados de uma área ambiental localizada na região de Maquiné (RS). Além disso, os túneis reduziram em 11 quilômetros o percurso de 99 quilômetros entre Osório, no litoral norte gaúcho, e Palhoça, do lado catarinense.
Sob a responsabilidade da empreiteira Queiroz Galvão, a construção contou com a assessoria da ABCP Sul (Associação Brasileira de Cimento Portland). Entre outubro e dezembro do ano passado foi executada a pavimentação dos túneis numa extensão de 3.560 metros e volume de 10.370 metros cúbicos de concreto. No momento, a executora está realizando trabalhos complementares, como barreiras de segurança e acabamentos de pista. O cronograma prevê a liberação da obra ainda neste semestre. Os túneis têm 15 metros de largura cada um, com 12 metros de pista.

A ABCP apoiou a executora da obra cedendo, sob a forma de comodato, equipamentos como pavimentadora de fôrma deslizante, usina de concreto e texturizadora, além de treinar a equipe de trabalho (engenheiros e operários) e acompanhar a execução das placas de concreto. Segundo o engenheiro Fernando Druck, representante regional da ABCP-RS, o projeto de dimensionamento do pavimento de concreto determinou a construção de uma camada de concreto compactado com rolo (CCR) de 11 centímetros e placas de concreto com 24 centímetros de espessura, capaz de suportar alto tráfego de veículo por 20 anos sem necessidade de manutenção.
O concreto utilizado é do tipo convencional. O material foi projetado para suportar resistências à tração na flexão de 4,5 MPa. Além disso, foram utilizados aditivos específicos para essa aplicação do concreto, com a inclusão de fibras de polipropileno - indicadas para evitar fissuramento por retração de secagem. Trata-se de uma pavimentação de alta tecnologia. A utilização da pavimentadora de fôrmas deslizantes no túnel, inclusive com a concretagem de placas de pequena largura, mostrou-se eficaz e muito econômica em termos de prazo de conclusão e principalmente de acabamento final da pista, explica Fernando Druck.

Diferente do material usado no pavimento, as paredes dos túneis receberam concreto fluído, desenvolvido para esse uso e aplicado com equipamentos de projeção, similares a um canhão de água. A função foi formar uma barreira de contenção das rochas do túnel e evitar a passagem de água. Toda a obra levou em conta um plano de gerenciamento ambiental. Com a opção pela construção de túneis sob o Morro Alto preservou-se as áreas de várzea e o ecossistema complexo da região, protegido por lei e considerado de preservação da Mata Atlântica.
Email do entrevistado
Fernando Druck, representante regional da ABCP-RS: fernando.druck@abcp.org.br
Nathalie Bandeira de Mello (assessoria de imprensa): nathalie@primecomunicacao.com.br
Jornalista Responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Construção civil se mobiliza para formar mão de obra
Falta de profissionais ameaça frear o crescimento do setor
O aquecimento da construção civil é uma realidade no país. O otimismo, porém, esbarra na falta de profissionais, sobretudo qualificados. A carência atinge tanto o segmento imobiliário residencial quanto o de obras pesadas de infraestrutura.
A questão é tão séria que o problema foi o segundo mais citado entre as empresas pesquisadas na Sondagem da Construção Civil, divulgada no início de fevereiro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A escassez de mão de obra perde apenas para a elevada carga tributária entre os fatores mais preocupantes para o crescimento do setor.

O engenheiro civil Euclésio Finatti, vice-presidente da área de Política e Relações do Trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), lembra que, durante muitos anos, trabalhadores da construção civil migraram para outras áreas, buscando oportunidades melhores. Não havia incentivos para que os profissionais continuassem trabalhando na construção. E, sem estímulos, eles não davam sequência a uma formação profissional e acabavam mudando de emprego avalia. Ele acrescenta ainda as precárias condições de trabalho no canteiro de obras e a baixa remuneração como fatores que contribuíram para a evasão destes profissionais.
O cenário, porém, já não é mais o mesmo. As condições de trabalho de uma maneira geral melhoraram muito nos últimos anos e os salários estão aumentando cada vez mais. Hoje as empresas são obrigadas a cumprir uma série de normas que regulamentam o trabalho no canteiro de obras, dando condições mais dignas e seguras ao trabalhador observa Finatti. No entanto, ele ressalta que a falta de informações sobre a realidade atual ainda impede que muitos jovens vejam a construção civil com outros olhos e a encarem como sendo uma boa oportunidade.
Capacitação
A necessidade de contratar funcionários qualificados se dá também pela modernização das técnicas construtivas, as quais exigem conhecimentos sobre a utilização de novos materiais e equipamentos. Por isso a capacitação torna-se fundamental.
Um dos maiores desafios para governo, empresas e entidades do setor, é a capacitação profissional em massa. Diversas iniciativas estão sendo tomadas, mas ainda estão longe de acompanhar o ritmo necessário para atender a demanda. Precisamos buscar alternativas mais inteligentes para atrair esses profissionais ressalta o representante do Sinduscon-PR.
Ele cita a implantação do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ) da Construção Civil, iniciativa do governo federal executada por estados e prefeituras, exclusiva para beneficiários do Bolsa Família. O plano em si é muito bom. Mas infelizmente muitas vagas do PlanSeQ no Paraná não foram preenchidas por falta de interesse da população lamenta.
Esta, inclusive, é uma das críticas que o engenheiro civil faz em relação à postura dos trabalhadores. Falta comprometimento por parte dos profissionais. Ainda são poucos os que buscam ou que aceitam ser capacitados. Para o engenheiro esta é uma crise genérica de competência, que atinge não só os trabalhadores da base da pirâmide, mas também os profissionais de formação superior.
Além de pedreiros, carpinteiros e eletricistas, Finatti revela que as construtoras também estão à procura de engenheiros qualificados. Está muito difícil achar bons profissionais garante. Segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2015, o total de arquitetos e engenheiros não suprirá a demanda de empregos em suas áreas. Isso acontecerá se a proporção entre pessoas formadas nas áreas de engenharia, produção e construção e o estoque de empregos formais nas ocupações típicas continuar na razão de 3,5.
Soluções
Entre as possíveis soluções está a capacitação da mão de obra feminina. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-PR, o interesse das mulheres pela área da construção vem aumentando. Prova disso é a crescente participação delas nos cursos ofertados. Já está comprovado que as mulheres são mais cuidadosas, especialmente nos trabalhos de acabamento exemplifica.
A possibilidade de ampliar a oferta de treinamentos no próprio canteiro de obras também poderia, na opinião de Finatti, contribuir para uma maior adesão dos trabalhadores. Não são todos os profissionais que têm disposição para encarar um curso no período da noite, após um dia exaustivo de trabalho. E mesmo os que se dispõem a fazer, acabam não aproveitando tudo o que poderiam por estarem muito cansados acredita.
Sobram vagas na construção
Entre as funções com maior escassez de mão de obra estão:
* Ferreiro
* Servente
* Pedreiro
* Carpinteiro
* Eletricista
* Operador de máquina
* Técnicos e profissionais especializados em alvenaria, concreto, aplicação em revestimentos cerâmicos, montagem de estruturas metálicas e instalação predial.
* Profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos.
* Engenheiros
* Topógrafos
PlanSeQ
Saiba mais o PlanSeQ, programa do governo em parceria com ongs e entidades privadas, que oferece cursos gratuitos de qualificação na área da construção civil.
Contato: Assessoria de imprensa Sinduscon-PR - imprensa@sindusconpr.com.br
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Redes sociais mudam relação com cliente
Estratégias como One to One e CRM começam a mudar seus conceitos e surgem novas ferramentas para fidelizar consumidores
As redes sociais já foram capazes de influenciar na eleição do presidente da principal nação do mundo os Estados Unidos. Sendo assim, por que não seriam suficientemente fortes para modificar a relação empresa-cliente? Esteja certo que elas estão modificando esses conceitos também.

Segundo a consultoria Gartner, em 2010 cerca de 80% das corporações brasileiras devem aderir às redes sociais para melhorar o relacionamento com o cliente final. É um fenômeno que veio para ficar. Não tem volta. E isso vai influenciar antigas ferramentas, antes vistas como oráculos do relacionamento com o cliente, revela o presidente da Associação Brasileira das relações Empresa-Cliente (Abrarec) Roberto Meir.
Ele refere-se a conceitos como One to One e Customer Relationship Management (CRM). Essas ferramentas, por algum motivo, ignoraram nichos de consumidores. Agora, elas estão sendo revistas por conta das redes sociais, diz Meir. A ponto de, por exemplo, a integração do CRM com as redes sociais vir dominando os fóruns de discussões sobre o novo modelo de negócios. O objetivo é fazer nascer o CRM social. Outros debates são os que caminham para transformar o e-commerce em s-commerce (social commerce).
A entrada das redes sociais para aprimorar o relacionamento com o cliente, no entender do presidente da Abrarec, vai ajudar a curar a miopia na relação empresa-cliente. Esse fenômeno ocorre quando a estratégia focaliza apenas a atração do cliente, e não a retenção. É preciso entender que gestão do cliente não é igual a receita de bolo. A estratégia empresarial precisa reconhecer, classificar os clientes, entender o ciclo de vida de cada um, atender as expectativas e depois, como consequência, personalizar o relacionamento. O que ocorre, muitas vezes, é o processo inverso, alerta.
DNA do cliente
Os novos rumos da gestão do cliente devem levar à busca da recomendação. É quase a volta do boca a boca, só que desta vez através das redes sociais. No entender de especialistas, elas vão ajudar a criar pessoas que serão apóstolas de uma determinada marca e que vão sempre realçar e falar para todo mundo como é bom trabalhar com tal empresa. Até setores oligopolistas começam a buscar esses conceitos, com o objetivo criar blindagens para não serem maltratados pela opinião pública. O que está em questão é chegar ao DNA dos clientes, avalia Roberto Meir.
Significa que só investir em tecnologia de relacionamento não basta. De agora em diante, é preciso treinar o pessoal. Esse veredicto foi dado recentemente pelo Instituto de Tecnologia de Software, analisando o varejo norte-americano pós-crise. Percebeu-se que houve muito investimento em tecnologia e que foi enfraquecida a linha de frente para atender o consumidor. O que aconteceu? Romperam-se os laços de lealdade com o maior consumidor do mundo, detectou o estudo. Tecnologia sempre vai ser um meio. Se não tiver uma gestão de recursos humanos com treinamento para tirar proveito do melhor que a tecnologia pode oferecer, não haverá vantagem em tê-la, diz o presidente da Abrarec.
Entrevistado: Roberto Meir, presidente da Associação Brasileira das relações Empresa-Cliente (Abrarec): tatiana@dfreire.com.br e analina@dfreire.com.br (assessoria de imprensa)
Currículo do entrevistado
Roberto Meir é especialista internacional em relações de consumo, CRM (Gerenciamento das Relações com Clientes), marketing de relacionamento e loyalty, estratégias de negócios e economia digital. Formou-se em engenharia química pelo Mackenzie, tem pós-graduação em marketing pela ESPM e finanças pela Fundação Getúlio Vargas, MBA (Master of Business Administration ) em finanças pelo IBMEC Educacional S/A. Também é membro do comitê de Relações Internacionais da SOCAP (Society of Consumer Affairs Professionals in Business) e é presidente da ABRAREC ( Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente) e da AIAREC (Associação Ibero-Americana de Relações Empresa-Cliente).
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Pesquisa revela grande oferta de vagas na construção civil
Levantamento da FIRJAN mostra que mercado terá demanda alta pelo menos até 2015, por conta do déficit habitacional e das obras de infraestrutura
Pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) mostra que até 2015 aumentará a procura por profissionais ligados à construção civil, às áreas de tecnologia de manufatura, moda, criatividade, panificação e confeitaria. As habilidades pessoais, os conhecimentos técnicos e as inovações tecnológicas das profissões industriais que estão em alta no mercado poderão ser vistas na 6.ª Olimpíada do Conhecimento, o torneio de educação profissional que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizará de 9 a 14 de março no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento reunirá 562 estudantes de cursos de educação profissional que competirão em 41 ocupações industriais e cinco dos setores de comércio e serviços.
Conforme o estudo da FIRJAN, que traça a expectativa de 415 empresários que empregam mais de 495 mil trabalhadores, haverá, até 2015, uma grande oferta de vagas para carreiras como marcenaria, eletricidade predial, construção em alvenaria e aplicação de revestimento cerâmico. O crescimento do emprego na construção civil ocorrerá em todo o país, de forma homogênea, avalia o gerente do Observatório Ocupacional do SENAI, Márcio Guerra. Segundo ele, a expansão do setor se deve à retomada dos investimentos públicos e privados em obras de infraestrutura.
Dentro da área de construção civil, há demandas por diversos perfis profissionais. "Na parte de construção e edificações, destacam-se os profissionais especializados em alvenaria, aplicação em revestimentos cerâmicos e instalação predial. Para as obras de infraestrutura, as demandas são por profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos e concreto e montagem de estruturas metálicas", aponta Guerra.
Segundo ele, para receber a Copa do Mundo, por exemplo, deverão ser investidos mais de R$ 20 bilhões em telecomunicações. "É uma exigência da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que todas as áreas ao redor dos estádios ofereçam telefonia e internet. Ou seja, essas cidades precisarão capacitar profissionais na área de telecomunicação", diz Guerra.
Ele explica ainda que os investimentos em habitação e infraestrutura e mais a preparação do país para a Copa do Mundo provocarão mudanças significativas na estrutura industrial do país. Nos estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, regiões que estão montando parques industriais, devem surgir oportunidades de empregos nas áreas de confecção, alimentos e manutenção mecânica.
Conforme a pesquisa da FIRJAN, até 2015, também deve crescer a oferta de empregos para profissionais das áreas de tornearia mecânica, fresagem, desenho mecânico, soldagem, eletrônica industrial e mecânica de manutenção. Outras áreas promissoras para quem quer garantir um emprego são as de design de moda, joalheria, confecção de roupas e calçados. O mercado também tem espaço para padeiros e confeiteiros.
A exemplo de outras pesquisas feitas pelo SENAI, o estudo da FIRJAN, cujo resumo está na nota técnica em anexo, antecipa as tendências do mercado de trabalho. Com isso, é possível planejar investimentos em educação profissional e oferecer cursos com perfil adequado às necessidades das empresas.
Fonte: Assessoria de imprensa da FIRJAN
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Cohapar completa 60 mil atendimentos a famílias
Companhia estima que parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida permitirá beneficiar mais 30 mil famílias
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) atingiu em fevereiro 60 mil atendimentos de famílias, em 344 cidades do Estado, em 6 anos. No período foram entregues 24.069 casas urbanas e rurais, e mais 20.045 lotes estão em processo de regularização. Neste momento, 8.202 unidades estão em construção ou em processo de licitação em 158 municípios.
Em 2009, a Companhia também fez parceria com 78 municípios para a execução do programa Minha Casa, Minha Vida, para o qual viabilizou 7.651 lotes. São quase 240 mil paranaenses beneficiados com casas e lotes, todos com obras de infraestrutura, considerando-se a média de quatro pessoas por família.
Apenas nos últimos três anos foram entregues 12.480 mil unidades habitacionais, e estão em obras 8.202 unidades, incluindo os empreendimentos que a Cohapar executa nas áreas de ocupação irregular em 19 cidades do Paraná, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Tão importante quanto construir casas para famílias com renda entre zero a dois salários mínimos é o trabalho jurídico para regularização de lotes das famílias em ocupações irregulares. São 16.615 lotes com regularizações em andamento e 3.430 já finalizadas.
A Cohapar também é parceira do governo federal no programa Minha Casa, Minha Vida. A Companhia viabilizou 7.651 lotes para famílias com renda de até três salários mínimos, em 12 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, mais 7 cidades do interior com mais de 50 mil habitantes, e outros 31 municípios com menos de 50 mil habitantes.
Apenas neste programa, que terá financiamento da Caixa, com a licitação feita pelas prefeituras, a Cohapar está ajudando a viabilizar a casa própria para mais 30 mil pessoas com renda, preferencialmente, até três salários mínimos.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330