37% da Geração Z pretende comprar um imóvel
Normalmente, uma das características mais apontadas da geração Z, que é formada por pessoas nascidas entre 1995 e 2010, é a busca pela liberdade e experiências. No entanto, uma pesquisa realizada com jovens entre 21 e 27 anos, pela Brain Inteligência Estratégica para o Estadão Imóveis, apontou que cerca de 37% deste público tem a intenção de adquirir um imóvel.
“É muito comum termos a imagem dessa geração como nômades digitais e que prezam pela experiência – quer primeiro viajar o mundo para depois se estabelecer de alguma maneira. No entanto, o conceito da casa própria, principalmente no contexto brasileiro, ainda é algo valorizado, uma vez que temos uma cultura patrimonialista. Ao chegar em um momento de maior independência financeira e de relacionamentos mais sólidos e duradouros, é comum que eles tenham esse desejo. De alguma forma, a compra do imóvel próprio também representa uma liberdade, uma vez que alguns deles ainda moram com os pais e outros vivem em imóveis locados. Desta maneira, é um investimento, mas também não deixa de ser uma forma de independência”, afirma Tiziana Weber, sócia e coordenadora de Projetos Especiais da Brain Inteligência Estratégica.

Tecnologia e sustentabilidade
A geração Z já nasceu na era da internet e tem bastante afinidade com a tecnologia. Para Daniel Diniz Sznelwar, CEO da LOT Consult, estes indivíduos não fazem diferenciação entre a vida online e offline. “Neste sentido, a ‘internet das coisas’ promete mudar a relação de consumo”, define.
Com relação à tecnologia, as questões associadas à segurança são as mais buscadas atualmente, segundo Tiziana. É o caso por exemplo da biometria e do reconhecimento facial.
Além disso, trazem uma grande preocupação com a sustentabilidade. Como isso afeta a venda de imóveis? Para Tiziana, existem alguns desafios que o mercado imobiliário terá que enfrentar para preencher os requisitos desta geração.
“Esta geração amadureceu com a pauta ESG. Alguns imóveis mais modernos já trazem esta questão de energia solar, reuso de água, mais áreas verdes. Certamente, a questão da sustentabilidade é algo que será muito valorizado – tanto quanto as áreas comuns. Isso ocorre tanto pelas questões de valores pessoais e éticos, como também por uma questão da economia individual, afinal, recursos de reuso de água e energia solar também têm um impacto financeiro”, explica Tiziana.
Localização
Outra preferência da geração Z é por imóveis em regiões mais centrais. “A região traduz muito o estilo de vida desta pessoa. Apesar de ser uma geração preocupada com o coletivo e pautas sociais, eles também valorizam a individualidade e a personalização. E isso se traduz nas características do empreendimento, como a localização. Obviamente, não é possível generalizar, uma vez que há vários nichos dentro de uma mesma geração. No entanto, a localização é um aspecto primordial e reflete como essa pessoa vive – se ela não tem carro, é natural que ela queira viver numa área mais central, mais urbana. Há também a preferência por morar numa região próxima à da família de origem”, aponta Tiziana.
Sznelwar acredita que a valorização dos centros urbanos é cada vez maior. “Embora a pandemia tenha levado a um movimento para fora do centro, no período pós vacinação temos visto o movimento contrário. Algumas pessoas estão voltando para os escritórios, enquanto outras querem ficar mais próximas dos serviços. No entanto, houve um grande aumento do preço dos imóveis nos grandes centros urbanos, que não foi acompanhado pelo salário destes indivíduos. Portanto, há uma incongruência com relação à capacidade de compra com a oferta de imóveis. Isto é, o imóvel que ele quer, geralmente é mais difícil de conseguir”, justifica.
Versatilidade
Cada vez mais há uma busca por espaços que sejam versáteis e multiuso. “Nada desnecessário faz sentido para esta geração. É o caso, por exemplo, de uma sala que tem espaço para escritório, mas também uma varanda gourmet. Essa praticidade é valorizada”, ressalta Tiziana.
Flexibilidade
O desejo de consumo da geração Z continua sendo o imóvel, mas a flexibilidade é a palavra-chave para estes indivíduos. “Hoje temos uma cultura globalizada e é comum que o jovem pense em morar fora, nem que seja por um tempo. Esse aspecto acaba favorecendo as locações – não só do primeiro apartamento, mas dos demais também. Ele vai sempre comparar com as oportunidades de compra e locação – é comum que eles façam o cálculo que vale a mais a pena”, lembra Sznelwar.
Entrevistados:
Daniel Diniz Sznelwar é formado em engenharia civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Daniel possui mais de dez anos de experiência no setor de Real Estate. O CEO da LOT Consult tem vivência em todas as atividades que envolvem a incorporação, desde a prospecção de terrenos, estruturação e captação de recursos, passando por desenvolvimento e pesquisa de produtos, estudos de viabilidade física, técnica e econômica à criação de campanhas publicitárias de lançamento e gestão de vendas.
Tiziana Weber é Sócia e Coordenadora de Projetos Especiais da Brain Inteligência Estratégica.
Contatos
Daniel (Assessoria de imprensa): rebeca.freitas@viracomunicacao.com.br
Tiziana (Assessoria de imprensa): beatriz.mota@viracomunicacao.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Concreto dosado em central também é ideal para pequenas obras
Redução de custo, diminuição de mão de obra e aumento de qualidade são algumas das vantagens obtidas pela utilização de concreto dosado em central, já que a quantidade de cada material é feita de forma controlada, dentro das especificações técnicas.
Por que, então, há obras que não optam por esse sistema? "Há projetos muito grandes de elevado volume que se justificam montando uma central de concreto exclusiva, dentro do canteiro de obras, e, a meu ver, continuam sendo obras que consomem concreto dosado em central", afirma o professor Paulo Helene, que é engenheiro civil, educador, pesquisador e diretor da PhD Engenharia.
"Outras muito específicas, como uma pequena obra de engenharia no interior de um hospital ou de uma escola onde não há acesso viável de bombas e caminhões, optam por fazer concreto no local. As pequenas obras de autoconstrução, aos poucos, também estão percebendo as vantagens do concreto dosado em central e, muitas delas, na grande São Paulo, já o consomem", completa.
O especialista diz que o concreto dosado sem controle de umidade, sem balanças e sem ensaios são chamados concretos informais, sem participação da engenharia e destinados a obras de pequeno porte ou pouca relevância. "Porém, na verdade, esse descaso na produção representa uma economia falsa, pois os prejuízos futuros devidos à heterogeneidade, baixa qualidade, reduzida durabilidade e alta deformidade acabam comprometendo o desempenho e a sustentabilidade a médio e longo prazo."
Para efeito de comparação, Paulo Helene conta que há mais de 30 anos o concreto das calçadas das ruas de Toronto, no Canadá, deve ter fck (resistência característica à compressão) superior a 35 MPa. "Citei Toronto como exemplo, mas poderia citar muitas outras cidades. Calçada de países desenvolvidos devem respeitar os cidadãos e dar preferência à qualidade e mobilidade. Isso só é viável com uso intensivo de concreto dosado em central", diz o professor.
"Na indústria de artefatos de concreto e na indústria de pré-moldados, os concretos, estruturais ou não, são produzidos no canteiro, mas as exigências de controle de umidade, os limites de desvios e tolerâncias de massa, no traço, são equivalentes ao praticado nas centrais comerciais, ou seja, não se costuma fazer diferenças."
Normas e propriedades fundamentais
Sobre as normais atuais, no caso do Brasil, o concreto estrutural deve ter fck igual ou acima de 25 MPa - e o concreto com fck acima de 20 MPa deve, necessariamente, ser produzido com controles de umidade e de massa, em balanças técnicas, além de se amassado em betoneiras de alta eficiência que garantam a uniformidade da mistura. "Em outras palavras, todos esses concretos devem ser produzidos em centrais dosadoras ou misturadoras de concreto."
Ao optar pela dosagem em central, os responsáveis pelas obras precisam, ainda assim, ficar de olho no processo como um todo. "Em geral, as duas propriedades fundamentais são resistência à compressão do concreto endurecido, fck e trabalhabilidade do concreto fresco, expressa pela consistência ou fluidez, e limite do diâmetro máximo do agregado graúdo", detalha o especialista.
"Além dessas propriedades básicas, é fundamental a durabilidade, que é mais complexa e pode ser expressa de várias formas: exigir certa natureza de agregados, exigir agregados não reativos, exigir cimentos com certas adições, exigir certas adições no traço, controlar relação água-aglomerantes máxima, evitar cura térmica elevada, reduzir calor de hidratação, classificar o grau de agressividade do meio, segundo a ABNT NBR 12655, indicar aditivos especiais, limitar volume máximo de água por m3 em 175 l, para reduzir risco de retração etc.", explica Paulo Helene.
Ele completa dizendo que, em algumas ocasiões, também pode ser fundamental controlar a pega do concreto, dando mais tempo às operações de transporte e adensamento. "Em certos casos, pode ser necessário controlar e reduzir deformações, ou seja, exigir módulo de elasticidade alto, o que implica em verdadeiros desafios em certas regiões do país onde os agregados não são os ideais."
Fonte
Paulo Helene, engenheiro civil, educador, pesquisador e diretor da PhD Engenharia
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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World of Concrete 2023: três tendências para ficar de olho

Crédito: World of Concrete
A 49ª edição do evento World of Concrete, uma das maiores feiras mundiais que fomenta o crescimento do mercado de concreto e alvenaria, foi realizada no final de janeiro, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
“A edição de 2023 ultrapassou nossas expectativas. O salão lotado e as sessões educacionais lotadas provam o quão essencial é o encontro presencial, que continua importante. Agora, mais do que nunca, é fundamental ter um espaço para conectar, aprender, compartilhar entre as indústrias de concreto, alvenaria e construção”, afirma Jackie James, vice-presidente do World of Concrete.
O evento trouxe alguns destaques em termos de inovação. Confira as principais tecnologias apresentadas:
- Impressão 3D
Um dos destaques do World of Concrete foi a presença de várias empresas de impressão 3D. Neste sentido, a empresa COBOD trouxe um sistema de impressão capaz de imprimir com argamassas, além de ser a única impressora do mundo a imprimir concreto real. Ao longo do evento, ela fez uma demonstração de impressão 3D contínua de uma estrutura de parede, durante 3 dias seguidos.
- Inteligência artificial
No mundo todo, só se fala em inteligência artificial – e no World of Concrete 2023 não foi diferente. A Giatec criou o primeiro programa de inteligência artificial para a indústria de concreto. Chamado de 'Roxi™', ele será capaz de monitorar com precisão o concreto nos locais de trabalho, reduzindo drasticamente a chance de erro humano. De acordo com a empresa, o programa consegue identificar anomalias em vários estágios do ciclo de vida do concreto, incluindo: produção, entrega, colocação, endurecimento e demais serviços.
Outra solução apresentada durante o evento foi o lançamento da plataforma ConcreteDNA, que interpreta os dados em tempo real de um sensor, permitindo que os usuários observem o ganho de resistência à compressão do concreto e prevejam quando ele atingirá a resistência crítica por meio de IA avançada e dados climáticos locais. Isso possibilita que os profissionais de concreto comecem a trabalhar mais cedo, pois os usuários podem medir diretamente o endurecimento em vez de depender de estimativa. Além disso, com esta ferramenta, é possível adaptar a quantidade exata de cimento necessário na mistura, o que evita o desperdício de material.
- Sustentabilidade
Um dos assuntos mais abordados durante o evento foram as alternativas sustentáveis. Uma das soluções apresentadas foi o concreto armado com fibra de aço. Em um dos painéis, mostrou-se que esta tecnologia está bastante avançada e permite uma otimização em termos de design, sustentabilidade e economia. Além disso, também abordou os benefícios de mudar da armadura contínua para a descontinua.
Outro tema abordado foi o concreto aerado autoclavado, que é considerado sustentável. Ele pode ser utilizado em projetos residenciais e comerciais. Dentre as vantagens, estão o seu isolamento térmico e acústico e baixa manutenção.
Fonte
Jackie James é vice-presidente do World of Concrete.
Contato
IC.PR@informa.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Prefeitura de Belo Horizonte investe em obras para estabilização de encostas
Com a intenção de minimizar ou eliminar o risco geológico em áreas que são comumente afetadas durante o período chuvoso, a Prefeitura de Belo Horizonte programou investimento de R$ 118 milhões para a realização de mais de 200 obras emergenciais pela cidade.
O Programa de Gestão de Risco Geológico-Geotécnico, lançado em junho do ano passado, prevê a finalização do projeto até dezembro de 2023, beneficiando cerca de 245 mil pessoas. Em 2022, foram concluídas 89 obras em vilas e favelas.
"Há obras mais fáceis e outras mais complexas, nós vamos começar pelas mais fáceis para poder avançar rapidamente e vamos atingir toda a cidade", afirmou o prefeito de BH, Fuad Noman. "Continuamos mapeando, avaliando e estudando quais são as áreas que precisam ser atendidas. Mas estamos dando um grande passo para evitar o risco, evitar mortes, evitar desabamentos e uma série de situações ruins em que a Defesa Civil tem que se virar para não deixar as pessoas morrerem", destacou.
Estabilização de encostas
O Programa de Gestão de Risco engloba intervenções em pés de encostas, estabilização dos morros e sistemas de esgotamento e drenagem, para que a água não escorra e desestabilize os barrancos.
Dos sete contratos relacionados a encostas, que estão sob a supervisão da Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital), duas obras já estão concluídas, conforme informações obtidas com a Prefeitura de Belo Horizonte. São elas: a encosta da Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste, e a encosta da rua Flavita Bretas, na região Centro-Sul.
As outras cinco que estão em andamento são a Pedreira Pitangui (região Nordeste), as Pedreiras Mariano de Abreu II, III e Pompeia (Leste), Pedreiras Mariano de Abreu I e IV (Leste), Pedreira Prado Lopes (encosta da Emei) e Encosta da rua Flor de Liz (Norte).
Agora em fevereiro, as obras de contenção na Encosta da rua Flor de Liz estavam na metade, já garantindo mais estabilidade ao talude (plano de terreno inclinado que limita um aterro) que oferecia risco médio de escorregamento de terras e rolamento de rochas.
Essa encosta tem aproximadamente 9.800 m², dos quais 5.980 m² receberão cobertura em concreto projetado, restando, atualmente, apenas 40% desse serviço para ser concluído. "Essa obra está sendo executada em uma grande área que apresenta inclinação irregular e extensão significativa, exigindo de nossos engenheiros uma diversidade de técnicas para a contenção dessa encosta", explica Henrique Castilho, superintendente da Sudecap.
Nesse local, já foram feitos os serviços de limpeza da vegetação, remoção de entulhos e também de blocos de pedras soltas. Além disso, com o objetivo de direcionar a descida de água, uma escada hidráulica também já está em funcionamento, auxiliando no sistema de drenagem.
De acordo com a Prefeitura de BH, quando há um grau de risco muito alto, que não pode ser eliminado ou controlado por uma obra, as famílias que estão por lá são removidas definitivamente e encaminhadas para o Abrigo Municipal Granja de Freitas - ou orientadas a acessar o programa Bolsa Moradia, caso se enquadre nos critérios de Política Municipal de Habitação, até o seu reassentamento em uma unidade habitacional.
Fontes
Fuad Noman, prefeito de BH
Henrique Castilho, superintendente da Sudecap
Prefeitura de Belo Horizonte
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Prazo de proibição do uso de contêiner em canteiros de obras é prorrogado
No final de 2022, foi anunciada a prorrogação por mais 12 (doze) meses o início da proibição do uso de contêiner. A medida foi anunciada através da publicação da Portaria 4.390, de 29/12/2022 (DOU 30/12/2022), pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Esta proibição está prevista no item 18.17.2 da Norma Regulamentadora nº 18 (NR – 18) – Condições de Saúde e Segurança do Trabalho na Indústria da Construção, que começou a valer a partir de 03 de janeiro de 2023.
Com esta mudança, o prazo agora é 3 de janeiro de 2025. Isto significa que, a partir desta data, será proibido uso de contêiner originalmente utilizado para transporte de cargas em área de vivência.
“O uso de contêineres marítimos foi proibido para fins de alojamento, vestiário, escritório de obra, etc. Mas ele pode continuar sendo utilizado apenas para depósito de materiais”, menciona José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).
Período de adaptação
Entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025, enquanto a proibição não for exigida, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os contêineres originalmente utilizados para transporte de cargas poderão fazer parte da área de vivência ou de ocupação de trabalhadores. No entanto, é essencial observar aquilo que está previsto no capítulo 18.5 da NR-18, a respeito das áreas de vivência. Isto significa que “as áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza”.
Outra questão que deve ser observada é o item 24.9.7 da NR-24 (Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho):
Todos os ambientes previstos nesta norma devem ser construídos de acordo com o código de
obras local, devendo:
a) ter cobertura adequada e resistente, que proteja contra intempéries;
b) ter paredes construídas de material resistente;
c) ter pisos de material compatível com o uso e a circulação de pessoas;
d) possuir iluminação que proporcione segurança contra acidentes.
Opções de canteiro de obras
De acordo com o estudo “Desenvolvimento de Módulos de Baixo Impacto Ambiental Para Canteiro de Obras da Construção Civil”, de Camila Mantovani Pereira para a Universidade Tecnológica Federal Do Paraná, algumas alternativas para o uso do contêiner são:
- Alvenaria: normalmente acontecem quando as instalações podem permanecer após o fim da obra – caso isso não aconteça, vai gerar resíduos. Pelo seu período mais longo de implantação, pode impactar no cronograma da obra.
- Madeira: tem custo mais baixo e pode ser ajustada conforme cada tipo de projeto. É a modalidade mais indicada para obras curtas. Também gera resíduo em sua desmontagem.
- Metálica: feito com chapas metálicas galvanizadas, garante maior agilidade na instalação. Por isso, é recomendada quando a obra necessita começar logo, mas deve durar em um período mais extenso. Dentre as desvantagens estão o custo mais elevado e o isolamento térmico.
Fonte
José Bassili é gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).
Contato
Assessoria de imprensa: dbarbara@sindusconsp.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Programa habitacional Minha Casa, Minha Vida é retomado; veja mudanças
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória no último dia 14/2 para retomar oficialmente o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado a famílias de baixa renda. O anúncio foi feito durante a passagem do presidente pela cidade de Santo Amaro, na Bahia, onde, na ocasião, foram entregues 684 obras em dois conjuntos habitacionais (Vida Nova Santo Amaro 1 e Residencial Vida Nova Sacramento).
Criado em 2009, o MCMV foi substituído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020, passando a se chamar Casa Verde e Amarela, com alterações de alguns pontos presentes no projeto inicial.
Uma das novidades é o retorno da chamada Faixa 1, agora voltada para famílias com renda bruta de até R$ 2.640,00 - em vez dos R$ 1.800,00 exigidos anteriormente. Dos 2 milhões de moradias que o governo pretende contratar até 2026, 50% devem ser destinadas a esse público. Historicamente, o subsídio oferecido a famílias dessa faixa de renda varia de 85% a 95%.
Veja as faixas do programa
O Minha Casa, Minha Vida atenderá famílias residentes em áreas urbanas com renda bruta familiar mensal de até R$ 8 mil e famílias residentes em áreas rurais com renda bruta familiar anual de até R$ 96 mil.
De acordo com a faixa de renda:
Faixa Urbano 1 - renda bruta familiar mensal até R$ 2.640,00
Faixa Urbano 2 - renda bruta familiar mensal de R$ 2.640,01 a R$ 4.400,00
Faixa Urbano 3 - renda bruta familiar mensal de R$ 4.400,01 a R$ 8.000,00
No caso de famílias residentes em áreas rurais:
Faixa Rural 1 - renda bruta familiar anual até R$ 31.680,00
Faixa Rural 2 - renda bruta familiar anual de R$ 31.680,01 até R$ 52.800,00
Faixa Rural 3 - renda bruta familiar anual de R$ 52.800,01 até R$ 96.000,00
Opinião das entidades
As alterações no programa geram expectativas no setor da construção. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio de seu presidente, José Carlos Martins, afirma que o retorno do programa é "muito bom" e que parte do mercado, que estava desativado, será aquecido. "Pode, inclusive, compensar a iminente baixa de financiamento da caderneta de poupança."
Segundo Martins, além de finalizar as obras paralisadas, o MCMV oferece dispositivos para a construção de conjuntos habitacionais em parceria com a iniciativa privada. "A medida provisória que criou o MCMV abre um leque de opções para resolver esse problema do déficit habitacional, como, por exemplo, produtos que você consiga ter uma maior rapidez de execução e tenha menores perdas."
O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil) também divulgou nota dizendo ser positivo o retorno do programa - e ponderou que o projeto é passível de aperfeiçoamentos. "O programa também contempla a possibilidade de financiar a produção de unidades comerciais, e de financiar infraestrutura para aquisição e instalação de tecnologia de informação e de comunicação, desviando-se de seu foco habitacional, o que deveria ser evitado", afirma o sindicato.
Fontes
Gov.br
CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)
SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil)
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Taxação de lucros e dividendos: o que mudaria no mercado imobiliário?
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são uma modalidade de investimento com suas operações focadas no mercado nacional de imóveis. Atualmente, os dividendos pagos pelos fundos imobiliários são isentos. No entanto, em setembro de 2021, foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2.337/21 (PL 2.337/21), que propõe a tributação dos dividendos. O projeto ainda transita pelo Senado, mas desde sua campanha o presidente Lula vem afirmando que é necessário fazer “uma reforma tributária de verdade para que pessoas mais ricas, que vivem de dividendos, que ganham mais dinheiro, paguem mais Imposto de Renda”.
Na opinião de Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a medida traria consequências negativas ao setor que necessita de financiamento a juros mais baixos para se viabilizar. “Com o fim da isenção, haveria uma fuga de investimentos para outras modalidades de renda fixa, o que reduziria investimentos e geração de empregos no setor”, explica.
Atualmente, os FIIs representam R$ 220 bilhões em estoque, esse investimento foi responsável pela geração de 2,7 milhões de empregos, segundo França. “A poupança, tradicional fonte de financiamento do setor, está em queda e por isso é essencial manter a isenção dos FIIS para preservar o volume de investimentos no setor além da geração de emprego e renda”, pontua.
Taxação de lucros e dividendos: isso realmente deve acontecer?
Para França, o governo não deve adotar a medida, pois seria um grande desestimulo à geração de emprego e renda. “Precisamos considerar que o setor da construção emprega 7,4 milhões de pessoas, de acordo com a PNAD, e, em diversos outros países, os fundos imobiliários possuem isenção tributária e são muito usados como fonte de financiamento setorial. A medida também traria prejuízo ao patrimônio dos 1,9 milhão de pessoas físicas que investem em fundos imobiliários. Por fim, vale reforçar, que os FIIs já são tributados em 20% sobre o ganho de capital”, justifica o presidente da Abrainc.
Como se preparar para este cenário?
França acredita que é preciso ter no Brasil um número cada vez maior de produtos de investimentos destinados ao financiamento habitacional.
“O crédito imobiliário somente se viabiliza com juros baixos e financiamento de longo prazo, por isso precisamos de linhas específicas. A LIG (Letra Imobiliária Garantida), criada em 2018 e inspirada nos Covered Bonds, que são ativos, geralmente isentos de tributação, e lastreados em ativos imobiliários muito usados como fonte de financiamento setorial nos EUA e Europa, foi um passo muito importante. Além disto, precisamos constantemente debater a criação de novas alternativas de funding ao setor e garantir que as fontes tradicionais, poupança e FGTS, sejam preservadas” argumenta França.
Por fim, o presidente da Abrainc aponta que a securitização de ativos com lastro imobiliário é uma alternativa muito utilizada em todo o mundo e que poderia ser mais estimulada no Brasil. “Para isso, é fundamental ter uma legislação que garanta isenção a essa classe de ativos, o que proporciona ao investidor uma boa rentabilidade e atrairia um grande volume de investimentos ao setor”, conclui.
Entrevistado
Luiz França é presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)
Contato
Assessoria de imprensa Abrainc - marcos.araujo@loures.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Energia solar se torna a segunda fonte mais utilizada no Brasil
O aumento na utilização de energia solar no Brasil chegou a um outro patamar no início de 2023, quando a fonte solar fotovoltaica se tornou a segunda maior da matriz elétrica brasileira, com 23,9 gigawatts (GW) de potência instalada operacional.
O número se refere à somatória das grandes usinas e dos pequenos e médios sistemas de geração própria em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.
Segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a fonte hídrica é a mais usada atualmente (com 109,7 GW), e o terceiro lugar, agora, fica com a fonte eólica (23,8 GW).
O mapeamento realizado pela entidade mostra que, desde 2012, a fonte solar já gerou mais de 705 mil empregos e proporcionou cerca de R$ 38 bilhões em arrecadação para os cofres públicos, além de ter trazido ao Brasil mais de R$ 120 bilhões em novos investimentos. Evitou, ainda, a emissão de 33,3 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. A previsão é de que, até o final de 2023, o setor solar chegará a 1 milhão de empregos acumulados, contados desde 2012.
Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, ressalta o fato de que o avanço da energia solar no Brasil é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. "A tecnologia ajuda a diversificar a matriz elétrica do país, aumentar a segurança de suprimento, reduzir a pressão sobre os recursos hídricos e proteger a população contra mais aumentos na conta de luz", afirma. "O crescimento da fonte solar fortalece também a sustentabilidade, a transição energética e a competitividade dos setores produtivos."
Nova lei - Marco Legal
A lei 14.300/2022, que institui o Marco Legal da Micro e Minigeração de Energia, foi regulamentada em 7 de fevereiro deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As novas regras envolvem procedimentos que têm a ver com a geração de energia, incluindo cobrança pelo uso da rede de distribuição.
"Desde a publicação da lei, em janeiro de 2022, a Absolar trabalha para que estes benefícios sejam corretamente valorados e incluídos nas diretrizes a serem oficializadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)", afirma Rodrigo Sauaia. "Esperamos que a preocupação muito falada pelo atual Governo com a pauta ambiental e climática se traduza em diretrizes que impulsionem ainda mais a geração distribuída renovável."
Em relação aos pontos legais que foram ajustados durante a aprovação da lei, a vice-presidente de geração distribuída da Absolar, Bárbara Rubim, destaca a alteração nas taxas sobre os pequenos consumidores geradores de energia. "Houve avanços importantes em relação ao que tinha sido proposto pelas áreas técnicas da Aneel, sobretudo a eliminação da cobrança em duplicidade do custo de disponibilidade e da chamada TUSD Fio B, encargo pelo uso da rede, o que afastou o risco de inviabilizar a geração própria de energia solar para a sociedade brasileira."
Fontes
Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar
Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da Absolar
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Grafeno ganha 1ª norma técnica nacional

Crédito: Envato
O grafeno acaba de ganhar a sua primeira norma técnica nacional, a ABNT ISO/TS 21356-1. O documento foi publicado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e contou com apoio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
O Grafeno é um nano material de carbono com um conjunto de propriedades físicas e químicas inusitadas, cujas multifuncionalidades têm atraído a indústria para sua utilização e na criação de uma nova classe de materiais.
“Ele tem o potencial de revolucionar o uso não só com novos materiais, mas com uma nova visão de engenharia para materiais já consagrados como polímeros, elastômeros, materiais cimentícios e outros diretamente ligados a mercados que são relevantes na economia brasileira e com entrada quase que imediata no mercado nacional”, aponta Valdirene Sullas Teixeira Peressinotto, Head de P&D da Gerdau Graphene e membro da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089).
Valdirene também ressalta que o grafeno é peça fundamental na revolução tecnológica em mercados como o de energia, possibilitando novas tecnologias mais sustentáveis para baterias, por exemplo.
Norma ABNT ISO/TS 21356-1
Quando se desenvolve um novo material como o grafeno, surgem várias questões sobre quais propriedades deste material são interessantes, e sobre como estas propriedades podem ser determinadas.
A norma ABNT ISO/TS 21356-1, que de fato é uma especificação técnica, trata da caracterização estrutural do grafeno na forma particulada e dispersões, segundo o professor Luiz Gustavo Cançado, do Departamento de Física da UFMG e coordenador da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089).
“Ela apresenta definições e protocolos para determinação do número de camadas, dimensões laterais dos flocos, alinhamento entre camadas, nível de desordem e área específica do pó contendo grafeno. A ISO/TS 21356-1 foi traduzida para o português pelo grupo de trabalho GT4-Materiais Bidimensionais, da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089)”, pontua Cançado.
De acordo com o professor, algumas definições podem parecer triviais, mas principalmente em se tratando de nanomateriais, o consenso só é possível após amplo debate. “Esta norma serve para estabelecer padrões e dar algum tipo de direcionamento nos procedimentos de caracterização estrutural do grafeno”, expõe Cançado.
Uma das questões debatidas foi o limite de número de camadas de um floco para que ele seja considerado grafeno. “O grafeno não é necessariamente formado por uma única camada. Ele pode ser formado pelo empilhamento de várias camadas, tal como o grafite. Após muito debate, os especialistas que criaram esta norma decidiram que um floco deve possuir entre 3 e 10 camadas para ser denominado como grafeno de poucas camadas. Abaixo disso temos o grafeno de uma única camada ou a bicamada de grafeno. Acima temos as nanoplacas de grafeno, que possuem espessura entre 1 e 3 mm, ou o próprio grafite que é um cristal formado por camadas de grafeno empilhadas”, destaca o professor.
Além de estabelecer as definições das propriedades de interesse e dos termos relacionados, a norma define as melhores técnicas e procedimentos para se medir tais propriedades. “Novamente, tais definições são baseadas em amplo debate entre especialistas. Voltando ao exemplo de número de camadas, trata-se de uma característica estrutural que pode ser medida de diversas formas, principalmente microscopias (de varredura por sonda ou eletrônica de transmissão) ou espectroscopias ópticas (espalhamento Raman e absorção no UV-visível). Como se tratam de técnicas indiretas, algo bem comum em nanomateriais, os resultados obtidos entre as técnicas nem sempre concordam entre si. É preciso então que se compreenda os resultados de cada técnica, e que se estabeleça o tipo de informação que aquele resultado pode entregar. Tomando novamente o exemplo de número de camadas, uma técnica pode indicar que um certo material possui um percentual grande de grafeno, e outra pode indicar o oposto. Isso pode ser causado, por exemplo, pela formação de agregados facilmente detectáveis por microscopia de varredura, mas indetectáveis pela espectroscopia Raman. A norma ABNT ISO/TS 21356-1 busca informar e instruir as pessoas para o entendimento correto sobre este tipo de informação desencontrada. Ela ainda possui limitações que deverão ser discutidas nas etapas de revisão, algo natural quando se trata de um material relativamente novo”, explana Cançado.
Uso do grafeno no Brasil
O Brasil possui abundância de matéria-prima para produção de grafeno, seja para métodos de produção a partir de grafite ou para métodos de produção a partir de outras fontes de carbono, segundo Valdirene. Além disso, possui mercado para absorver a entrada do material e possui conhecimento científico para qualificação técnica. “O grafeno é produzido a partir de fontes de carbono, como por meio da grafita, ou por fonte orgânica como metano ou celulose. Os processos industriais de produção de grafeno em larga escala concentram-se em produção a partir da grafita e o Brasil está entre os três primeiros colocados e reserva do minério grafita, bem como entre os três maiores produtores de grafite”.
Atualmente existem alguns produtos comerciais com grafeno, principalmente em produtos poliméricos, alguns revestimentos, pneu e alguns produtos na área de energia. “Porém, com entrada no mercado ainda de forma modesta frente ao potencial de mercado para estas e outras áreas”, explica Valdirene
Um exemplo disso é a diminuição de petroquímicos em plásticos mais resistentes que possibilitam a diminuição de espessura na aplicação final, ou redução das emissões de CO₂ devido a redução do uso de clínquer em concretos aditivados com grafeno.
“Estamos desenvolvendo aditivos a base de grafeno e lançando os primeiros produtos no mercado nacional voltados para os mercados de polímeros, tintas e revestimentos, concretos e materiais cimentícios, elastômeros e óleos lubrificantes”, destaca Valdirene.
Para a adoção do grafeno no mercado, um dos gargalos está representado na necessidade das empresas de conseguirem qualificar os diferentes produtos que compõe a classe de materiais que recebem o nome de grafeno. “Começa com a nomenclatura e com as metodologias de caracterização do nano material, de forma que a indústria possa desenvolver seus métodos de controle e de reprodutibilidade. A norma é o primeiro passo para a adoção do material na indústria e para que comece a ocorrer a migração de concentração do conhecimento da academia para a indústria e, consequentemente, o desenvolvimento de aplicações industriais e aumento de produtos com grafeno no mercado”, conclui Valdirene.
Entrevistados:
Valdirene Sullas Teixeira Peressinotto é Head de P&D da Gerdau Graphene e membro da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089).
Luiz Gustavo Cançado é professor do Departamento de Física da UFMG e coordenador da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089).
Contato
Assessoria de imprensa ABNT - daniela.nogueira@fsb.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Arábia Saudita vai construir um dos maiores aeroportos do mundo

Crédito: Foster + Partners
Nos últimos anos, a Arábia Saudita fez muitos esforços para diversificar sua economia – que ainda é bastante focada no petróleo. E uma das formas de conquistar esta meta é através do turismo. Anteriormente, apenas aqueles com vistos de negócios, peregrinos religiosos e trabalhadores expatriados podiam visitar o país. Em 2019, a Arábia Saudita decidiu liberar vistos de turistas. No ano seguinte, permitiu a entrada de turistas com vistos existentes nos EUA, Reino Unido e Espaço Schengen. Com este foco em aumentar o turismo local, um dos planos é construir o Aeroporto Internacional Rei Salomão (King Salman International Airport), que ficará localizado na capital Riyadh e promete ser um dos maiores do mundo.
O aeroporto terá seis pistas paralelas, o que possibilitará a passagem de 185 milhões de pessoas anualmente até 2050. Construído sobre o atual Aeroporto Internacional King Khalid, ele terá 57 km², e deve ser projetado pelos arquitetos Foster + Partners, que venceram uma competição internacional. Os terminais existentes deverão ser mantidos. Também incluirá 12 km² de instalações de apoio aeroportuário, instalações residenciais e recreativas, lojas de varejo e outros imóveis logísticos.
De acordo com Luke Fox, chefe de estúdio da Foster + Partners, o aeroporto “reimaginará o terminal tradicional como um único saguão servido por várias entradas. O terminal tem muito a ver com o seu lugar e conecta os passageiros às experiências sensoriais da cidade, com elementos naturais, luz temperada e instalações de última geração.”.

Crédito: Foster + Partners
Seif A. Bahaa Eldin, sócio sênior da Foster + Partners, acrescentou: “Este desenvolvimento visionário desempenhará um papel importante na transformação da cidade em um centro global de criatividade e inovação”.
Aumento de capacidade
Até 2030, o aeroporto quer transportar 120 milhões de passageiros por ano, antes de aumentar 50% nas próximas duas décadas. O plano é movimentar 3,5 milhões de toneladas de carga por ano até 2050. Seif A. Bahaa Eldin, sócio sênior da Foster + Partners, disse em comunicado que o objetivo é que o aeroporto ajude Riad a se tornar um “centro global de criatividade e inovação."
Sustentabilidade
A exemplo de muitas construções que foram feitas para a Copa do Qatar, uma das características deste novo aeroporto é a sustentabilidade. A ideia é que ele seja tão sustentável quanto um edifício que atende à indústria da aviação pode ser – com energia renovável e uma certificação LEED Platinum (Liderança em Energia e Design Ambiental).
Contato: press@fosterandpartners.com
Jornalista responsável
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