Intenção de compra de imóveis fecha setembro em alta

Pesquisa mostra que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência Crédito: Pixabay
Pesquisa mostra que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência
Crédito: Pixabay

Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que a intenção de compra de imóveis fechou o mês de setembro em patamares considerados altos. Os dados revelam que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência. Destes, 10% se mostram ativos no mercado imobiliário para concretizar uma negociação.

Segundo os analistas econômicos que coordenaram o trabalho, isso explica o superaquecimento no volume de lançamentos por parte das construtoras em 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021). Foram colocadas 237 mil unidades no mercado, o que é um recorde desde que a Brain iniciou esse tipo de estudo, em 2016

Na avaliação do presidente da comissão da indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, existe um bom nível de oferta de imóveis, mas surge o desafio de adequar o produto ao poder de compra da população. Além disso, a pesquisa também aponta os obstáculos que podem frear a decisão de compra, que são: inflação, cenário político e taxa de desemprego 

 Porém, o sócio-fundador da Brain, Marcos Kahtalian, lembra que a pandemia mostrou que nada parece deter o desejo do consumidor em adquirir imóveis. “Nesse um ano e meio, o consumidor não se intimidou”, afirma. Segundo ele, há fatores que vão além da oferta de crédito e dos juros baixos para impulsionar o desejo de compra. “A casa passou também a ter a funcionalidade de escritório e de sala de aula. Essa vivência intensa com a casa propiciou o desejo de consumir imóveis”, completa. 

Veja quais são os itens de desejo do consumidor quando decide comprar um imóvel 

De acordo com a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, o consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente ao buscar imóvel para comprar. O estudo revela quais os principais itens de desejo na hora de adquirir a casa própria ou trocar de residência. Os que os entrevistados mais citaram são área de lazer, mais de uma vaga de garagem, varanda, churrasqueira, suíte e cozinha aberta.   

 pesquisa também detectou que a pandemia aquece o mercado de reformas. “Aqueles que não têm intenção de mudar, reformaram para melhorar a qualidade de vida dentro de casa. Aqueles que decidiram mudar, reformaram para conseguir um valor maior no imóvel colocado à venda para adquirir um novo. Já aqueles que compraram imóvel, reformaram para adequá-lo ao seu estilo de vida”, resume Kahtalian.

Os espaços mais desejados nos projetos de reforma são os seguintes: expandir a área de lazer, transformar quarto em home office, criar uma cozinha em conceito aberto, aumentar a quantidade de dormitórios e ampliar a sala. A pesquisa detectou que no período de 12 meses uma em cada quatro famílias realizou algum tipo de reforma no imóvel. O estudo também percebe que as pessoas continuam interessadas em promover algum tipo de reforma nos próximos 12 meses. 

 A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica não leva em consideração as obras relacionadas com os programas habitacionais de governo federal e estados. Portanto, envolve residências de médio e alto padrão. 

 Confira os dados da pesquisa

Assista ao webinar “Como está a intenção de compra de imóveis?”

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Como está a intenção de compra de imóveis?”, da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) 

 Contatos
contato@brain.srv.br
ascom@cbic.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Intenção de compra de imóveis fecha setembro em alta

Pesquisa mostra que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência Crédito: Pixabay
Pesquisa mostra que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência
Crédito: Pixabay

Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que a intenção de compra de imóveis fechou o mês de setembro em patamares considerados altos. Os dados revelam que 40% das famílias brasileiras estão propensas a comprar a 1ª casa própria ou trocar de residência. Destes, 10% se mostram ativos no mercado imobiliário para concretizar uma negociação.

Segundo os analistas econômicos que coordenaram o trabalho, isso explica o superaquecimento no volume de lançamentos por parte das construtoras em 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021). Foram colocadas 237 mil unidades no mercado, o que é um recorde desde que a Brain iniciou esse tipo de estudo, em 2016

Na avaliação do presidente da comissão da indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, existe um bom nível de oferta de imóveis, mas surge o desafio de adequar o produto ao poder de compra da população. Além disso, a pesquisa também aponta os obstáculos que podem frear a decisão de compra, que são: inflação, cenário político e taxa de desemprego 

 Porém, o sócio-fundador da Brain, Marcos Kahtalian, lembra que a pandemia mostrou que nada parece deter o desejo do consumidor em adquirir imóveis. “Nesse um ano e meio, o consumidor não se intimidou”, afirma. Segundo ele, há fatores que vão além da oferta de crédito e dos juros baixos para impulsionar o desejo de compra. “A casa passou também a ter a funcionalidade de escritório e de sala de aula. Essa vivência intensa com a casa propiciou o desejo de consumir imóveis”, completa. 

Veja quais são os itens de desejo do consumidor quando decide comprar um imóvel 

De acordo com a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, o consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente ao buscar imóvel para comprar. O estudo revela quais os principais itens de desejo na hora de adquirir a casa própria ou trocar de residência. Os que os entrevistados mais citaram são área de lazer, mais de uma vaga de garagem, varanda, churrasqueira, suíte e cozinha aberta.   

 pesquisa também detectou que a pandemia aquece o mercado de reformas. “Aqueles que não têm intenção de mudar, reformaram para melhorar a qualidade de vida dentro de casa. Aqueles que decidiram mudar, reformaram para conseguir um valor maior no imóvel colocado à venda para adquirir um novo. Já aqueles que compraram imóvel, reformaram para adequá-lo ao seu estilo de vida”, resume Kahtalian.

Os espaços mais desejados nos projetos de reforma são os seguintes: expandir a área de lazer, transformar quarto em home office, criar uma cozinha em conceito aberto, aumentar a quantidade de dormitórios e ampliar a sala. A pesquisa detectou que no período de 12 meses uma em cada quatro famílias realizou algum tipo de reforma no imóvel. O estudo também percebe que as pessoas continuam interessadas em promover algum tipo de reforma nos próximos 12 meses. 

 A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica não leva em consideração as obras relacionadas com os programas habitacionais de governo federal e estados. Portanto, envolve residências de médio e alto padrão. 

 Confira os dados da pesquisa

Assista ao webinar “Como está a intenção de compra de imóveis?”

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Como está a intenção de compra de imóveis?”, da Brain Inteligência Estratégica, encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) 

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ascom@cbic.org.br 

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Altair Santos MTB 2330


Concreto predomina em prédios superaltos depois do 11/9

Torres gêmeas do World Trade Center, que foram alvos do ataque de 11 de setembro de 2001: atentado mudou a forma de construir grandes arranha-céus e abriu caminho para o concreto Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress
Torres gêmeas do World Trade Center, que foram alvos do ataque de 11 de setembro de 2001: atentado mudou a forma de construir grandes arranha-céus e abriu caminho para o concreto
Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress

Após o ataque de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York-EUA, imaginou-se que os projetos de edifícios superaltos – aqueles com 200 m ou mais de altura – seriam interrompidos. Mas aconteceu um efeito contrário.

O mais recente relatório do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) mostra que o 11 de setembro desencadeou um crescimento impressionante de arranha-céus. Atualmente, 84% dos grandes edifícios existentes no mundo foram construídos depois de 2001 

Nesses 20 anos, os Estados Unidos também perderam o monopólio dos projetos de megatorres. Eles migraram principalmente para a Ásia e o Oriente Médio. Outro dado apontado pelo relatório do CTBUH é que, após 2001, apenas 9% dos edifícios superaltos foram construídos exclusivamente com estruturas de aço. O concreto tornou-se o material predominante em 53% dos projetos, enquanto as estruturas mistas (concreto+aço (37,5%), aço+madeira (0,3%) e concreto+madeira (0,2%) prevalecem em 38% das construções após o 11 de setembro. 

Em 2008, foi publicado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (National Institute of Standards and Technology) as causas oficiais da queda das torres gêmeas. O documento foi elaborado pelo engenheiro civil Eduardo Kausel, professor-emérito do departamento de engenharia civil do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em um dos capítulos, o especialista cita que o padrão de construção de prédios superaltos no século 20 era basicamente o mesmo em todo o mundo: fundações de concreto, núcleo central de aço, vigas e pilares de aço e lajes de concreto. 

Significa dizer que as estruturas metálicas predominaram em quase 100% das construções de arranha-céus no século passado. Com o atentado ao World Trade Center, esse paradigma foi literalmente por terra e começou a era das megatorres de concreto. O professor Roberto Chust Carvalho, especialista em estruturas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) explica o porquê dessa mudança. “O que causou a queda do WTC foram as altas temperaturas a que ficaram expostas as soldas das estruturas de aço. Por isso, nos projetos dos arranha-céus que foram construídos depois de 2001, estruturas à base de concreto foram privilegiadas. O concreto, em caso de incêndio, não derrete”, resume. 

Curiosidades sobre os prédios superaltos após o 11 de setembro 

– Até 11 de setembro de 2001, havia 285 edifícios com 200 metros ou mais de altura no mundo. Hoje, são mais 1.750.
– Se o World Trade Center ainda estivesse de pé, seria o 31º edifício mais alto do mundo atualmente.
– Antes de 2001, 49% de todos os edifícios superaltos do mundo estavam localizados nos Estados Unidos. Hoje, 15% estão em território norte-americano.
– Até 2001, 80% dos arranha-céus com mais de 200 metros foram construídos como escritórios. Atualmente, 46% são prédios corporativos, 25% são residenciais, 24% são edifícios com operação mista (corporativo e residencial), 4% são hotéis e 1% sedia organizações educacionais.
– Hoje em dia são construídos, em média, 112 arranha-céus por ano no mundo. 

Veja o relatório do CTBUH 

Entrevistado
Reportagem com base no relatório “Impacto global do 11/9 nos prédios superaltos”, publicado pelo Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) 

Contato
press@ctbuh.org 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Concreto predomina em prédios superaltos depois do 11/9

Torres gêmeas do World Trade Center, que foram alvos do ataque de 11 de setembro de 2001: atentado mudou a forma de construir grandes arranha-céus e abriu caminho para o concreto Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress
Torres gêmeas do World Trade Center, que foram alvos do ataque de 11 de setembro de 2001: atentado mudou a forma de construir grandes arranha-céus e abriu caminho para o concreto
Crédito: Carol M. Highsmith/Library of Congress

Após o ataque de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York-EUA, imaginou-se que os projetos de edifícios superaltos – aqueles com 200 m ou mais de altura – seriam interrompidos. Mas aconteceu um efeito contrário.

O mais recente relatório do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) mostra que o 11 de setembro desencadeou um crescimento impressionante de arranha-céus. Atualmente, 84% dos grandes edifícios existentes no mundo foram construídos depois de 2001 

Nesses 20 anos, os Estados Unidos também perderam o monopólio dos projetos de megatorres. Eles migraram principalmente para a Ásia e o Oriente Médio. Outro dado apontado pelo relatório do CTBUH é que, após 2001, apenas 9% dos edifícios superaltos foram construídos exclusivamente com estruturas de aço. O concreto tornou-se o material predominante em 53% dos projetos, enquanto as estruturas mistas (concreto+aço (37,5%), aço+madeira (0,3%) e concreto+madeira (0,2%) prevalecem em 38% das construções após o 11 de setembro. 

Em 2008, foi publicado pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (National Institute of Standards and Technology) as causas oficiais da queda das torres gêmeas. O documento foi elaborado pelo engenheiro civil Eduardo Kausel, professor-emérito do departamento de engenharia civil do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em um dos capítulos, o especialista cita que o padrão de construção de prédios superaltos no século 20 era basicamente o mesmo em todo o mundo: fundações de concreto, núcleo central de aço, vigas e pilares de aço e lajes de concreto. 

Significa dizer que as estruturas metálicas predominaram em quase 100% das construções de arranha-céus no século passado. Com o atentado ao World Trade Center, esse paradigma foi literalmente por terra e começou a era das megatorres de concreto. O professor Roberto Chust Carvalho, especialista em estruturas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) explica o porquê dessa mudança. “O que causou a queda do WTC foram as altas temperaturas a que ficaram expostas as soldas das estruturas de aço. Por isso, nos projetos dos arranha-céus que foram construídos depois de 2001, estruturas à base de concreto foram privilegiadas. O concreto, em caso de incêndio, não derrete”, resume. 

Curiosidades sobre os prédios superaltos após o 11 de setembro 

– Até 11 de setembro de 2001, havia 285 edifícios com 200 metros ou mais de altura no mundo. Hoje, são mais 1.750.
– Se o World Trade Center ainda estivesse de pé, seria o 31º edifício mais alto do mundo atualmente.
– Antes de 2001, 49% de todos os edifícios superaltos do mundo estavam localizados nos Estados Unidos. Hoje, 15% estão em território norte-americano.
– Até 2001, 80% dos arranha-céus com mais de 200 metros foram construídos como escritórios. Atualmente, 46% são prédios corporativos, 25% são residenciais, 24% são edifícios com operação mista (corporativo e residencial), 4% são hotéis e 1% sedia organizações educacionais.
– Hoje em dia são construídos, em média, 112 arranha-céus por ano no mundo. 

Veja o relatório do CTBUH 

Entrevistado
Reportagem com base no relatório “Impacto global do 11/9 nos prédios superaltos”, publicado pelo Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (Council on Tall Buildings and Urban Habitat – CTBUH) 

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Altair Santos MTB 2330


Concreto absorve CO₂ e compensa emissão durante produção de cimento

Pesquisa do laboratório londrino The Concrete Centre mostra que blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂ Crédito: PxHere
Pesquisa do laboratório londrino The Concrete Centre mostra que blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂
Crédito: PxHere

Pela primeira vez um relatório da Intergovernmental Panel Climate Change (IPCC), que no Brasil é conhecido como Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, reconhece que a absorção de CO₂ pelo concreto compensa parte da emissão que ocorre durante a produção de Cimento Portland. Segundo o documento do organismo vinculado à ONU, divulgado dia 9 de agosto de 2021, pelo menos metade do gás carbônico emitido na fase de fabricação do cimento é reabsorvida pelo concreto através de um processo natural chamado de carbonatação mineral.

Para Richard Leese, diretor de política industrial, energia e mudanças climáticas da Mineral Products Association (Associação de Produtos Minerais) – organismo que representa a indústria de cimento do Reino Unido -, o reconhecimento do IPCC muda a chave da história quanto ao real volume de emissão de CO₂ atribuído à fabricação de cimento. “Essa contabilidade internacional terá que ser revista”, diz.

Também ouvida sobre o resultado do relatório do IPCC, a engenheira estrutural Jenny Burridge, que atua no The Concrete Centre – centro de inovações em concreto, localizado em Londres -, fez a seguinte constatação: “O concreto absorve CO₂, e isso é um fato. Mas diferentes tipos de concreto absorvem CO₂ em taxas diferentes. O concreto armado tem baixo potencial de carbonatação, pois se ele absorver muito CO₂ isso pode levar à corrosão das armaduras”, alerta. 

No entanto, continua a engenheira, os blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂. “Os blocos realmente carbonatam muito rapidamente”, diz. O concreto de demolições, que são transformados em agregados, também possuem grande capacidade de carbonatação, completa Jenny Burridge. “Quanto mais triturado estiver o concreto, maior a capacidade de absorver CO₂”, complementa. 

No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos COna atmosfera que os números globais do setor 

O trecho do relatório do IPCC que aborda que o concreto é um sumidouro de carbonatação do cimento está na página 32 do capítulo 5 do relatório, e diz: “As emissões diretas de carbonatos na produção de cimento estão em torno de 4% do total de emissões de CO₂ fóssil. Houve crescimento de 5,8% na década de 2000 e chegou a cair para 2,4% na década de 2010, mas estabilizou. No entanto, constata-se que há absorção de CO₂ pelas infraestruturas de concreto (carbonatação mineral) o que compensa cerca de metade das emissões de carbonato durante as fases de produção de cimento. Esses resultados são robustos”, conclui a análise. 

No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos CO₂ na atmosfera que os números globais do setor. “Enquanto a média mundial de emissão específica encontra-se em cerca de 634 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, no Brasil esse valor é de 564 quilos por tonelada de cimento”, demonstram dados recentemente divulgados pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento). A meta para 2050 é reduzir para 424 quilos por tonelada. Ainda de acordo com dados do SNIC, desde 1990, quando começaram a ser contabilizadas as emissões da indústria de cimento, o volume médio de CO₂ lançado na atmosfera apresenta quedas progressivas. 

Veja o relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas

Entrevistado
Reportagem com base no relatório da Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, intitulado Climate Change 2021 – The Physical Science Basis (Mudança Climática 2021 – A base da ciência física) 

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ipcc-media@wmo.int 

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Altair Santos MTB 2330


Concreto absorve CO₂ e compensa emissão durante produção de cimento

Pesquisa do laboratório londrino The Concrete Centre mostra que blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂ Crédito: PxHere
Pesquisa do laboratório londrino The Concrete Centre mostra que blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂
Crédito: PxHere

Pela primeira vez um relatório da Intergovernmental Panel Climate Change (IPCC), que no Brasil é conhecido como Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, reconhece que a absorção de CO₂ pelo concreto compensa parte da emissão que ocorre durante a produção de Cimento Portland. Segundo o documento do organismo vinculado à ONU, divulgado dia 9 de agosto de 2021, pelo menos metade do gás carbônico emitido na fase de fabricação do cimento é reabsorvida pelo concreto através de um processo natural chamado de carbonatação mineral.

Para Richard Leese, diretor de política industrial, energia e mudanças climáticas da Mineral Products Association (Associação de Produtos Minerais) – organismo que representa a indústria de cimento do Reino Unido -, o reconhecimento do IPCC muda a chave da história quanto ao real volume de emissão de CO₂ atribuído à fabricação de cimento. “Essa contabilidade internacional terá que ser revista”, diz.

Também ouvida sobre o resultado do relatório do IPCC, a engenheira estrutural Jenny Burridge, que atua no The Concrete Centre – centro de inovações em concreto, localizado em Londres -, fez a seguinte constatação: “O concreto absorve CO₂, e isso é um fato. Mas diferentes tipos de concreto absorvem CO₂ em taxas diferentes. O concreto armado tem baixo potencial de carbonatação, pois se ele absorver muito CO₂ isso pode levar à corrosão das armaduras”, alerta. 

No entanto, continua a engenheira, os blocos de concreto são muito eficazes na absorção de CO₂. “Os blocos realmente carbonatam muito rapidamente”, diz. O concreto de demolições, que são transformados em agregados, também possuem grande capacidade de carbonatação, completa Jenny Burridge. “Quanto mais triturado estiver o concreto, maior a capacidade de absorver CO₂”, complementa. 

No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos COna atmosfera que os números globais do setor 

O trecho do relatório do IPCC que aborda que o concreto é um sumidouro de carbonatação do cimento está na página 32 do capítulo 5 do relatório, e diz: “As emissões diretas de carbonatos na produção de cimento estão em torno de 4% do total de emissões de CO₂ fóssil. Houve crescimento de 5,8% na década de 2000 e chegou a cair para 2,4% na década de 2010, mas estabilizou. No entanto, constata-se que há absorção de CO₂ pelas infraestruturas de concreto (carbonatação mineral) o que compensa cerca de metade das emissões de carbonato durante as fases de produção de cimento. Esses resultados são robustos”, conclui a análise. 

No Brasil, a indústria de cimento lança 11% menos CO₂ na atmosfera que os números globais do setor. “Enquanto a média mundial de emissão específica encontra-se em cerca de 634 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, no Brasil esse valor é de 564 quilos por tonelada de cimento”, demonstram dados recentemente divulgados pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento). A meta para 2050 é reduzir para 424 quilos por tonelada. Ainda de acordo com dados do SNIC, desde 1990, quando começaram a ser contabilizadas as emissões da indústria de cimento, o volume médio de CO₂ lançado na atmosfera apresenta quedas progressivas. 

Veja o relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas

Entrevistado
Reportagem com base no relatório da Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, intitulado Climate Change 2021 – The Physical Science Basis (Mudança Climática 2021 – A base da ciência física) 

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Altair Santos MTB 2330


Aquecimento do mercado imobiliário é fenômeno mundial

Pandemia de COVID-19 gerou profunda reavaliação da necessidade de moradia das pessoas, diz consultoria britânica
Crédito: PxHere

Estudo da consultoria britânica de real estate Knight Frank, e que abrange os mercados imobiliários de 56 países – incluindo o Brasil -, mostra que o segmento de venda de residências passa por um aquecimento global. Consequentemente, entre o 2º semestre de 2020 e o final do 1º semestre de 2021, o preço médio de uma casa, considerando todos os mercados avaliados na pesquisa, subiu 7,3% 

País por país, a Turquia foi quem registrou as maiores altas (32%), seguida pela Nova Zelândia (22,1%). No mercado latino-americano, dos cinco países avaliados, o Peru teve aumento médio de 10%, seguido de México (6,6%), Brasil (4%), Colômbia (3,2%) e Chile (1,7%). “A pandemia gerou uma profunda reavaliação da necessidade de moradia das pessoas, o que desencadeou uma corrida mundial ao mercado imobiliário. Isso causou a valorização dos imóveis”, diz trecho do estudo. 

Brasil está na 40ª posição no ranking e, segundo a chefe de pesquisa residencial internacional da Knight Frank, Kate Everett-Allen, o mercado imobiliário do país experimenta os mesmos efeitos colaterais causados pelo COVID-19 em outras nações. “Os preços das moradias estão subindo por causa da pandemia, não apesar dela”, diz. “Estabeleceu-se uma corrida por espaço, e as pessoas saíram comprando loucamente”, completa. 

A análise da Knight Frank aponta que desde 2006 – antes da explosão da bolha imobiliária ocorrida nos Estados Unidos, e que afetou todo o mundo – não se vê uma corrida por imóveis tão intensa. Mesmo assim, a consultoria avalia que não há risco de ocorrer outra bolha. Os governos aprenderam suficientemente em 2008 para não deixar que os mercados fiquem descontrolados, diz o estudo. No Canadá, por exemplo, a corrida por imóveis causou uma onda de especulações imobiliárias em 2020, mas que foi rapidamente contida pelo Banco Central do país. 

No Brasil, juros baixos para financiamento imobiliário ajudaram a impulsionar mercado  

Outro fenômeno detectado pela consultoria britânica é que em países com economias desenvolvidas também houve um aumento de demanda pela segunda casa entre as famílias. Nesse segmento, foi registrado crescimento que variou entre 26% e 33% em países como Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Itália, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Cingapura e Nova Zelândia. De acordo com a Knight Frank, isso também é reflexo da pandemia. “A busca por um segundo imóvel foi mais crescente em nações que adotaram medidas restritivas de circulação mais severas”, comenta a consultoria. 

No Brasil, além da reavaliação de moradia desencadeada pela pandemia, as baixas taxas de juros para financiamento imobiliário também estimularam a busca pela casa própria. Isso fez com que as vendas de apartamentos novos crescessem 46,1% no período de 12 meses, aponta balanço da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O levantamento abrange 162 municípios, sendo 20 capitais, de norte a sul do país. Os números mais relevantes foram registrados nas regiões norte e nordeste, aponta o estudo. “Essa é uma tendência que deve se manter até o final de 2021, pelo menos”, avalia o vice-presidente da área de indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. 

Entrevistados
Consultoria britânica de real estate Knight Frank e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa) 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Aquecimento do mercado imobiliário é fenômeno mundial

Pandemia de COVID-19 gerou profunda reavaliação da necessidade de moradia das pessoas, diz consultoria britânica
Crédito: PxHere

Estudo da consultoria britânica de real estate Knight Frank, e que abrange os mercados imobiliários de 56 países – incluindo o Brasil -, mostra que o segmento de venda de residências passa por um aquecimento global. Consequentemente, entre o 2º semestre de 2020 e o final do 1º semestre de 2021, o preço médio de uma casa, considerando todos os mercados avaliados na pesquisa, subiu 7,3% 

País por país, a Turquia foi quem registrou as maiores altas (32%), seguida pela Nova Zelândia (22,1%). No mercado latino-americano, dos cinco países avaliados, o Peru teve aumento médio de 10%, seguido de México (6,6%), Brasil (4%), Colômbia (3,2%) e Chile (1,7%). “A pandemia gerou uma profunda reavaliação da necessidade de moradia das pessoas, o que desencadeou uma corrida mundial ao mercado imobiliário. Isso causou a valorização dos imóveis”, diz trecho do estudo. 

Brasil está na 40ª posição no ranking e, segundo a chefe de pesquisa residencial internacional da Knight Frank, Kate Everett-Allen, o mercado imobiliário do país experimenta os mesmos efeitos colaterais causados pelo COVID-19 em outras nações. “Os preços das moradias estão subindo por causa da pandemia, não apesar dela”, diz. “Estabeleceu-se uma corrida por espaço, e as pessoas saíram comprando loucamente”, completa. 

A análise da Knight Frank aponta que desde 2006 – antes da explosão da bolha imobiliária ocorrida nos Estados Unidos, e que afetou todo o mundo – não se vê uma corrida por imóveis tão intensa. Mesmo assim, a consultoria avalia que não há risco de ocorrer outra bolha. Os governos aprenderam suficientemente em 2008 para não deixar que os mercados fiquem descontrolados, diz o estudo. No Canadá, por exemplo, a corrida por imóveis causou uma onda de especulações imobiliárias em 2020, mas que foi rapidamente contida pelo Banco Central do país. 

No Brasil, juros baixos para financiamento imobiliário ajudaram a impulsionar mercado  

Outro fenômeno detectado pela consultoria britânica é que em países com economias desenvolvidas também houve um aumento de demanda pela segunda casa entre as famílias. Nesse segmento, foi registrado crescimento que variou entre 26% e 33% em países como Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Itália, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Cingapura e Nova Zelândia. De acordo com a Knight Frank, isso também é reflexo da pandemia. “A busca por um segundo imóvel foi mais crescente em nações que adotaram medidas restritivas de circulação mais severas”, comenta a consultoria. 

No Brasil, além da reavaliação de moradia desencadeada pela pandemia, as baixas taxas de juros para financiamento imobiliário também estimularam a busca pela casa própria. Isso fez com que as vendas de apartamentos novos crescessem 46,1% no período de 12 meses, aponta balanço da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O levantamento abrange 162 municípios, sendo 20 capitais, de norte a sul do país. Os números mais relevantes foram registrados nas regiões norte e nordeste, aponta o estudo. “Essa é uma tendência que deve se manter até o final de 2021, pelo menos”, avalia o vice-presidente da área de indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. 

Entrevistados
Consultoria britânica de real estate Knight Frank e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessorias de imprensa) 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Brasil terá 1º núcleo de engenharia para Construção 4.0

Expectativa é que o NECSOR 4.0 entre em operação em 2022, no Parque Tecnológico de Sorocaba Crédito: Sebrae-PR
Expectativa é que o NECSOR 4.0 entre em operação em 2022, no Parque Tecnológico de Sorocaba
Crédito: Sebrae-PR

Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), em conjunto com o Instituto de Engenharia, o Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura) e a consultoria Deloitte, trabalha para implantar no Parque Tecnológico de Sorocaba, no estado de São Paulo, o 1º núcleo de engenharia para Construção 4.0 do Brasil 

O ambiente físico do laboratório contará com todos os equipamentos utilizados em canteiros digitais e disponíveis para atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), ensino e testes. O núcleo foi batizado de NECSOR 4.0 e a união dos organismos foi definida pelo presidente da Abemi, Gabriel Aidar Abouchar, como Movimento Brasil 4.0.  

Para o dirigente, o núcleo é vital para que a construção de infraestrutura do Brasil se posicione no século 21. “Ele vai nos permitir estruturar e avançar na área de construção de infraestrutura brasileira. As empresas nacionais de engenharia e construção precisam implementar iniciativas como esta para acompanhar ou superar as ações de outros países. Quem não acompanhar essa evolução tecnológica ficará obsoleto”, avalia. 

Gabriel Aidar Abouchar também entende que o NECSOR 4.0 estimulará o surgimento de outros núcleos pelo país. “A expectativa é que ele venha a ser o precursor de outros centros inovadores no Brasil e que todos possam, por meio de atividades em redes, contribuir para desenvolver e disseminar mais inovações para a indústria brasileira de engenharia e construção”, completa. 

O núcleo de Sorocaba-SP vai se concentrar no desenvolvimento de profissionais especializados em BIM, Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR), Inteligência Artificial (AI) e drones. A expectativa é que as instalações comecem a ser construídas ainda em 2021, para que o núcleo entre em operação em 2022. 

Projeto está inserido em linhas de crédito financiadas pela Finep e pelo BNDES 

Para o presidente do Instituto de Engenharia, Paulo Ferreira, um dos objetivos do NECSOR 4.0 é mudar o perfil da mão de obra que atua na construção civil. “Não dá mais para empilhar tijolos. A tecnologia bate à porta dos canteiros de obras e precisamos de profissionais qualificados. Além disso, o núcleo surge para gerar empregos e melhorar a produtividade”, afirma. A frase do engenheiro civil é reforçada pela coordenadora do centro de excelência da Deloitte, Danielle Ávila. “A Deloitte entra de maneira gratuita no projeto, impulsionada pelo desejo de ajudar a aumentar a produtividade do setor no Brasil”, assegura. 

Parque Tecnológico de Sorocaba, que promove a interação tecnológica entre empresas, startups e universidades, foi escolhido como ponto de partida do NECSOR 4.0 por que já atua dentro do ProEC 4.0 (Programa Brasileiro de Engenharia e Construção Civil 4.0) que conta com o financiamento da Finep e do BNDES. “Existem grandes investimentos previstos para os próximos 10 anos em energia, infraestrutura, saneamento básico, habitação e mobilidade urbana e a construção civil precisa estar preparada para agregar novas tecnologias”, finaliza o diretor de relações institucionais da Abemi, Telmo Ghiorzi. 

Entrevistados
Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) e Parque Tecnológico de Sorocaba (via assessorias de imprensa) 

Contatos
abemi@abemi.org.br
contato@empts.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Brasil terá 1º núcleo de engenharia para Construção 4.0

Expectativa é que o NECSOR 4.0 entre em operação em 2022, no Parque Tecnológico de Sorocaba Crédito: Sebrae-PR
Expectativa é que o NECSOR 4.0 entre em operação em 2022, no Parque Tecnológico de Sorocaba
Crédito: Sebrae-PR

Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), em conjunto com o Instituto de Engenharia, o Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura) e a consultoria Deloitte, trabalha para implantar no Parque Tecnológico de Sorocaba, no estado de São Paulo, o 1º núcleo de engenharia para Construção 4.0 do Brasil 

O ambiente físico do laboratório contará com todos os equipamentos utilizados em canteiros digitais e disponíveis para atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), ensino e testes. O núcleo foi batizado de NECSOR 4.0 e a união dos organismos foi definida pelo presidente da Abemi, Gabriel Aidar Abouchar, como Movimento Brasil 4.0.  

Para o dirigente, o núcleo é vital para que a construção de infraestrutura do Brasil se posicione no século 21. “Ele vai nos permitir estruturar e avançar na área de construção de infraestrutura brasileira. As empresas nacionais de engenharia e construção precisam implementar iniciativas como esta para acompanhar ou superar as ações de outros países. Quem não acompanhar essa evolução tecnológica ficará obsoleto”, avalia. 

Gabriel Aidar Abouchar também entende que o NECSOR 4.0 estimulará o surgimento de outros núcleos pelo país. “A expectativa é que ele venha a ser o precursor de outros centros inovadores no Brasil e que todos possam, por meio de atividades em redes, contribuir para desenvolver e disseminar mais inovações para a indústria brasileira de engenharia e construção”, completa. 

O núcleo de Sorocaba-SP vai se concentrar no desenvolvimento de profissionais especializados em BIM, Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR), Inteligência Artificial (AI) e drones. A expectativa é que as instalações comecem a ser construídas ainda em 2021, para que o núcleo entre em operação em 2022. 

Projeto está inserido em linhas de crédito financiadas pela Finep e pelo BNDES 

Para o presidente do Instituto de Engenharia, Paulo Ferreira, um dos objetivos do NECSOR 4.0 é mudar o perfil da mão de obra que atua na construção civil. “Não dá mais para empilhar tijolos. A tecnologia bate à porta dos canteiros de obras e precisamos de profissionais qualificados. Além disso, o núcleo surge para gerar empregos e melhorar a produtividade”, afirma. A frase do engenheiro civil é reforçada pela coordenadora do centro de excelência da Deloitte, Danielle Ávila. “A Deloitte entra de maneira gratuita no projeto, impulsionada pelo desejo de ajudar a aumentar a produtividade do setor no Brasil”, assegura. 

Parque Tecnológico de Sorocaba, que promove a interação tecnológica entre empresas, startups e universidades, foi escolhido como ponto de partida do NECSOR 4.0 por que já atua dentro do ProEC 4.0 (Programa Brasileiro de Engenharia e Construção Civil 4.0) que conta com o financiamento da Finep e do BNDES. “Existem grandes investimentos previstos para os próximos 10 anos em energia, infraestrutura, saneamento básico, habitação e mobilidade urbana e a construção civil precisa estar preparada para agregar novas tecnologias”, finaliza o diretor de relações institucionais da Abemi, Telmo Ghiorzi. 

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Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) e Parque Tecnológico de Sorocaba (via assessorias de imprensa) 

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