Sistema de contrapiso exclusivo utiliza os benefícios da argamassa autonivelante

Crédito: Conpasul
Quer diminuir a formação de fissuras na cura e ganhar velocidade na obra? A Conpasul tem um sistema chamado FONOMIX, que se trata de um serviço de planejamento, execução e fornecimento de argamassa autonivelante de formulação “patenteada” para aplicação em contrapisos internos e externos.
“O sistema foi adaptado ao Brasil em parceria com uma empresa Italiana detentora da patente, onde, iniciamos o projeto em 2017. Hoje já possuímos mais de 150.000 m² de contrapiso executados no Brasil com este sistema”, explica Flavio Roberto Bartz, gerente de desenvolvimento tecnológico da Conpasul.

Crédito: Conpasul
Com o FONOMIX, a empresa realiza desde a elaboração do projeto de execução do contrapiso, prevendo o posicionamento das juntas e proteções. “Além disso, realizamos o fornecimento, o lançamento e a aplicação da argamassa autonivelante no contrapiso, fazendo com que esta etapa não interfira no processo da obra, mantendo o andamento das demais atividades normalmente”, afirma Bartz.
O sistema pode ser utilizado em contrapisos de obras prediais, residenciais e comerciais. “Desde que a superfície após um período, receba um revestimento final em cerâmica, vinílico, madeira, e/ou outro, para o trânsito de pessoas e veículos leves”, aponta Bartz.

Crédito: Conpasul
Vantagens e diferenciais do sistema de contrapiso com argamassa autonivelante
De acordo com Bartz, dentre as principais vantagens e diferenciais em relação a outras soluções disponíveis no mercado estão:
- Dispensa do uso de telas/armaduras no contrapiso;
- Minimiza a formação de fissuras de retração na fase de cura do contrapiso;
- Não há necessidade de cura úmida e/ou química;
- Velocidade de execução (400 a 800 m²/dia);
- Baixa interferência no canteiro de obras, gerando uma economia global na obra;
- Boa resistência mecânica, uma vez que a Compressão ≥ 15,0 MPa, e a Tração na Flexão ≥ 4,0 MPa;
- Garante uma significativa melhoria acústica no sistema global do piso;
- Possui um ótimo apelo ecológico por utilizar matérias primas recicladas.
Aplicação da argamassa autonivelante
Neste sistema, a aplicação da argamassa autonivelante é orientada, eficiente e rápida. Consiste em:
- Após limpar a base de concreto realiza-se a etapa de transferência de nível do contrapiso para as diversas peças da casa e/ou apartamento. “Faz-se o nivelamento em cada local da área utilizando os tripés de níveis metálicos distribuídos a cada 2,25 m²”, descreve Bartz.
- Após a preparação da superfície, é enviada para a obra uma argamassa autonivelante dosada em central dosadora de concreto, sendo extremamente precisa e com grande qualidade. “Ali, esta argamassa é bombeada até o pavimento por meio de um equipamento acoplado à uma bomba. O acabamento final do contrapiso é feito a partir do uso de um rodo específico para tal”, expõe Bartz.
Segundo Bartz, a produção média de contrapiso de argamassa autonivelante é de aproximadamente 400 a 800 m² por dia (jornada diária de 8 horas), considerando o uso de um pedreiro, dois ajudantes, e um operador de bomba (total de 4 a 5 pessoas envolvidas no processo).
Fonte
Flavio Roberto Bartz é gerente de desenvolvimento tecnológico da Conpasul.
Contato
flaviobartz@conpasul.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Programa Aproxima disponibilizará imóveis públicos para habitação social

Crédito: Envato
Durante o mês de junho, os Ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciaram o lançamento do Programa Aproxima. Com esta ação integrante do Programa Casa Verde e Amarela (PCVA), o foco é promover o acesso de famílias de baixa renda à casa própria ao mesmo tempo em que reduz os custos com a produção habitacional. Para atingir este objetivo, ele permitirá a utilização de imóveis públicos desocupados em áreas urbanas de grande movimentação.
De acordo com as regras do Aproxima, os terrenos e prédios da União que não estejam sendo usados serão oferecidos por meio de licitação. As prefeituras serão as responsáveis por este processo, bem como pela escolha e indicação das famílias a serem contempladas. Já os imóveis serão sugeridos pelos Municípios e pelo Distrito Federal. E, por fim, a iniciativa privada será a responsável pela construção e manutenção das unidades habitacionais nos terrenos da União.
O programa ainda tem como objetivo o aproveitamento de patrimônio não utilizado e da infraestrutura urbana. Isto é uma forma de evitar a expansão desnecessária da malha urbana, ao mesmo tempo em que incentiva o setor privado a realizar investimentos. Outra característica do Aproxima é a possibilidade de utilizar estes imóveis para projetos que também tenham caráter comercial, como shoppings, estacionamentos e estabelecimentos de prestação de serviços.
“Os imóveis integrantes do programa são terrenos muito bem localizados e que, na maioria das vezes estão em áreas centrais de grandes municípios já dotados de infraestrutura urbana, de serviços urbanos, de localização mais próxima do trabalho. Uma grande inovação deste projeto é que como o governo vai entrar com a contrapartida do imóvel, então, não há recursos do Orçamento Geral da União”, afirma o Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional, Helder Melillo.
Na opinião de Alexandre Ywata, secretário de desenvolvimento da infraestrutura do Ministério da Economia, o Aproxima é um excelente instrumento para fomentar a participação do setor privado para o provimento de moradia social.
Como os beneficiários podem participar?
Sobretudo, os beneficiários das unidades habitacionais do Programa serão os integrantes do cadastro municipal de famílias interessadas em habitação de interesse social. O programa irá seguir as faixas de renda definidas pelo PCVA. Da mesma forma, as unidades habitacionais de interesse social produzidas nos empreendimentos contratados serão disponibilizadas de acordo com opções de destinação previstas por este programa.
Como indicar imóveis?
A indicação de imóveis pode ser feita por meio de formulário no portal SPU.
Fontes
Ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional (MDR)
Helder Melillo é Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional
Alexandre Ywata é secretário de desenvolvimento da infraestrutura do Ministério da Economia
Contato
imprensa@mdr.gov.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Jogos Olímpicos de Paris apostam na sustentabilidade das construções

Crédito: Paris 2024
Em 1924, Paris foi sede dos Jogos Olímpicos pela primeira vez. Cem anos depois, as Olimpíadas voltarão a ser realizadas na cidade-luz. O novo projeto para as Olimpíadas combina responsabilidade econômica, social e ambiental.
Segundo o Comitê Olímpico, diante dos desafios sociais do século 21, Paris 2024 colocou questões de legado e sustentabilidade no centro de seu projeto desde a fase de licitação, para inspirar novos padrões: jogos a serviço dos territórios, que constituem oportunidades para a economia local, uma pegada de carbono partilhada por dois em relação às edições anteriores, em linha com os princípios da economia circular.
Sustentabilidade
Um dos focos principais dos Jogos Olímpicos 2024 é a sustentabilidade. Por isso, a ideia é aproveitar os vários pontos turísticos de Paris como cenário para jogos e competições. Portanto, provavelmente será possível ver alguma competição com a famosa torre ao fundo, por exemplo. Inclusive, o rio Sena servirá de palco para a cerimônia de abertura – pela primeira vez na história ela não ocorrerá dentro de um estádio.
De acordo com a organização do evento, 14 locais excepcionais compõem um conceito compacto, com 24 esportes olímpicos (de 32) localizados a 10 km da Vila. Dentre estes pontos estão o Grand Palais, a ponte Alexandre III e o Hôtel National des Invalides. “Ao usar 95% de locais existentes ou temporários, optamos ativamente por minimizar nosso impacto ambiental. Reduzir o número de novos projetos de construção significa que somos capazes de restringir significativamente a pegada de carbono e dar o centro do palco à riqueza da arquitetura francesa, transformando os marcos mais impressionantes de Paris em arenas esportivas”, afirma o Comitê Olímpico.
Vilas Olímpica e Paralímpica
Uma das poucas obras a ser feita na cidade é a construção das Vilas Olímpica e Paralímpica. Localizada a cerca de 7 km ao norte do centro de Paris e a menos de 5 minutos do Stade de France, a vila será o epicentro do projeto Paris 2024. Construída num raio de 500 m, inclui três áreas principais: a Praça da Vila Olímpica, uma zona internacional aberta ao rio Sena, uma área residencial em torno da Cité du Cinéma e uma área operacional ligada às redes rodoviárias (A86 e A1). A vila será servida pelo futuro hub do metrô da Grande Paris (2 RER e 5 linhas de metrô).
De acordo com a organização, este projeto foi concebido como o derradeiro eco-distrito do futuro para os residentes no departamento de Seine-Saint-Denis. Além disso, com o Centro Aquático, os moradores locais poderão desfrutar de três novas piscinas em uma área onde atualmente existem muito poucas dessas. “Ambos os projetos de construção terão baixa pegada de carbono e, acima de tudo, atenderão às necessidades de longo prazo da área local e de sua população”, afirmam os organizadores.
Reforma da Torre Eiffel
Para se preparar para os Jogos Olímpicos, um dos monumentos mais famosos do mundo irá passar por modificações. A pintura é uma das principais mudanças, já que ganhará um tom mais amarelado. Além disso, a região onde ela está localizada deve passar por modificações. O projeto da firma Gustafson, Porter and Bowman prevê transformar a ponte sobre o rio em um espaço exclusivo para pedestres e criar uma cascata quase contínua de folhagem do Trocadero até o final do Campo de Marte.
Mobilidade
Outra prioridade dos Jogos Olímpicos de 2024 é a questão da mobilidade. Portanto, 100% dos atletas treinarão a menos de 20 minutos da Vila Olímpica, e 60% deles treinarão lá dentro mesmo. 85% dos atletas serão acomodados a menos de 30 minutos do local da competição.
O polêmico arranha-céu triangular
Uma obra que deve ficar pronta para os Jogos Olímpicos, mas que não faz parte da infraestrutura do projeto, é o polêmico Tour Triangle. Este arranha-céu em formato de triângulo conta com 42 andares e 180 m de altura. Entretanto, o projeto tem sido alvo de críticas, uma vez que sua arquitetura é bem diferente de toda a atmosfera da cidade – e Paris é uma cidade que tem uma tensão duradoura quando se trata de preservação do passado versus inovação para o futuro.
Fonte
Comitê Olímpico Paris 2024
Contato
media@paris2024.org
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Placas cimentícias: por que utilizar este material?
Quer um material versátil para usar como fechamento da área externa ou interna da sua obra? As placas cimentícias são uma solução versátil e combinam com qualquer estilo arquitetônico. De fácil aplicação, também apresenta grande durabilidade. Saiba mais sobre o seu uso.

Crédito: Eternit
Processo produtivo das placas cimentícias: como são feitas?
O processo de produção das placas cimentícias Eternit é o mesmo das telhas, o tradicional fibrocimento, conhecido como Processo Hatschek. “Basicamente, os insumos (cimento, celulose e outros) são misturados à água nas máquinas, essa mistura vai dar origem a uma lastra de fibrocimento ainda úmida que passa por uma esteira e um cilindro compressor, até atingir a espessura da placa que está sendo produzida.
Depois dessas etapas, a lastra passa pelo processo de corte, para ficar nas dimensões desejadas e, em seguida, passa pela etapa de cura – um tempo de armazenamento em fábrica para garantir que as resistências mínimas para realização de ensaios sejam alcançadas. Após a realização dos ensaios exigidos por norma e aprovação dos resultados pelo nosso setor de Qualidade, elas estarão aptas a serem comercializadas”, explica Rúbia Mussi, Arquiteta e Especificadora Técnica na Eternit.
Onde usar as placas cimentícias?
Como o principal substrato é o cimento, a grande vantagem da utilização da placa cimentícia é a de poder ser utilizada em áreas externas, fachadas e áreas úmidas. “Uma associação de produto que é bastante feita é com relação ao gesso, material que tem aplicação similar. E, para as áreas externas e úmidas a placa cimentícia é mais apropriada. Sabemos que nas linhas de placas de gesso há produtos com aplicação indicada para esses fins, mas ainda assim, a resistência à umidade e intempéries da placa cimentícia será maior nestes casos”, pontua Rúbia.
De maneira geral, a placa cimentícia pode ser utilizada em diversos ambientes – incluindo aqueles em que o gesso é bastante utilizado, como é o caso de áreas internas. “Pode ser utilizada como fechamentos verticais, shafts, elemento decorativo, entre outros”, menciona Rúbia.
Vale destacar que dentre seus usos mais frequentes estão: paredes externas e internas, sistemas de fachadas e fechamentos verticais de modo geral. “A aplicação das placas como fechamentos verticais é a utilização mais comum e adequada para o que o produto oferece em termos de desempenho técnico e características”, ressalta Rúbia.
Por essa razão, a placa cimentícia não é recomendada como cobertura ou piso. “Essas não são as indicações mais adequadas, porém, nossa Área Técnica junto aos nossos setores de Desenvolvimento e Qualidade podem realizar estudos para entender a necessidade de cada cliente e viabilidade de cada aplicação”, pontua.
Vantagens

Crédito: Eternit
Além das características já citadas, outro diferencial da placa cimentícia é a resistência ao impacto. “Embora estejamos falando de placas de 8 – 10 mm de espessura, elas são bastante resistentes a esse esforço, sobretudo se consideradas parte de um sistema construtivo desempenhando funções junto com outros componentes”, cita Rúbia.
Outras vantagens são a não oxidação e a não combustibilidade do material, o que significa que não propaga chamas. “Ela ainda é considerada imperecível e não perde resistência com o passar do tempo sendo, portanto, muito durável mesmo quando aplicada em áreas externas e sujeitas a intempéries”, afirma Rúbia.
Outro ponto que faz com que a placa cimentícia se destaque é o aproveitamento que conseguimos ter do material através de modulação e cortes racionais. “Podemos trabalhar com a questão modular da placa, projetando de modo a aproveitar as suas dimensões e assim gerar menor índice de descarte de material e também menor custo e tempo de execução”, argumenta Rúbia.
Por fim, há também a facilidade de instalação, que ocorre por meio de fixação com parafusos em uma estrutura que pode ser de perfis de aço, sendo o Light Steel Frame o mais comum ou ainda perfis de madeira, segundo Rúbia.
Estilos arquitetônicos
Uma das principais características das placas cimentícias é a sua versatilidade. “Como se trata de uma superfície cimentícia, é possível aplicar diversos tipos de revestimento sobre elas, como papel de parede, cerâmica, pinturas ou texturas, ou até mesmo adotá-las de forma aparente como elemento decorativo”, comenta Rúbia.
“No sentido estético, há duas opções de acabamento: trabalhar com juntas invisíveis ou aparentes. Na primeira solução, é possível fazer o tratamento de juntas, tendo como resultado uma parede lisa para receber qualquer tipo de acabamento, em qualquer estilo. Na segunda opção pode-se trabalhar com paginação de placas de diversos formatos e dimensões tirando partido do próprio sistema e, inclusive, garantindo execução mais rápida e com menor custo. Não dá para afirmar que as placas atendem mais um estilo arquitetônico que outro, uma vez que ela pode se adequar a qualquer um deles. Mas, quando fica aparente, ela pode ser mais facilmente relacionada a estilos minimalistas ou industriais”, justifica Rúbia.
Cuidados ao usar as placas cimentícias
Um dos principais cuidados relacionadas à placa cimentícia tem relação com o seu armazenamento. “Antes da utilização das placas, elas precisam ser estocadas na horizontal, sobre um pallet e uma superfície nivelada o que vai dar estabilidade e garantir que ela não sofra nenhum tipo de deformação”, alerta Rúbia.
Após a aplicação, a recomendação é que se faça tratamento de superfície com impermeabilizante para garantir uma boa aparência e menor necessidade de manutenção. “Se este processo não for realizado, a exposição pode agregar sujidade em sua superfície. Por isso, recomendamos essa prática para garantir menores custos com manutenção e maior durabilidade de uma boa aparência” lembra Rúbia.
Entrevistada
Rúbia Mussi arquiteta e trabalha como especificadora técnica na Eternit
Contato
rubia.mussi@eternit.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Obras de alargamento de faixa de areia: como fazer?

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No final de 2021, a megaobra de alargamento da Praia Central, em Balneário Camboriú (SC), ficou pronta. E, há poucas semanas, em Matinhos (PR) começaram as obras de dragagem e engorda da faixa de praia, de Caiobá até o Balneário Flórida. Com este projeto, espera-se que a faixa de areia tenha de 70 a 100 metros de largura.
No entanto, este tipo de obra não é novidade no Brasil. O processo, que tem o nome de engorda ou alargamento da faixa de areia, já foi feito em Recife e também em Alagoas. Mas por que se tem optado por esta técnica? De acordo com Marcos Lyra, engenheiro civil especialista em obras de defesa costeira, o que acontece é que as praias sofrem erosão com o passar do tempo e, para contê-la, é utilizada esta técnica, que consiste na colocação artificial de areia preferencialmente de mesmo tamanho, densidade e granulometria do material original da praia.
“O principal objetivo da obra é preservar, alargar ou formar praias e dunas, compensando a erosão verificada, aumentando a largura da praia. Não existe solução única para contenção de erosão costeira. Indicar o alargamento de faixa de areia para qualquer praia é uma opção de difícil eficácia. É preciso buscar maior eficiência nas obras de proteção costeira, procurando encontrar nas soluções de engenharia a recuperação da praia natural recreativa. As cidades litorâneas precisam de adaptação para enfrentar as marés atuais e futuras, frente as mudanças climáticas”, explica Lyra.
Quando vale a pena fazer a engorda costeira?
Teoricamente toda praia com processo erosivo poderia utilizar o alargamento da faixa de areia. Entretanto, para saber se realmente vale a pena fazer este tipo de obra, Lyra aponta que em todo projeto de engenharia para proteção costeira, deve-se observar cinco itens: custo de implantação; custo de manutenção; disponibilidade do material; impacto ambiental e durabilidade.
“Para avaliar o custo-benefício da obra da engorda artificial de praia, é preciso manter a vigilância no acompanhamento do pós-obra. Existem dois tipos básicos de acompanhamento: o primeiro tipo é para conformidade da construção do projeto e para avaliação do desempenho do projeto. Geralmente feitos durante a execução da obra e durante o primeiro ano após a sua implantação. O segundo tipo é muitas vezes negligenciado. É preciso especificar claramente a necessidade de um plano de monitoramento e um plano de operação e manutenção”, opina Lyra.
Na equação custo-benefício da obra da engorda artificial, deve-se observar se o investimento é economicamente viável. “Muitas vezes, o alto custo da obra, as dificuldades de atendimento aos parâmetros de projeto e as incertezas quanto à durabilidade da intervenção, são fatores limitantes para sua utilização”, destaca Lyra.
Estudo de impacto ambiental
Uma das polêmicas ligadas à engorda das praias é a questão ambiental. Lyra indica que é preciso fazer um EIA/RIMA bem fundamentado, o que é algo dispendioso e complexo. “É importante realizar um diagnóstico dos impactos ambientais, não só pela diversidade de parâmetros envolvidos que deve considerar as zonas de empréstimo, os níveis energéticos, as características e o controle das areias a depositar na praia, que compreende os ciclos de enchimento e emagrecimento, mas acima de tudo devido ao alto grau de incerteza quanto à durabilidade da intervenção”, aponta.
Ainda, Lyra sugere realizar estudos de modelo matemático e modelo reduzido, para avaliar as condicionantes da praia, garantindo o êxito da engorda artificial. “Em praias muito energéticas, há o risco da areia ser retirada pelo mar num período inferior a cinco anos, sendo necessário repor os sedimentos na praia, onerando ainda mais o investimento”, conclui.
Entrevistado
Marcos Lyra é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas, especialista em obras de defesa costeira com MBA em gestão ambiental de desenvolvimento sustentável. Conceituado profissional, ocupou diversas funções para o desenvolvimento de projetos de engenharia nas áreas sanitária e ambiental no Estado de Alagoas, Brasil. Palestrante, escritor, autor de vários artigos sobre erosão costeira, atualmente é consultor responsável pelo sucesso no controle de erosão costeira e recuperação de praias com o uso de dissipadores de energia Bagwall e Sandbag no litoral nordestino do Brasil.
Contato
engenhariacosteira@gmail.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
5 tendências para setores da construção civil pós-pandemia

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A pandemia mudou a forma como nos relacionamos com os espaços e isso teve um impacto para a construção civil. Além disso, ela trouxe um enfoque grande em novas tecnologias e sustentabilidade. Veja o que podemos esperar dos novos projetos e como os profissionais da área adaptaram seus trabalhos.
1) Trabalhar na residência e sentir-se em casa
Durante a pandemia, o home office virou quase mandatório e, com isso, muitas pessoas optaram por se mudar para espaços maiores ou lugares que já tivessem uma infraestrutura de lazer inclusa. Além disso, há também aqueles que optaram em se mudar para o interior ou cidades menores, em busca de melhor qualidade de vida.
Será que estas tendências devem continuar? Na opinião de Edison Coelho, diretor comercial da Hendler Construtora e Incorporadora, não só devem permanecer, como vai cada vez ficar em evidência a questão de trabalhar em casa e também de sentir-se em casa. Isto é, mesmo para quem mora em um apartamento, mesmo com o advento da verticalização, a criação de novos ambientes dentro do empreendimento vai deixar ainda mais a sensação de estar em casa. “Então é comum ter um lugar para se exercitar, brincar com os cachorros ou para as crianças brincarem. Tudo isso dentro de um mesmo condomínio”, aponta Coelho.
Para Leonard Jenny, CEO da Linda Casa Decor, há dúvidas se essa tendência se solidificará. “De certa forma, o COVID-19 certamente atuou como um acelerador para trabalhar em casa. Foi demonstrado que os processos de trabalho podem ser digitalizados muito rapidamente ou até mesmo funcionar sem estar no escritório. Sob a pressão da crise, também foram introduzidas novas ferramentas de comunicação e foram desenvolvidas novas competências digitais. Não menos por esses motivos, muitas empresas também pretendem expandir as possibilidades de trabalhar em casa no futuro. No entanto, há diferenças em como os diversos setores lidarão com o home office, isto é, para alguns é mais viável, enquanto para outros o modelo presencial ainda é predominante. Todos os setores de serviços intensivos em conhecimento - informação e comunicação, serviços financeiros e educação - certamente têm aqui o maior potencial. Mas depende também de muitos fatores culturais da empresa. As implicações para áreas como liderança e novas formas de colaboração serão substanciais. No entanto, também é de esperar que haja uma diferenciação e não uma substituição completa do trabalho de escritório”, explica Jenny.
2) Ambientes com atendimento ao público mais arejados e iluminados

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Nos novos projetos, há uma priorização de vãos de aberturas maiores, com mais ar natural e luz natural, segundo Coelho. “Além disso, a questão da acessibilidade está muito em voga”, pontua Coelho.
3) Segurança e atendimento aos deliveries
De acordo com Coelho, os empreendimentos se prepararam para ter cada vez menos contato físico através das tele-entregas. “Hoje as portarias estão automatizadas, sendo projetadas e pensadas para ter menos contato”, destaca Coelho.
4) Emprego de tecnologia
De forma geral, a pandemia trouxe um grande avanço tecnológico para os mais diversos setores. No Brasil, a construção civil ainda está começando neste processo, mas já existem iniciativas. É o caso, por exemplo, da inteligência artificial e do business intelligence, que otimizam processos e ajuda a tornar os processos cada vez mais automatizados, minimizando as falhas humanas. Alguns projetos da área valem ser mencionados, como é o caso dos drones para inspeção de segurança nas obras, uso do metaverso e software para aceleração de orçamento das obras. Ainda, a impressão 3D tem sido cada vez mais usada em projetos da área.
5) Soluções sustentáveis
Em 2020 e 2021, o mercado imobiliário ficou em alta, uma vez que as taxas de juros chegaram aos menores patamares históricos do crédito imobiliário. Só que em 2022, esta situação mudou um pouco – em função do conflito entre Rússia e Ucrânia, a economia global está crescendo menos e isso se reflete nos mercados de construção civil e imobiliário. Além disso, a guerra também trouxe um aumento dos insumos da construção de forma geral. Esses fatores aliados à crescente preocupação com o meio ambiente também têm feito a indústria procurar soluções mais sustentáveis.
No caso do cimento, por exemplo, tem-se procurado fazer a substituição do coque de petróleo por alternativas mais sustentáveis e economicamente viáveis como casca de babaçu, caroço de açaí, palha de arroz e cavaco de madeira.
Entrevistados
Edison Coelho é diretor comercial da Hendler Construtora e Incorporadora, profissional com mais de 3 décadas de experiência no setor de corretagem de imóveis e 20 anos atuando na gestão de produtos imobiliários.
Leonard Jenny é CEO da Linda Casa Decor.
Contatos
Edison Coelho - comercial@hendlerconstrutora.com.br
Leonard Jenny – lindacasadecor@gmail.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Número de empregos da construção civil cresceu na pandemia

Crédito: Envato
Mesmo com a pandemia, o setor da construção civil empregou 2 milhões de pessoas em 2020. Este valor representa um aumento de 3,8% com relação a 2019, quando havia 71,8 mil trabalhadores ocupados no setor. O valor gerado pelo setor de Construção chegou a R$ 325,1 bilhões em 2020, sendo R$ 304,4 bilhões em obras e/ou serviços (93,6%) e R$ 20,7 bilhões em incorporações (6,4%). Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho de 2022.
Além disso, a pesquisa também revelou que, em 2020, o país contava com 131.809 empresas de Construção, número que cresceu 5,4% frente a 2019 (125,1 mil). Se este número for comparado a 2011, o crescimento foi de 41,2%. Ainda, o total de salários, retiradas e outras remunerações pagos pelo setor foi de R$ 58,7 bilhões, com destaque para o setor de infraestrutura, que representou 37,1% desse valor.
Na opinião do analista da pesquisa, Marcelo Miranda, mesmo com a pandemia, o setor de construção conseguiu evoluir. “Decretos federais, estaduais e municipais colocaram a construção dentre as atividades essenciais, possibilitando a continuidade das obras durante a pandemia. Políticas públicas de estímulo à economia e de subsídios para a manutenção de empregos podem ter minimizado os efeitos da crise”, resume.
Setores com maior crescimento
Entre os segmentos da Construção, o setor de infraestrutura foi o que mais cresceu na geração de empregos, com alta de 10,9% em número de pessoas ocupadas. Já a ocupação no setor de serviços especializados caiu 3,3%.
Foi possível observar uma estabilidade na participação de obras de infraestrutura no valor gerado pelo setor: de 32% para 32,7%. Já a construção de edifícios avançou de 44,7% para 45,3% e serviços especializados para construção foi o único a ter redução: de 23,3% para 22%.
De acordo com Miranda, o segmento de obras de infraestrutura era o principal do setor, mas caiu para a segunda colocação, com perda de nove pontos percentuais entre 2011 e 2020, sendo ultrapassado por construção de edifícios que ganhou 5,4 pontos percentuais.
Setor privado x setor público
Outra diferença trazida pela pesquisa de 2020 é referente à participação dos setores privado e público. No valor gerado pelas obras e serviços, 70,2% é proveniente de contratos por pessoas físicas e/ou entidades privadas (R$ 213,7 bilhões), enquanto 29,8% vem de entidades públicas em 2020, isto significa uma queda de 0,3% com relação a 2019.
Segundo Miranda, historicamente, a Construção de Edifícios e Serviços são mais focados no setor privado, enquanto o setor público é mais presente em obras de infraestrutura. “Entretanto, mesmo neste segmento, o setor privado tem crescido em participação”, destaca.
Fonte
Marcelo Miranda é analista da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC)
Contato
Assessoria de imprensa: comunica@ibge.gov.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
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Laje desaba em obra dentro da UEM

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Uma laje desabou em uma obra dentro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, no dia 25 de junho, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O acidente teria ocorrido às 9h30 da manhã, no Bloco Q-07, e cinco trabalhadores ficaram feridos.
Durante a ocorrência, houve o desabamento da última laje da construção e os trabalhadores que estavam na parte debaixo da obra foram atingidos, segundo o Corpo de Bombeiros.
Na hora da concretagem da última laje, ainda vazia, as escoras não aguentaram e o conjunto de caixaria e ferragem ruíram, de acordo com informações da UEM. No entanto, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
Causas de desabamento de lajes em obras
Embora as razões que causaram o desabamento ainda sejam desconhecidas, segundo Fabiana Albano, engenheira civil e diretora do Ibape/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), este tipo de acidente em obras pode ser causado por vários fatores: subdimensionamento do cimbramento/escoramento que não suporta o peso próprio da laje; pode ser ocasionado por fôrma sem a resistência necessária; descimbramento antes da cura do concreto; ou subdimensionamento da própria laje.
Para evitar este tipo de situação, Fabiana aponta que as estruturas devem sempre ser projetadas e acompanhadas de um profissional técnico responsável e habilitado. Da mesma forma, devem ser tomadas as devidas providências quanto à regularidade legal (licenças, ART, RRT e outros pertinentes).
Igualmente, Fabiana lembra que é fundamental ter um projeto que atenda às normas técnicas de projeto e execução. “Além disso, é preciso respeitar o tempo de cura do concreto, atendimento às normas de segurança do trabalho para evitar acidentes de trabalho, controle tecnológico de resistência do material e nunca (jamais!) utilizar aqueles projetos padrões oferecidos por fornecedores de lajes pré-fabricadas. É essencial a consulta ao cálculo estrutural”, pontua Fabiana
Sobretudo, para identificar este tipo de problema durante a obra, Fabiana indica verificar as “flechas”, que são aqueles abaulamentos (barrigas) que se formam no meio do vão, fissuras e trincas quando já desenformado. Outra medida importante é avaliar se foram previstas as amarrações entre os elementos (lajes e vigas). “Quando o cálculo estrutural é feito, isso é detalhado”, alerta Fabiana.
Fonte
Fabiana Albano é engenheira civil e diretora do Ibape/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo).
Contato
secretaria@ibape-sp.org.br
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Marina Pastore
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Startup dinamarquesa imprime casa 3D em concreto de baixo custo

Crédito: 3DCP & Saga Space Architects
Já pensou construir uma casa inteira em apenas cinco semanas? Foi este o feito da startup 3DCP Group. Ao utilizar a tecnologia de impressão 3D, a empresa criou uma casa de 37 m², usando concreto real de baixo custo (não argamassa).
A casa é a primeira do tipo na Europa e seu projeto prioriza criar uma construção totalmente habitável no menor número de metros quadrados possível. A residência está localizada em Holstebro, Dinamarca, e conta com banheiro, cozinha em plano aberto, sala de estar e quarto. Para economizar espaço, o quarto foi colocado em um mezanino acima do banheiro. Para manter as tradições de construção e design nórdicos, a madeira foi priorizada no interior.
De acordo com o arquiteto Sebastian Aristotelis, da Saga Space Architects, que projetou a casa, o objetivo era fazer uma pequena unidade habitacional para estudantes. “Ela deveria conter todos os cômodos e funcionalidades de uma casa normal, mas com um custo tão baixo, que até os estudantes pudessem pagar para viver nela. Resolvemos a tarefa fazendo um projeto que proporciona um uso muito eficaz de cada metro quadrado, ainda dando aos moradores a sensação de estar em uma casa muito maior por ter uma grande área aberta no meio”, afirma.

Crédito: 3DCP & Saga Space Architects
Processo de construção da casa 3D
O Grupo 3DCP usou a impressora de construção 3D BOD2, que faz formas incomuns, além de imprimir com concreto real por um baixo custo e ajudar a fazer o telhado e a fundação.
A casa é moldada em um círculo triangular conectado por um núcleo central aberto. Em cada extremidade do triângulo, você encontra a cozinha, a sala e o banheiro. Para acomodar o quarto em cima do banheiro, o teto acima da extremidade do triângulo com o banheiro e o quarto foi levitado.
Para Mikkel Brich, CEO do 3DCP Group, a tecnologia de impressão 3D é um verdadeiro divisor de águas na construção, pois dá vida a uma nova arquitetura que, de outra forma, não seria possível pelos métodos convencionais de tijolo e argamassa. “A inovadora tecnologia de impressão de construção 3D utiliza concreto real, aumentando a eficiência e reduzindo significativamente as horas de trabalho humano usadas na construção. Não poderíamos ter realizado o projeto usando qualquer outro método”, explica.
De acordo com Brich, estudos mostraram que as emissões de CO₂ dos canteiros de obras podem ser reduzidas em até 32% ao usar a impressão 3D. Ao automatizar processos e construir com robôs também é possível reduzir em até 50% as horas-homem no processo de construção.
A fiação elétrica, o encanamento e outras funcionalidades foram terminadas à medida que a casa era impressa.
Fontes
Sebastian Aristotelis, da Saga Space Architects.
Mikkel Brich, CEO do 3DCP Group.
Contato
Assessoria de imprensa: cj@cobod.com
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
Aumento do preço dos insumos: quais as saídas?

Crédito: Envato
Em junho de 2022, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 2,81%. Este percentual é superior ao apurado no mês anterior, quando registrou taxa de 1,49%. Consequentemente, o índice acumulou alta de 7,20% no ano e 11,75% em 12 meses.
Neste mesmo período em 2021, o índice chegou a subir 2,30% no mês e acumulou alta de 16,88% em 12 meses. Vale destacar que a taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 1,55% em maio para 1,40% em junho.
“Durante a pandemia, precisamos muito de material e a indústria não tinha como atender a toda essa demanda. Isso ocorreu por diversas razões. Algumas indústrias, como a de aço, haviam paralisado as atividades e depois retomaram. Em outras situações, como é o caso do cobre e do PVC, houve falta de matéria-prima internacional. Antes da pandemia, tivemos uma crise na construção civil, mas em seguida houve um aumento na demanda e as empresas não deram conta”, explica Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Mais recentemente, o conflito entre Ucrânia e Rússia também influenciou o mercado, com aumento do preço do frete marítimo e rodoviário e da energia.
4 maneiras de mitigar a alta dos insumos da construção civil
Diante deste cenário, como diminuir o impacto no setor? Que medidas tomar para atenuar os efeitos decorrentes destes aumentos? Klavdianos cita algumas possibilidades:
- Incentivar a concorrência e diversidade no mercado
Na opinião de Klavdianos, há segmentos da cadeia de construção civil que têm poucos fornecedores. “É o caso de aço, louças, PVC, tubos e conexões, entre outros. Isso cria uma dependência da construtora em relação aos fornecedores. Consequentemente, acabamos ficando na mão de poucas empresas”, lembra.
No entanto, ao mesmo tempo essa situação traz um paradoxo. “É claro que, para termos uma variedade maior de empresas, as condições para investir no Brasil têm que ser seguras. Antes da crise que se acentuou a partir de 2013, havia algumas siderúrgicas sendo construídas no Brasil por outras multinacionais. No entanto, quando elas ficaram prontas, não tinha mais consumo para elas e elas tiveram que vender a planta. Portanto, precisa ter mercado”, pontua Klavdianos.
- Canal externo de compras
De acordo com Klavdianos, algumas construtoras brasileiras ainda estão tateando a possibilidade de importar alguns materiais. “As construtoras brasileiras já fazem este procedimento, nem que seja de forma terceirizada, através de um intermediário, alguns insumos. Isso é muito comum no caso de revestimentos cerâmicos. Muitas plantas de fornecedores daqui estão no exterior. As construtoras precisam usar mais este canal e de forma mais eficiente”, aponta Klavdianos.
Ainda, Klavdianos menciona a importância de se rever burocracias e barreiras de importação – seja para os materiais ou para os insumos.
- Cooperativas de compras
Para Klavdianos, as construtoras precisam se organizar em cooperativas de compras. “Dessa forma, aumenta-se o volume de compra, e é possível obter uma condição comercial melhor. Afinal, o preço que grandes incorporadoras compram o aço, por exemplo, não é o mesmo valor pago pelas empresas menores. Esse canal é pouco utilizado e poderia ser mais explorado pelas construtoras”, sugere Klavdianos.
- Investimento em inovação, produtividade e pesquisa
Acima de tudo, buscar formas de produzir mais rápido, encurtando o cronograma da obra, certamente vai reduzir os custos, segundo Klavdianos. “Por isso a inovação é tão importante. Introduzir processos construtivos mais industrializados e materiais alternativos pode ajudar a reduzir custos. Assim, é possível viabilizar substitutos e oferecer mais alternativas para o setor. Se analisarmos, os materiais que tiveram maior alta de preços pertencem a cadeias muito oligopolizadas ou dependentes de commodities. É o caso do PVC, por exemplo, que aqui no Brasil tem praticamente uma só empresa que fornece os insumos. Como é possível conseguir preços melhores diante deste cenário?”, destaca Klavdianos.
No caso da indústria do cimento, pesquisas têm sido feitas com diversos materiais para fazer a substituição do coque, em que já há resultados com o uso de biomassa feita a partir de caroço do açaí, a casca de babaçu, o cavaco de madeira dos reflorestamentos, a moinha de carvão, a palha de arroz, entre outros.
Fonte
Dionyzio Klavdianos é presidente da COMAT-CBIC e é formado em engenharia civil pela universidade de Brasília.
Contato
Assessoria de imprensa: ascom@cbic.org.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP









