Vendas de cimento crescem no primeiro trimestre e somam 15,9 milhões de toneladas no país
Desempenho foi influenciado por mercado de trabalho aquecido, programas habitacionais e investimentos em infraestrutura
O setor de cimento registrou crescimento de 1,8% no volume de vendas no primeiro trimestre de 2026, alcançando 15,9 milhões de toneladas comercializadas no país. O resultado reflete a sustentação da demanda por fatores econômicos internos, com destaque para o nível de emprego e a continuidade de políticas públicas voltadas à habitação e à infraestrutura.
Paulo Camillo Penna, presidente executivo da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), avalia o período, ressaltando a resiliência do setor. “O crescimento é um reflexo direto dos fundamentos macroeconômicos brasileiros, que atuaram como motores da demanda setorial”, afirma.
Emprego e renda sustentam consumo

Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado, destaca-se o aquecimento do mercado de trabalho. O país atingiu 102,1 milhões de pessoas ocupadas e uma taxa de desemprego de 5,8% em fevereiro, considerada a menor para o período. O rendimento médio mensal também contribuiu para sustentar a capacidade de consumo das famílias.
Segundo Penna, esse cenário favoreceu principalmente a autoconstrução. “Com um rendimento médio mensal de R$ 3.679, a massa salarial foi preservada, o que garantiu a continuidade do consumo e impulsionou a construção”, explica.
Outro ponto de destaque foi o programa habitacional do governo federal. “O programa Minha Casa Minha Vida consolidou-se como o principal vetor da atividade, sendo responsável por 52% dos novos empreendimentos”, afirma o executivo. A meta de entrega de 3 milhões de unidades até 2026 projeta impacto relevante na demanda do setor.
Região Sul com desempenho acima da média nacional
Os investimentos em obras de infraestrutura também contribuíram para o resultado do trimestre. A continuidade de projetos, tanto públicos quanto privados, ajudou a equilibrar o cenário diante de desafios como a taxa Selic em patamar elevado, que atingiu 14,75% em março.
Na análise regional, o Sul apresentou desempenho acima da média nacional. Em março, a região cresceu 10,5% em comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a alta foi de 3,3%. “Os mesmos efeitos macroeconômicos que estão direcionando o crescimento nacional atuam na região sul”, afirma Penna.
O executivo destaca ainda a característica dos estados da região. “Os estados do Sul, principalmente Paraná e Santa Catarina, têm se caracterizado pelo forte investimento em pavimentação de estradas utilizando o concreto”, diz. (incluir link de matéria sobre Pavimento em concreto no Sul).

Projeção para 2026 aponta crescimento moderado
Para o restante do ano, a expectativa é de expansão moderada, condicionada a fatores econômicos e políticos. Entre os elementos positivos estão a reindustrialização e a continuidade dos programas habitacionais. “A projeção para 2026 vai depender da mitigação de riscos estruturais e conjunturais que permeiam o setor”, afirma.
Por outro lado, o cenário ainda apresenta pontos de atenção. A instabilidade geopolítica, com impactos sobre os preços de petróleo e frete, pode pressionar custos de produção. Além disso, a escassez de mão de obra e o endividamento das famílias tendem a limitar novos investimentos em construção.
Há também incertezas regulatórias no ambiente interno. “A incerteza regulatória decorrente de discussões legislativas adiciona camadas de cautela que podem impactar o planejamento setorial caso não haja a estabilidade necessária”, avalia. Mesmo diante desses desafios, o setor mantém a perspectiva de continuidade da demanda, apoiado em fatores estruturais e na necessidade permanente de investimentos em habitação e infraestrutura no país.
Entrevistado
Paulo Camillo Penna égraduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUC-MG e MBA em Desenvolvimento de Projetos. Possui mais de 30 anos de experiência em altos cargos executivos no setor público, empresas e em entidades nacionais representativas de diversos segmentos. É membro do Conselho de Administração da Federação Interamericana de Cimento (FICEM) e integrante do Global Cement and Concrete Association (GCCA). Atualmente, é presidente executivo da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
Contato
snic@fsb.com.br (Assessoria de Imprensa)
Jornalista responsável
Ana Carvalho
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