Pandemia antecipa futuro do ensino de engenharia civil
Universidades e Confea avaliam como educação híbrida pode ser adotada sem prejudicar a formação profissional

Crédito: facebook/Confea/CREA
O ensino híbrido de engenharia, seja civil ou outras especialidades, já é admitido pelas principais universidades brasileiras e visto como inexorável por organismos fiscalizadores da profissão – entre eles, o Sistema Confea/CREA. Recentemente, em entrevista aos canais digitais da Concrete Show, a diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci, disse que o futuro aponta para o ensino híbrido. “Engenharia não é algo que, com sua amplitude, seja possível dar só aulas online. Mas há disciplinas que podem ser dadas no formato online, exceto as aulas práticas, aulas de campo e aulas que envolvam trabalho de equipe. Então, o futuro aponta para o ensino híbrido”, diz.
Assim como a Escola Politécnica da USP, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), a Unicamp e a UFRGS também passaram a adotar formatos híbridos de ensino para alunos das engenharias, após as mudanças impostas pela pandemia de COVID-19. Três docentes ligados a essas universidades relatam o que mudou com a adoção do ensino híbrido. No IMT, o pró-reitor Marcello Nitz afirma que o maior desafio é manter o interesse do aluno. “As aulas têm uma dinâmica diferente quando mediadas por tecnologia e exigem técnicas especiais para promover o engajamento dos estudantes“, comenta.
Na Unicamp, o coordenador do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), Marco Antonio Garcia de Carvalho, entende que ainda levará tempo para se descobrir toda a potencialidade do ensino híbrido. “Por enquanto, ele se impõe como uma migração compulsória por causa da pandemia”, avalia. Na UFRGS, o Núcleo de Ações Discentes da Escola de Engenharia (Nadi/EE) realizou uma pesquisa para medir a satisfação dos alunos dos cursos de engenharia. Descobriu que somente 33,5% dos estudantes se adaptaram plenamente ao formato híbrido. Outros 41,2% se declararam neutros e 25,3% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos.
Confea/CREA vê como necessária discussão aprofundada sobre ensino híbrido
No entender do coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CCEEC) do Confea/CREA, o engenheiro civil Rogério de Carvalho, é necessária uma discussão aprofundada sobre ensino híbrido nas escolas de engenharia. “Existem disciplinas que não podem ser ministradas por aulas virtuais, o que impede a vivência dos alunos na prática. São as aulas que exigem laboratório e manuseio de equipamentos. Uma aula de engenharia tem toda uma dinâmica de discussões, na qual os estudantes participam, dividem dúvidas e onde exemplos práticos são debatidos”, cita.
No final de 2020, o Confea/CREA reuniu suas câmaras de engenharia e deliberou que uma comissão passaria a se reunir com representantes do ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação (CNE) para tratar de pontos de interesse relacionados com o ensino híbrido nas engenharias. O coordenador da Câmara de Engenharia de Minas, o engenheiro Augusto José Gusmão Lima, comenta que a discussão é inadiável. “A forma de ensinar não será a mesma depois da pandemia. É mais que urgente definir quais matérias podem ter sua teoria ensinada virtualmente e quais exigem a prática de campo e a participação presencial”, conclui.
Entrevistado
Sistema Confea/CREA, Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE) (via assessorias de imprensa)
Contato
gco@confea.org.br
secretaria@abenge.org.br
comunica@seesp.org.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Cadastre-se no Massa Cinzenta e fique por dentro do mundo da construção civil.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.

Massa Cinzenta
Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.
15/05/2024
MASP realiza o maior projeto de restauro desde a sua inauguração
MASP passa por obras de restauro em…
06/05/2026
Curitiba aposta em incentivos para reativar o Centro urbano
O programa “Curitiba de Volta ao Centro”, lançado em 2025, propõe uma requalificação abrangente da região central da cidade, com foco em habitação, mobilidade, segurança e…
06/05/2026
Jovens lideram compra do primeiro imóvel e impulsionam habitação popular no Brasil
O mercado imobiliário brasileiro tem observado uma mudança consistente no perfil de compradores. Jovens entre 19 e 30 anos passaram a ocupar posição central na aquisição do…
06/05/2026
Vendas de cimento crescem no primeiro trimestre e somam 15,9 milhões de toneladas no país
O setor de cimento registrou crescimento de 1,8% no volume de vendas no primeiro trimestre de 2026, alcançando 15,9 milhões de toneladas comercializadas no país. O resultado…
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.
Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS
Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32
Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40
Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.
Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI
O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.









