Obras na serra do Cafezal entram na reta final

Trecho de 30 quilômetros da serra do Cafezal tem 4 túneis e 24 viadutos

Obras na serra do Cafezal entram na reta final

Obras na serra do Cafezal entram na reta final 1000 387 Cimento Itambé

Até o final de 2016, 22 dos 30 quilômetros estarão liberados para o tráfego de veículos, incluindo cinco viadutos e três túneis

Por: Altair Santos

Até o final de 2016 restarão oito quilômetros para que o trecho da BR-116, conhecido como rodovia Régis Bittencourt , esteja 100% duplicado e liberado para o tráfego. O traçado de 402 quilômetros, que liga as cidades de São Paulo e Curitiba, finaliza sua etapa mais complexa. Isso envolve a construção de quatro túneis e 24 viadutos, cortando a região conhecida como serra do Cafezal. O maior volume de obras concentra-se entre os quilômetros 348 e 361,5. Atualmente, todos os lotes contratados estão em execução.

Trecho de 30 quilômetros da serra do Cafezal tem 4 túneis e 24 viadutos

Trecho de 30 quilômetros da serra do Cafezal tem 4 túneis e 24 viadutos

Havia a expectativa de que um novo trecho de 4,5 quilômetros, envolvendo a liberação de três túneis e cinco viadutos, fosse autorizado para receber tráfego de veículos no começo do segundo semestre de 2016, mas, segundo a concessionária Auto Pista Regis Bittencourt, do grupo Arteris, houve atraso nas etapas de pavimentação, sinalização e iluminação dos túneis, o que protelou a abertura do trecho para outubro ou novembro. “Os três túneis já estão vazados e em fase final, ou seja, a etapa mais difícil da obra foi superada”, diz o engenheiro civil Eneo Pallazzi, diretor-superintendente da concessionária.

Atualmente, os canteiros de obras instalados ao longo dos 13,5 quilômetros que faltam ser duplicados na Serra do Cafezal, contam com um contingente de 1.500 trabalhadores. A maior concentração de frentes de obras está nos lotes 4 e 5, com serviços de terraplanagem para abertura das novas pistas, drenagem profunda (bueiros e galerias), revestimentos vegetais de taludes de cortes e aterros (encostas) e pavimentação. Nestes lotes, estão sendo construídos 19 viadutos, com execução de infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura.

Novo trecho de 4,5 quilômetros, com passagem pelos túneis, será liberado ainda em 2016

Novo trecho de 4,5 quilômetros, com passagem pelos túneis, será liberado ainda em 2016

As fundações dos viadutos usam tubulões com base alargada e estacas raiz, por causa da impossibilidade de acesso de equipamentos de grande porte. Os pilares são erguidos como prolongamento dos tubulões de fundação. As vigas longarinas de concreto são moldadas “in loco” e apoiadas em cimbramento metálico. Os tabuleiros também têm as lajes moldadas “in loco” ou executados com vigas transversais e placas, ambas pré-moldadas, montadas por um guindaste de pequeno porte.

Conclusão em 2017
De acordo com o engenheiro Eneo Pallazzi, o modelo de construção das fundações atendeu exigentes restrições impostas pelas licenças ambientais. Por isso, tiveram que ser executadas praticamente de forma manual. “Tecnicamente é a melhor fundação que existe, pois é possível contar com um exame técnico de um engenheiro, de um geotécnico, ou de um prático, que vai constatar efetivamente ‘in loco’ a condição de suporte da base do tubulão. Com a escavação mecânica corre-se o risco de sobrar resíduos no fundo”, avalia.

Para construir os quatro túneis, a concessionária Auto Pista Régis Bittencourt também precisou atender restrições ambientais. Só podia ser escavado um volume de terra e rocha na ordem de 700 mil m³. Para cumprir as limitações do projeto, optou-se pelo sistema convencional NATM (New Austrian Tunnelling Method). A soma de todos os túneis tem uma extensão de 1.800 metros. “O túnel, apesar de ser bem mais caro que outras soluções convencionais, permite traçados mais convenientes. Isso resulta em um impacto ambiental menor”, resume Eneo Pallazzi.

Restrições ambientais exigiram que fundações dos viadutos restringissem o uso de equipamentos de grande porte

Restrições ambientais exigiram que fundações dos viadutos restringissem o uso de equipamentos de grande porte

Dos nove trechos da obra, os quatro maiores estão em fase final de execução. Isso representa 70% da duplicação. Os lotes 1, 2, 8 e 9 já estão em operação, e compreendem as duas extremidades da serra do Cafezal. O empreendimento está em curso desde 2010 e já foram concluídos 22 quilômetros de pista nova (17,5 quilômetros liberados para o tráfego). O trecho total engloba 30 quilômetros e a expectativa é de que esteja 100% concluído no segundo semestre de 2017.

Entrevistado
Engenheiro civil Eneo Pallazzi, diretor-superintendente da concessionária Auto Pista Regis Bittencourt
Contato
autopistaregis@autopistaregis.com.br

Créditos Fotos: Arteris

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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