Após crise, construção civil nunca mais será a mesma

Quadrinômio formado por eficiência, produtividade, segurança e lucratividade tende a estar cada vez mais presente nos canteiros de obras

Quadrinômio formado por eficiência, produtividade, segurança e lucratividade tende a estar cada vez mais presente nos canteiros de obras

Por: Altair Santos

A crise pode fazer a construção civil fechar 2015 com quase 500 mil demissões, mas também tem servido de alavanca para o setor acelerar processos que melhoram a produtividade e tornam os canteiros de obras mais enxutos. Especialistas que debateram o tema no M&T Expo 2015 concluíram que, ao final desta transformação, surgirá uma mão de obra muito mais qualificada, além de empresas capacitadas tecnologicamente e com um leque maior de sistemas construtivos para empreender. Enfim, uma construção nacional mais moderna e competitiva.

Márcio Cardoso: saem os operários, entram os operadores
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O engenheiro mecânico Márcio Cardoso, que palestrou no M&T Expo 2015 – evento voltado a equipamentos para canteiros de obras e sistemas construtivos -, lembra que há um quadrinômio que já é perseguido pelas empresas do setor. “Eficiência, produtividade, segurança e lucratividade é o que vai nortear as construtoras brasileiras a partir de agora, assim como foi nos Estados Unidos após a crise de 2008. Lá, hoje, há 800 mil equipamentos trabalhando nos canteiros de obras. Aqui, são 35 mil, mas com forte potencial e viés de alta. É um caminho sem volta”, avalia.

O especialista lembra que esse processo de transformação começou com o programa Minha Casa Minha Vida. “Foi com o Minha Casa Minha Vida que se introduziram as gruas nos canteiros de obras. Também foi com o impulso do programa que os fabricantes passaram a paletizar seus produtos para entregá-los nas áreas em construção. Isso é um sinal evidente de investimento em produtividade”, afirma. De acordo com Márcio Cardoso, a tecnologia cada vez mais agregada à construção civil levará a execuções mais rápidas e eficientes e à redução do número de horas/homem.

Mário Humberto Marques: é inexorável que o país deverá modernizar a forma de construir
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Em vez de pás, joysticks
Na avaliação do palestrante, sairão os operários e entrarão os operadores de máquinas nos canteiros de obras. Para isso, Márcio Cardoso destaca que as construtoras precisarão investir fortemente em treinamento. Até porque, a sofisticação das máquinas é cada vez mais acentuada. “A versatilidade dos equipamentos permite que eles operem tanto em áreas externas quanto internas. Também podem carregar mais cargas, em alturas mais elevadas e em terrenos mais acidentados. Quanto ao sistema de operação, os fabricantes optam por algo parecido com os games, usando joysticks, por exemplo. Isso requer treinamento”, diz.

Diante do cenário de crise, o M&T Expo 2015 mostrou que a lógica das empresas será seguir o lema “mais com menos”. Não apenas nos canteiros de obras de construções habitacionais, mas também nas áreas que envolverem grandes construções, haja vista que o país colocou um pacote de concessões em curso para melhorar sua infraestrutura. “É inexorável que o Brasil deverá viabilizar grandes obras e isso demandará investimentos também em equipamentos e na modernização na forma de construir. A construção civil nacional sabe que precisa executar mais rápido e com mais eficiência”, destaca o vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração), Mário Humberto Marques.

Entrevistados
Engenheiro mecânico Márcio Cardoso, vice-presidente de vendas e aftermarket da JLG para a América do Sul
Engenheiro mecânico Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração)

Contatos
treinamento@jlg.com
sobratema@sobratema.org.br

Créditos Fotos: Divulgação/M&T Expo 2015

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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