Projeto transforma o Novo Centro Administrativo de São Paulo

Iniciativa prevê a transferência do Palácio dos Bandeirantes para um complexo de prédios nos Campos Elíseos

O consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu o leilão de concessão do Novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo, garantindo a gestão do projeto pelos próximos 30 anos. O investimento previsto é de R$ 6 bilhões. A disputa ocorreu na B3, em São Paulo, e contou com a participação do Consórcio Acciona-Construcap.

As empresas serão responsáveis pela construção das torres, com prazo estimado de cerca de cinco anos, e, após a entrega, pela gestão completa do complexo, incluindo segurança, manutenção e operação.

O projeto arquitetônico, escolhido em concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP), é assinado por Pablo Chakur, do escritório Ópera Quatro, e prioriza flexibilidade construtiva e de uso, com execução por módulos e etapas. Do total de investimentos, o Estado aportará R$ 3,4 bilhões, enquanto o consórcio investirá R$ 2,7 bilhões.

Projeção do Novo Centro Administrativo no Palácio dos Bandeirantes. Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

Projeto

A nova sede administrativa ocupará quatro quadras no entorno da Praça Princesa Isabel, totalizando cerca de 288,6 mil m² de área construída. O projeto equilibra a valorização do patrimônio histórico do centro de São Paulo com soluções arquitetônicas contemporâneas.

De acordo com o arquiteto Pablo Chakur, a proposta aposta na variação de alturas entre os edifícios para criar uma paisagem mais dinâmica e integrada ao entorno, evitando a monotonia e estimulando a ocupação do espaço urbano.

“Defendemos, neste estudo, que o Centro Administrativo do Governo do Estado de SP não deve fundamentar sua representatividade numa monumentalidade arquitetônica, mas na força de transformação que transmite para a cidade através da sua relação estreita e franca com a pré-existência do bairro, impulsionando, assim, a gradativa e necessária reocupação do centro da cidade. A leitura histórico-morfológica do território foi determinante para projetarmos, com fundamentos e princípios, um complexo morfologicamente integrado com a paisagem, adaptável ao futuro, adequado à escala do pedestre e que respeita e valoriza a história do bairro”, declarou Chakur.

O conjunto será composto por cinco edifícios, cada um dividido em dois blocos, o que permite uma ocupação flexível por secretarias de diferentes portes, de forma independente ou compartilhada. A expectativa é que o complexo abrigue cerca de 22 mil servidores públicos. Segundo a arquiteta Fernanda Ferreira, também do escritório Ópera Quatro, o modelo atende à diversidade de estruturas administrativas e garante adaptabilidade ao longo do tempo.

Nova sede administrativa ocupará quatro quadras no entorno da Praça Princesa Isabel. Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

No térreo, o projeto prioriza a abertura ao público, com fachadas ativas destinadas a comércios e serviços — como lojas, cafés e restaurantes — incentivando a circulação e permanência de pessoas. A praça também será requalificada, com a ampliação de eixos de circulação que criam pátios internos e reforçam a conexão entre as quadras e o bairro.

Apesar do caráter aberto, o acesso às áreas corporativas será controlado de forma independente em cada bloco, com o térreo funcionando como a transição entre os espaços públicos e privados.

A sustentabilidade é um dos pilares do projeto. Entre as estratégias adotadas estão as fachadas duplas de vidro, que criam uma camada de ar responsável por reduzir a carga térmica e, consequentemente, a demanda por climatização artificial, sem comprometer a entrada de luz natural. A solução contribui para a eficiência energética do conjunto, que também contará com painéis fotovoltaicos na cobertura para geração de energia solar.

Novo terminal de ônibus

O projeto do Novo Centro Administrativo de São Paulo inclui a construção de um novo terminal de ônibus no centro, que substituirá o Terminal Princesa Isabel. A nova estrutura será implantada na região da Luz, próxima ao futuro complexo estadual, com integração direta às linhas de metrô e da CPTM, facilitando o deslocamento dos passageiros sem necessidade de conexões adicionais.

Projeto equilibra a valorização do patrimônio histórico do centro de São Paulo com soluções arquitetônicas contemporâneas. Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

Segundo Edgard Benozatti, presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), o acesso ao sistema será simples e feito diretamente pela calçada. A mudança das operações só ocorrerá após a plena operação do novo terminal, garantindo a continuidade do serviço.

A iniciativa faz parte do plano de requalificação do centro da capital. A área do atual terminal foi transferida ao Governo do Estado, e a futura concessionária também deverá desenvolver estudos para melhorar a mobilidade e o tráfego no entorno.

Restauração de imóveis tombados

De acordo com a Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo, o projeto inclui a restauração de 17 imóveis históricos no centro de São Paulo, com investimento superior a R$ 100 milhões, transformando construções atualmente degradadas em novos espaços públicos, culturais e de serviços. A iniciativa faz parte da requalificação dos Campos Elíseos, com foco em revitalizar a região e valorizar seu patrimônio arquitetônico.

Entre os principais destaques está o Palácio dos Campos Elíseos, um dos marcos históricos e políticos mais relevantes do Estado, que será preservado e integrado ao novo complexo. O edifício seguirá com função institucional, servindo como espaço para recepções oficiais e eventos solenes do governo.

Conjunto será composto por cinco edifícios, cada um dividido em dois blocos. Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

A maioria dos imóveis a serem restaurados são antigas residências dos séculos XIX e XX, com características ecléticas e neoclássicas, que ganharão novos usos definidos em conjunto com os órgãos de preservação, contribuindo para devolver vitalidade ao centro da capital.

“Esse projeto vai muito além da racionalização administrativa. Estamos tratando de um novo olhar para o centro de São Paulo, que passa pela requalificação urbana com respeito à memória da cidade. Preservar esses imóveis é preservar a identidade paulista”, conclui o secretário de Projetos Estratégicos (SPE), Guilherme Afif.

Fontes

Pablo Chakur é arquiteto do escritório Ópera Quatro.

Edgard Benozatti é presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CPP).

Guilherme Afif é secretário de Projetos Estratégicos (SPE).

Contatos imprensa.spi@sp.gov.br

projetos@operaquatro.com.br

Jornalista responsável: 

Marina Pastore – DRT 48378/SP 

Vogg Experience 



Massa Cinzenta

Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.

Veja todos os Conteúdos

Cimento Certo

Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS

Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32

Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40

Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.

Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI

O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.

descubra o cimento certo

Cimento Certo

Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

descubra o cimento certo