Programa Reforma Casa Brasil deve disponibilizar R$ 40 bilhões
Projeto promete destravar reformas no país, mas setor alerta para desafios como falta de mão de obra
No dia 3 de novembro, entrou em vigor o novo programa habitacional do Governo Federal, o Reforma Casa Brasil. Ele tem como objetivo facilitar o acesso a crédito com juros baixos para reformas, ampliações e adequações de moradias em todo o país.
Dentro do programa, serão disponibilizados R$ 40 bilhões para ações como
pequenas instalações ou trocas, serviços elétricos e hidráulicos, correção e prevenção de infiltrações, troca de pisos e azulejos, reboco e pintura, entre outros.
Como funciona o Programa Reforma Casa Brasil?
Segundo o Governo Federal, o programa contará com R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal destinados a linhas de crédito para famílias com renda mensal de até R$ 9.600,00. Já a Caixa Econômica Federal reservará R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para atender famílias com rendimentos acima desse valor. No total, o volume de crédito disponibilizado será de R$ 40 bilhões.
O programa foi estruturado em três faixas de renda familiar mensal:
- Até R$ 3.200,00 – juros de 1,17% ao mês, com prazo de financiamento de até 60 meses.
- De R$ 3.200,01 a R$ 9.600,00 – juros de 1,95% ao mês, também com prazo máximo de 60 meses.
- Acima de R$ 9.600,00– juros limitados a 1,95% ao mês, podendo ser menor dependendo da análise de crédito e prazo de até 180 meses.
O crédito é destinado a imóveis residenciais, mas também pode abranger propriedades de uso misto, que conciliem funções residenciais e comerciais. Os recursos poderão ser aplicados na compra de materiais, no pagamento de mão de obra e na contratação de serviços técnicos. O programa tem como foco famílias que vivem em moradias com problemas estruturais, como telhados danificados, pisos deteriorados, instalações elétricas ou hidráulicas precárias, além de situações que demandem melhorias de acessibilidade ou ampliação dos espaços.

Crédito: Envato
O crédito será liberado em duas etapas: após a análise de crédito e envio de fotos comprobatórias do “antes”, feita pelo aplicativo da Caixa, a família aprovada receberá 90% do valor solicitado diretamente na conta bancária. Os 10% restantes serão pagos após a conclusão da obra, mediante o envio de fotos que comprovem a finalização dos serviços. A adesão ao programa será totalmente digital e simplificada, podendo ser feita pelo site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal. Embora não seja necessário comparecer a uma agência, o interessado também poderá solicitar o crédito presencialmente. Durante o processo, o beneficiário passará por análise de crédito e deverá informar detalhes da reforma ou melhoria pretendida.
Impactos do Programa Reforma Casa Brasil
A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) divulgou o estudo “Perfil da Cadeia Produtiva da Construção – 2025”, realizado pela Consultoria Ecconit, que mostra a forte contribuição do setor para o PIB: em 2024, a cadeia da construção cresceu 4,4%, acima da média nacional, impulsionada pelo mercado de materiais, que movimentou R$ 318,6 bilhões. O setor também gerou 809 mil novos empregos. Em 2025, após um início de ano positivo, houve desaceleração por causa do endividamento das famílias e do alto custo do crédito, levando a projeções modestas para 2025, com crescimento estimado de apenas 0,5%.
Para 2026, porém, as perspectivas melhoram com o Programa Reforma Casa Brasil. “O programa representa uma mudança importante no cenário que vínhamos observando. Dos R$ 40 bilhões disponibilizados, estimamos que R$ 35,2 bilhões se transformem em demanda para fornecedores em geral, e deste total, R$ 12,3 bilhões devem chegar especificamente à indústria de materiais de construção“, explica a economista Ana Maria Castelo, responsável pelo estudo.
O impacto inicial deve ocorrer nos distribuidores, que reforçarão estoques. A consultoria projeta crescimento entre 0,9% e 2,9% para o setor em 2026, dependendo da execução do programa.
Apesar do otimismo, a ABRAMAT aponta desafios que podem limitar os resultados: a falta de mão de obra qualificada — com custos quase 10% acima da inflação — e a necessidade de garantir a conformidade dos materiais financiados.
“É crucial que a indústria e o varejo se mobilizem para ajudar a suprir essa demanda por mão de obra e se mantenham vigilantes em relação à conformidade dos produtos adquiridos com o crédito governamental. O sucesso do programa depende disso”, conclui Paulo Engler, presidente executivo da ABRAMAT.
Fontes
Paulo Engler é presidente executivo da ABRAMAT.
Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre.
Contatos
ABRAMAT – Assessoria de imprensa – camilabarbieri@a4eholofote.com.br
Ana Maria Castelo – ana.castelo@fgv.br
Jornalista responsável:
Marina Pastore – DRT 48378/SP
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