Nova bateria de cimento poderá abastecer casas daqui a 18 meses, diz Franz Ulm
Franz-Josef Ulm, do MIT, falou ao Massa Cinzenta sobre o novo supercapacitor
Um supercapacitor feito apenas de cimento, carbono negro e água é a nova criação divulgada por pesquisadores do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, na região de Boston, nos Estados Unidos.
Assinado pelos professores Franz-Josef Ulm, Admir Masic e Yang-Shao Horn, do MIT, o estudo explica que este equipamento poderá ser utilizado como um novo sistema de armazenamento de energia elétrica, de baixo custo, ajudando na transição mundial para as energias renováveis.
Os especialistas citam como exemplos dois usos importantes desse supercapacitor. Ele poderia ser incorporado à fundação de concreto de uma casa, armazenando energia para um dia inteiro, com pouco ou nenhum custo adicional ao projeto. E também seria uma opção para estradas de concreto, que forneceriam recarga para carros elétricos de forma automática, enquanto eles trafegam pelas vias.
Franz-Josef Ulm, professor de Engenharia Civil e Ambiental e um dos pesquisadores do estudo, disse ao Massa Cinzenta quando ele avalia que o supercapacitor irá se tornar realidade, podendo ser utilizado, de fato, no dia a dia. “Dezoito meses para uma casa independente de energia. E aproximadamente 5 anos para estradas com carregamento automático.”
Ulm afirma que “a tecnologia tem certamente potencial para ser disruptiva, no que diz respeito ao armazenamento de energia”, e que o diferencial se dá porque ela pode ser produzida e operada em qualquer lugar, por qualquer pessoa, com baixo custo. “Isto torna o supercapacitor muito diferente de outras soluções de armazenamento de energia. Se isso conduzirá a uma revolução no setor de energias renováveis, é uma questão de saber com que rapidez esta tecnologia será adotada ao redor do mundo”, declara o pesquisador. “Todos sabemos que tal revolução é necessária para combater as alterações climáticas e para que possamos passar dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, em maior escala”, complementa.
Como funciona o supercapacitor
De acordo com a MIT, os capacitores são dispositivos, em geral, simples, constituídos por duas placas eletricamente condutoras, que têm a capacidade de se manterem carregadas de energia e liberá-la quando necessário, rapidamente. Já o supercapacitor pode armazenar cargas muito maiores, como é o caso da novidade apresentada no estudo.
Para chegar a esse equipamento, os pesquisadores quiseram criar uma opção ao que existe atualmente, já que, segundo eles, as baterias existentes são muito caras e dependem principalmente de materiais como o lítio, cujo fornecimento é limitado. E armazenar energia é algo essencial, já que formas alternativas de energia, como eólica e solar, são produtivas em períodos variáveis, que muitas vezes não correspondem aos picos de utilização.
O professor Ulm também revelou ao Massa Cinzenta que, até o momento, os experimentos estão sendo feitos em menor escala. “Agora, somos capazes de armazenar a energia e a potência para carregar um smartphone num sistema de 12 volts. Estamos trabalhando na combinação desses sistemas de 12 volts para atingir a potência necessária para uma casa”, explica.
Fontes
Massachusetts Institute of Technology (MIT)
Franz-Josef Ulm, professor de Engenharia Civil e Ambiental do MIT
Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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