Venda de máquinas para a construção confirma retomada

Destaque para caminhões-betoneira, que cresceram 169%, e equipamentos para concretagem, com elevação de 77%

Eurimilson Daniel e Brian Nicholson, da Sobratema: expectativa é de que crescimento se mantenha em 2020 e seja consolidado em 2021. Crédito: Cia. de Cimento Itambé
Eurimilson Daniel e Brian Nicholson, da Sobratema: expectativa é de que crescimento se mantenha em 2020 e seja consolidado em 2021.
Crédito: Cia. de Cimento Itambé

O mercado de equipamentos para a construção civil confirma a retomada de crescimento do setor. Na média, em 2019, o segmento consolida alta de 37% na venda de máquinas, em comparação a 2018. Algumas categorias registram elevação mais exuberante. Como a de caminhões-betoneira, que obteve aumento de 169% nas vendas. Equipamentos para concretagem também contemplam dados positivos, cujas vendas cresceram 77% em 2019. Os dados são do Estudo do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, coordenado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

Outros segmentos relacionados ao de máquinas para a construção civil também demonstram crescimento nas vendas. Uma das mais importantes, a Linha Amarela – movimentação de terra -, fecha 2019 com elevação de 31%. Foram comercializadas 16,6 mil unidades contra 12,7 mil no ano anterior. Nessa categoria, destacam-se as retroescavadeiras, com alta de 57%. Já as escavadeiras hidráulicas subiram 34% e as miniescavadeiras e minicarregadeiras alcançaram percentuais de crescimento de 86% e 48%, respectivamente. “Esse é um sinal de que o setor da construção está se preparando para as obras de infraestrutura, que devem destravar em 2020”, estima Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema.

Outro dado coletado na pesquisa também confirma essa tendência. Entre os fabricantes de equipamentos, 61% afirmaram ter aumentado o quadro de funcionários em 2019. O percentual é o oposto da perspectiva de 2018, quando 57% disseram que tinham a pretensão de demitir. “Existem dois pontos de vista sobre esses números. O primeiro é que talvez, em 2018, as empresas tenham subestimado o cenário para 2019. O segundo demonstra a capacidade de recuperação da economia brasileira quando começam a ser tomadas medidas para destravar o mercado”, explica o jornalista e economista Brian Nicholson, responsável pelo levantamento.

Para 2020 e 2021, expectativa é de consolidação do crescimento  

O estudo também detecta que as vendas de caminhões-rodoviários cresceram 41% este ano. Já a categoria “demais equipamentos”, que contempla guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos e plataformas aéreas, experimentou elevação média de 70% em 2019. “Além de coletar dados junto aos fabricantes, consideramos dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários)”, diz Brian Nicholson, sobre a metodologia da pesquisa.

Para 2020, o Estudo do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção estima aumento de vendas da ordem de 10% no segmento de máquinas da Linha Amarela e de 13% para todo o setor de equipamentos para construção, na comparação a 2019. Essa foi a 14ª edição da pesquisa, a qual detecta que, apesar da retomada do crescimento, os números ainda são 64,13% menores do que o recorde histórico de vendas, atingido em 2011. Naquele ano, foram negociadas 83.545 unidades. O bom desempenho se repetiu em 2012 e 2013, para daí começar uma queda vertiginosa até 2017. Houve recuperação pequena em 2018, confirmada em 2019, e que o setor avalia que atingirá seu ponto de consolidação em 2021.

Entrevistado
Reportagem com base na apresentação do Estudo do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, coordenado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema)

Contato
sobratema@sobratema.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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