Escritórios com arquitetos e engenheiros viram tendência

Criado em 2011, Conselho de Arquitetura e Urbanismo ordena funções entre profissionais e facilita união para que obras tenham mais qualidade

Criado em 2011, Conselho de Arquitetura e Urbanismo ordena funções entre profissionais e facilita união para que obras tenham mais qualidade

Por: Altair Santos

Desde a criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), em 2011, que ajudou a definir as funções exercidas por arquitetos e engenheiros, tornou-se tendência escritórios unirem os dois profissionais. A simbiose tem funcionado bem para projetos arquitetônicos e de interiores, combinados com serviços de reforma e gerenciamento das obras. “Esta é uma fórmula de trabalho eficiente, pois o arquiteto não se aprofunda na parte estrutural, como concreto armado, fundações e materiais, assim como engenheiros não conseguem atingir a mesma eficiência que os arquitetos têm no que diz respeito ao aproveitamento dos ambientes, espaços, conforto e beleza do projeto”, diz a engenheira civil Elaine C. Baggio Camargo que, em parceria com a arquiteta Fernanda Bittencourt, comanda o escritório Traço Final Arquitetura e Interiores, em Curitiba.

Arquiteta Fernanda Bittencourt e engenheira Elaine Baggio: união de profissionais gera obras com mais qualidade

Outra demanda que esse tipo de escritório atende é a personalização de apartamentos. Quando de comum acordo com a construtora, no momento da compra do imóvel na planta é dada a possibilidade de transformar o espaço para que ele fique de acordo com o que o proprietário deseja. Por isso, podem ser feitas alterações no layout, no tipo de piso, na disposição dos ambientes e nos pontos de energia elétrica e hidráulica. “Entre as vantagens, a personalização na planta evita a necessidade de reformas posteriores e conserva a garantia e a assistência técnica da construtora. Ela também dispensa serviços antes executados por terceiros, que poderiam danificar os realizados pela própria construtora, além de ajudar o meio ambiente, pois evita o descarte de entulho”, explica Fernanda Bittencourt.

Niemeyer é exemplo
Engenheira e arquiteta lembram que a criação do CAU, o qual desvinculou a arquitetura do CREA, lançou incertezas que agora começam a se dissipar. “Os conselhos estão esclarecendo este conflito e ordenando o que cada profissional pode fazer, através de resoluções. Por isso, parcerias como a nossa têm grandes chances de aumentar, protegendo a sociedade do exercício ilegal e incorreto das profissões”, define Fernanda Bittencourt. Já Elaine Baggio completa: “O futuro aponta para uma necessidade crescente de integração entre as áreas de arquitetura e engenharia, visando a redução de tempo de desenvolvimento dos produtos e o tratamento adequado de projetos complexos.”

A maior demanda para escritórios que unem os serviços de engenheiros e arquitetos é por reformas de casas para fins residenciais e comerciais, apartamentos e escritórios. “O projeto feito pelo arquiteto envolve menos cálculos e muita criatividade, mas ele depende das viabilidades técnicas propostas pelo profissional de engenharia. Um exemplo notório que podemos usar seriam as obras do arquiteto mais famoso do Brasil, Oscar Niemeyer. Elas não seriam viabilizadas sem a participação na concepção estrutural de engenheiros como Joaquim Cardoso. Ele (Niemeyer) tinha o conhecimento intuitivo e seus engenheiros traziam aquilo à compreensão cientifica”, analisa Elaine Baggio. Fernanda Bittencourt acrescenta que o trabalho em equipe permite o crescimento profissional, atualização de conhecimentos e troca de experiências e saberes. “Sem esta integração, os dois profissionais saem perdendo”, finaliza.

Entrevistadas
Fernanda Bittencourt, arquiteta formada pela PUCPR em 2002 (CAU A69276-0), e Elaine Baggio, engenheira civil formada pela TUIUTI-PR em 2004 (CREA PR94927/D). As profissionais são sócias da Traço Final Arquitetura e Interiores.

Contato: contato@tracofinal.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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