96º ENIC promove debates e painéis durante a Feicon; veja os destaques

Maior evento de conteúdo do setor da construção no país foi realizado de 11 a 14 de abril, no São Paulo Expo

Campanha de prevenção a acidentes de trabalho foi lançada durante o ENIC.
Crédito: CBIC/Divulgação

Autoridades, empresários e especialistas participaram da programação da 96ª edição do ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que aconteceu entre 11 e 14 de abril durante a feira Feicon, referência para os profissionais do mercado da construção civil e da arquitetura do Brasil e da América Latina. É a primeira vez que essa parceria acontece.

O evento contou com dezenas de palestras, debates, oficinas e painéis sobre os mais diversos temas, possibilitando a troca de experiências, uma visão mais abrangente sobre o futuro e a realização de negócios.

Reunimos, abaixo, três destaques desta edição do ENIC Engenharia & Negócios, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). 

Autoridades debatem “Minha Casa, Minha Vida”

Nomes como Jader Filho (ministro das Cidades), Ratinho Jr. (governador do Paraná), Inês Magalhães (vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal) e Hailton Madureira (secretário nacional de Habitação) participaram de um painel sobre a busca pela redução do déficit habitacional e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, entre outros assuntos. 

“Nós temos uma aposta de que a construção civil e, principalmente, a construção habitacional, é um fator de desenvolvimento econômico com inclusão“, afirma Inês. “Essa convicção é que fez com que nós reintroduzíssemos a modalidade da Faixa 1 [no “Minha Casa, Minha Vida”], porque nós temos uma porção das famílias que não são sujeito de crédito, são 33 milhões de pessoas, hoje, abaixo da linha da pobreza.”

Ainda sobre o programa, Jader Filho destacou a importância das parcerias. “Eu acho que esse é um momento extraordinário para a habitação no nosso país. A PEC da Transição nos permitiu poder ter recursos e discutir com governadores e prefeitos parcerias para que possamos fazer com que a habitação chegue, de fato, a um maior número de famílias no nosso país.” O ministro das Cidades disse que esses acordos podem possibilitar “uma situação onde, na Faixa 1, o Estado ou os municípios possam entrar e zerar a parcela que seria dada às pessoas”. 

Campanha de prevenção de acidentes do trabalho

Promovida pela CBIC, por meio da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), a Canpat 2023 (Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Indústria da Construção) foi lançada durante o ENIC com o tema “Gestão da Segurança e Saúde na Construção: Como um Ambiente Seguro Favorece a Produtividade?”.

Durante o evento, Fernando Guedes, presidente da CPRT, fez questão de enfatizar que a campanha vem apresentando bons resultados desde 2017. “Nenhum outro setor faz o que a indústria da construção faz em questão de segurança do trabalho.” 

Já Gianfranco Pampalon, consultor de SST do Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo), afirmou que mais de 60% dos acidentes de trabalho poderiam ser evitados ainda na fase de projeto. “A segurança no trabalho é um hábito que está baseado no cuidado com as pessoas. Não deve ser vista como uma atividade à parte. Obras seguras são mais limpas e atendem melhor os prazos”, diz. “O ser humano não consegue manter a atenção 100% do tempo, falhas vão existir e temos que estar preparados para amenizar.”

Cenário de transição energética

Durante o painel “Potencial de Investimentos em Energia Renovável”, Daniel Sobrinho, coordenador do Estado do Pará da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), destacou que o Brasil está em 4º lugar no ranking entre os 10 países que mais investiram em energia fotovoltaica em 2022 – ficando atrás de China, Estados Unidos e Índia.

Ilso de Oliveira, presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC/CBIC), disse que, apesar do Brasil ter uma matriz energética limpa, para que a economia cresça, é preciso aumentar consideravelmente a capacidade de geração de energia e priorizar em fontes limpas. “Uma oportunidade pode ser até o uso da energia gerada e exportar para obter receita. Então é fundamental esse debate.”

E Nilson Sarti, presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA/CBIC), avalia que “a cadeia da construção só vai atingir a meta de redução de carbono se todo setor se movimentar, em cada segmento”.

Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Feicon

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience



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