Saiba como produzir mais na indústria de concreto pré-fabricado

Seminário da Abcic, em Florianópolis-SC, mostra que planejamento e tecnologia são fundamentais para se atingir metas

A Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) realizou dia 5 de abril de 2018, em Florianópolis-SC, o seminário regional sobre estruturas pré-fabricadas de concreto. Entre as palestras, destacou-se a que tratou do aumento da produtividade da indústria do setor e que abrangeu os três principais pontos para que uma unida de consiga melhorar a qualidade de seus produtos, sem desperdícios. A atenção deve estar voltada para o layout da planta da fábrica, o uso de concreto autoadensável e o investimento em tecnologia e insumos confiáveis, principalmente o cimento e os aditivos.

Seminário realizado em Florianópolis-SC debateu inovações e tendências para o segmento de concreto pré-fabricado. Crédito: Cia. de Cimento Itambé
Seminário realizado em Florianópolis-SC debateu inovações e tendências para o segmento de concreto pré-fabricado. Crédito: Cia. de Cimento Itambé

O engenheiro civil Jefferson Brusch da Silva apresentou em sua palestra um case estudado na UTFFR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) em 2012, sobre layout de plantas de elementos pré-fabricados de concreto. O trabalho aponta que o arranjo físico das instalações e o sequenciamento das tarefas afetam diretamente o processo produtivo. Os envolvidos na pesquisa concluíram que “a melhoria do layout permite um fluxo de materiais e informações mais eficientes, torna mais fácil a supervisão, propicia melhorias na qualidade de vida dos colaboradores, otimiza a utilização de máquinas, reduz custos operacionais e aumenta a produtividade da organização.”

Sobre a utilização de concreto autoadensável para a produção dos pré-fabricados, Jefferson Brusch destaca as vantagens: tempo de produção, redução da mão de obra, melhoria da qualidade das peças, mais liberdade à geometria das fôrmas e, consequentemente, aumento da produtividade. Porém, ele alertou sobre uma armadilha embutida no uso do material. “Nem todo autoadensável é autoadensável. Alguns são ‘autosegregáveis’”, afirma. O engenheiro reforça que o concreto autoadensável é um “material sensível”, que exige insumos de qualidade, além de ter embutido tecnologia e pesquisa.

Concreto autoadensável de qualidade depende do cimento certo

Engenheiro civil Jefferson Brusch da Silva: produção de elementos pré-fabricados requer investimento em P&D. Crédito: Cia. de Cimento Itambé
Engenheiro civil Jefferson Brusch da Silva: produção de elementos pré-fabricados requer investimento em P&D. Crédito: Cia. de Cimento Itambé

Jefferson Brusch realça em sua palestra que o cimento é fundamental para o sucesso do concreto autoadensável. “O insumo deve ser constante, no sentido de que suas características não podem sofrer variações de um lote para outro”, diz. Além disso, o fabricante de pré-fabricados precisa ter um laboratório de concreto confiável, assim como equipamentos e fôrmas adequados, mão de obra qualificada e parcerias de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) com laboratórios de universidades. Outro ponto destacado pelo engenheiro civil é o uso adequado de aditivos.

Seguir a normalização é outro requisito fundamental. A ABNT NBR 15823-1:2017 – Concreto autoadensável – define uma escala de 0 a 3 para o índice de estabilidade do concreto autoadensável. O 0 é o ideal, pois representa um material com alta estabilidade e nenhuma segregação. O 1 é considerado estável, apesar de alguns poderem ter um nível pequeno de exsudação. Já o 2 recebe a denominação instável, por causa de auréola de argamassa menores de 10 milímetros e pontos de concentração de agregado graúdo. Quanto ao 3, esse deve ser totalmente evitado. É graduado como altamente instável, por possuir alta segregação e auréolas de argamassa maiores que 10 milímetros. Por isso, Jefferson Brusch finalizou sua palestra com a seguinte recomendação: “Não existe produzir (concreto) autoadensável pelo achômetro.”

Confira o estudo sobre layout de fábricas de pré-fabricados de concreto da UTFPR

Entrevistado
Reportagem com base em palestra do engenheiro civil Jefferson Brusch da Silva no seminário regiona
l da Abcic (Estruturas pré-fabricadas de concreto – sustentabilidade, produtividade, inovação e tecnologia)

Contato: abcic@abcic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Massa Cinzenta

Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.

Veja todos os Conteúdos

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS

Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32

Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40

Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.

Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI

O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.

descubra o cimento certo

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

descubra o cimento certo