Após queda, déficit habitacional volta à casa de 6 milhões

Novo cenário econômico, combinando retomada do crescimento com queda acentuada dos juros, pode ajudar a reverter quadro

Em 2018, mercado aposta na retomada do programa Minha Casa Minha Vida para a faixa 1. 
Crédito: ministério das Cidades
Em 2018, mercado aposta na retomada do programa Minha Casa Minha Vida para a faixa 1. 
Crédito: ministério das Cidades

Entre 2007 e 2012, o déficit habitacional brasileiro teve a queda mais acentuada de sua história. Em cinco anos, reduziu 6,27%, baixando de 5,59 milhões de residências para 5,24 milhões. No entanto, a crise econômica que tomou o país entre 2014 e 2017 fez recrudescer o déficit, que voltou ao patamar de 6 milhões de habitações.

Dados da Fundação João Pinheiro revelam que o déficit habitacional atual no Brasil é de 6,1 milhões de domicílios. Segundo o estudo desenvolvido em parceria com o ministério das Cidades, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Programa Habitar/Brasil/BID, os fatores para o crescimento do déficit foram a desaceleração da economia, o elevado número de desempregados, a alta nas taxas de juros e a restrição ao crédito.

A mesma análise avalia que o novo cenário econômico, combinando retomada do crescimento com queda acentuada dos juros, pode ajudar a reverter o quadro. Principalmente, nos segmentos contemplados pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Atualmente, a faixa 1, com renda mensal de até R$ 1,8 mil, paga juros entre 5% e 9,16% ao ano. Com a redução da taxa Selic, o estudo estima que as mensalidades tendem a baixar, estimulando as famílias a aderirem ao MCMV.

Em 2017, segundo dados do ministério das Cidades, o Minha Casa Minha Vida atendeu 320 mil famílias em 337 municípios do país, com investimento de R$ 6,31 bilhões. Para 2018, o estudo da Fundação João Pinheiro estima que o volume de recursos destinado às habitações de interesse social possa crescer 10%. Há também a expectativa de que caia a retomada de imóveis em função do não-pagamento de prestações de financiamento. Entre 2015 e 2016, a Caixa Econômica Federal conseguiu reaver 26 mil casas, que depois foram colocadas em leilão.

Mercado aposta no protagonismo da faixa popular

O estudo finaliza a análise com a seguinte avaliação: “Há uma previsão cristalizada entre os economistas e as entidades do segmento de que o ano de 2018 será mais positivo do que o anterior. A retomada do crescimento da economia é um dado positivo que reverterá o quadro observado em boa parte do ano passado.”

Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários, diz que “o protagonismo da faixa popular” na recuperação do mercado imobiliário acontece, sobretudo, por causa do crédito. “Reflexo dessa evidência é que, numa comparação entre onze empresas incorporadoras focadas no mercado popular, elas foram responsáveis por 2/3 dos lançamentos e vendas no terceiro trimestre de 2017”, diz.

Ainda de acordo com o relatório da Fundação João Pinheiro, mesmo as incertezas quanto à aprovação das reformas pelo Congresso podem não ter peso relevante, pois com a atual configuração política os mercados já teriam precificado um possível insucesso. “Dessa forma, a possibilidade de nada acontecer não provocará abalos na economia capazes de reverter uma tendência positiva no mercado imobiliário”, conclui.

Veja o estudo completo da Fundação João Pinheiro

Entrevistado
Reportagem com base no relatório da Fundação João Pinheiro sobre o déficit habitacional brasileiro (
via assessoria de imprensa)

Contato: secretaria.geral@fjp.mg.gov.br 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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