Consumidor de imóvel no Sul está mais cauteloso em 2021

Entre paranaenses, catarinenses e gaúchos, 35% querem casa nova, dos quais 9% já abriram negociação

Construção civil do Sul do país prioriza bons produtos para estimular consumidor a ir às compras Crédito: Governo de SC
Construção civil do Sul do país prioriza bons produtos para estimular consumidor a ir às compras
Crédito: Governo de SC

Pesquisa divulgada pela Brain Inteligência Estratégica, sob encomenda da ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) mostra que o consumidor de imóveis nos 3 estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) é o mais cauteloso para investimentos em 2021. Em comparação aos compradores de outras regiões do país, os sulistas são os que têm a menor intenção de compra para os próximos meses. O percentual de quem quer trocar de imóvel está em 35%, dos quais 9% já abriram negociação e 26% encontram-se na fase de pesquisa pela internet. No período pré-pandemia de COVID-19, a intenção de compra no Sul estava em 43%.

centro-oeste é o que registra a maior taxa de intenção de compra, com 47%, seguido do Nordeste, com 46%. Nos estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) o desejo pela troca de moradia está em 41%. De acordo com os representantes de construtoras que atuam no Sul do país, os fatores que mais influenciam os consumidores do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul estão relacionados à expectativa futura da taxa de juros para financiamento imobiliário, ao preço e à qualidade dos imóveis. “Sempre há bom mercado para bons produtos. O que esse consumidor quer é a oferta de imóveis que possam tirá-lo da zona de conforto”, avalia Leandro Melnick (presidente do conselho da Melnick e CEO da Even).

Já Thales Silva, diretor comercial da Rôgga, e Leonardo Yoshii (presidente do grupo A.Yoshii), acreditam que a tecnologia será capaz de despertar o comprador no Sul do país. A Rôgga passou a investir fortemente na construção industrializada para manter seus preços competitivos, enquanto a A.Yoshii fez um investimento forte em tecnologia para venda online, confiando em que as vendas se manterão aquecidas devido ao baixo estoque de imóveis, principalmente nas capitais da região sul. “Achamos que se as taxas de juros se mantiverem baixas elas continuarão funcionando como injeção na veia do mercado. Por isso, encaramos 2021 com otimismo, mas com os pés no chão”, revela Leonardo Yoshii.

Pesquisa mostra que demanda por moradias passa de 900 mil unidades na região

Para Rodrigo Putinato, diretor nacional de vendas da Cyrela e CEO da regional sul, o que mais preocupa o setor no momento é o descolamento do INCC de outros índices inflacionários. “Há um receio de que ele possa vir a prejudicar futuros projetos voltados para o Casa Verde e Amarela”, avalia. O INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) é uma taxa calculada mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para medir o aumento dos custos dos insumos utilizados em construções habitacionais. O índice é utilizado para reajustar as parcelas dos contratos de compras de imóveis em fase de construção.

A pesquisa da Brain Inteligência de Mercado também mostra quais são as preferências dos consumidores do sul. A maioria, 48%, prefere imóveis novos, dos quais 32% buscam os já construídos, enquanto 16% optam pela compra na planta. Outro dado apresentado é que o déficit habitacional nos 3 estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) representa 11,69% do índice nacional. Significa que há uma defasagem de 912.045 moradias na região (331.920 no Rio Grande do Sul, 324.522 no Paraná e 255.603 em Santa Catarina). Segundo o presidente da ABAINC, Luiz França, a manutenção da mais baixa taxa de juros da história tende a ajudar a combater esse déficit. “Estamos falando do melhor momento para o tomador de financiamento imobiliário. A tendência é que continue assim em 2021”, finaliza.

Veja o vídeo completo da apresentação

Acesse a pesquisa completa

Entrevistado
Reportagem com base no webinar “Expectativa do mercado imobiliário na região Sul do Brasil”, promovido pela Brain Inteligência Estratégica, junto com a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias)

Contatos
abrainc@abrainc.org.br
e-brain@brain.srv.br

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330



Massa Cinzenta

Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.

Veja todos os Conteúdos

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS

Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32

Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40

Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.

Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI

O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.

descubra o cimento certo

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

descubra o cimento certo