Concretagem em tempo quente
Altas temperaturas provocam efeitos indesejáveis em algumas características do concreto
Altas temperaturas provocam efeitos indesejáveis em algumas características do concreto
Por: Jorge Aoki, Gerente de Assessoria Técnica na Cia. de Cimento Itambé
Com a chegada do verão e das altas temperaturas, são necessários determinados cuidados com o concreto. As características básicas do material, quando fresco, são as mais afetadas, embora o concreto endurecido também necessite de atenção especial, principalmente na questão da cura das primeiras idades.

A perda rápida de água da massa de concreto e das argamassas provoca a chamada retração hidráulica, que por sua vez causa o aparecimento das indesejáveis trincas e fissuras. Esse efeito fica acentuado com o aumento da velocidade dos ventos e da baixa umidade relativa do ar. No momento da aplicação do concreto é provável a ocorrência de uma dificuldade a mais com a perda da plasticidade.
Nos concretos convencionais, a maior parte da água de amassamento determinada no momento da dosagem tem apenas a função de permitir a correta aplicação com o total preenchimento das fôrmas. A retirada do ar da massa, com o uso de vibradores, fica bem facilitada quando a plasticidade é adequada. Porém, esta mesma água adicional, que depois vai sair por evaporação (exudação) é a que sofre a ação das altas temperaturas. Uma das funções fundamentais do processo de cura é exatamente impedir a saída rápida desta água, evitando a retração.
Define a ABNT NBR-7212 ( Execução de concreto dosado em central) em seu item 4.5.4: “A temperatura ambiente para lançamento do concreto deve estar entre 5° C e 30° C, conforme a ABNT NBR 14931 (Execução de Estruturas de Concreto – Procedimento). Fora desses limites devem ser tomados cuidados especiais acordado entre as partes. A temperatura do concreto por ocasião de seu lançamento deve ser fixada de modo a evitar a ocorrência de fissuração de origem térmica.
Portanto, algumas precauções são necessárias:
1. No caso de o concreto ser dosado em central, programar o intervalo entre caminhões-betoneira de modo a evitar a espera dos mesmos na obra. Desta forma, ganha-se tempo de aplicação.
2. Verificar com atenção o horário de mistura dos materiais componentes do concreto – anotado, obrigatoriamente, na nota fiscal -, pois a partir deste começa a contar o tempo de início de pega do concreto.
3. Nos bombeamentos, evitar paradas prolongadas, pois a tubulação exposta ao sol aumenta o efeito do início de pega e provoca entupimentos frequentes.
4. Dimensionar bem o pessoal da obra envolvido no transporte vertical/horizontal do concreto e adensamento (vibração) agilizando a descarga e ganhando tempo.
5. Manter as fôrmas bem molhadas para que não absorvam a água do concreto, aumentando o efeito da retração e provocando o aparecimento de fissuras.
6. Observar atentamente os procedimentos da cura do concreto, evitando a perda de água e a ocorrência de fissuração térmica.
Os métodos mais comuns de cura são:
– Irrigação ou molhagem contínua da superfície do concreto logo após o término da concretagem e por um período de pelo menos 7 dias, inclusive nos horários noturnos.
– Utilização de lonas plásticas para cobrir a superfície do concreto, evitando a perda de água.
– Recobrimento das superfícies com areia, serragem, sacos de aniagem ou papel, sempre mantidos bem úmidos.
– Emprego de películas de cura que evitam a evaporação rápida de água.
Crédito foto: Cia. de Cimento Itambé
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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