Concessões dão impulso às obras de infraestrutura

Governo prepara nova rodada de privatizações e estima arrecadar mais de 30 bilhões de reais só com rodovias

Concessões dão impulso às obras de infraestrutura

Concessões dão impulso às obras de infraestrutura 520 310 Cimento Itambé
Ministro Tarcísio Gomes de Freitas: ativos chamam a atenção e trazem perspectiva de investimentos sem precedentes. Crédito: CBIC

Ministro Tarcísio Gomes de Freitas: ativos chamam a atenção e trazem perspectiva de investimentos sem precedentes.
Crédito: CBIC

Após leiloar 12 aeroportos (Aracaju-SE, Campina Grande-PB, João Pessoa- PB, Juazeiro do Norte-CE, Maceió-AL, Recife-PE, Alta Floresta-MT, Cuiabá- MT, Rondonópolis-MT, Sinop-MT, Macaé-RJ e Vitória-ES), 6 terminais portuários e a Ferrovia Norte-Sul, o governo federal se prepara para mais uma rodada de concessões, que deve incluir 6 portos, 22 aeroportos e 14,5 mil quilômetros de rodovias e ferrovias. A expectativa é arrecadar, no mínimo, 4 vezes mais que os 8 bilhões de reais do primeiro lote.

Só com as rodovias, que são as que mais devem atrair investimentos, o governo federal estima arrecadar quase 31 bilhões de reais, a partir de 2020, privatizando dois trechos da BR-116 (Rio-São Paulo e Rio- Teresópolis), além da BR-040 (Rio-Juiz de Fora-MG), BR-381 (Belo Horizonte-Governador Valadares) e BR-163 (Sinop-MT- Miritituba-PA). Também estão na lista de concessões duas ferrovias urbanas: a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em São Paulo, e a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), no Rio Grande do Sul.

Há ainda dois projetos inconclusos de ferrovias que interessam não só ao agronegócio nacional como a países que buscam investimentos no Brasil: a Integração Oeste-Leste, que ligará o Tocantins à Bahia, e a Ferrogrão, unindo Mato Grosso e Pará. Entre os interessados por esses leilões existe a China Communications Construction Company (CCCC). A gigante chinesa também tem outros 26 projetos em seus radares, cujos investimentos são estimados em 102 bilhões de reais. “Nossos ativos chamam a atenção, e isso traz uma perspectiva de investimentos sem precedentes”, diz o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Ministério da Infraestrutura avança na agenda que prioriza reduzir os custos do Estado

Além dos chineses, as concessões de infraestrutura chamam a atenção de investidores norte-americanos, alemães, franceses, espanhóis e canadenses. Eles se interessam, principalmente, pelos terminais aeroportuários, onde os carros-chefe são Curitiba-PR, Goiânia-GO e Manaus-AM. A previsão é que esses aeroportos sejam licitados em outubro de 2020. Já Santos Dumont, no Rio da Janeiro-RJ, e Congonhas, em São Paulo-SP, devem entrar em processo de licitação até 2022. “Política de infraestrutura não é de governo, mas de Estado. Temos que pensar no longo prazo”, pontua o ministro.

Ex-capitão do exército, e com formação em engenharia militar, Tarcísio Gomes de Freitas é considerado o ministro que mais tem avançado na agenda que prioriza reduzir os custos do Estado. Em 100 dias na pasta, ele viabilizou a concessão de 23 ativos. Recentemente, discursou na solenidade de abertura do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado em maio de 2019 no Rio de Janeiro-RJ. No evento, deixou claro que o governo busca conceder o máximo de infraestruturas que interessam à iniciativa privada para que seu ministério tenha orçamento para se dedicar às obras estratégicas. “Precisamos que a iniciativa privada traga investimentos para que eu tenha estoque de orçamento e possa aplicar naqueles empreendimentos onde a iniciativa privada não vai chegar;, afirma.

Entrevistado
Reportagem com base no discurso do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC)

Contato
aescom@infraestrutura.gov.br ascom@cbic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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